Buscar neste site
12408 resultados encontrados com uma busca vazia
- SINCRETISMO RELIGIOSO PÓS-MODERNO
Há toda uma mentalidade mundial, patrocinada com muito dinheiro, disposta a destruir o cristianismo. Um dos alvos preferidos é a infância, pois, como diz o ditado, é de pequenino que se torce o pepino. Bom exemplo dessa doutrinação anticristã ocorreu há alguns meses, na Itália [http://www.lanuovabq.it/it/strega-a-scuola-parola-dordine-minimizzare]; um fato que, em breve, será rotina em nossas escolas: os “bambinos” da primeira série de uma escola primária, na cidade de Mocasina, tiveram um aula diferente, completamente fora do padrão. A “professora”, atriz freelancer que pega uns bicos aqui e ali, foi contratada pela direção especialmente para aquele evento. Vestia-se como cidadã da Índia e apresentava-se como “bruxa Romilda”. A sala havia sido decorada especialmente para o encontro: um ambiente vagamente mágico, com paredes revestidas de panos coloridos que lembravam algum lugar do Oriente, talvez uma tenda árabe. Sentados sobre um grande tapete de estampa persa, os alunos ouviam atentamente a bruxa Romilda, que durante uma hora leu contos de fadas, fez invocação de espíritos e, para os proteger os “piccolini” da má sorte, distribuiu-lhes vários amuletos. Não faltaram poções mágicas, que as crianças acabaram bebendo, meio fascinadas e meio espantadas. A bruxa chamava-se, na realidade, Ramona Parenzan, e se autoproclamava “bruxa sincrética intercultural”. Sua performance, considerada do ponto de vista não cristão, ou por cristãos “progressistas”, não passaria da coisa mais inocente do mundo, alinhada à moda literária e cinematográfica atual de histórias cheias de bruxas e de magia. Não foi assim, porém, que pensaram algumas mães cristãs, que procuraram a direção da escola para satisfações, e o fato acabou chegando à imprensa mais conservadora. A senhora Ramona tem visitado, regularmente, escolas infantis para essas performances “religiosas” — melhor dizendo, “interreligiosas”. Em geral, faz o que fez na escola de Mocasina: lê contos de fadas, invoca espíritos e distribuiu amuletos e poções entre os alunos — uma verdadeira salada mista religiosa, com ingredientes de todas as grandes religiões do mundo, sob medida para agradar ao paladar ecumenista de nossa época, preparando as crianças para o novo tipo de religiosidade que prevalecerá daqui para a frente. Suas oficinas e projetos visam abrir o horizonte das nossas crianças; afinal, elas irão viver num mundo em que não haverá mais sentido uma única religião, sobretudo o cristianismo (considerado exclusivista e repressor). Dona Ramona (ou bruxa Romilda) é uma militante multicultural que crê no poder liberador (e remunerador) do seu “workshop”; uma profissão promissora, em vista do clima multiculturalista que domina o mundo de hoje, que os intelectuais chiques da universidade batizaram de pós-moderno. * * * No que crêem, no que crerão as futuras gerações, bombardeadas por tantas pregações “interreligiosas”? O norte-americano Christian Smith, sociólogo da Universidade de Notre Dame, depois de ampla pesquisa de campo, chegou à conclusão de que, para as novas gerações — que não mais têm os ensinamentos da Igreja como baliza de seu comportamento moral e espiritual —, continua havendo um genérico Deus criador, que cuida do mundo criado, mas não se intromete na vida das pessoas, exceto quando é preciso convocá-Lo para resolver algum problema. Esse Deus deseja que as pessoas sejam boas, gentis e justas umas com as outras, para que possam merecer o paraíso após a morte. O principal objetivo da vida é ser feliz e sentir-se bem consigo mesmo, como prega a mentalidade new age. Christian Smith chamou essa nova religião de “deísmo moralístico-terapêutico”. É deísta, pois é um tipo de crença que admite a existência de Deus, mas não reconhece os ensinamentos teológicos e morais da Igreja; é terapêutico, já que acreditar em Deus garante estabilidade emocional; e é moralista, por permitir o mínimo de organização social necessária à vida coletiva.
- Lista mundial da perseguição contra cristãos
Os países onde seguir a Cristo pode custar a vida O site Portas Abertas Brasil realiza um trabalho de pesquisa sobre a perseguição contra cristãos no mundo e anualmente divulga a assim chamada “lista mundial da perseguição“. O site fornece uma lista dos 50 piores países para ser cristão, hoje mais de 215 milhões de cristãos são perseguidos ao redor do mundo. Separei os países onde os cristãos sofrem perseguição dos muçulmanos para se ter uma ideia deste lado da história. A conclusão é que dos 50 piores países do mundo para se viver como cristão, 39 são por opressão islâmica. Segue a lista Afeganistão Somália Sudão Paquistão Eritreia Líbia Iraque Iêmen Irã Arábia Saudita Maldivas Nigéria Síria Uzbequistão Egito Turcomenistão Jordânia Tajiquistão Malásia Brunei Catar Cazaquistão Etiópia Tunísia Turquia Quênia Kuwait Repúblico Centro-Africana Territórios palestinos Mali Indonésia Emirados Árabes Unidos Bangladesh Argélia Azerbaijão Omã Mauritânia Bahrein Djibuti Fonte: Terça Livre #ataqueacristãos #PerseguiçãoReligiosa
- Bernardo P Küster: “França e pedofilia: eu menti?”
Afinal, a França legalizou a pedofilia na prática? Vamos esclarecer as acusações contra mim e tantos outros. Link para o artigo de Eduardo Cabette: http://bit.ly/2NuF0zb #crime #França #pedofilia
- CRISTIANISMO E COMUNISMO – Marcel de Corte
Eis aí um mistério, e dos grandes. Mas sem ele, a história da humanidade, depois do Cristo, é com certeza ininteligível. Sem ele, não há história, conforme a terrível expressão de Shakespeare: “uma história louca, cheia de ruído e tempestade, contada por um idiota”. Se tem sentido a história, inclusive nas desordens e nas quedas, este sentido só pode ser cristão. Cada vez que tentamos chegar ao fundo da história, encostamos a mão na presença irredutível e ubíqua do cristianismo sob a forma ortodoxa ou herética. O Cristo é o eixo único da história. Particularmente, no plano social, desde o Advento, a desordem e o desmazelo sempre se traduziram sob a forma de heresia. Na Idade Média, não houve investida contra a ordem social que se não constituísse ao mesmo tempo em heresia cristã. É típico o caso dos albigenses, não menos que o do protestantismo no raiar dos tempos modernos. Quanto à Revolução Francesa, ninguém melhor que Michelet percebeu seu caráter herético. Exprimiu-o numa frase lapidar: “A revolução continua o cristianismo, e o contradiz. Ela é, ao mesmo tempo, sua herdeira e adversária”. A definição da heresia se origina no seio do cristianismo, para combatê-lo. Como escrevia, já faz muito tempo, Maritain, “as idéias revolucionárias são corrupções das idéias cristãs”, e “o fermento divino corrompido é necessariamente um agente de subversão com poderes incalculáveis”. Os nossos pais eram mui sensíveis aos conflitos, na medida em que ainda viviam na cristandade: eles observavam os atentados contra a ordem social transformarem-se automaticamente em heresia, visto que o cristianismo embebia a sociedade e suas instituições. Não condenavam a desordem apenas como contrária à natureza das coisas, mas enquanto oposta à ortodoxia cristã e à vontade divina. Atualmente, isso não acontece: o cristianismo sobreviveu, mas a cristandade repousa sobre destroços cada vez mais disjuntos e tênues. Inúmeros cristãos não sentem mais os erros políticos e sociais como heresias cristãs hostis à fé. Vivendo numa sociedade descristianizada, são incapazes de perceber que as violências que se exercem contra a sociedade são heresias inimigas de sua crença. Despojados dos critérios de apreciação à uma só vez sociais e cristãos, estão entregues ao julgamento próprio e à sensibilidade particular. Quando se está aí, uma pessoa pode sustentar, sem a menor preocupação de coerência interior, que é permitido ser cristão e comunista. Os católicos de quem falei, padres e laicos, estão precisamente neste caso. São, por sua vez, ortodoxos e heréticos. A despeito de seus clamores de indignação, é dever dizê-lo e redizê-lo. Eles tornam-se hermafroditas, à proporção que os constrangem as convicções democráticas. Como todo sistema político, submete-se a democracia à lei da degenerescência. A monarquia decadente se torna tirania. A aristocracia, em seu declínio, se transforma em oligarquia. A democracia, em que cada cidadão se pronuncia segundo sua competência real, reduz-se a um regime que não tem nome em língua alguma, reinando a ignorância mais profunda do bem comum. À medida que a democracia se espalha, os problemas sociais e políticos tornam-se mais complexos, árduos e difíceis de se resolver. Extrapolando, a democracia universal exigiria uma inteligência universal. Outrora restrita à experiência efetiva e possível das pequenas repúblicas comunais ou regionais onde estavam enraizadas, a democracia distancia-se mais e mais dos fatos concretos, suprindo o desconhecimento com o mito e a fé. Construções arbitrárias, imaginárias e abstratas substituem a apreciação segura e precisa da realidade. Tudo indica que a democracia evolui para essa direção. As almas que aderem sem reticências a tal sistema degenerado se evadem para o irreal, e tornam-se insensíveis às armadilhas que a natureza dos fatos ofendidos arma sob seus pés. São semelhantes aos cegos que se libram apenas na exaltação interior; eles vão adiante sem duvidar, sequer um pouco, que a realidade os contradiz. Ainda que o comunismo e o marxismo lhes apareçam com as verdadeiras cores, i. é, como heresias cristãs que nenhuma cristandade, tão inexperiente quanto seja, poderia dissimular, não obstante constituem-se eles em atrativos para os cristãos, como a realização integral do generoso sonho democrático que os incha. Eis enfim o sonho encarnado! Não estão preocupados, se se trata duma mentira. São incapazes de enxergar. O irrealismo impede-os de julgar a árvore pelos frutos: somente as flores postiças, artificialmente perfumadas de democracia, lhes cativam a miopia e a ausência de faro. Em suma, a ilusão democrática embotou-lhes o senso do cristão e do herético, do bem e do mal, do justo e do injusto, do conveniente e do inconveniente, do belo e do feio, que busca o contato assíduo com a realidade que os diferencia. A falta de discernimento, resultado duma inteligência amputada das benesses da experiência, é grave. Por todo lado, ela nos acossa. Infelizmente, podemos amiúde contemplar o espetáculo ridículo de padres ou religiosos, sem procuração para tanto, que se ocupam do que não conhecem, nem têm experiência. Um fala sobre a vida íntima no casamento. Outro disserta acerca da administração como se fosse um grande industrial. Outro ainda exalta a arte que se vende nos arredores da igreja de São Sulpício, ou a arte moderna, do alto duma sensibilidade estética embotada ou deformada. Outros enfim tecem questionamentos políticos ou econômicos imbuídos de pathos ou retórica. Maus cozinheiros, diria Platão, que cortam a torto e a direito a ave! Os “cristãos progressistas” levam essa depravação espiritual ao cúmulo. Quando vejo um padre caminhar por uma estrada junto com o camarada Duclós ou bradar numa manifestação comunista, afirmo que é uma estupidez e que o povo mesmo percebe vagamente o gesto como uma estupidez. A Igreja e o que sobrou da cristandade só tem a perder. Concluindo, o dito de Chesterton acerca do mundo atual, repleto de verdades cristãs tornadas loucas, aplicar-se-iam à perfeição a certos cristãos. Tradução do site Permanência http://permanencia.org.br/drupal/node/590
- The Road to Perfection
The first means towards the attainment of perfection is the purity of heart; by it alone a St. Paul the hermit, a St. Mary of Egypt, and so many other holy solitaries attained thereto. Next after purity of heart comes the precepts and spiritual doctrine to be found in books; then direction and faithful cooperation with the graces bestowed. This is high road of perfection. We must devote our whole care to the purifying of our heart because their lies the root of all evils. To be able to conceive how requisite the purity of heart is to us, it would be necessary to comprehend the natural corruption of the human heart. There is in us a very depth of malice, which we do not perceive, because we never seriously examine our own interior. If we did, we should find therein a multitude of desires and irregular appetites for the honors, the pleasures, and the comfort of the world unceasingly fermenting in our heart. We are so full of false ideas and erroneous judgements, of disorderly affections, passions, and malice, that we should stand confounded at ourselves, could we see ourselves such as we are. Let us imagine ourselves a muddy well, from which water is continually being drawn: at first, what comes up is scarcely anything but mud; but by the don’t of drawing, the well is gradually cleansed, and the water becomes purer, until at last it is as clear as crystal. In like manner, by labouring incessantly to purge our soul, the ground of it becomes gradually cleared, and God manifests His presence by powerful and marvelous effects which He works in the soul, and through it, for the good of others. When the heart is thoroughly cleansed, God fills the soul and all its powers, the memory, the understanding, and the will, with His holy presence and love. Thus purity of heart leads to union with God, and no one ordinarily attains thereto by other means. The shortest and surest way of attaining perfection, is to study purity of heart rather than exercise of virtues, because God is ready to bestow all manner of graces upon us, provided we put no obstacles in their way. Now it is by purifying our hearts that we clear away everything which hinders the work of God. When all impediments are removed, it is inconceivable what wonderful effects God produces in the soul. (Spiritual Doctrine of Fr. Louis Lallemant)
- ESCOLHER O CRISTO EM VEZ DO MUNDO – 21º Domingo do Tempo Comum
Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O escândalo do sacerdócio e a Eucaristia”, clicar AQUI. Também hoje, assim como na época de Jesus, a Eucaristia continua a ser uma grande “pedra de tropeço” para o mundo. Mas o que muitas vezes não se percebe é que, intimamente ligado a esse escândalo para com o Santíssimo Sacramento, está a falta de fé no sacerdócio católico, pois é através das mãos consagradas dos padres da Santa Igreja que descem aos nossos altares, em toda Santa Missa, o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do próprio Cristo. PRIMEIRA LEITURA DA MISSA ((Josué 24,1-2a.15-17.17.18b) Escolhei hoje a quem quereis servir Naqueles dias, Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Então Josué falou a todo o povo: “Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos. Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos, e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. SALMO 33 Senhor liberta a vida dos seus servos (Antífona): Provai e vede quão suave é o Senhor! — Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor,/ que ouçam os humildes e se alegrem! — O Senhor pousa seus olhos sobre os justos,/ e seu ouvido está atento ao seu chamado;/ mas ele volta a sua face contra os maus,/ para da terra apagar sua lembrança. — Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta/ e de todas as angústias os liberta./ Do coração atribulado ele está perto/ e conforta os de espírito abatido. — Muitos males se abatem sobre os justos,/ mas o Senhor de todos eles os liberta./ Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege,/ e nenhum deles haverá de se quebrar. — A malícia do iníquo leva à morte,/ e quem odeia o justo é castigado./ Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,/ e castigado não será quem nele espera. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios 5, 21-32) O casamento de Cristo com a Igreja Irmãos: Vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas, como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; e nós somos membros do seu corpo! Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. EVANGELHO (São João 6, 60-69) Palavras duras, mas de vida eterna Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. UMA DECISÃO A TOMAR (Comentário de Scott Hahn) Com as leituras deste domingo, conclui-se uma meditação de quatro semanas sobre a Eucaristia. Pede-se, aos doze apóstolos do evangelho de hoje, que escolham entre acreditar e aceitar a Nova Aliança que Ele oferece com seu Corpo e Sangue, ou retornar ao seu antigo modo de vida. Esta situação é prefigurada na decisão que Josue pede às doze tribos na primeira leitura. Josué os convoca em Siquém, onde Deus havia aparecido a seu pai Abraão e lhe havia prometido dar essa mesma terra ao grande povo que nasceria de sua descendência (v. Gn 12, 1-9.). Ali, Josué lhes lança um forte desafio: renovar a aliança com Deus ou servir aos deuses estranhos das nações vizinhas. Também nos é pedido que decidamos a quem vamos servir. Durante quatro semanas, a liturgia nos apresentou o mistério da Eucaristia, um milagre diário muito maior do que o que Deus fez ao tirar Israel da terra do Egito. Também a nós Ele nos prometeu um novo lar, a vida eterna; e nos ofereceu o pão do céu para nos fortalecer em nosso caminho. Disse-nos que, se não comemos sua carne e não bebemos seu sangue, não teremos a vida em nós. “Esta palavra é dura” (v. Jo 6, 60), murmuram os discípulos no Evangelho de hoje. E, no entanto, Ele nos deu palavras de vida eterna. Nós devemos crer, como São Paulo nos diz hoje, que Jesus é o Santo de Deus que se entregou por nós, dando sua Carne para a vida do mundo. Como ouvimos em sua epístola, Jesus fez tudo isso para nos santificar, purificando-nos com a água e a palavra do batismo, através do qual entramos em sua Nova Aliança. Através da Eucaristia, Ele nos alimenta e nos trata com ternura, transformando-nos em sua própria carne e sangue, assim como os esposos se tornam uma só carne. Renovemos, hoje, nossa aliança com Deus aproximando-nos do altar, confiando em que Ele resgata a vida de seus servos, como cantamos no salmo de hoje. https://stpaulcenter.com/una-decision-que-tomar-scott-hahn-refleja-sobre-las-lecturas-del-21o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/a-choice-to-make-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-first-sunday-in-ordinary-time/
- Por que os sacerdotes usam incenso na missa? De onde vem? – Um leitor em Alexandria
O uso de incenso no mundo antigo era comum, especialmente em ritos religiosos, onde era usado para manter os demônios longe. Heródoto, o historiador grego, registrou que era popular entre os assírios, babilônios e egípcios. No judaísmo, o incenso era incluído nas ofertas de ação de graças do azeite, da libação, das frutas e do vinho (cf. Números 7: 13-17). O Senhor instruiu Moisés a construir um altar de ouro para a queima do incenso (Êxodo 30: 1-10), que foi colocado em frente do véu à entrada da tenda de reunião, onde a arca da aliança foi mantida. Não sabemos exatamente quando o uso de incenso foi introduzido em nossa missa ou em outros ritos litúrgicos. Na época da Igreja primitiva, os judeus continuaram a usar incenso em seus próprios rituais do Templo, então seria seguro concluir que os cristãos teriam adaptado seu uso para seus próprios rituais. Nas liturgias de São Tiago e Marcos, que na sua forma atual se originam no quinto século, o uso do incenso é mencionado. Um ritual romano do sétimo século marca seu uso na procissão de um bispo para o altar e na sexta-feira santa. Além disso, na missa, uma incensação no Evangelho aparece muito cedo; no ofertório, no século 11; e no Introito, no século XII. Incenso também foi usado no Benedictus e Magnificat durante as Laudes e Vésperas por volta do século 13, e para a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento por volta do século 14. Gradualmente, seu uso foi estendido à incensação do celebrante e ao auxílio do clero. O objetivo de incensar e o valor simbólico da fumaça é o da purificação e santificação. Por exemplo, nos ritos orientais no início da missa, o altar e a área do santuário eram incensados, enquanto o Salmo 50, o “Miserere”, era entoado invocando a misericórdia de Deus. A fumaça simboliza as orações dos fiéis subindo ao céu: o salmista ora: “Que a minha oração venha como incenso diante de ti; o levantar das minhas mãos, como o sacrifício vespertino” (Salmo 141). O incenso também cria o ambiente do céu: O Livro do Apocalipse descreve a adoração celestial como segue: “Outro anjo veio segurando um incensário de ouro. Ele tomou o seu lugar no altar de incenso e recebeu grandes quantidades de incenso para depositar no altar de ouro em frente ao trono, juntamente com as orações de todos os santos de Deus. Da mão do anjo, a fumaça do incenso subiu diante de Deus, e com ele as orações do povo de Deus. ” Na Instrução Geral do Missal Romano, o incenso pode ser usado durante a procissão de entrada; no início da missa, para incensar o altar; na procissão e proclamação do Evangelho; no ofertório, para incensar as oferendas, altar, sacerdote e povo; e na elevação da Hóstia Sagrada e Cálice de Precioso Sangue após a consagração. O sacerdote também pode incensar o Crucifixo e a Vela Pascal. Durante as missas fúnebres, o padre no elogio final pode incensar o caixão, tanto como um sinal de honra ao corpo do falecido que se tornou o templo do Espírito Santo no Batismo e como um sinal das orações dos fiéis pelos falecidos. Deus. O uso do incenso adiciona um senso de solenidade e mistério à Missa. As imagens visuais da fumaça e do cheiro nos lembram da transcendência da Missa que liga o céu à terra e nos permite entrar na presença de Deus. Pe. Saunders é presidente do Instituto Notre Dame e pastor associado da Paróquia Rainha dos Apóstolos, ambos em Alexandria.
- Era São Basílio um Protestante? Sola Fide? Sola Scriptura?
Um conhecido deu a conhecer um certo texto de São Basílio, o Grande (330-379), Bispo de Cesaréia Mazaca na Capadócia, Ásia Menor (atual Turquia), onde pode ser lido como se ele fosse um proto-calvinista primitivo. com respeito à graça da justificação. Isso só pode acontecer quando se divorcia São Basílio a partir do contexto imediato, que é sua 20º Homília De Humilitate e o contexto mais amplo de seu pensamento soteriológico. . Para começar, São Basílio acreditava que um receptor de justificação pode perdê-la, o que já significa que você tem algo de uma ideia inicial versus progressiva. No mínimo, boas obras para manter, onde o mal não funciona. Mas isso, por si só, não é prova de que ele tenha recebido um conceito católico ou ortodoxo oriental. Afinal, ele poderia ser um proto-Wesleyano por tudo que sabemos. Até mesmo o próprio Lutero acreditava que alguém poderia perder sua salvação. Para, o verdadeiro calvinista, no entanto, não se deve acreditar que, uma vez justificado, você pode perdê-la depois por meio do pecado grave. Na melhor das hipóteses, o calvinista diz que grave pecado ou apostasia depois de ser justificado apenas revela que alguém nunca se justificou, para começar. Vejamos o contexto imediato da homilia de São Basílio. Quando você lê a seção inteira da qual você está citando, está claro que a “justiça” ou “retidão” não é necessariamente uma realidade extra, mas parece estar intimamente ligada a uma transformação conhecida interiormente, como São Basílio cita o terceiro capítulo de Paulo para os filipenses no processo. Ele escreveu: “Isto é completa e perfeita glória em Deus, quando um homem é elevado, não por causa de sua própria justiça, mas porque ele sabe que está vazio da verdadeira glória, e feita apenas através de sua fé em Cristo. Neste Paulo glorificado, que ele não pensava em nada da sua própria justiça; que ele buscou somente a justiça que vem através de Cristo, que é de Deus, justiça na fé (Fp 3. 9); e para que Ele pudesse conhecê-Lo, e o poder de Sua ressurreição, e compartilhar de Seus sofrimentos, e ser feito como Ele em Sua morte, se por qualquer meio ele pudesse alcançar a ressurreição que é dos mortos. É aqui que toda a altivez da arrogância cai. Nada é deixado para você se gloriar, ó homem; cuja verdadeira glória e cuja esperança está em mortificar-se em todas as coisas, e em buscar essa futura vida em Cristo, da qual já temos um antegozo quando vivemos totalmente no amor e na graça de Deus. ” Isso é inteiramente consistente com o dogma tridentino. A justiça que vem a nós em Cristo, como ensinou Trento, é estranha, mas é então infundida na alma, contribuindo para a remissão dos pecados e para a posse das virtudes divinas. Esta não é a justiça “dos homens”, mas verdadeiramente “de Deus” (Rm 10: 2-4). Nenhuma contradição aparente aqui. Agora, que São Basílio acreditava que você poderia imediatamente ser justificado e habitado pelo Espírito Santo, apenas para depois ser condenado (como Trento ensinou), é claramente mostrado no capítulo 15 de seu De Spiritu Sancto: “Além disso, por qualquer um que cuidadosamente use sua razão, será descoberto que mesmo no momento da esperada aparição do Senhor do céu, o Espírito Santo não terá, como alguns supõem, nenhuma função a cumprir: ao contrário, mesmo no dia de Sua revelação, no qual o abençoado e único potentado julgará o mundo com justiça, o Espírito Santo estará presente com Ele. Pois quem é tão ignorante das boas coisas preparadas por Deus para os que são dignos, a ponto de não saber que a coroa dos justos é a graça do Espírito, concedida em medida mais abundante e perfeita naquele dia, quando a glória espiritual ser distribuída a cada um na proporção em que ele deve ter nobremente jogado o homem? Pois entre as glórias dos santos há muitas mansões na casa do Pai, isto é, diferenças de dignidade: pois, como a estrela difere da estrela na glória, assim também é a ressurreição dos mortos. Eles, então, que foram selados pelo Espírito até o dia da redenção, e preservam puros e inalterados os primeiros frutos que receberam do Espírito, são aqueles que ouvirão as palavras feitas aos servos bons e fiéis; tu foste fiel em algumas coisas, eu te farei governar muitas coisas. Da mesma forma, aqueles que têm entristecido o Espírito Santo pela iniqüidade de seus caminhos, ou não operaram por Aquele que lhes deu, serão privados do que receberam, sendo sua graça transferida para outros; ou, de acordo com um dos evangelistas, eles serão totalmente cortados em pedaços, – o corte em pedaços significa separação completa do Espírito ”. Na Carta 174, Basílio fala de olhar apressadamente para o julgamento futuro: “Verdadeiramente abençoada é a alma, que de noite e de dia não tem outra ansiedade do que como, quando o grande dia chegar em que toda a criação estará diante do Juiz e dará conta de suas ações, ela também poderá facilmente ser livre do cálculo da vida. Pois aquele que guarda aquele dia e aquela hora sempre antes dele, e está sempre meditando sobre a defesa a ser feita diante do tribunal onde não há desculpas, não pecará de maneira alguma, ou não seriamente, pois começaremos a pecar quando houver falta do temor de Deus em nós. Quando os homens têm uma clara compreensão do que os ameaça, a admiração inerente a eles nunca permitirá que eles caiam em ações ou pensamentos irracionais. Portanto, esteja atento a Deus. Mantenha o temor Dele em seu coração, e convoque todos os homens a se unirem a você em suas orações, pois grande é a ajuda deles que são capazes de mover Deus pela sua importunação. Nunca deixe de fazer isso. Mesmo enquanto estamos vivendo esta vida na carne, a oração será um poderoso ajudante para nós, e quando estivermos partindo daqui, será uma provisão suficiente para nós na jornada para o mundo vindouro ”. E outra citação sobre o julgamento final: “Um homem que está sob a sentença de morte, sabendo que há Alguém que Salva, Aquele que entrega, diz: ‘Em você eu esperei, me salve’ da minha incapacidade ‘e me liberte’ do cativeiro. Penso que os nobres atletas de Deus, que lutaram todas as suas vidas com os inimigos invisíveis, depois de terem escapado de todas as suas perseguições e chegado ao fim da vida, são examinados pelo príncipe deste mundo; e se eles são encontrados tendo quaisquer feridas de seu combate, quaisquer manchas ou efeitos do pecado, eles são detidos. Se, no entanto, eles são encontrados sem ferimentos e sem mancha, eles são, como invictos, trazidos por Cristo para o seu descanso ”(Homilia sobre os Salmos, no Salmo 7, no 5). Você notará que este julgamento final, na mente de Basílio, não é apenas um processo de mostrar quem foi justificado sem obras. Pelo contrário, é determinista. Os cristãos que tiveram o Espírito mas que estragaram suas vidas em atos malignos serão julgados e sentenciados ao inferno. Como isso se comporta com o Calvinismo Reformado? Além disso, algumas outras declarações que deixam claro que Basílio estava em uma página muito diferente soteriologicamente. Quanto à preparação da alma antes de receber a Sagrada Comunhão: “Ele, portanto, que se aproxima do Corpo e Sangue de Cristo em comemoração àquele que morreu por nós e ressuscitou, deve ser livre não apenas da contaminação de carne e espírito, a fim de que ele não coma bebida para julgamento, mas ele deve ativamente manifestar a lembrança daquele que morreu por nós e ressuscitou, estando morto para o pecado, para o mundo e para si mesmo, e vivo para Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor ”. (Relativo ao Livro de Batismo I, Capítulo 3.) Com relação à graça da regeneração batismal: “Isto é o que significa nascer de novo da água e do Espírito: assim como a nossa morte é efetuada na água, o nosso viver é feito através do Espírito. Em três imersões e num número igual de invocações, o grande mistério do Batismo é completado de tal maneira que o tipo de morte pode ser mostrado figurativamente, e que, pela entrega do conhecimento divino, as almas dos batizados podem ser iluminadas. Se, portanto, existe alguma graça na água, não é da natureza da água, mas da presença do Espírito ali ”(De Spiritu Sancto, Ch 15, linha 35) Você notará aqui que a palavra “figurativamente” poderia sugerir ao leitor protestante que ele não significa nada além de simbolismo contra sacramento ex opere operato. Este é frequentemente o caso quando é lido com um conjunto rígido de lentes protestantes. Entretanto, se você ler o contexto, é inconfundível que ele queira dizer que é dentro e através da água física que este mistério batismal é completado. Agora, para que não se desmembrem o ato de justificação ensinado em De Humilitate (de onde Dominic Foo retirou) e o ato batismal, temos no mesmo capítulo de De Spiritu Sancto: “Nossa restauração ao paraíso, nossa ascensão ao Reino dos Céus, nosso retorno à adoção de filhos, nossa liberdade vocal de chamar a Deus de nosso Pai, sermos compartilhados na graça de Cristo, sermos denominados filhos da luz, nosso ser participantes em eterna glória, e em uma palavra, sermos trazidos à plenitude da bênção neste mundo e no futuro, é através do Espírito Santo ”(15.26). E, finalmente, que Basílio não era Sola Scripturista, temos isso do capítulo 27 do mesmo De Spiritu Sancto: “Dos dogmas e kerygmas preservados na Igreja, alguns possuímos de ensinamentos escritos e outros que recebemos da tradição dos apóstolos, entregues a nós em mistério. Em relação à piedade, ambos são da mesma força. Ninguém vai contradizer nada disso, ninguém, em todo caso, que seja moderadamente versado em questões eclesiásticas. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não-escritos como não tendo grande autoridade, feriríamos inconscientemente o Evangelho em suas condições vitais; ou melhor, reduziríamos o kerygma a um mero termo. Por exemplo, nós tomamos o primeiro e mais geral exemplo, que nos ensinou por escrito a assinar com o sinal da cruz aqueles que confiaram no nome de nosso Senhor Jesus Cristo? O que a escrita nos ensinou a voltar para o Oriente em oração? Qual dos santos nos deixou a escrever as palavras da Epiclesis [oração] na consagração do pão da Eucaristia e da Taça da Bênção? Pois não estamos contentes com essas palavras que o Apóstolo ou o evangelho registrou, mas também dizemos outras coisas, antes e depois; e consideramos que estas outras palavras, que recebemos de ensinamentos não escritos, são de grande importância para o mistério. Onde está escrito que devemos abençoar a água batismal, o óleo da unção e até aquele que está sendo batizado? Não é da tradição silenciosa e mística? De fato, em que palavra escrita é ensinado mesmo o tinido com óleo? Onde se diz que no batismo deve haver uma tripla imersão? E o resto das coisas feitas no Batismo, onde está escrito que devemos renunciar a Satanás e seus anjos? Isso não vem do ensinamento secreto e arcano que nossos pais guardavam em um silêncio não muito curiosamente intrometido e sem investigações ociosas, quando aprenderam bem que a reverência pelos mistérios é melhor preservada pelo silêncio … Da mesma forma, Apóstolos e Padres que, no início, prescreviam os ritos da Igreja, guardavam em segredo e silenciavam a dignidade dos mistérios; pois aquilo que é espalhado aleatoriamente e no ouvido do público não é mistério algum. Esta é a razão para a nossa entrega de preceitos e práticas não escritas: que o conhecimento de nossos dogmas não pode ser negligenciado e mantido em desprezo pela multidão por meio de uma grande familiaridade. O dogma e o kerygma são duas coisas distintas. O dogma é observado em silêncio; o kerygma é proclamado ao mundo inteiro “ Tradução https://erickybarra.wordpress.com/2017/10/10/was-st-basil-a-protestant-sola-fide-sola-scriptura/
- São Gregório Magno (601 D.C.) – Batizar Aqueles Batizados por Hereges? E Sucessão Apostólica n
“Aprendemos com a antiga instituição dos Padres que aqueles que, em heresia, são batizados em nome da Trindade, quando retornam à Santa Igreja, devem ser chamados ao seio da Igreja Matriz através da unção com Crisma. , ou pela imposição da mão, ou somente por uma profissão de fé … porque o Santo Batismo, que eles receberam entre os hereges, reengaja neles os poderes de purificação naquele momento em que … eles estão unidos à fé nas entranhas da igreja sagrada e universal. Mas quanto àqueles hereges que são batizados não em nome da Trindade … quando eles vêm à Santa Igreja, eles são batizados, porque isso não foi o Batismo, pois situado em erro, eles não receberam em nome da Trindade. Nem isso pode ser chamado de repetição de um batismo, que, como foi dito, não foi dado em nome da Trindade. Sua Santidade pode, sem qualquer hesitação, receber em sua assembléia, suas próprias ordens preservadas para eles … qualquer um que retorne do erro perverso de Nestório, de modo que, ao passo que … por gentileza você não faça oposição ou dificuldade sobre suas próprias ordens, você possa arrebatá-los das garras do inimigo antigo ”(Carta do Papa Gregório I ao Bispo Quírico e outros Bispos católicos da Geórgia [Ásia Ibérica]. 22 de junho de 601 dC [Quia Caritate nihil]) Esse último parágrafo é difícil de interpretar. Estou curioso para saber se por “ordens” se entendem ordens episcopais. Em segundo lugar, se aqueles que retornam são Bispos que foram católicos e que se tornaram Nestorianos em sua vida, ou se são os bispos Nestorianos que retornam e têm suas ordens reconhecidas. Qualquer comentário seria útil. Tradução https://erickybarra.wordpress.com/2017/10/11/st-gregory-dialogus-601-a-d-baptize-those-baptized-by-heretics-and-apostolic-succession-in-heretics-letter-to-the-east/
- O Filioque em Santos Ocidentais da Igreja Ortodoxa Oriental (350-680 D.C.)
