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  • JESUS CRISTO, O BOM PASTOR!

    Vem, Senhor Jesus, Vem buscar o teu servo, Vem procurar a ovelhinha cansada, Vem, Pastor… Vem sem necessitar de ajuda, Sem se fazer anunciar; Faz muito tempo que espera tua vinda. Sei que virás, porque “não esqueci tua vontade”. Vem sem bastão, Mas só com teu amor e o teu espírito de doçura. Não hesites em deixar sobre os montes As tuas noventa e nove ovelhas, Porque aquelas que estão sobre os montes Não podem ser atacadas pelos lobos ferozes; No paraíso, a serpente pode machucar somente uma vez … Vem até mim, Que sou assediado pelos ataques dos perigosos lobos. Vem até mim que, expulso do paraíso, Estou ferido de mordidas e venenos da serpente, E me perdi longe de teu rebanho, Que está lá em cima. Também me tinhas colocado lá em cima, Mas os lobos da noite me afastaram do redil. Vem procurar-me, Porque eu te procuro; Encontra-me, toma-me e leva-me… Vem, pois, buscar a tua ovelha, Não mandes os teus servos, Não envies teus mercenários; Vem tu mesmo…! Toma-me nesta carne que é caída em Adão… Leva-me sobre a tua cruz, Que é a salvação dos errantes, O único repouso dos fatigados, Pela qual todos os que morrem viverão. (Santo Ambrósio de Milão – Ambrósio, Sul Salmo 118, 22, 28-30) #Cristologia

  • SENHOR, DÁ-ME TOTALMENTE A TI PRÓPRIO

    Meu Senhor e meu Deus, toma de mim tudo o que impede de chegar a Ti! Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que favorece aproximar-me de Ti! Meu Senhor e meu Deus, por favor, toma-me de mim e dá-me totalmente a Ti próprio! Amém! Aleluia! (São Nicolau de Flüe) #Cristologia

  • RESSURREIÇÃO

    A noite deita-se, levanta o dia. O dia se vai, a noite cresce. Veja as searas. Quem fez as sementes? A planta. Quem fez a planta? A semente que morreu… Mas se ela morreu semente, a mão de Deus a ressuscita planta, para produzir um fruto multiplicado. (São Clemente I – Papa e Mártir) #Cristologia

  • A NOVA CRIAÇÃO – 1º Domingo da Quaresma

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Jesus nos liberta do poder de Satanás”, clicar AQUI PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Gênesis 9, 8-15) Os aliados de Deus Disse Deus a Noé e a seus filhos: “Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. Estabeleço convosco a minha aliança: mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras. Ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”. SALMO 24 Os caminhos do Senhor (Antífona): Verdade e amor, são os caminhos do Senhor. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Primeira Carta de São Pedro 3,18-22) Água do batismo, fonte de salvação Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espirito. No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades. EVANGELHO (São Marcos 1,12-15) O novo Adão O Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” A NOVA CRIAÇÃO (Comentário de Scott Hahn) A Quaresma nos convida a retornar à inocência do batismo. Na epístola deste domingo, São Pedro nos lembra que, assim como Noé e sua família foram preservados das águas do dilúvio, também fomos salvos pelas águas do batismo. A aliança de Deus com Noé, que lemos na primeira leitura, marcou o início de um mundo novo; mais que isso, prefigurou uma nova e mais importante aliança entre o Criador e a sua criação (v.Os 2,20; Is 11, 1-9). No Evangelho podemos ver o início desta Nova Aliança e desta nova criação. Jesus é apresentado como o novo Adão – o Filho amado de Deus (v. Mc 1, 11; Lc 3, 38), que vive em harmonia com os animais selvagens e é servido pelos anjos (v. Gn 2, 19-20; Ez 28, 12-14). Jesus é tentado pelo demônio, assim como Adão. No entanto, ao contrário deste, que com sua queda provocou o domínio do pecado e da morte no mundo (v. Rm 5,12-14;17-20), Cristo derrota Satanás. Nisto consiste a Boa Nova, o “evangelho de Deus” que Ele proclama. Por sua morte, ressurreição e entronização à direita do Pai, o mundo volta a ser novamente o reino de Deus. Nas águas do Batismo, cada um de nós entrou no reino do Filho Amado de Deus (v. Col 1, 13-14). Através Dele nos tornamos filhos de Deus, criaturas novas (v. 2 Co 5,7; Ga 4, 3-7). No entanto, como Jesus, e Israel antes Dele, fomos batizados apenas para ser levados ao deserto: a um mundo cheio de aflições e provações para a nossa fidelidade (1 Cor 10, 1-4; 9, 13; Dt 8, 2-16). Nesta peregrinação-purificação, Jesus é o nosso guia. Ele é o Salvador, o Caminho e a Verdade que cantamos no salmo deste domingo (v. Jo 14,6). Ele nos dá o pão dos anjos (v. Salmos 78,25; Sb 16,20) e lava nossas culpas no sacramento da reconciliação. Portanto, comecemos neste tempo santo renovando nossos votos batismais, arrependendo-nos e acreditando no Evangelho. https://stpaulcenter.com/la-nueva-creacion-adanes-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-primer-domingo-de-cuaresma/ https://stpaulcenter.com/the-new-creation-scott-hahn-reflects-on-the-first-sunday-of-lent/

  • JESUS CRISTO, MEU TUDO!

    Jesus tem piedade de mim, pecador! Jesus, consolador da minha alma! Jesus, iluminador do meu espírito! Jesus, alegria do meu coração! Jesus, saúde do meu corpo! Jesus, meu salvador, salva-me! Jesus, minha luz, ilumina-me! Jesus ilumina os meus sentidos obscurecidos pelas paixões! Jesus cura o meu corpo encrostado pelo pecado! Jesus purifica o meu espírito dos vãos pensamentos! Jesus preserva o meu coração dos maus desejos! Jesus, Filho de Deus, tem piedade de mim! (Frei José Carlos) #Cristologia

  • O CORPO DE CRISTO: COMUNHÃO DE IRMÃOS

    À minha mesa vos convido. Nela ninguém morre, nela está a vida verdadeiramente feliz, nela o alimento não se corrompe, mas refaz e não se acaba. Eis para onde vos convido, para a morada dos anjos, para a amizade do Pai e do Espírito Santo, para a ceia eterna, para a fraternidade comigo; enfim, a mim mesmo, à minha vida eu vos conclamo! Não quereis crer que vos darei a minha vida? Retende, como penhor a minha morte. (Santo Agostinho – Apóstolo da Inteligência) #Cristologia #Eucaristia #SantoAgostinho

  • NOSSA FÉ É PERSEVERANTE EM CRISTO JESUS

    Não deixe a fé adormecer em seu coração quando se levantarem as tempestades e as ondas deste mundo. Se pensa que o Todo-Poderoso não tem poder sobre o sono e a morte é sua fé que dorme. (Santo Agostinho – Apóstolo da Inteligência) #Cristologia #SantoAgostinho

