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O anagógico e o sacramental

3 de fev. de 2018
2 min de leitura

O caráter anagógico do discurso platônico recomenda por si próprio pela sensibilidade sacramental/litúrgica da Igreja Primitiva e encontra uma posição de discurso de muitos dos Pais desta mesma. Este discurso encaixou bem com a doutrina cristã da Salvação, entendida como incarnalmente mediada por Revelação Divina, participação que nos transforma em seres humanos, levando-nos adiante e levantando-nos para realidades sublimes, e, até mesmo, uma união com Deus. Está aproximação incarnacional/simbólica/participativa , como ela tem sido chamada, governou o caminho da Igreja e dos Pais engajados com a Escritura e com os sagrados mistérios da Liturgia. Nossos sensos espirituais internos, retardados pelo pecado, são reacordados por essas formas meditadas de revelação, refinadas pelos nossos esforços morais em resposta a graça, e levantados para a altíssima instituição do divino permitida ao nosso estado humano de criatura: “união contemplativa” em termos Ocidentais, theosis nos termos dos Pais Gregos póstumos.

O modo completo que a Revelação Divina é caracterizado por anagoge, este método pedagógico do Espírito de Deus liderou pelo curso da história o homem adiante e acima. Você pode ver que esse caráter da anagoge especialmente em formas concentradas nas palavras de nosso Senhor e nas ações do Evangelho de João. Invarialmente nosso Senhor intíma, revela e nos chama a um plano maior, para espírito e verdade. Nada resta para subsistir no plano inferior. Todos pontos adiante e acima. Entretanto, a fim de que não acabemos com o incorpório gnosticismo, a “espiritualidade elevada”, por assim dizer, é também uma característica essencial do que há de mais espiritual nos Evangelhos, nunca perdendo de vista o que é concreto, sempre retornando para o terreno, material, tangível, físico e reinvestindo com circunstâncias além das adquiridas nas alturas. Pode-se descrever essa dinâmica como uma constante “circumincessio” entre o que é terreno e o que é do Reino dos Céus, a inter-manifestação da carne e do espírito, um inserido no outro: “na terra como se fosse nos céus”

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The Father of Christian Mysticism by Dr Anna Silvas

Tradução : Caio Riccioppo Azevedo.

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Nota:

> Na escolástica latina se utilizarão as expressões circuminsessio ( Circum = em torno ; insidere = sentar, estar sobre ou dentro ), que sublinha o aspecto mais estático da mútua presença e inabitação , e circumincessio ( incedere = avançar ) que destaca o aspecto mais dinâmico da pericórese , com uma mútua efusão ( derramamento do ser ) e compenetração. Cf. Coda , Dalla Trinitá . L’ avvento di Dio Tra Storia e Profezia , p.399.

>> No fim do período patrístico grego, surge a noção de ” pericórese ” , para descrever a peculiaridade da relação existente entre as três pessoas divinas. São João Damasceno é o primeiro a utilizar esta expressão ( περιχώρησις ) que significava literalmente ” dançar ao redor ” , ou ” andar en torno “. Esta expressão foi utilizada poe Anaximandro , cerca de 450 anos a. C. No âmbito da filosofia . São João Damasceno utiliza o termo pericórese para exprimir seja a união sem confusão da natureza divina e da natureza humana em Cristo, seja a relação mútua in( tra) existência ( existência de cada uma das pessoas no interior das demais) das três pessoas divinas. Damasceno fundamenta a noção de pericoresi , em textos joaninos : ” Eu e o Pai Somos Um” ( Jo 10,30); ” O Pai está em mim e eu estou no Pai ” ( Jo 10,38; cf.14,9.11; 17,21).

 
 
 

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