Santo Hilário de Poitiers (+350, Dia da Festa 13 de janeiro) escreve: “Nem vou infringir a liberdade de pensamento de qualquer um sobre este assunto, se eles podem considerar o Espírito Paracleto como vindo do Pai ou do Filho [utrum ex Patre e ex Filio Spiritum paracletum putent esse]. O Senhor não deixou nada incerto … Conseqüentemente, Ele recebe [accipit] do Filho que foi enviado por Ele e procede do Pai […]. O Espírito da verdade procede do Pai, mas Ele é enviado pelo filho do Pai [A Patre enim procedit Spiritus veritatis, sed um Filio a Patre mittitur] ”(De Trinitate 8.20). Agora, alguns leitores podem dizer imediatamente que o envio do Espírito do Filho é uma processão econômica no mundo para a criação. Não só esta distinção fina não está presente na citação que acabamos de fornecer, mas existem razões sérias para nem mesmo especularmos. No mesmo Livro e Capítulo da citação acima, Santo Hilário diz que a processão do Espírito do Pai é a mesma que procede do Filho. Ele escreve: “Agora eu pergunto se receber do Filho é a mesma coisa que proceder do Pai. Mas se alguém acredita que há uma diferença entre receber do Filho e proceder do Pai, certamente receber do Filho e receber do Pai será considerado como uma e a mesma coisa. Porque o próprio Senhor diz: porque receberá do que é meu e vos anunciará. Todas as coisas que o Pai tem são minhas: por isso disse: Receberá do que é meu e vos anunciará. Aquilo que Ele receberá – se ser poder, ou excelência, ou ensino – o Filho disse que deve ser recebido Dele, e novamente Ele indica que essa mesma coisa deve ser recebida do Pai. Pois quando Ele diz que todas as coisas que o Pai tem são as Dele, e que por esta causa Ele declarou que deve ser recebido de Sí, Ele também ensina que o que é recebido do Pai é ainda recebido Dele, porque todas as coisas que são do Pai são Sua ”. (Sobre o Espírito Santo 8.20, [PL 10: 250C-251A]) Papa São Dâmaso I (+384 – Dia da Festa 11 de dezembro): O texto a ser citado é provavelmente a partir da palavra de um sínodo romano em qualquer lugar nos anos 377 a 380. Alguns estudiosos atribuem diretamente ao Papa Dâmaso. Outros estudiosos disseram que era a palavra de um Sínodo, embora aceita pelo Papa Dâmaso. Em ambos os casos, significa o mesmo para o propósito aqui. O Sínodo, ou, se fosse apenas Dâmaso, então era Dâmaso, estava respondendo à heresia que dizia que o próprio Espírito era uma criatura. Afirma: “Cremos … no Espírito Santo, não gerado nem ingerado, não criado nem feito, mas procedente do Pai e do Filho, sempre co-eterno com o Pai e o Filho” (O Filioque: História de uma Controvérsia Doutrinária , A. Edward Siecienski, pp. 56-57). Agora, no Sínodo de Roma 382, que publicou seja inteiro ou os três primeiros capítulos do texto muitas vezes chamado de Decretum Gelasianum (Explanatio Fidei), um claro testemunho da doutrina Filioque é encontrado. Agora, se o atribuímos a São Dâmaso ou a São Gelásio, não é menos um santo venerado na comunidade ortodoxa oriental contemporânea. O texto diz: “O Espírito Santo não é apenas o Espírito do Pai, ou não apenas o Espírito do Filho, mas o Espírito do Pai e do Filho. Pois está escrito: “Se alguém ama o mundo, o Espírito do Pai não está nele” (1 João 2:15). Da mesma forma, está escrito: “Se alguém, no entanto, não tem o Espírito de Cristo, Ele não é dele (Romanos 8: 9)”. Quando o Pai e o Filho são mencionados desta maneira, o Espírito Santo é entendido, de quem o próprio Filho diz no Evangelho, que o Espírito Santo ‘procede do Pai (João 15:26)’ e ‘Receberá do que é meu e vos anunciará (João 16:14) ‘”(Patrologia Latina 13.374) Santo Agostinho de Hipona (+ 354-430, Dia de Festa 18 de junho): “Se o que é dado tem como princípio aquele por quem é dado, porque não recebeu de nenhum outro lugar aquilo que procede do doador, então deve ser confessado que o Pai e o Filho são o princípio do Espírito Santo, não dois princípios, mas apenas como o Pai e o Filho são um só Deus. . . em relação ao Espírito Santo, eles são um princípio ”( A Trindade 5:14:15 [A.D. 408]). São Leão Magno (+450, Dia de Festa 18 de fevereiro): “E assim, sob a primeira cabeça, são mostradas as visões profanas que eles têm sobre a Trindade Divina: elas afirmam que a pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma e a mesma, como se o mesmo Deus fosse nomeado agora Pai, agora Filho e agora Espírito Santo: e como se Aquele que gerou não fosse um, Aquele que foi gerado outro, e Aquele que procedeu de ambos ainda outro ”” (Carta XV, seção II) Santo Euquerio de Lyon (+ D.C 454 – Dia da Festa de 16 de novembro), escreve: “O Espírito Santo não é gerado nem ingerado, mas é aquele que procede do Pai e do Filho, como uma harmonia, podemos dizer, de ambos ”(Spiritus Sanctus nece genitus nec ingentius …. sed potius qui ex Patre e Filio procedat, velut quaedam patris filioque concordia). Migne 1.774 São Fausto, Bispo de Riez (+485 – Dia da Festa de 28 de setembro), escreve: “O fato de ele ter um nome para Ele prova que ele é a Terceira Pessoa, ao lado dos dois Primeiros; sua unidade de majestade mostra que procede de Deus e que “terceiro” na enumeração não significa uma inferioridade de hierarquia. De fato, proceder do íntimo de Deus é ser de sua substância, não sua criatura. Não tente penetrar como ele é Deus, aquele de quem é manifesto que ele é Deus. Aqui a razão é silenciosa, a verdade é manifestada. Por que perguntar como é que a união e a igualdade entre o Rei e aquele do qual é provado que é da natureza real e honrado como tal? É supérfluo buscar o nome quando não há dúvida de sua grandeza. Assim, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, de acordo com estas palavras: Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele (Ro 8: 9). E estas: Ele soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebam o Espírito Santo (Jo 20:22) ……. Se você quiser saber qual é a diferença entre o nascido e o que procede, naturalmente depende sendo o primeiro o único Filho (do Pai) enquanto o segundo deriva sua origem do Pai e do Filho ”(Um Livro“ Do Espírito Santo ”que está em francês neste link, mas pode ser traduzido. Autor de tradução aprovou o texto – Sobre o Espírito Santo) São Genádio de Massília (+495) escreve: “Cremos que existe um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo: Pai, porque Ele tem um Filho; Filho, porque ele tem um pai; Espírito Santo, porque Ele é do [ex] Pai e do Filho. O Pai então é o Princípio [Principium] da Deidade, a Quem nunca não foi Deus, assim também Ele nunca não foi Pai: de quem o Filho foi gerado; de [a] quem o Espírito Santo não foi gerado, porque ele não é Filho; nem Ingerado, porque ele não é Pai; nem feito, porque Ele não é de [ex] nada, mas de [ex] Deus o Pai e Deus o Filho Deus procedendo ”(Migne 58, 980) São Julianus Pomerius, presbítero de Arles (+498, influenciado por São Diadochos de Photiki ) escreve: “… os fiéis comprometidos com o nosso cargo devem ser ensinados sobre o Espírito Santo que Ele procede do Pai e do Filho e, portanto, não se pode dizer que seja gerado ou ingerado” (Patrologia Latina 59. 432). Santo Avito de Vienne (+523 – Dia da Festa em 5 de fevereiro), escreve: “De nossa parte afirmamos que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho … é propriedade do Espírito Santo proceder do Pai e do Filho” (Migne 59.385-6). São Boécio (+524, Dia da Festa em 23 de outubro) escreve: “Admitiremos que Deus, o Filho, procedeu de Deus Pai e o Espírito Santo de ambos [et ex utrisque Spiritum Sanctum] … Mas visto que o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus, e visto que existem em Deus, não há pontos de diferença que o distingam de Deus; Ele não difere de nenhum dos outros ”(De Trinitate 5; Eng. Trans .: Boethius, The Theological Tractates, trad. HF Stewart e EK Rand, Loeb Classical Library [Nova York: Putnam and Sons, 1926], 27,29) São Fulgêncio de Ruspe (+526 – Dia da Festa, 3 de janeiro) escreve: “Acredite com firmeza e nunca duvide que o mesmo Espírito Santo, o Espírito Único do Pai e do Filho procede do Pai e do Filho. Que Ele procede também do Filho é apoiado pelo ensino tanto de Profetas e Apóstolos ”(De Fide 11, Patrologia Latina 65.695). E: “O Pai é gerado de ninguém; o Filho é gerado do Pai; o Espírito Santo procede do Pai e do Filho ”(De Trinitate 2, Migne 499). E: “O Espírito Santo é totalmente do Pai e totalmente do Filho, porque Ele é por natureza o único Espírito do Pai e do Filho; pelo qual ele procede totalmente do Pai e do Filho, e permanece totalmente no Pai e no Filho; porque Ele assim habita em proceder, e assim procede em obedecer ”(Epístola 14, Migne 418). Santo Isidoro de Sevilha (+600 – Dia da Festa 04 de abril) escreve: “O Espírito Santo é chamado Deus porque Ele procede do Pai e do Filho e tem sua essência … Há, no entanto, essa diferença entre a geração do Filho e a processão do Espírito, que o Filho é gerado de um, mas o Espírito procede de ambos ”(Patrologia Latina 82.268) O Papa São Gregório Dialogus (+604, Dia da Festa em 12 de março) escreve: “Nós também podemos entender Seu [i.e. o Filho] ser sendo enviado em termos de Sua natureza divina. Dizem que o Filho é enviado do Pai pelo fato de ser gerado pelo Pai. O Filho relata que Ele envia o Espírito Santo … O envio do Espírito é aquela processão pela qual procede do Pai e do Filho. Assim, como se diz que o Espírito é enviado porque procede, também não é inapropriado dizer que o Filho é enviado porque Ele é gerado ”(Homiliarium in Evangelia Libri Duo 2.26 (Eng. Trans. Gregório Magno, Quarenta Evangelho). Homilias, trad. Dom David Hurst [Kalamazoo, Michigan: Publications of Christ, 1990], página 202)). São Máximo, o Confessor (+650 dC) “Aqueles da Rainha das cidades (Constantinopla) atacaram a carta sinódica do atual papa muito sagrado não no caso de todos os capítulos que ele escreveu nela, mas apenas no caso de dois deles. Uma diz respeito à teologia da Trindade e, segundo eles, diz: “O Espírito Santo também tem seu ekporeusis (ekporeuesthai) do Filho”. A outro lida com a encarnação divina. Com relação ao primeiro assunto, eles (os romanos) produziram evidências unânimes dos padres latinos, e também de Cirilo de Alexandria, do estudo que ele fez do evangelho de São João. Com base nesses textos, eles juraram que eles não tenham feito do Filho a causa (aitian) do Espírito – eles sabem, de fato, que o Pai é a única causa do Filho e do Espírito, o que gera e o outro por ekporeusis (processão) – mas que eles manifestaram a processão através dele (to dia autou proienai) e assim mostraram a unidade e identidade da essência…. ”(Carta a Marino – PG 91, 136) São Teodoro de Cantuária (+ D.C 680): “’E glorificamos nosso Senhor Jesus Cristo como eles O glorificaram, não acrescentando nada, tirando nada: e anatematizamos de coração e palavra a quem eles anatematizaram: nós recebemos quem eles receberam: glorificando Deus Pai sem princípio, e Seu Filho Unigênito, nascido do Pai antes de todos os séculos; e o Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, inefavelmente; como aqueles santos Apóstolos, e profetas, e doutores, os quais celebramos acima, pregaram ” (Concílio de Hatfield, 680 dC). Tradução https://erickybarra.wordpress.com/2017/10/14/filioque-in-the-west/
- AS PINTURAS DOS PRIMEIROS TEMPLOS CRISTÃOS
A questão de como decorar essas basílicas [do IV século] foi muito mais difícil e séria, porque a questão da imagem e seu uso na religião surgiu de novo e causou disputas muito violentas. Num ponto, quase todos os primeiros cristãos concordavam: não devia haver estátuas na Casa do Senhor. As estátuas pareciam-se demais com aquelas imagens esculpidas de ídolos pagãos que a Bíblia condenava. Colocar uma figura de Deus ou de um de Seus santos no altar parecia inteiramente fora de questão. Pois como os míseros pagãos que tinham se convertido recentemente à nova fé apreenderiam a diferença entre suas antigas crenças e a nova mensagem, se vissem tais estátuas nas igrejas? Poderiam facilmente pensar que uma estátua “representa” realmente Deus, tal como pensavam antes que uma estátua de Fídias representa Zeus. Assim, eram capazes de achar até mais difícil compreender a mensagem do Deus Todo-Poderoso, Invisível e Uno, a cuja semelhança tinham sido feitos. Mas, embora todos os cristãos devotos pusessem objeções às grandes estátuas copiadas da vida real, suas idéias sobre pinturas diferiam bastante. Alguns as consideravam úteis porque ajudavam a congregação a recordar os ensinamentos que haviam recebido e mantinham viva a memória desses episódios sagrados. Esse ponto de vista foi principalmente adotado na parte latina, ocidental, do Império Romano. O Papa Gregório Magno, que viveu no final do século VI D.C., seguiu essa orientação. Lembrou, àqueles que eram contra todas as pinturas, que muitos membros da Igreja não podiam ler nem escrever, e que, para ensiná-los, essas imagens eram tão úteis quanto os desenhos de um livro ilustrado para crianças. Disse ele: “A pintura pode fazer pelos analfabetos o que a escrita faz para os que sabem ler”. Foi de uma importância imensa para a história da arte que uma tão grande autoridade tenha acudido em favor da pintura. Sua sentença seria repetidamente citada sempre que as pessoas atacavam o uso de imagens nas igrejas. (Texto extraído de Ernst Gombrich, História da arte)
- Catolicismo vs Maçonaria – Irreconciliáveis para Sempre
Rev. Robert I. Bradley, S.J. Tradução:http://www.ewtn.com/library/ANSWERS/BACAFM.HTM Qual é a verdade sobre a atual atitude oficial da Igreja Católica em relação à Maçonaria? Para começar essa indagação sobre o que agora está em vigor, devemos voltar ao que foi declarado na lei canônica da Igreja antes que houvesse qualquer dúvida sobre onde a Igreja se posicionava sobre Maçonaria. O antigo código (que, aliás, foi promulgado no Pentecostes, 27 de maio de 1917, apenas duas semanas após a primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima) continha um cânon que definitivamente coroava todas as condenações papais anteriores a ela. Cânon 2335 lê o seguinte: As pessoas que se juntam a associações da seita maçônica ou quaisquer outras do mesmo tipo que conspiram contra a Igreja e legitimas autoridades civis contraem a excomunhão ipso facto simplesmente reservada à Sé Apostólica. Na esteia do Concílio Vaticano II, no entanto, quando a revisão do Código de Direito Canônico estava em andamento, o espírito prevalecente de “diálogo ecumênico” suscitou questões entre vários bispos sobre se o cânone 2335 ainda estava em vigor. Respondendo a estas perguntas, uma carta do Cardeal Francis Seper, Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, aos presidentes de todas as conferências episcopais, datada de 18 de julho de 1974, declarou que: (1) a Santa Sé repetidamente buscou informações dos bispos sobre as atividades maçônicas contemporâneas dirigidas contra a Igreja; (2) não haverá nova lei sobre este assunto, enquanto se aguarda a revisão do Código em andamento; (3) todos os cânones penais devem ser interpretados estritamente e (4) a proibição expressa contra membros maçônicos por clérigos, religiosos e membros de institutos seculares é aqui reiterada. Esta carta um tanto estranhamente estruturada (que, por qualquer razão, não foi publicada na (apenas vinte e um anos após o estabelecimento da Grande Loja da Inglaterra, evento geralmente reconhecido como o começo do movimento maçônico moderno) e passando por dez sucessivos pontificados, o caso da Igreja contra a Maçonaria encontra sua declaração culminante em 1884 na encíclica de Leo XIII Engano maçônico sobre seus reais objetivos na sociedade – e sua conseqüente política de sigilo em relação às autoridades da Igreja e do Estado, e incluindo até mesmo a base do arquivo sua própria filiação – sempre foi notada pelos papas e mais reveladora por Leão XIII.5 E, no século desde então e em nosso próprio país, essa política conspiratória tem sido amplamente documentada. 6Por mais útil que esse conhecimento da estratégia maçônica seja para nossa compreensão da natureza autêntica do movimento, é bastante secundária. É totalmente subordinado àquilo que o movimento em si: o conteúdo em função do qual a conspiração é apenas “método”, o determinando e justificando o Esse conteúdo – esse fim – é o que devemos agora examinar, se quisermos encontrar a razão fundamental e explícita para a condenação da Maçonaria pela Igreja. Esta razão fundamental pode ser resumida. A seguinte passagem de resumo do de Leão XIII é suficiente. . . . o que é seu propósito final se impõe – ou seja, a completa derrubada de toda a ordem religiosa e política do mundo que o ensino cristão produziu, e a substituição de um novo estado de coisas de acordo com suas idéias, das quais as fundações e leis devem ser tiradas do mero “naturalismo”. Agora, a doutrina fundamental dos naturalistas, que eles suficientemente tornam conhecida por seu próprio nome, é que a natureza humana e a razão humana devem em todas as coisas ser amante e guia. Deixando isso de lado, eles se importam pouco com deveres para com Deus, ou pervertem-nos por opiniões errôneas e vagas. Porque eles negam que tudo tenha sido ensinado por Deus; eles não permitem nenhum dogma de religião ou verdade que não possa ser entendido pela inteligência humana, nem qualquer professor que deva ser acreditado em razão de sua autoridade. E como é dever especial e exclusivo da Igreja Católica expor plenamente em palavras verdades divinamente recebidas, ensinar, além de outras ajudas divinas à salvação, a autoridade de seu ofício, e defender a mesma com perfeita pureza, é contra a Igreja que a ira e o ataque dos inimigos são principalmente dirigidos. O catolicismo e a maçonaria são, portanto, essencialmente opostos. Se qualquer um terminasse sua oposição ao outro, seria por esse mesmo fato se tornado algo essencialmente diferente do que era anteriormente; na verdade, deixaria de existir como ela mesma. Pois o catolicismo é essencialmente uma religião revelada; é essencialmente tanto em seu destino quanto em seus recursos. Além de toda satisfação natural, ela tende a uma eternidade de união inefável com Deus em Si mesmo; e além de todos os recursos naturais, começa a união aqui e agora na vida sacramental da Igreja. A maçonaria, por outro lado, é essencialmente uma religião de “razão”. Com uma insistência e uma consistência que correspondem à autodefinição do catolicismo, a Maçonaria promete a perfeição na ordem natural como seu único destino – como de fato o destino mais elevado que existe. E fornece essa perfectibilidade com seus recursos: a soma acumulada de valores puramente humanos, subsumida sob o logotipo da “razão”. Literalmente, um logotipo, a bússola e o compasso maçônico, são o símbolo de um racionalismo que afirma ser identificado com tudo o que é “natural”. O consequente sincretismo, misturando todas as vertentes da experiência humana – dos mistérios cabalísticos de um Oriente imemorial às manipulações tecnológicas de um Ocidente pós-moderno – é a base para a reivindicação da Maçonaria não ser apenas uma religião, mas a religião: Religião “natural” do homem. É por isso que a alegação de datar do começo da história – seus números de calendário, os “Anos de Luz” (do primeiro dia da Criação) ou os “Anos do Mundo” – não é mera brincadeira da parte dela. E é por isso que sua oposição à Igreja Católica é anterior à oposição da Igreja Católica a ela. Pois não pode tolerar a alegação da Igreja de ser a Única Igreja Verdadeira, e a consequente recusa pela Igreja a ser relegada ao status de uma “seita” que a Maçonaria deseja que seja. Uma vez que a alegação da Igreja de ser a Única Igreja Verdadeira é finalmente fundada e validada na realidade do Único e Verdadeiro Deus, a alegação maçônica oposta deve derivar, em última análise, de uma percepção de Deus que diametralmente se opõe à fé da Igreja. E assim acontece. Embora o Papa Leão não fale explicitamente desta oposição essencial entre o Catolicismo e a Maçonaria em termos do Primeiro Mandamento de Deus – “Eu sou o Senhor teu Deus, não terás deuses estranhos diante de mim” – certamente a maneira mais radical e simples de situar essa oposição é dizer exatamente isso. O “Deus” maçônico é um ídolo. O que os maçons realmente adoram é o homem – ou o Espírito que enganou o homem desde o princípio: o espírito mascarado do mal. Esta é a primeira razão pela qual a Igreja Católica condenou e sempre condenará a Maçonaria. É claramente suficiente estar por si só como a única razão – e no sentido mais fundamental, como Leão XIII parece implicar, essa é a única razão de fato. Grave mau uso de juramentos Podemos, no entanto, dar uma segunda razão para a oposição da Igreja à Maçonaria. Não estritamente independente da primeira razão, porque a razão está no Primeiro Mandamento, ainda podemos distinguir uma segunda razão – baseada no Segundo Mandamento. Cerca de dez anos mais cedo do que apareceu (mesmo em tradução para o inglês) um trabalho breve (mas pouco mais do que de panfleto), mas penetrante, (1974) 191. (De No. 563, pp. 350-51. 2. “S. Congregação pro Doctrina Fidei”, 7 3. (1981) 240-41. (De No. 1137, pp. 1036-39)3. “Quaesitum est”, AAS 76 (1984) 300. (De No. 553, pp. 482-87) 4. Um resumo dessa documentação foi disponibilizado neste país pelo Comitê Episcopal Americano para Pesquisa e Prática Pastorais, em um relatório intitulado “Maçonaria e Religião Naturalista”, publicado em 15 (27 de junho de 1985), pp. 83-84. 5. 16 (1883 sic) 420. 6. Para uma excelente pesquisa recente, com ênfase na cena americana, ver “Por trás da porta da loja: Igreja, Estado e Maçonaria na América” de Paul Fisher (Bowie, MD: Shield, 1988). 7. 16 (1883 sic) 421. A versão em inglês usada aqui é de um panfleto paulista publicado pela primeira vez em 1944 e reimpresso por TAN (Rockford, IL: 1987), pp. 6-7. 8. A edição em inglês que usei foi publicada na Filadélfia em 1856.
- A Carta de São Luís IX ao seu primogênito
A carta de recomendação de São Luís para aconselhar seu filho mais velho, o último Filipe III, nos fornece algumas dicas sobre as atitudes de um dos mais importantes reis franceses do período. Houve algumas perguntas sobre sua autoria. Mesmo que não seja pela mão de Luís IX, isso reflete uma mentalidade que, apesar das piedades da linguagem, apresenta algum conceito real de realeza – no que diz respeito à justiça, administração, as várias classes, cidades e a Igreja. 1. Ao seu querido primogênito, Filipe, cumprimentando e amando o pai. 2. Querido filho, desde que eu desejo com todo o meu coração que você esteja bem “instruído em todas as coisas, é do meu pensamento dar-lhe algum conselho nesta escrita. Porque eu ouvi você dizer, várias vezes, que você se lembra de minhas palavras melhor que as de qualquer outra pessoa. 3. Portanto, querido filho, a primeira coisa que eu aconselho é que você fixe todo o seu coração a Deus, e ame-O com todas as suas forças, pois sem isso ninguém pode ser salvo ou ter qualquer valor. 4- Você deve, com todas as suas forças, evitar tudo o que você acredita ser desagradável para ele. E você deve estar especialmente decidido a não cometer pecado mortal, não importa o que aconteça e deve permitir que todos os seus membros sejam cortados, e sofra todo tipo de tormento, ao invés de cair conscientemente em pecado mortal. 5. Se o nosso Senhor lhe enviar alguma adversidade, seja uma doença ou outra tenha boa paciência, e agradece-o por isso, você deve recebê-la com paciência e ser grato por isso, pois você deve acreditar que Ele fará com que tudo saia para o seu bem; e da mesma forma você deve pensar que você mereceu bem, e mais também, se Ele quiser, porque você o amou pouco, e pouco serviu a ele, e fez muitas coisas contrárias à sua vontade. 6. Se nosso Senhor lhe enviar alguma prosperidade, seja saúde do corpo ou outra coisa, você deve agradecê-Lo humildemente por isso, e você deve ser cuidadoso para que você não seja pior por isso, seja por orgulho ou qualquer outra coisa, pois isso É um pecado muito grande lutar contra o nosso Senhor com os Seus dons. 7. Querido filho, aconselho-lhe que se acostume a frequentar a confissão, e que escolha sempre, como seus confessores, homens que sejam retos e suficientemente instruídos, e que possam ensinar-lhe o que deve fazer e o que deve evitar. Você deve se comportar de tal modo que seus confessores e outros amigos ousem confiantemente reprová-lo e mostrar-lhe suas falhas. 8. Querido filho, aconselho-o a participar de bom grado e com devoção os serviços da Santa Igreja e, quando estiver na igreja, evite a frivolidade e a insignificância e não olhe aqui e ali; mas ore a Deus com os lábios e o coração igualmente, enquanto entretém doces pensamentos sobre Ele, e especialmente na missa, quando o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo são consagrados, e por algum tempo antes. 9. Querido filho, tenha um coração misericordioso para com os pobres e para todos aqueles em quem você acredita estar na miséria do coração ou do corpo e, de acordo com sua habilidade, console e ajude-os com algumas esmolas. 10. Mantenha os bons costumes do seu reino e derrube os maus. Não oprimas o teu povo e não os sobrecarregue com pedágios ou talias, a não ser sob grande necessidade. 11. Se você tiver qualquer inquietação de coração, de tal natureza que possa ser contada, diga ao seu confessor, ou a algum homem honesto que possa guardar seu segredo; você será capaz de carregar mais facilmente o pensamento do seu coração. 12. Cuide para que aqueles de sua casa sejam retos e leais, e lembre-se da Escritura, que diz: “Elige viros timentes Deum in quibus sit justicia et qui oderint avariciam”; isto é, “ama aqueles que servem a Deus e que fazem justiça estrita e odeiam a cobiça”; e você lucrará e governará bem o seu reino. 13. Querido filho, cuide para que todos os seus associados sejam retos, sejam clérigos ou leigos, e tenham boas conversas frequentes com eles; e fuja da sociedade dos maus. E ouça de bom grado a palavra de Deus, tanto em aberto como em secreto; e preste livremente orações e perdões. 14. Ame todo o bem e odeie todo o mal, em quem quer que seja. 15. Que ninguém seja ousado a ponto de dizer, em sua presença, palavras que atraiam e conduzam ao pecado, e não permitam que palavras de detração sejam ditas de outro pelas costas. 16. Sofra aquele que permite que se fale mal de Deus ou dos Seus santos em sua presença, sem tomar vingança imediata. Mas se o ofensor for um balconista ou uma pessoa tão grande que você não deva julgá-lo, relate o assunto àquele que tem o direito de julgá-lo. 17. Querido filho, agradeça a Deus muitas vezes por todas as coisas boas que Ele fez por você, para que você seja digno de receber mais, de tal maneira que, se for do agrado do Senhor, você venha para o fardo e a honra de governar o reino, você possa ser digno de receber a unção sagrada com a qual os reis da França são consagrados. 18. Querido filho, se você subir ao trono, esforce-se para ter aquilo que convém a um rei, isto é, que, em justiça e retidão, você se mantenha firme e leal a seus súditos e vassalos, sem se voltar para a direita ou para a esquerda, mas sempre em linha reta, o que quer que aconteça. E se um homem pobre tiver uma briga com um homem rico, apóie os pobres, em vez dos ricos, até que a verdade seja esclarecida e, quando você conhecer a verdade, faça justiça a eles. 19. Se alguém tiver entrado em uma ação contra você (por qualquer dano ou erro que ele possa acreditar ter feito a ele), seja sempre para ele e contra você mesmo na presença de seu conselho, sem mostrar que você pensa muito do seu caso (até que a verdade seja conhecida sobre isso); pois aqueles do seu conselho podem estar relutantes em falar contra você, e isso você não deve desejar; e ordena a vossos juízes que não sejais de modo algum mais favoráveis a você que quaisquer outros, pois assim os vossos conselheiros julgarão mais corajosamente de acordo com o certo e a verdade. 20. Se você tiver algo pertencente a outro, seja de si mesmo ou de seus antecessores, se o assunto for certo, desista sem demora, por maior que seja, em terra, dinheiro ou de outra forma. Se o assunto é duvidoso, investigue por sábios, prontamente e diligentemente. E se o assunto é tão obscuro que você não pode conhecer a verdade, faça tal acordo, pelo conselho de homens íntegros, que sua alma, e a alma, seus antecessores, possam ser totalmente libertados do caso. E mesmo se você ouvir alguém dizer que seus antecessores fizeram a restituição, faça uma investigação diligente para saber se alguma coisa ainda precisa ser restaurada; e se você achar que tal é o caso, faça com que ela seja entregue de uma só vez, para a libertação de sua alma e das almas de seus antecessores. 21. Você deve procurar sinceramente como seus vassalos e seus súditos podem viver em paz e retidão sob seu domínio; Da mesma forma, as boas cidades e as boas cidades do seu reino. E preservá-las na propriedade e na liberdade em que seus antecessores as guardaram, corrigi-las e, se houver alguma coisa para emendar, alterar e preservar seu favor e seu amor. Pois é pela força e as riquezas de suas boas cidades que o nativo e o estrangeiro, especialmente seus pares e seus barões, são impedidos de fazer mal a você. Lembrarei que Paris e as boas cidades do meu reino me ajudaram contra os barões, quando fui recém-coroado. 22. Honre e ame todas as pessoas da Santa Igreja, e tenha cuidado para que nenhuma violência seja feita a elas, e que seus dons e esmolas, que seus predecessores lhes concederam, não sejam tirados ou diminuídos. E eu gostaria de lhe dizer aqui o que está relacionado com o rei Filipe, meu ancestral, como um dos seus concílios, que disse que ouviu, me contou. O rei, um dia, estava com seu conselho particular, e ele que estava lá me contou essas palavras. E um dos conselheiros do rei disse-lhe quanto erro e perda ele sofreu com os da Santa Igreja, na medida em que eles tiraram seus direitos e diminuíram a jurisdição de sua corte; e eles se maravilharam muito com a maneira como ele suportou isso. E o bom rei respondeu: “Estou certo de que eles me fazem muito errado, mas quando considero as bondades e gentilezas que Deus me fez, eu preferia que meus direitos fossem, do que ter uma disputa ou despertar uma discussão com Igreja Santa. ” E isto lhes digo que você não pode acreditar levemente em nada contra o povo da Santa Igreja; ame-os e honre-os e vigie-os para que possam em paz fazer o serviço de nosso Senhor. 23. Além disso, aconselho-o a amar muito o clero e, tanto quanto puder, fazer o bem a eles em suas necessidades, e igualmente amar aqueles por quem Deus é mais honrado e servido, e por quem a fé é pregada e exaltada. 24. Querido filho, eu aconselho que você ame e respeite seu pai e sua mãe, de bom grado, lembre-se e cumpra seus mandamentos, e esteja inclinado a acreditar em seus bons conselhos. 25. Ame seus irmãos e sempre deseje seu bem-estar e seu bom progresso, e também seja para eles no lugar de um pai, para instruí-los em todo o bem. Mas esteja atento para que, pelo amor que você tem para com alguém, você se desvie do fazer certo e faça aos outros aquilo que não é correto. 26. Querido filho, aconselho-o a outorgar os benefícios da Santa Igreja que você deve dar a boas pessoas, de boa e limpa vida, e que você os conceda com o alto conselho de homens justos. E eu sou da opinião que é preferível dá-los àqueles que não possuem nada da Santa Igreja, ao invés de outros. Pois, se você perguntar com diligência, encontrará o suficiente daqueles que não têm nada que use sabiamente aquilo que lhes foi confiado. 27. Querido filho, eu aconselho que você tente com todas as suas forças evitar guerrear contra qualquer homem cristão, a menos que ele tenha feito muito mal a você. E, se estiver errado, tente várias maneiras de ver se consegue garantir seus direitos antes de começar a guerra; e agir assim para evitar os pecados cometidos na guerra. 28. E se cair que é necessário que você faça guerra (ou porque algum de seus vassalos não conseguiu defender seu caso em sua corte, ou porque ele tenha cometido um erro em alguma igreja ou em alguma pessoa pobre, ou a qualquer outra pessoa, e não está disposta a fazer reparações por você, ou por qualquer outra causa razoável), seja qual for a razão pela qual é necessário que você faça a guerra, dê ordens diligentes para que os pobres que fizeram nenhum erro ou crime devam ser protegido contra danos às suas videiras, seja através de fogo ou de outra forma, pois seria mais adequado que você constrangesse o transgressor pegando sua propriedade (cidades ou castelos, pela força do cerco), do que devastar a propriedade das pessoas pobres. E tome cuidado para não iniciar a guerra antes que você tenha um bom conselho de que a causa é mais razoável, e antes de convocar o ofensor para fazer as pazes, e ter esperado o tempo que deveria. E se ele pedir misericórdia, você deve perdoá-lo e aceitar seu amém, para que Deus possa estar satisfeito com você. 29. Querido filho, aconselho-o a apaziguar guerras e contendas, sejam elas suas ou de seus súditos, o mais rapidamente possível, pois é algo que agrada mais a nosso Senhor. E Monsignore Martinho nos deu um ótimo exemplo disso. Pois, uma vez, quando nosso Senhor fez saber que ele estava prestes a morrer, ele partiu para fazer a paz entre certos funcionários de seu arcebispado, e ele era da opinião de que, ao fazê-lo, ele estava dando um bom de vida. 30. Procure diligentemente, filho mais doce, ter bons baillis e bons prevots em sua terra, e inquira freqüentemente sobre seus feitos, e como eles se comportam, e se eles administrarem bem a justiça, e não fizerem mal a ninguém, nem nada o que eles não deveriam fazer. Pergunte com mais frequência sobre as pessoas da sua casa se elas são muito cobiçosas ou muito arrogantes; pois é natural que os membros procurem imitar seu chefe; isto é, quando o mestre é sábio e bem-comportado, todos os da sua família seguem o seu exemplo e preferem-no. Por mais que você deva odiar o mal nos outros, você deve ter mais ódio pelo mal que vem daqueles que tiram seu poder de você, do que você suporta o mal dos outros; e quanto mais você deve estar em sua guarda e impedir que isso aconteça. 31. Querido filho, aconselho-te sempre a ser dedicado à Igreja de Roma, e ao soberano pontífice, nosso pai, e levá-lo a reverência e honra que você deve ao seu pai espiritual. 32. Querido filho, dê livremente o poder a pessoas de bom caráter, que saibam como usá-lo bem, e se esforcem para que a iniquidade seja expulsa de sua terra, isto é, juramentos desagradáveis e tudo dito ou feito contra Deus ou Nossa Senhora ou os santos. De maneira sábia e apropriada, detenha, em sua terra, os pecados corporais, as tabernas degeneradas e outros pecados. Abstenha a heresia o mais longe que puder, e detenha especialmente os judeus repugnantes, e todo tipo de pessoas que são hostis à fé, para que a sua terra seja bem purificada deles, da maneira como, pelo sábio conselho de pessoas, possa parecer aconselhável. 33. Além disso, o correto com todas as suas forças. Além disso, eu vos repreendo para que você se esforce mais sinceramente para mostrar sua gratidão pelos benefícios que nosso Senhor concedeu a você, e que você possa saber como dar-lhe graças, portanto, 34. Querido filho, cuide para que as despesas de sua casa sejam razoáveis e moderadas, e que seu dinheiro seja justamente obtido. E há uma opinião que eu desejo profundamente que você entretenha, isto é, que você se mantenha livre de gastos tolos e exações maléficas, e que seu dinheiro deva ser bem gasto e bem adquirido. E esta opinião, juntamente com outras opiniões que são adequadas e proveitosas, eu oro para que nosso Senhor possa te ensinar. 35. Finalmente, ó mais doce filho, eu conjuro e peço a você que, se agradar ao nosso Senhor que eu deva morrer antes de você, você tenha minha alma socorrida com missas e orações, e que você envie através das congregações do reino da França, e exijo suas orações por minha alma, e que você me conceda uma parte especial e completa em todas as boas ações que você realiza. 36. Em conclusão, querido filho, eu te dou todas as bênçãos que um bom e terno pai pode dar a um filho, e eu oro a nosso Senhor Jesus Cristo, por Sua misericórdia, pelas orações e méritos de Sua bendita Mãe, a Virgem Maria, e dos anjos e arcanjos e de todos os santos, para protegê-lo e defende-lo de fazer qualquer coisa contrária à Sua vontade, e para dar-lhe graça para fazê-lo sempre, para que Ele seja honrado e servido por você. E isso que ele possa fazer comigo quanto a você, por sua grande generosidade, para que depois desta vida mortal possamos estar juntos com Ele na vida eterna, e vê-Lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém. E glória, honra e louvado seja Aquele que é um só Deus com o Pai e o Espírito Santo; sem começo e sem fim. Amém. Fonte https://sourcebooks.fordham.edu/source/stlouis1.asp
- A CONCEPÇÃO IMACULADA
• A CONCEPÇÃO IMACULADA • A intrincada conexão entre a Interpretação da Bíblia e o desenvolvimento da doutrina, que identificamos em textos anteriores relacionados a Virgem Maria, deslocou-se simultaneamente em duas direções não apenas no culto à Maria mas também em outros ramos da teologia. A doutrina da virgem tomaria uma forma particular porque algumas passagens das Escrituras, tanto no velho como no Novo Testamento, exigiam grande atenção por sua semelhança com os ensinamentos relacionados a Maria e por que a devoção e a especulação se constituíram em solo fértil para o crescimento dessa doutrina. De modo contrário, a divulgação dos preceitos Marianos estranhos a essas Fontes tornava necessária a exegese e uma outra passagem, pois essa interpretação se desenvolverá originariamente de modo independente desses preceitos, mas em harmonia com o significado que Maria adquirira na tradição. Na Idade Média, principalmente depois de o Sic et Non (sim e não) de Pedro Abelardo ter chamado a atenção para algumas aparentes contradições da tradição, a harmonização de textos bíblicos com outros textos autorizados tornou-se uma das mais importantes atribuições da teologia escolástica. como for é previsto por Cipriano de Cartago e depois formulado por Ambrósio de Milão e Agostinho de hipona, o padrão ocidental de interpretação das palavras de Davi no Salmo “pois reconheço minhas transgressões e Diante de Mim está sempre o meu Pecado” na tradução do Rei James está dessa forma “certamente em iniquidade fui formado e em Pecado me concebeu a minha mãe” (Salmo 51,5) generaliza essa afirmação ao aplicá-la a toda humanidade. Mas essa interpretação parecia se chocar com a crescente e sublinhe a variação de invulgar santidade da Virgem Maria. Foi pela necessidade imperativa de harmonização que a doutrina da Imaculada Conceição finalmente emergiu no catolicismo romano. • A ASCENSÃO DA MATER GLORIOSA • de todos os grandes privilégios e atributos ligados a pessoa de Maria, nenhum parece mais estranho ao relato bíblico do novo testamento que a ascensão, promulgado como Dogma da igreja pelo Papa Pio XII em 1º de novembro de 1950, na bula Munificentissimus Deus, preceito de aceitação obrigatória para todos os crentes. Mas isso depende de como se estabelece a autoridade da Igreja. a posição de Maria como filha de Sião e herdeira do povo de Israel significava que ela, assim como seu Divino filho, deveria ser pesquisada nas páginas do velho testamento em busca de informações adicionais, E que esse procedimento Deveria mesmo se constituir em uma obrigatoriedade. Depois da Ressurreição, Cristo apareceu aos seus discípulos em Emaús “E,Começando por Moisés e percorrendo todos os profetas, interpretou leis em todas as escrituras o que a ele dizia respeito” (Lucas 24,27), processo que foi legitimamente aplicado a Maria. Mas a ausência de informação no Novo Testamento sobre o que aconteceu “quando o curso de sua vida terrena se esgotou” não se constitui em impedimento suficiente. Em consequência disso, as palavras do profeta Isaías que o apóstolo Paulo atribui à morte e ressurreição de Cristo “Ele fez desaparecer a morte para sempre” (Isaías 25,8; 1 Coríntios 15,54) também passaram a ser aplicadas a Maria na bula papal munificentissimus Deus. Parte da metodologia da amplificação como aqui denominados, foi feita com base na premissa de que por causa da sua posição única e Suprema em toda a humanidade, não apenas como a maior de todas as mulheres, a maior entre todos os seres humanos, como também a maior entre todas as criaturas, “Maior que os querubins, mais gloriosa que um Serafim”, Maria passou a ser vista como merecedora de todas as honras e privilégios que, de acordo com as escrituras foram conferidos a outros. • Além disso, segundo Nossa metodologia de amplificação e como as descrições bizantinas de sua morte deixaram bem claro (Teodoro, Orações capítulo 15), as vidas de dois Santos do velho testamento podiam fornecer dados acerca de que modo alguém seria, e fora, “levado em corpo e alma à glória Celeste” depois de esgotado o tempo para terrena. Havia o breve e enigmático incidente de Enoque no livro do Gênesis — “Henoc andou com Deus, depois desapareceu, pois Deus o arrebatou” (Gênesis 5,24) — e o dramático Episódio de Elias no segundo livro dos Reis — “e aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, eis que um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão). “Eliseu olhava e gritava: meu pai! meu pai! carro e cavalaria de Israel! Depois não mais o viu e, tomando suas vestes, rasgou-as em duas. Os estudiosos e o culto judeu deram grande ênfase a essas duas narrativas. Na literatura apócrifa e Apocalíptica, o destino de Enoque se tornou um assunto de pesquisa, e a figura de Elias passou a ser objeto de discussões eruditas, tornando-se lendária. Na Páscoa dos Hebreus ainda é colocado um lugar vazio para Elias; e, de acordo com o Novo Testamento, ele apareceu acompanhado de Moisés na transfiguração de Jesus (Mateus 17, 3). • Se esses dois homens de Deus já no velho testamento haviam se tornando merecedores do privilégio especial de serem levados ao céu em carruagens e cavalos de Fogo, não se constituiria esse argumento numa prova bíblica de que Maria também fora digna desse Tratamento especial? Esse caminho para o céu já estivera, em pelo menos dois casos, ao alcance de meros mortais, e não se poderia dizer que a própria mãe de Deus fosse menos merecedora que eles. A história de Maria e Marta, irmãs de Lázaro, que, consequentemente, serviria como um exemplo dos Evangelhos para a festa da Ascensão, termina com as palavras: “Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe seria tirada”; naturalmente isso se refere a Maria irmã de Marta e Lázaro, mas, para muitos, pareceu se aplicar ainda melhor a mãe de Jesus (Lucas 10, 38-42). Por uma transposição de referência semelhante, o texto do velho testamento que afirma: “subiste para o alto, capturando cativos, recebendo homens em tributo”(salmo 68,19) que já foram aplicado à ascensão de Cristo, também pareceu adequado a assunção de Maria por causa das dádivas que ela distribuidora à humanidade (conferir Efésios 4,8). Ou, levando-se em consideração a promessa de Cristo — “se alguém quer servir-me, siga-me; e onde estou eu, aí também estará o meu servo.” —, na verdade ninguém, entre os mortais, Você vira de modo tão especial quanto Maria e, portanto, pela promessa que Cristo lhe fizera antes da Ascensão, ela também mereceria ser elevada ao Céu. • A celebração e a elaboração de louvores em honra da Virgem Maria coincidiram cronologicamente com o apogeu desse método alegórico e conectivo de interpretação bíblica. De modo inverso, a rejeição ao culto Mariano e a repulsa a sua alegoria se uniram primeiro na reforma e, logo após, no Iluminismo e suas consequências. Voltando aos dois desenvolvimentos — na idade média e na reforma e iluminismo — não podemos evitar a ardua questão das Perdas e ganhos. No início do movimento cristão, o método alegórico e conectivo salvará a Bíblia Hebraica dos seus inimigos e detratores, que a interpretaram literalmente e a rejeitaram. Eles também se opuseram frequentemente ao rumo que tomara a Interpretação da personalidade da Virgem Maria. a reivindicação das escrituras judaicas como parte da Bíblia Cristã com coincidiu não só cronológica como logicamente com essa imagem de Maria. No entanto, apesar de diferirem amplamente em sua maneira de abordar a Bíblia, o literatismo fundamentalista e a visão histórica modernista produziram uma perspectiva bidimensional da leitura da Bíblia que também levou ao empobrecimento da atitude relativa a Maria. esses fatores se combinaram para formar uma intrigante questão histórica que poderá começar a ser respondida apenas por meio do estudo da arte, da literatura e da reflexão. #mariologia #Maria #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #Dogmas #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Cristologia #Igreja