  • CRISTO JESUS: NOSSO SOL DE JUSTIÇA

    Se Cristo é chamado nas Sagradas Escrituras verdadeiro sol e verdadeiro dia, não há hora em que os cristãos não devam ser assíduos e perseverantes na adoração a Deus. Por conseguinte, nós que vivemos em Cristo, isto é, no verdadeiro sol e verdadeiro dia, devemos permanecer o dia inteiro em oração. E, quando de novo vier a noite, nenhum dano causarão aos orantes as trevas noturnas, porque, para os filhos da luz, até mesmo a noite é como o dia. Como poderá ficar sem luz quem traz sempre a luz no coração? Ou quando não haverá sol, quando não será dia, para quem Cristo é sol e dia? (São Cipriano) #Cristologia

  • MEU ALIMENTO E MINHA BEBIDA É CRISTO JESUS (Santo Ambrósio)

    Para abrandar minha sede não preciso procurar rios ou fontes: Cristo é o meu alimento, Cristo é a minha bebida; a carne de um Deus me sustenta e o sangue de um Deus me desaltera. Para saciar-me, não espero as colheitas anuais; cada dia Cristo se dá a mim como alimento. Meu alimento é de tal natureza que, se alguém o comer, não terá mais fome; não é manjar que nutre o corpo, mas alimento que fortifica o coração do homem. Para mim desceu do céu o pão de Deus, que dá a vida ao mundo. Este é o pão da vida: quem come a vida não pode morrer. Como pode morrer quem se alimenta da vida? Como pode definhar quem traz em si uma substância vital? Do corpo de Deus brotou para mim uma fonte eterna: Cristo bebe as minhas amarguras para dar-me a doçura de sua graça. (Santo Ambrósio) #Cristologia #Eucaristia

  • CARIDADE

    Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; Outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade; Outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe: Outras, para serem edificadas, e isso é prudência; Outras, para edificarem os outros, e isso é caridade. (São Tomás de Aquino – Doutor da Igreja)

  • O ESPÍRITO SANTO

    Sem o Espírito Santo, Deus está distante, Cristo permanece no passado, o Evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a acção moral um agir de escravos. Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo ressuscitado faz-se presente, o Evangelho faz-se força do Reino, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade transforma-se em serviço, a liturgia é memorial e antecipação, a acção humana torna-se divina. (Atenágoras de Atenas – século II) #Igreja

  • O LINDO DISCURSO DE CONSOLAÇÃO DE TAKASHI NAGAI AOS CRISTÃOS DE URAKAMI

    (…) “Para poder contemplar o significado do acontecido”, Takashi voltou onde Midori [ sua esposa] e 8 mil cristãos haviam morrido. Algumas pessoas murmuravam que a bomba atômica, evidentemente, tinha sido um Tenbatsu, castigo de Deus. Nesta conjuntura o Bispo anunciou o plano de uma missa campal pelos falecidos e pediu que Takashi falasse em nome dos leigos. Ele pôs-se a meditar para encontrar um sentido na bomba atômica. (…) Dentro da catedral devastada, Takashi estava sentado em um monte de pedregulho, pensando no discurso que faria por ocasião da missa campal. Sob a luz fraca , as madeiras carbonizadas que jaziam entrecruzadas imitavam os caules pretos das ameixeiras no inverno. Pretos como a chuva e o sol no dia 9 de agosto e como o sol no livro das Revelações . Olhou para o altar destruído… O cordeiro que foi morto! O Cordeiro da Revelação foi seguido para onde quer que fosse ” por um coro de virgens , vestidas de branco, que cantavam. Subitamente na mente de Takashi uma imagem formou-se. As 27 irmãs do josei e as meninas de Junshin morreram cantando “o hino novo” aprendido com o cordeiro. O Hino da dimensão Redentora do sofrimento e da morte. O holocausto do Calvário emprestou sentido e beleza ao holocausto de Nagasaki. pegou o lápis e anotou um poema tanka: HANSAI NO HONO NO NAKA NI UTAI TSUTSU SHIRA YURI OTOME MOE NI KERU KAMO. VIRGENS COMO OS LÍRIOS BRANCOS CONSUMIDAS NAS CHAMAS ARDENTES COMO UM SACRIFÍCIO CONSUMADO E ESTAVAM CANTANDO No dia 23 de novembro de 1945, ao lado da catedral arruinada, estariam reunidos católicos feridos, com dificuldades para andar, desfiguradas pelas queimaduras, confusos, para celebrarem a missa fúnebre aos entes mortos. Takashi já tinha uma ideia clara sobre aquilo que falaria a eles. No momento em que chegou sua vez de falar, levantou-se um pouco inseguro, parecendo um sennin , um antigo Xamã das montanhas, com as feições macilentas, cabelos e barba por fazer. Com uma reverência lenta em direção aos sacerdotes paramentados, e uma outra para comunidade, Takashi começou: Na manhã de 9 de agosto, no quartel-general Imperial, em Tóquio , uma reunião do Supremo Conselho de Guerra estava em andamento, para decidir se o Japão se renderia ou continuaria a guerra. Naquele momento o mundo estava diante de um impasse. Uma decisão tinha de ser tomada… Paz ou mais derramamento cruel de sangue e carnificina. “Foi exatamente então, às 11:02, que uma bomba atômica explodiu sobre nosso bairro. Em instantes, 8 mil cristãos foram chamados para Deus, e em poucas horas as chamas transformaram em cinzas este venerável Santo Lugar do Extremo Oriente… “À meia-noite daquele dia, nossa Catedral subitamente irrompeu em chamas e foi consumida. Foi precisamente naquele mesmo momento que, no Palácio Imperial, Sua Majestade, o Imperador comunicou a decisão sagrada de acabar com a guerra. O Decreto Imperial, que pôs fim aos combates, foi oficialmente promulgado em 15 de agosto, e o mundo inteiro viu a luz da paz. O dia 15 de agosto também é o grande Dia da Assunção da Virgem Maria. É significativo, julgo eu, que a Catedral de Urakami estivesse dedicada Maria. E aqui temos de fazer uma pergunta: Esta convergência de fatos, isto é, o fim da guerra e a celebração do Dia da Virgem Maria, terá sido meramente uma coincidência ou a Misteriosa Providência de Deus ? Ouvi dizer que a bomba atômica… tinha sido destinada para uma outra cidade. As nuvens carregadas tornaram aquele alvo impossível ,e a esquadrilha americana dirigiu-se, então, ao segundo objetivo: Nagasaki, surgiu um problema mecânico, e a bomba foi lançada mais ao norte do que se tinha planejado e explodiu bem em cima da catedral… Não foi a esquadrilha americana, creio eu, que escolheu nosso bairro. Foi a providência divina que escolheu urakami e levou a bomba exatamente para cima de nossas casas. Não há aqui uma profunda relação entre o aniquilamento de Nagasaki e o fim da guerra? Não foi Nagasaki a vítima escolhida, o cordeiro sem mancha, morto como uma oferenda consumida pelo fogo sobre o altar do sacrifício, em reparação pelos pecados cometidos por todas as nações durante a Segunda Guerra Mundial?” Takashi usou a palavra hansai, a palavra japonesa para holocausto ou a oferenda consumida pelo fogo na Bíblia. Algumas pessoas enlutadas reagiram com ira às palavras de Takashi, cena que foi muito bem elaborada pelo célebre direitor Keisuke Kinoshita em Children of Nagasaki ( Filhos de Nagasaki ), o filme mais recente sobre a vida de Takashi Nagai. Alguns da comunidade levantaram-se e gritaram, protestando que Takashi tentara interpretar com palavras piedosas a atrocidade perpetrada em suas famílias! Kakashi não manifestou nem ira nem surpresa. Tendo passado pelo mesmo vale escuro Em que outros se encontravam naquele momento, ele compreendeu a reação deles. Continuou com autoridade e serena de tal modo que os convenceu a guardar silêncio. “Somos herdeiros do pecado de Adão… do pecado de Caim. Ele matou seu irmão. Nós nos esquecemos de que somos filhos de Deus. Esquecemos o amor e nos voltamos aos Ídolos. Odiando e matando uns aos outros, matando uns aos outros com alegria! Finalmente, o conflito maligno e horrível chegou ao fim, mas, para merecermos a paz, não bastou um simples arrependimento… Tivemos de oferecer um imenso sacrifício… Já havia cidades arrasadas, Mas mesmo isso Não bastou… Foi necessário este Hansai em Nagasaki, no exato momento em que, pela inspiração Divina, o Imperador emitiu a venerável proclamação que pôs fim à guerra durante. Três séculos de perseguição, a grei cristã de Nagasaki permaneceu fiel à fé. Durante esta última guerra, todos que rezaram incessantemente por uma paz duradoura. Aqui se achava o cordeiro puro que devia ser sacrificado como Hansai em seu Altar… de maneira que milhões de vidas pudessem ser salvas. Na vigília Pascal, uma cerimônia noturna realizada todos os anos na catedral, um grande Círio é aceso. Parafraseando o verso da vigília, Takashi continuou: ” Quão Nobre, Quão esplêndido foi o holocausto da meia-noite de 9 de agosto, quando as chamas subiram da catedral, dispersando trevas e trazendo a luz da Paz. Na profundeza de nossa dor, Fomos capazes de contemplar alguma coisa bonita, pura e sublime. Para concluir, Takashi invocou o Monte das bem-aventuranças e o Calvário, próximos à Jerusalém. “Felizes os que choram, eles serão consolados. É preciso andar o caminho da reparação… escarnecidos, açoitados, punidos por nossos crimes, sujo de suor e sangue, apesar disso, podemos dirigir os olhos da mente a Jesus, carregando sua cruz ao Monte Calvário. O Senhor o deu, o Senhor o tirou. Bendito seja o nome do Senhor. Sejamos agradecidos por Nagasaki ter sido Eleita como o sacrifício, totalmente consumido pelo fogo! Sejamos agradecidos ao sacrifícios que concedeu a Paz ao mundo e a liberdade religiosa o Japão…” Depois de terminar, Takashi sentou-se e o silêncio foi total. Sua descoberta da Providência Divina, em Ação, mesmo nos Horrores do dia 9 de agosto causou profunda impressão nos ouvintes assim como os leitores — de seus futuros livros — não-cristãos de Nagasaki e de todo Japão. Hino a Nagasaki, Paul Glynn. Tradução : Pe. Lino Stahl, SJ. Edições Loyola. Pág. 176,177, 178 e 179. #Japão

