O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS
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- 24 de nov. de 2019
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O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS
Por muitas vezes já ouvimos a frase “parece obra de igreja”, que era uma analogia com obras públicas ou particulares que ficavam se arrastando por muito tempo. Isso está relacionado às obras da Igreja Católica, pois sempre eram obras que demoravam duas, três ou mais gerações pra ficarem prontas. Está analogia nunca está relacionada com seitas protestantes, pois veremos que existe uma ingerência internacional que dá amplo suporte à essas igrejas, serão feitos vários artigos sobre o tema, vamos avaliar uma por uma, começaremos com os adventistas do sétimo dia, veremos que à questão passa pelo cunho religioso, mas a meta é política e econômica. Este é o primeiro artigo de muitos outros que irei demonstrar á articulação por detrás do empenho de mudar o cenário religioso no país, mas um detalhe não é coincidência, todos são dos EUA, irei abordar até movimentos religiosos progressistas católicos vindo dos EUA.
“Acho difícil conceber uma estrutura organizacional melhor que a nossa. Noto que muitas pessoas a quem visito, altos executivos, homens de negócios e industriais, mesmo chefes de Estado – ficam maravilhados pela eficiência da estrutura de nossa Igreja.” A revelação é do pastor Neal C. Wilson, presidente, desde 1978, da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sediada em Washington, em recente avaliação das atividades de quase 6 milhões de adventistas existentes cm 190 países, que ajunta ao seu entusiasmo: “Também fico impressionado com o número de adventistas que ocupam lugares de influência nacional e internacional ao redor do mundo. Quando eu era jovem, a Igreja não possuía muitos amigos nos altos postos e os adventistas eram quase desconhecidos no mundo dos negócios, das profissões e da política. Hoje, tudo mudou. Deus tem feito prosperar muitos dos nossos irmãos, dando-lhes habilidade de liderança, força espiritual, uma variedade de talentos e êxito financeiro. Por isso, eles têm contribuído generosamente em todas essas áreas, permitindo que nossa Igreja seja vista sob nova luz.” A igreja Adventista do Sétimo Dia , na verdade, é uma empresa religiosa moderna e extremamente eficiente, onde quer que tenha presença. Certamente a mais dinâmica de todas. No Brasil.
São aproximadamente 600 mil crentes, apoiados por uma corpo, que compreende cerca de 7 mil pessoas, entre pastores, missionários, e obreiros, desenvolvem um trabalho, notadamente no campo social, que está longe de ser seguido ou imitado por qualquer outra seita Protestante. O que vemos e chama atenção é uma gama de atividades desproporcionais em relação inclusive, ao número de fieis ou tamanho daquela igreja entre nós, envolvendo um elenco de ações só passiveis de controle mesmo por mecanismos de uma organização de feições multinacionais.
É no mínimo curiosa a desenvoltura que caracteriza a participação da igreja Adventista do Sétimo Dia na Educação e da Saúde enfrentados pelos diversos países é impressionante e misteriosa. Parece que os números esclarecem com suficiente clareza essa contribuição: 5.500 unidades educacionais primárias, secundárias e superiores, com mais de 30 mil professores ministrando ensinamentos a cerca de 1 milhão de estudantes. Opera, por outro lado, um complexo internacional integrado por 166 hospitais, 234 clínicas e dispensários e 54 lanchas e aviões, a serviço do que chama evangelho da Saúde. Um verdadeiro exército – 47 mil pessoas se ocupa dessa imensa rede beneficente nos variados lugares do mundo. Mantém, ainda, 51 casas editoras espalhadas em diversos países, incumbidas de publicações em 175 idiomas, onde se incluem jornais, revistas e livros, com enormes tiragens, sobre fumo, álcool, droga, alimentação e hábitos de Vida.