- Maria nasceu sem pecado original? (Imaculada Conceição)
Fontes: Martin Beckman J. Roy MacIntyre “Minha Alma Magnifica o Senhor” A refutação de John Pacheco de Jaime White “Mary: Another Redemer?” Tradução: http://catholicbridge.com/catholic/mary_conceived_without_sin_immaculate_conception.php A Imaculada Conceição requer um estudo profundo da Bíblia para entender. O que a Imaculada Conceição é e não é A doutrina católica da Imaculada Conceição não significa que a mãe de Maria fosse virgem quando concebeu Maria. Os pais de Maria, São Joaquim e Santa Ana, conceberam-na da maneira habitual (sabemos seus nomes dos primeiros cristãos). Nem é sobre a concepção de Jesus por Maria e o Espírito Santo. O dogma significa simplesmente que através dos méritos de Jesus, Maria foi preservada do pecado original desde o momento de sua concepção. E quanto a “todos pecaram e ficaram aquém de Deus?” Um evangélico nos mandou um e-mail dizendo “Maria precisava de um Salvador”. Sim, Cristo, “conquistou o inimigo da raça humana sozinho (solus)”. Da mesma forma, somente Ele adquiriu a graça da Redenção para toda a raça humana, incluindo Maria … “(Dr. Ludwigg Otto, Fundamentals of Catholic Dogma 212-13). Em 1854, o Papa Pio IX pronunciou o Dogma assim: “… a Santíssima Virgem Maria foi no primeiro instante de sua concepção, pela graça singular e privilégio de Deus, em vista dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da raça humana, preservada imune de toda a mancha do original pecado.” Imagine saltar de pára-quedas e cair no ar em direção à areia movediça. De repente, uma rajada de vento o afasta. Maria não pôde impedir-se de cair no pecado original. Foi a Divina Misericórdia que estava preparando um lugar para a Encarnação, a Arca da Nova Aliança, que levaria a Palavra de Deus. A Bíblia apresenta Maria como a nova Arca da Aliança? Eu (Hugh) fiquei com uma família judia ortodoxa em Israel. Quando eles falaram sobre a Arca da Aliança, pareciam católicos falando sobre Maria. A Arca foi construída imaculadamente, tão perfeita quanto poderia ser sob a Antiga Aliança. Se Deus quisesse que o vaso que carregasse a Palavra de Deus tornasse a “pedra” imaculada (Êx 25:10), pensamos que Ele exigiria a Arca da Nova Aliança que levaria a Palavra de Deus a tornar a “carne” ainda mais imaculada ( Ap 11:19). Estudiosos e arqueólogos judeus estão procurando por Israel pela Arca, mas a Arca da Nova Aliança foi encontrada. A Arca do Antigo Testamento A Palavra foi escrita por Deus em Tábuas de Pedra (Êx 25:10) A Arca carregou a Palavra de Deus (Dt 10: 1) dentro dela. A arca levou o antigo pacto. A Arca carregou a urna cheia de maná do deserto – o pão milagroso desceu do céu A Arca carregou a vara de Arão que brotou para provar e defender o verdadeiro sumo sacerdote Davi diz “Quem sou eu para que a Arca do meu Senhor venha a mim?” (2 Sm 6: 9) Quando a Arca voltou “Davi saltava e dançava diante do Senhor” (2 Sm 6:14) Ali pus a arca em que está o pacto do Senhor que ele fez com o seu povo Israel (2 Cr 6:11) Josué convocou os doze homens do israelita, a quem ele havia designado, um de cada tribo. Josué disse-lhes: “Passa adiante da arca do Senhor teu Deus”. (Josué 4: 4) Havia 12 pedras. A arca de sua aliança foi vista dentro de seu templo; … Em Josué, capítulo 6, os israelitas cercam Jericó com a Arca da Aliança e sopram chifres por sete dias antes de sua vitória. A Arca do Senhor é uma bênção para a casa (2 Sm 6:11) A Arca é capturada (1 Sam 4:11) e trazida para uma terra estrangeira e depois retorna (1 Sm 6:13) A Arca desaparece (Jr 3:16) para nunca mais voltar até a história do Apocalipse do Novo Testamento Não será como o pacto que fiz … que eles quebraram embora eu fosse o marido deles (Jr 31:31). Os israelitas sabiam que Deus usou a arca poderosamente e eles trouxeram para a batalha (Josué 6: 3-4). Maria – A Arca da Nova Aliança A Palavra tornou-se Carne (João 1) Maria carregou a Palavra de Deus (Lc 2:38) em seu ventre. Maria carregou o Novo Pacto Maria carregou Jesus, o pão da vida desceu do céu (João 6:41). Maria carregou Jesus, o verdadeiro sumo sacerdote. Isabel diz: “Quem sou eu que a mãe do meu Senhor venha até a mim?” (Lc 1:43) (Maria, estava grávida de Jesus) O bebê saltou de alegria no ventre de Isabel quando Maria entrou na presença de Isabel carregando Jesus em seu ventre. (Lc 2 38) Jesus é o novo Pacto e ele está no ventre de Maria, o que faz de Maria a arca da Nova Aliança. O marido de Isabel, Zacarias, disse: “Ele lembrou-se da sua santa aliança (Lc 1:72) … A taça que é derramada para você é a nova aliança em meu sangue (Lc 22:20) Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher … e na cabeça uma coroa de doze (12) estrelas. (Ap 11:19) representando as tribos de Israel. Em Apocalipse, capítulo 8-11, antes da introdução da Arca da Aliança (capítulo 12), os anjos tocam as sete trombetas para anunciar a vitória sobre Satanás. Maria vai para as colinas e abençoa a casa de Isabel (Lc 2, 38) Maria é exilada em uma terra estrangeira (Egito) e depois retorna (Mateus 2:14) A Arca reaparece em Apocalipse, capítulo 11, como uma dama que: deu à luz um Filho sentado à direita de Deus, o Rei dos Israelitas (Jesus) – que governará as nações. O diabo está muito interessado em destruí-la, mas ela está segura Seus filhos são cristãos. (Ap 11:17) A Arca da Aliança foi restaurada ao templo, que é agora o céu (Veja também Hb 9: 1-12) O Espírito Santo te cobrirá; portanto, o filho que lhe nascerá … será chamado o Filho de Deus (Lc 1,35) (O Espírito Santo era o cônjuge de Maria) A Arca da Nova Aliança, Maria, é introduzida na batalha celestial contra Satanás (Ap 11:19) Se Jesus é a Palavra feita carne, então poderíamos considerar Maria como a Arca feita carne. O Senhor puniu (matou) aqueles que não tiveram o maior respeito pela Arca (1 Cr 13: 10-11) e abençoou aqueles que a levaram aos seus cuidados (1 Cr 13:14). Achamos que seria muito imprudente para os cristãos não honrarem Maria como os israelitas honravam a Arca. A pureza da antiga Arca da Antiga Aliança estabelece a precedência para a pureza “imaculada” de Maria, a Arca da Nova Aliança. (Ap 11:19) Martinho Lutero fala sobre a Imaculada Conceição Trezentos anos antes de ser declarado Dogma, o reformador protestante Martinho Lutero disse: “… para que enquanto a alma estivesse sendo infundida, ela seria ao mesmo tempo purificada do pecado original … E assim, no exato momento em que ela começou a viver, ela estava sem todo pecado.” (Obras de Martinho Lutero, vol 4, pg 694) “Deus formou a alma e o corpo da Virgem Maria cheia do Espírito Santo, de modo que ela está sem todos os pecados” (ibid. V 52, pg. 39) (…) ela é cheia de graça, proclamada como inteiramente sem pecado … A graça de Deus a enche de tudo de bom e a torna desprovida de todo mal … Deus está com ela, o que significa que tudo o que ela fez ou deixou desfeito é divino e a ação de Deus nela. Além disso, Deus a protegeu e protegeu de tudo o que poderia ser prejudicial para ela. ” (Ref: Obras de Lutero, edição americana, vol. 43, p. 40, ed. H. Lehmann, Fortress, 1968) Como Jesus poderia impedir que Maria caísse no pecado original antes de nascer? Jesus não é escravo do tempo. Jesus era a rocha no deserto que fornecia água para os israelitas que fugiam do Egito muito antes de ele nascer. (Êx 17: 6) João diz: “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas surgiram através dele”. (Jo 1: 2-3) Elias foi levado para o céu antes de Cristo nascer. Há um mistério em Jesus que nossos cérebros de 3,5 libras têm dificuldade em entender a intemporalidade de Deus. Deve-se notar também que Maria não foi “salva” na Imaculada Conceição, nem foi privada de seu livre-arbítrio. Ela poderia ter escolhido pecar. Ela poderia até ter dito “Não” ao Arcanjo Gabriel. Então todos nós estaríamos em um jackpot real! Na época de sua concepção, ela recebeu a graça que a maioria de nós recebe no batismo, mais sobre isso abaixo. Se você entende a concepção católica do batismo, pode compreender algumas das idéias básicas da Imaculada Conceição. Os católicos acreditam que Maria foi salva por Deus do pecado, de forma preventiva. Por que Maria teve que ser sem pecado para dar à luz a Cristo? Em um quadro de mensagens, um evangélico disse: Se Jesus tivesse sangue humano em Suas veias, então estava contaminado. Seu sangue é perfeito, puro e precioso, não contaminado. No entanto, a Igreja Católica ensina uma doutrina que coloca um elemento humano em nossa salvação – Maria. Isso chega ao cerne da questão. Por que Deus criaria Jesus em um vaso humano pecaminoso? Nós acreditamos que a resposta é que Ele não o fez. Ele purificou o vaso. É disso que trata a doutrina da Imaculada Conceição. Então nosso amigo está enganado sobre o que ensinamos. A maioria dos teólogos evangélicos ensina que o nascimento virginal era necessário para separar Jesus do pecado de Adão. O popular programa de rádio evangélico, “A Love Worth Finding”, toca em centenas de estações ao redor do mundo. Caracteriza o falecido Pastor Adrian Rogers. Pastor Adrian estava defendendo a necessidade de um nascimento virginal. Ele disse algo muito poderoso: “Jesus teve que nascer através de um nascimento virginal porque ele não poderia ser corrompido pelo pecado original de Adão.” (Rádio CHRI, 23 de dezembro de 2006) Isso é absolutamente verdade, mas o pastor Adrian parece estar perdendo alguma coisa nesse raciocínio. O pecado original não vem apenas através da linhagem do pai humano. Isso vem através da mãe também. Nós nascemos em pecado tanto através de nossa mãe como através de nosso pai terreno. Jesus nasceu de Maria e se ela tivesse sido infectada pelo pecado original, então Jesus também teria sido infectado. O pecado original é como o vírus do HIV ou o alcoolismo. Se a mãe tem durante a gravidez, então a criança recebe. Claro que toda mãe (exceto Maria) tem pecado original. Para que a lógica do bom pastor faça sentido em sua defesa do nascimento virginal, também deve haver uma maneira de purificar o vaso de Maria antes de Jesus ser concebido. Nós, católicos, acreditamos que Deus preparou este lugar libertando Maria do fardo do pecado original. Se ela foi concebida com o pecado original, então Jesus que é imaculado estaria em inimizade com sua mãe no momento de sua concepção. No programa de rádio, o pastor Adrian Rogers comparava a pureza de Jesus ao pecado de Adão. Os primeiros cristãos também compararam Maria (a mãe dos vivos) a Eva (a mãe dos mortos). A cooperação de Eva com Satanás levou Adão a introduzir a morte no mundo. A cooperação de Maria com Deus introduziu Jesus e a vida ao mundo. As escrituras nos dizem que Eva foi concebida sem pecado. A Igreja sempre acreditou que é justo que a nova Eva (Maria) também tenha nascido sem pecado Se Deus teve que fazer Maria limpa do pecado para fazer um vaso puro para Jesus, o que impede que isso seja necessário para as gerações antes dela também? Um evangélico nos escreveu dizendo: … se o nascimento de Cristo exigisse uma mãe para quem nasceu sem pecado original, Maria também não exigiria isso em seu nascimento para alcançar o mesmo efeito? Se não, então pareceria lógico concluir que Cristo foi protegido no ventre pelo Espírito Santo da mancha do que, sob essas condições, seria um humano pecador, isto é, Maria. Se, no entanto, Maria também exigiria a purificação de sua própria mãe para evitar a mancha do pecado, então, até que ponto no passado esse processo deve continuar? Certamente, Deus poderia ter protegido Jesus do pecado enquanto estava no ventre de Maria, sem proteger Maria do pecado, mas isso o colocaria em inimizade com sua mãe, o que parece bastante forçado. Sua mãe seria a única a cuidar dele, ensiná-lo e alimentá-lo. Temos um precedente bíblico para Deus querer um vaso puro para a Palavra de Deus (Êxodo 25: 10-22). Temos evidência bíblica (acima) de que Maria é a Nova Arca da Aliança. Nós apreciamos o tipo de argumento que diz “bem, então todo ser humano de volta a Eva precisaria ser purificado do pecado original …”, mas é claro que não precisaríamos de Jesus. O Senhor fez um vaso puro para a Palavra do Senhor feito carne, assim como ele fez um vaso puro para a Palavra do Senhor, feita de pedra (10 mandamentos). Na tradição católica, os pais de Maria são Joaquim e Ana são santos na Igreja Católica (o que significa que eles viveram uma vida muito santa e estão no céu agora). No entanto, eles conceberam Maria da mesma maneira que todos os humanos, e eles não eram sem pecado. Claro, agora que eles estão no céu, eles são perfeitamente sem pecado, pois nenhum pecado pode entrar no céu. Nosso amigo evangélico continua: “… se Deus pode simplesmente imbuir um indivíduo com a capacidade de prevenir o pecado original, por que simplesmente não conferir isso a todos os humanos?” Então ele teria tomado a livre escolha de Adão e Eva longe da humanidade. Não pode haver Amor onde não há liberdade. A humanidade escolheu o pecado, através de Adão e Eva … e para automaticamente desfazer essa ação seria negar a liberdade à humanidade. Maria é a nova Eva e o Jesus é o novo Adão. O “sim” de Maria desfez o “não” de Eva. Se Eva foi concebida sem pecado, o que a Bíblia diz que ela era, então Maria, a Nova Eva, que é maior que Eva, também nasceria sem pecado. Sabemos que Maria “engrandece o Senhor” (Lc 1, 46). Se ela tivesse pecado, ela não poderia magnificá-lo. Ela apenas o obscureceria, como um cálice magnífico com sujeira borrada nele. Noé e Jó são chamados “sem culpa” na Bíblia. Isso não mostra que eles são mais puros que Maria? Recebemos um email de uma mulher evangélica dizendo: Havia muitos homens na Bíblia que eram inocentes aos olhos de Deus. Noé (Gênesis 6: 9) e Jó (Jó 1: 1) são alguns exemplos … Maria não foi descrita como irrepreensível na Bíblia. Ela foi apenas referida como sendo favorecida (Lucas 1:28 e 30). Por que não orar a Noé e a Jó então? Se uma criança derramar leite aos 2 anos, ela é “inocente”. Não tira o fato de que a criança derramou leite. Ser inocente não remove o pecado original, apenas significa que eles fizeram coisas surpreendentes apesar disso. Maria diz: “Todas as nações me chamarão bem-aventurada”. Ninguém mais nas Escrituras diz isso sobre si mesmo. Há uma grande diferença entre “inocente” no caso de algumas figuras do Antigo Testamento e protegida do pecado como Maria era. Noé ficou bêbado e nu, e Jó duvidou. Nenhum encontrou Jesus. Adão e Eva foram concebidos sem pecado, Maria é mais santa que Eva As escrituras nos dizem que além de Jesus, Deus concebeu dois outros seres humanos sem pecado. Eles eram Adão e Eva. Eles foram concebidos em um estado sem pecado. Os católicos acreditam que Maria é a nova Eva. Eva Eva saiu do corpo de Adão (costela) Eva foi abordada por um anjo – um arcanjo caído – satanás. Este anjo caído fez uma proposta para Eva comer o fruto, para o qual Eva disse “sim” que pôs em movimento a queda. Adão foi conquistado pelo pecado através de uma árvore. Eva estava lá ao pé da árvore quando o pecado conquistou o homem. Maria Jesus, o novo Adão (1 Cor 15:22) saiu do corpo de Maria. Maria foi abordada pelo Arcanjo Gabriel. Maria disse “sim”, que colocou em movimento o nascimento do Salvador. Jesus conquistou o pecado em uma árvore (a cruz é freqüentemente chamada de “árvore” nas Escrituras). Maria estava ao pé da “árvore” (a cruz) quando o pecado foi conquistado pelo homem (Deus) Se Deus concebeu Eva sem pecado, então pensamos que é lógico que ele também tenha concebido Maria, que é muitas vezes mais fiel e santa, sem pecado. Levítico 12 não mostra que a oferta de duas rolinhas por Maria era para purificá-la do pecado? Recebemos um email de um evangélico que disse: Lí seu artigo sobre Maria Concebida sem Pecado; minha pergunta é se ela estava sem pecado, porque ela deu uma oferta pelo pecado; em Lucas 2: 23-25 Maria deu uma oferta. Eu mesmo não entendi o significado dessa oferta até encontrar Levítico 12; Isso não indica que Maria não foi concebida imaculadamente? Maria nasceu sob a lei e, como boa judia, cumpriu os requisitos da lei. Jesus foi ritualmente lavado pelo “o arrependimento dos pecados” por João Batista. Certamente Jesus não tinha pecado e não precisava se arrepender, mas ele fez isso por obediência para “cumprir toda a justiça”. Além disso, devemos reiterar que Maria não era sem pecado por natureza, mas, ao contrário, ela foi preservada do pecado original na concepção e depois pela Graça de Deus não pecou durante sua vida. Ela tinha livre arbítrio. Mas ela permaneceu pura a vida inteira confiando em Deus. Que senhora! Alguns evangélicos acreditam que todo ser humano é concebido imaculadamente Algumas igrejas evangélicas ensinam que, antes da era da razão, todos estão destinados ao céu, e é por isso que não batizam bebês. Eles acreditam que os humanos só começam a pecar quando atingem a idade da razão e quando conscientemente escolhem o pecado. Dadas essas crenças, eles diriam que todos são concebidos sem pecado porque a concepção é certamente anterior à era da razão. No entanto, esses mesmos evangélicos têm uma súbita repulsa quando um católico menciona que Maria é concebida sem pecado. Parece que eles estão dizendo que todos são concebidos sem pecado, exceto por Maria, a Mãe de Jesus. Como resultado do pecado original, a natureza humana está enfraquecida em seus poderes, sujeita à ignorância, ao sofrimento e à dominação da morte, e inclinada ao pecado (essa inclinação é chamada de “concupiscência”). Catecismo 418 Os católicos acreditam que todos nascem em pecado e que a “Separação de Deus” da humanidade é o resultado do “pecado original” de Adão e Eva, nossos primeiros pais. Os católicos acreditam que nascemos no “pecado original”. O pecado original e o pecado pessoal são a fonte de nossa condenação. Batismo e a Imaculada Conceição Os católicos acreditam que o papel do batismo é nos purificar do pecado original que começou com Adão comendo a maçã no jardim do Éden, que causou a queda da humanidade e introduziu a morte no mundo. Os católicos batizam logo após o nascimento para lavar o pecado original e para infundir a criança com a graça do Espírito Santo. O que a Doutrina da Imaculada Conceição está dizendo é que, no caso de Maria, esse batismo foi um tipo de avanço para o momento de sua concepção. Desta forma, o pecado original nunca a afetou. As palavras do Anjo Gabriel na Bíblia apóiam a doutrina da Imaculada Conceição Os católicos acreditam que quando o Arcanjo Gabriel disse “Ave Maria, cheia de graça” (Lc 1, 28), ele estava dizendo muito mais do que “Ei Maria, como você está, você é legal”. Os católicos acreditam que Gabriel estava dizendo algo sobre a natureza de Maria, que os cristãos reconheceriam até o fim dos tempos. As palavras gregas usadas por Gabriel eram “Chaire, kecharitomene!”. [Caire, kecaritomene!]. Então, vamos verificar a gramática disso. John Pacheco diz o seguinte: “kecharitomene” .. é um particípio passivo perfeito. Significa um dotado de graça ou favor de uma forma “permanente ou perfeita”. De acordo com os léxicos gramaticais gregos, o radical perfeito de um verbo grego significa a “perpetuação de um resultado permanente ou ação completada”. Os católicos acreditam que Gabriel escolheu suas palavras com cuidado. Sua saudação a Maria foi muito diferente de sua saudação a Zacarias, a quem ele chamou pelo nome. Os católicos acreditam que Maria foi chamada pelo seu título. Se algum de nós pudessemos tornar nossas mães imaculadas, não faríamos? Uma pergunta que Scott Hahn faz às pessoas que duvidam da validade da “Imaculada Conceição” de Maria é esta: se você pudesse deixar sua mãe completamente livre de todos os efeitos do pecado original, você faria isso? Acreditamos que a maioria de nós diria “sim, certamente”. Infelizmente, não poderíamos fazer isso porque não somos Deus. No entanto, Jesus é Deus e ele poderia fazer isso. Os católicos acreditam que ele fez isso. Maria foi provavelmente a primeira cristã. Mais tarde, Maria falou em línguas com os apóstolos no Pentecostes. (Atos 1:14, 2: 3) Comparando Maria à Eva A queda O SENHOR Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Eu farei uma ajudante adequada para ele.” (Gen. 2:18) O homem disse: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne. Ela será chamada ‘Mulher’, porque ela foi tirada do Homem …” (Gen. 2:23) Então o Senhor Deus fez uma mulher da costela que ele tirou do homem, e ele a trouxe ao homem. (Gn 2:22) Eva saiu de Adão A serpente era mais habilidosa do que qualquer animal selvagem que o SENHOR Deus fizera. Ele disse à mulher: “Deus realmente disse: ‘Você não deve comer de nenhuma árvore no jardim’?” (Gen.3: 1) Então o Senhor Deus disse à mulher: Que é isto que fizeste? A mulher disse: “A serpente me enganou e eu comi”. (Gn 3:13) Nota: satan era um anjo caído Adão nomeou sua esposa Eva, porque ela se tornaria a mãe de todos os vivos. (Gên. 3:20) A Redenção “Eu sou serva do Senhor”, respondeu Maria. (Lucas 1:38) um servo é um ajudante E Jesus disse a ela, ” Mulher, o que isso tem a ver conosco? Minha hora ainda não chegou. “(João 2: 4) “mulher” é um título estranho para sua mãe, e incomum para o tempo, os católicos acham que havia uma razão pela qual Jesus usou essa palavra Mas quando chegou a hora, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a lei, para redimir os que estão debaixo da lei, para que pudéssemos receber os plenos direitos dos filhos. (Gálatas 4: 4-5) Jesus, o novo Adão (1 Coríntios 15:22) veio de Maria (a nova Eva) sua mãe disse aos servos: “Tudo o que ele disser para você, faça isso”. (João 2: 5) em um nível ela está alterando a desobediência de Eva E Maria disse: “Eis a serva do Senhor; cumpra-se a tua palavra”. E o anjo se afastou dela. (Lucas 1:38) A obediência de Maria versus a desobediência de Eva Nota: Gabriel era um anjo fiel. (Eva e Maria foram abordadas por anjos com uma proposição.) Quando Jesus viu a mãe e o discípulo a quem ele amava, perto dali, disse à mãe: “Mulher, eis aí seu filho!” Então Ele disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!” (João 19: 26-27) Os católicos acreditam que naquele momento Maria foi dada como mãe para todos os cristãos. (Conforme Apocalipse 19:26, explicado abaixo) Como os católicos precisaram de 1800 anos para decidir que Maria foi concebida sem pecado? A Imaculada Conceição foi definida como uma crença piedosa em 1453 e declarado uma doutrina pelo Papa Pio em 1854. Mas devemos perceber que a Igreja não faz algo Dogma do nada. É feito Dogma depois de muitos séculos de considerações cuidadosas. Por exemplo, a Trindade levou 300 anos para se transformar em Dogma. O próprio Novo Testamento levou 400 anos. Nós, católicos, não estamos com pressa de consolidar a doutrina. Nós tomamos nosso tempo. Essa crença era parte da Igreja primitiva e sempre foi considerada uma fé piedosa pelos fiéis. Nós não tiramos essas coisas do nada. Na verdade, Martinho Lutero, o pai da reforma, falou sobre isso 300 anos antes de se tornar Dogma. Os primeiros padres da Igreja estavam falando sobre isso um milênio antes disso. Cronologia histórica da doutrina da Imaculada Conceição Fornecido pelo nosso amigo Mark Bonocore Evento por ano D.C c. 60 O Evangelho de Lucas (Lucas 1:28) chama Maria de “Kecharitomenae” (“cheia de graça” ou “perfeitamente agraciada”). Assim, quando nos encontramos pela primeira vez com Maria nas Escrituras, antes mesmo de ela se tornar mãe do Messias, ela já é batizada em Cristo e livre de todo pecado. c. 100 O Proto-Evangelho de Tiago descreve Maria como uma criança sem pecado, preparada do ventre de sua mãe para ser a mãe do Salvador. c. 180 Santo Irineu de Lyon, discípulo do primitivo padre grego São Policarpo de Esmirna, que era discípulo do próprio apóstolo João, fala da impecabilidade de Maria, comparando-a com a impecabilidade original de Eva antes da Queda. c. 300-450 Padres da Igreja em toda a Igreja universal falam da impecabilidade de Maria, mas eles não especificam quando a impecabilidade de Maria começou. c. 350 Santo Efrém, um diácono e padre da Igreja de língua síria, escreve sobre a impecabilidade de Maria e implica sua Imaculada Conceição. c. 450 Um dia de festa chamado “A Imaculada Conceição de Maria” é celebrado em 9 de dezembro na Igreja de língua síria. c. 451 A heresia monofisita (que ensinava que Cristo tinha apenas uma natureza, como oposição a duas naturezas) divide a Igreja oriental. A Igreja de língua latina e a Igreja de língua grega se apegam ao cristianismo ortodoxo, enquanto muitos bispos da Igreja de língua síria se separaram de Roma e se juntaram à comunhão monofisista, composta de sírios, armênios, etíopes, coptas (egípcios) e malankarenses. (Índios). c. 550 Como a controvérsia monofisista ameaça a unidade do Império do Oriente, os imperadores gregos de Constantinopla iniciam uma política de substituir os bispos nativos da Síria, Egito e Palestina por bispos gregos de Constantinopla (ou seja, agentes imperiais). Os nativos egípcios e siro-palestinos se ofendem com essa política, e chamam esses bispos gregos de “melquitas”, uma palavra síria que significa “do partido do rei”. Devido à influência desses bispos gregos (“melquitas”) presidindo o rebanho, da Síria a festa de 9 de dezembro da Imaculada Conceição é re-nomeada “A Concepção de Maria”. Essa mudança acontece por causa da abordagem teológica grega ao Pecado Original, que difere ligeiramente da teologia comum Latina e Síria sobre o Pecado Original. Assim, a festa síria foi adaptada para apelar à sensibilidade grega. c. 630 São Sofrônio, bispo “não-melquita” de Jerusalém, fala da Imaculada Conceição de Maria. c. 636 A ascensão do Islã: os exércitos muçulmanos varrem a Arábia e conquistam as províncias gregas bizantinas do Egito, da Palestina e da Síria. A teologia islâmica é evidentemente influenciada pela Igreja de língua síria, uma vez que o Alcorão (o livro sagrado do Islã) fala da concepção sem pecado de Maria. Por causa da conquista islâmica do Oriente Médio, numerosos bispos e padres sírios buscam o exílio em Roma, e vários deles são eleitos papas (por exemplo, João V, 685-86; São Sérgio I, 687-701; Constantino, 708-15 ; São Gregório III, 731-41). c. 650 Muito provavelmente pela influência dos papas sírios de Roma, ou seus discípulos, a festa de 9 de dezembro da Imaculada Conceição é transportada para a Itália e celebrada em Roma. 680 Um concílio romano fala de Maria como “Abençoada, Imaculada, Sempre Virgem”. c. 700 São João Damasceno, o maior padre da Igreja de língua síria (que também escreveu em grego), fala da Imaculada Conceição de Maria. c. 900 Por causa das disputas teológicas, a festa de 9 de dezembro da Imaculada Conceição é retirada do calendário litúrgico romano. Este evento começa um debate ocidental sobre a Imaculada Conceição, que virá a um ápice no século 13. c. 1050 Apesar da remoção da festa de 9 de dezembro por Roma, a Imaculada Conceição de Maria continua a ser celebrada nos mosteiros da Inglaterra anglo-saxã. c. 1070 Após a conquista normanda da Inglaterra em 1066, a doutrina da Imaculada Conceição é defendida por Santo Anselmo, Arcebispo de Cantuária (m. 1109); e mais tarde promovida por seu sobrinho, Anselmo, o Jovem, por toda a Inglaterra, a Normandia, a França centro-sul, a Sicília, o sul da Itália e os reinos cruzados na Terra Santa. Tão popular é a concepção de Maria entre os normandos que o dia 9 de dezembro se torna conhecido como “a festa da nação normanda”. c. 1130 São Bernardo de Claraval(1090-1153) e Pedro Lombardo (1100-1160), apesar de suas profundas devoções à Virgem Maria, opõem-se à doutrina da Imaculada Conceição, porque supõem que Maria não foi redimida por Cristo. c.1255 São Tomás de Aquino (1225-1274) e São Boaventura (1221-1274), seguindo a visão de São Bernardo, também se opõem à Imaculada Conceição. Há um acalorado debate sobre a Imaculada Conceição entre os dominicanos (que, seguindo Tomás de Aquino, opõem-se à doutrina) e os franciscanos (que, seguindo o próprio São Francisco, endossam e promovem a doutrina). c.1290 O Beato John Duns Scotus (1265-1308), um estudioso franciscano, fornece uma sólida resposta às objeções dominicanas da Imaculada Conceição. A doutrina começa a ganhar mais aceitação nos círculos teológicos. 1477 O Papa Sisto IV reinstala a festa da Imaculada Conceição na Itália, mudando a data de 9 de dezembro para 8 de dezembro (a data que usamos hoje). c. 1530 Apesar da Reforma Protestante e sua divisão da Igreja Católica, Martinho Lutero e vários outros reformadores protestantes ainda professam fé na Imaculada Conceição de Maria. 1708 O papa Clemente XI estende a festa da Imaculada Conceição em 8 de dezembro a toda a Igreja. 1830 A Virgem Maria aparece a Santa Catarina Laboure e introduz a Medalha Milagrosa, inscrita com a oração: “Ó Maria, concebida sem pecado, roga por nós que recorremos a ti.” Devido aos inumeráveis milagres e conversões atribuídos à Medalha Milagrosa, devoção à Imaculada Conceição de Maria se espalha por toda a Igreja. 1854 O Papa Pio IX, na Constituição Ineffabilis Deus, declara a Imaculada Conceição como um dogma formal da Igreja Católica, encerrando assim o debate teológico. 1858 Santa Bernadette e as aparições marianas de Lourdes, na França. Maria se revela a Santa Bernadette com as palavras: “Eu sou a Imaculada Conceição”, concedendo assim a bênção do Céu ao novo dogma. Esta é a verdadeira história do dogma. Você vai notar, vários doutores proeminentes da Igreja Latina (por exemplo, Aquino, Bernardo, Boaventura, etc) foram contra a doutrina. Mas isso foi porque eles presumiram (erroneamente) que isso implicava que Maria não precisava de um Salvador – que ela não foi salva por Jesus Cristo! Por essa razão, Tomás de Aquino, etc. insistiu (com a maioria dos padres da Igreja) que a ausência de pecado de Maria começou na época de seu nascimento, não em sua concepção. Mas o beato João Duns Scottus, no entanto, afastou essa preocupação, deixando claro que Maria ainda era salva por Jesus; Ele simplesmente a salvou por expectativa fora do tempo (assim como faria se ela fosse salva no momento de seu nascimento, em vez de no momento de sua concepção). Assim, é pela graça de Cristo e pelos méritos de sua cruz que Maria foi concebida imaculadamente no ventre de Santa Ana. Além disso, é claro que os papas permaneceram neutros enquanto o debate estava ocorrendo. Isto é o que os Papas devem fazer enquanto uma questão teológica está sendo debatida na Igreja. Foi apenas uma vez removidas todas as dúvidas contra a teologia da Imaculada Conceição que o Papa Pio IX declarou ser um dogma. Maria é “igual” a Jesus? A Imaculada Conceição NÃO significa ou implica que Maria é “igual” a Jesus. Este é um mal entendido do nosso dogma. Jesus ainda é o Salvador de Maria; ela é concebida imaculadamente por sua graça e seu poder, não por si mesma. Na verdade, esse período da Igreja Ortodoxa Oriental tem um problema com os primeiros padres da Igreja chamando Maria de “a Nova Eva” – isto é, a contrapartida de Jesus, o Novo Adão? Isso faz Maria “igual” a Jesus? De modo nenhum. Mas, assim como Jesus é o Novo Adão, porque Ele foi o primeiro homem, desde Adão antes da Queda, a ser totalmente sem pecado, assim Maria é chamada a “Nova Eva” pelos padres porque, como seu Filho, ela também era totalmente sem pecado. Isto é precisamente o que estamos dizendo através do dogma da Imaculada Conceição. Nem Jesus nem Maria (como Adão e Eva antes da Queda) estavam sempre sob o domínio de Satanás. Pelo contrário, como diz Gen 3:15, tanto Jesus como Maria estão em oposição a Satanás, e não às vítimas da vitória de Satanás no Jardim do Éden: “Eu porei inimizade (ódio / oposição) entre você (Satanás) e A MULHER (Maria) e entre a sua semente (pecado / morte) e sua Semente (o Messias); e Ele (Jesus) atacará a sua cabeça (ie esmagar o teu poder) mesmo quando atinges o Seu calcanhar (a Crucificação). ” Aqui, nesta primeira profecia do Messias, tanto o Messias E SUA MÃE estão ligados em oposição a Satanás. É por isso que Maria teve que ser concebida sem pecado. Ela é a mulher prometida de Gênesis 3:15 – a mulher tornada sem pecado, para que ela possa dar à luz a um Messias sem pecado. Padres da Igreja Primitiva falam sobre a Imaculada Conceição São Efrém, o Sírio (c. 350 D.C) “Tu e Tua Mãe estão sozinhos nisto. Tu és completamente bonito em todos os aspectos. Há em Ti, Senhor, nenhuma mancha, nem qualquer ponto em Tua Mãe.” “Minha Senhora, Santíssima, Totalmente Pura, Toda-Imaculada, Toda Inoxidável, Toda-Pura, Toda Incorrupta, Toda Inviolada … Túnica Impecável Daquele Que se veste de luz como uma peça de roupa … Flor inalterável, tecida por Deus, sozinha Mais imaculada “. Santíssima Virgem, imaculada e pura, tu és a Mãe sem pecado do teu Filho, o poderoso Senhor do universo. Você é Santa e Inviolável, a esperança dos desesperados e pecaminosos; nós cantamos seus louvores. Nós a louvamos como cheia de todas as graças, pois você gerou o Deus-Homem. Nós todos te veneramos; nós te invocamos e imploramos sua ajuda … Virgem santa e imaculada … seja nossa intercessora e advogada na hora da morte e julgamento … você é santa aos olhos de Deus, a quem se deve toda honra e glória, majestade, e poder para sempre Você sozinho e sua mãe são mais bonitos que os outros; pois aqui não há defeito em você nem qualquer mancha na sua mãe. (Santo Efrém, Nisibene Hymns, 27: 8, 370) São Sofrônio de Jerusalém (c. 638 d.C.) “Muitos santos apareceram diante de ti (Maria), mas nenhum deles foi cheio de graça como tu … ninguém foi purificado antecipadamente como tu tens sido … Tu superas tudo o que é mais excelente no homem.” São João Damasceno (645-750 d.C.) “Oh felizes lombos de Joaquim (pai de Maria), que produziram a semente (Maria) que é toda imaculada. O maravilhoso ventre de Ana (mãe de Maria), em que um menino todo-santo cresceu lentamente e tomou forma ”. “A Santíssima Mãe de Deus … a serpente nunca entrou naquele Paraíso”. Orígenes (c. 230 d.C.) “A Santíssima Virgem … digna de Deus, imaculada do imaculado, mais completo santidade, perfeita justiça, nem enganada pela persuasão da serpente, nem infectada com suas respirações venenosas ”. Teodoto de Ancira (c. 350 d.C.) “… uma virgem inocente, sem mácula, sem culpabilidade, santa no corpo e na alma, um lírio brotando entre os espinhos, ignorando os males de Eva e não havia comunhão nela de luz com trevas e, quando ainda não nascida, ela foi consagrada a Deus ”. Atanásio de Alexandria (c. 296-373) foi o principal defensor da divindade de Cristo contra os hereges do segundo século. Ele escreveu: “Ó nobre Virgem, verdadeiramente tu és maior do que qualquer outra grandeza. Pois quem é o teu igual em grandeza, ó morada de Deus, o Verbo? A quem dentre todas as criaturas eu te compararei, ó virgem? Tu és maior do que todas elas ó [Arca da] Aliança, revestida de pureza em vez de ouro! Você é a arca em que se encontra o vaso de ouro que contém o verdadeiro maná, isto é, a carne em que reside a divindade “(Homilia do Papiro de Turim). Você se torna consciente de nós, quando você está perto Dele, que lhe concedeu todas as graças, pois você é a Mãe de Deus e nossa Rainha. Ajude-nos pelo bem do Rei, o Senhor Deus Mestre Que nasceu de você. Por esta razão você é chamada ‘cheia de graça’ … ” Gregório, o Taumatugo (c. 213-c. 270) escreveu: “Cantemos a melodia que nos foi ensinada pela harpa inspirada de Davi, e diremos: ‘Levanta-te, Senhor, no teu repouso; tu e a arca do teu santuário’. Pois a Santíssima Virgem é, na verdade, uma arca , trabalhada com ouro tanto dentro como fora, que recebeu todo o tesouro do santuário “(Homilia na Anunciação à Santa Virgem Maria). O Catecismo da Igreja Católica ecoa as palavras dos primeiros séculos: “Maria, em quem o próprio Senhor acabou de fazer sua morada, é a filha de Sião em pessoa, a Arca da Aliança, o lugar onde a glória do Senhor reside. Ela é “a morada de Deus … com os homens” (CCC 2676) Orar a Jesus sobre Maria Muitas pessoas desejam que esta coisa sobre Maria fosse embora e que a Igreja estaria em maior unidade com outros cristãos se o fizesse. Parece que a maioria dos sentimentos fechados contra Maria se insinuou no movimento de reforma nos últimos 100 anos. Muitos grandes protestantes tiveram fortes sentimentos por Maria, incluindo C.S. Lewis. A maioria dos primeiros reformadores tinha fortes sentimentos positivos por Maria, incluindo Calvino, Heinrico Bullinger e John Wesley. Até Martinho Lutero falou com ela na primeira pessoa dizendo: Nenhuma mulher é como você. Você é mais do que Eva ou Sara, abençoada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade. (Sermão de Martinho Lutero – Festa da Visitação, 1537) Nós não somos apologistas. Além de toda essa doutrina e outras coisas, a razão pela qual acreditamos que Maria está no céu nos ajudando é porque cada um de nós teve uma experiência com Maria que não podemos refutar. Ninguém pode nos dizer que ela está morta. Nós não a adoramos. Ela é uma amiga que ora por nós e nos mostrou coisas muito legais sobre seu Filho, Jesus. Acreditamos que somos melhores cristãos hoje por causa de Maria. Se você tem medo de falar com Maria, nós convidamos você a: Reze a Jesus sobre Maria. Qualquer evangélico diria que é perfeitamente seguro orar a Jesus sobre qualquer coisa. Pergunte a Jesus o que há com Maria. Dê-lhe tempo para responder. Oramos para que você tenha a mesma experiência que levou às nossas poderosas convicções sobre a validade de Maria como ajudante para os desamparados e uma grande guerreira de oração.
- COMUNISMO: ÓPIO DO POVO – Fulton J. Scheen (1)
O comunismo é essencialmente anti-religioso Depois da revolução de Outubro de 1917, foi gravada nas paredes do antigo Paço Municipal de Moscou, defronte da Igreja da famosa imagem da Virgem Ibéria[1], esta inscrição: “A Religião é o Ópio do Povo”. Esta inscrição foi tirada de um dos escritos de Karl Marx intitulado: Crítica da Filosofia do Direito de Hegel. Já em 1844 Marx dissera: “A crítica da religião é o começo de toda crítica”. A orientação anti-religiosa do Comunismo subsistiu até o presente. O sexto Congresso Mundial, levado a efeito em 1928, estabeleceu o programa do Partido Comunista em relação à religião: “A luta contra a religião, o ópio do povo, ocupa importante posição entre as tarefas da revolução cultural. Esta luta deve ser levada avante persistente e sistematicamente”. Mais tarde, na segunda conferência do Instituto Anti-religioso, realizada em Moscou a 15 de Junho de 1934, o Bezbojnik, jornal anti-Deus, declarou que “a educação comunista da criança requer explicitamente a educação anti-religiosa”. Em Maio de 1935, recordando o efeito do programa anti-religioso dos comunistas, ele declarava: “Fechamos todas as casas de ópio”. Isto era o cumprimento da política de Marx tanto como da de Lenine, que, a 16 de Dezembro de 1905, escrevera: “O nosso programa comunista inclui a propaganda do ateísmo” (Novoya Zhizn N.º 28). Não se faz mister insistir no caráter ateísta do Comunismo, porque ele é suficientemente conhecido tanto na teoria como na prática. Antes de tentar qualquer crítica da sua política, seria bom inquirir precisamente as razões que os comunistas alegam em abono da sua afirmação de que a religião é o ópio do povo. Os comunistas não fizeram essa asserção sem alguma base, porquanto, como Lenine escreveu: “Devemos explicar de um ponto de vista materialista a razão pela qual a fé e a religião prevalecem no meio das massas” (Proletarii N.º 45, 26, (13), Maio de 1909). Resta, portanto, investigar-lhes as alegadas razões. (Bispo Fulton J. Scheen. Comunismo: ópio do povo. Petrópolis, Vozes, 1952).