  • O Filioque pela perspectiva de um católico oriental

    Resposta: Quanto ao infame conflito a respeito do Filioque, este já não parece ser obstáculo que costumava ser. Em 1995 o Papa pediu ao Pontifício Conselho para Promoção da Unidade dos Cristãos que esclarecesse e reavaliasse a questão. A pedido dele, foi emitido um documento incrível intitulado: “The Father as the Source of the Whole Trinity – the Procession of the Holy Spirit in Greek and Latin Traditions” (As tradições grega e latina a respeito da processão do Espírito Santo, na edição portuguesa). Este documento reconhece o entedimento oriental de o Pai ser a fonte da trindade como sendo algo definitivo para a Igreja Católica. Os ortodoxos estavam preocupados que o católicos clamavam que TANTO o Pai QUANTO o filho fossem a fonte da trindade. Esse documento dá cabo a esse medo. Na verdade, esse documento chega longe até o ponto de afirmar que o credo SEM o Filioque é a forma normativa do credo para toda a Igreja Católica. Dizendo assim: [A Igreja Católica reconhece o valor conciliar, ecumênico, normativo e irrevogável, expressão da fé comum da Igreja e de todos cristãos, do Símbolo professado em grego em Constantinopla em 381 pelo Segundo Concílio Ecumênico. Nenhuma profissão peculiar a uma tradição litúrgica particular pode contradizer essa expressão de fé ensinada pela igreja indivisa” (2º Parágrafo).] O Papa calorosamente aceitou esse documento e ele próprio o implementou. Sempre que concelebrando com bispos orientais, ou durante encontros ecumênicos onde se prestam orações, o Santo Papa sempre celebra o Credo sem o Filioque. Pergunta: Por que os católicos romanos não voltam a recitar o Credo em sua forma original? Se uma igreja ocidental como a Anglicana voltou a usar o Credo sem o Filioque, isso dá a entender que muitos cristãos ocidentais (protestantes e católicos romanos) estão a professar o credo “errado”. Resposta: Dizer que a versão do Credo com o Filioque é o credo “errado” seria incorreto. É uma variação legítima do mesmo Credo que é particular a tradição litúrgica latina. Quando devidamente entendido, a cláusula Filioque não compromete a monarquia do Pai: a noção que o Pai é a fonte original do Filho e do Espírito. De fato, a tradição teológica latina tendeu a enfatizar o papel do Filho na expiração «spiration» do Espírito enquanto mantendo a monarquia do Pai. A cláusula Filioque expressa essa tradição teológica latina, que é parte da herança da Igreja Latina. Muitos teólogos católicos romanos acreditam que remover o Filioque do Credo da Igreja Latina seria como abandonar uma parte importante do patrimônio teológico latino. Pergunta: Quem começou a briga a respeito do Filioque? O Carlos Magno realmente acrescentou isso ao Credo? Resposta: No que se trata a sua pergunta, é dado consagrado que o Filioque foi inserido no Credo Niceno a pedido de Carlos Magno, mesmo com a objeção verbal do papa regente à época. Antes disso, já havia sido recitado em partes da Gália e Espanha, mas o uso difundido disso foi alcançado no Oeste pelos esforços de Carlos Magno. Numerosos papas se opuseram a essa adição e tentaram manter a versão original do credo por diversos séculos. De fato, nenhum um único papa recitou o Filioque até o Papa Bento VIII (por volta de 1014-1015 d.C) Além disso, quando São Fócio protestou contra a recitação do Filioque no Credo, ele se acreditava seguindo os passos dos numerosos papas que também se opuseram a essa adição. Devo também mencionar que alguns historiadores acreditam que Carlos Magno adicionou o Filioque ao Credo justamente para poder ter uma desculpa para acusar o imperador bizantino de heresia. Uma vez que o imperador bizantino se recusava a recitar o Filioque, ele poderia ser acusado de heresia e, portanto, não o poderia ser reconhecido como um imperador legítimo por Carlos Magno. Isso significaria que Carlos Magno sozinho era o único verdadeiro imperador no mundo cristão. É claro que já que o Papa daquela época também recusou recitar o Filioque, isso também significaria que ele era um herético aos olhos de Carlos Magno, não seria? Sendo assim, Carlos Magno se encurralou em um beco sem saída teológico complicado e viscoso. De qualquer forma, esse assunto parece ter sido amplamente resolvido nos anos recentes. Eu ficarei imensamente grato quando essa briga finalmente for direto para o cesto de lixo da história. Pergunta: Católicos orientais têm que acreditar no Filioque? Resposta: Roma não impõe que católicos abandonem sua tradição teológica única. Na verdade, o que o Vaticano II pediu foi que nós preservássemos nossas tradições teológicas únicas, que são parte da riqueza de toda Igreja Católica. Portando, Católicos orientais devem manter sua tradição teológica oriental da Trindade, que enfatiza a monarquia do Pai. O filioque é parte da tradição teológica latina. Uma vez que estamos todos unidos em comunhão completa com a Igreja Católica Romana, os católicos orientais acreditam que o Filioque é um entendimento legítimo da Trindade, particular a tradição latina. Em outras palavras, é um entendimento verdadeiro da Trindade, igual e complementar com o entendimento oriental. Embora não expressemos nosso entendimento da Trindade dessa forma, é perfeitamente legítimo para a Igeja Latina fazer isso. Os entendimentos orientais e ocidentais da Trindade são diferentes, mas complementares. Então, em última instância, acreditamos que o filioque é verdade, mas não é como expressamos o mistério. Existe uma história interessante por trás disso. Em todas as suas negociações com as igrejas ortodoxas, a Igreja Católica Romana nunca pediu para a Ortodoxa adotar o Filioque como seu entendimento da fé. Pelo contrário, Roma apenas pediu para que a Ortodoxa reconheça que não é herético. Infelizmente, por muitos séculos permaneceram indispostos a conceder tal coisa. Alguns cristãos ortodoxos permanecem assim até hoje Traduzido do site From East to West do católico bizantino Anthony Dragoni. Tradução por Jéssica Ramos. #Oriente

