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OS SANTOS ANTES DE CRISTO

31 de jan. de 2018
2 min de leitura

A TRADIÇÃO DE SEMPRE

Com base na declaração consistente de teólogos eclesiásticos de quê os Santos anteriores a Cristo tinham de ser incluídos na definição da Igreja Cristã, a exigência de que a doutrina se adeque à antiguidade a fim de ser Ortodoxa sugere que “a Paixão da igreja começou com o sangue de Abel e que a igreja do eleito é uma” (Gregório Magno homilias sobre Ezequiel 2.3 16), quer o eleito tenha vindo antes de Cristo quer depois dele. Por conseguinte,”a santa igreja na integridade de sua fé” (Gregório Magno homilias sobre Ezequiel 2.3.1 17) e de sua doutrina incluía os santos tanto do Antigo Testamento quanto do novo. Até mesmo os patriarcas, que viveram antes do recebimento da Lei por Moisés, “sabiam que o único Deus todo-poderoso é a santa Trindade, mas não pregaram muito publicamente sobre a Trindade que conheciam” (Gregório Magno homilias sobre Ezequiel 2.4.10). Os Santos do antigo testamento não poderiam ter amado verdadeiramente a Deus a menos que tenham recebido a graça “da própria Trindade”, que é Deus (Gregório Magno homilias sobre Ezequiel 2.4.4).E uma vez que a doutrina do cristianismo católico podia simplesmente ser designada como “o mistério da Santa Trindade” (Gregório Magno homilias sobre Ezequiel 2.4.11) ou como “a fé da Trindade” (Gregório Magno discursos morais sobre Jó 33. 10. 20),deve ter-se crido nessa Doutrina Não só em todos os lugares ao longo da cristandade, Mas também sempre ao longo das eras anteriores a Cristo e posteriores a ele. Mas a exigência, como uma Norma da ortodoxia, de que a doutrina tenha sido sempre crida referia-se com especial Força às “doutrinas dos pais que falavam de Deus” [tás tô theêgorôn paterôn didaskalias]”(Leôncio de Bizâncio contra os nestorianos e os eutiquianos 1), das quais era errado se desviar. Os que alegavam ser sábios em sua própria erudição ignoravam “os trabalhos antigos dos Santos pais” (Leôncio de Bizâncio contra os arianos e os eutiquianos ) e, contra eles é necessário citar a autoridade do testemunho dos antigos (Leôncio de Bizâncio contra os nestorianos e os eutiquianos). É possível definir um herege como alguém que, por meio de suas próprias ideias ímpias, tentava destruir os ensinamentos dos Pais (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 16.53.6). o herege “produziria algo novo que não está nos livros antigos dos Pais antigos” (Gregório Magno discursos Morais sobre Jó 18. 26.39) ou na Bíblia. Era inconcebível para os expoentes do Consenso ortodoxo que houvesse alguma contradição entre a escritura interpretada na forma apropriada e a tradição do o da antiguidade; ou mais precisamente a escritura só era interpretada de modo apropriado quando era vista como estando em harmonia com a tradição. Um sínodo oriental, de 691, definiu o Consenso ortodoxo de forma sucinta: “se levanta-se alguma controvérsia em relação à escritura, que o clero e os bispos] não a interpretem de outro modo que não como os luminares e os doutores da igreja a expuseram em seus escritos, e a estes deixem a glória, em vez de formular as coisas da própria cabeça deles, a fim de que não se afastem do que é apropriado por causa de sua falta de capacidade” (Concílio de trullo Canon 19 [mansi 11.952].

 
 
 

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