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” Se Deus não existisse, teríamos que inventa-lo, e de fato o fizemos”.

26 de ago. de 2017
2 min de leitura

” Se Deus não existisse, teríamos que inventa-lo, e de fato o fizemos”.



Esse é um slogan muitas vezes repetido por ateus, que a humanidade inventou Deus, como se fosse uma muleta para consolar sua existência desprezível.


Mas esse pensamento remonta aos tempos de Ludwig Feurbach, no século XIX, que propagava essa mesma ideia.


Mas essa ideia não condiz com a realidade da natureza judaico-cristã de Deus. Se eu fosse inventar um deus,


ele estaria sujeito as mesmas mudanças, ele não condenaria meus atos e nunca reprovaria meus pensamentos.


Ele estaria sujeitos as mesmas paixões e vícios que eu, e seria sempre complacente com meus erros. Talvez isso lembre um pouco das mitologias greco-romanas,


bem, não é por acaso…



Mas a concepção do Deus judaico-cristão é bem diferente. Ele é infinitamente bom, perfeito, santo e imutável. Conhece todos os meus erros e os condena, sabe de todos os meus pecados, inclusive os que ainda não cometi. E me julgará com base em todas minhas ações, palavras e pensamentos…


Ele exige santidade, obdiencia e devoção. Esse tipo de Deus ameaça o meu estilo de vida e vai contra tudo que se esperaria de um deus criado pelo homem.


Não seria o tipo de deus que se inventaria caso o fizessem.



Mas essas ideias de Feurbach influenciaram pensadores como Karl Marx e Nietzsche, que por sua vez acabaram influenciando outros movimentos, como o movimento comunista. Nem preciso contar o resto da história e as consequências nefastas disso.



Quando o homem suprime a concepção de Deus e passa a viver como se ele não existisse, ele se torna um escravo de si mesmo e de ideologias, que podem trazer consequências trágicas. O próprio filósofo ateu Nietzsche acreditava que as pessoas precisavam se conectar com uma fonte de valor e significado. Vemos outro exemplo disso durante a Revolução Francesa, onde o culto a Deus foi abolido e a França “descristianizada”, mas logo após fizeram o culto a deusa Razão, e criaram vários mitos e superstições.



É óbvio que existem ateus piedosos com comportamentos morais superiores a muitos cristãos. Mas não é sobre isso que estamos falando.


Como o autor russo Dostoiévski aponta em seu livro acerca desse assunto, “Se Deus não existesse, tudo seria permitido.”


Não foi por acaso que regimes que tiveram o materialismo filosófico ateu como base, como o regime comunista, massacraram milhões de pessoas, pois ao suprimir a ideia de Deus, suprimiu-se também tudo que é relativo a Ele, inclusive os padrões morais. Pois apesar de no fundo saber que matar era errado, pois eles mesmos não gostariam de serem mortos, essa supressão de Deus os fez cegos e ignorantes, escravizados pelas próprias vontades ou de outros, causando um dos maiores banhos de sangue da história humana.



Se tem algo que de fato foi inventado pela mente humana, não foi Deus, mas sim sua inexistência, pois permitiria ao homem eliminar a última barreira entre o amor e o ódio e viver como um completo animal selvagem.

 
 
 

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