  • Papacy and Protestant Folly

    Listening to a radio show last week, a Protestant called saying( or saying something to this effect): “I follow no Pope! Christianity is all about a ‘personal relationship’ with Christ. I pray to him alone, I ask for forgiveness and favours in personally to God. Its about relationship – not religion.” Catholics in union with the New-Rome will find nothing wrong in that comment, especially when we consider the preponderance of protestant theology within the Novus Ordo circles. There is NOTHING RIGHT in that comment, and I will explain under two headings. “I Follow No Pope!” Going back to  the old testament, men have always been moved by the devil to revolt against God’s authority. They have always wanted to pick a king by themselves and not take instructions from God’s anointed. They craved for a sort of  democracy. To Moses they said; “Who made you a ruler and a Judge!” (Acts 7:38) To quiet this ever-growing thirst at that time, Gideon announced: “I will not rule over you and my Son will not rule over you. The Lord will rule over you.”( Judges 8:24)  When they finally ushered themselves into this “democratic” regime, they suffered greatly because barely 10 out of over 40 kings( who ruled Israel and Judah) between 1049 B.C. and 586 B.C. ruled well. Most where either evil or just foolish. In our time, God governs the Church through the Papacy -“on this rock, I will build my Church”(Matt. 16:18). Men who turned against the Papacy eventually ended up creating a sect and MADE THEMSELVES the head. It is not just a cry against a “Popish” religion but also an expression of an inherent intention of being at the head – in other words, it has pride at its roots. Martin Luther broke away and formed the Lutheran religion, of course enthroned himself as the head of the Lutheran movement. King Henry VIII formed the Anglican communion and made himself the head of the sect despite the existence of the seat of Archbishop of Canterbury. Even within the Anti-Catholic fold, men such as Charles T. Russell protested against the Congregationalists and jumped to Seventh Day Adventist, he also revolted before forming what we now know today as Jehovah’s Witness. He also MADE HIMSELF the head of the sect – as usual. This main character among the “Anti-Papal” camp is the main reason why Protestantism has no unified doctrine and today they have over 9,000 denominations in the world and if we include the “Independents and the Marginals” (like Jehovah’s Witness, Unitarians, Mormons etc) the number rises up to 33,000 denominations! Jesus Christ pointed to a distinct feature of His Church when He said, “there shall be One Fold, One Shepherd!”(John 10:16). When the people of Israel rejected Samuel, God told Samuel: “They have not rejected you, but they have rejected Me”(1 Sam. 8:7). The same applies to those who reject the Papacy. “Personal Relationship” with God I have never seen the word “personal relationship with God” in the bible. The Jews in the old testament, never subscribed to this method for they had their priests and their temples for sacrifices. Christ will NEVER used that sentence because this term because destroys the very concept of Congregation. The early Christians met for the breaking of the bread, just as the also remained together when the Holy Spirit descended upon them. If a Christian can “personally” obtain all his spiritual needs from God at the comfort of his home, “what is the need to go to Church?” – he thinks! To this poor soul, the church now becomes a socializing joint! Such notion undermines especially the sanctifying nature of the Church. Jesus Christ found the Church to teach, govern and SANCTIFY all men. There is a fine line between “Personal Sanctification” and “Personal Relationship”. When we make good use of the sacraments of the Church for the sanctification of our souls – that can be called Personal Sanctification since it is a personal effort made to keep the soul in state of grace. In this case we approach God through the means prescribed by the Church and not just inventing a devotion we think fit for the Most High. The Church through its Sacraments provides the means through which we remain in the state of grace. God loves us and the only way to return his love is to keep his commandments(John 14:15).  We look to the Church to guide us as we observe God’s commandments. When we keep his commandments, we surely tread on the path of personal sanctification. Kyrie Eleison

  • A PENA DE MORTE NA INQUISIÇÃO ESPANHOLA, E A DEFESA DO CRISTÃO ONTEM E HOJE.

