O QUE DEVEMOS FAZER? – Scott Hahnn medita sobre o 3º Domingo do Advento

No Evangelho deste domingo, o povo está “cheio de expectativa”, pois crê que João Batista poderia ser o Messias que estava esperando. Três vezes ouvimos a sua pergunta: “O que devemos fazer?” A vinda do Messias desafia cada pessoa a escolher entre arrepender-se ou não se arrepender. Esta é a mensagem de João e será a de Jesus (v. Lc 3,3; 5,32; 24,47).
“Arrependimento” é a tradução da palavra grega metanoia (que significa, literalmente, “mudança de mentalidade”). Nas Escrituras, o arrependimento é apresentado como uma “viravolta ” que compreende dois aspectos (v. Ez 3,19; 18, 30): distanciar-se do pecado e aproximar-se de Deus (Si 17, 20-21; Os 6,1) .
Essa “viravolta ” é mais do que um simples reajuste nas atitudes: implica uma mudança radical de vida. Requer “bons frutos” como evidência de arrependimento (v. Lc 3, 8). Por esta razão, João diz às multidões, aos soldados e aos publicanos que eles têm que demonstrar sua fé através de obras de caridade, honestidade e justiça social.
Na liturgia de hoje, cada um de nós é chamado a ser parte dessa multidão que escuta a “boa notícia”, que é a exortação de João para o arrependimento. Devemos examinar nossas vidas, e perguntar, sinceramente, como eles perguntaram: “O que devemos fazer?” O nosso arrependimento deve brotar, não do medo da “ira iminente” (v. Lc 3,7-9), mas da alegre proximidade a nosso Deus salvador.
O tema ressoa nas leituras de hoje. Na epístola lemos: “Alegrai-vos (…) o Senhor está próximo. Não se inquietem com coisa alguma”. O salmo também nos exorta a permanecermos alegres, sem temer a vinda do Senhor. Na primeira leitura de hoje, ouvimos ecos do anúncio do anjo a Maria. As palavras do profeta são muito semelhantes à saudação de Gabriel (v. Lc 1, 28-31). Maria é a filha de Sião, a favorita de Deus, instruída a não temer, mas a alegrar-se, pois o Senhor, que é “um Salvador poderoso”, está com ela.
Ela é a causa da nossa alegria, pois é por meio dela que se aproxima de nós o Messias, aquele sobre quem João disse: “Virá aquele que é mais forte do que eu” (Lc 3,16).
















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