MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS

MARIA
SANTÍSSIMA
O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo; mas o que a fé ensina sobre Maria, ilumina por sua vez, a sua fé em Cristo (CIC 487).
DESCENDENTE DA TRIBO DE DAVI
“José foi também da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de David, que se chamou Belém, porque era da casa e família de Davi para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida” (Luc. 2,4-5).
“Deus enviou seu filho (Gal.4,4), mas para formar-lhe um corpo,quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso,desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a mãe de seu filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galiléia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria”(Luc.1,26-27)”(CIC 488).
Santo Inácio de Antioquia
“de fato, o nosso Deus, Jesus Cristo, segundo a economia de Deus, foi levado ao seio de Maria, da descendência de Davi e do espírito santo. Ele nasceu e foi batizado, para purificar a água na sua paixão”(carta aos Efésios 18,2).
” Ele ‘Jesus’ se chamava a si mesmo “filho do homem”, seja por causa do seu nascimento de uma virgem, que era como já disse – da descendência de Davi, Jacó, Isaac e Abraão, seja porque o próprio Adão é pai desses que acabo de enumerar, dos quais Maria tem a sua origem. De fato, sabemos que os pais das filhas são também pais dos filhos delas” (diálogo com o Judeu Trifão 100,3).
Ireneu de Lião
“E cumpriu o que foi prometido a Davi, pois Deus havia se comprometido a suscitar de fruto do seu seio um rei eterno, cujo reino não teria fim. Este Rei é Cristo, filho de Deus, feito filho do homem, isto é, nascido, como fruto, da virgem descendente de Davi; e se a promessa foi do fruto de seu seio – a saber, um rebento da concepção característica da mulher, e não fruto do homem nem dos rins, como é característico do varão – era pra anunciar o que era de único e próprio na produção deste fruto de um seio virginal procedente de Davi, que reina na casa de Davi pelos séculos e cujo reino não conhecerá fim”(demonstração da pregação Apostólica 36).
“Com estas palavras de [Isaías 11, 1-10], quer dizer que Cristo nascerá daquela que descente de Davi e de Abraão. Efetivamente, Jessé descendia de Abraão e era pai de Davi. Deste modo, a virgem, que concebeu a Cristo era o broto”(demonstração da pregação Apostólica 59).
“Porém, em Belém é também o povo de Davi, de sorte que Cristo é da posterior de Davi, não apenas pela virgem que lhe trouxe à luz, mas também por ter nascido em Belém, pátria de Davi”(demonstração da pregação Apostólica 63).
São Jerônimo
“Pela genealogia de José, Maria possuía parentesco com ele, e a origem de Maria também precisava ser demonstrada(da virgindade perpétua de maria4).
Agostinho de hipona
“Mateus, ao estabelecer a genealogia de Cristo segundo a carne desde Abraão, o pai do povo fiel, e a continuar na linha descendente até Davi (Mat. 1,1-17), teve em vista mostrar a função e dignidade real de Cristo (…) Lucas, querendo também fornecer a genealogia do Senhor segundo a carne, mas na linha Sacerdotal, narra os graus de origem de seus antepassados (Luc. 3,23-38). Todavia, não menciona os mesmos nomes de Mateus, isso porque a linhagem de sangue real; esta teve como origem Davi. Ora, um de seus filhos (José), conforme o costume de então, desposara uma mulher da tribo Sacerdotal, o que fazia Maria pertencer a uma e outra tribo, isto é, às tribos real e sacerdotal. Assim, quando José e Maria foram recenseados, está escrito serem eles da casa, isto é,da estirpe de Davi (Luc.2,4), mas ocorre ainda que Isabel, de quem está dito ser parenta de Maria, pertencia à tribo Sacerdotal (Luc. 1,5.36)”(sobre diversas questões 83).
MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS
Vamos ajudar os nossos amigos que até hoje não entenderam que negar o título “mãe de Deus”, é uma heresia, até mesmo para as igrejas da reforma Protestante, infelizmente os professores de teologia Protestantes sabem disso, mas, muitos tem medo de ensinar o certo.
Vemos de uma forma especial dentro da liturgia uma linguagem usada em relação à Virgem Maria, que tinha vindo a ser chamada de “Theotokos.” A despeito do esforço para encontrar prova disso em outros lugares, há motivos para acreditar que o título teve origem em Alexandria, onde harmonizava com a tradição Alexandrina genérica e epitomada. O exemplo mais antigo em contestado do termo Theotokos foi na Encíclica de Alexandre de Alexandria dirigida contra o arianismo em 324 (Alexandre de Alexandria Epístolas 54). Mais adiante no século IV, o Imperador Juliano, em sua polêmica contra os “Galileus”, perguntou aos cristãos: “Por que vocês chamam incessantemente Maria de Theotokos? (Juliano contra os galileus 262). Mas a origem da ideia de Theotokos não devem, quase Com certeza, ser procuradas nas polêmicas nem na especulação, mas na devoção, talvez na versão grega primitiva do hino para Maria, sub tuum praesidium, aqui também a teologia teve de concordar com a liturgia. Maria, nos conflitos com o gnosticismo, tinha servido como prova da realidade da humanidade de Jesus: ele tinha verdadeiramente nascido de uma mãe humana e, portanto, era um homem (Ireneu contra as heresias 5.1.2). Mas a piedade e a reflexão Cristã tentavam provar o sentido mais profundo da salvação, o paralelo entre Cristo e Adão encontrou sua contraparte na imagem de Maria como a segunda Eva, que, por sua obediência, tinha desfeito o dano causado pela desobediência da mãe da humanidade (Irineu prova da pregação Apostólica 33). Ela era a mãe do homem Jesus Cristo, a mãe do Salvador; mas ele, para ser o salvador, também tinha de ser Deus, e ela, como sua mãe, tinha de ser “mãe de Deus”. na devoção popular, esses temas se entrelaçam com outras especulações sobre a maneira do nascimento de Cristo me da vida posterior da Virgem Maria, mas o desenvolvimento da imagem cristã de Maria e o eventual surgimento de uma doutrina Cristã de Maria, em seus temas fundamentais, deve ser entendido no contexto do desenvolvimento da devoção a Cristo e, claro, do desenvolvimento da doutrina de Cristo.
Pois era de grande importância para a cristologia se alguém tinha ou não o direito de chamar Maria de Theotokos. Os arianos e outros podem ter usado o termo sem ter extraído dele conclusões concordante com a ortodoxia de Atanásio. Mas uma vez que a fórmula nicena tinha sido estabelecida esclarecida, os que estavam na sucessão de Atanásio, e talvez o próprio Atanásio (Atanásio discurso contra os arianos 3.29), descobriram nesse título uma fórmula competente para sua crença de que na Encarnação, divindade e humanidade estavam tão intimamente unidas que, por meio do que veio a ser conhecido “como a comunicação das propriedades”, nem o nascimento, nem a crucificação nem a salvação podiam ser atribuídos a uma natureza sem a outra. Era uma forma de falar de Cristo, no mínimo, tanto quanto de falar sobre Maria. Uma vez que era permissível falar de Cristo como “o Deus sofredor”, como a piedade e a proclamação da igreja falavam, a cristologia Alexandrina também podia tirar vantagem do termo litúrgico theotokos Para apoiar sua ênfase na unidade da pessoa de Cristo.
















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