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Tradição da doutrina cristã

30 de jan. de 2018
3 min de leitura

A doutrina é o que é ensinado, crido e confessado. A história da doutrina doutrina desde seu surgimento como um campo distinto de investigação, concentra-se no que é confessado, ou seja, nos dogmas como declarações normativas da crença cristã adotados pelas várias autoridades eclesiásticas e aplicados como o ensino oficial da igreja. A história do dogma está ligada ao desenvolvimento doutrinal antes ou depois da formulação dessas declarações normativas devido a sua ligação desse desenvolvimento com o dogma. Os pensadores cristãos, já nos primeiros séculos, começaram a distinguir entre a instrução que pretendiam “apontar os hábitos corretos” (Atanásio Ep. Fest. II. 3 pg 26.1405). A distinção foi sugerida pelo próprio método do novo testamento. Vemos o apóstolo Paulo, tanto na epístola aos Romanos quanto aos efésios, estabelecendo primeiro os “sermões dogmáticos”, definidos como sermões que contém um relato da vinda de Cristo e indicam e depois prosseguem com a exortação ética. A grande comissão de Mateus 28.19 também era vista como uma divisão da disciplina cristã em duas partes, a parte ética e a precisão dos dogmas. A história, ao relacionar o que é confessado ao que é crido e ensinado,leva e conta como as doutrinas se desenvolvem. (E nem por isso os pais da igreja foram hegelianos), sem estabelecer limites rígidos identificaremos o que é crido como forma de doutrina cristã presente nas modalidades de devoção, espiritualidade e adoração, o que é ensinado como o conteúdo da palavra de Deus extraído pela exegese dos testemunhos da Bíblia e transmitido às pessoas da igreja por meio da proclamação, da instrução e da teologia desenvolvida na igreja, tanto contra o falso ensinamento na igreja quanto contra os ataques de fora dela articulados em polêmicas e em apologéticas, em credo e em dogmas. Nessa história do desenvolvimento da doutrina, o credo e o dogma são importantes como um índice do que a igreja crê, ensina e confessa. Através da história fazendo uma retrospectiva podemos saber o que foi confessado, o que de fato foi ensinado e realmente crido. A relação entre crer, ensinar e confessar também envolve tanto a questão do sujeito quanto a da fonte do material para a história do desenvolvimento da doutrina mudará de forma gradual, mas firme. A questão do entendimento da história da doutrina da igreja, como o que a igreja crê, ensina e confessa com base na palavra de Deus podemos analisar como a igreja entendeu o que Jesus e os apóstolos ensinaram, esse é um processo contínuo, nem de perto é um produto entregue pronto. A forma tão definida que a doutrina cristã assume na história é . A palavra tradição, como o termo doutrina, refere-se simultaneamente ao processo de comunicação e ao seu conteúdo. Assim, o termo tradição significa a transmissão do ensinamento cristão durante o curso da história da igreja, mas também significa o conteúdo transmitido. Há um sentido em que a noção mesma da tradição parece inconsistente com a ideia de história como movimento e mudança. Pois se que a tradição é antiga, consagrada pela idade, imutável uma vez que foi estabelecida em algum momento anterior da história. Ela não tem historia, uma vez que sugere o aparecimento em um determinado ponto no tempo do que não havia ali antes. De acordo com Eusébio na história eclesiástica, a doutrina cristã não tem realmente uma história, sendo eternamente verdade é ensinada nos primórdios; só a heresia tinha uma história surgida em um momento particular e por intermédio da inovação de professores em particular, ” só quando a tradição perdeu sua autoridade que a história foi posta em exercício”. A tradição sem história homogeneíza todos os estágios do desenvolvimento em verdade definida estaticamente; a história sem tradição produz um historicismo que relativiza o desenvolvimento da doutrina cristã de maneira a fazer a distinção entre crescimento autêntico e aberração maligna que parece completamente arbitrária. A história da doutrina cristã, é a via para compreender a autêntica continuidade da crença, do ensinamento e da confissão cristã, ” A tradição é a fé viva dos mortos; o tradicionalismo é a fé morta dos vivos, Jaroslav pelikan”. [Creio em uma igreja una santa católica e apostólica].

 
 
 

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