- Linha do Tempo do Cisma Oriental-Ocidental da Igreja Católica e Ortodoxa
Mark Bonocore Tradução: http://www.catholicbridge.com/orthodox/timeline_history_of_catholic_orthodox_relations.php 300 D.C No final das perseguições do cristianismo (c. 313), a Igreja universal é administrada por três grandes sés eclesiásticas: Roma, Alexandria e Antioquia (nessa ordem de primazia). No entanto, em meados dos anos 300, já existem diferenças significativas entre o Oriente e o Ocidente: * O Império Romano se divide em dois: um Império Romano do Ocidente e um Império Romano do Oriente * O rito romano é usado no ocidente; os ritos antioquianos e alexandrinos são usados no oriente. * Pão sem fermento é usado na Eucaristia ocidental; O pão de fermento é usado no Oriente. * O Ocidente começa um processo em direção a um clero todo celibatário, baseado na crescente tendência Oriente-Ocidente de eleger apenas monges celibatários como bispos. * O Oriente começa a ver o imperador romano como a suprema autoridade da Igreja; mesmo sobre a primazia (seja como alguém defina) do Bispo de Roma. Isso está de alguma forma relacionado com a influência dos arianos na corte imperial; e provavelmente desenvolvido como uma forma modificada do antigo e pagão culto ao Imperador. 342 No auge da luta ariana, o Concílio de Sardica reconhece a suprema autoridade eclesiástica de Roma e dá ao bispo romano o direito de julgar casos envolvendo sés episcopais. O bispo presidente deste concílio é o próprio Santo Atanásio, que anteriormente havia sido restaurado à sua sé de Alexandria pela autoridade do papa Júlio I – uma autoridade até mesmo reconhecida pelos arianos, então no poder em Constantinopla. Assim, Sardica apenas codificou a primazia tradicional de Roma como uma questão de lei imperial. 365 O piedoso e jovem imperador ocidental Graciano abdica do título pagão de Pontifex Maximus (chefe da religião do Estado romano) – título mantido pelo imperador Constantino I e seus quatro sucessores “cristãos” imediatos. O imperador Graciano confere o título de Pontifex Maximus ao papa Dâmaso de Roma, deixando claro que o cristianismo é agora o “culto estatal” oficial do Império. 381 Com os arianos derrotados, o Concílio de Constantinopla proclama o bispo de Constantinopla (o bispo imperial) em segundo lugar em status ao bispo de Roma – uma decisão que Roma se recusa a endossar, chamando-a de não tradicional. Em vez disso, citando o Cânon 6 de Nicéia, Roma sustenta a autoridade de Alexandria como a segunda Sé tradicional e a de Antioquia como a terceira Sé. Alega que essa ordem de primazia foi estabelecida pelo próprio São Pedro. Assim, a Constantinopla é negado o status de um patriarcado cristão. Com o decreto do Concílio rejeitado, o Imperador do Oriente Teodósio I tenta imitar a política do Imperador do Ocidente Graciano, tornando São Gregório de Nazianzo, Bispo de Constantinopla, o Pontifex Maximus do Império do Oriente. São Gregório, no entanto, se recusa a aceitar o título, e logo depois renuncia ao bispado 400 A Igreja Ocidental usa o Credo Atanasiano, assim como os credos de Nicéia e dos Apóstolos. O Oriente usa apenas os credos de Nicéia e Apóstolos. Por volta dessa época, a corte imperial de Constantinopla se mobilizou para tornar Jerusalém um patriarcado honorário, um status negado a Jerusalém (vulgo Aelia) pelo Concílio de Nicéia em 325. Embora não seja um dos três patriarcados originais estabelecidos por São Pedro (ie, Roma, Alexandria e Antioquia), a Igreja universal dá a sua aprovação ao decreto imperial, a fim de venerar a Cidade Santa, onde Cristo morreu e ressuscitou. 431 O Concílio de Éfeso depõe o bispo Nestório de Constantinopla por seu ensino herético de que Maria era apenas a mãe da natureza humana de Cristo, mas não de Sua pessoalidade divina. Os seguidores de Nestório se separam da Igreja e formam comunidades no Império Persa conhecida como a igreja caldéia – uma comunhão nestoriana, que depois se espalha para a Índia, formaram a igreja de Malabar também. 449 Os monofisitas, que afirmam que Cristo só tinha uma natureza – que era de Deus (em oposição a duas naturezas: Deus e homem) são poderosos na Igreja Oriental. Ganhando o apoio do Imperador, os Monofisitas triunfam sobre o chamado “Concílio Latrocida de Éfeso” e o Monofisismo é declarado doutrina ortodoxa. Numerosos bispos orientais ortodoxos são deposto, incluindo o bispo Flaviano de Constantinopla, e apelam ao papa de Roma para que seja restaurado às suas Sés. 451 O Papa Leão, o Grande, exorta o novo imperador, Marciano, a convocar o Concílio de Calcedônia para condenar as decisões do Concílio dos Ladrões. O ensinamento do Papa, chamado o Tomo de Leão, é lido no Concílio, que proclamou: “Esta é a fé de nossos padres! Pedro falou na pessoa de Leão. ”No entanto, o Patriarca Dioscoro de Alexandria se recusa a aceitar a decisão do Concílio e se retira, levando consigo toda a delegação egípcia e etíope. Por causa disso, inúmeras comunidades monofisitas no Oriente Médio se separam para formar corpos independentes. Entre elas estão a igreja copta (egípcia), a igreja abissínia (etíope), a igreja jacobita (síria), a igreja armênia e a igreja siro-malankar (indiana). Com a sé de Alexandria mergulhada em heresia, os bizantinos do Concílio de Calcedônia fazem outra tentativa de declarar o bispo de Constantinopla em segundo lugar depois do papa de Roma. No entanto, essa inovação, conhecida como Canon 28, é rejeitada unilateralmente pelo papa Leão e arrancada dos cânones do Concílio (tanto no Oriente como no Ocidente) por decreto papal. O Bispo Anatólio de Constantinopla escreve ao Papa Leão para se desculpar pela tentativa de inovação. Assim, a Constantinopla é novamente negado o status de um patriarcado, e Roma exibe sua autoridade final, mesmo sobre os decretos dos Concílios Ecumênicos. 455 O papa Leão libera um Édito que declara a autoridade do bispo de Roma sobre a Igreja universal. 476 O Império do Ocidente cai para tribos germânicas enquanto o Império do Oriente permanece intacto. O imperador oriental é reconhecido como único imperador romano; e os orientais começam a ver o Ocidente como um bando de bárbaros ignorantes e sem instrução, ao passo que eles próprios são verdadeiramente “romanos”. 484 Primeiro Cisma: Acácio, bispo de Constantinopla, convence o imperador do Oriente Zenão a emitir o Henoticon (“Ato de União”) para apaziguar os monofisitas – um compromisso doutrinário e uma contradição de Calcedônia, que todos os bispos orientais assinam. O papa Félix III (II) excomungou tanto Acácio quanto os Patriarcas de Alexandria e Antioquia – em essência, excomungando todo o Oriente! 500 O grego começa a substituir o latim como a língua oficial do Império do Oriente. 519 O imperador oriental Justino I, um cristão ortodoxo, tenta curar o cisma, enviando um grupo de bispos orientais a Roma para conversar com o papa Hormisdas. Todos esses bispos orientais (incluindo os patriarcas de Alexandria, Antioquia, Jerusalém e o Bispo de Constantinopla) assinam o “Libellus Hormisdae”, que define claramente a primazia da Sé romana baseada na sucessão do Papa de São Pedro. 526 O primeiro cisma sobreviveu quando o papa João I viajou para Constantinopla e obteve uma profissão de fé ortodoxa do imperador Justino I – uma conquista significativa considerando a força dos monofisitas no Oriente. O papa João é elogiado pelos bizantinos como o “sucessor de Pedro”, e é chamado para coroar o imperador Justino como um precedente que estabelecerá as bases para a coroação de Carlos Magno (o papa como “criador de reis”) 550 Por volta dessa época, a corte imperial de Constantinopla inicia uma política de colocar os bispos gregos bizantinos nos tronos episcopais de Alexandria, Antioquia e Jerusalém para proteger-se contra a heresia do monofisismo. Os cristãos nativos do Egito, da Síria e da Palestina (a maioria dos quais são monofisitas) se ressentem dessa “intrusão imperial” e chamam esses bispos estrangeiros de “melquitas” (um termo sírio que significa “do rei”). Os monofisitas então nomeiam seus próprios bispos em Alexandria, Antioquia e Jerusalém; e o Oriente é atormentado por todos os tipos de disputas e cismas. 589 O Concílio de Toledo, na Espanha, acrescenta a “cláusula Filioque” ao Credo Niceno, mas depois a retira (a pedido do Papa) para apaziguar o Oriente. O Ocidente, assim como os padres da Ásia Menor da Capadócia (isto é, São Basílio, São Gregório de Nissa e São Gregório Nazianzeno), aceitaram a teologia da cláusula desde meados dos anos 300. 590s A Igreja Ocidental continua o processo em direção a um clero todo celibatário. 600s A Igreja Grega atribui um papel ainda maior ao Imperador, chamando-o de “Cristo na Terra” (evidentemente para competir com o califa do Islã, “O Defensor da Fé”). A Igreja / governo oriental começa a se padronizar pelo o modelo do Reino de Israel, com o imperador possuindo um ofício essencial na Igreja. Por volta dessa época, o imperador bizantino tenta assegurar o título de “Patriarca Ecumênico” para o Bispo de Constantinopla. Isso daria ao Bispo de Constantinopla o poder e autoridade para convocar concílios ecumênicos; no entanto, o pedido do imperador é solenemente negado pelo papa Gregório, o Grande, que chama o título de arrogante, orgulhoso e não-tradicional. Gregório ainda defende o sistema tri- patriarcal de Roma, Alexandria e Antioquia, como foi estabelecido por São Pedro.Também nessa época, os cristãos monofisistas no Egito, na Palestina e na Síria começam a formar alianças com o poder crescente do Islã contra seus rivais bizantinos (“Melquitas”). Os muçulmanos árabes prometem aos cristãos monofisistas liberdade de culto; e, com ajuda monofisista, os muçulmanos são capazes de capturar o Egito, a Palestina e parte da Síria do Império Bizantino. 640 Enquanto morava em Roma, São Máximo, o Confessor (um nativo de Constantinopla) defende a ortodoxia da cláusula Filioque e escreve para seus pares bizantinos, explicando o que os romanos realmente querem dizer com isso. 654 SEGUNDO CISMA: Em uma tentativa desesperada de re-unificar seu Império Cristão e trazer os cristãos dissidentes do Egito, Palestina e Síria de volta ao redil, o Imperador Constante II tenta impor a doutrina do Monotelismo (“Cristo tinha apenas uma Vontade”) sobre o Império como um compromisso com Monofisismo. A heresia é rejeitada pelo Ocidente, mas temporariamente abraçada pela igreja maronita na Síria e no Líbano. 655 Depois de condenar a heresia do monotelismo em um sínodo realizado em Roma, o Papa Martinho I é preso pelas tropas bizantinas e levado para Constantinopla, onde é publicamente abusado pela milícia e depois exilado na Crimeia, morrendo como mártir da ortodoxia. 681 SEGUNDO CISMA CURADO quando o Concílio de Constantinopla III condena o monotelismo, reunindo a Igreja.(Este concílio também condenou o papa Honório por heresia – 42 anos após a morte do papa – com base em uma carta que ele escreveu aos monotelistas, onde ele parece ter tolerado suas opiniões. A posição do papa na carta não é clara, entretanto; A condenação de Honório era provavelmente uma tentativa bizantina de marginalizar a autoridade do papado.24 Roma nunca declarou Honório um herege formal, mas acusou-o de negligência por “ajudar nas asserções básicas dos hereges”. O Concílio de Constantinopla III também chama o papa Agatão de “o cabeça da Igreja”. 701 O código legal do Concílio Quinsexto (ou Trulliano) de Constantinopla (que, entre outras inovações seculares, dispensou a disciplina apostólica da continência sexual para os padres casados) é rejeitado pelo Ocidente, mas eventualmente aceito pelo Papa João VII, que necessitava de apoio bizantino contra os invasores lombardos da Itália. Por volta dessa época, Roma reconhece Constantinopla como um patriarcado. Com as duas grandes Sés orientais de Alexandria e Antioquia reduzidas a comunidades cristãs menores pelos muçulmanos, Constantinopla continua sendo a única capital cristã no Oriente. 736 TERCEIRO CISMA: O Papa Gregório III excomungou os Iconoclastas, enfurecendo o Imperador Leão III, que – influenciado pela sensibilidade Islâmica – promoveu a heresia. 787 TERCEIRO CISMA CURADO pelo Concílio de Nicéia II, que condena os Iconoclastas e restaura o uso de imagens no culto da Igreja. 800 O papa Leão III coroou Carlos Magno Imperador do Ocidente (isto é, Sacro Imperador Romano). Este ato marca o fim da dependência papal do imperador oriental, mas o papa ainda recusa a pressão de Carlos Magno para incluir a “cláusula Filioque” no Credo de Nicéia, de modo a não alienar o Oriente. O Oriente se ofende com a coroação do papa de um “bárbaro” como imperador. 859 Bóris I, o Khan búlgaro, retira sua aceitação da primazia de Roma quando o papa Adriano II se recusa a fazer da Bulgária um patriarcado. A Bulgária transfere sua lealdade a Constantinopla – um golpe político bizantino, já que Constantinopla precisava “controlar” os búlgaros para proteger sua fronteira norte. 865 A corte bizantina envia os sts. Cirilo e Metódio nos Bálcãs para converter os eslavos pagãos. Embora originalmente parte do Império do Oriente, esta região cai no patriarcado ocidental do Papa de Roma; e os missionários do rito romano da Alemanha entram em conflito com os bizantinos, que estão adaptando a liturgia ao eslavônico e, assim, alcançando mais conversões. Para chegar ao fundo deste conflito, o Papa chama Cirilo e Metódio para Roma; e Roma dá sua bênção ao seu ministério. Cirilo e Metódio também reconhecem a primazia universal do Papa de Roma. Assim, os reinos eslavos dos Bálcãs adotam o Rito Bizantino em oposição ao Rito Romano – outro golpe para a corte de Constantinopla que, como com a Bulgária, precisou estabelecer laços religiosos / culturais com os eslavos para salvaguardar a fronteira norte do Império. 867 QUARTO CISMA: Fócio, o brilhante, mas eleito ilegalmente, Patriarca de Constantinopla, entra em conflito com o papa Nicolau I e o papa Adriano II em sua eleição para a sé de Constantinopla. Ele desafia a autoridade do papado, e ataca a “cláusula Filioque”. 869 QUARTO CISMA CURADO quando o Imperador Basílio I chama o 6º Concílio de Constantinopla para depor Fócio. 886 Depois de ser reintegrado à Sé de Constantinopla com a bênção de Roma em 878, Fócio entra em conflito com o papa Estêvão V sobre as prerrogativas papais e é deposto pelo imperador Leão VI. 891 Fócio morre em comunhão com Roma. 928 O Papa João X tenta trazer os búlgaros de volta à comunhão com Roma. 988 O príncipe Vladimir I da Rússia abraça a forma bizantina do cristianismo, tornando-se a religião oficial do povo russo. Ele também se casa com uma princesa bizantina. 1020 O Ocidente adota unilateralmente a “cláusula Filioque” no Credo Niceno. 1025 O Papa João XIX recusa o pedido do imperador do Oriente de reconhecer o Patriarca de Constantinopla como “Patriarca Ecumênico”. 1050 Miguel Cerulário, Patriarca de Constantinopla, lança uma campanha anti-latina. Ele fecha todas as igrejas latinas em Constantinopla e ataca a “cláusula Filioque” e a autoridade papal, alegando que o papa não tem autoridade para adaptar o Credo. Seu exército entra em igrejas latinas em Constantinopla e lança as eucaristias na rua. 1054 O QUINTO (GRANDE) CISMA: As diferenças chegam ao auge quando Cardeal Humberto, o legado papal de Leão IX excomunga o Patriarca Miguel Cerulário e todas as suas comunicações (algo que ele faz sem a aprovação papal, já que o Papa Leão morreu pouco antes). O Patriarca, por sua vez, excomunga Humberto e seus colegas delegados papais. 1071 Derrota bizantina esmagadora em Manzinkert, Armênia. O exército bizantino é completamente destruído, e os turcos muçulmanos levam a Ásia Menor e todo o Oriente Médio. 1096 Pressionado pelos turcos, o imperador bizantino se volta para o papa em busca de ajuda ocidental. Ele na verdade só quer tropas mercenárias, mas o Papa Urbano II lança a Primeira Cruzada como uma tentativa de curar o Cisma. Urbano também levanta a proibição da excomunhão ao imperador Aleixo I Comnenus. 1100 A igreja maronita da Síria e do Líbano abandona o que restou de sua simpatia pelo monotelismo e restabelece a plena comunhão com Roma. 1150 O Imperador bizantino Manuel I Comneno tenta, mas falha, conquistar a Itália para reunir a Igreja no modo bizantino 1171 Por ordem do imperador Manuel, milhares de mercadores italianos (e outros ocidentais) que vivem no Império Bizantino são mortos, mutilados ou presos e detidos durante anos na prisão. 1180’s Atrocidades dos cruzados contra os cristãos bizantinos em Chipre. 1187 O imperador bizantino Isaac II Angelus escreve uma carta ao sultão muçulmano Saladino, parabenizando-o por ter conseguido reconquistar Jerusalém dos cruzados ocidentais. 1188 O imperador Isaac trai o exército alemão da Terceira Cruzada. Depois de prometer ao Imperador do Sacro Império Romano, Frederico Barbarossa, a passagem de suas tropas pelos domínios bizantinos a caminho da Terra Santa, Isaac usa mercenários turcos para emboscar e destruir o exército alemão. Informado da traição de seu colega oriental, o imperador Frederico manda dizer a seu filho Henrique, na Alemanha, que buscasse a aprovação papal para a ação contra os bizantinos. O papa se recusa a dar seu consentimento. No mesmo ano (1188), o Patriarca Dositeu de Constantinopla oferece a absolvição incondicional a qualquer assassinato de um grego a um ocidental. 1204 Os exércitos da Quarta Cruzada são persuadidos pelos venezianos a saquear violentamente Constantinopla (seu rival comercial). Este ato de selvageria perpetua as hostilidades entre o Oriente e o Ocidente. A princípio, o papa excomungou os cruzados; mas depois dá sua bênção ao Império Latino de Constantinopla. 1250 Os missionários católicos romanos aproveitam as recém-abertas rotas comerciais do Império Mongol e começam a evangelizar a Ásia central e a China. Muitos cristãos nestorianos nessas regiões voltam a entrar em comunhão com Roma. 1261 Gregos recapturam Constantinopla. 1274 QUINTO CISMA TEMPORARIAMENTE CURADO no Concílio de Lyon II, chamado pelo Papa Gregório X. Logo depois, em 1276, o Imperador Miguel VIII Paleólogo e o Papa João XXI acertam uma reunião do Oriente e do Ocidente. O Oriente aceita a ortodoxia do Filioque, Pão sem fermento na Eucaristia, e a compreensão ocidental do Purgatório. 1281 SEXTO CISMA: A reunião temporária é destruída quando o papa Martinho IV excomunga o imperador Miguel VIII Palaeologos. 1371 O imperador João V Palaeologus se oferece para se submeter à autoridade papal em troca de ajuda ocidental contra os invasores turcos. 1439 SEXTO CISMA CURADO como o imperador João VIII Palaeologos viaja para a Itália com todos os quatro patriarcas orientais e se submete ao Papa Eugênio VI. O ato de união é elaborado pelo Concílio de Ferrara-Florença. O Oriente aceita a “cláusula Filioque” na forma: “Do Pai pelo Filho”, bem como as outras doutrinas ocidentais aprovadas em Lyon II. Outras igrejas orientais, como os armênios, jacobitas e alguns organismos nestorianos voltam a entrar em comunhão com Roma. Este é o começo dos Católicos Orientais Uniatas, que também inclui coptas, etíopes, maronitas, melquitas, sírios e sírio-malancares. 1443 As decisões tomadas em Ferrara-Florença são fortemente contestadas pela maioria da população bizantina e clero. Em parte devido a isso, a cruzada lançada pelo Papa Eugênio VI para aliviar Constantinopla dos turcos vizinhos é um fracasso sombrio. 1453 Constantinopla cai aos turcos. Mas, como um gesto tocante nos últimos momentos da cidade, tanto os cristãos bizantinos quanto os romanos recebem a Santa Comunhão juntos na Igreja de Hagia Sophia, antes de enfrentar a escravidão ou a morte. 1461 O Império de Trebizonda (último bolsão do Império Bizantino) cai para os turcos. Os turcos não querem contato entre os bizantinos e o ocidente. Eles exploram as diferenças doutrinárias, perseguindo os cristãos ocidentais; e nomeando o Patriarca de Constantinopla como chefe da comunidade cristã dentro do domínio turco (isto é, o bispo de Bizâncio finalmente recebe o título de “Patriarca Ecumênico” – dos muçulmanos). 1463 O erudito ortodoxo grego e cardeal católico romano, Johannes Bessarion, é nomeado patriarca latino de Constantinopla pelo papa Pio II. 1464 Uma cruzada organizada pelo Papa Pio II para resgatar Constantinopla se desfaz antes de deixar a Itália, e Pio morre no caminho. 1472 SÉTIMO CISMA: Os bispos gregos anulam o Ato de união Ferrara-Florença em um sínodo em Constantinopla. Coincidentemente (?), No mesmo ano, o Grão-Duque Ivan III de Moscou se casa com Zoe Sophia, a sobrinha do último imperador bizantino. Moscou é agora considerada a “terceira Roma”, a sucessora de Constantinopla e o centro do cristianismo ortodoxo oriental. O príncipe de Moscou leva o título de czar (“César”). 1500 Igrejas protestantes da Reforma se separam de Roma. A Igreja da Inglaterra é estabelecida como um corpo “católico” supostamente autônomo.Também nos anos 1500, missionários espanhóis e portugueses trazem muitos dos cristãos Malabares (Nestorianos) e Sírio-Malankar (Monofisitas) da Índia de volta à comunhão com Roma. 1582 Papa Gregório XIII introduz o novo calendário gregoriano; enquanto o Oriente ainda usa o antigo calendário juliano. Consequentemente, o Oriente e o Ocidente celebram a Páscoa em datas diferentes. 1596 A União de Brest é formada, como um partido de bispos ucranianos apela a Roma para ser readmitidos em comunhão com a Igreja Ocidental, enquanto é permitido manterem sua liturgia oriental específica, teologia e disciplina. 1667 A Igreja Ortodoxa Russa adota o Credo Atanasiano (menos a “cláusula Filioque”). A adoção do Credo Atanasiano está de alguma forma relacionada às reformas litúrgicas conduzidas sob o Patriarca Nikon de Moscou (1605-81) depois que a Rússia recapturou a Ucrânia da Polônia em 1667. Anteriormente um distrito metropolitano sob Constantinopla, certas condições tinham que ser satisfeitas diante da Ucrânia para poder aceitar a liderança do Patriarca de Moscou. Para esse fim, Nikon introduziu reformas no ritual russo, aderindo mais de perto à Liturgia Bizantina original que, ele descobriu, havia sido distorcida na tradução eslava do grego. Suas reformas, no entanto, causaram um cisma, com a maioria do clero russo se recusando a abandonar os rituais que foram seguidos por séculos. Mas, em um sínodo russo em 1667, os dissidentes foram declarados cismáticos. 1646 A União de Uzhorod é formada, na qual outro grupo de clérigos e leigos ortodoxos orientais (desta vez da região Transcarpátia do que hoje é a Eslováquia, a Ucrânia e a Hungria) também pedem a aceitação da comunhão com Roma. 1724 Depois de uma disputa sobre a sucessão patriarcal na Igreja Ortodoxa de Antioquia, um grupo de Melquitas na Síria procura voltar a entrar em comunhão com Roma. Roma reconhece o patriarca católico melquita em Damasco. 1780 A Igreja Ortodoxa Grega adota o Credo Atanasiano, mas logo a deixa. 1800 A Igreja Católica Romana define a Infalibilidade Papal e a Imaculada Conceição de Maria como dogmas da Igreja universal. Numerosas comunidades de Rito Bizantino na Europa Oriental e na Ucrânia entram em comunhão com Roma, formando a maior parte da Igreja Católica Bizantina. 1950 O papa define a Assunção de Maria (ou Dormição) como um dogma. 1965 O papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras de Constantinopla se encontram e anulam as excomunhões mútuas. Embora melhores relações sejam estabelecidas, o cisma Oriente-Ocidente continua. 1991 O Papa João Paulo II trabalha para conseguir a reunião com o Oriente. Ele diz: “A Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa são dois pulmões dentro do mesmo Corpo.” … e como “devemos aprender a respirar com os dois pulmões”. Ele também declara que “a ignorância do Rito Oriental é a ignorância do Igreja.” 1993 João Paulo II acerta uma reunião com o Patriarca Nestoriano, recebendo os nestorianos da Síria e do Iraque de volta à comunhão com Roma após a aceitação do dogma “Theotokos”. O cisma Nestoriano de 431 é amplamente curado; e os cristãos apostólicos do Iraque são agora chamados de católicos caldeus. 1994 Um número significativo de comunidades anglicanas volta a entrar em comunhão com Roma. 2000 Em 12 de março de 2000, no Vaticano, em Roma, o Papa João Paulo II solicitou formalmente perdão pelos vários pecados cometidos pela Igreja Católica nos últimos dois milênios. Em sua homilia do “Dia do Perdão”, o papa confessou: “… não podemos deixar de reconhecer as infidelidades ao Evangelho cometido por alguns de nossos irmãos, especialmente durante o segundo milênio. Pedimos perdão pelas divisões que ocorreram entre os cristãos, pela violência que alguns usaram a serviço da verdade e as atitudes desconfiadas e hostis às vezes tomadas em relação aos seguidores de outras religiões “. 2001 O papa JP II dirige-se ao arcebispo de Atenas e primaz da Grécia. Ele disse: “Claramente há a necessidade de um processo libertador de purificação da memória. Para as ocasiões passadas e presentes, quando os filhos e filhas da Igreja Católica pecaram por ação ou omissão contra seus irmãos e irmãs ortodoxos, que o Senhor nos conceda o perdão, nós imploramos a Ele “. “Algumas memórias são especialmente dolorosas, e alguns eventos do passado distante deixaram feridas profundas nas mentes e corações das pessoas até hoje. Estou pensando no saque desastroso da cidade imperial de Constantinopla, que foi por tanto tempo o bastião do cristianismo no Oriente. É trágico que os assaltantes, que partiram para garantir o livre acesso dos cristãos à Terra Santa, voltassem contra seus próprios irmãos na fé. O fato de serem cristãos latinos [os católicos romanos] enchem os católicos de amargura. Como podemos deixar de ver aqui o ‘mysterium iniquitatis’ em ação no coração humano? Somente a Deus cabe o julgamento e, portanto, confiamos o pesado fardo do passado à sua infinita misericórdia, implorando-lhe que cure a feridas que ainda causam sofrimento ao espírito do povo grego “. – Papa João Paulo II, 4 de maio de 2001 ENDEREÇADO À SUA BEATITUDE CHRISTODOULOS ARCEBISPO DE ATENAS E PRIMAZ DA GRÉCIA
- Decreto do Santo Ofício contra o Comunismo
O Decreto contra o Comunismo consta de respostas a quatro questões formuladas sobre a interpretação da doutrina moral da Igreja e do direito canônico então vigente. Dessa maneira, a primeira constatação que podemos fazer sobre o Decreto, sobre o Comunismo, é que ele visa a esclarecer quatro possíveis dúvidas sobre pontos particulares da doutrina e da disciplina da Igreja, não a estabelecer novas normas. Trata-se, portanto, de um decreto interpretativo, (que explica) e não de um decreto constitutivo. Decretum S. Offici, sous Pie XII, 1949 Decreto do Santo Ofício, por Pio XII, 1949 Questão 1: É permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira? Resposta: Não; o comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo. Questão 2: É permitido publicar, divulgar ou ler livros, revistas, jornais ou tratados que sustentam a doutrina e ação dos comunistas ou escrever neles? Resposta: Não, pois são proibidos pelo próprio direito [cf. CIC, cân. 1399 [1917] Questão 3: Fiéis cristãos que consciente e livremente fizerem o que está em 1 e 2, podem ser admitidos aos sacramentos? Resposta: Não, segundo os princípios ordinários determinando a recusa dos sacramentos àqueles que não têm a disposição requerida Questão 4: Fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e, sobretudo os que a defendem ou propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica? Resposta: Sim Resp (cfirm a S. P’ce 30 juin) Respostas [confirmadas pelo Sumo Pontífice em 30 de junho] A primeira resposta declara que não é lícito aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de uma forma qualquer, porquanto o comunismo é, de fato, materialista e anticristão; além disso, embora possam dizer, às vezes, que não atacam a religião, os fatos comprovam a hostilidade da doutrina e das ações dos comunistas contra a religião católica. Esta resposta permaneceria válida para o nosso tempo? Evidentemente que sim: se uma associação qualquer professa uma doutrina materialista (ou seja, uma doutrina que nega a existência de Deus e a imortalidade da alma) e promove uma ação anticristã, é uma incoerência que um fiel católico se inscreva nessa associação ou a ajude de qualquer maneira. Aliás, o cânon 1.374 do vigente Código de Direito Canônico, promulgado por S. João Paulo II em 1983, manda punir com “justa pena” (mas não com excomunhão latae sententiae) “quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja”. Observe-se, entretanto, que tal norma vale não apenas para os partidos que se auto-intitulam “comunistas”, como também para a Maçonaria. Os comunistas, segundo o Decreto, não incorrem em excomunhão na qualidade de comunistas, mas na qualidade de apóstatas da fé. E o que seria um “apóstata da fé”? Conforme o cânon 751 do Código de Direito Canônico vigente, «apostasia é o repúdio total da fé cristã». Enquanto a heresia importa a negação de uma verdade da fé em particular (por exemplo, a presença real do Cristo na Eucaristia), a apostasia se caracteriza por uma rejeição de todas as verdades da fé em seu conjunto. Herege é o que escolhe entre as verdades da fé as que ele quer seguir; o apóstata é o que rejeita a todas. Ora, se alguém professa uma doutrina materialista(materialismo é a negação da existência de Deus e da imortalidade da alma) e anticristã (o anticristianismo, por definição, é o combate contra a fé cristã), evidentemente ele é um apóstata da fé católica, ou seja, alguém que rejeitou todas as verdades da fé em seu conjunto. Em 27 de julho de 1949, L’Osservatore Romano, o jornal oficioso da Santa Sé, publicou um extenso editorial comentando o Decreto contra o Comunismo: Incorrem na excomunhão reservada de modo especial à Santa Sé os fiéis que professam a doutrina materialista e anticristã dos comunistas e sobretudo os que a defendem ou a propagam. O materialismo nega a existência de um Deus pessoal, a espiritualidade da alma, a liberdade da vontade e qualquer recompensa ou castigo depois desta vida. Quem professa essa doutrina, pelo próprio fato de professá-la, se destaca da comunidade e da fé cristã. É, portanto, um apóstata (cânon 1.325, § 2, do Código de Direito Canônico de 1917). O Decreto fala textualmente em «excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica». No direito penal canônico vigente na época da publicação do Decreto, a apostasia era punida com excomunhão latae sententiae reservada de modo especial à Santa Sé. Isto significava que essa excomunhão apenas poderia ser levantada (absolvida) pelo Papa ou por um sacerdote que obtivesse do Papa a faculdade especial de levantá-las. No Código de Direito Canônico de 1983, a excomunhão por delito de apostasia deixou de ser reservada, de modo que hoje pode ser desligada por qualquer sacerdote habilitado para remitir penas eclesiásticas. Os motivos para que se aplique a excomunhão “latae sententiae” são a heresia, o cisma, a violência contra o Papa, a consagração de um bispo sem mandato do pontífice, a realização de um aborto, a profanação da Eucaristia, a absolvição de um “cúmplice” em caso de relações sexuais e a violação do segredo da confissão, diz o Código. Excomunhão CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO 1364§ 1. O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae, salva a prescrição do cân. 194, § 1, n. 2; além disso, o clérigo pode ser punido com as penas mencionadas no cân. 1336, § 1, n. 1, 2 e 3. 1367 Quem joga fora as espécies consagradas ou as subtrai ou conserva para fim sacrílego incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica; além disso, o clérigo pode ser punido com outra pena, não excluída a demissão do estado clerical. 1370§ 1. Quem usa de violência física contra o Romano Pontífice incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica, e, se for clérigo, conforme a gravidade do delito, a essa pode-se acrescentar outra pena, não excluída a demissão do estado clerical. §2. Quem assim age contra pessoas revestida de caráter episcopal incorre em interdito latae sententiae e, se for clérigo, também em suspensão latae sententiae. §3. Quem usa de violência física contra clérigo ou religioso por desprezo à fé, à Igreja, ao poder eclesiástico ou ao ministério seja punido com censura. 1378§ 1. O sacerdote que age contra a prescrição do cân. 977 incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica. 977 Exceto em perigo de morte, é inválida a absolvição do cúmplice em pecado contra o sexto mandamento do Decálogo. 1382 O Bispo que, sem o mandato pontifício, confere a alguém a consagração episcopal e, igualmente, quem dele recebe a consagração incorrem em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica. 1388§ 1. O confessor que viola diretamente o sigilo sacramental incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica; quem o faz só indiretamente seja punido conforme a gravidade do delito. §2. O intérprete e os outros mencionados no cân. 983, § 2, que violam o segredo, sejam punidos com justa pena, não excluída a excomunhão. 1398 Quem provoca aborto, seguindo se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae. Vídeo: Padre Paulo Ricardo Fontes: pt.scribd.com Denzinger-pdf /vatican.va portuguese canonici_po.pdf/ MONTFORT Associação Cultural /refletindo7 / traditiocatholicae /cleofas. Nesta obra fundamental, Monsenhor Henri Delassus (1836-1921) apresenta-nos uma análise histórica, filosófica e religiosa das tentativas de destruição da Igreja Católica durante a Renascença, a Reforma e as diversas revoluções dos séculos XVIII e XIX. O autor nos expõe como ocorreu a difusão dos ideais humanistas e naturalistas pelas lojas maçônicas, denuncia o seu objetivo de impor à humanidade uma nova visão do homem e aponta quais os seus fins últimos. Explica-nos de que modo trabalham para o estabelecimento de uma república universal de caráter naturalista, quem são seus agentes principais e quais as raízes profundas de seu embate contra o catolicismo. Escrito há mais de cem anos (1910), este livro é profético. O leitor contemporâneo certamente ficará surpreendido com as previsões do autor, visto que o plano aqui exposto se realizou exatamente como ele previra. A conjuração anticristã é uma leitura indispensável para se compreender a história da Igreja Católica e o curso dos acontecimentos políticos no século XX e nestas primeiras décadas do século XXI. #Comunismo #excomunhão #heresia #PapaPioXII
- A VOZ DA IGREJA UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA QUE CANTA SUAVEMENTE (São Pio X, papa)
Compostos por divina inspiração, os salmos colecionados na Sagrada Escritura foram desde os inícios da Igreja empregados, como se sabe, não apenas para alimentar maravilhosamente a piedade dos fiéis que ofereciam “sempre a Deus o sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que louvam seu nome” (cf. Hb 13,15; Os 14,3); mas também, como já era costume na antiga Lei, para ocupar lugar eminente na sagrada liturgia e no ofício divino. Daí nasceu, na expressão de Basílio, “a voz da Igreja” e a salmodia. Salmodia que é “filha de sua hino dia, que sempre a Igreja canta diante do trono de Deus e do Cordeiro”, como expõe nosso predecessor Urbano VI. Assim a Igreja ensina aos homens particularmente devotados ao culto divino, conforme as palavras de Atanásio, “de que modo se deve louvar o Senhor e com que palavras dignamente” confessá-lo. A este respeito disse muito bem Agostinho: “Para ser bem louvado pelo homem, Deus mesmo se louvou; e, aceitando louvar-se, deu ao homem encontrar o modo de louvá-lo”. Além disto, nos salmos há uma maravilhosa força para despertar nos corações o desejo de todas as virtudes. Pois, “embora toda a nossa Escritura, tanto a antiga quanto a nova, seja inspirada por Deus e útil para a instrução, como está escrito (cf. 2Tm 3,16), o livro dos salmos porém, semelhante a um paraíso, que contém em si os frutos dos demais livros, produz o canto, e, ainda mais, oferece seus próprios frutos unidos aos dos outros durante a salmodia”. Essas palavras são novamente de Atanásio, que acrescenta: “A mim me parece que os salmos são como um espelho para quem salmodia, onde este se contempla a si e os movimentos de seu espírito, e, assim impressionado, os recita”. Também diz Agostinho nas Confissões: “Como chorei por causa de teus hinos e cânticos, vivamente comovido pelas suaves palavras do canto de tua Igreja! As palavras fluíam em meus ouvidos e instilava-se a verdade em meu coração, fazendo arder a piedade; corriam-me as lágrimas e sentia-me bem com elas”. Na verdade, a quem não comovem aquelas frequentes passagens dos salmos onde se canta profundamente a imensa majestade de Deus, a onipotência, a indizível justiça,a bondade ou a clemência e todos os outros infinitos louvores? A quem não inspiram iguais sentimentos as ações de graças pelos benefícios recebidos de Deus, ou as humildes e confiantes preces pelo que se deseja, ou os clamores do arrependimento dos pecados? A quem não inflama a cuidadosamente velada imagem do Cristo Redentor “cuja voz ouvia Agostinho em todos os salmos a salmodiar, a gemer, a alegrar-se na esperança ou a suspirar pela realização?” (Da Constituição Apostólica Divino aflatu, de São Pio X, papa – AAS 3[1911],633-635 – Séc. XX). #Cristologia #Igreja
- A HISTÓRIA DO MONGE E O ANJO DA MORTE: “A FÉ QUE ATUA PELA CARIDADE” (Gálatas 5,6)
Um monge foi visitado pelo anjo da morte; tinha chegado sua hora. Mas ele argumentou com o anjo: “Tem que ser agora? Estou cuidando da horta da comunidade. Se eu for embora agora, o que os irmãos vão comer?” O anjo resolveu deixar a missão para outra hora… Dias depois, voltou e o monge estava cuidando das crianças da comunidade. De novo, houve uma negociação e o anjo adiou a morte para outro momento. Voltou, uma terceira vez um mês depois e encontrou o monge, tratando carinhosamente de um doente grave. Dessa vez, nem se falaram: o monge só fez um gesto, mostrando a situação… e o anjo foi embora. Anos se passaram, o monge continuou seus trabalhos, foi ficando velho, fraco e desejou morrer. Um dia o anjo apareceu e ele se alegrou. Disse: – “Que alívio! Pensei que estava zangado com meus pedidos de adiamento e não me levaria mais para a vida eterna junto de Deus.” O anjo sorriu e respondeu: – “Eu só vou completar o final do caminho. Você já estava entrando na vida eterna desde o momento que se colocou nas mãos de Cristo Jesus servindo seus irmãos.” (Parábola popular) #Igreja
- POR QUE CHORAS?
Mulher, por que choras? Quem procuras? Tu tens Aquele que procuras, e ignora-O? Tu tens a verdadeira alegria eterna, e choras? Tu o tens em ti, Aquele que tu procuras fora. Verdadeiramente tu deixas-te ficar no exterior, toda em lágrimas perto de um túmulo. O meu túmulo é o teu coração; Eu não estou morto, mas repouso aí, vivo por toda a eternidade. A tua alma é o meu jardim. Tu tinhas razão em pensar que Eu era o jardineiro. Novo Adão, Eu cultivo o meu paraíso e guardo-o. As tuas lágrimas, o teu amor e o teu desejo são obra minha. Tu me tens em ti sem o saber, e é por isso que me procuras no exterior. Eu vou pois aparecer-te lá também para te fazer entrar em ti mesma a fim de que encontres no interior Aquele que procuras no exterior. (Trecho da Homilia monástica anônima (séc. XIII) Meditação sobre a Paixão e a Ressurreição de Cristo) #Cristologia #Ressurreição
- A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO DENTRE OS MORTOS É OBRA DE QUAL DAS PESSOAS DA TRINDADE SANTÍSSIMA?!
