TRAZENDO LUZ PARA A IDADE MÉDIA

• TRAZENDO LUZ PARA A IDADE MÉDIA • Parte I
• “ser católico e apoiar tortura é algo super lógico” assinado: herege.
• Este texto tem o objetivo de mostrar que algumas pessoas, como o desta frase acima em destaque, a compreensão dessas pessoas é de que fazer história não é para saber se tal fato é exato ou não; Eles procuram apenas aquilo que possa promover suas ideias. Então, eu acredito que quem se dispõe em fazer esse tipo de história, deve-se voltar para política, para o romance, o cinema ou o jornalismo; ou para seu clube religioso ou ideológico. A História não tem interesse a não ser quando busca a verdade; para muitos a Idade Média oferece um tipo de história que não é mais do que um pretexto, um campo de escolha: um período que o grande público desconhece, com alguns nomes que se sobressaem como Carlos Magno, Joana D’Arc, A Inquisição, os cátaros, os templários, o Graal, etc. Esta é, mais ou menos a bagagem média ensinada pela agenda curricular das escolas secundárias e primárias. Quando se deseja dar força, eles completam com segredo dos templários e o Tesouro dos cátaros. Por este meio, e de forma grandiosa, pode-se promover ideias, como querem muitos professores que não são apenas professores, mas, ideólogos. Faz-se isto, geralmente, com uma naturalidade que é surpreendente sempre, a nós outros, eu como um pobre empreiteiro que sou, para quem a história é o estudo paciente de documentações, às vezes bastante áridos, mas sempre concretos, traços de acontecimentos vividos por pessoas vivas, pouco preocupadas de se condicionar a teorias pré-fabricadas, ou obedecer a estatísticas determinadas.
• É sem dúvida um dos erros capitais de nosso tempo: acreditar que a história se faz em nossos pequenos cérebros, que pode ser construída conforme for preciso, O que é bem típico da herança Iluminista (Voltaire fez isso muito bem) que os protestantes herdaram. É de se notar que em nome de uma Liberdade de pensamento, que se confunde entre o ingênuo ou a falta de pudor sobre a História. a liberdade de pensamento que ela exige e necessita como toda pesquisa científica, não pode ser confundida de forma alguma com fantasias e intelectuais de um indivíduo de dadas por suas opções políticas, opiniões pessoais, impulsos momentâneos mais simplesmente pelo Desejo de escrever alguma coisa para ofender quem pensa de forma contrária a sua ideologia. A história tem seu tempo. ela deixa de existir quando não for procura de verdade, fundamentada em documentos autênticos; ela se evapora literalmente; ou melhor, ela nada mais é do que fraude e mistificação.
• Uma certa vez fui corrigido Por que coloquei a idade média após 1500, então perguntei qual era a data exata, e obtive a resposta que era 1500, ora, imagine quem estava vivendo em 1499, os comentários entre os povos, “no próximo termina a idade média” e, quando passou o ano, diziam eles, “enfim saímos da Idade Média”, Eu particularmente gosto, e utilizo a terminologia cronológica que a historiadora Régine Pernoud criou: período Franco (sécs.V-VIII), período imperial (sécs. VIII-X), Idade feudal (sécs. X-XIII) e Idade Média (sécs. XIV-XV), são mil anos, para dizermos que foi um período intermediário. Mil anos em produção poética ou literária digna desse nome, é concebível? Mil anos vividos pelo homem sem que se tenha exprimido nada de Belo, de profundo, de grande, sobre ele mesmo. Assim foi que a Renascença nos fez acreditar, acreditar que depois de dez séculos de trevas, eles fizeram brilhar com um novo fugor as letras e as artes.
• O que querem colocar na cabeça das pessoas, é uma ideia de renascimento, isso não apenas no século 16 mas nos três séculos seguintes, teria agido duas épocas de luz: antiguidade e Renascença — os tempos clássicos. E, entre os dois, uma idade média — período intermediário, bloco uniforme, séculos grosseiros, tempos obscuros, vamos conferir algumas situações que são ensinadas e ver a incoerência desses ensinamentos.
