O RUMO DE CASA – Scott Hahn medita sobre o 2º Domingo do Advento

O Salmo de hoje descreve uma cena de sonho: uma estrada cheia de prisioneiros libertados, voltando para casa em Sião (Jerusalém), com os dentes cheios de risos e e as línguas cheias de alegria.
É uma imagem gloriosa do passado de Israel, um “novo êxodo”, a libertação do exílio na Babilônia, recordado em um momento de flagrante incerteza e ansiedade. Mas o salmista não o faz por nostalgia. Lembrando que “o Senhor fez grandes coisas” no passado, ele está realizando um ato de fé e de esperança de que Deus virá a Israel auxiliá-lo em sua necessidade atual, e de que Ele fará coisas ainda maiores no futuro.
É disto que tratam as leituras do Advento. Recordamos os feitos salvadores de Deus, tanto na história de Israel como na vinda de Jesus. A razão de ser da nossa lembrança é avivar a nossa fé, para nos encher com a confiança de que (como diz a epístola de hoje) “Aquele que começou uma boa obra em [nós], continuará a completá-la” até que Ele venha novamente em Sua glória.
Cada um de nós – ensina a Liturgia – é como Israel em seu exílio, levados ao cativeiro por nossa pecaminosidade, necessitados de restauração e conversão pela Palavra do Santo (Baruch 5, 5).
As lições da história da salvação devem nos ensinar que, como Deus libertou Israel mais de uma vez, em Sua misericórdia Ele também nos libertará de nossa sujeição ao pecado, se arrependidos nos voltarmos para Ele.
Esta é a mensagem de João Batista, que é apresentado, no Evangelho de hoje, como o último dos grandes profetas (v. Jeremias 1, 1-4, 11). Mas João é maior do que os profetas (Lucas 7, 27). Ele está preparando o caminho, não apenas para uma nova redenção de Israel, mas para a salvação de “toda carne” (veja também Atos 28, 28).
João cita Isaías (40, 3) para dizer que veio para construir o nosso caminho de volta a casa, uma saída do deserto do pecado e da alienação de Deus. É a estrada do seguimento de Jesus: caminhada que devemos fazer com alegria, como diz a primeira leitura de hoje, uma vez que somos alvos dos cuidados de Deus.
















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