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Nota sobre a Inquisição

9 de jul. de 2017
2 min de leitura

A Inquisição não deixa de ser uma página negra na História da Igreja Católica, porém, o número de condenados à morte por ela,  e que foram executados, não atingiu 10 mil pessoas.[1] Isso durante aproximadamente 500 anos. Ora, a Revolução Francesa, em nome de Liberté Egalité,  Fraternité, nos poucos meses do Terror, guilhotinou entre 16 mil e 40 mil citoyens. De Mao-Tse Tung, Hitler, Stalin e Pol-Pot, não é necessário falar. E um olhar ao presente mostra Fidel Castro, ainda hoje herói das esquerdas e bajulado por governos, que mandou para o Paredón cerca de 17 mil pessoas, sem falar dos milhares que morreram afogados, ao tentarem fugir da ilha.

[1]Estudos recentes de Rino Camillieri, La Vera Storia dell’ Inquisizione, Casale Monferrato, ed. PIemme 2001, p. 17 (cf.: http://www.ibs.it/code/9788838463433/cammilleri-rino/vera-storia-dell.html), mostram que houve cerca de 50 mil processos, em toda a história da Inquisição, mas apenas uma ínfima minoria acabou sendo levada à morte. Na Espanha, onde mais violenta foi a Inquisição, os condenados à morte foram cerca de 800, o que equivale a 1,8% dos indiciados. No mesmo site acima indicado, Agostino Borromeo, em uma entrevista, salienta que, na Espanha, as acusações contra bruxas levaram a 49 mortes, na Itália, foram 36 e, em Portugal, 4 (Agostino Borromeo foi o organizador do volume L’inquisizione: atti del Simposio internazionale: Città del Vaticano, 29-31 ottobre 1998, Città del Vaticano, Biblioteca Apostolica. Esse Simpósio, que reuniu inúmeros historiadores, realizou-se quando da abertura dos arquivos do Santo Ofício, por ordem do papa João Paulo II. Participaram do encontro, como conferencistas ou como especialistas, estudiosos vindos da Itália, França, Espanha, Portugal, Malta, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Dinamarca, República Tcheca, Estados Unidos e Canadá. Sobre esse tema, em língua portuguesa, cf. também AQUINO, F. Para entender a Inquisição. 3. ed. Lorena: Cleofas, 2010; PERNOUD, R. A Idade Média: Que não nos ensinaram. São Paulo: Agir, 1964; ROPS, H. D. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. São Paulo: Quadrante, 1993, v.3.

Extraído de:

Em breve farei um estudo mais aprofundado sobre o tema para desmistificar de vez essa questão.

 
 
 

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