• Sobre as artes: durante todo o período medieval, com efeito, a arte não se separou de suas origens. Queremos dizer que ela exprime O Sagrado. E essa ligação entre arte e sagrado provém das próprias fibras do homem em todas as civilizações; os especialistas da pré-história nos confirmam o fato, desde o aparecimento da arte nas cavernas, todas as raças, sobre todos os climas, atestaram sucessivamente essa íntima comunhão, essa tendência inerente ao homem que o leva a exprimir O Sagrado, o transcendente, nesta linguagem que é a arte sobre todas as suas formas. Assim, cada geração teve, através do tempo e do espaço, sua visão própria e as facilidades atuais do deslocamento e de reprodução nos permite encontrar essa visão. É mais do que evidente que constatamos que a falha, a queda de atividade artística corresponde ao momento em que aparece, no século XIX, uma concepção mercantilista do objeto arte.
• Agora um pouco de informação sobre as letras e a música: na Alta Idade Média vimos o livro tomar a forma com que se apresenta até hoje, o codex, instrumento de Cultura, que daí em diante substituiu o volume, o rolo antigo; a imprensa não poderia prestar os serviços que prestou se não graças a invenção do livro.
• Igualmente nesta época que foi elaborada a linguagem musical usada no ocidente até hoje. Com efeito, a atividade poética e musical se intensifica com a criação de múltiplos hinos e Cantos litúrgicos, e sabe-se que cantochão ou canto gregoriano, durante muito tempo atribuído ao Papa Gregório, o grande, data do século VII. os próprios nomes das notas da escala foram tirados de um hino do século VIII, em homenagem a São João Batista, Ir queant laxis, pelo italiano Guido de Arezzo (911-1034) foi um teórico da música italiana. É considerado o inventor da notação musical moderna, que substituiu a notação de neumas. seu micrologus foi o segundo tratado sobre música mais amplamente difundido na Idade Média depois dos escritos de Boécio (480-524).
• infelizmente só os pesquisadores conhecem os grandes nomes que ilustram as letras durante a alta idade média. Um pouco de curiosidade sobre o assunto permitiria que os ignorantes percebessem que descobrissem a Verve original e surpreendente capacidade de invenção em autores como Virgílio, o gramático ou Santo Isidoro de Sevilha, no século VI.
• O FEUDO
• Nas salas de aula, os senhores feudais estão ocupados somente em pisar as colheitas dos Camponeses. Aulas em estilo jornalístico, fala-se do feudo como grandes centros do dinheiro, de um poder autoritário, econômico ou político. Na época da revolução falava sem abolir os direitos feudais.
• Para historiador do século XIX, feudalismo significado anarquia. Admite-se então só o poder centralizado, promulgando leis Gerais para todos, É nesse sentido que a revolução de 1789 pôs fim ao que subsiste da “anarquia feudal”. No mundo moderno um Historiador falará do “sistema feudal”. Verificando as obras de alguns eruditos constatamos que nada está mais distante de qualquer sistema, nada mais empírico que o regime feudal — de resto, tudo o que inclui de arbitrário, O que nasce da sorte, da experiência quotidiana, dos usos e costumes. dito isto nada menos anárquico do que a sociedade feudal que foi ao contrário fortemente hierarquizada. Não seria inútil Recordar, atualmente, senão que existe uma forma diversa de estado da que conhecemos, que as ligações entre os homens puderam se estabelecer sobre bases diferentes das de uma administração centralizada, que a autoridade pôde residir sem crer na cidade…
• A ordem feudal, com efeito, muito diferente da ordem monárquica que substituiu, e à qual sucedeu, sob uma forma mais centralizada ainda, a ordem estatal que é, atualmente, a das diversas Nações europeias. Para compreender o que envolve esse termo, é necessário examinar as origens, o que não é possível com apenas um texto, mas vejamos uma questão da Lei nesta época só para compreender como funcionava essa complexa sociedade “o movimento causou problemas que foram resolvidos de maneira mais liberal do que se poderia imaginar. Assim, o primeiro problema proposto a um acusado de crime que compareceu diante de um tribunal foi: ‘Qual é a lei?’ Com efeito, ele é julgado segundo sua própria lei, não pela da região em que se encontra”. daí a Extrema complexidade deste estado feudal e a diversidade dos costumes que se instalaram nele.