    A PENA DE MORTE NA INQUISIÇÃO ESPANHOLA, E A DEFESA DO CRISTÃO ONTEM E HOJE • Para entender este assunto de forma clara e honesta, é necessário recordar que a pena de morte naqueles tempos era coisa comum, legal e legítima, nem sempre destinada a casos graves. Esta realidade pode ser comprovada especialmente nas regiões Protestantes, como as disposições tomadas pelo regime luterano-comunista estabelecido por Rothmann – depois convertido ao anabatismo – na região de Munster. Em 1534, comenta Henry Kamen, decretou-se a pena de morte para os delitos mais variados, como a blasfêmia, a desobediência, o escândalo público, e inclusive por queixar-se ou discutir com os próprios pais (Henry Kamen, os caminhos da tolerância). Mencionamos também que o delito de sodomia era comumente castigado com a morte na maior parte dos Estados. • Todas as legislações do mundo acreditavam que este princípio era um dever irrenunciável, mais do que um direito. Ninguém se horrorizava ao presenciar o enforcamento de um delinquente em uma praça pública; o inconcebível, pensavam, era que seu crime ficasse impune. como observa hilaire belloc: “Revisem as fontes históricas dos tempos inquisitoriais, e vocês encontrarão neles talvez rigorosos protestos contra a injustiça de uma determinada sentença, mas nunca homens que ‘digam justa ou injusta, a crueldade da execução é tão repugnante que protestamos contra ela’. • É claro, que não era algo que se contemplasse com alegria, mas que se aceitava com a devida à solenidade Cristã, pois criam firmemente no valor de toda a vida; porém, como homens práticos e perdoados, criam também que que aquele suplício era um mal necessário em determinadas ocasiões, para salvaguardar o bem comum. • Temos que adentrar dentro de um contexto sociocultural, o comportamento e o pensamento daquela época daquela Europa, que eram todos crentes, o que interessava mas era a sorte da alma, eterna e Imortal, que o efêmero destino do corpo. A partir dessa perspectiva, não é precipitado afirmar que aqueles séculos – e especialmente a Inquisição – foram muito mais generosos e sensíveis que os tempos modernos, se levarmos em consideração não só o tratamento dispensado aos réus, mas também a facilidade com que encontravam o perdão. Bastava ao culpado a confissão e o arrependimento para salvar sua vida, purgar sua culpa, limpar sua alma e fazer as pazes com Deus. Era natural, portanto, que a igreja, e logicamente a Inquisição, considerasse sempre mais urgente o estado da Alma dos acusados, pois nem o mais inflamados dos inimigos do delinquente desejava-se o fogo eterno do inferno, realidade que nessa época ninguém Punha em dúvida. Hoje, pelo contrário, ninguém se interessa pelo destino após a morte de um assassino, mas todos sentiriam uma satisfação se este fosse por um dia privado de sua de alimentação por mau comportamento. • Pode-se afirmar, por último, o grave erro que supõe – como fazem Llorente e seus seguidores – considerar como vítima a todos aqueles processado ou punidos alguma vez pela Igreja. Também não se pode, sem justiça considerar do mesmo modo aqueles executados a instâncias no tribunal. Disto mesmo queixava-se com justa razão De Maistre, em suas cartas, ao dar-se conta de como os inimigos do Tribunal, em seu incansável esforço de aumentar as listas do martirologio, contabilizam como vítimas mas os punidos levemente e até mesmo os mais públicos e notórios assassinos. “Se estas são vítimas -comenta Tomás Batura -, Então não existem criminosos que não o sejam. • Este é um tema que ainda dá muito que falar, especialmente entre alguns círculos católicos e anticatólicos, que tiveram uma influência muito grande da ideologia pacifista marxista, que em si já é uma contradição, pois, foi o movimento que mais matou na história. Esses incautos ou doentes apontam o dedo para igreja, acusando a igreja de cometer brutalidades e que cometeu erros no passado, lembrando o Cardeal Biffi, que nos disse que somos pacíficos mas não pacifistas, parecem ter esquecido o sentido estrito das palavras de um dos maiores doutores da igreja, Santo Agostinho, que alertava, entre outras coisas, que a paz “não é apenas ausência de guerra”, rechaçando assim integralmente aquelas definições aparentes e invertebradas, que nada tem a ver com a uma única verdadeira e desejável, sólida e perene: a de “tranquilidade na ordem”. • Seguindo as ideias de sua época, estes católicos rechaçam completamente toda a iniciativa que apregoe a defesa mais elementar de sua religião e de sua nação, tanto física como intelectual, seja ela proativa, defensiva ou preventiva. O que hoje conhecemos como os católicos mornos, que na prática não acredito que, não se defenderiam de um ataque, não creio que está pessoa que visse alguém invadir sua casa e tentar estuprar sua esposa, não creio que ele ficaria passivo diante de uma situação de eminente perigo e não tentaria defender a sua família, temos que ser sensatos e coerentes, e parar com essa hipocrisia de achar que o pacifismo é a solução para diminuir ataques e violências na sociedade, essa defesa podemos entender que ela é proativa preventiva ou defensiva como já falei, essas pessoas ignoram desta forma o princípio e a obrigação da legítima defesa, é melhor explicado na Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino de forma magistral, já se falamos algo sobre isto anteriormente (o texto sobre heresias); mesmo assim, é sempre oportuno é necessário Recordar estes preceitos, ainda mais em assunto tão sério. • Podemos falar mais um pouco relação a essa temática sobre essa corrente passista, que hoje é tão venerado e até mesmo divinizada. Antes de tudo, percebe-se nela uma dislexia entre o discurso e a práxis. Pode-se ver diariamente como organizações mundiais erigidas sobre as ideias dos Direitos Humanos, a Paz e a liberdade, parecem mais preocupadas em impor e difundir sua política em nações sem tradições nem possibilidades reais de fazer guerra (por exemplo, os países mais pobres da África e da América Latina), do que em fazer cumprir suas disposições por aquelas Nações que continuam, na atualidade, a