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Fé e razão

25 de jan. de 2018
2 min de leitura

Mc 8,28 “e vós quem dizeis que eu sou?”

Neste contexto vale lembrar o que diz a Fides et ratio sobre a relação entre fé e razão:” A razão, privada do contributo da revelação, percorreu sendas marginais com o risco de perder de vista a sua meta final. A fé, privada da razão, pôs em maior evidência o sentimento e a experiência, correndo o risco de deixar de ser uma proposta universal. É ilusório pensar que, tendo pela uma razão débil, a fé goze de maior incidência; pelo contrário, cai no grave perigo de ser reduzida a um mito ou superstição. Da mesma maneira, uma razão que não tenha pela frente uma fé adulta não é estimulado a fixar o olhar sobre a novidade e radicalidade do ser” JOÃO PAULO II. Carta encíclica Fides et ratio. A posição de Santo Tomás de Aquino em relação ao conhecimento intelectual humano dá conta de todos os fenômenos e é surpreendente pelo equilíbrio metafísico que transmite. O Aquinate sabe um milhão de semelhanças sensíveis não podem dar lugar a uma semelhança inteligível, portanto de uma experiência puramente sensorial não se podem extrair senão propriedades sensíveis semelhantes, que talvez se conformem a uma imagem vaga em que caibam muitos indivíduos. Uma imagem assim não é nem pode um verdadeiro conceito. A postulação platônica da teoria da reminiscência não foi arbitrária, senão que respondeu a esta sólida observação, mas, uma destruída por Aristóteles a teoria das ideias separadas, o intelecto agente toma uma parte do lugar da reminiscência. Nossas espécies vêm, em um sentido, da condição inteligível da nossa alma e das coisas sensíveis, cuja essência é inteligível em potência. Somos em parte passivos, em parte ativos, na captação intelectual. Por isso se distingue o intelecto possível e do agente: a da luz e do artesão. A dimensão ativa do entender, necessária para separar as rationes formais da matéria individual e tornalas inteligíveis em ato, está na raiz do ser humano conhecer nesta vida intelectualmente e diretamente apenas os universais ( e por reflexão, a própria alma). Deus, por sua vez, conhece em si todas as coisas, também as singulares, porque possui a concepção que cria o ser inteiro de todas elas, forma e matéria; enquanto o anjo conhece as essências e os singulares porque Deus infunde em seu intelecto, ao criá-lo, as espécies que são semelhanças das idéias divinas. A razão dessa diferença entre o intelecto humano e os outros intelectos reside em que só as coisas sensíveis nos são dadas diretamente, e em que delas tomamos as espécies, as essências formalizadas. Só por copulação com o sentido nosso intelecto pode voltar ao singular, a matéria concreta.

 
 
 

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