• Assim se forma um costume medieval: os russos se introduziram sob a pressão de circunstâncias; entre eles, alguns caem em desuso; outros são combatidos imediatamente; outros, são aceitos ou toleradas pela totalidade do grupo.
• as bases dessa sociedade feudal são radicalmente diferente do que conhecemos desde Essa época em razão de formas sociais. Ela divide o direito de guerra privada, que é o direito de um grupo gingar A Ofensa sofrida por um de seus membros e, por este meio, obter a reparação. Também, sempre que você pensa em sociedade feudal, deve-se conscientizar o hábito de pensar, de preferência, linhagem, família, casa (no sentido de grande família) do que em vozes isoladas.
• A sociedade feudal é uma sociedade de tendências comunitárias, embora regidos por compromissos pessoais, e também essencialmente ligada à terra, Rural. Fomos a tal o ponto dominados por formas de supremacia Urbana Que admitimos como axioma que a civilização vem da cidade. A própria palavra “urbanidade” é uma lembrança da urbs antiga. mas este não é um termo medieval toda a história dos tempos feudais prova-nos o contrário, um exemplo são a civilização saída dos castelos, isto é, da propriedade saída dos quadros rurais, nada tendo a ver com a vida urbana. Essa civilização originou a vida de corte, cujo próprio nome indica origem, porque ela nasceu da Court, pátio, Isto é, da parte do Castelo onde todos se encontravam.
• Podemos observar que é muito significativo que a esta cultura você tenha ligado os termos côrtes e cortesia; eles emanam de uma civilização que não deve nada à cidade, e evocam o que se propunha Então como ideal de toda uma sociedade: um código de honra, uma espécie ritual social, que são os da cavalaria; uma certa elegância de maneiras, uma atenção repleta de considerações que a mulher exige em homem.
• “O castelo não foi o único a assumir uma função Educativa: os Mosteiros também espalhados pelo campo, são mesmo tempo que lugares de prece, centros de estudo: para o provar basta a abundância Me acorde daqui 2 manuscritos da biblioteca de Monte Sant-Michel” <[Régine Pernoud].
• Qualquer que seja a autoridade, o rei feudal não possui, nenhuma das atribuições que se reconhecem como as de uma autoridade soberana; ele não podia promulgar leis gerais, nem receber impostos de todos seu reino, nem recrutar um exército. Mas a evolução Que ocorrerá, principalmente no século XV, terminou por lhe conferir precisamente este poderes; Aí está a consequência Direta do renascimento do Direito Romano, que até hoje é bem difícil avaliar a grande importância. São os legisladores meridionais, todo-poderosos, na corte de Filipe, o Belo, os primeiros a formularem os princípios queriam fazer do Sul Serrano em soberano: “o rei de França é Imperador em seu reino… sua vontade tem força de lei” — esses preceitos da época em que foram proclamados são puras utopias, mas nada é mais frequente na história do mundo do que ver utopias tornarem-se realidade. Isso levou 200 anos para se tornar realidade.