A obstinação dos adventistas em promover a Educação e cuidar da Saúde mereceu, a prepósito curiosa observação da revista “US Catholic”, em artigo escrito por William J . Whiler, respeitado catedrático de História da Universidade Católica de Purdue, que diz que podemos esperar que uma igreja que aguarda o fim do mundo a qualquer momento concentre sua atuação exclusivamente em assuntos religiosos. Mas que estranhamente não são assim os adventistas. Sua crença na Segunda Vinda não esfriou seu empenho em favor da Educação, do cuidado médico ou do serviço em prol dos outros e que nenhuma denominação Protestante pode apresentar mais impressionante relatório de serviço médico do que a adventista do sétimo dia, levando-se em conta o número total de seus adeptos, que não é compatível com o aparelhamento hospitalar, eu mesmo pude conhecer o hospital silvestre no alto da boa vista, um hospital que contava com equipamentos de última geração, bons salários, em uma época em que o Estado nem sonhava em ter aqueles equipamentos, e pouquíssimos hospitais tinham esse nível. São tradicionais suas campanhas contra o fumo, o álcool e o tóxico, sempre orquestradas com farta publicação de doutrinação contra esses vícios. A apologia da Saúde incorporada ao proselitismo religioso contou sempre com o reforço dos ensinamentos dos seus ideólogos. Como a senhora Ellen G. White, são da linha puritana, aos moldes da Revolução Puritana e da República de Cromwell, onde os revolucionários se percebiam como agentes de Deus na terra. Apóstolos com a missão de virar o mundo de ponta cabeça. O rei era visto como um representante da ordem que deveria ser invertida. Nesse sentido era percebido como um agente do mal na terra. Nessa revoluções podemos verificar que A Bíblia serviu como texto orientador para os revolucionários puritanos, e os revolucionários viam a si próprios como agentes de Deus na terra, uma semelhança com o pensamento das seitas modernas surgidas nas últimas décadas. O adventismo é uma religião forjada e retocada ao modelo de Vida da classe média americana, tipicamente conservadora e Puritana. Nascido nos Estados Unidos no começo do século passado, é um movimento de dissidentes da Igreja Batista, então insatisfeittos com alguns dogmas de fé do protestantismo histórico. Prega obstinadamente a Segunda Vinda do Salvador, quando os justos falecidos ressuscitarão e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e revestidos de imortalidade, enquanto os pecadores, os ímpios, só o farão mil anos mais tarde, para serem destruídos para sempre. É a teoria do milenarismo. O adventista é proibido de usar estimulantes, como álcool, fumo e café, devendo trajar-se sobriamente e abster-se de passatempos mundanos, tais como cinema, baile e jogos.
William Miller (1782-1849), de Pittsfield, Massachusetts, agricultor de origem humilde, depois militar, interpretando as Escrituras e as visões de Daniel e Apocalipse, conseguiu, a partir de 1812, empolgar alguns setores da comunidade batista para as suas conclusões em torno da Segunda Vinda. Nesses estudos, previa o evento para 1843. Corrigiu-as, depois, apontando o outono de 1844, mais exatamente o dia 22 de outubro, como a grande data. Mas nada de extraordinário aconteceu naquele dia, senão uma grande frustração dos crentes reunidos em orações em Battle Creek, Michigan. Em meio as suplicas, exaltação e choro, o dia clareou e a Segunda Vinda não se concretizou. Consequência foi um enorme racha no adventismo, com os fieis, desapontados, voltando às igrejas de origem. Poucos líderes do movimento suportaram a execração plública, a gozação, e mantiveram-se leais à causa, tentando uma recomposição do que sobrou do adventismo apos a debandada.
Entre os reorganizadores e reestruturadores do desarticulado movimento está Ellen G. Harmon, depois Ellen G. White (18271915), de Portland, no Maine, uma ex-metodista que veio a desempenhar papel importante no adventismo durante 70 anos. Liderou várias iniciativas, sobressaindo-se como teorica e ideologa das doutrinas da seita, com 53 livros e 4.500 artigos publicados, abrangendo vários aspectos da fé adventista.