As Escrituras Sagradas e o Catecismo da Igreja Católica (CIC) respondem com clareza: “Paulo, apóstolo – não da parte dos homens NEM POR INTERMÉDIO DE UM HOMEM, mas POR PARTE DE JESUS CRISTO E DEUS PAI QUE O RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS…” (Gálatas 1,1). “Respondeu-lhes JESUS: “Destruí este santuário, E EM TRÊS DIAS EU O LEVANTAREI”… ELE, porém, FALAVA DO SANTUÁRIO DE SEU CORPO.” (João 2,19.21). “E SE O ESPÍRITO DAQUELE QUE RESSUSCITOU JESUS DENTRE OS MORTOS habita em vós, aquele que ressuscitou JESUS dentre os mortos dará vida também a vossos corpos mortais, mediante O SEU ESPÍRITO QUE HABITA EM VÓS” (Romanos 8,11). “Assim como O PAI tem a vida em si mesmo, também concedeu AO FILHO ter a vida em si mesmo…” (João 5,26). RESSURREIÇÃO DE CRISTO OBRA DA SANTÍSSIMA TRINDADE (CIC) §648 A Ressurreição de Cristo é objeto de fé enquanto intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história. Nela, as três Pessoas Divinas agem ao mesmo tempo, juntas, e manifestam sua originalidade própria. Ela aconteceu pelo poder do Pai que “ressuscitou” (At 2,24) Cristo, seu Filho, e desta forma introduziu de modo perfeito sua humanidade – com seu corpo – na Trindade. Jesus é definitivamente revelado “Filho de Deus com poder por sua Ressurreição dos mortos segundo o Espírito de santidade” (Rm 1,4). São Paulo insiste na manifestação do poder de Deus pela obra do Espírito que vivificou a humanidade morta de Jesus e a chamou ao estado glorioso de Senhor. RESSURREIÇÃO VERDADE SUPREMA (CIC) §638 “Anunciamo-vos a Boa Nova: a promessa, feita a nossos pais, Deus a realizou plenamente para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus” (At 13,32-33). A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada, juntamente com a Cruz, como parte essencial do Mistério Pascal. Cristo ressuscitou dos mortos. Por sua morte venceu a morte, Aos mortos deu a vida. §651 “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé” (1Cor 15,14). A Ressurreição constitui antes de mais nada a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as Verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua justificação se, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina. §653 A verdade da divindade de Jesus é confirmada por sua Ressurreição. Dissera Ele: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU, (Jo 8,28). A Ressurreição do Crucificado demonstrou que ele era verdadeiramente “EU SOU”, o Filho de Deus e Deus mesmo. São Paulo pôde declarar aos judeus: “A promessa feita a nossos pais, Deus a realizou plenamente para nós…; ressuscitou Jesus, como está escrito no Salmo segundo: ‘Tu és o meu filho, eu hoje te gerei” (At 13,32-33). A Ressurreição de Cristo está estreitamente ligada ao mistério da Encarnação do Filho de Deus. E o cumprimento segundo o desígnio eterno de Deus. §991 Crer na ressurreição dos mortos foi, desde os inícios, um elemento essencial da fé cristã. “Fiducia christianorum resurrectio mortuorum; ilíam credentes, sumus – A confiança dos cristãos é a ressurreição dos mortos; crendo nela, somos cristãos”: Como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação é vazia é também a vossa fé. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram (1Cor 15,12-14-.20). ********** RESSURREIÇÃO: latim: “resurrectio”; grego: “anastasis” (αναστασις): termo que aparece mais de 40 vezes no Novo Testamento. A palavra “anastasis” vem de “ανιστημι (anistemi). No final dos tempos, a ressurreição gloriosa (corpo espiritual). SENTIDO: “erguer-se”, “levantar-se”, “acordar”; “reaparecer dentre os mortos”: ressurreição dos mortos: “trazer novamente quem já estava morto à vida”… A Igreja, com base bíblica, proclama sua fé na ressurreição da carne, na ressurreição de todos os mortos no final dos tempos (Parusia – Juízo Final). “O corpo ressuscitado será real e material, mas não terreno nem mortal. São Paulo opõe-se à ideia de uma ressurreição como transformação que se leva a cabo dentro da história humana e fala do corpo ressuscitado como “glorioso” (cf. Fl 3,21) e “espiritual” (cf. 1 Cor 15,44). A ressurreição do homem, como a de Cristo, terá lugar, para todos, depois da morte.” (Paul O’Callaghan). Os justos/santos, porque vivem em Cristo e para Cristo, participarão da ressurreição dentre os mortos (cf. Lucas 22,38). “TODOS VIVEM PARA DEUS!” YHWH não é Deus de seres inexistentes! Somente porque os patriarcas/santos VIVEM para Deus, ainda que estejam mortos na carne, YHWH pode se apresentar a Moisés como O DEUS DE ABRAÃO, DE ISAAC E DE JACÓ! #CredoVidaEterna #Cristologia #Ressurreição #Santos
- OS DESAFIOS DO ESCRITOR CATÓLICO NUM MUNDO SECULARIZADO – Dana Gioia
“Posso, com meu olho vesgo, aceitar tudo como uma benção.” Flannery O’Connor Nessa cultura, nessa Igreja, nessa época, que pode fazer um escritor católico? Isolado, desacreditado, ignorado, como poderia sobreviver e, alem disto, prosperar? As coisas não teriam ido longe de mais para ainda restar uma chance de mudança? A única resposta é: não. As épocas são sempre ruins. A cultura está sempre com problemas. Os bárbaros estão sempre às portas, e alguma parte da Igreja necessitará, inevitavelmente, de uma boa faxina. “O tempora! O mores!” é uma queixa permanente. Como todo católico já sabe, vivemos num mundo decaído, no qual no entanto — ó félix culpa — nos alegramos com as possibilidades de redenção. Para o artista, cada problema representa uma espécie de oportunidade. É preciso esclarecer, aqui, que a história não resolve problemas, que a cultura não resolve problemas: só as pessoas podem fazê-lo. A história da Igreja e a história da arte demonstram, repetidamente, que poucas pessoas, mas com suficiente paixão, coragem e criatividade, podem transformar uma época. Ao estudar a vida dos santos, sabemos do poder que suas obras e seus exemplos tiveram para mudar suas épocas. São Francisco de Assis teve mais impacto sobre a sociedade européia que qualquer governante do Sacro Império Romano. Os novos movimentos artísticos se originaram de maneira semelhante. Desenvolveram-se pelos esforços de poucos indivíduos catalisadores, que rejeitam um status quo falido ou moribundo, articulando uma nova e premente visão das coisas. O simbolismo francês e o romantismo inglês, por exemplo: foram movimentos internacionais transformadores, que começaram com um punhado de escritores. A nova visão, articulada e encarnada em obras modelares, espalhou-se muito rápido, verdadeiramente indomável, unindo as pessoas sob uma causa comum. O sucesso dos movimentos culturais e religiosos revela, sempre, que muitas pessoas já compartilhavam dos novos ideais que despontavam; ainda não se sentiam, no entanto, seguras para seguir o novo caminho: aguardavam pelo decisivo e confiável apelo público à ação. O verdadeiro desafio não estava no número dos participantes, mas na presença de inovadores eficazes, que funcionavam como catalisadores culturais (dois grandes poetas são mais importantes que dois mil medíocres). Na realidade, o escritor católico precisa só de três coisas para ser bem sucedido: fé, esperança e habilidade. Primeiramente, o escritor deve ter fé: tanto no poder da arte, como do espírito. O cinismo que impregna a vida cultural contemporânea deve ser substituído por uma forte confiança nos propósitos humanos e na importância da arte, que não pode ser reduzida a luxo elitista ou a divertimento de intelectuais. É um ingrediente fundamental para o desenvolvimento humano, tanto individual como comunitário. A arte educa nossas emoções, nossa imaginação. Desperta, amplia e aperfeiçoa nossa humanidade. Elimina-la, dilui-la ou perverte-la é prejuízo certo para a comunidade e a própria nação: as pessoas tornam-se menos compassivas, curiosas e atentas; e mais grosseiras, mais limitadas, mais autossatisfeitas. O escritor católico deve, também, recuperar a confiança em sua própria identidade espiritual, cultural e pessoal. Como eu poderia, por exemplo, enquanto americano de ascendência italiana ou mexicana, compreender a mim mesmo sem reconhecer a ligação essencial com o catolicismo? Ele está em meu DNA, através de gerações de ancestrais. O catolicismo é minha fé, minha herança, minha visão de mundo, minha mitologia e minha comunidade. Banir ou negar esse núcleo espiritual — por qualquer razão que seja — significa perder uma parte de minha autenticidade como artista. Essa perda se manifesta no sofrimento tão perceptível em textos de ex-católicos, pois dói renunciar a uma parte da própria identidade (mesmo quando se considera a abnegação uma necessidade). Quem poderia culpá-los por escrever com tanto ardor sobre a Igreja? Um membro amputado também pode produzir grande sofrimento. Recusam-se, com razão, a tornar-se escritores homogêneos e genéricos, imersos numa cultura global secularizada. Não mais possuem um lar espiritual, exceto a própria dissidência. Um escritor católico também deve ter esperança. Esperança nas possibilidades da arte e em seus próprios esforços. Esperança na habilidade histórica da Igreja de mudar quando é preciso mudar. A principal barreira para o renascimento da escrita católica, a aproximação da fé com as artes, é o desespero; ou talvez, mais precisamente, a acidia, essa tórpida indiferença que acomete justamente as pessoas que poderiam mudar a situação: artistas e intelectuais católicos. A esperança é o que motiva e sustenta a iniciativa dos escritores, já que o sucesso pode vir muito devagar, cheio de contratempos. Finalmente, há um terceiro elemento que nada tem a ver com religião. A Musa não é calvinista. Não crê que a fé sozinha possa justificar o artista. O escritor precisa de boas obras — boas obras literárias. O objetivo do escritor católico sério é o mesmo que o de todo verdadeiro escritor: criar uma obra de arte eficiente, expressiva, que permaneça. Flannery O’Connor observou, certa vez: “O romancista católico não tem de ser um santo; nem mesmo tem de ser católico; mas, infelizmente, é preciso que seja um romancista.” O caminho de Damasco pode oferecer ao viajante intervenções inesperadas e miraculosas, mas a fé não proporciona atalhos à estrada do Parnaso. Todo escritor deve dominar o ofício da literatura, as possibilidades da linguagem, os modelos legados pela tradição, e depois associar o que aprendeu ao próprio percurso pessoal, rumo à perfeição e à inovação. Há uma ingenuidade deformada entre muitos escritores religiosos (e mesmo editores), segundo a qual as santas intenções compensariam uma escrita medíocre. É tolice uma fé (ou caridade) assim deslocada. O escritor católico deve ter a paixão, o talento e a habilidade necessários para dominar o ofício em termos estritamente seculares, sem nunca esquecer as possibilidades e responsabilidades espirituais da arte. Trata-se de um duplo desafio, que oferece, porém, uma grande vantagem. A fé não proporciona atalhos ao monte Parnaso, mas proporciona ao peregrino literário um panorama mais claro, depois que ele atinge o cume. O escritor católico tem a inestimável vantagem de possuir uma visão de mundo profunda e verdadeira, que tem sido articulada, explorada e amplificada por dois mil anos de arte e filosofia, uma tradição cujos símbolos, histórias, personalidades, conceitos e correspondências ajunta uma enorme ressonância a qualquer obra artística. Ser escritor católico é colocar-se no centro da tradição ocidental, em termos artísticos; e essa perspectiva tem grande valor em época de confusão intelectual, como a nossa. O escritor católico compreende a relação necessária existente entre verdade e beleza, que não é uma simples convenção da sociedade ou acidente da cultura, mas uma forma essencial do conhecimento humano, que é intuitivo, holístico e experiencial. A arte é uma forma de conhecimento — distinto e legítimo, enraizado no sentimento e no deleite — que revela, nas palavras de Jacques Maritain, “o esplendor dos segredos do ser que se irradia em busca da inteligência”. Esse tipo de conhecimento torna possível o grande potencial que a literatura católica possui para, ao mesmo tempo, retratar o mundo material e o mundo físico dos sentidos, e revelar, sob tudo isto, uma outra dimensão, invisível e eterna. Em https://www.firstthings.com/article/2013/12/the-catholic-writer-today
- MIRYAM (MARIA): RAINHA DO MUNDO E DA PAZ (Santo Amadeu, bispo de Lausana)
Considera com que justa disposição refulgiu, já antes da assunção, o admirável nome de Maria por toda a terra. Sua fama extraordinária por toda a parte se espalhou antes que sua magnificência fosse elevada acima dos céus. Pois convinha que a Virgem Mãe, em honra de seu Filho, primeiro reinasse na terra, em seguida, fosse recebida gloriosa nos céus. Fosse amplamente conhecida na terra, antes de entrar na santa plenitude. Levada de virtude em virtude, fosse assim exaltada de claridade em claridade pelo Espírito do Senhor. Presente na carne, Maria antegozava as primícias do reino futuro, ora subindo até Deus com inefável sublimidade, ora descendo até os irmãos com inenarrável caridade. Lá recebia os obséquios dos anjos, aqui era venerada pela submissão dos homens. Servia-lhe Gabriel com os anjos; ao lado dos apóstolos servia-lhe João, feliz por lhe ter sido confiada a Virgem Mãe a ele, virgem. Alegravam-se aqueles por vê-la rainha; estes por sabê-la senhora. Todos a obedeciam de coração. E ela, assentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos carismas divinos, do abismo das graças, ultrapassando a todos, derramava largas torrentes ao povo fiel e sedento. Concedia a saúde aos corpos e às almas, podendo ressuscitar da morte da carne e da alma. Quem jamais partiu de junto dela doente ou triste ou ignorante dos mistérios celestes? Quem não voltou para casa contente e jubiloso, tendo impetrado de Maria, a Mãe do Senhor, o que queria? Ela é esposa repleta de tão grandes bens, mãe do único esposo, suave e preciosa nas delícias. Ela é como fonte dos jardins inteligíveis, poço de águas vivas e vivificantes, que correm impetuosas do Líbano divino, fazendo descer do monte Sião até às nações estrangeiras vizinhas rios de paz e mananciais de graças vindas do céu. E assim, ao ser elevada a Virgem das Virgens por Deus e seu Filho, o Rei dos reis, no meio da exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das aclamações de todo o céu, cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: “Está à tua destra a rainha recoberta de bordados a ouro, em vestes variadas” (Sl 44,10). (Das Homilias de Santo Amadeu, bispo de Lausana – Hom. 7: SCh 72,188.190.192.200 – Séc. XII). #mariologia #Santos
- CONHEÇAMOS A SUPEREMINENTE CARIDADE DA CIÊNCIA DE CRISTO JESUS (Santa Rosa de Lima, virgem)
O Senhor Salvador levantou a voz e com incomparável majestade disse: “Saibam todos que depois da tribulação se seguirá a graça; reconheçam que sem o peso das aflições não se pode chegar ao cimo da graça; entendam que a medida dos carismas aumenta em proporção da intensificação dos trabalhos. Acautelem-se os homens contra o erro e o engano; é esta a única verdadeira escada do paraíso e sem a cruz não há caminho que leve ao céu”. Ouvindo estas palavras, penetrou-me um forte ímpeto como de me colocar no meio da praça e bradar a todos, de qualquer idade, sexo e condição: “Ouvi, povos; ouvi, gentes. A mandado de Cristo, repetindo as palavras saídas de seus lábios, quero vos exortar: Não podemos obter a graça, se não sofrermos aflições; cumpre acumular trabalhos sobre trabalhos, para alcançar a íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita felicidade da alma”. O mesmo aguilhão me impelia a publicar a beleza da graça divina; isto me oprimia de angústia e me fazia transpirar e ansiar. Parecia-me não poder mais conter a alma na prisão do corpo, sem que, quebradas as cadeias, livre, só e com a maior agilidade fosse pelo mundo, dizendo: “Quem dera que os mortais conhecessem o valor da graça divina, como é bela, nobre, preciosa; quantas riquezas esconde em si, quantos tesouros, quanto júbilo e delícia! Sem dúvida, então, eles empregariam todo o empenho e cuidado para encontrar penas e aflições! Iriam todos pela terra a procurar, em vez de fortunas, os embaraços, moléstias e tormentos, a fim de possuir o inestimável tesouro da graça. É esta a compra e o lucro final da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que lhe adviriam talvez, se conhecessem a balança, onde são pesados para serem distribuídos aos homens”. (Dos Escritos de Santa Rosa de Lima, virgem – Ad medicum Castilo: edit. L. Getino, La Patrona deAmérica, Madrid 1928, pp. 54-55 – Séc. XVI). “Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33). #Cristologia #Santos
- Miguel Cerulário nas Origens do Cisma Greco-Bizantino (1054)
James Likoudis Tradução: http://www.jameslikoudispage.com/Ecumenic/pamiccer.htm Não pode haver dúvida de que o mais sério e lamentável cisma na história da Igreja de Cristo é o da divisão que existe entre a Igreja Católica e o conjunto das Igrejas Ortodoxas Orientais do Rito Bizantino. Houve, é claro, grandes cismas anteriores que destruiriam a unidade da Igreja no Oriente que ocorreu com a expansão da heresia nestoriana após a rejeição pela Igreja Assíria do Concílio de Éfeso (431 dC) e também a disseminação da heresia monofisita entre os egípcios (copta), etíopes, sírios e armênios com a rejeição do Concílio de Calcedônia (451 dC). Vemos, portanto, grandes partes da cristandade oriental que, por volta do ano de 1054 d.C., não estavam mais em comunhão com Roma ou Constantinopla, as duas Sés mais importantes do grande corpo eclesiástico chamado Igreja Católica. Este esmagador grande corpo viu seus 5 grandes patriarcados (Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém) lutando para preservar a ortodoxia doutrinal proclamada pelos primeiros 7 Concílios Ecumênicos (todos mantidos no Oriente) com patriarcas heréticos rivais competindo pelo controle de Alexandria e Antioquia. As tensões entre as partes oriental e ocidental da Igreja Católica já eram sentidas nos séculos anteriores a 1054, à medida que as diferenças linguísticas, políticas e culturais se tornavam exacerbadas por divergências eclesiásticas que abordavam questões doutrinais e dogmáticas, revelando-se nas controvérsias envolvendo o patriarca de Constantinopla Miguel Cerulário (1043-1058). Quem foi Miguel Cerulário? Além do famoso Patriarca Fócio do 9º Séc que esteve envolvido em várias disputas com os francos e desenvolveu o caso teológico greco bizantino clássico contra a doutrina “Filioque” acerca do Espírito Santo, Cerulário é talvez o mais conhecido dos patriarcas medievais de Constantinopla precisamente porque por gerações ele estaria associado com a famosa data 1054 marcando um suposto cisma formal entre Roma e Constantinopla. Como um historiador moderno observou, Cerulário foi “talvez o prelado mais ambicioso e mais forte da história bizantina”. Dos relatos deixados por seu contemporâneo Miguel Psellos, fica claro que o caráter de Cerulário era caracterizado por uma “reserva selvagem, vingativa e orgulho ilimitado” e que se comportava como se “ele ocupasse o primeiro lugar na cristandade” (1). No entanto, ele iria se provar mais um político do que um homem da igreja, e um que desprezava e odiava os latinos.Veremos que 1054 não resultou em um cisma formal com Roma, mas envolveu uma séria ruptura com outros patriarcas orientais que seguiriam a liderança de Constantinopla, não mais celebrando o papa nos dípticos e depois quebrando a comunhão visível com o Sucessor de Pedro. É no final do século XIII, com a rejeição do Concílio da Reunião de Lyon (1274), que grande parte da Igreja Grega Bizantina claramente já não estava em plena comunhão com Roma. Para muitos dos bizantinos, os latinos (os “franceses” e “italianos”) eram selvagens, bárbaros, cismáticos e hereges. O Patriarca Miguel Cerulário não veio dos círculos eruditos que floresceram na Cidade Imperial, nem parece que ele tinha uma verdadeira vocação monástica, embora ele certamente fosse um monge na época em que foi entronizado em 25 de março de 1043 como o “patriarca ecumênico”. “, ou seja, o patriarca imperial. Ele já havia se envolvido em uma trama política contra o imperador Miguel IV, aparentemente esperando substituí-lo no trono imperial. Ele pode ter se tornado um monge para escapar da punição por traição. Companheiro conspirador e amigo, Constantino IX Monomaco fez dele o protosyncellus (primeiro secretário) do patriarca Aleixo. Após a morte de Aleixo, Cerulário tornou-se patriarca, cumprindo assim seu desejo de longa data de uma carreira elevada na Igreja. Ao longo de sua longa vida, Cerulário provou ser “arrogante e orgulhoso” em dedicar suas energias a exaltar o prestígio e o poder do patriarcado bizantino. Ele tentou colocar as Igrejas Monofisitas separadas sob seu controle, considerando-se superior aos três patriarcas orientais, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Suas ambições políticas. além disso, levou-o a cometer um dos pecados imperdoáveis considerados por seus companheiros bizantinos, a saber, críticas à política imperial, enquanto enfatizava a superioridade de sua posição como patriarca imperial com o direito de reprovar e disciplinar os imperadores. Ele parece não apenas ter confundido as esferas da autoridade imperial e patriarcal, mas foi visto usurpando alguns dos símbolos da hierarquia imperial, como o uso de sapatos roxos!Todos os quatro governantes durante o seu patriarcado (Constantino IX, Teodora, Miguel VII, Isaac I) consideraram a atitude e as atividades de Cerulário perturbadoras e intoleráveis. Eles o encontraram competindo com o Imperador pelas lealdades do povo de Constantinopla que, na verdade, o considerariam como uma figura mais popular do que o Imperador, e como veremos, o defensor da ortodoxia contra os “azimitas” latinos. Teoria política bizantina das relações Estado-Igreja Deve ser lembrado aqui que “Na mente bizantina, a idéia de uma superioridade geral do sacerdócio sobre o imperium era incrível e antinatural”(2). Contraste isso com a eclesiologia do grande pontífice romano da época, o Papa São Leão IX e outros clérigos reformadores gregorianos no Ocidente que insistiram na superioridade do poder espiritual sobre o poder temporal a fim de proteger a liberdade e a independência da Igreja. Como observou o historiador Michael Angold em relação à mentalidade bizantina sobre as relações entre Estado e Igreja, o imperador dominou a administração da Igreja e não fez distinção entre jurisdição eclesiástica e política. De fato, a interferência em qualquer um deles foi encarada como um ato de traição. O historiador bizantino Milton V. Anastos observou ainda a teoria política bizantina do “poder absolutista do imperador bizantino”. Não pode haver dúvida de que o Imperador “dominou e controlou toda a vida do Império em suas manifestações mais significativas … e até mesmo exerceu controle sobre o dogma” (3). Cerulario com suas ambições imperialistas eram compartilhadas na convicção comum de seus contemporâneos: “O patriarca pode muito bem ter considerado o povo de Constantinopla como uma ‘plebs sancta’. Os [bizantinos] eram o novo Israel: eles eram os cidadãos de uma cidade guardada pela Mãe de Deus. Constantinopla como a Nova Sião era um popular tema de meados do século XI ” (4). Os eventos climáticos de 1053 e 1054 “não podem ser verdadeiramente entendido sem a lembrança constante da posição do Papa [São Leão IX] durante eles. Quando as primeiras ações hostis de Cerulário chamaram sua atenção, ele era um prisioneiro nas mãos dos normandos. Quando aconteceu seu maior clímax, ele estava morto … Papa São Leão IX, mais do que qualquer outro homem, trouxe à existência a cristandade ocidental renovada, reformada, espiritualmente revigorada que criou as glórias da Alta Idade Média, mas por causa da ruptura que levou ao cisma não incluiu o Oriente de língua grega com toda a sua rica herança cristã ” (5). Deve-se notar, incidentemente, que nas Cartas do Papa ao patriarca Miguel Cerulário, são encontradas poderosas afirmações da jurisdição universal do Sucessor de Pedro sobre toda a Igreja, Oriental e Ocidental. No final de 1052, o latino-bizantino governador do sul da Itália, Argyros (ele era lombardo), propôs uma aliança bizantino-papal contra os normandos que punham em risco a recuperação bizantina da Sicília dos árabes. Os bizantinos tentavam recapturar a ilha, e Cerulário, sempre inclinado contra os latinos e violentamente contrário a Argyros, que ele considerava um inimigo, estava determinado a se opor à aliança e fortalecer sua própria autoridade eclesiástica na Itália bizantina (que havia sido tirada de Jurisdição papal no século VIII). Aprendendo que os normandos estavam substituindo os costumes litúrgicos gregos pelos latinos na Itália bizantina, Cerulário ordenou que todas as igrejas e mosteiros de rito latino em Constantinopla seguissem a prática litúrgica bizantina celebrando a Eucaristia em pão fermentado. Se eles não cumprissem, deveriam ser fechados, até mesmo a capela do legado papal. Houve relatos de que o chanceler de Cerulário, Nicéforo, abrira os tabernáculos latinos e pisoteava a Sagrada Eucaristia porque era consagrada em pão sem fermento. Esta não foi a primeira vez que a intolerância greco-bizantina aos costumes e tradições latinas incomodou a cena eclesiástica entre Roma e Constantinopla. Isso ocorreu com sérias conseqüências durante o patriarcado de Fócio no século IX, que viu um cisma interno na igreja de Constantinopla entre os partidários do patriarca Inácio e os do patriarca Fócio. Foi esse cisma que resultou na intervenção dos papas nos assuntos internos da igreja de Constantinopla exercendo sua autoridade petrina. Também enfurecido pelas atividades dos missionários latinos no disputado território da Bulgária, Fócio discordou de cinco costumes dos latinos: 1- seu jejum no sábado; 2- comer manteiga, leite e queijo durante a primeira semana da Quaresma; 3- desprezar padres casados; 4- não reconhecer a confirmação por um padre; 5- e mais grave de tudo, mudando e corrompendo o texto do Credo adicionando a ele o “blasfemo” “Filioque” Mais tarde, Fócio aprovaria a tolerância para diferenças canônicas e rituais entre as igrejas romana e bizantina, com cada uma tendo o direito de manter seus próprios costumes valorizados herdados pela tradição. Apesar de suas brigas com Roma, ele morreu em comunhão com Roma, e deve-se notar aqui que Fócio, “um dos homens mais maravilhosos [e eruditos] de toda a Idade Média” (Fortescue, 138) não teve problemas com o ” pão sem fermento “dos latinos. Mas a intolerância litúrgica bizantina e a animosidade étnica e política só aumentariam nos anos seguintes. Escrevendo em 968 dC, o bispo alemão Liutuprando de Cremona relatou sua missão a Constantinopla sob o comando de Otão, o Grande, e do filho Otão II. Ele deu uma descrição física desagradável do imperador bizantino Nicéforo: “uma monstruosidade de um homem, um pigmeu, gordo e como uma toupeira quanto à pequenez de seus olhos; repugnante com sua barba curta, larga, grossa e meio-velha; desgraçado por um pescoço de um centímetro de comprimento; em cores como um etíope, a quem não seria agradável encontrar-se no meio da noite, com barriga extensa, esbelto de lombo, muito comprido de quadril, vestindo uma roupa cara, mas velha demais, cheirando mal e envelhecida; ousado de língua, uma raposa por natureza, em perjúrio e deitado como um Ulisses ” (6). Foi este Nicéforo que ameaçou subordinar Roma e a Igreja Romana à sua vontade imperial. O bispo alemão procedeu a relatar como “Nicéforo, sendo um homem que despreza todas as igrejas, por causa da ira em que ele abunda em sua direção [imperadores ocidentais], ordenou ao patriarca de Constantinopla que elevasse a igreja de Hydronto ao posto de diocese, e não permitisse por toda a Apúlia e Calábria, que os mistérios divinos fossem celebrados em latim, mas para celebrá-los em grego … e assim Polieucto, o patriarca de Constantinopla, escreveu um privilégio para o Bispo de Hydronto nesse sentido, que ele deveria, por sua autoridade, ter permissão para consagrar bispos em Acerenza, Tursi, Gravina, Materia e Tricarico, que, no entanto, evidentemente pertencem à jurisdição do Senhor Papa. Por que eu preciso dizer isso quando, de fato, a igreja em Constantinopla está justamente sujeita à nossa santa Igreja Católica e Apostólica de Roma “(7). Durante o patriarcado de Miguel Cerulário, teve Leão, o arcebispo bizantino de Achrida (Ochrid na atual Bulgária), que dirigiu uma carta (provavelmente por ordem de Cerulário) a João de Trani, o bispo latino da Apúlia, no qual foram atacados número de costumes latinos (o uso de pão azímo para a Eucaristia e jejum aos sábados, comer carne estrangulada e não cantar “Aleluia” durante os dias de jejum – todos os quais se dizia que constituíam superstições judaicas). O efeito da carta do bispo búlgaro era espalhar sentimentos anti-latinos entre os gregos no sul da Itália, e causar protestos do abade de Monte Cassino e do arcebispo de Bari. Depois de ler a Carta que “declarou que a Eucaristia Latina não era um sacramento genuíno” (8), o Bispo João a enviou ao cardeal Humberto da Silva-Candida (o ex-“Arcebispo de toda a Sicília”), que estava entre os poucos que podiam ler grego e quem a traduziu, mostrando ao papa que dirigiu o cardeal Humberto para redigir uma resposta que deveria enfocar o primado papal e tentar aplacar algumas queixas bizantinas: “Em Roma e fora de Roma, igrejas gregas e mosteiros estão presentes, e ninguém os impede de seguir seus ritos e costumes tradicionais. Muito pelo contrário, eles são aconselhados e encorajados a observá-los.” Infelizmente, como o historiador católico Warren H. Carroll também observou, em alguns pontos, a Carta elaborada pelo Cardeal Humberto. “desceu à pura polêmica e ameaça … Humberto, apesar de ser um homem de motivação muito mais nobre que Miguel Cerulário, era ainda mais veemente, precipitado e teimoso do que o ambicioso Patriarca. Ele tinha muito mais zelo do que discernimento” (9). Como os eventos provariam, ele também era o homem errado para se envolver em delicadas negociações e enviar a fatal embaixada a Constantinopla, o que resultaria em excomunhões mútuas entre o patriarca e os legados romanos. A campanha anti-latina de Cerulário continuou enviando aos outros patriarcas orientais um tratado do monge estudita Nicetas Stethatos (“Stethatos” que significa “corajoso”, mas que o cardeal Humberto daria o apelido “Pectoratus” significando “a besta que rasteja em sua barriga”). Nicetas (obviamente um membro dos extremistas anti-latinos na capital) procedeu a denunciar tais “enfermidades horríveis” como pão azímo, jejum no sábado, comer carnes estranguladas, não cantar o Aleluia e celibato (este último ponto foi especialmente ofensivo para um papa que se destacava pela defesa do celibato do clero com toda a sua força) (10). A educada referência de Nicetas aos latinos como “a mais sábia e nobre das raças” foi seguida pela aplicação das palavras de São Paulo: “cães, maus operários, cismáticos, hipócritas e mentirosos”. Disputas e queixas Foi a disputa sobre o pão eucarístico que levou o Papa Leão IX a enviar a Constantinopla uma pequena legação liderada pelo cardeal Humberto, que “era por natureza combativo e esperava que qualquer patriarca de Constantinopla fosse desonesto e indigno de confiança”(11). Ele foi assistido por Frederico, chanceler da Igreja Romana, e por Pedro, arcebispo de Amalfi. Humberto levou consigo o aviso de excomunhão do patriarca, caso não se arrependesse, mas o texto final parece ter sido feito em Constantinopla, provavelmente pelo próprio Humberto). Antes de chegarem à capital imperial, os legados papais haviam conferido com o general bizantino Argyros encarregado de defender o sul da Itália. Ele merecera a gratidão do imperador por salvar sua vida, mas por ser do rito latino que o fizera inimigo do patriarca, não só por insistir numa aliança bizantino-papal à qual Cerúlio se opunha vigorosamente, mas também por insistir, enquanto em Constantinopla, no caso dos pãos sem fermento. Cerulario até o recusara a Sagrada Comunhão várias vezes por não ter abandonado o rito latino. Argyros deve ter assegurado os legados do apoio do imperador. Quando os legados chegaram ao Capitólio, eles pagaram a devida deferência ao Imperador, mas ficaram ofendidos quando Cerulário declarou que os receberia apenas sob a condição de que eles tomassem seus lugares atrás de todos os metropolitas e fizessem reverência a eles. Os legados enfurecidos recusaram-se a pagar qualquer deferência a ele, simplesmente entregaram a carta papal dirigida a ele e partiram. Cerulário notou ao seu alarme que o selo havia sido quebrado. Suspeitava que a carta não fosse um texto autêntico do papa e, acreditando que seu velho inimigo Argyros estava conspirando com o cardeal Humberto para atacá-lo pessoalmente, declarou a carta uma falsificação de Argyros. Neste momento, o cardeal Humberto pensou que seria um movimento efetivo “debater a questão do uso de pão sem fermento ao ar livre”, envolvendo sua “pena de fumar” em uma violenta guerra de panfletos com Nicetas Stethatos, que era um discípulo do místico Simeão, o Novo Teólogo, e que escreveu um tratado refutando um dos escritos de Humberto. A resposta de Humberto não é moderada. Ele escreve tão violentamente quanto qualquer bizantino e acumula epítetos abusivos. Nicetas não é um monge, mas um epicurista, que deve viver em um circo ou bordel, um cachorro, um cínico abominável, e é feito da mesma coisa que os maometamos. Por mais incrível que pareça, essa língua converteu Nicetas, que publicamente retraiu seu livro e amaldiçoou todos os inimigos da Igreja Romana, tornando-se, como disse Humberto, “daqui em diante nosso amigo”. O Imperador [Constantino] o fez fazê-lo “(12). Cerulário agora se recusava a ver ou lidar com os legados e não teria mais nada a ver com eles. Humberto notou que Cerulário havia tirado o nome do papa de seu díptico e considerou isso como uma quebra de comunhão com Roma e cisma. Gratificado com sua vitória sobre Nicetas, o cardeal Humberto errou, porém, levantando a questão do Filioque em sua disputa com Nicetas Stethatos. O imperador ficou profundamente perturbado, até mais do que depois de ler as acusações contra Cerulário nas cartas papais. Ele não queria um cisma no mínimo; ele não se importava com o tipo de pão que os latinos usavam, nem com o que comem no sábado, ele queria que o papa o ajudasse a lutar contra os normandos (13). Ele pediu uma explicação sobre esta nova edição do “Filioque”. O cardeal deu-a por escrito antes de 24 de junho de 1054 seu opúsculo sobre a Processão do Espírito Santo, onde citou um discurso do Papa Leão IX em defesa do “Filioque” dado no Concílio de 1053 de Bari. O Cardeal erroneamente acusou os gregos de reprimir o “Filioque” no Credo, enquanto os latinos o acrescentaram ao Credo. Ele, assim, reviveu a antiga briga do 9º Séc empreendida pelo patriarca Fócio contra a “heresia” do “Filioque”, mas que os bizantinos haviam esquecido completamente. Cerulário, que não era nenhum teólogo, confessou que nem sequer tinha conhecimento desta questão doutrinal, mas após a condenação sinodal dos legados por sua ação teatral na grande igreja de Santa Sofia, os escritos de Fócio foram desenterrados para começar mil anos de polêmica contra a doutrina católica da Processão Eterna do Espírito Santo do Pai e (ou através) do Filho. Curiosamente, na nota teológica anexada à condenação sinodal de 24 de julho dos legados papais que vieram do Ocidente (“a região das trevas”), não há menção da tese focista de que o Espírito Santo procedia apenas do Pai. Apenas afirmava a doutrina bíblica tradicional de que o Espírito procedia do Pai. O que é absolutamente surpreendente é o completo silêncio do sínodo permanente sobre o uso latino de Azímos, que foi a disputa teológica central do período e a “causa celebre” para provar os hereges latinos e estranhos à ortodoxia. A cena dramática no altar de Santa Sofia (16 de julho de 1054) Exasperado além da medida por seu fracasso em obter o apoio do clero da cidade imperial contra o patriarca que ele procurava desacreditar e ciente da crescente hostilidade do povo, o cardeal Humberto deu o último passo. Em 16 de julho de 1054, às 9 horas, a hora em que a sagrada liturgia estava prestes a começar na presença de todo o clero e povo, os legados avançaram em direção ao altar da magnífica igreja de Santa Sofia e solenemente colocaram a sentença de excomunhão contra Miguel Cerulárioe seus partidários. Então eles partiram, sacudindo a poeira de seus pés e declarando: “Videat Deus et judicat” (Que Deus seja nossa testemunha e nosso juiz!). A ação dos legados tem sido caracterizada, e com razão, como grosseiramente equivocada e exagerada em atribuir várias heresias aos seguidores bizantinos do patriarca, e como arrogante, vergonhosa, um esforço desperdiçado, e resultando apenas em uma animosidade mais anti-latina entre os clero e pessoas. Vários historiadores resumiram bem a natureza e o conteúdo da fatídica sentença de excomunhão que Cerulário habilmente usou para fortalecer sua posição contra o embaraçado Imperador e para fomentar a fúria popular contra os legados que logo tiveram que fugir para salvar suas vidas. Depois de notar que os cidadãos e a cidade de Constantinopla eram “muito cristãos e ortodoxos”, a sentença de excomunhão declarou que Miguel havia abusado do título de patriarca, juntamente com os partidários de sua loucura, de ter semeado “uma grande quantidade do berbigão de heresias … no meio desta cidade “(14). Vale a pena examinar as acusações específicas contra o Patriarca e seus partidários: 1)Cerulário erroneamente assumiu o título de Patriarca contra a vontade da Santa Sé. Isso não era razoável – os arcebispos anteriores de Constantinopla tinham assumido o título sem objeção dos papas, embora o título de “patriarca ecumênico” tivesse sido severamente criticado desde os dias do papa São Gregório, o Grande. Na verdade, o título de “patriarca ecumênico” significava para os bizantinos não mais que o “patriarca imperial”, mas o título em grego foi mal interpretado pelo papa São Gregório Magno para significar “o universal e único bispo”, e permaneceu antipatizado pelo Papas e latinos. 2) Os defensores de Cerulário eram “simoniacos” que eram culpados de vender o dom do sacerdócio de Deus. Isso era verdade em alguns casos, e a questão era especialmente ofensiva para o cardeal Humberto, pois a própria Igreja ocidental sofria de uma simonia generalizada com o papa São Leão IX, tendo dedicado seu pontificado para erradicá-lo. 3) Eunucos foram feitos sacerdotes e bispos em Constantinopla, alguns até deliberadamente castrados para garantir que eles se tornassem padres ou bispos. Isso foi verdade. 4) O rebatismo era requerido dos católicos de rito latino. Isso era apenas parcialmente verdade, uma aberração ocasional. 5) Os sacerdotes foram autorizados a se casar. Isso foi falso. Os sacerdotes do rito bizantino podiam se casar antes da ordenação ao diaconado, mas não podiam se casar após a ordenação ao diaconado ou ao sacerdócio. 6) A lei de Moisés foi declarada amaldiçoada. Isso foi falso. 7) Cerulário e seus seguidores haviam suprimido no Símbolo da Fé (o Credo) a processão do Espírito Santo do Pai e do Filho. Isso era falso, mas a negação bizantina da doutrina católica sobre a processão do Espírito Santo se tornaria uma questão doutrinal importante, servindo para impedir a reunião das Igrejas sobre a formalização do cisma. 8) Foi mantido que somente o pão fermentado era matéria válida para a Missa / Divina Liturgia. Isto foi infelizmente mantido por Cerulário e outros teólogos bizantinos, mas contradito por outros teólogos irênicos. 9) O batismo foi recusado aos recém-nascidos até o oitavo dia após o nascimento, mesmo se eles estivessem em perigo de morte, e isto fora de uma preocupação judaica pela pureza ritual. Isso foi falso. 10) A Sagrada Comunhão foi recusada aos homens barbados. Isso era falso, com a possível exceção de alguns extremistas rigoristas que desaprovavam os padres rapados. 11) missas de rito latino tinham sido proibidas em Constantinopla. Isso era certamente verdade e uma questão particularmente irritante para os latinos serem chamados de hereges “azimistas”. 