• As guerras e os desastres públicos, fomes, epidemias etc. Que marcaram o século XIV e a primeira metade do século XV, foram fatores determinantes. Carlos VII (o rei de Joana D’arc 1412-1431) será o primeiro rei a dispor, no final de seu reinado, de um exército e de um imposto permanente. Seu filho, Luís XI (rei de França que levou a cabo uma forte política de afirmação da monarquia frente aos direitos dos senhores feudais e da igreja), ele iniciou o uso de uma administração verdadeiramente centralizada, que teria satisfeito os desejos de Felipe, o Belo. Mas o rei não se transformará verdadeiramente em monarca, possuidores de plenos poderes soberanos, o que só acontecerá com Francisco I (pai e restaurador das Letras 1494-1547, monarca símbolo do renascimento francês), no momento em que ele concluiu com Papa Leão X (o último Papa de uma Europa inteiramente católica) a concordar que o fez chefe da igreja de França, nomeando ele próprio, bispos e abades de seu reino. Em consequência, a igreja deveria ser profunda e fundamentalmente transformada. O monarca, O que governa só (monos), possui plenos poderes não só sobre a administração, o exército e as finanças, mas também sobre as consciências.
• Enfim, os Monarcas por mais absolutos que fossem, não intervieram no direito privado, contentando-se em regular, quando necessário, forma dos atos dele derivados; os costumes locais, portanto, continuaram para o essencial a reger esse direito até a revolução.
• O que é estranho é que já se tenha falado em 1789 em abolir a feudal idade. A expressão era mais inexata possível, tendo o regime da terra evoluído consideravelmente em quase 400 anos. Como escrever Albert Saboul: “a feudalidade no sentido medieval da palavra, não corresponde a mais nada em 1789”; mas, acrescenta ele, “para os contemporâneos, burgueses e, principalmente camponeses, este termo abstrato encobria uma realidade que conheciam muito bem (direitos feudais autoridade senhorial) e que foi finalmente banida”.
• Os termos feudal, idade feudal são agora, com efeito deploravelmente combatidos. Assim como chamamos gótico, com um tom fortemente pejorativo, a tudo que não é clássico, chamamos feudal a tudo aquilo que se rejeita do antigo regime. Neste tudo há algumas sobrevivência gestantes dos tempos feudais: por exemplo, a própria presença do Castelo, aqueles que pelo menos, escaparam as destruições metódicos de Richelieu de Vaubam, Provavelmente por esquecimento na maior parte das vezes, restos de Justiça senhorial, a propósito dos pais não se deixava de fazer correr lendas, quase sempre nascidas de trocadilhos, como o tão famoso “direito a primeira noite” etc.
• A ambiguidade de certos termos evoca, às vezes, muito erradamente, a Idade média — por exemplo, a corveia real (é ensinada que era uma obrigação presente no modo de produção feudal e correspondia ao pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal ou estado), instaurada em 1720, que cai pesadamente sobre a classe camponesa, Mas que nada tem a ver com a antiga corveia senhorial, redimida ou caída em desuso, em quase todos os lugares.
• Vemos aqui a procura dos antigos direitos pelos burgueses, tornados proprietários de terras, antes senhoriais, foi instituída em tais condições, com o apoio dos parlamentos, que cabia ao camponês provar esta compra — o que era, na maioria das vezes, impossível, por serem os acordos, na época feudal, o maior número verbais do que escritos. Os direitos assim readquiridos acumulavam-se, embora ele somente fosse uma decorrência dos fatos. Compreende-se, daí em diante, o empenho em queimar os arquivos senhoriais, de que foram possuídos os Camponeses por ocasião do grande terror (o grande terror de 1789 usado por pênaltis é chamado pelos especialistas da Revolução Francesa de o grande medo, quando os Camponeses franceses atacaram castelos, casas e igrejas, além de saquear, destruir os chamados livros terriers, registros das obrigações, dívidas e impostos dos Camponeses para com seus senhores.). O dízimo é um exemplo típico do ressurgimento desses impostos. Cobrado deste a alta idade média em certas regiões, estendido à maior parte dos bens rurais durante o período carolíngio para subvencionar as necessidades do clero, eles acabaram por fazer parte dos encargos ligados a um a terra: esta é comprada por um Burguês, ele continua a receber mesmo que não forneça — e talvez por isso o serviço religioso que se espera de um padre. Quantos territórios, sob o antigo regime, o dízimo Eclesiástico seguiu essa mutação? Não se sabe com exatidão, mas devia ser fato bem comum, pois o termo dízimo burguês tornou-se corrente às vésperas da revolução.
