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TERTULIANO E A TRADIÇÃO APOSTÓLICA E A AUTORIDADE ÚNICA DA BÍBLIA “Irmãos, ficai firmes e conservai

4 de fev de 2018
2 min de leitura

Tertuliano uma testemunha da igreja latina

Sendo jurista, Tertuliano é um apaixonado da verdade, para ele o problema do Cristianismo é o da verdade diante do erro (paganismo, as várias heresias). O Cristo fundara uma religião para levar os homens ao conhecimento da verdade (apolog. 21, 30). O único problema é saber quem possui essa verdade, quem a pode reivindicar.

Justino procurava partir da filosofia, na qual Clemente via uma correspondência com a lei dos Judeus. Tertuliano recusa-se a admitir qualquer comunicação entre a filosofia e a fé: “tendo Jesus Cristo, já não queremos entrar em discussões frívolas”. As analogias encontradas entre o ensinamento da igreja e o dos filósofos devem-se a empréstimos do antigo testamento ou do evangelho (Apolog. 47, 2. 13-14). Essa verdade assim roubada foi corrompida e falsificada pelos filósofos ; rebaixaram a doutrina salvífica à categoria de opiniões humanas, assimilaram a revelação divina a uma espécie de filosofia. Nem por isso se deve concluir que Deus só pode ser conhecido por revelação. Tertuliano reduz a dois os meios naturais para conhecermos a Deus: a argumentação a partir da criação, que utiliza contra marcião: não há outro sinal manifesto da existência de nosso Deus senão toda obra que ele criou ; e depois o testemunho espontâneo da alma, que ele maneja contra os pagãos.c conhecimento bastante imperfeito comparado com o que vem pela revelação.





A TRADIÇÃO APOSTÓLICA E A AUTORIDADE ÚNICA DA BÍBLIA

De acordo com Tertuliano com Tertuliano (aparentemente antes de se tornar Montanista), ninguém era recebido como pregador sem autorização das igrejas de fundação Apostólica, a matriz e fonte de fé; essas igrejas ensinavam a tradição Apostólica (Tert. Press. 21[CCSL 1:202-203]). Nesse sentido e com essa base, todas as igrejas que ensinavam corretamente podiam ser consideradas primitivas e apostólicas porque compartilhavam a tradição preservada nas igrejas fundadas pelos apóstolos (Tert. Presc. 21[CCSL 1:202-203]). Cipriano, pupilo de Tertuliano, entendia que Mateus 16.18: “Você é Pedro, e sobre essa Pedra edificarei minha igreja”, significava que a igreja foi edificada sobre Pedro, embora um poder similar tenha sido confiado aos outros Apóstolos (Cipr. Unit. eccl.4 [CSEL3:212]).

Os apoiadores da autoridade única da escritura, argumentando a partir de premissas hermenêuticas radicais para conclusões dogmáticas conservadoras, ignoram a função da tradição de garantir o que eles consideravam ser correta exegese da escritura contra as alternativas hereges.

Claramente esse é um anacronismo para sobrepor as discussões dos séculos II e III de categorias derivadas das controvérsias sobre a relação da escritura é da tradição no século XVI, pois ” na igreja Antonieta […] Não havia uma noção de Sola scriptura, mas também não havia uma doutrina de traditio sola”(Outlet [1965], PG 29). Ao mesmo tempo, é essencial observar que materiais doutrinais, litúrgicos e exegéticos de tipos bem distintos foram todos agrupados sob o termo “tradição”, a partir da interpretação Cristológica de passagens específicas. Para Santo Ireneu, Deus em Cristo era tanto a origem quanto o conteúdo da tradição. Cristo tinha transmitido aos seus discípulos a tradição de que o pai é o único Deus (Iren. Her. 3.9.1[Harvey 2:30]). Esse Deus único foi anunciado pelos profetas e pelo verdadeiro evangelho; era ele que os cristãos adoravam e amava de todo coração (Iren. Her. 3.10.5[ Harvey 2:40]). A igreja recebeu essa tradição do evangelho dos apóstolos e transmitiu-a para seus filhos (Iren. Her. 3. Pr. [Harvey]).

 
 
 

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