Memento Mori – O tempo de nossas vidas
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- 9 de jul. de 2017
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Uma expressão que li tempos atrás e me levou a reflexão é Memento Mori, que é uma expressão latina utilizada pelos monges na idade média que significa algo como “Lembre-se de que você é mortal”, ao qual era respondida com “Carpe Diem”, que significava “aproveite a vida”, para recordar que a efemeridade da vida não deve ser preenchida com vaidades e que na vida tudo passa, inclusive a própria vida.
Ninguém tem o poder de voltar o tempo que passou, de servos a reis, todos estão debaixo do mesmo jugo incansável do tempo. Uma vez iniciado, ele não se interrompe, não avisa sua velocidade, transcorre silenciosamente e nunca desvia o seu curso. O tempo é um dos bem mais preciosos que temos, mas nem sempre o damos o devido valor.
As vezes trocamos nosso tempo por futilidades, ou o perdemos com sentimentos inúteis, tomamos o maior cuidado com coisas triviais, mas o quão mais cuidadosos não deveriamos ser com aquilo que não se pode saber quando acabará, e que quando se for, simplesmente significará o fim. E esse fim, é a única coisa que temos por certo em nossas vidas.
E o homem ainda se diz sábio, vive como se não fosse morrer, e morre como nunca tendo de fato vivido. Dizem que o tempo é cruel, que ele não perdoa, e de fato, ele parece ser inimigo dos que não lhe dão a devida importância e valor. Não precisamos chegar ao fim da vida para perceber que ela é curta e o tempo passa rápido demais, para lembrar que nem todo o dinheiro do mundo fará o tempo voltar para trás, que todo o arrependimento de hoje poderia ter sido evitado, que bons momentos foram jogados fora, que nossa ansiedade tirou nosso sono a toa, e que gastamos boa parte da vida perseguindo coisasque no fim não representarão absolutamente nada.
Deus criou o tempo para nos lembrar que somos apenas um sopro de vida, que temos de valorizar e ser grato a cada momento dado, para entendermos que apesar de achar que temos algum controle sobre ele, somente seu Criador sabe todos os seus segredos, e a nós, nos cabe usa-lo sabiamente, segundo sua vontade.
E esse tempo apesar de ser curto, pode ecoar por toda eternidade, que ele seja então vivido plenamente, cheio de fé, esperança e amor.
Ramon Serrano















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