• É preciso insistir na questão dos equívocos em relação ao termo feudal por que isso é causa de muitos erros e abusos, Principalmente quando a ele se opõe este outro termo, também ambíguo, burguesia. O Manifesto de Marx, publicado em 1847, reflete o estágio da ciência histórica na época. Ele fixa, no século XVIII, o começo da luta contra o absolutismo feudal e atribui à burguesia um papel essencialmente revolucionário na história; não é ela que sacode o campo de um estado de torpor e de barbárie latentes? Todas essas preposições que são inaceitáveis para o historiador da atualidade; aqueles que perpetuam tais erros de vocabulário, necessários intelectualmente caso se queira manter, a todo preço, o esquema feudal idade-burguesia-proletariado, prolongou um engano tão errôneo como se continuasse a utilizar o termo gótico com o empregavam também à época de Marx. Falando de outro modo, os historiadores marxistas que falam de feudalismo destruído pela Revolução Francesa, fazem pensar nesses eclesiásticos que veem no Concílio Vaticano II o fim do período constantiniano — como se nada houvesse acontecido em mais de 1600 anos, entre Constantino e o Vaticano II; como se o princípio do século XVI, Principalmente, não tivesse trazido essa mudança radical no estado da igreja que foi o estabelecimento da igreja do estado.
• se se quer ficar preso aos fatos históricos e não justificar noções a priori, é preciso reconhecer que o nascimento e a expansão da burguesia coincidem, exatamente, no tempo, com a grande expansão do regime feudal. é dois primeiros anos do século XI que aparece nos textos a própria palavra Burguês; e é durante o período propriamente feudal (séculos XI, XII, XIII) que se dá a criação das cidades-novas, surgimento das comunas, a redação dois estatutos para cidades etc. Se houve lutas de classe, elas ocorreram precisamente no interior e no próprio coração dessa burguesia das cidades, onde um certo número de Comerciantes mais rápidos e mais hábeis que outros derrubaram, aqui e ali, as barreiras impostas ao açambarcamento, o monopólio e a tudo o que leva a lucros imoderados.
• Essas lutas internas também terminaram, na maioria dos casos, por fazer com que as cidades pertencem sua autonomia, isso no próprio momento entre o extremo fim do século XIII e o fim do século XV) em que se enfraqueceu também a quase autonomia do domínio senhorial. Na França, o Grande vencedor foi o rei; ele se torna um monarca, no começo do século XVI, ao mesmo tempo em que, em vários lugares do ocidente, constituem-se as nações, nas quais o estado, o poder público, encontra a importância que não havia tido desde a antiguidade Romana. Tomando o poder na época da revolução, a burguesia destruiu não a feudal idade, mas o antigo regime, para cuja criação e ela havia contribuído em muito, mas que a mantinha afastada do poder político.
• Certamente, opondo assim esquema por esquema, não podemos deixar de admitir que há irreverência, quase sacrilégio, em Tomar Tais liberdades com os dogmas; Talvez os historiadores das idades futuras fiquem surpresos deste valor de dogma dado, indistintamente, a tudo o que emana da filosofia alemã: Marx, Nietzsche, Freud e outros, pela maior parte dos intelectuais de nossos tempos.
• Entretanto, para nos manter em nossa tese, O que podemos fazer é destacar a inconsequência dos historiadores marxistas que pretendem apoiar-se na história, mas a ela negam o direito de ter progredido em proximadamente um século e meio.
• Referência bibliográfica: Régine Pernoud
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