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O OUTONO DA IDADE MÉDIA NA MÚSICA: GUILLAUME DUFAY – Otto Maria Carpeaux

6 de set de 2018
1 min de leitura

O primeiro compositor verdadeiro “flamengo” é Guillaume Dufay (1400-1474), natural de Chimay, que esteve na Itália como membro da capela papal; sua música corresponde, ao norte dos Alpes, à Renascença do Quattrocento italiano.

É contemporâneo de Van Eyck; e certas obras recentemente reeditadas, como a missa Se la face, seriam — pode-se imaginar — a música que os anjos cantam na parte superior do altar dos Van Eyck, na catedral de St. Bavo em Gent.

Mas é uma ilusão. Aqueles quadros ainda hoje têm o mesmo brilho de cores como no tempo em que foram pintados; sua importância não é só histórica, porque são de uma infinita riqueza espiritual.

A música de Dufay é “mais rica” só em comparação com a de seus predecessores; mas dá a impressão de estranho, às vezes de bizarro. O mestre já domina as regras todas; ainda não sabe aproveitá-las para comunicar-nos sua emoção religiosa; ou então, nós já não sabemos apreciar-lhe os modos de expressão.

(Em: Otto Maria Carpeaux, Uma nova história da música)


Guillaume DuFay, Ecclesiae militantis

 
 
 

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