OS “TRÊS CAPÍTULOS” – OS CÂNONES DO SEGUNDO CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA (553) Mande

[As obras de três teólogos, nestorianos ou seminestorianos Teodoro de mopsuéstia ver parte 1 seção v, II Teodoreto de Ciro e Ibas de Edessa, tinham sido resumidas como os “três capítulos” e aprovados em calcedônia. Mas os monofisistas pressionaram o Imperador Justiniano através de sua mulher Teodora, conseguindo que ele condenasse os “três capítulos” por um pedido em 543. O Papa Virgílio foi persuadido, ou intimado, a confirmar essa condenação, mas a opinião surgida no ocidente o levou a solicitar a convocação de um Concílio ecumênico, que se reunir Constantinopla e condenou os “três capítulos” assim “Oriente fui reconciliado as custas do acidente” (M. Deanesley, History of the medieval church, p, 11.)
Se alguém não reconhece a única natureza ou substância (oysia) do Pai, Filho e Espírito Santo, sua única virtude e poder, uma Trindade consubstancial, uma só divindade adorada em três pessoas (hypostáseis) ou caráteres (prósôpa), seja anátema. Porque existe um só Deus e pai, do qual procedem todas as coisas, e um só senhor Jesus Cristo, do qual são todas as coisas, e um só Espírito santo, no qual estão todas as coisas.
Se alguém não confessa que há duas concepções do verbo de Deus, uma antes dos tempos, do pai, intemporal e incorporal, e a outra nos últimos dias, concepção da mesma pessoa, que desceu do céu e foi feito carne por obra do Espírito Santo e da gloriosa genitora de Deus e sempre Virgem Maria, e que dela nasceu, seja anátema.
Se alguém disser que existiu um Deus -verbo, que fez os milagres, e um outro Cristo, que sofreu, ou que Deus, o verbo, estava com Cristo Quando nasceu de uma mulher,ou que estava nele como uma pessoa em outra, e que ele não era um só e o mesmo senhor Jesus Cristo encarnado e feito homem, e que os milagres e os Sofrimentos que ele suportou voluntariamente na carne não pertence à mesma pessoa, seja anátema.
Se alguém disser que a união de Deus, o verbo, com o homem foi feita quando à graça, ou à ação, ou à igualdade de honra e autoridade, ou que era relativa ou temporária ou dinâmica, ou que era conforme o Beneplácito (do verbo), sendo que o Deus verbo se comprazia com homem….
Se alguém conceber a única personalidade (hypóstasis) de Nosso Senhor Jesus Cristo de tal modo que permita ver nela diversas personalidades, tentando introduzir por este meio duas personalidades ou dois caracteres do mistério de Cristo, dizendo que dessas duas personalidades introduzidas por ele provém uma única personalidade quanto à dignidade, à honra e à adoração como Teodoro e Nestório escreveram em sua loucura, caluniando Santo Concílio de calcedônia ao alegar que a expressão “uma personalidade” foi por ele usada com essa ímpia intenção; e se não confessar que o verbo de Deus foi unido à carne quanto à personalidade (Kath’ hypóstasin)…
Se alguém aplicar à gloriosa e sempre Virgem Maria o título de “genitora de Deus” (theotokos) no sentido irreal e não verdadeiro, como se um simples homem tivesse nascido dela e não o Deus verbo feito carne e dela nascido, enquanto o Nascimento só deve ser “relacionado” com Deus o verbo, como dizem, porquanto ele estava com um homem e foi nascido…
Se alguém confessar que aquele que foi crucificado na carne, nosso senhor Jesus Cristo, é o verdadeiro Deus e senhor da glória, parte da Santa Trindade seja, anátema.
















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