12) Cerúlio tinha “perseguido em toda parte e em ações reais, indo ao ponto de anatematizar a Sé Apostólica em seus filhos”. Isso é falso, pois Cerulário nessa época teve o cuidado de isentar o papa de qualquer censura, preferindo considerar os legados como impostores e emissários de Argyros que forjaram a Carta do Papa. No entanto, a perseguição em questão provavelmente se referia aos ultrajes cometidos contra os “azimitas” latinos. É claro que, se o papa Leão IX tivesse visto o texto da sentença de excomunhão com seus exageros, erros e tom infeliz, jamais o teria aprovado. O papa havia morrido justamente quando a embaixada chegou à cidade imperial e não pôde impedir os consequentes escândalos e danos resultantes das relações latim / bizantinas. Cerulario queimou o aviso de excomunhão e presidiu um sínodo que procedeu a condenar os legados impostores em frases retiradas da famosa Carta Encíclica de Fócio aos patriarcados orientais. Uma década e meia antes, em suas brigas com os francos, Fócio havia declarado os latinos “homens ímpios” e os comparava a “javalis selvagens”, turvando as águas puras da verdadeira religião. Cerulário não apenas renovou as queixas litúrgicas e doutrinárias (especialmente as relativas ao Filioque), mas acusou falsamente os legados de condenar todo o mundo ortodoxo. Em sua 2ª carta a Pedro, patriarca irênico e tolerante de Antioquia, Cerúlio procurou claramente justificar sua renovada campanha contra os latinos proferindo várias falsidades, inclusive a mentira de que o nome do papa não aparecera nos dípticos bizantinos desde o Sexto Concílio Ecumênico. (680). Ele acumulou mais queixas do que as tradicionais (Azímos, jejum aos sábados e celibato), acrescentando questões como cortar as barbas, comer alimentos impuros, os latinos dizerem o Filioque no Credo, e recusarem-se a venerar as relíquias do Santos ou rezar aos grandes Padres Gregos da Igreja. Pedro concordou com o Filioque, mas refutou outras acusações insensatas, pedindo paciência e compreensão com os latinos que “são nossos irmãos” e de quem “não devemos esperar desses bárbaros as mesmas maneiras que encontramos entre nosso povo civilizado”. Ele prosseguiu, profeticamente, para pleitear com Cerulário: “Eu imploro, eu te imploro, e em espírito eu abraço seus pés sagrados e imploro a sua Beatitude Divina para que se afaste e se acomode às circunstâncias. Pois é de se temer que você, ao tentar curar essas diferenças, possa somente fazer um cisma, que é pior, e que ao tentar elevá-los você possa causar uma grande calamidade … Eu não pedirei mais do que a correção do Credo … Considere o que certamente aconteceria se aquela primeiro grande Sé Apostólica fosse dividida de nossas igrejas sagradas – a iniqüidade se espalharia por toda parte, e o mundo inteiro seria perturbado, os reinos de toda a terra seriam abalados, em toda parte haveria muito sofrimento, em toda parte lágrimas “(15). Revisões Históricas Pode-se dizer que o distinto historiador J.M. Hussey resume nas seguintes palavras os fatos lamentáveis que cercam os eventos de 1054: “Visto em sua estrutura histórica, os eventos de 1054 foram, em certo sentido, ampliados em todas as proporções. É verdade que na época havia uma grande força de sentimento em ambos os lados. Basta olhar os documentos para perceber a deliberada provocação e descortesia entre si tanto de Humberto como de Cerulário … No entanto, a posteridade leu nesse episódio dramático “um cisma formal” que ainda não existia. O que a briga fez foi voltar à superfície mais uma vez diferenças de doutrina e de costume que há muito tempo havia sido reconhecido e que deveria ser exagerada e trabalhada na amarga polêmica da Idade Média posterior, mas essa época ainda não havia chegado. Quando os legados romanos haviam partido em julho de 1054, sem dúvida pensava-se que as relações normais entre Roma, Constantinopla e a Cúria acabariam por ser retomadas – particularmente vital neste momento, uma vez que o papa poderia ser um fator importante em uma situação política difícil. A Amargura engendrada pelo movimento de cruzada latina e seu culminar em [o saque de Constantinopla] em 1204 “… [e consequente rejeição do Concílio de Reunião de 1274] que” o verdadeiro cisma ocorreu “(16). O Dr. Hussey afirmou que: “A disputa de Humberto-Cerulário praticamente não causou impacto na sociedade bizantina e dificilmente é mencionada nos escritos contemporâneos.” Similarmente, outros historiadores modernos concordam que a comunhão visível entre Roma e outros patriarcas bizantinos e Séculos continuou por algum tempo depois de 1054. Quando o imperador Aleixo em 1089 inquiriu sobre a documentação do Sínodo permanente, a evidência de quando a Igreja de Roma se separou da igreja bizantina, e exatamente quando o nome do papa foi removido dos dípticos, nenhuma atestação foi dada. O historiador da Igreja G. Every um escreveria: “O cisma entre gregos e latinos na Palestina deve ser colocado depois de 1187, quando a cidade sagrada foi perdida para o Reino Latino … e em Alexandria certamente após 1190, o ano da correspondência entre Marcos de Alexandria e Teodoro Balsamon em condições de comunhão para os latinos nas igrejas orientais, provavelmente depois de 1215, quando o patriarca Nicolau foi representado no Concílio de Latrão. O cisma em Antioquia, por outro lado, data de 1100, mas foi de um tipo que não impediu que os latinos recebessem um patriarca grego, não só em 1166, mas tão tarde quanto 1206. Não foi, portanto, um cisma entre gregos e latinos, mas entre partidos pró e anti-latinos entre gregos e sírios, nos quais, de vez em quando, o partido se opunha. Para o patriarca latino, pode-se recorrer aos serviços dos nobres latinos, até mesmo o cisma entre Roma e Constantinopla era de um tipo que não excluía as comunicações espirituais entre os gregos sob os latinos na Itália e gregos do patriarcado bizantino, ou entre os latinos em Constantinopla e Monte Atos e os gregos das igrejas locais “(17). A disputa entre duas cabeças quentes não resultou em um cisma formal, mas sim na suspensão das relações entre as duas grandes sés da cristandade. A situação confusa por algum tempo constituiu o que os teólogos chamam de “cisma material” (isto é, os cristãos separados permaneceram unidos ou ligados à Igreja porque continuaram a professar a fé ortodoxa e não tinham culpa pela separação). Isso duraria até Isso duraria até que questões doutrinárias como a Primazia Romana e a Processão do Espírito Santo se mostrassem muito mais intratáveis do que a controvérsia sobre o pão sem fermento na Eucaristia, e levassem ao cisma formal que continua existindo até nossos dias. Na medida em que Cerulário parece ter tentado impedir a reconciliação entre latinos e gregos, exacerbou a disputa teológica sobre o uso de pão sem fermento para a Eucaristia e reviveu todos os argumentos do patriarca Fócio sobre o ” Filioque “, ele carrega a maior parte da culpa pelo que os católicos viriam a chamar o” cisma bizantino-grego “. O escritor ortodoxo russo John Erickson afirmou: “Foi ele [Cerulário] quem lucrou com a hostilidade étnica criada por um século de atrito político e cultural levantado [até mais do que o patriarca Fócio anterior] como um muro intransponível entre Roma e as diferenças teológicas, disciplinares e litúrgicas do Oriente Bizantino, muitas delas pueris e tolas … Para a maioria dos clérigos bizantinos dos séculos XI e XII, o principal ponto de desacordo com os latinos não era primazia papal ou filioque, mas o uso de pão levedado na Eucaristia. Antioquia escreveu: “A principal e principal causa de divisão entre eles e nós é na questão dos azímos… A questão dos azímos envolve, em resumo, toda a questão da verdadeira piedade”.(João IV Oxite, De Azymes 2, no início do século XII) (18) Conclusão Não se pode enfatizar suficientemente o dano causado à Unidade da Igreja pela fixação de Cerulário na “heresia” do uso de pão sem fermento. Por séculos e até mesmo entre alguns Ortodoxos Orientais até hoje, “os latinos, por manterem uma Eucaristia diferente, não participaram do mesmo Corpo de Cristo e, portanto, não fizeram parte da mesma Igreja” (19). Com Cerulário e seu partido anti-latino, desencadeou-se uma enxurrada de polêmicas subjacentes, que podem ser vistas como o começo de um verdadeiro eclipse da Primazia Romana no Oriente e uma disputa violenta a respeito da Processão do Espírito Santo. Entre os bizantinos, como pode ser visto na 2 ª carta a Cerulário por Pedro de Antioquia, já aparece uma teoria exagerada da Pentarquia na Igreja onde a Igreja era governada por um governo da maioria dos 5 patriarcados (com os 4 patriarcados orientais dominados pelo “patriarca ecumênico da cidade imperial” como “defensor da ortodoxia”. Vemos, portanto, como o legado de Cerulário não envolveu um ataque direto à autoridade petrina do papa, mas envolveu a acusação de heresia contra os azimitas (latinos) com as conseqüências mais sérias para o futuro. A “gentileza favorita” (gentileza) de Cerulário para a Eucaristia Latina era “lama seca” (20). Nas negociações que ocorreram em 1234 no Nyphaeum entre latinos e gregos, um arcebispo grego respondeu a uma pergunta do latino: “Você pergunta se o Corpo de Cristo pode ser efetuado em azímos, e nós respondemos que é impossível”. Quando perguntado mais, “Quanto ao que você disse – que é impossível – é ‘de jure’ impossível ou absolutamente impossível?” O grego respondeu que era “absolutamente impossível” (21). Foi em tal falsa doutrina sobre “pão sem fermento” que o cisma mais trágico e irracional da história cristã foi fundado e alimentado. Referências
- A FACE QUE MAIS SE ASSEMELHA À DE CRISTO
A FACE QUE MAIS SE ASSEMELHA À DE CRISTO Na linguagem do novo testamento, o substantivo Face tornou-se quase um termo técnico para designar uma pessoa. Esse termo já aparece na história da criação, em que, de acordo com a tradução grega. “Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou-lhe na Face [prosopon] o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente” (Genesis 2,7). Em toda linguagem bíblica, e até mesmo nas linguagens modernas, “face a face” é um modo de dizer de pessoa para pessoa (santo Atanásio, orações contra os Arianos). a benção que Arão foi instruído a pronunciar para o povo de Israel empregava esse termo vocábulo na acepção de Deus: “o Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz”. Mas o Deus de Israel, ao contrário de todos os Ídolos pagãos, não possui a forma nem rosto para resplandecer sobre ninguém, ir a atribuição antropomórfica de uma Face (ou rosto) a Deus poderia apenas se referir à relação especial consolidada pelo pacto entre ele e o povo de Israel. Quando o Novo Testamento procura afirmar a continuidade desse pacto, ao mesmo tempo que o estende para Além do povo de Israel, ele relata como “Deus, que disse das Trevas resplandecesse a luz, I can’t resplandeceu em nossos corações para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo”. Portanto, a face de Jesus Cristo era encarada como a divina resposta à oração do Salmo “Quando disseste: “meu coração diz a teu respeito: procura sua face”(Salmo 27/28, 8). Assim, considerar Maria como mediadora parecia uma extensão válida desse conceito. São Bernardo de Claraval e Dante Alighieri afirmar o que através da face da Virgem Maria se poderia ver a de Jesus Cristo, através de quem é o rosto de Deus se tornaria visível. VISÕES DA VIRGEM MARIA O suporte bíblico para as aparições da Virgem Maria nos tempos antigos e modernos foi derivado da proeminência das visões nas experiências religiosas e revelações pessoais descritas no velho testamento. foi por meio de Visões e revelações do Altíssimo que Abraão recebeu a promessa, aterrorizante ordem para sacrificar seu filho Isaque e, finalmente, o comando: “não estendas a mão contra o menino!”. A visão da sarça ardente que não se consumia fornecer o cenário para o arrebatado texto da Auto revelação de Deus eu sou aquele que é” (Êxodo 3, 2-14). De modo semelhante relatou o profeta Isaías: “No ano em que faleceu o Rei Uzias, vi o Senhor assentado sobre um Trono alto e elevado” (Isaías 6,1), uma visão sinistra foi-me revelada (Isaías 21, 2). outros profetas de Israel também experimentaram visões no início de suas carreiras proféticas(Amós 1,1; Obadias 1; Neemias 1,1). Com Ezequiel e Daniel, as aparições, assim como suas interpretações, comunicados ao povo ou seus governantes, se tornaram os temas centrais e decisivos de suas profecias apocalípticas (Ezequiel 11, 24; 12, 27; 37 2, 47, 1; Daniel 8,1). Poder-se-ia esperar que isso tudo terminasse com o Novo Testamento, pois este enfatizava a finalidade e a singularidade da revelação de Jesus Cristo, da qual resultou o prefeito repetido pelos profetas: “e veio a palavra do senhor”, frase utilizada por João Batista em que na verdade não mais seria necessária porque a palavra do senhor se fizer a carne, e “todos os profetas e a Lei profetizaram até João” (Lucas 3,2; João 1, 14; Mateus 11,13). Contudo, talvez de modo até surpreendente, as visões que haviam se iniciado no velho testamento não cessarão no novo. De fato, o apóstolo Pedro aparece no Livro dos Atos citando a profecia de Joel com Se ela estivesse sendo cumprida naqueles dias, em sua geração: “sucederá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei do meu espírito sobre toda carne, vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão. Confira Joel 2,8. No mesmo livro do Novo Testamento, relata-se como Pedro necessitou de uma visão de alimentos impuros e proibidos para Se Curar de sua subserviência e as leis kosher (Atos 10, 9-16). Na estrada que levava a Damasco, Paulo, colega apostólico e algumas vezes adversário de Pedro, teve uma visão de Jesus Cristo que o lançou ao chão, o chegou e o converteu Ao caminho dos cristãos a quem ele perseguia, uma visão que foi seguida de outras por ele acatadas; segundo suas próprias palavras, não fui desobediente à visão celestial (atos 16, 9; 18, 9-10; 26,19). Segundo os Evangelhos, o próprio Jesus Cristo teve visões Celestiais e viu Satanás, como um raio, cair do céu (Lucas 10, 18). Durante sua agonia no Jardim do Getsêmani, apareceu um anjo que o confortável por causa da Paixão e da Morte que suportaria (Lucas 22 43). as visões da Virgem Maria sobre o nascimento de Jesus Cristo são as que possuem significado mais relevante para nós. A mais importante foi a anunciação, porém as outras também apresentam grande interesse. Foi por uma visão em um sonho que José foi dissuadido de deixá-la secretamente quando descobriu que Maria estava grávida do Menino Jesus; por outra visão ele foi avisado do plano de Herodes contra a criança que havia Nascido Para ser Rei dos Judeus e decidiu levá-lo com sua mãe para o Egito; foi ainda por outra visão que ele recebeu o aviso de que já era seguro voltar do Egito com Jesus e Maria, e dirigiu-se para Nazaré Mateus 1, 20; 2, 12- 19). Porém, o mais abrangente conjunto de visões do novo testamento é, de longe, o que aparece no último livro canônico, com frequência considerado o último a ser escrito, o livro do apocalipse. O apocalipse de João, atribuído ao Evangelista João. Depois te completado todo o Panorama de suas visões, O Profeta do Apocalipse vira não apenas alguém semelhante ao filho do homem (Apocalipse 1, 13), mas anjos, bestas e cidades celestiais, todos marchando numa dramática procissão diante da tela de seu estático e arrebatado olhar. Lê-se o seguinte, aproximadamente a meio caminho de suas visões) “ensinar o grandioso apareceu no céu: uma mulher vestida com o sol, Tendo a Lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”(Apocalipse 12, 1). Concordando ou não em se referir à Virgem Maria, Essa visão concordava também com o modo de pensar e falar sobre Maria no início da igreja e da idade média — não apenas no Oriente como também no ocidente — que ficou claro como aquela visão poderia perfeitamente servir aos propósitos da interpretação sobre Maria, pois simbolizava a mulher que fora mãe do Messias, uma vez que o interesse pelo culto à Maria se desenvolveu Apenas Mais tarde na comunidade cristã. Finalmente, quando o livro do Apocalipse foi considerado o quarto evangelho, juntamente com o Evangelho de Lucas, as imagens da Virgem como a mulher ao pé da cruz e a que deu à luz o Messias se reforçaram mutuamente . É interessante lembrar que alguns séculos mais tarde, por um processo semelhante, alguns descendentes da reforma protestante também não tiveram escrúpulos identificar o Anjo tendo um Evangelho Eterno para proclamar do livro do apocalipse com a pessoa e o ministério de Martinho Lutero (Apocalipse 14, 6-7. #mariologia #Maria #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja
- Christianae Reipublicae – Encíclica de Clemente XIII sobre os escritos anti-cristãos (1766)
Aos nossos Veneráveis Irmãos, todos os patriarcas, primazes, metropolitas, arcebispos e bispos que gozam da graça e da comunhão com a Sé Apostólica. Veneráveis Irmãos, Saudações e Bênção Apostólica. O bem-estar da comunidade cristã que nos foi confiada pelo Príncipe dos Pastores e pelo Guardião das almas nos obriga a providenciar para que a licenciosidade desacostumada e ofensiva dos livros que emergiram do esconderijo para causar ruína e desolação não se torna-se mais destrutivo à medida que se espalha triunfantemente por aí. A distorção desse erro odioso e a ousadia do inimigo aumentaram tanto, especialmente neste momento, semeando ervas daninhas entre o trigo, seja na palavra ou na escrita que, a menos que coloquemos a foice na raiz e tiremos as plantas ruins em feixes. para queimar, não demorará muito para que os espinhos crescentes do mal tentem sufocar as mudas do Senhor Sabaoth. Pois homens amaldiçoados que se entregaram a mitos e que não sustentam a fortaleza de Sião por todos os lados vomitam o veneno das serpentes de seus corações para a ruína do povo cristão pela contagiosa praga dos livros que quase nos domina. Eles poluem as águas puras da crença e destroem as fundações da religião. Eles são abomináveis em sua atividade. Secretamente sentados em uma emboscada, eles tiram flechas da alijava que eles atiram nos justos no escuro. Eles não restringiram suas mentes impuras de algo divino, sagrado e consagrado pela religião mais antiga de todos os tempos; em vez disso, em seu ataque, afiaram suas línguas como uma espada. Eles correram antes de tudo contra Deus em seu orgulho. Armados com um pescoço grosso, eles se fortaleceram contra o Todo-Poderoso. Eles levantam novamente das cinzas os absurdos dos ímpios que foram destruídos com tanta frequência. Eles negam a Deus, embora Ele se faça conhecido em todos os lugares e venha diante de seus olhos diariamente, não por causa da fraqueza de sua mente, mas apenas por insistência de sua vontade depravada. Ou então eles representam o próprio Deus como preguiçoso e indolente. Eles não respeitam a Sua providência nem temem a Sua justiça. Eles pregam com uma liberdade de pensamento detestável e insana que a origem e natureza de nossa alma é mortal, embora tenha sido criada à imagem do criador supremo, um pouco menor que os anjos. Se eles acham que a matéria foi criada ou tolamente imaginam que ela é eterna e independente das causas, eles consideram que nada mais existe neste universo. Ou então, se eles são forçados a admitir que o espírito existe com a matéria, eles excluem a alma da natureza celestial do espírito. Eles não estão dispostos a entender que nesta mesma fraqueza da qual somos formados, algo espiritual e incorruptível habita em nós. Por seu poder, sabemos, agimos, vamos, olhamos para o futuro, cuidamos do presente e lembramos do passado. Por outro lado, há outros que, mesmo julgando corretamente que a névoa dos raciocínios terrestres deve ser dissipada e a fumaça da sabedoria mundana deve ser expulsa do olho da fé iluminada, ainda se atrevem a examinar com medidas humanas os mistérios ocultos da fé que superam todo entendimento. Tendo se tornado investigadores de grandeza, eles não têm medo de serem subjugados por sua glória. Eles ridicularizam a fé de pessoas simples. Eles abrem os mistérios de Deus. Discutem precipitadamente sobre questões relativas aos assuntos mais importantes. A mente ousada do investigador toma tudo por si mesma, examina tudo, não reserva nada para a fé e priva a fé do mérito, procurando provas na razão humana. Não deveríamos também ficar zangados com aqueles que usam a indecência mais perversa da palavra e do exemplo para corromper a moral pura e estrita pelo pecado mortal, que recomendam às mentes dos desavisados uma maldita licença de vida e que causam uma perda extrema da fé? ? Então considere como eles espalham seus escritos com um certo esplendor refinado, uma agradável sedução de fala e persuasão, de modo a penetrar mais facilmente nas mentes dos leitores e infectá-los mais profundamente com o veneno de seu erro. Assim, eles dão o veneno da cobra no cálice de Babilônia para os incautos que são seduzidos e cegados por sua fala suave e, portanto, não reconhecem o veneno que os mata. Finalmente, quem pode evitar profunda tristeza quando vê o amargo inimigo ultrapassar os limites da modéstia e do devido respeito e atacar com a publicação de livros ultrajantes agora em batalha aberta, em combate dissimulado a própria Sé de Pedro que o forte redentor de Jacó tem colocado como uma coluna de ferro e como uma parede de bronze contra os líderes das trevas. Talvez eles sejam levados pelo pensamento desesperado de que, se eles quebrarem a cabeça da Igreja, eles poderão mais livremente despedaçar seus membros. 2. Portanto, uma vez que o Espírito Santo fez de vocês bispos para governar a Igreja de Deus e lhes ensinou sobre o único sacramento da salvação humana, não podemos negligenciar nosso dever diante desses livros malignos. Devemos despertar o entusiasmo de vossa devoção para que vocês, que são chamados a compartilhar em nossa preocupação pastoral, se unam para se opor a esse mal com toda a energia possível. É necessário lutar amargamente, como a situação exige, e erradicar com toda nossa força a destruição mortal causada por tais livros. A substância do erro nunca será removida, a menos que os elementos criminosos da iniqüidade queimem no fogo e pereçam. Desde que vocês foram constituídos mordomos dos mistérios de Deus e armados com a força Dele para destruir suas defesas, esforce-se para manter as ovelhas confiadas a você e redimidas pelo sangue de Cristo a uma distância segura dessas pastagens envenenadas. Pois se é necessário evitar a companhia dos malfeitores porque suas palavras encorajam a impiedade e seu discurso age como um câncer, que desolação a praga de seus livros pode causar! Bem e habilmente escritos estes livros estão sempre conosco e para sempre ao nosso alcance. Eles viajam conosco, ficam em casa conosco e entram em quartos que seriam fechados ao seu mal e decepção. Desde que foram constituídos ministros de Cristo para as nações, a fim de santificar o seu Evangelho, esforcem-se e façam tudo o que estiver ao seu alcance, tanto pela palavra como pelo exemplo, para reduzir os disparos da falsidade. Bloqueie as fontes corruptas do vício. Soem a trombeta no caso de seu líder, vocês tem que explicar as almas perdidas. Aja de acordo com a posição que vocês ocupam, de acordo com a classificação com a qual vocês estão investidos e de acordo com a autoridade que receberam do Senhor. Além disso, como ninguém poderia ou deveria evitar compartilhar esta tristeza e na medida em que há uma razão comum para que todos sofram e ajudem nesta grande crise de fé e religião, chame-os em auxílio quando for necessário a piedade consagrada pelo tempo dos líderes católicos. Explique a causa da tristeza da Igreja e desperte seus amados filhos que sempre a serviram bem em muitas ocasiões para trazer sua ajuda. Como não carregam a espada sem causa, exortem-os com a autoridade unificada do estado e do sacerdócio, a derrotar vigorosamente aqueles homens amaldiçoados que lutam contra os exércitos de Israel. É principalmente seu dever ficar como uma parede, de modo que nenhum fundamento possa ser colocado além daquele que já está posto. Vigiem o mais sagrado depósito de fé a cuja proteção vocês se comprometeram em juramento por sua solene consagração. Revele aos fiéis os lobos que estão demolindo a vinha do Senhor. Devem ser avisados para não se deixarem enredar pela esplêndida escrita de certos autores, a fim de impedir a difusão do erro por astutos e maus. Em uma palavra, eles devem detestar livros que contenham elementos chocantes para o leitor; que são contrários à fé, religião e boa moral; e que faltem uma atmosfera de virtude cristã. Manifestamos a vocês Nossa grande felicidade nesta questão que a maioria de vocês, seguindo os costumes apostólicos e defendendo energicamente as leis da Igreja, mostraram-se zelosos e atentos para evitar esta peste e não permitiram que o povo simples dormisse profundamente com serpentes. Certamente, nós que estamos angustiados e distraídos com a nossa preocupação por todas as igrejas e pela salvação do povo cristão, empenhamos-nos em nossos esforços e prometemos-lhe ajuda também em seu próprio e grave perigo. Enquanto isso, não cessaremos de pedir a Deus com profunda humildade que lhe conceda ajuda de seu lugar sagrado para desviar a astúcia do insidioso inimigo e cumprir inteiramente os deveres de seu ministério. Como penhor do resultado desejado, nós demos amorosamente nossa bênção apostólica a vocês e a seu rebanho. Dado em Roma, em Santa Maria Maior, no dia 25 de novembro de 1766, nono ano do nosso pontificado.
- Mira Circa Nos – Bula de Canonização de Francisco de Assis por Gregório IX (1228)
A Bula do Papa Gregório IX canonizando São Francisco de Assis: 1. Quão maravilhosamente considerada por nós é a compaixão de Deus! Quão inestimável é o amor pela caridade que sacrificaria um Filho para redimir um escravo! Deus não negligenciou os dons de sua misericórdia nem deixou de proteger ininterruptamente a vinha plantada por sua mão. Ele enviou obreiros para ele na décima primeira hora para cultivá-la e com suas enxadas e arados para arrancarem os espinhos e cardos, como fez Sansão quando matou 600 filisteus (Juízes 3: 31). Depois que os copiosos ramos foram podados e as raízes dos saqueadores foram arrancadas, esta vinha produzirá uma deliciosa e apetitosa fruta, capaz de ser armazenada na adega da eternidade, uma vez purificada no lagar de paciência. A maldade de fato ardia como fogo, e o coração humano esfriara, de modo a destruir o muro que cercava a vinha, assim como os filisteus atacantes foram destruídos pelo veneno dos prazeres mundanos. 2. Veja como o Senhor, quando destruiu a terra pela água, salvou o homem justo com um pedaço de madeira desprezível (Sb 10: 4), não permitiu que o cetro dos ímpios caísse sobre a sorte dos justos (Vv. 10: 4 Sl 124: 3). Agora, na décima primeira hora, ele chamou seu servo, o Bem-Aventurado Francisco, um homem segundo o seu próprio coração (ISm 13: 14). Este homem era uma luz, desprezada pelos ricos, mas preparada para o momento marcado. O Senhor enviou a sua vinha para arrancar os espinhos e cardos. Deus lançou esta lâmpada diante dos filisteus atacantes, iluminando assim sua própria terra e com sincera exortação avisando-a para se reconciliar com Deus. 3. Ao ouvir dentro de sua alma, a voz de convite do amigo Francisco, sem hesitação, surgiu e, à medida que outro Sansão se fortalecia pela graça de Deus, destruía os grilhões de um mundo lisonjeiro. Preenchido com o zelo do Espírito e agarrando a queixada de um jumento, ele conquistou não apenas mil, mas muitos milhares de filisteus (Juízes 15: 15-16) por sua simples pregação, sem adornos com as palavras persuasivas da sabedoria humana (I Cor 1:17), e feito forte pelo poder de Deus, que escolhe os fracos deste mundo para confundir os fortes (I Cor 1:17). Com a ajuda de Deus, ele realizou isto: Deus que toca nas montanhas e elas fumegam (Sl 103: 32), trazendo assim ao serviço espiritual aqueles que outrora foram escravos das seduções da carne. Pois aqueles que morreram para o pecado e vivem apenas para Deus e não para si mesmos (ou seja, cuja parte pior já morreu), fluiem dessa mandíbula um fluxo abundante de água: refrescante, purificadora, tornando frutífera a queda, opressão e sede. Este rio de água alcançando a vida eterna (Jo 7: 38), pode ser comprado sem prata e sem custo (Is 55: 1), e como ramos em toda parte seus regatos regaram a vinha cujos ramos se estendiam até o mar e seus ramos até o rio (Sl 79:12). 4. Seguindo o exemplo de nosso pai Abraão, esse homem esqueceu não apenas seu país e conhecidos, mas também a casa de seu pai, para ir a uma terra que o Senhor lhe mostrara por inspiração divina (Gen 12). Deixando de lado qualquer obstáculo que o pressionasse para ganhar o prêmio de seu chamado celestial (Fl 3:14). Conformando-se a Ele (Rm 8:29) que, embora rico, por nossa causa tornou-se pobre (II Cor 8: 9), ele desabafou-se de uma carga pesada de posses materiais, de modo a passar facilmente através do portão estreito (Mt 7 : 13). Ele desembolsou sua riqueza para os pobres, para que sua justiça pudesse durar para sempre (Sl 111: 9). Ao se aproximar da terra da visão, ele ofereceu seu próprio corpo como holocausto ao Senhor em uma das montanhas indicadas a ele (Gen 22: 2), a montanha que é a excelência da fé. Sua carne, que de vez em quando o enganara, ele sacrificou como Jefté sua única filha (Juízes 11:34), iluminando debaixo dela o fogo do amor, punindo-a com fome, sede, frio, nudez e com muitos jejuns e vigílias. Quando foi crucificado com seus vícios e concupiscências (Gl 5:24), ele poderia dizer com o apóstolo: “Eu não vivo mais, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). Pois ele realmente não viveu mais para si mesmo, mas sim para Cristo, que morreu por nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (Rm 4:25), para que não pudéssemos mais ser escravos do pecado (Rm 6: 6) Desenraizando seus vícios e como Jacó, surgindo sob o comando do Senhor (Gênesis 35: 1-11), ele renunciou à esposa, à fazenda e aos bois e a todos os que poderiam distrair os convidados para a grande festa (Lc 14: 15-20), e assumiu a batalha com o mundo, a carne e as forças espirituais da maldade no alto. E ao receber a sétima graça do Espírito e a ajuda das oito bem-aventuranças do Evangelho, ele viajou para Betel, a casa de Deus, em um caminho que ele havia traçado nos quinze passos das virtudes misticamente representadas no saltério (salmos graduais). Depois que ele fez de seu coração um altar para o Senhor, ele ofereceu sobre ele o incenso de orações devotas a serem levadas ao Senhor pelas mãos de anjos cuja companhia ele logo se uniria. 5. Mas para que ele não fosse o único a desfrutar as bênçãos da montanha, agarrando-se exclusivamente aos abraços de Raquel, como se fosse para uma vida de contemplação amável mas estéril, ele desceu para a casa proibida de Lia para liderar o deserto rebanho fértil com gêmeos (Cant 4: 2) e buscar pastos da vida (Gen 29). Lá, onde o maná da doçura celestial restitui todos os que foram separados do mundo barulhento, ele se assentaria com os príncipes de seu povo e seria coroado com a coroa da justiça. Semeando sua semente em lágrimas, ele voltaria regozijando-se levando seus feixes ao armazém da eternidade (Sl 125: 5-6). Certamente ele não procurou seus próprios interesses (Filipenses 2:21), mas aqueles de Cristo, servindo-o zelosamente como a abelha proverbial. Como a estrela da manhã no meio de uma nuvem, e como a lua cheia (Eclesiástico 50,6), ele tomou em suas mãos uma lâmpada com a qual atraiu o humilde pelo exemplo de seus atos gloriosos, e uma trombeta com o que recordou os desavergonhados com avisos severos e temíveis de seu abandono perverso. Assim fortalecido pela caridade, ele corajosamente tomou posse do acampamento midianita (Juízes 7: 16-22), isto é, o acampamento daqueles que desprezam desdenhosamente o ensino da Igreja, com o apoio dAquele que envolveu o mundo inteiro por Sua autoridade, mesmo quando ainda estava enclausurado no ventre da Virgem. Ele capturou as armas nas quais o homem bem armado confiava enquanto guardava sua casa e dividia seus despojos (Lc 11: 21-22), e levou-o cativo ao cativeiro em submissão a Jesus Cristo (Ef 4: 8). 6. Depois de derrotar o tríplice inimigo terrestre, ele violou o reino dos céus e tomou-o à força (Mt 11,12). Depois de muitas batalhas gloriosas nesta vida ele triunfou sobre o mundo, e aquele que era intencionalmente iletrado e sabiamente tolo, alegremente retornou ao Senhor para tomar o primeiro lugar antes de muitos outros aprenderem. 7. Claramente uma vida como a dele, tão santa, tão apaixonada, tão brilhante, foi o suficiente para lhe garantir um lugar na Igreja Triunfante. No entanto, como a Igreja Militante, que só pode observar as aparências externas, não pretende julgar por sua própria autoridade aqueles que não compartilham seu estado real, propõe venerar como santos somente aqueles cujas vidas na Terra mereceram tal, especialmente porque um anjo de Satanás às vezes se transforma em um anjo de luz (II Cor 11:14). Em sua generosidade, o Deus onipotente e misericordioso providenciou que o supracitado Servo de Cristo viesse e o servisse digna e louvavelmente. Não permitindo que uma luz tão grande permanecesse escondida sob um alqueire, mas desejando colocá-la em um candelabro para consolar aqueles que moram na casa da luz (Mt 5:15), Deus declarou através de muitos milagres brilhantes que sua vida foi aceitável para Deus e sua memória deve ser honrada pela Igreja Militante. 8. Portanto, uma vez que os eventos maravilhosos de sua vida gloriosa são bem conhecidos por nós devido à grande familiaridade que ele tinha conosco enquanto ainda ocupávamos um posto inferior, e já que estamos totalmente convencidos por testemunhas confiáveis dos muitos milagres brilhantes, nós e o rebanho confiado a nós, pela misericórdia de Deus, estamos confiantes de sermos assistidos na sua intercessão e de ter no céu um patrono cuja amizade desfrutamos na terra. Com a consulta e aprovação de nossos irmãos, decretamos que ele fosse inscrito no catálogo de santos dignos de veneração. 9. Decretamos que seu nascimento seja celebrado digna e solenemente pela Igreja universal no dia 4 de outubro, o dia em que ele entrou no reino dos céus, liberto da prisão da carne. 10. Por isso, no Senhor nós imploramos, admoestamos e exortamos todos vocês, nós lhes ordenamos por esta carta apostólica, que neste dia reservado para honrar sua memória, vocês se dediquem mais intensamente aos louvores divinos, e humildemente implorem a seu patronato, de modo que através de sua intercessão e méritos vocês possam ser encontrado dignos de se juntar a sua empresa com a ajuda daquele que é abençoado para sempre. Amém.
- Carta de Gregório II ao Imperador Leão III, o Isaúrico
Carta do Papa Gregório II ao Imperador Leão III (727 D.C.) Fonte: Oliver J. Thatcher e Edgar Holmes McNeal, eds., Livro de Fontes da História Medieval (New York: Scribners, 1905; reimpressão da AMS Press, 1971). Transcrito por Sean Faith. Recebemos sua carta que você nos enviou pelo seu embaixador Rufino. Estamos profundamente tristes por você persistir em seu erro, em recusar-se a reconhecer as coisas que são de Cristo e em aceitar o ensinamento e seguir o exemplo dos santos padres, dos santos operários de milagres e dos doutos instruídos. Refiro-me não apenas aos doutores estrangeiros, mas também aos do seu próprio padres. Pois quais homens são mais instruídos do que Gregório, o operário dos milagres, Gregório de Nissa, Gregório, o teólogo, Basílio da Capadócia, ou João Crisóstomo- sem mencionar milhares de outros de nossos santos padres e doutores, que, como estes, estavam cheios do espírito de Deus? Mas você seguiu a orientação de seu próprio espírito desobediente e permitiu que as exigências da situação política em sua própria corte o desencaminhassem. Você diz: “Eu sou imperador e bispo”. Mas os imperadores que foram antes de você, Constantino, o Grande, Teodósio, o Grande, Valentiniano, o Grande, e Constantino, o pai de Justiniano, que compareceu ao sexto Sínodo, provaram ser ambos imperadores e bispos seguindo a verdadeira fé, fundando e promovendo igrejas, e exibindo o mesmo zelo pela fé que os papas. Esses imperadores governaram retamente; eles mantinham sínodos em harmonia com os papas, eles tentaram estabelecer doutrinas verdadeiras, eles fundaram e adornaram igrejas. Aqueles que pretendem ser imperadores e sacerdotes devem demonstrar isso por suas obras; você, desde o início de seu governo, tem constantemente falhado em observar os decretos dos padres. Onde quer que você tenha encontrado igrejas adornadas e enriquecidas com adornamentos, você as despojou. Pois quais são nossas igrejas? Elas não são feitas à mão de pedras, madeiras, palha, gesso e cal? Mas elas também são adornadas com imagens e representações dos milagres dos santos, dos sofrimentos de Cristo, da própria mãe santa e dos santos e apóstolos; e os homens gastam sua riqueza em tais imagens. Além disso, homens e mulheres fazem uso desses quadros para instruir na fé seus filhinhos e rapazes e donzelas em flor da juventude e de nações pagãs; por meio dessas imagens, os corações e mentes dos homens são direcionados a Deus. Mas você ordenou que as pessoas se abstivessem das imagens, e tentou satisfazê-las com sermões ociosos, trivialidades, música de cachimbo e cítara, chocalhos e brinquedos, transformando-os de agradecimento à audição de contos ociosos. Você terá sua parte com eles e com aqueles que inventarem fábulas inúteis e balbuciam sobre sua ignorância. Escute conosco, imperador: abandone seu curso atual e aceite a santa igreja como a encontrou, pois questões de fé e prática não dizem respeito ao imperador, mas ao papa, visto que temos a mente de Cristo [1 Coríntios. 2:16]. A criação de leis para a igreja é uma coisa e o governo do império é outra; a inteligência comum que é usada na administração de assuntos mundanos não é adequada para o estabelecimento de assuntos espirituais. Eis que mostrarei agora a diferença entre o palácio e a igreja, entre o imperador e o papa; aprenda e seja salvo; não seja mais contencioso. Se alguém tirasse de você os adornos da realeza, suas vestes púrpura, diadema, cetro e suas fileiras de servos, você seria considerado pelos homens como básico, odioso e abjeto; mas a esta condição você reduziu as igrejas, pois privou-as de seus ornamentos e as fez sem graça. Assim como o papa não tem o direito de interferir no palácio ou de infringir as prerrogativas reais, o imperador também não tem o direito de interferir nas igrejas, nem de realizar eleições entre o clero, nem de consagrar ou administrar os sacramentos ou mesmo para participar nos sacramentos sem a ajuda de um sacerdote; que cada um de nós permaneça no mesmo chamado em que é chamado por Deus [1 Coríntios. 7:20]. Você vê, imperador, a diferença entre papas e imperadores? Se alguém te ofendeu, você confisca a casa dele e tira tudo dele, exceto a vida dele, ou você o enforca ou corta a cabeça dele, ou o bane, mandando-o para longe de seus filhos e de todos os seus parentes e amigos. Mas papas não o fazem; Quando alguém pecou e confessou, no lugar de enforcá-lo ou de cortar a cabeça, eles colocaram o evangelho e a cruz ao redor de seu pescoço e o prendem, por assim dizer, na sacristia ou na câmara do tesouro dos vasos sagrados; eles o colocam na parte da igreja reservada para os diáconos e catecúmenos; eles prescrevem para ele jejum, vigílias e oração. E depois que eles o castigaram e o disciplinaram com jejum, então eles o deram do precioso corpo do Senhor e do sangue santo. E quando eles o restauraram como um vaso escolhido, livres do pecado, eles o entregam ao Senhor puro e limpo. Você vê agora, imperador, a diferença entre a igreja e o império? Os imperadores que viveram piamente em Cristo obedeceram aos papas e não os irritaram. Mas você, imperador, desde que transgrediu e extraviou, e desde que você escreveu com suas próprias mãos e confessou que aquele que ataca o pai deve ser execrado, condenou-se por sua própria sentença e expulsou de você o Espírito Santo. Você nos perseguem e nos vexa tiranicamente com a mão violenta e carnal. Nós, desarmados e indefesos, não possuindo exércitos terrestres, convocamos agora o príncipe de todos os exércitos da criação, Cristo sentado nos céus, comandando todas as hostes de seres celestiais, para enviar um demônio sobre você; como o apóstolo diz: “entregar a um a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo” [1 Coríntios. 5: 5]. Você vê agora, imperador, a que tom de impudência e desumanidade você foi? Você levou sua alma de cabeça ao abismo, porque você não se humilharia e curvaria seu pescoço teimoso. Quando um papa é capaz, por seu ensino e admoestação, de trazer o imperador de seu tempo diante de Deus, inocente e purificado de todo pecado, ele ganha grande glória Dele no santo dia da ressurreição, quando todos os nossos segredos e todas as nossas obras são trazidos para iluminar nossa confusão na presença de seus anjos. Mas vamos nos envergonhar de vergonha, porque você terá perdido a sua alma pela sua desobediência, enquanto os papas que nos seguiram conquistaram a Deus os imperadores dos seus tempos de vida. Quão envergonhados estaremos naquele dia, que o imperador do nosso tempo é falso e ignominioso, em vez de grande e glorioso. Agora, portanto, exortamos você a fazer penitência; convertam-se e voltem-se para a verdade; obedeça a verdade como você encontrou e recebeu. Honre e glorifique nossos santos e gloriosos padres e doutores que dissiparam a cegueira de nossos olhos e nos restauraram à vista. Você pergunta: “Como foi dito sobre imagens em seis concílios?” O que então? Nada foi dito sobre pão e água, quer devesse ser comido ou não; contudo, estas coisas foram aceitas desde o começo para a presença da vida humana. Assim também ter imagens foram aceitas; os próprios papas as levaram a concílios, e nenhum cristão partiria em uma jornada sem imagens, porque elas eram possuidores de virtude e aprovados por Deus. Nós o exortamos a ser tanto imperador quanto bispo, como você se chamou em sua carta. Mas se você se envergonhar de assumir isso como imperador, então escreva a todas as regiões para as quais você ofendeu, que Gregório, o papa, e Germano, o patriarca de Constantinopla, estão em falta na questão das imagens [isto é, são responsável pela destruição das imagens], e assumiremos a responsabilidade pelo pecado, pois temos autoridade de Deus para desligae e ligar todas as coisas, terrenas e celestes; e vamos libertá-lo da responsabilidade neste assunto. Mas não, você não fará isso! Sabendo que teríamos que prestar contas a Cristo, o Senhor, por nosso ofício, fizemos o melhor que pudemos para desviá-lo de seu erro, por admoestação e advertência, mas você recuou, recusou-se a obedecer-nos, a Germano ou a nossos padres, os santos e gloriosos milagreiros e doutores, e vocês seguiram o ensino de homens perversos e iníquos que se desviam da verdade. Você terá seu lote com eles. Como já informamos, seguiremos em direção às regiões do extremo oeste, onde aqueles que estão ansiosos para serem batizados estão esperando por nós. Pois embora tenhamos então bispos e clérigos de nossa igreja, seus príncipes ainda não foram induzidos a inclinar suas cabeças e ser batizados, porque esperam ser recebidos na igreja por nós pessoalmente.Portanto, nos preparamos para a jornada na bondade de Deus, pois talvez não devêssemos prestar contas de sua condenação e de nossa fidelidade. Que Deus te dê prudência e paciência, para que sejas voltado para a verdade de que partistes; que ele novamente restaure o povo ao seu único pastor, Cristo, e ao único grupo das igrejas e prelados ortodoxos, e que o Senhor nosso Deus dê paz a toda a terra agora e para sempre a todas as gerações. Amém. Tradução: http://rbsche.people.wm.edu/H111_doc_gregoryiitoleoiii.html
- Para Anastácio, Arcebispo de Corinto [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 27]
Para Anastácio, Arcebispo de Corinto. Gregório para Anastácio, etc. Na proporção em que os juízos de Deus são insondáveis, devem ser objeto de medo da apreensão humana; de modo que a razão mortal, sendo incapaz de compreendê-los, pode por necessidade curvar-se sob eles o pescoço de um coração humilde, até o fim que possa seguir com os passos obedientes da mente, onde a vontade do Governante pode levar. Eu, então, considerando que minha enfermidade não pode alcançar o auge da Sé Apostólica, preferia ter diminuído esse fardo, para que, tendo a regra pastoral, eu não sucumbisse em ação por meio de administração inadequada. Mas, uma vez que não é para nós irmos contra a vontade do Senhor que dispõe a todos, eu obedientemente segui o caminho em que satisfez a mão misericordiosa do Governante para lidar comigo. Pois era necessário que a sua Fraternidade fosse informada, embora a oportunidade presente não tivesse ocorrido, como o Senhor havia concedido que eu, por indigno, presidisse a sé apostólica. Visto que, então, a razão exigia que isso fosse feito, e uma oportunidade tendo ocorrido através do envio a você do portador desses presentes, isto é, Bonifácio, o guardião (defensorem), temos o cuidado de não apenas oferecer à sua Fraternidade por carta bons votos de caridade, mas também para informá-lo de nossa ordenação, como acreditamos que você gostaria que fizéssemos. Portanto, que sua Caridade, por meio de uma carta em resposta, nos faça regozijar pela unidade da Igreja e pelas notícias aceitáveis de seu próprio bem-estar; até o fim, a nossa ausência física um do outro, que a distância do lugar nos faz suportar, pode se tornar como presença através do intercâmbio de letras. Nós o exortamos também, já que despachamos o supracitado portador desses presentes em certos negócios necessários para os pés do príncipe mais clemente, e já que a mutabilidade da época costuma gerar muitos obstáculos no caminho, que o sua afeição sacerdotal conferiria a ele tudo o que fosse necessário, seja na provisão de sua jornada por terra ou na busca por ele dos meios de navegação, para que, pela misericórdia de Deus, pudesse ser capaz de realizar sua jornada planejada mais rapidamente.