Os adventistas mantém em funcionamento permanente, no Brasil, 11 hospitais, sendo 2 em São Paulo, 2 no Rio de Janeiro, 1 em Belo Horizonte, Campo Grande, Manaus, Belém, Vitoria, Londrina e Salvador; tem instituições para ministrar cursos de culinária, corte e costura, e princípios de enfermagem; 8 grandes clinicas múltiplas; 18 lanchas-ambulatorio equipadas com todos os recursos médicos e odontológicos, percorrendo os grandes rios da Amazonia, Mato Grosso e Pará; 1 avião médico-missionário; várias creches, patronatos, orfanatos, asilos de velhos e clinicas médicas-móveis. Também na érea de Saúde, opera várias lojas de produtos naturais, restaurantes vegetarianos e centros de tratamento de alcoolismo. É conveniente esclarecer, a propósito, que a Igreja Adventista não é dona ou sócia da “ Golden Cross”, poderosa multinacional da área de saúde, apenas administra alguns hospitais da empresa, pois seu dono Milton Soldando Afonso é adventista.
INGERENCIA DE FORA
A ajuda externa, justamente, representa um dos pontos delicados de qualquer estudo com o propósito de redesenhar o panorama religioso brasileiro nas últimas décadas. Com efeito, não tem escapado ao observador mais avisado evidências seguras da interferência de estranhos mecanismos na sustentação do novo quadro que vai se delineando a partir do extraordinário impulso que ganharam os movimentos ou seitas modemas surgidas no Pais. Esse crescimento repentino não pode ser explicado somente pelo resultado da força de doutrinação proselitista dos novos pregadores ou pelo preenchimento dos anseios dos desiludidos com suas crenças originais. Razões puramente subjetivas podem até justificar grande parte das conversões ou substituições de valores espirituais. Mas não podem, evidentemente. ser subestimadas a velocidade e as características peculiares com que se operam as súbitas transformações em causa. Nao há dúvida quanto a ingeréncia de um fator acelerador em todo o processo. Pelo menos, a se dar crédito aos números de adesões aquelas religiões anunciadas pelos porta-vozes dos interessados.
Vista a questão dessa perspectiva de suspeita, é natural, entéo, que se ponham as indagagoes cabiveis no caso, ou seja, qual a procedência dessa ajuda e quem sao os beneficiários da mesma? qual o seu montante e como se processa? quais os objetivos de quem a promove?
Seria ingénuo, para nao dizer absurdo, raciocinar com a hipótese da existência de um plano ordenado com objetivos politicos para conseguir uma modificagao imediata no quadro religioso brasileiro. Uma trama desse tipo não se enquadraria na temporalidade das coisas. As ideologias nao parecem interessadas em coordenadas de sedimentação tão futura que requeira séculos para apresentar resultados práticos. Mas não desprezam as oportunidades oferecidas pelos rumos naturais que assumem os movimentos sociais ou religiosos, nem deixam de aproveitar as brechas ocasionais que se abrem nas estruturas para inflltrar as mesmas ideologias. É cômodo e facil. O comprometimento é minimo. Os investimentos sao relativamente baixos nesses casos e os frutos compensadores a curto prazo.
Uma visão com esse enfoque da paisagem religiosa da América Latina, particularmente do Brasil, mostra exatamente a ocorréncia do fenômeno favorecendo a capitalização de dividendos políticos para aquela ação oportunista. A proliferação de seitas novas, aliciando crentes com relativa facilidade, sobretudo nas camadas mais pobres das populações urbana e rural, vai alargando os flancos a consolidação de ideias defendidas pela situação dominante. Manter é menos complicado do que mudar. E os movimentos religiosos de grande apelo popular ajustam-se sob medida a essa estratégia, porque, na sofreguidão de engrossar as suas fipleiras de adeptos, preocupam-se exclusivamente com o transcendental. deixando o temporal como sempre esteve. Conquanto a fé ostente uma pujança expressiva, competitiva mesmo, dados os termos em que foi colocada a disputa de crentes, o que conta nessa corrida é, pois, o número de ovelhas conquistadas e a forja em detrimento de novo sistema econômico e político liberal.
Jancso, Istvan. A construção dos estados nacionais na América latina, MONTEIRO DE LIMA, Delcio, os demônios descem do Norte.















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