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O casamento natural é a base da civilização

11 de jul. de 2018
7 min de leitura

Atualizado: 1 de jun. de 2022

O casamento natural é a base da civilização


A instituição do casamento vem sofrendo diversos ataques nas últimas décadas, sendo taxada de todos os nomes e ridicularizadas por todos os lados, chegando ao extremo de ativistas do casamento entre pessoas do mesmo sexo tentarem redefinir o casamento como simplesmente uma relação privada entre duas pessoas amorosas e comprometidas. Na verdade, eles querem redefinir o casamento não para se casarem, já que estatísticas [1] mostram que não houve aumento significativo do número de casamento homossexual nos países onde a prática é legalizada há décadas, mas para alcançar poder. Ao conseguir que o Estado reconheça o casamento homossexual em igualdade com o casamento natural (hétero), será a sanção de que o comportamento homossexual e o heterossexual são a mesma coisa, e qualquer crítica será considerada um preconceito punível por lei. Sabemos que a lei é um “incentivador” de comportamentos, e através dela eles querem moldar os padrões naturais alcançando validação e normalização. Ou seja, pela força da lei, querem aprovação, reconhecimento e validação de toda a sociedade.


Mas a instituição do casamento não foi criada pelo Estado e nem pode ser modificada por ele. O casamento natural é reconhecido e incentivado pelo Estado, por que ele (o Estado), reconhece seus benefícios para sociedade como um todo, e não por questões de bondade governamental, ao contrário do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que apresenta diversas evidências de comportamentos que são destrutivos ao indivíduo e a sociedade. Segundo o órgão americano CDC (Center for Disease Control), 82% dos casos de AIDS em 2006 foram transmitidos por sexo homossexual entre homens, e eles também são 60% dos casos de sífilis.[2] No Brasil, a prevalência de aids entre jovens homens que fazem sexo com homens (HSH) aumentou 140% entre 2009 e 2016.[3] Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) os homossexuais apresentam 20 vezes mais chances de contrair o vírus da AIDS.[4]


Entre várias outras coisas como incidência de câncer[5], abuso de drogas [6] e diminuição da expectativa de vida.[7]


Se a lei é um “incentivador” de comportamento, porque incentivar um comportamento que não é saudável nem ao indivíduo nem a sociedade?


No entanto, o casamento é muito mais do que o relacionamento privado de duas pessoas. O casamento é uma instituição social que fornece à sociedade o próprio alicerce da civilização – a unidade familiar procriadora.


Sem o casamento natural, não haveria estabilidade para as crianças. Na verdade, o casamento é a mais antiga e básica das três instituições fundamentais da civilização ocidental (as outras duas são governo e a igreja). É o mais básico dos três porque sem crianças não haveria necessidade de um governo ou de uma igreja, e nenhum governo ou igreja poderia agir como pai ou mãe. A família é e sempre foi a base fundamental da sociedade. Por isso os ataques a ela tem se tornado tão frequentes, pois ao destruí-la, todo o resto também será.


Os benefícios do casamento natural não podem ser suprimidos em nome de ideologias. O casamento natural beneficia o casal, seus filhos, nossa economia e a nação como um todo. De fato, o casamento natural serve como um tipo de sistema imunológico nacional. Quando nossos casamentos são fortes, nossa nação é forte e nossos problemas sociais são poucos. Quando nossos casamentos são fracos, assim é a nossa nação.


Desde a antiguidade isso foi percebido, o desprezo pelo casamento se tornou tão evidente, que em 131 a.C, o censor Quintus Metellus Macedonius propôs que o casamento deveria ser obrigatório. Pois a disponibilidade de sexo fácil e sem compromisso tinha eliminado a motivação dos homens para casar.[8]


Vejamos o exemplo da queda de Roma, as consequências a longo prazo da prostituição, permissividade, repúdio ao casamento, divórcio, aborto, infanticídio e declínio da população, foram que as cidades romanas começaram a encolher em número e tamanho. Eventualmente o império teve que depender de um constante fluxo de colonizadores bárbaros. No século II, o imperador Marco Aurélio teve de recrutar escravos e gladiadores e contratar germanos e citas para compor as fileiras do seu exército. Consequentemente, Roma tornou-se vulnerável devido ao alto fluxo de imigrantes.[9] Não levaria mais de dois séculos para que o império romano do ocidente caísse por completo.


No Brasil, segundo dados do IBGE, 1 em cada 3 casamentos termina em divórcio.[10]  E segundo o governo brasileiro, para confirmar o que afirmei acima de que a lei é uma grande “incentivador” de comportamento, desde que foi aprovada a lei do divórcio em 1977, o número de divórcio só aumentou, de 1984 a 2014, teve um aumento de mais de 1000%.[11]


Segundo estudo da psicóloga e pesquisadora social norte-americana Judith Wallerstein, o aumento do número de crianças com problemas psicológicos e psíquicos, bem como de adolescentes que entram no mundo do álcool e das drogas, é devido à separação dos pais. Nesse estudo que durou 25 anos, a pesquisadora descobriu que os efeitos do divórcio são muito mais profundos nas crianças do que antes se supunha, e que essas consequências podem ser sentidas na vida adulta, com problemas de relacionamento, bebidas e sexo. Há casos que podem gerar depressão e problemas de aprendizado.[12]


O casamento vem sendo rechaçado em todo o mundo, boa parte dos países apresentam aumento no número de divórcios. É uma doença que vem enfraquecendo nossa sociedade, e vimos como isso pode impactar profundamente as estruturas sociais.


Mas vamos analisar o porquê que o casamento natural é a base da sociedade, e porque casamentos saudáveis representam uma sociedade saudável e devem ser preservados.


