OS CONVIDADOS PARA AS NÚPCIAS – Scott Hahn medita sobre o 32º Domingo do Tempo Comum

De acordo com os costumes de casamento na época de Jesus, a noiva era “prometida” ao marido, mas continuava por um certo tempo a morar com a sua família. E então, na data marcada, alguns meses depois, o noivo viria reivindicá-la, levando sua família e os preparativos da festa para as bodas nupciais que seriam celebradam, inaugurando a nova vida que viveriam juntos.
Este é o pano de fundo para a parábola do juízo final, que ouvimos no Evangelho de hoje.
No simbolismo da parábola, Jesus é o Noivo (ver Marcos 2:19). Nisto, Ele cumpre a antiga promessa de Deus de unir-se, para sempre, ao Seu povo escolhido, como o marido se une à sua noiva (ver Oséias 2: 16-20). As virgens da festa nupcial somos nós, os membros da Igreja.
Fomos “prometidos” a Jesus no batismo (ver 2 Coríntios 11: 2; Efésios 5: 25-27) e somos chamados a uma vida de santidade e devoção, até que Ele volte para nos conduzir à festa do casamento celestial, no final dos tempos (ver Apocalipse 19: 7-9; 21: 1-4).
Como São Paulo adverte na Epístola de hoje, Jesus está vindo de novo, embora não saibamos o dia nem a hora.
Precisamos estar vigilantes durante a noite escura do tempo, em que nosso Noivo parece muito atrasado. Precisamos manter as lâmpadas de nossas almas cheias do óleo da perseverança e do desejo de Deus, virtudes que são exaltadas na Primeira Leitura e no Salmo de hoje.
Devemos buscá-Lo no amor, meditar em Sua bondade, invocar Seu nome, esforçar-nos por ser cada vez mais dignos Dele — e ser encontrados sem mancha alguma, quando Ele vier.
Se o fizermos, seremos contados entre os sábios e o óleo de nossas lâmpadas não se esgotará (ver 1 Reis 17:16). Perceberemos o Noivo, a Sabedoria de Deus (ver Provérbios 8: 22–31, 35; 9: 1–5), apressando-se em nossa direção, convidando-nos para a mesa que Ele mesmo preparou: o rico banquete que satisfará as nossas almas.
















Comentários