- A Anastácio, Patriarca de Antioquia [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 26]
A Anastácio, Patriarca de Antioquia. [O começo desta epístola é o mesmo da epístola VII para o mesmo Anastácio, na medida em que as palavras “ficam na margem da virtude”; após o qual continua como segue.] Mas, quanto a você me chamando de boca e lanterna do Senhor, e alegando que eu ganho muitos falando, e sou capaz de dar luz a muitos, confesso que você me trouxe a um estado de maior dúvida em minha estimativa de mim mesmo. Pois considero o que sou e detecto em mim mesmo nenhum sinal de tudo isso. Mas também considero o que você é, e não acho que você possa mentir. Quando, então, eu acreditaria no que você diz, minha enfermidade me contradiz. Quando eu disputava o que é dito em meu louvor, sua santidade me contradiz. Mas eu lhe rogo, homem santo, vamos chegar a algum acordo nesta nossa competição, que, embora não seja como você diz, pode ser assim porque você diz isso. Além disso, eu tenho dirigido minha epístola sinodal a vocês, como aos outros patriarcas, seus irmãos; na medida em que comigo você é sempre o que lhe foi concedido para ser pelo dom do Deus Todo-Poderoso, sem levar em conta o que você não é considerado pela vontade dos homens. Eu dei algumas instruções para Bonifácio, o guardião (defensori), que é o portador desses presentes, para ele se comunicar com a sua santidade em particular. Além disso, enviei-lhes as chaves do abençoado apóstolo Pedro, que ama vocês, que costumam brilhar com muitos milagres quando colocados nos corpos de pessoas doentes.
- A João, Bispo de Constantinopla e demais Patriarcas [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 25]
A João, bispo de Constantinopla e os outros patriarcas. Gregório, para João de Constantinopla, Eulácio de Alexandria, Gregório de Antioquia, João de Jerusalém e Anastácio, ex-patriarca de Antioquia. Um paribus. Quando eu considero como, indigno como eu sou, e resistindo com toda a minha alma, fui compelido a carregar o fardo do cuidado pastoral, uma escuridão de tristeza vem sobre mim, e meu coração triste nada mais vê que sombras que não permitem nada ser visto. Pois para que fim é um bispo escolhido do Senhor, além de para ser um intercessor pelas ofensas do povo? Com que confiança, então, posso vir como intercessor pelos pecados dos outros diante dEle, diante dos quais não estou seguro dos meus? Se, por acaso, alguém me pedisse para ser seu intercessor com um grande homem que estivesse furioso contra ele, e para mim mesmo desconhecido, eu deveria responder imediatamente, não posso ir interceder por você, não tendo nenhum conhecimento desse homem de familiaridade com ele. Se então, como homem com homem, devo corar adequadamente para me tornar um intercessor de alguém em quem eu não tinha direito, quão grande é a audácia de obter o lugar de intercessor para o povo com Deus, cuja amizade eu não tenho certeza de pelo mérito da minha vida! E neste assunto eu acho uma causa ainda mais séria de alarme, já que todos nós sabemos bem que, quando alguém que está desfavorável é enviado para interceder com uma pessoa indignada, a mente deste é provocada a uma severidade ainda maior. E estou com muito medo de que a comunidade dos crentes, cujas ofensas o Senhor até agora suportou com indulgência, pereça através da adição da minha culpa à deles. Mas, quando de uma forma ou de outra eu suprimo esse medo, e com a mente consolada me entrego aos cuidados do meu ofício pontifício, sou dissuadido pela consideração da imensidão dessa mesma tarefa. “Pois, de fato, considero comigo que cuidado atento é necessário para que um governante seja puro em pensamento, chefe em ação, discreto em guardar silêncio, proveitoso em fala, próximo de todos em simpatia, exaltado acima de tudo em contemplação, companheiro de bons viventes através da humildade, inflexível contra os vícios dos malfeitores pelo zelo pela justiça. “Todas as coisas que quando eu tento procurar com investigação sutil, a própria amplitude da consideração me cativa nos detalhes. Pois, como já disse, há necessidade do maior cuidado de que “o governante seja puro em pensamento, etc.” [Uma longa passagem, começando assim e terminando com “além do limite da ordem”, é encontrada também no Regula Pastoralis, Pt. II. CH. 2, que ver.] Mais uma vez, quando me refiro a considerar as obras exigidas do pastor, peso dentro de mim mesmo que intenção deve ser tomada para que ele seja “o chefe em ação, até o fim que, vivendo, ele possa apontar o caminho da vida para aqueles que são postos debaixo dele, etc. ” [Veja Reg. Past, Pt. II. CH. 3, até o fim.] Mais uma vez, quando penso em assumir o dever do pastor quanto à fala e ao silêncio, ponho dentro de mim com tremor cuidado o quanto é necessário que ele seja discreto em guardar silêncio e ser proveitoso na fala, “para que ele não diga o que deve ser suprimido ou suprimir o que deve ser dito, etc. ” [Veja Reg. Past, III, 4, para “manter a unidade da fé”.] Novamente, quando penso em que tipo de homem o governante deveria ser em simpatia, e o que em contemplação, eu pesei dentro de mim que ele “deveria ser um próximo de cada um em simpatia, e exaltado acima de tudo em contemplação, até o fim que através das entranhas da bondade amorosa, etc. ” [Veja Reg. Past, pt. II. CH. 5, até o fim.] Mais uma vez, quando me refiro a considerar que tipo de homem o governante deve ser em humildade, e o que em rigor, peso dentro de mim mesmo o quão necessário é que ele “deva ser, por humildade, um companheiro de bons viventes e, através do zelo da justiça rígida contra os vícios dos malfeitores etc. ” [Veja Regula Pastoralis, pt. II. CH. 6, até “em direção ao perverso”; havendo apenas uma ligeira variação, não afetando o sentido, no texto da cláusula de conclusão.] Por isso é que “Pedro que recebeu de Deus, etc.” [Veja Reg. Past, Pt. II. CH. 6, para baixo para “dominar sobre vícios, em vez de sobre seus irmãos”.] Ele ordena bem a autoridade que ele recebeu, que aprendeu tanto para mantê-lo guardá-la em xeque. Ele ordena bem quem sabe como ambos através dele para elevar-se acima dos pecados, e com isto para estabelecer-se em uma igualdade com outros homens. Além disso, a virtude da humildade deve ser mantida de tal modo que os direitos do governo não sejam relaxados; para que, quando algum prelado se rebaixou mais do que está se tornando, ele seja incapaz de conter a vida de seus subordinados sob o vínculo de disciplina; e a severidade da disciplina deve ser mantida de tal maneira que a gentileza não seja totalmente perdida pelo excessivo acender do zelo. Pois, freqüentemente, os vícios se mostram como virtudes, de modo que a mesquinhez apareceria como frugalidade, extravagância como liberalidade, crueldade como justo zelo, frouxidão como bondade amorosa. Portanto, tanto a disciplina como a misericórdia estão longe do que deveriam ser, se uma fosse mantida sem o outra. Mas deve-se manter com grande habilidade de discernimento, tanto a misericórdia justamente atenciosa, quanto a disciplina, ferindo gentilmente. “Pois daí é que, como a Verdade ensina Lucas 10:34, o homem é trazido pelos cuidados do samaritano, etc.” [Veja Reg. Past, Pt. II. CH. 6, até “maná de doçura”.] Assim, tendo assumido o fardo da assistência pastoral, quando considero todas estas coisas e muitas outras semelhantes, pareço ser o que não posso ser, especialmente porque neste lugar quem é chamado de Pastor é oneramente ocupado por cuidados externos; de modo que muitas vezes se torna incerto se ele exerce a função de um pastor ou de um nobre terreno. E, de fato, quem quer que seja colocado sobre seus irmãos para governá-los, não pode ser inteiramente livre de cuidados externos; e, no entanto, há necessidade de excessivo cuidado para que ele não seja pressionado demais por eles. “De onde se diz a Ezequiel, os sacerdotes não devem raspar a cabeça, etc.” [Veja Reg. Past, Pt. II., Cap. 7 até o fim.] Mas neste lugar vejo que tal manejo discreto é possível, já que casos de tamanha importância pairam sobre mim diariamente a ponto de sobrecarregar a mente, enquanto matam a vida corpórea. Portanto, santíssimo irmão, peço-vos pelo Juiz que está para vir, pela assembléia de muitos milhares de anjos, pela Igreja dos primogênitos que estão escritos no céu, ajude-me, que estou me cansando sob este fardo de cuidado pastoral com a intercessão da vossa oração, para que o seu peso não me oponha além da minha força. Mas, tendo em mente o que está escrito, orem uns pelos outros, para que você seja curado. Tiago 5:16, eu também dou o que peço. Mas eu vou receber o que eu dou. Pois, enquanto nos unimos a você através da ajuda da oração, nos seguramos como um pelo outro pela mão enquanto caminhamos por lugares escorregadios, e acontece, através de uma grande provisão de caridade, que o pé de cada um é o mais firmemente plantado em que se apóia no outro. Além disso, visto que com o coração o homem crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação, confesso que recebo e venero, como os quatro livros do Evangelho, também os quatro Concílios: a saber, o niceno, em que a doutrina perversa de Ário é derrubada; o Constantinopolitano também, no qual o erro de Eunômio e Macedônio é refutado; além disso, o primeiro Efesino, em que a impiedade de Nestório é condenada; e o Calcedônio, no qual a prepotência de Eutiques e Dióscoro é reprovada. Estes com devoção total eu abraço, e adiro com a maior parte da aprovação; já que sobre eles, como em uma pedra quadrada, sobe a estrutura da santa fé; e qualquer um, seja qual for a vida e o comportamento que seja, não se apressa à sua solidez, embora seja visto como uma pedra, mas está fora do edifício. O quinto concílio também eu venero igualmente, no qual a epístola que é chamada de Ibas, cheia de erros, é reprovada; Teodoro, que divide o mediador entre Deus e os homens em duas subsistências, é convencido de ter caído na perfídia da impiedade; e os escritos de Teodoreto, nos quais a fé do Bem-Aventurado Cirilo é impugnada, são refutados como tendo sido publicados com a ousadia da loucura. Mas todas as pessoas a quem os veneráveis concílios repudiam eu repudio; aqueles a quem eles veneram eu abraço; uma vez que, tendo sido constituídos por consentimento universal, ele não os derruba, mas a si mesmo, aquele que presume ou a desligar aqueles a quem eles ligam, ou a ligar aqueles a quem eles desligam. Quem, portanto, pensa o contrário, seja anátema. Mas quem quer que tenha a fé dos mencionados sínodos, paz seja-lhe dada por Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, Seu Filho, que vive e reina consubstancialmente Deus com Ele na Unidade do Espírito Santo para todo o sempre. Amém.
- Para Natalis, Bispo de Salona [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 21]
Para Natalis, bispo de Salona. Gregório para Natalis, etc. Nós recebemos as mãos do diácono Estêvão, a quem você nos enviou, as cartas da sua Reverência, em que você nos parabeniza pela nossa promoção. E verdadeiramente o que foi oferecido na bondade e sinceridade da caridade exige plena credibilidade, razão que levou a sua ordem pontifícia a se alegrar com a gente. Nós, portanto, sendo aplaudidos por sua saudação, declaramos em consciência que eu assumi o encargo da dignidade com um coração doente. Mas, vendo que não pude resistir aos decretos divinos, recuperei um estado de espírito mais alegre. Por isso escrevemos para suplicar sua reverência para que tanto nós como o rebanho cristão comprometido com nosso cuidado desfrutemos do socorro de suas orações, para que, na segurança dessa proteção, possamos ter o poder de superar os furacões desses tempos. O mês de fevereiro, nona indicção.
- Para Honorato, Diácono de Salona [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 20]
Para Honorato, diácono de Salona. Gregório para Honorato, etc. Tendo lido as cartas contraditórias que você e seu bispo nos dirigiram umas contra as outras, lamentamos que haja tão pouca caridade entre vocês. Não obstante, nós o aconselhamos a continuar na administração de seu ofício, e, se a causa da ofensa entre você puder, sob o poder da graça, ser resolvida no local, acreditamos que será em grande parte para a vantagem de suas almas. Mas, no caso de a discórdia entre vocês ter te colocado em armas um contra o outro que você não tem vontade de aliviar o inchaço de sua ofensa, venha sem demora para ser ouvido diante de nós, e deixe seu bispo nos enviar em seu próprio nome uma pessoa como ele possa escolher, equipada com instruções; que, depois de considerar minuciosamente todo o caso, possamos resolver o que pode parecer adequado entre as partes. Mas gostaríamos que você soubesse que faríamos uma investigação rigorosa sobre todos os pontos, sobre se os ornamentos, ou aqueles de sua própria igreja, ou aqueles que foram coletados de várias igrejas, estão sendo mantidos com todo o cuidado e fidelidade. Pois, se algum deles for encontrado perdido por negligência ou por desonestidade de qualquer pessoa, você estará envolvido na culpa disso, sendo, em virtude de seu cargo de Arcediácono, peculiarmente responsável pela custódia da referida igreja. .
- Para Natalis, Bispo de Salona [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 19]
Para Natalis, bispo de Salona. Gregório para Natalis, etc. As atas de seu sínodo que você nos transmitiu, nos quais o Arcediácono Honorato é condenado, percebemos estar cheios da semente de conflito, visto que a mesma pessoa é ao mesmo tempo avançada à dignidade do sacerdócio contra a sua vontade, e removida do ofício do diaconado como se indigno dele. E, como é justo que ninguém que não esteja disposto a ser promovido por compulsão, acho que devemos ser da opinião de que ninguém que é inocente deva ser deposto injustamente do ministério de sua ordem. No entanto, desde que a discordância odiosa a Deus justifica sua parte na transação, nós o aconselhamos a restaurar seu lugar e administração ao Arcediácono Honorato, e concordamos em supri-lo com assistência suficiente para seu ministério divino. Se motivo de ofensa for fomentado entre você, deixe o supracitado Arcediácono submeter-se à nossa audiência e indagação, quando admoestado fazê-lo, e deixe que o seu amor envie-nos uma pessoa instruída no caso, que na presença de ambos, o Senhor ajudando-nos, possemos ser capazes de decidir o que a justiça aprova sem o respeito das pessoas.
- Para Pedro, o subdiácono [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 18]
Para Pedro, o subdiácono. Gregório para Pedro, etc. Fomos informados de que Marcelo da Igreja Barutaniana, que teve penitência atribuída a ele no mosteiro de Santo Adriano, na mesma cidade de Palermo, não só está em falta de comida, mas também sofre inconveniências por causa da escassez de roupas. Portanto, nós consideramos necessário ordenar a sua Atividade por esta ordem presente para nomear para ele tanto quanto você pode ver para ser necessário em termos de comida, roupa e cama para sua própria manutenção, e provisão para seu servo; de modo que seu desejo e nudez possam ser providos com tal cuidado oportuno que o que você atribui a este mesmo homem possa ser contado depois para sua própria conta. Portanto, aja, portanto, para que ambos possam cumprir nosso mandamento, e também, ordenando bem isso, você possa ser capaz de participar do lucro do mesmo. Além disso, há esse outro assunto que nós o aconselhamos a olhar sem levar em conta o antigo costume que agora cresceu; a saber, que se quaisquer cidades na província da Sicília, por seus pecados, são conhecidas por estarem sem governo pastoral através dos lapsos de seus sacerdotes, você deve ver se há algum digno do ofício do sacerdócio entre o clero das próprias igrejas. , ou fora dos mosteiros, e, depois de investigar a gravidade de seu comportamento, enviá-los para nós, para que o rebanho de cada lugar não seja encontrado indigente por qualquer período de tempo através do lapso de seu pastor. Mas se você descobrir qualquer lugar vago em que ninguém da mesma igreja é encontrado apto para tal dignidade, envie-nos a palavra após a investigação cuidadosa, para que alguém possa ser provido a quem Deus possa ter julgado digno de tal ordenação. Pois não é certo que, do desvio de um, o rebanho do Senhor esteja em perigo de vagar para o exterior entre precipícios sem pastor. Pois assim, a administração dos lugares continuará, e não restará suspeita de que o cadáver seja restaurado ao seu posto anterior; e assim eles podem se arrepender melhor.
- A Todos os Bispos da Itália [Epístolas de Gregório Magno: Livro I, Ep 17]
A todos os bispos da Itália. Gregório para todos, etc. Visto que o abominável Autharit, durante a solenidade da Páscoa que ultimamente concluída, proibiu que os filhos de lombardos fossem batizados na fé católica, motivo pelo qual a Divina Majestade o cortou, para que ele não veja a solenidade de outra Páscoa, cabe a sua Fraternidade para advertir todos os lombardos em seus distritos, vendo que a mortalidade grave está em toda parte iminente, que eles deveriam reconciliar esses seus filhos que foram batizados na heresia ariana à fé católica, e assim apaziguar a ira do Senhor Todo-Poderoso que paira sobre eles. Avise, então, aqueles que vocês puderem; com todo o poder de persuasão que vocês possuiem apoderem-se, e leve-os a uma fé correta; prega-lhes a vida eterna sem fim; que, quando vocês vierem à vista do juiz estrito, vocês possam, em conseqüência de sua solicitude, mostrar em suas próprias pessoas os ganhos de um pastor.
- Para Severo, Bispo de Aquiléia [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 16]
Para Severo, bispo de Aquileia. Gregório para Severo, etc. Quando alguém que anda por caminhos desonestos toma o caminho certo, o Senhor o abraça com toda a ansiedade, e depois, quando alguém abandona o caminho da verdade, se entristece mais com ele do que se regozijou com alegria de quando ele se afastou do erro; já que é menos pecado não conhecer a verdade do que não nela habitar: o que é cometido em erro é uma coisa, mas o que é perpetrado conscientemente é outra. E nós, por termos nos regozijado antes de sermos incorporados na unidade da Igreja, somos agora mais abundantemente angustiados pela sua dissociação da sociedade católica. Por conseguinte, desejamos que, por exemplo, o portador destes presentes, de acordo com o mandamento do mais cristão e mais sereno imperador, venha com os seus adeptos ao limiar do abençoado Apóstolo Pedro, que, um sínodo reunido pelos a vontade de Deus, o julgamento possa ser passado sobre a dúvida que é entretida entre vocês.
- A João, Bispo de Urbs Vetus [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 12]
A João, Bispo de Urbs Vetus (Orvieto). Gregório para João, etc. Agapito, abade do mosteiro de S. Jorge, informa-nos que ele suporta muitas queixas de sua santidade; e não somente em coisas que possam servir ao mosteiro em tempos de necessidade, mas que você proíbe a celebração de missas no mosteiro e também interdita o enterro dos mortos ali. Agora, se isto é assim, nós exortamos você a desistir de tal desumanidade, e permitir que os mortos sejam enterrados, e missas sejam celebradas lá sem qualquer oposição, para que o mencionado venerável Agapito não seja obrigado a reclamar novamente sobre os assuntos referidos.
- Para Clementina, Patrícia [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 11]
Para Clementina, Patrícia. Gregório para Clementina, etc. Tendo recebido a carta de vossa Glória falando do falecimento do finado Eutério de magnífica memória, nós lhes damos para entender que nossa mente não menos que a sua está perturbada por tal tristeza, em que vemos como homens de reputação aprovada são gradualmente removidos. deste mundo, cuja ruína já é evidenciada nos efeitos reais das suas causas. Mas nos torna a retirar-nos dele pela sábia precaução da conversão, para que não nos envolva também em sua própria ruína. E, de fato, nossa tristeza pela perda de amigos deveria ser mais tolerável, já que nossa condição de mortalidade requer de nós que os percamos. No entanto, pela perda de ajuda para a nossa vida carnal, Aquele que concedeu permissão para a sua remoção é poderoso para consolar e vir a si mesmo como um consolador para o lugar vago. O fato de não podermos atender à sua solicitação de que o diácono Anatólio deva ser enviado a você é devido às circunstâncias do caso e não a qualquer rigorosa austeridade. Pois nós o nomeamos nosso mordomo, tendo cometido nossa residência episcopal para sua administração. Source. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201011.htm>.
- A Bacauda e Agnellus, Bispos [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 10]
A Bacauda e Agnellus, bispos. Gregório para Bacauda, etc. Os Hebreus que moram em Terracina nos pediram licença para manter, sob nossa autoridade, o local de sua sinagoga que eles mantinham até então. Mas, na medida em que fomos informados de que o mesmo lugar é tão próximo da igreja que até mesmo o som de sua salmodia chega a ele, escrevemos ao nosso irmão e companheiro bispo Pedro que, se for o caso, que as vozes do dito lugar é ouvida na igreja, os judeus devem deixar de adorar lá. Portanto, que sua Fraternidade, com nosso irmão acima mencionado e companheiro bispo, inspecione diligentemente este lugar, e se você achar que tem havido algum aborrecimento para a igreja, providencie outro lugar dentro da fortaleza, onde os Hebreus supramencionados possam se reunir, para que eles podem celebrar suas cerimônias sem impedimentos. Mas permita que a sua Fraternidade providencie um lugar assim, no caso de serem privados deste, que não haja motivo de queixa no futuro. Mas proibimos os supracitados hebreus de serem oprimidos ou aborrecidos injustificadamente; mas, conforme lhes é permitido, de acordo com a justiça, viver sob a proteção das leis romanas, mantenham suas observâncias como as aprenderam, ninguém as impedindo; todavia não lhes seja permitido ter escravos cristãos. Source. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201010.htm>.
- Para Pedro, o subdiácono [Epístolas de S. Gregório magno: Livro I, Ep 9]
Para Pedro, o subdiácono. Gregório para Peter, etc. Gregório, servo de Deus, presbítero e abade do mosteiro de São Teodoro, na província da Sicília, constituída no território de Palermo, nos foi dado a entender que os homens da fazenda de Fulloniacus, que pertencem à santa Igreja Romana, estão esforçando-se por invadir as fronteiras da fazenda de Gerdinia, na fronteira com a fazenda dita da Santa Igreja Romana, que eles [ou seja monges de São Teodoro] possuíram sem contestação por inumeráveis anos. E por esta razão nós desejamos que você vá à cidade de Palermo, e investigue a questão desse tipo (com a visão do direito de posse remanescente àqueles que a tiveram até então) que, se você achar que o mencionado mosteiro de São Teodoro possuía os limites a respeito dos quais a disputa surgiu sem perturbação por quarenta anos, você não permitirá que ela sofra qualquer dano, mesmo que seja em proveito da santa Igreja Romana, mas providencie de todas as formas para sua imperturbável segurança. Mas, se os agentes da Santa Igreja Romana mostrarem que o mosteiro não tem estado na posse sem disputa de seu direito por quarenta anos, mas que qualquer questão foi levantada dentro desse tempo com relação aos limites mencionados, deixe-o em repouso pacificamente e legalmente pelos árbitros escolhidos para o efeito. Pois não só desejamos que as questões do erro que ainda não foram levantadas sejam levantadas, mas também que as que foram levantadas por outros que não nós sejam rapidamente colocadas em repouso. Permita que a sua experiência, portanto, faça com que tudo seja tão efetivamente ajustado, que nenhuma questão relacionada a esse assunto possa ser novamente encaminhada a nós. Além disso, desejamos que o testamento de Bacauda, falecido Xenodochus, continue válido como quando feito pela primeira vez. O mês de novembro: nona indicção. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201009.htm>.
- Para Anastácio, Patriarca de Antioquia [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 7].
Para Anastácio, Patriarca de Antioquia. Gregório para Anastácio, etc. Eu encontrei o que sua Bem-aventurança escreveu para ser como descanso para o cansado, como a saúde para os doentes, como uma fonte para o sedento, como sombra para os oprimidos com o calor. Pois essas palavras de vocês não parecem nem mesmo ser expressas pela língua da carne, na medida em que vocês revelam o amor espiritual que vocês me carregam como se a própria alma estivesse falando. Mas muito difícil foi o que se seguiu, em que o seu amor me obrigou a suportar cargas terrenas, e que, tendo primeiro me amado espiritualmente, você depois, amando-me como penso em termos temporais, me pressionou ao chão com o fardo colocado sobre mim; de modo que, perdendo totalmente toda a retidão da alma, e perdendo a visão aguçada da contemplação, posso dizer, não no espírito da profecia, mas pela experiência, estou abatido e completamente abatido Salmos 118: 107. Pois, de fato, esses grandes fardos de negócios me pressionam para que minha mente não possa de modo algum elevar-se às coisas celestiais. Eu sou lançado pelas ondas de uma multidão de assuntos e, após a tranquilidade de minha antiga quietude, sou afligido pelas tempestades de uma vida tumultuada, de modo que eu possa verdadeiramente dizer, eu entrei nas profundezas do mar, e a tempestade me dominou Salmos 68: 3. Estenda, portanto, a mão da sua oração para mim em meu perigo, você que está na margem da virtude. Mas quanto a você me chamando a boca e a lanterna do Senhor, e alegando que eu ganho muitos, isso também aumenta a carga de minhas iniqüidades, que, quando minha iniqüidade deveria ter sido castigada, eu recebo louvores em vez de castigo. Mas com que agitação de negócios terrestres estou distraído neste lugar, não posso expressar em palavras; no entanto, você pode extraí-lo da falta desta carta, na qual eu digo tão pouco àquele que amo acima de todos os outros. Além disso, eu lhes digo que solicitei nossos senhores mais serenos com toda a urgência possível para permitir que você chegue ao limiar de Pedro, o príncipe dos apóstolos, com a sua dignidade restaurada a você, e viva aqui comigo, desde que possa agradar a Deus; até o fim que, contanto que eu seja considerado digno de vê-lo, possamos aliviar o cansaço de nossa peregrinação, falando um com o outro do país celestial. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201007.htm>.
- Para Narses, Patrício [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, 6].
Para Narses, Patrício. Gregório para Narses, etc. Ao descrever com orgulho a doçura da contemplação, vocês renovaram os gemidos do meu estado caído, já que ouço o que perdi interiormente enquanto me elevava para fora, embora não merecesse, para a altura mais alta da regra. Sabei, então, que estou sofrendo com tão grande tristeza que mal posso falar; pois as sombras escuras da tristeza bloqueiam os olhos da minha alma. O que quer que seja visto é triste, tudo o que é considerado prazeroso parece lamentável para o meu coração. Pois eu reflito a que altura de avanço externo abatido eu montei ao cair da alta altura do meu descanso. E, sendo enviado pelos meus defeitos para o exílio de emprego da face do meu Senhor, eu digo com o profeta, nas palavras, como se de Jerusalém fosse destruída, Aquele que deveria me consolar partiu longe de mim Lamentações 1:16 . Mas quando, procurando uma semelhança para expressar minha condição e título, você enquadra períodos e declamações em sua carta, certamente, querido irmão, você chama um macaco de leão. Aqui vemos que você faz o que costumamos fazer quando chamamos cães sarnentos leopardos ou tigres. Pois eu, meu bom homem, perdi meus filhos, por assim dizer, porque através dos cuidados terrenos perdi as obras da justiça. Portanto, não me chame Noemi, isso é justo; mas chama-me Mara, porque estou cheio de amargura Rute 1:20. Mas quanto ao seu dizer que eu não deveria ter escrito: “Que você deve arar com búfalo no campo do Senhor”, visto que quando no lençol mostrado para o abençoado Pedro tanto búfalos e todos os animais selvagens foram apresentados à vista; você conhece a si mesmo o que é Acrescentado, Mate e coma Atos 10:13. Você, então, que ainda não havia matado essas bestas, por que você já desejava comê-las através da obediência? Ou você não sabe que a besta sobre a qual você escreveu se recusou a ser morta pela espada da sua boca? Você precisa, então, satisfazer a fome de seu desejo com aqueles a quem você foi capaz de picar e matar (Lit., para matar por compunção). Além disso, quanto ao caso de nossos irmãos, penso que, se Deus der socorro, será como você escreveu. Não era, no entanto, de modo algum, o certo para eu escrever sobre isso, no momento, aos nossos senhores mais serenos, já que, desde o início, não se deve começar com reclamações. Mas escrevi ao meu bem-amado filho, o diácono Honorato, que ele deveria mencionar o assunto a eles de maneira adequada em um horário razoável, e prontamente me informar de sua resposta. Eu imploro saudações a serem dadas em meu nome ao senhor Alexandre, o senhor Teodoro, meu filho Marino, a senhora Esicia, a senhora Eudoquia e a senhora Dominica. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201006.htm>.
- Para Teoctista, Irmã do Imperador [Epístolas de S. Gregório Magno: Livro I, Ep 5].
Para Teoctista, irmã do imperador. Gregório para T eoctista, etc. Com quão grande devoção minha mente se prostra diante de sua Venerabilidade, não posso expressar plenamente em palavras; nem trabalho para dar expressão a ela, pois, embora eu estivesse em silêncio, você leu em seu coração o seu próprio senso da minha devoção. Eu me pergunto, no entanto, que você retirou seu semblante, até o final da minha concessão, deste meu recente compromisso no ofício pastoral; em que, sob a cor do episcopado, fui trazido de volta ao mundo; em que estou envolvido em grandes cuidados terrenos, como não me lembro de ter sido submetido a um estado de vida leigo. Pois perdi as profundas alegrias da minha quietude e pareço ter surgido exteriormente enquanto caía interiormente. De onde eu lamento para me ver banido longe da face do meu Criador. Pois eu costumava esforçar-me diariamente para conquistar meu caminho fora do mundo, fora da carne; conduzir todos os fantasmas do corpo dos olhos de minha alma e ver alegrias supra-celestiais; e não apenas com a minha voz, mas no centro do meu coração eu costumava dizer: Meu coração lhe disse: Eu busquei o seu rosto, o seu rosto, Senhor, procurarei o Salmo 26: 8. Além disso, não desejando nada, não temendo nada, neste mundo, eu parecia a mim mesmo para ficar em um certo cume de coisas, de modo que eu quase acreditei ter se realizado em mim o que eu tinha aprendido da promessa do Senhor através do profeta, eu te levantarei nas alturas da terra Isaías 58:14. Aquele que é elevado nos altos da terra, os quais pisam no chão, olhando para eles em sua mente, até as próprias coisas do mundo atual, que parecem elevadas e gloriosas. Mas, tendo sido repentinamente arrebatado desse cume das coisas pelo turbilhão deste julgamento, caí em medos e tremores, pois, embora não tenha medos por mim, sinto muito medo por aqueles que se comprometeram comigo. De todos os lados eu sou lançado pelas ondas do negócio, e afundado por tempestades, para que eu possa realmente dizer, eu entrei nas profundezas do mar, e a tempestade me dominou Salmo 68: 3. Depois dos negócios, anseio por voltar ao meu coração; mas, impulsionado pelos tumultuosos pensamentos, não posso retornar. Por esta causa, então, o que está dentro de mim é feito para estar longe de mim, de modo que eu não posso obedecer a voz profética que diz: “Volte ao seu coração, transgressores” Isaías 46: 8. Mas, pressionado por pensamentos tolos, sou impelido a exclamar: Meu coração falhou-me Salmo 39:13. Eu amei a beleza da vida contemplativa como uma Raquel, estéril, mas ávida de visão e bela Gênesis 29, que, embora em sua quietude ela é menos fértil, ainda vê a luz mais intensamente. Mas, por julgar que não sei, Lia esteve comigo à noite, a saber, a vida ativa; frutífera, mas com olhos delicados; vendo menos, mas trazendo mais. Desejei me sentar aos pés do Senhor com Maria, para absorver as palavras de Sua boca; e eis que sou compelido a servir com Marta em assuntos externos, para ser cuidadoso e preocupado com muitas coisas. Lucas 10:39, seq .. Uma legião de demônios tendo sido, como eu acreditava, expulsa de mim, eu queria esquecer aqueles que eu conhecia e repousar aos pés do Salvador; e eis-me que, para compelir-me contra a minha vontade, Volte para a tua casa e anuncia as coisas grandiosas que o Senhor fez por ti (Mc 5:19). Mas quem, no meio de tantas preocupações terrenas, pode ser capaz de pregar as maravilhosas obras de Deus, já que é difícil para mim até mesmo lembrá-las? Pois, pressionado como eu estou neste Ofício de dignidade por uma multidão de ocupações seculares, eu me vejo como daqueles de quem está escrito, Enquanto eles estavam sendo levantados, você os derrubou Salmo 72:18. Pois ele não disse: tu os derrubaste depois de terem sido levantados, mas enquanto eles estavam sendo levantados; porque todos os homens maus caem interiormente, enquanto através do apoio da dignidade temporal eles parecem exteriormente subir. Portanto, o seu próprio levantar é a sua queda, porque, enquanto eles confiam na falsa glória, eles são esvaziados da verdadeira glória. Por isso, novamente, ele diz: Consumindo como fumaça eles consumirão Salmo 36:20. Pois a fumaça na ascensão consome e, ao se estender, desaparece. E assim, de fato, acontece quando a felicidade atual acompanha a vida de um pecador, uma vez que se mostra que ele é exaltado e, portanto, é provocado que ele deixe de existir. Por isso, mais uma vez, está escrito: Meu Deus, faça-os como uma roda do Salmo 82:14. Pois uma roda é levantada em suas partes de impedimento, e em suas partes dianteiras cai. Mas para nós as coisas que estão por trás são os bens do mundo atual, que deixamos para trás; mas as coisas que estão diante são as que são eternas e permanentes, às quais somos chamados, como Paulo testifica, dizendo: Esquecendo aquelas coisas que estão para trás, e alcançando aquelas coisas que estão diante Filipenses 3:13. O pecador, portanto, quando é promovido na vida presente, é feito para ser como uma roda, pois, caindo nas coisas que o precederam, ele é levantado nas coisas que estão para trás. Pois, quando ele goza nesta vida a glória que ele deve deixar para trás, ele cai daquilo que vem depois desta vida. Há, de fato, muitos que sabem como controlar seu avanço exterior, de modo algum caindo por dentro. De onde está escrito, Deus não rejeita os poderosos, vendo que também é poderoso Jó 36: 5. E é dito através de Salomão: Um homem de entendimento possuirá governos Provérbios 1: 5. Mas para mim estas coisas são difíceis, pois são também extremamente onerosas; e o que a mente não recebeu de bom grado não controla adequadamente. Lo, o nosso mais sereno Senhor, o Imperador, ordenou que um macaco se tornasse um leão. E, de fato, em virtude de sua ordem, pode ser chamado de leão, mas um leão não pode ser feito. Portanto, a sua piedade precisa assumir a culpa de todas as minhas faltas e defeitos, tendo dado um ministério de poder para um agente fraco. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12. Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. <http://www.newadvent.org/fathers/360201005.htm>.
- A João, bispo de Constantinopla [Epístolas de S. Gregório: Livro I, Ep 4].