viver em guerra, e perpetrando verdadeiros crimes contra a humanidade. No entanto, esta seletividade não deveria surpreender mais que ao incauto. Seria grande ingenuidade atribuir esse fenômeno a uma mera coincidência sendo tão palpáveis os interesses políticos territoriais econômicos em jogo. Não é coincidência, e tampouco, que organizações como o Greenpeace (elemento de penetração internacional discreto, criado pelo M16, Serviço de Inteligência britânico) encontrem-se envolvidas e ligadas tão intensamente aos países em desenvolvimento e seus recursos. É de conhecimento público, Pois é suficientemente reconhecido que os conflitos, tanto os atuais como os futuros, correspondem à necessidade urgente das grandes potências mundiais de angariar recursos naturais que já começam a ficar escassos no planeta. Como exemplo os casos da Amazônia brasileira com uma quantidade de recursos naturais surpreendentes, da Argentina mais rica em prata, petróleo e outros recursos, e vários outros países tanto na América latina quanto em África, nos casos do Brasil e Argentina vemos as grandes nações se intrometer na forma de como deve ser feito a exploração e de grupos estrangeiros que dão as regras, sem vermos nenhuma resistência. Por quê? há dois motivos porque não pode e porque não quer. • Não pode porque sob o pretexto desta consciência pacifista foram destruídas as forças de segurança, e, com elas, toda a custódia e controle sobre o patrimônio nacional. A mera existência das Forças Armadas assegura em boa medida o fator dissuasivo, necessário para afastar a pirataria estrangeira de nosso território. Sua extinção definitiva, como quer a ONU, até em sugerir uma polícia desarmada, é justamente fazer uma nação sem defesa. • O traço mais característico do movimento pacifista com toda utopia mas é sem dúvida em seu caráter e realizado pois quem não quer um mundo sem guerras abusos fome e corrupção O que se deve entender e que não se trata aqui do que se quer ou deseja mais do que é humanamente possível. • Então esta questão do querer que a humanidade obtém a paz mundial podemos nos perguntar é possível Claro que não embora este deles pacifistas possam dizer exatamente o contrário desconhecem ou prefere ignorar uma série de fatores decisivos elementares nos nossos noticiários não se sintam os conflitos na África central do Congo em vários países pobres isto não é uma boa notícia para se dar em jornal milhares de mortos perseguições religiosas pessoas sendo degoladas pouquíssimas vezes se fala nisso somente quando é um genocídio. O homem desde o pecado original tende naturalmente para o mal restaurante que este estado original seja corrigido ou reversível não é só a religião que o diz não é preciso ir muito longe na história Para comprovar ilimitado a maldade de que o homem e mesmo civilizações inteiras podem ser capazes por outro lado a força ou a violência queiramos ou não existe e está presente na história é um erro gravíssimo ignorava ou subestimar se prestarmos atenção aos pacifistas deveríamos prescindir de seu uso se isso acontecer será necessariamente exercidos pelos malvados pelos que pretendem dominar deixando-nos completamente indefesos e a sua mercê o resto a primeiríssima não é imperioso que os homens as comunidades os estados entrega em sua força ou violência para resistir ao mal por força entenda-se não só a física trata-se para dizer de forma mais apropriada da Fortaleza a qual o homem não pode renunciar sem abandonar sua condição de homem. • Temos um caso que é muito falado, que é o das Cruzadas. Eu pergunto,o que teria acontecido se as autoridades medievais religiosos e civis tivessem permitido que as diferentes seitas muçulmanas continuassem sua campanha de destruição da cristandade e da Europa? Que teria acontecido se ele fosse permitido continuar invadindo, queimando as igrejas, assassinando e torturando os Camponeses, raptando as crianças, violentando as mulheres, arrasando tudo o que encontravam em seu caminho? O Ocidente, com toda a certeza, estaria até hoje sofrendo a opressão dos califas, e os hispano-americanos, já não seriam mais filhos da Espanha, teríamos merecido igual ou pior sorte, embora, a esta altura, acostumados ou dominados. • Guerras justas e necessárias encontram-se às centenas nos anais da história; assim como, é verdade, outras injustas. Mas seria um grande erro que, sob o pretexto da Fatalidade, do sofrimento ou da Injustiça, se tentasse retirar ou negar ao homem e às nações a legitimidade de repelir o Invasor em defesa do bem comum, de arriscar a própria vida para resistir ao mal e ao assassino. A este respeito, recordava João Paulo II em Viena, em 10 de setembro de 1983: “Existem casos em que a luta armada é um mal inevitável, casos nos quais nem sequer os cristãos Podem subtrair-se. • Fica claro que será sempre lícito, justo e necessário condenar todo abuso de força e violência. Mas também, que será insalubre, antinatural e ilegítimo condenar a força por si mesma. Tudo em seu justo equilíbrio. Este equilíbrio é possível se se atendem às avaliações e distinções precisas, além dos requisitos, que a doutrina da igreja católica explica e desenvolve de forma Prudente e minuciosa sobre este assunto, especialmente em São Tomás de Aquino. • Convém insistir em que nem sempre aconselhável, e nem sempre lícito para os católicos oferecer “a outra Face”. Assim o ensina O Cardeal Biffi: ” Se recebo um golpe na face direita, a perfeição evangélica propõe-mr oferecer a esquerda. Mas se se atenta contra verdade, a mesma perfeição evangélica obriga-me a consagrar-me a restabelecer-la, pois lá onde se extingue o respeito pela verdade, começa a fechar-se para o homem qualquer caminho de salvação”. • O mesmo Cardeal Biffi faz outra significativa observação que merece ser transcrita: “O anticristo será certamente um importante filantropo promotor das ideias do ecumenismo, vegetariano pacifista, ecologista, e defenderá os direitos dos animais etc. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo #Históriamoderna #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja #HistóriadaInquisição

  • RESPOSTA AOS ARGUMENTOS DOS MINISTROS PROTESTANTES (TRADUÇÃO ARTIGO 4°- CONTROVÉRSIAS DE SÃO FRANCIS

    Artigo 4º – Resposta aos argumentos dos ministros [protestantes] Não pude, todavia, encontrar em vossos ministros mais do que duas objeções a este discurso que acabo de fazer, uma delas retirada do exemplo de Nosso Senhor e dos Apóstolos, e a outra, do exemplo dos Profetas. Porém, quanto à primeira, dizei-me – eu vos peço: vos parece bem que se compare a vocação desse novos ministros com a de Nosso Senhor? Nosso Senhor não foi profetizado na qualidade de Messias? Seu tempo não foi determinado por Daniel (9,24.26)? Ele executou alguma ação que não tenha sido quase que particularmente consignada nos livros dos Profetas e figurada nos Patriarcas? Fez alguma mudança, do bom para o melhor, na Lei Mosaica, mas esta mudança não havia sido predita (cf. Ageu 2,10)? Por consequência, transformou o sacerdócio aarônico no de Melquisedec, este muito melhor que aquele, mas tudo isso não foi de acordo com os antigos testemunhos (cf. Hebreus 5,6)? Vossos ministros não foram profetizados na qualidade de pregadores da Palavra de Deus, nem do tempo de sua vinda, nem nenhuma de suas ações; promoveram eles um transtorno na Igreja muito maior e mais radical que aquele que Nosso Senhor fez na Sinagoga, já que suprimiram tudo, sem colocar em seu lugar algo mais que algumas sombras e, ainda assim, sem que possa apresentar nenhum testemunho que lhes autorizem a fazer isso. Pelo menos não deveriam se eximor de fazer milagres para justificarem tal mutação [na Igreja], por mais que querais eximí-los disso com textos citados da Escritura, uma vez que Nosso Senhor não se eximiu de fazê-los, como restou demonstrado mais acima (ver Capítulo 1, Artigo 3º), ainda que as alterações que fez tenham sua origem na mais pura fonte das Escrituras (cf. Lucas 1,70). Contudo, onde eles me apontarão que a Igreja alguma vez recebeu outra forma ou reforma além daquela feita por Nosso Senhor? E quanto aos Profetas, eu sinto a falta de ver que sobre eles não há poucos [protestantes] enganados. Primeiro, porque imagina-se que todas as vocações dos Profetas foram extraordinárias e imediatas, o que é falzo, pois houve colégios e congregações de Profetas reconhecidos e autorizados pela Sinagoga, como se pode ver em muitas passagens da Sagrada Escritura: havia em Ramata, em Betel, em Jericó – onde habitava Eliseu -, na montanha de Efraim, na Samaria. Eliseu mesmo foi ungido por Heli; a vocação de Samuel foi reconhecida e autorizada pelo sumo sacerdote e em Samuel “o Senhor voltou a aparecer em Silo”, como diz a Escritura (1Samuel 3,21), o que deu causa ao juderem terem Samuel por fundador das congregações proféticas (Geneb.Chron. 1,1,ano 3066). Alguns pensam que aqueles que profetizavam exerciam [também] o cargo da pregação; isto não é exato, como consta a respeito dos tenentes de Saul e do próprio Saul (1Samuel 29,20ss). Daí se deduz que a vocação dos Profetas não serve para os fins que [nos apontam] os hereges e cismáticos, porque: 1º) Ou a daqueles era ordinária – como mais acima demonstramos – ou, depois de tudo, aprovada pela Sinagoga, como facilmente se comprova pelo fato de terem sido ‘in continenti’ reconhecidos, e deles se fazer menção em todas as partes pelos judeus, chamando-os ‘homens de Deus’ (1Reis 17,18). Quem quer que leia com atenção a história desta antiga Sinagoga, verá que o ofício de Profeta era tão comum entre eles, assim como entre nós [é comum] o de pregador. Jamais nos será apresentado um Profeta que quisesse derrubar o poder ordinário; pelo contrário, todos o obedeciam e nada diziam que fosse contrário à doutrina daqueles que ocupavam a cátedra mosaica e aarônica. Ademais, muitos deles pertenceram à raça sacerdotal, como Jeremias, filho de Hilquias (cf. Jeremias 1,1) e Ezequiel, filho de Buzi (cf. Ezequiel 1,3). Todos eles sempre falaram com respeito dos Pontífices e de sua sucessão sacerdotal, ainda que às vezes repreendessem os seus vícios. Querendo Isaías escrever em um grande livro o que lhe foi mostrado, pediu a Urias, sacerdote, e a Zacarias, profeta, que lhe servissem de testemunhas (cf. Isaías 7,2), como se quisesse receber o testemunho de todos os sacerdotes e profetas. E por acaso Malaquias não testemunhou que “os lábios do sacerdote guardam a ciência e pedirão a Lei de sua boca, pois é o anjo do Senhor dos exércitos” (Malaquias 2,7)? Tudo isto demonstra que jamais os Profetas subtraíram os judeus da comunhão do ordinário. 2º) E quantos milagres os Profetas não fizeram para confirmar sua vocação? Eu jamais terminaria se pretendesse enumerá-los; basta fazer constar que sempre que fizeram algo que tivesse aspectos de extraordinário, foram imediatamente apoiados por algum milagre. Elias testemunha que, al levantar um altar no Carmelo, segundo a inspiração que recebeu do Espírito Santo, mostrou, por meio de um milagre, que o fazia em honra de Deus e da religião judaica (1Reis 18,32.35). 3º) E, por último, seria o cúmulo da vã presunção que os vossos ministros quisessem usurpar o poder dos Profetas! Eles que jamais tiveram de tais nem o dom nem a inspiração! Muito melhor poderíamos nós apresentar as inumeráveis profecias dos nossos (=católicos), como por exemplo: a do São Gregório Taumaturgo, acerca de São Basílio (I de Espiritu Santo, fol. 74); de Santo Antonio, testemunhado por Atanásio (In eius vita, fol. 86); do abade João, testemunhado por Santo Agostinho (De Civit. Dei, 5,26); de São Bento, São Bernardo, São Francisco e mil outros. Portanto, se se tratar da autoridade profética entre nós e vós, restará que reside em nós, da mesma forma que a ordinária e a extraordinária, porque acerca disso temos grande número de testemunhos; porém, não em vossos ministros, que jamais apresentaram dela nenhum só átomo de prova, exceto que queiram chamar de profecias à visão de Zwínglio, ao livro inscrito ‘Subsidium de Eucharistia’ e ao intitulado ‘Querela Lutheri’, ou à pregação que fez no ano 25 do presente século (Cocleu in actis Lut., Serm. De San. Elect.), quando predisse que dentro de dois anos não haveria nem Papa, nem Sacerdotes, nem Freis, nem campanários, nem Missa; mas nessa profecia não há como não enxergar uma só coisa: a falta da verdade, pois isso o predisse há cerca de 20 anos e todavia continua havendo Sacerdotes e campanários; e na cátedra de São Pedro encontra-se sentado um Papa legítimo. Vossos primeiros ministros, senhores, pertencem, portanto, ao número dos profetas a quem Deus proibia que se lhes ouvisse, conforme esta passagem de Jeremias: “Não queirais ouvir as palavras dos profetas que vos profetizam e vos enganam; eles falam a visão de seu coração e não da boca doSenhor. Eu não enviava esses profetas e eles percorriam; Eu não lhes falava e eles profetizavam” (Jeremias 23,16.21). “Ouvi o que os profetas disseram, profetizando em meu Nome a mentira e dizendo: eu sonhei, eu sonhei” (Jeremias 23,25). Não vos parece que assim são Lutero e Zwínglio, com suas profecias e visões? Ou Carlostadio, com a revelação que dizia (In lib. De abresu antichr.) ter tido para a sua “ceia”, que motivou Lutero a escrever seu livro “Contra coelestes prophetas”? Deles, pelo menos, podemos dizer que tinham a condição de não terem sido enviados; eles são os “que tomam sua línguas e dizem: o Senhor disse” (Jeremias 23,31), pois jamais souberam apresentar uma prova do cargo que usurpam, nem puderam mostrar qualquer vocação legítima. Como, pois, querem pregar? (ver Capítulo 1, Artigo 1º, acima). Ninguém pode se alistar no exército de nenhum capitão sem a autorização do príncipe; como, pois, estivestes tão prontos para vos comprometer sob a direção desses primeiros ministros [protestantes] sem a licença de vossos pastores ordinários; e, mais ainda, para sair do estado em que nascestes e fostes alimentados, que é a Igreja Católica? Eles são culpáveis de terem feito de sua própria autoridade esta leva e, vós, de ter-lhes seguido; logo, sois inexcusáveis. O bom menino Samuel, humilde, dócil e santo, tendo sido três vezes chamado por Deus, pensou sempre que foi Heli que o chamava e somente na quarta vez é que se dirigiu a Deus, dando-se por chamado (cf. 1Samuel 3,4-10). A vossos ministros, pelo contrário, lhes pareceu que Deus os chamou três vezes: primeira, pelo povo e pelos magistrados [civis]; segunda, por nossos Bispos; terceira, por voz extraordinária. Não, não! Agora, ensinados pela Igreja, devem reconhecer que a sua [vocação] é uma vocação humana e que as suas orelhas zuniam o seu velho Adão e [agora devem] se remeter àquele que, como Heli, preside hoje a Igreja (=o Papa). Eis aqui a primeira razão que torna vossos ministros – e a vós também, ainda que em grau diferente – inexcusáveis perante Deus e os homens, por terem abandonado a Igreja. Tradução: Carlos Martins Nabeto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #SãoFranciscodeSales #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja

  • Resumen de la historia Maronita hasta el período de aislamiento y respuesta a las objeciones de la c