Segundo algumas estatísticas, o casamento natural:


Aumenta a expectativa de vida de homens e mulheres.[13]


Civiliza os homens e os concentra em atividades produtivas. Homens solteiros causam a sociedade muito mais problemas do que homens casados.


Protege as mulheres, que muitas vezes desistem ou adiam suas carreiras para ter filhos, de serem abandonadas e prejudicadas economicamente por homens não comprometidos.


Protege as mães de crimes violentos. Mães que nunca se casaram são mais que o dobro propenso a sofrer crimes violentos do que as mães que se casaram.[14]


Reduz os custos de bem-estar para a sociedade.[15] Encoraja uma taxa de natalidade de substituição adequada, resultando em jovens bastante produtivos que contribuem para a sociedade e proporciona segurança social aos idosos. Se essa taxa não for adequada, a nação não pode se sustentar sem a imigração.


As crianças de casamento natural tem:


– Sete vezes menos probabilidade de viver na pobreza.[16]

– Seis vezes menos probabilidade de cometer suicídio.[17]

– Menos da metade da probabilidade de cometer crime.[18]

– Menos da metade da probabilidade de engravidar fora do casamento.[19]

– Desenvolvem melhor academicamente e socialmente.[20]

– São mais saudáveis fisicamente e emocionalmente quando atingem a idade adulta.[21]


Esses resultados positivos do casamento não são novos na nossa cultura do século XXI. Desde praticamente o nascer da humanidade, o casamento tem sido o alicerce da estrutura social humana. Na verdade, o antropólogo britânico J.D. Unwin estudou oitenta e seis culturas civilizadas e incivilizadas, abrangendo cinco mil anos e encontrou que as culturas mais prósperas eram aquelas que mantinham uma forte ética matrimonial. Toda civilização que abandonou essa ética, incluindo os impérios romano, babilônico e sumério, sofreu a morte em breve depois de liberalizar suas práticas sexuais.[22] Uma sociedade civilizada e produtiva não durará muito se seus adultos abandonam seus filhos e uns aos outros para buscar desejos sexuais fora do casamento natural.


Imagine uma sociedade onde existe um número crescente de indivíduos que não possuem uma família estável. Sem a família natural – que fornece às pessoas suas necessidades mais básicas – o caos logo se seguirá. Na verdade, praticamente todos os problemas sociais que temos podem ser rastreados até sua raiz, a família. Se você não acha, basta dar uma olhada nos lares que são destruídos por divórcios, brigas e abandonos. Sem a unidade familiar estável, a sociedade logo entrará em colapso. Infelizmente, nos dias de hoje as práticas que enfraquecem o casamento natural vem sendo incentivadas, e as consequências disso já vêm sendo sentidas.


O casamento é uma instituição divina, fundamentado no amor ágape, sacrificial. Como nos diz o apóstolo Paulo, o marido deve ter o mesmo amor pela sua esposa que Cristo teve pela sua Igreja. Sabendo dos sacrifícios e dores que Cristo sofreu pela Igreja, temos uma ideia da importância do que é essa união. Segundo o cristianismo, a mulher é tomada como parte do homem, e  “a ideia de que o homem de algum modo esteja incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade, isto é, a ideia de que, só na comunhão com o outro sexo, possa tornar-se « completo », está sem dúvida presente. E, deste modo, a narração bíblica conclui com uma profecia sobre Adão: « Por este motivo, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne » (Gn 2, 24).”[23] Por isso, o casamento simboliza a volta ao estado de “uma só carne”, a sua completude, reunidos e sustentados pelo eterno amor de Deus.


“ Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela…” Efésios 5:25

Referências:

[1]  Maggie Gallagher and Joshua Baker, “Demand for Same-Sex Marriage: Evidence from the

United States, Canada, and Europe,” Institute for Marriage and Public Policy, April 26, 2006

[2] Center for Disease Control, Cases of HIV infection and AIDS in the United States

and Dependent Areas, 2006 HIV/AIDS Surveillance Report

[5] John R. Diggs, Jr. M.D, “The Health Risks of Gay Sex,” Corporate Resource Council, 2002

[6] Gay and Lesbian Medical Association, “Ten Things Lesbians Should Discuss With Their Health

[7] Hogg RS, Strathdee SA, Craib KJP, O’Shaughnessy MV, Montaner JSG, Schechter MT. Modelling the impact of HIV disease on mortality in gay men. International Journal of Epidemiology

[8] Citado pelo historiador  Aulus Gellius em The Attic nights of Aulus.

[9] Vishal Mangalwadi – O livro que fez o seu mundo

[12] The Unexpected Legacy of Divorce: A 25-Year Landmark Study, Judith Wallerstein

[13] Marital status and longevity in the United States population, http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16905719.

[14] Robert E. Rector, Patrick F. Fagan, and Kirk A. Johnson, “Marriage: Still the Safest Place for Women and Children,

[15] Patrick F. Fagan et al., “The Positive Effects of Marriage: A Book of Charts,” The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/features/marriage/index.cfm

[16] See Patrick F. Fagan et al., “The Positive Effects of Marriage: A Book of Charts,” The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/features/marriage/index.cfm

[17] Michael J. McManus, “Why Is It in the Government’s Interest to Save Marriages?” The Heritage Foundation, http://www.heritage.org/research/family/WM80.cfm

[18] Ibid, Fagan, Chart 17.

[19] Ibid, Fagan, Chart 29

[20] Ibid, Fagan, Chart 21.

[21] Ibid, Fagan, Charts 16-29.

[22] Joseph Daniel Unwin, Sex and Culture (London: Oxford University Press, 1934).

[23] Encíclica Deus Caritas Est – Bento XVI

O Caminho

 
 
 

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