A João, bispo de Constantinopla. Gregório a João, bispo de Constantinopla. Se a virtude da caridade consiste no amor ao próximo, e somos ordenados a amar o próximo como a nós mesmos, como é que a sua bem-aventurança não me ama como a ti mesmo? Pois sei com que ardor, com que ansiedade, desejavas fugir do fardo do episcopado; e, no entanto, você não se opôs a esse mesmo fardo do episcopado imposto a mim. É evidente, portanto, que você não me ama como a si mesmo, visto que desejou que eu assumisse a carga que você não queria que lhe fosse imposta. Mas desde que eu, indigno e fraco, tomei conta de um navio velho e gravemente quebrado (pois em todos os lados as ondas entram, e as tábuas, golpeadas por uma tempestade diária e violenta, fazem som de naufrágio), peço-te pelo Deus Todo-Poderoso para estender a mão de sua oração para mim neste meu perigo, já que você pode rezar o mais tenazmente como você está mais distante da confusão das tribulações que sofremos nesta terra. Minha epístola sinodal transmitirei com toda a velocidade possível, tendo despachado Bacauda, nosso irmão e companheiro bispo, imediatamente após minha ordenação, como portador desta carta, enquanto pressionado por muitos e sérios compromissos. Translated by James Barmby. From Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 12.Edited by Philip Schaff and Henry Wace. (Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1895.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight.<http://www.newadvent.org/fathers/360201004.htm
- História da Heresia Iconoclasta
De uma discussão do FidoNet com um pastor da Assembléia de Deus, Ron Stringfellow (outubro de 1996). Ron é RS> – P é PP> UMA BREVE HISTÓRIA DO ICONOCLASMO RS e lembro-lhes de quantas vezes a igreja teve que ajustar sua crença e eu vou dizer que é uma questão tão tola como “Como vamos discernir a luz das trevas, branco de preto, amargo de doce?” >> PP> Maravilhoso. Seja específico. Onde a Igreja ajustou sua crença ou mudou sua doutrina? Por favor, me dê quem, o que, onde, quando e como sobre alguma documentação. Desculpe, Schaff não conta. >> RS> O que há de errado com Schaff? Regras engraçadas que você tem. Ok, vamos fazer do seu jeito … Que tal o 5º Concílio de Constantinopla e o 6º, por exemplo? O argumento? O meu próprio favorito – a adoração de imagens, um decretou errado, o outro decretou que eles estavam errados. >> Perguntei onde a Igreja ajustou sua crença ou mudou sua doutrina. O que você precisa encontrar é um dogma definido da fé católica de um Concílio Ecumênico (também chamado de “Geral”) que é explicitamente contradito ou repudiado em outro Concílio Ecumênico (Geral). Caso contrário, não há “mudança” na doutrina. Precisão é importante. Outra coisa a lembrar é que as práticas ou costumes podem mudar, mas as doutrinas, que são DOGMAS definidas pela Igreja, não mudam. Houve 21 Concílios Ecumênicos (Gerais) da Igreja Católica. (1) Primeiro Concílio de Nicéia (325 dC) (2) Primeiro Concílio de Constantinopla (381 dC) (3) Concílio de Éfeso (431 dC) (4) Concílio da Calcedônia (451 dC) (5) Segundo Concílio de Constantinopla (553 dC) (6) Terceiro Concílio de Constantinopla (680 dC) (7) Segundo Concílio de Nicéia (787 dC) (8) Quarto Concílio de Constantinopla (869 dC) (9) Primeiro Concílio de Latrão (1123 dC) (10) Segundo Concílio de Latrão (1139 dC) (11) Terceiro Concílio de Latrão (1179 dC) (12) Quarto Concílio de Latrão (1215 dC) (13) Primeiro Concílio de Lyon (1245 dC) (14) Segundo Concílio de Lyon (1274 dC) (15) Concílio de Vienne (1311 AD) (16) Concílio de Constança (1414 dC) (17) Concílio de Florença (1438-1443) (18) Quinto Concílio de Latrão (1512-1517) (19) Concílio de Trento (1545-1563) (20) Primeiro Concílio do Vaticano (1869-1870) (21) Concílio Vaticano II (1962-1965) Qualquer enciclopédia católica moderna lhe dará esta lista de Concílios. Os quatro primeiros são aceitos pela maioria dos protestantes (pelo menos os evangélicos) e os sete primeiros são compartilhados por católicos e ortodoxos orientais. Deixe-me repetir o que você escreveu RS> Que tal o 5º Concílio de Constantinopla e o 6º, por exemplo? O argumento? O meu próprio favorito – a adoração de imagens, um decretou errado, o outro decretou que eles estavam errados. >> Você quer dizer que o 5º Concílio Ecumênico (Constantinopla II) contradisse o 6º Concílio Ecumênico (Constantinopla III) sobre imagens? Se você vai acusar a Igreja de coisas, é melhor ter seus fatos em ordem. Isso será muito importante quando mais tarde discutirmos São Pedro e o Papado. Permitam-me apresentar os fatos abaixo. O 5º Concílio acima (553 dC) lidou principalmente com a heresia nestoriana (que Cristo é duas pessoas) e o 6º Concílio acima (680 dC) lidou com a heresia monotelita (que Cristo tinha apenas uma vontade – a divina). Nenhum lidou com imagens. Essa controvérsia não surgiu até o oitavo século e a questão foi decidida por Nicéia II em 787 dC. Desde que percebi que você não poderia estar se referindo aos 5º e 6º Concílios Ecumênicos ou Gerais da Igreja, fiz algumas pesquisas para descobrir exatamente o que você queria dizer. Sua objeção também é encontrada no clássico trabalho anticatólico de Loraine Boettner, o catolicismo romano. Vou citá-lo agora – “No início do século VII, o papa Gregório, o Grande (590-604), um dos papas mais fortes, oficialmente aprovou o uso de imagens nas igrejas, mas insistiu que elas não deveriam ser adoradas. Mas durante o século VIII orações eram dirigidas a elas e elas estavam cercadas por uma atmosfera de superstição ignorante, de modo que até mesmo os maometanos insultavam os cristãos como adoradores de ídolos.Em 726 o imperador oriental, Leão III, primeiro tentou remediar o abuso em seu domínio ordenando que as imagens e ícones fossem colocadas tão alta que os adoradores não pudessem beijá-las, mas quando isso não conseguiu alcançar os fins desejados, ele emitiu uma ordem proibindo o uso de imagens nas igrejas como pagãs e heréticas. Para apoiar suas ações um concílio foi chamado em Constantinopla, em 754, que deu sanção eclesiástica às suas ações.Este grande conflito tornou-se conhecido como a disputa “iconoclasta”, uma palavra que significa a quebra de imagens. A Igreja Oriental proibiu qualquer uso de imagens ou ícones, e até hoje esse continua sendo um dos grandes contrastes entre os ortodoxos orientais e a Igreja Católica Romana. Mas em 787 um concílio se reuniu em Nicéia (Bitínia), repudiou o trabalho do concílio anterior e sancionou plenamente a adoração de imagens e gravuras nas igrejas. Essa ação foi defendida com base no princípio sobre o qual a adoração de imagens, seja entre os pagãos ou cristãos, tem sido geralmente defendida, a saber, que a adoração não termina na imagem, mas no objeto que ela representa. Tomás de Aquino, que é geralmente reconhecido como o notável teólogo medieval da Igreja Romana, defendeu completamente o uso de imagens, sustentando que elas seriam usadas para a instrução das massas que não podiam ler, e que os sentimentos piedosos eram mais facilmente excitados. pelo que as pessoas vêem do que pelo que ouvem. Os papas da Igreja Romana apoiaram fortemente o uso de imagens “(Catolicismo Romano de Loraine Boettner [Presbyterian and Reformed Publishing, 1962] p. 283). Agora vou desvendar esses parágrafos. Boettner tem o esboço um pouco correto, mas comete muitos erros nos detalhes e deixa muito material que confunde a maioria das pessoas que não fizeram nenhum estudo da controvérsia iconoclasta. Deixe-me esclarecer o que eu encontrei das fontes listadas no final que são obras católicas, ortodoxas e protestantes. Em primeiro lugar, Boettner não diz aos seus leitores que o chamado concílio “chamado em Constantinopla, em 754” não era um Concílio Ecumênico e nunca foi aceito como tal pelos católicos ou ortodoxos. Como já observei, para os católicos existem 21 concílios desse tipo e o chamado “concílio em Constantinopla” não é um deles. E a alegação de que os ortodoxos orientais “proibiram todo o uso de imagens ou ícones e até hoje permanece um dos grandes contrastes entre” os católicos e os ortodoxos é ridícula. Os ortodoxos certamente não “baniram” nada, já que a iconografia continua sendo uma parte essencial de sua espiritualidade cristã. Mais uma vez, nós dois mantemos Nicéia II !!! Houve um “concílio” que se reuniu em Constantinopla que condenou imagens? Sim, mas aqui está o pano de fundo histórico desse “concílio” e a disputa entre “quebra-imagens” que “eclodiu” nos séculos VIII e IX. Para mais explicações e detalhes, verifique com as fontes na parte inferior. A disputa iconoclasta (todos os católicos e ortodoxos hoje concordam com Nicéia II que o iconoclasmo é heresia) pode ser dividida em três fases – (1) seu surgimento no início do século VIII sob o imperador Leão III e o filho Constantino V e o Concílio Iconoclástico (em Hiereia, perto de Calcedônia – o chamado “concílio em Constantinopla”) em 754 dC (2) seu cheque no Sétimo Concílio Ecumênico (Nicéia II) em 787 dC sob a Imperatriz Irene e o Papa Adriano I (772-795 dC) (3) seu ressurgimento no início do século IX e extinção final em 843 AD Estamos preocupados principalmente com as fases (1) e (2), particularmente as circunstâncias do concílios Iconoclástico em Hiereia em 754 dC. Iconoclasmo (“quebra de imagem”) surgiu no século VIII sob o imperador Leão III devido a vários fatores. Embora as razões para isso sejam obscuras, as principais influências para a oposição às imagens incluem: (a) o confronto com o Islã que se opunha a todas as representações ou imagens humanas e as condenava como idolatria; (b) a heresia monofisita que era desenfreada na igreja oriental e confunde as duas naturezas de Cristo e deu aos iconoclastas um motivo teológico contra as imagens da humanidade de Cristo; (c) tradições orientais culturais (principalmente sírias e armênias) derivadas da filosofia neoplatônica e podem ser encontradas nos primitivos Padres da Igreja como Orígenes e São Clemente de Alexandria, que tinham um certo animus em relação a ícones e imagens em geral; (d) outros motivos políticos e a pura barbárie de alguns Imperadores (por exemplo, Constantino V) que gostavam de destruir e queimar coisas por diversão. Houve também algum uso abusivo supersticioso de imagens como Boettner alude e está bem documentado no trabalho de Edward James Martin (veja abaixo), mas ao mesmo tempo a Igreja tinha uma longa tradição de veneração de imagem (não “adoração” – mais sobre esta distinção mais tarde) e teve grandes defensores da fé católica ortodoxa em teólogos como São João Damasceno (m. 749), os patriarcas de Constantinopla Germano I (m. 733) e Nicéforo (d. 829), o abade São Teodoro do Studium (m. 826) junto com todos os monges orientais que apoiavam fortemente as imagens e eram amargamente perseguidos por seus oponentes iconoclastas. Enquanto Boettner tenta retratar o Imperador Leão III como o “bom rapaz” na disputa que só queria “limpar” a Igreja de sua “idolatria”, é claro que Leão tinha sua própria agenda e foi seu implacável filho Constantino V quem chamou o assim chamado “concílio em Constantinopla” (em Hiereia) em 754 dC para obter alguma “sanção eclesiástica” para destruir todas as imagens. Esse pseudo-concílio foi derrubado e refutado pelo Sétimo Concílio Ecumênico (Nicéia II) em 787 dC Papa São Gregório II, o atual Bispo de Roma na época (715-731) “… resistiu firmemente às medidas de Leão, o Isáuro motivadas em parte pela crença de que elas eram um obstáculo à conversão de judeus e muçulmanos, para proibir imagens sagradas e sua veneração. A nova política de iconoclastia, pela qual Leão começou a fazer campanha em 726 e que ele promulgou em um edital assinado pelo patriarca oriental no início de 730, foi repugnante para a Itália, e criou consternação e revoltas.Entre essas datas o imperador correspondeu com Gregório solicitando sua aprovação, sob pena de deposição, da proibição de Imagens. A réplica de Gregório (duas cartas, agora aceitas como amplamente autênticas, foram preservadas) era inflexível: ele rejeitou o iconoclasmo como uma heresia, advertiu Leão que o dogma não era o negócio de príncipes, mas de sacerdotes (suas duas esferas eram complementares, mas diferentes) e contra-atacou suas ameaças com o lembrete de que, a cinco quilômetros de Roma, o papa estava a salvo, já que todo o ocidente reverenciava o sucessor de Pedro. ” (O Dicionário Oxford de Papas por J.N.D. Kelly, p 87) A idéia de que o Imperador Leão III tentou primeiro remediar os abusos “ordenando que as imagens e imagens fossem colocadas tão alto que os adoradores não pudessem beijá-las” (Boettner acima) também está em erro. De acordo com o trabalho de Martin, Uma História da Controvérsia Iconoclasta (página 31) “A afirmação freqüentemente feita [por Eg Finlay] de que o Imperador ordenou que todas as imagens e imagens fossem movidas para uma posição mais alta para estar fora do alcance de atos mais grosseiros de veneração é certamente um erro como mostra o incidente da remoção dos Antifonetes. ” Este mesmo erro é repetido em Schaff History of the Christian Church “No começo ele [o Imperador Leão III] apenas proibiu a adoração delas, e declarou diante da crescente oposição que ele pretendia proteger as imagens contra a profanação, removendo-as além do alcance do toque e do beijo.” (Schaff, volume 4, p 456) Boettner parece ter recebido seu erro de Schaff, que, por sua vez, pegou o trabalho de Finlay sobre a história do Império Bizantino. Martin acrescenta em uma nota de rodapé: “É fundada em uma antiga tradução latina da Vit Steph publicada por Billius em 1603, diferindo amplamente do grego original. A política de colocar figuras em lugares altos pertence ao segundo período iconoclasta, o reinado de Leão, o Armênio “. (página 31) O Imperador realmente queria que todas as imagens fossem banidas e destruídas, ponto final. “Leão III decretou dois éditos contra a veneração de ícones (em 726 e 729) e forçou Germano [Patriarca de Constantinopla] a assinar o último decreto e então, em 730, a renunciar. Oposição pelos monges e membros do serviço civil de Constantinopla trouxe em seu rastro uma onda de perseguições, incluindo banimento, confisco e alguma difamação “. (Encyclopedia of Religion editada por Mircea Eliade, vol 7, p 1) Agora para o chamado “concílio em Constantinopla” ou o concílio Iconoclástico em Hiereia (perto de Calcedônia) – “A política de Leão III não tinha fundamentação teórica na teologia. Para eliminar essa desvantagem, seu sucessor, o Imperador Constantino V Coprônimo, procurou ter imagens condenadas pela Igreja e impor o iconoclasmo como dever de consciência e obrigação de um cidadão. Por volta de 752, ele elaborou uma teologia original de imagens, que ele desenvolveu em tratados e que ele – como seu pai – defendia em audiências públicas.Dois anos depois ela foi ratificada em um concílio geral do episcopado bizantino (338 padres presentes ) realizado no palácio suburbano de Hiereia de 10 de fevereiro a 8 de agosto, seus principais motores eclesiásticos sendo três prelados da Ásia Menor, especialmente o Metropolita Teodósio Apsimar de Éfeso (a Sé patriarcal sendo vaga). ” (New Catholic Encyclopedia [1967], volume 7, p. 327) Embora houvesse um grande número de padres e bispos neste concílio, quase todos os quais eram iconoclastas, não era aceito pela Igreja em geral e as Sés principais nem sequer eram representadas. O Imperador comandou o show. De acordo com várias fontes, este pseudo-concílio “…. foi posteriormente deserdado como um pseudo-sínodo de hereges. Ele contava trezentos e trinta bispos subservientes sob a presidência do Arcebispo Teodósio de Éfeso (filho de um ex-imperador) … mas os patriarcas de Jerusalém, Antioquia e Alexandria, estando sob o domínio muçulmano, não puderam comparecer, a sé de Constantinopla estava vaga, e o papa Estêvão III desconsiderou a convocação imperial. ” (Schaff, volume 4, p 457) “… um concílio no qual 338 teólogos foram forçados a participar.” (Encyclopedia of Religion editada por Mircea Eliade, vol 7, p 1) “Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém recusaram-se a enviar legados, pois estava claro que os bispos eram convocados apenas para cumprir os mandamentos do imperador. O evento mostrou que os patriarcas haviam julgado corretamente. Os bispos do sínodo servilmente concordaram com todas Demandas de Constantino “. (Enciclopédia Católica [1913], vol 1, p 621) Finalmente, de Uma História da Controvérsia Iconoclasta de Martin – “Sobre o caráter ecumênico do Concílio há maiores dúvidas. Seu presidente era Teodósio, arcebispo de Éfeso, filho do Imperador Apsimar. Ele era apoiado por Sisínio, bispo de Perga, também conhecido como Pastilhas, e pelo Basílio de Antioquia na Pisídia, apelidado Tricaccabus. Nenhum patriarca estava presente. A sé de Constantinopla estava vaga. Não se sabe se o papa e os patriarcas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém foram convidados. ” [Uma nota de rodapé acrescenta: “Houve ampla oportunidade de convidar o Papa. Em 752 e em 753 embaixadas passaram entre Constantinopla e Roma, mas a questão das imagens não parece ter sido levantada … Ch. V. adv Const Cab 333a, diz que o Papa se recusou a comparecer, mas isso precisa ser apenas um floreio retórico. “] “Eles não estavam presentes nem em pessoa nem por deputado. O Concílio de Nicéia [II] considerou que esta era uma falha séria na legitimidade do Concílio.” Não teve a cooperação do Papa romano do período nem de sua clero, seja por representante ou encíclica, como exige a lei dos Condílios. [citando Mansi, XIII, 207d] A vida de Estêvão – toma emprestada esta objeção das Atas e a embute para se adequar ao espírito da era de Teodoro.Não teve a aprovação do Papa de Roma, embora haja um cânon que nenhuma medida eclesiástica pode ser aprovada sem o papa. [citando Vit Steph, 1144c] A ausência dos outros patriarcas é então notada [Mansi acima]. ” (História da controvérsia iconoclasta, p. 46) Além disso, alguns anos depois, “patriarcas orientais fora de Constantinopla foram profundamente perturbados pelas perseguições de Constantino, pois condenaram o Concílio de Hiereia e aconselharam o Papa Paulo I (757-767) de sua condenação …” (Nova Enciclopédia Católica, volume 7, página 328). Terminarei com uma defesa da veneração das imagens do Catecismo da Igreja Católica, que cita o Sétimo Concílio Ecumênico (Nicéia II), organizado em 787 dC pela Imperatriz Irene, Patriarca Tarásio de Constantinopla, e ratificado pelo Papa Adriano I oficializando o assunto para toda a Igreja no século VIII. “Mais importante, ele [o papa Adriano] deu seu total apoio ao segundo concílio de Nicéia (o Sétimo Concílio Geral) que, em setembro de 787, condenou o iconoclasmo no Oriente e restaurou a veneração de imagens, enviando a ele não apenas dois representantes mas um tratado dogmático, que foi aplaudido no condílio, defendendo o uso adequado das imagens … “(The Oxford Dictionary of Popes de JND Kelly, p. 96) São João Damasceno (teólogo oriental) e São Tomás de Aquino também são citados pelo Catecismo em defesa das imagens sagradas. IMAGENS SANTAS 1159. A imagem sagrada, o ícone litúrgico, representa principalmente CRISTO. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível, mas a encarnação do Filho de Deus introduziu uma nova “economia” de imagens: “Anteriormente Deus, que não tem nem corpo nem rosto, absolutamente não poderia ser representado por uma imagem. Mas agora que ele se fez visível na carne e viveu com homens, eu posso fazer uma imagem do que tenho visto de Deus … e contemplar a glória do Senhor, seu rosto revelado “. [St. João Damasceno, De imag 1,16: PG 94: 1245-1248] 1160. A iconografia cristã expressa em imagens a mesma mensagem do Evangelho que as Escrituras comunicam por palavras. Imagem e palavra iluminam-se: “Declaramos que preservamos intactas todas as tradições escritas e não escritas da Igreja que nos foram confiadas. Uma dessas tradições consiste na produção de obras de arte representacionais, que está de acordo com a história da pregação do Evangelho. Pois confirma que a encarnação da Palavra de Deus era real e não imaginária, e também para nosso benefício, pois as realidades que ilustram uma à outra, sem dúvida, refletem o significado da outra. ” [Concílio de Nicéia II] 1161. Todos os sinais nas celebrações litúrgicas estão relacionados com Cristo: assim como as imagens sagradas da santa Mãe de Deus e dos santos também. Eles realmente significam Cristo, que é glorificado neles. Eles manifestam a “nuvem de testemunhas” [Hebreus 12: 1] que continuam a participar da salvação do mundo e a quem estamos unidos, sobretudo nas celebrações sacramentais. Através de seus ícones, é o homem “à imagem de Deus”, finalmente transfigurado “à sua semelhança” [Cf. Rm 8:29; 1 João 3: 2], que é revelado à nossa fé. Assim também são os anjos, que também são recapitulados em Cristo: “Seguindo o ensinamento divinamente inspirado de nossos santos Padres e a tradição da Igreja Católica (pois sabemos que esta tradição vem do Espírito Santo que habita nela), definimos com plena certeza e correção que, como a figura das preciosas imagens da cruz, de venerável e santa vida de nosso Senhor e Deus e Salvador, Jesus Cristo, nossa Senhora inviolada, a santa Mãe de Deus, e os anjos venerados, todos os santos e justos pintados ou feitos de mosaico ou outro material adequado, devam ser exibidas nas igrejas sagradas de Deus, em vasos sagrados e paramentos, paredes e painéis, em casas e nas ruas “. [Concílio de Nicéia II] 1162. “A beleza das imagens me leva à contemplação, como um prado deleita os olhos e sutilmente infunde a alma com a glória de Deus” [St. John Damascene, De imag 1,27]. Da mesma forma, a contemplação dos ícones sagrados, unidos à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais de celebração para que o mistério celebrado se imprima na memória do coração e se expresse na nova vida dos fiéis. “VOCÊ NÃO PODERÁ FAZER PARA VOCÊ UMA GRAVURA IMAGEM …” 2129. A injunção divina incluía a proibição de toda representação de Deus pela mão do homem. Deuteronômio explica: “Desde que você não viu nenhuma forma no dia em que o Senhor falou a você em Horebe, do meio do fogo, tome cuidado para não agir de forma corrupta, fazendo uma imagem de escultura para si mesmo na forma de qualquer figura …” [4: 15-16] É o Deus absolutamente transcendente que se revelou a Israel. “Ele é o todo”, mas ao mesmo tempo “ele é maior do que todas as suas obras” [Sir 43: 27-28]. Ele é “o autor da beleza” [Sabedoria 13: 3]. 2130. No entanto, já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a realização de imagens que apontavam simbolicamente para a salvação pela Palavra encarnada: assim foi com a serpente de bronze, a arca da aliança e os querubins [Num 21: 4 -9; Sito 16: 5-14; João 3: 14-15; Êx 25: 10-22; 1 Reis 6: 23-28; 7: 23-26]. 2131. Baseando-se no mistério da Palavra encarnada, o sétimo concílio ecumênico de Nicéia (787) justificou contra os iconoclastas a veneração de ícones – de Cristo, mas também da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao tornar-se encarnado, o Filho de Deus introduziu uma nova “economia” de imagens. 2132. A veneração cristã das imagens não é contrária ao primeiro mandamento que proscreve os ídolos. De fato, “a honra prestada a uma imagem passa ao seu protótipo”, e “quem venera uma imagem venera a pessoa retratada nela” [St. Basil, De Spiritu Sancto 18,45; e Conselhos de Nicéia II, Trento, Vaticano II SC 126 / LG 67]. A honra concedida às imagens sagradas é uma “veneração respeitosa”, não a adoração devida somente a Deus: “O culto religioso não é dirigido a imagens em si consideradas como simples coisas, mas sob seu aspecto distintivo como imagens que nos levam ao Deus encarnado. O movimento em direção à imagem não termina nela como imagem, mas tende para aquele cuja imagem é ” [St. Tomás de Aquino, ST II-II, 81, 3 ad 3] 2141. A VENERAÇÃO DE IMAGENS SAGRADAS É BASEADA NO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS. NÃO É CONTRÁRIA AO PRIMEIRO MANDAMENTO. Sobre quem convocou Nicéia II – CONVOCAR = organizar, montar, especialmente para uma reunião “Imperatriz Irene veio da região grega do império e favoreceu a veneração dos ícones. Em 784 ela instalou seu próprio secretário, Tarásio, como patriarca de Constantinopla, e em 787 ELA CONVOCOU o Segundo Concílio de Nicéia ….. também foi com a participação de dois legados do papa … “(Enciclopédia da Religião, ed. Mircea Eliade, volume 7, p 2) “… Imperatriz Irene assumiu a regência (780). Assistida por um alto funcionário do palácio, Tarásio, a quem ela fez patriarca de Constantinopla (784), ela começou a trabalhar …. o Concílio Ecumênico de Nicéia II foi anunciado, e o papa enviou dois legados … Irene manobrou habilmente para colocar seus próprios homens na guarnição, e o concílio se reuniu um ano depois em Nicéia. (New Catholic Encyclopedia [1967], volume 7, p. 328) “A Imperatriz Irene era regente … ela imediatamente começou a desfazer o trabalho dos imperadores iconoclastas … Tarásio e a imperatriz agora abriram negociações com Roma. Eles enviaram uma embaixada ao papa Adriano I (772-95), reconhecendo a primazia e implorando-lhe para vir a si mesmo, ou pelo menos para enviar legados, para um concílio … O papa respondeu por duas cartas, uma para a imperatriz e outra para o patriarca …. os bispos se encontraram aqui [em Nicéia Bitínia] no verão de 787, cerca de 300 em número “. (Catholic Encyclopedia [1913], volume 7, p 622) “Irene convocou o sétimo concílio ecumênico no ano de 787, em Nicéia …. Ele foi assistido por cerca de 350 bispos, sob a presidência de Tarásio …. Papa Adriano I enviou dois sacerdotes, ambos chamados Pedro, cujos nomes estão em primeiro lugar nas Atas [do Concílio] …. Os decretos do Sínodo [Nicéia II] foram proclamados publicamente em uma oitava sessão em Constantinopla, na presença de Irene e seu filho, e assinados por eles, após o que os bispos, com o povo e soldados, gritavam da forma usual: “Viva a rainha-regente ortodoxa”. A imperatriz enviou os bispos para casa com presentes ricos. ….. Constantino, o Grande, o CONVOCADOR do primeiro Concílio de Nicéia, e IRENE, a CONVOCADORA do SEGUNDO e último … “(Philip Schaff, History of the Christian Church, vol 4, p 459-463,) “No entanto, o Segundo Concílio de Nicéia, que se reuniu para condenar o Sínodo dos Iconoclastas e cujos trechos dos decretos do Sínodo devemos praticamente tudo o que sabemos sobre o que acontecera em 754, abriu sua própria definição, chamando a si mesmo de” sagrado, grande e Concílio Ecumênico – CONVOCADO pela graça de Deus e pela sanção de nossos piedosos reis, aqueles amantes de Cristo, Constantino [VI] E SUA MÃE IRENE. ‘”(Jaroslav Pelikan, Imago Dei, p 36) Eu não entrei em detalhes, mas parece que acertei os jogadores. (1) Imperatriz Irene, regente para o filho pequeno [Constantino VI] do Imperador Leão IV, promoveu Tarásio ao Patriarcado de Constantinopla (2) Tarásio presidiu o Sétimo Concílio Ecumênico (787 dC), que aprovou e definiu o uso apropriado de ícones / imagens (3) Papa Adriano I foi representado (por dois padres legados) A Imperatriz Irene “convocou” (organizou, reuniu) o Concílio enquanto Tarásip “presidia” o Concílio. Sim, entendi direito. “…. o concílio convocado por Irene um ano depois em Nicéia. Durou 15 dias (24 de setembro – 7 de outubro de 787) e foi inteiramente dominado pelo Patriarca Tarásio ….. O decreto do Concílio sobre iconoclastia, genericamente e moderadamente fraseado, definiu a legitimidade, a excelência e as limitações da veneração ou culto “relativo” das imagens. (New Catholic Encyclopedia, volume 7, p. 328) Mas a imperatriz ainda teve que escrever ao papa para sua aprovação – “Em 29 de agosto, a Imperatriz [Irene] escreveu ao papa (Adriano I, 772-95) que decidiu convocar um Concílio Geral e, convidando-o a participar, disse: ‘É o próprio Deus que deseja para nos levar à VERDADE, que pede a VOCÊ para vir pessoalmente, a fim de CONFIRMAR a antiga tradição sobre a veneração das imagens “. Se Adriano não pudesse vir ele mesmo, ele enviaria homens dignos para representá-lo? Logo após o despacho desta carta o patriarca Paulo morreu (setembro de 784) Para preencher a vaga a Imperatriz escolheu um leigo, um dos mais altos oficiais do estado, Tarásio ….. Adriano estava pronto, ele disse [em cartas datadas de 29 de outubro de 785] , para ser representado no concílio, se tal concílio fosse o único caminho para trazer a restauração das imagens [no Oriente] .Mas, mesmo assim, sob condições: o próximo concílio deveria anatematizar o encontro [Concílio Iconoclástico] na Hieria de 753 [ou 754], e isso na presença dos legados papais, a Imperatriz deveria garantir a liberdade de ação para o concílio, e os legados deviam retornar a Roma. As condições de Adriano foram aceitas e assim, desde o início, em virtude desta carta iniciática, a posição dos Papas vis-à-vis o concílio é a de Agatão em 680 e de São Leão em 451. “(Philip Hughes) [Uma nota de rodapé diz: “Esse pseudo-concílio que aconteceu SEM a Sé Apostólica deve se anatematizar, na presença de nossos legados … que as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo sejam cumpridas.” o inferno não prevalecerá contra ela “(a Sé Apostólica) e novamente,” Tu és Pedro “(Pedro), cuja Sé, mantendo o PRIMEIRO lugar, ilumina o TODO MUNDO, e é o CHEFE DE TODAS as igrejas de Deus”. ] (Philip Hughes, A Igreja em Crise, página 129-130) Tradução: http://www.biblicalcatholic.com/apologetics/num55.htm
- ARS NOVA – Otto Maria Carpeaux
O “imobilismo” da ars antiqua explica-se pela insuficiência do sistema de notação, atribuído ao monge Guido (ou Guittone) de Arezzo: todas as notas tinham o mesmo valor, a mesma duração, sem possibilidade de distinguir breves e longas. O primeiro grande progresso da ars nova, dos séculos XII e XIV, é o sistema mensural, que já se parece com o nosso sistema de notação: permite distinguir notas longas e menos longas; breves e mais breves; permitiu maior e, enfim, infinita diversidade do movimento melódico nas diferentes vozes. É um progresso que lembra as descobertas, naquela mesma época, da ciência matemática, pelas quais são responsáveis eruditos como Oresmius e outros grandes representantes do nominalismo, dessa última e já meio herética forma da filosofia escolástica. A ars nova não é, simplesmente, o equivalente do estilo gótico na arquitetura. Precisava-se de séculos para construir as grandes catedrais. Quando estavam prontas (ou quando as construções foram, incompletas, abandonadas), já tinha mudado muito o estilo de pensar e o estilo de construir. A ars nova já corresponde à elaboração cada vez mais sutil do pensamento filosófico e das formas góticas. Os grandes teóricos da ars nova, o bispo Philippus de Vitry e os outros, elaboram com precisão matemática as regras da arte de coordenar várias vozes diferentes sem ferir as exigências do ouvido por dissonâncias mais ásperas. São as regras do contraponto. Eis a teoria. Na prática da ars nova influiu muito a música profana, inclusive a italiana do Trecento, de interesse histórico, mas sem possibilidades de ser hoje revivificada. O grande compositor da ars nova é Guillaume de Machaut (1310 – 1377), que foi dignitário eclesiástico em Verdun e Reims, enfim na corte do rei Charles V da França. Seu nome só figurava, durante séculos, na história literária da França, como poeta fecundo, autor de ballades, rondeaux e outras peças profanas. Machaut também escreveu para essas poesias a música: a três ou quatro vozes, da mesma maneira e no mesmo estilo em que escreveu motetos para três ou quatro vozes sobre textos litúrgicos. Uma obra de vulto e importância é sua Messe du Sacre, escrita em 1367 para a coroação daquele rei na catedral de Reims. É uma data histórica. Machaut foi, parece, o primeiro que escolheu cinco partes fixas do texto da missa para pô-las em música: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus (com Benedictus) e Agnus Dei. Criou, dessa maneira, um esquema, uma forma musical de que os compositores se servirão, durante séculos, com a mesma assiduidade com que os músicos do século XIX escreverão sinfonias e quartetos. A missa, naquele sentido musical, é a primeira grande criação da música ocidental, e a Messe du Sacre de Machaut é o primeiro exemplo do gênero. É a obra exemplar da ars nova, empregando as regras complicadas da arte contrapontística, sem evitar, porém, certas discordâncias sonoras que nos parecem, hoje, arcaicas ou então estranhamente modernas. É uma arte medieval, na qual se descobrem, porém, os germes da arte renascentista: é uma música que será autônoma. É o começo do ciclo de criação que em nossos dias acaba. (Otto Maria Carpeaux, Uma nova história da música)
- A VISÃO ERRADA DE UM GRANDE TEÓLOGO SOBRE O CISMA GREGO BIZANTINO
Em seu clássico trabalho “A Igreja de Deus”, que apareceu em francês em 1970 (em inglês em 1982), pe. Louis Bouyer limitou-se a repetir as mesmas “Reflexões” que apresentou à Conferência Pro Oriente de 1974, realizada em Viena. No que diz respeito à sugestão de que a Igreja Católica aceita apenas as decisões dogmáticas dos primeiros sete Concílios Ecuménicos como doutrina fixa, um dos peritos teológicos da Conferência, o Prof. Joseph Ratzinger, declarou a proposta do Pe. Bouyer como sendo “une utopie realiste”. Que as definições dos Concílios Católicos posteriores não fossem consideradas obrigatórias seria, segundo Ratzinger, “destruir a Igreja Católica”. As propostas do Pe. Bouyer também foram firmemente rejeitadas pelo historiador e teólogo pe. Wilhelm De Vries, que observou a proposição do Pe. Bouyer de que católicos e ortodoxos constituíam apenas uma Igreja não era aceitável nem para os católicos nem para os ortodoxos. Ficou claro na Conferência que, tanto para os católicos quanto para os ortodoxos, a ruptura da comunhão entre Roma e os patriarcados orientais dissidentes constituíam um cisma efetivo em cada comunhão hierárquica, reivindicando identificação exclusiva com a Igreja “Una, Sancta, Catholica et Apostolica” do Credo niceno-constantinopolitano. Curiosamente, na Conferência, os teólogos ortodoxos Prof. Evangelos Theodorou e Prof. Galitis declararam que o “Filioque” era compatível com a doutrina ortodoxa e notaram que existem outros teólogos que acreditam que o “Filioque” é um “teologoumenon” aceitável. O prof. Jean Meyendorff observou na mesma Conferência que o “Filioque” provou o pretexto essencial para os séculos de cisma com Roma. Como os ortodoxos orientais podem deixar de reconhecer as “diferenças de fé” atualmente existentes entre eles, ainda precisa ser explicado. As propostas do Pe. Bouyer creditavam ao seu generoso espírito ecumênico, mas desafiavam o senso comum, bem como o registro histórico do surgimento de uma comunhão anti-católica bizantina greco-eslava, que se afastara dos ensinamentos da antiga Igreja tanto no Primado Petrino quanto à Processão. No que diz respeito ao testemunho do Novo Testamento e da Igreja primitiva vis-à-vis a primazia petrina de supremacia na Igreja, pe. Bouyer reconheceu corretamente que o “Oriente” tendia a “esquecer a atestação de seu próprio passado”. Em meu livro “O Divino Primado do Bispo de Roma e a Moderna Ortodoxia Oriental: Cartas a um Grego Ortodoxo sobre a Unidade da Igreja” serão encontrados amplos testemunhos dos Padres e Concílios Gregos à autoridade universal do Sucessor de Pedro sobre o Igreja inteira, Oriente e Ocidente. A análise do Pe. Bouyer da situação atual entre a Igreja Católica e a comunhão ortodoxa oriental não era apenas irrealista, como minimizava a seriedade do cisma formal que efetivamente existe, mas sofre de uma falsa perspectiva histórico-teológica. Não há Igreja Ortodoxa que faça paralelo à Igreja Católica absolutamente única em sua unidade corporativa orgânica; há um certo número de Igrejas Ortodoxas autocéfalas e autônomas que não têm um vínculo visível de unidade entre elas, como a Igreja Católica possui – nas palavras de Bouyer – “o sinal distintivo [do qual] é a comunhão com o sucessor de Pedro”. Se os ortodoxos e os católicos permanecem “uma única Igreja”, como ele afirmou inconsistentemente, como pode haver o atual cisma que continua a ser justificado pelos ortodoxos com base nas “diferenças de fé”? A história do cisma bizantino greco-eslavo revela claramente que, após um período de estranhamento e discórdia mútuos, marcando uma mera suspensão da comunhão, o primado papal da jurisdição universal e o “Filioque” (para não mencionar “Azímos” e uma série de outras ressentimentos) seriam consideradas “heresias” dignas de “anátema”, impedindo assim a intercomunhão e uma celebração comum da Eucaristia, Sacramento da Unidade. Pe. Bouyer fez muitos dos “incidentes incontáveis de intercomunhão” no passado (Séc 18 e 19., E pode-se até acrescentar alguns no Oriente Próximo até o nosso tempo) para provar sua afirmação de que católicos e ortodoxos constituem apenas uma Igreja ( “duas unidades inseparáveis da Igreja”). Mas tais incidentes envolvendo prelados e fiéis ocorreram entre aqueles que não deram crédito às “polêmicas violentas e acrimoniosas” que foram usadas para justificar um estado de cisma formal. Teólogos católicos mais velhos deveriam usar o termo “cismático material” para se referir àqueles dissidentes de boa fé e que eram abertamente pró-unionistas. Estes deveriam ser considerados na prática como católicos, distinguindo-se do cismático formal que pretendia manter o cisma com a Sé de Pedro. É evidente que o Vaticano II procurou retornar àquela situação de intercomunhão real onde os ortodoxos transcenderiam as polêmicas estéreis do passado, reconheceriam a ortodoxia da Igreja Católica, buscariam a unidade com Roma, participariam dos sacramentos católicos e estariam prontos para professar explicitamente a fé católica. Nos diálogos de boas-vindas entre católicos e ortodoxos, há resultados muito positivos, como na recente Consulta Teológica Norte-Americana de 2003, em que os participantes ortodoxos pediram o fim da acusação de heresia em relação ao “Filioque” e para o “Patriarcado” de Constantinopla para formalmente retirar seu decreto de 1755 sobre o rebatismo “que não reconhecia a validade dos batismos católicos”. Como se analisa a trágica história da separação das Igrejas Ortodoxas Orientais de Roma, é, aliás, mais historicamente visão de túnel pensar que “o Oriente” é um monopólio das igrejas orientais da tradição bizantina. Além disso, é bom salientar que a Igreja Católica em comunhão com Roma nunca esteve completamente confinada ao “Latinismo”, uma vez que sempre houve patriarcas e bispos orientais com seus rebanhos em comunhão com o Sucessor de Pedro. É muito claro que preconceitos injustificados, erros, incompreensões e falta de amor fraternal de ambos os lados contribuíram para o legado do escandaloso cisma formal existente entre católicos e ortodoxos. O Concílio Vaticano II abordou os fatores teológicos e psicológicos subjacentes à separação das Igrejas em alguns Decretos e Declarações esplêndidos, e não menos em mostrar que Primazia e Colegialidade (ou Conciliaridade) são aspectos complementares da eclesiologia da Igreja. O Concílio fez muito para promover a plena comunhão eclesial dos católicos e seus irmãos orientais separados. Mais precisa ser feito, como pe. Bouyer escreveu. No entanto, é importante ressaltar que nas disputas medievais entre latinos e gregos, e entre gregos unionistas e gregos anti-unionistas, foram os bizantinos anti-unionistas que foram abertamente desobedientes a Roma e se deleitaram em acusações de heresia contra Roma e a Igreja Ocidental. Foram eles que decidiram romper a comunhão com os “hereges latinos” ou permanecer fora da comunhão com a “Roma herética” – apesar dos repetidos apelos dos Papas pela reconciliação. Suas ações, resultando na quebra da plena comunhão com Roma, foram muito além do que o padre. Bouyer denominou com grande atenuação “as disputas de escolas particularmente espirituosas”. À pergunta familiar: “Quem foi (latinos ou gregos) que romperam ou se separaram da Unidade da Igreja?”, O registro histórico mostra claramente que foi a desobediência dos anti-unionistas bizantinos ao papado que resultou na criação e disseminação do cisma. Foi um odioso “espírito de cisma” que foi cada vez mais manifestado pelos bizantinos anti-unionistas, que passaram a rejeitar os Concílios de Reunião de Lyon (1274) e Florença (1439). Para todas as “polêmicas violentas e acrimoniosas” que se seguiriam ao chocante Saque de Constantinopla (1204), foram os latinos e os unionistas gregos que sustentaram a Primazia Petrina como sendo da essência da Igreja Militante visível. O cisma que causa divisões no “Episcopado indiviso” é ininteligível, a menos que envolva rebelião contra a suprema autoridade hierárquica viva na Igreja, a qual só pode ser, como sustenta a Tradição, o Sucessor de Pedro em sua Primazia. O cisma também envolve a recusa da comunhão fraterna com os cristãos ocidentais e orientais em comunhão com aquele Sucessor de Pedro. Escrevendo no Séc 13 em sua “Summa Theologica”, São Tomás de Aquino observou que: “Essas pessoas são consideradas cismáticas que se recusam a se submeter ao Sumo Pontífice e que se recusam a estar em comunhão com os membros da Igreja que estão sujeitos a ele.” (S.T. II-II, 39.1) A história pode ser imensamente útil para nos ajudar a entender o grito do Pe. Bouyer: “Como chegamos a uma situação tão deplorável quanto absurda?” Em minha opinião, a contínua separação entre católicos e ortodoxos orientais é tanto deplorável quanto absurda, pois é essencialmente irracional (não pode ser justificada teologicamente), além de contradizer a vontade de Cristo, escandaliza o mundo e prejudicar a causa mais sagrada. – a pregação do Evangelho a toda criatura (cf. Decreto do Vaticano II sobre o Ecumenismo, n. 1). Tradução: http://www.jameslikoudispage.com/Ecumenic/mistheol.htm
































