Racismo Estrutural
Uma definição comum para a palavra racismo é: “Preconceito e/ou discriminação direcionados a quem possui uma raça ou etnia diferente.” O racismo é um pecado, disso não há dúvida. Mas a pergunta que ecoa em nossa mente é: por que o preconceito existe e por que isso é algo ruim? Numa sociedade relativista, onde os valores morais são mutáveis segundo o “espírito da época”, a discriminação não possui fundamento para ser considerada um mal em si. Ela apenas passa a ser condenada ou aceita de acordo com a variação dos tempos. O tão ecoado “racismo estrutural”, seria, por sua própria definição, um preconceito entranhado nas próprias estruturas da sociedade. Mas isso é óbvio, pois com a secularização da sociedade, suas esferas também acompanham essa identidade relativista. E quem defende este tipo de secularização e o abandono de padrões morais são os próprios progressistas! Os mesmos que se dizem combatentes do “racismo estrutural”. Irônico, não? Eles ajudaram a formar a estrutura, e não apenas isso, a dominaram por dentro; por meio das universidades que antes eram o berço dos debates de ideias, mas agora tornou-se de uma ideia só. O engraçado é que de lá que saem os jornalistas, advogados, juízes, políticos, etc. Os progressistas dominaram as estruturas, as remodelaram, derrubaram os valores sólidos que as colocavam de pé, e agora dizem que a estrutura está podre. Para eles a tradição é retrocesso, involução e opressão. Diante deste cenário, as palavras do filósofo holandês, Herman Dooyeweerd, se fazem necessárias: “uma cultura não pode existir sem a tradição.” […] Pois “ o que aconteceria se a cada nova geração decidisse apagar o passado e construir tudo do zero? O mundo se tornaria um deserto, um caos.” Portanto, toda sociedade possui uma “mola mestra”, uma força motriz espiritual que direciona o seu desenvolvimento. E quando essa “mola” não é a Palavra de Deus, que ensina que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, e que apesar das diferenças biológicas, somos igualmente dignos diante do Criador? E que apesar de pecadores, fomos salvos pela graça derramada, sem distinção de raça, cor, sexo ou classe social? o que nos resta? NADA! O sangue de Cristo foi derramado por pecadores, e o pecado não escolhe cor. O racismo só nasce sobre estruturas podres, mas há somente um lugar que é imperecível, incorruptível, onde mal nenhum habita: o Reino do Senhor!
Ramon Serrano
















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