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União Hipostatica, encarnação do verbo e a dificuldade protestante com a analogia Entis.

28 de jul. de 2018
2 min de leitura
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A dificuldade com a encarnação de Cristo e a analogia entis estão no cerne da heresia protestante. Resenha sobre tese teológica desenvolvida pelo Padre Paulo Ricardo. O famoso teólogo protestante reformado Karl Barth, autor do famoso comentário da carta aos Romanos de São Paulo, após longa e aprofundada reflexão teológica declarou: “Por isso sustento que a Analogia Entis é uma invenção do Anti-Cristo e penso que justamente por causa dela não é possível tornar-se catolico, quero acrescentar ainda que todas as outras razões que se podem aduzir para não se tornar catolico parecem-me pueris e sem importância.” Eis portanto a questão posta de maneira simples e direta. Refletindo sobre a tese colocada por Barth, Padre Paulo conclui que não só o protestantismo crê nesta enunciação como a leva as últimas consequências, mesmo que por vezes de maneira inconsciente. A repelência a analogia divina pelas coisas criadas, teologia natural e tudo o que é carnal, que na visão protestante estão totalmente corrompidas pelo pecado original, é tal que acaba-se por menosprezar até a encarnação do próprio Cristo e muitas das decorrências e efeitos desta. É como uma reedição do Nestorianismo onde apenas a palavra divina , desvinculada da carne, ou seja, apenas as proclamações do verbo tivessem valor, e não a própria humanidade divina.

Em resumo: Protestantes não adoram Cristo na carne!!!

Ao contrário do que reza a Fé Católica de sempre:

§l015 “Caro salutis est cardo” (A carne é o eixo da salvação). Cremos em Deus, que é o criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne.

Dai a dificuldade em aceitar as conclusões e decorrências dos concílios de Éfeso, Calcedônia e do segundo concílio de Niceia por exemplo. É justamente pelo fato de Deus ter se encarnado e ressuscitado na carne que proclamamos que Ele, Jesus,  é verdadeiro Homem e verdadeiro Deus(união hipostática), e por consequência, Maria como Teotokos, pois é dela, e só dela por Graça divina, que provem o divino corpo de Jesus Cristo, é por ter se encarnado e ganhado forma visível e corpo divino que podemos e devemos prestar culto a ícones e relíquias que remetam a Deus filho, Deus agora tem rosto, mãe, amigos, discípulos, é por isso que consideramos crucial a imitação da vida encarnada de Jesus Cristo, etc, etc, etc. O fato é que toda moral, liturgia, preceitos, dogmas, sacramentos e tradições do catolicismo se apoiam e são extensões da encarnação de Cristo por consequência todas as dificuldades e objeções do protestantismo vão contra esta mesma direção.

Sendo assim, ao contrário do que muitos defensores do ecumenismo pensam, nem mesmo no núcleo da Fé Cristã, Jesus, há consenso entre Católicos e Protestantes. É por isso, dentre outras razões, que não é possível tornar-se protestante. Verbum caro factum est”, “o Verbo se fez carne”, diz o evangelista São João!

Salve Maria!!!

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