O AMOR, QUANDO ESTÁ FORA DA ORDEM NATURAL, PODE JUSTIFICAR QUALQUER LOUCURA – Corrado Gnerre

Cada vez mais a mídia está nos põe ao par de uma loucura: apaixonar-se por si mesmo, ou por animais, ou mesmo por coisas. Pessoas que querem se casar com seu cachorro, que se casam consigo mesmo, que demonstram um afeto desproporcional em relação a algum objeto.
É certamente uma loucura, mas uma loucura “lógica”; e o que estamos dizendo não é um contrassenso. Quando se perde a bússola, navega-se sem orientação e pode-se ir a qualquer lugar, sem ir a lugar nenhum. Assim, quando se perde a verdade e, consequentemente, a ordem natural das coisas, tudo se torna possível.
Desse modo, quando a primazia da verdade é substituída pela do desejo, vai-se fazer o quê?… Não há argumentos que convençam!
E assim se chega ao matrimônio não-matrimonial. Ou seja, àquilo sobre o qual falamos no começo: casar-se consigo mesmo, casar-se com animais, objetos e várias outras bobagens do gênero.
Em suma, a vontade, quando não é conduzida pela verdade, torna-se uma potência enlouquecida. Da mesma forma ocorre com o amor: quando não está na ordem natural, portanto na verdade, pode se tornar qualquer coisa e pode endossar qualquer loucura.
Tudo lógico.
Mas por que só poucas pessoas compreendem essas coisas, atualmente?
A resposta é simples: a inteligência ficou cega. Foi por isso que Jesus disse: “Ao que tem se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem, será tirado até mesmo o que tem” (São Mateus, 13, 12)
São palavras que parecem difíceis de interpretar e talvez até um pouco injustas. Mas é o contrário: são perfeitamente lógicas e corretas, pois quando se decide pela desordem mental e o repúdio da verdade, perde-se a pouca luz que ainda resta. Coisa que não ocorre com quem se apaixona pela verdade, cultiva-a e a ela permanece fiel.
Livros e intelectualismo não têm nada a ver com isso. É tudo uma questão de sabedoria.
















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