    Por: José Dredd A- Maron (cf. Religionis Orientalis XVI de Teodoreto y la carta #34 de Juan Crisóstomo) dejó una comunidad en el 410 DC cuando murió, la cual por los cánones del Concilio de Calcedonia el año 451 DC (IV, V, VI) y su apoyo a los monjes, se creó en monasterio de Bet-Maroun (al Concilio de Calcedonia asistieron 2 Monjes Maronitas). La identificación de la comunidad de discípulos de Maron como Iglesia vino a finales del siglo VII DC cuando se nombra al primer Patriarca, Juan Maron, el cual tanto su identidad, como existencia y Ortodoxia son objeto de cuestionamientos. Por un lado abusos del método crítico-histórico y por otro un sesgo terrible de mantener una tradición, la cual es si bien es sólida, no se vió ajena a corrupciones. Si vamos por la dependencia, hasta el siglo VII DC dependían del Patriarcado de Antioquía. B- Aquí es donde entran las controversias porque si bien los historiadores Maronitas afirman que fueron confirmados por el Papa Sergio (700 DC), dicha confirmación nunca se encontró (de ahí derivan 2 posibles hipótesis: o se perdió debido a los incendios y saqueos de la Biblioteca del Vaticano, o nunca existió). Es más, si vamos a lo que tenemos de los santos padres por esa fecha muestran ser un grupo aislado (fácticamente pero no formalmente) de la Iglesia Universal, hasta algunos los tratan como herejes. Desde aquí es donde se parte, desde Juan Marón y su entronizamiento (685 DC) y el estudio de la realidad sociopolítica de la época. A fines del siglo VII Siria estaba siendo arrasada por el islam y el Patriarca de Antioquía residía bajo la protección del Emperador en Constantinopla. También desde el Líbano se venía una migración de Mardaitas, un pueblo que había escapado del Emperador siendo ellos antiguos remeros (al mejor estilo Ben Hur) y en las montañas había encontrado refugio junto a otros que también necesitaban protección. La fusión fue inevitable, los refugiados encontraron una guía en el Monasterio de Bet Maroun y entronizando al Monje Juan Maron se llenó ese vacío de poder, resistiendo a los musulmanes y derrotando al mismo Emperador en la batalla de Amioun (actual Koura) en el 685 DC. Por otro lado el contraataque llegó en el año 692 DC, destruyendo el Monasterio y llevando 12000 cautivos (en siríaco, ܡܪ̈ܕܝܐ; en árabe: الجراجمة / ALA-LC: al-Jarājimah; en griego, Μαρδαΐται) hacia Armenia. Después de esto cuando Ataturk masacró Armenia, tanto ellos como los Maronitas se refugiaron en el Líbano. Los Maronitas fundan una colonia en Chipre y quedan en el aislamiento por 400 años aprox. cuando unos Francos que se dirigían a reconquistar Jerusalen se cruzan con ellos y no solo ayudan en la Reconquista sino que se alían a Roma y a Francia siendo ayudados hasta hoy día. C- En lo teológico sabemos muy bien que siempre confesaron el Credo de Calcedonia y como se dijo anteriormente hubo asistencia, no siendo así en los 2 siguientes (Constantinopla II en 551 DC y III en 680 DC). Dice Miguel el Sirio (siglo XII DC), refiriéndose a este período de aislamiento: “Los Marónnitas permanecieron como están hoy. Ellos ordenan un patriarca y obispos de su convento. Están separados de Máximo, en lo que ellos confiesan de una sola voluntad en Cristo, y dicen: “Quien fue crucificado por nosotros”. Pero ellos aceptan el Sínodo de Calcedonia”. San Juan Damasceno, Doctor de la Iglesia (+749), también consideró herejes a los Marónnitas. Les reprocha, entre otras cosas, que continúen añadiendo las palabras staurotheis dì emâs (Quien sufrió por nosotros en la Cruz) al Trisagio, un añadido susceptible de un sentido ortodoxo, pero que había sido prohibido eventualmente a fin de prevenir malos entendidos [Marónnísomen prosthémenoi tô Trisagío tèn staúrosin (Estaremos siguiendo a Marón, si añadimos la Crucifixión a nuestro Trisagio” – “De Hymno Trisagio”). San Germano de Constantinopla, en su tratado “De Haeresibus et Synodis” (alrededor del año 735), escribe: “Hay algunos herejes que, rechazando el Quinto y Sexto Concilio, no obstante luchan contra los Jacobitas. Los últimos los tratan como hombres sin sentido, porque, mientras aceptan el Cuarto Concilio, ellos rechazan los otros dos. Estos tales son los Marónnitas, cuyo monasterio está situado en las mismas montañas de Siria.” “De Receptione Hareticorum” atribuido al presbítero Timoteo (P.G., 86, 65) los toma como secta. Con respecto a la adición al Trisagio que es el canto que los serafines le hacen a Dios, fue hecha en el año 460 por el patriarca hereje monofisita pedro “el batanero” que pretendió darle un toque herético al mismo si bien la Iglesia de Antioquia nunca lo interpretó de esa manera. Dicha adición fue removida en el año 692 DC en el Concilio de Trullo (Canon 81). No se puede acusar de herejía a la Iglesia ni mucho menos monofisismo porque los Maronitas son los enemigos mortales de ellos, en especial si en el 517 DC sufrieron martirio 350 Monjes por no sucumbir a tal herejía. Por otro lado se puede apreciar que si no removieron dicha adición es porque no estaban en comunión. Aparte que la Liturgia es totalmente distinta y el idioma es el arameo del norte de Galilea. Nunca hubo influjo helénico en ellos. Aparte de que para cuando Juan Damasceno escribe Siria venía de una sede vacante. Es interesante la respuesta Maronita para el reclamo del Damasceno, no lo cambian para serles fieles a Marón ¿qué Maron, el del siglo IV? Porque cuando se hizo tal adición Maron llevaba 50 años muerto. ¿Con qué autoridad? Si vemos una sede fácticamente vacante podemos inferir que ese Maron que no es el muerto en el 410 DC actuaba como Patriarca. Con esto destruímos las objeciones acerca de su existencia y autoridad. Por las acusaciones de monotelismo tomando como base su aislamiento y la no concurrencia al Concilio del 680 DC podemos afirmar que se desarrolló una Teología paralela a la de la Iglesia Universal y diferente a nivel semántico. Ademas el testimonio de Germán de Constantinopla citando a los jacobitas, es crucial. No se puede ser monotelita y confesar Calcedonia, porque si se cree que Jesús es Verdadero Dios y Verdadero Hombre no se puede no confesar los otros 2 Concilios y profesar una herejía que lo mutila psíquicamente. Para la mente de aquel tiempo era ilógico e inconcebible. La solución radica en que afirmábamos 1 voluntad pero hablando en un sentido práctico, basado en que en Cristo no pueden haber voluntades contrapuestas por el hecho que fue obediente al Padre. Obispo Thomas Kephartab [Ten Chapters, manuscript Syr. 203, fol. 21, v. 31, dated 1089; Metropolitan David, Kita¯b al-Huda¯, or Book of Guidance, 1059, ed. P. Fahed (Aleppo 1935) 44–48] Se veía el asunto de las Operaciones en Cristo desde un sentido práctico (Ontológicamente las 2 Voluntades y 2 Operaciones estaben implícitas) . Todo esto dado por no adaptar la terminología del Concilio por no haber concurrido. La Iglesia Universal decía 2+2=4 y los Maronitas 3+1=4. Y esto se refuerza por el hecho de que nunca hubo excomunión alguna, ni en el 649 DC en Letrán, ni en el 680 en Constantinopla, ni nunca en el futuro. D- En lo tocante a las obras de Juan Marón los referidos trabajos de Juan Marón son una exposición de la Liturgia de Santiago y un tratado sobre la Fe. El primero los publica José Aloisio Assemani en su “Codex Liturgicus” y ciertamente lleva el nombre de Juan Marón, pero el presente escritor ha mostrado por todas partes que este pretendido comentario de San Juan Marón no es otro que el famoso comentario de Dionisio bar-Salibi, un autor monofisita del siglo doce, con mutilaciones, adiciones y acomodaciones para encajar los cambios por los cuales los Marónnitas se habían esforzado para hacer la Liturgia Siríaca parecida a la Romana (Dionisio bar-Salibi, “expositio liturgiae”, ed. Labourt, pref.). El tratado sobre la Fe no parece ser más auténtico que el trabajo litúrgico: tiene un notable parecido a un tratado teológico de Leoncio de Bizancio, y por consiguiente es muy probable que se sitúe en la segunda mitad del siglo sexto y la primera mitad del séptimo, un período mucho más temprano que aquél que los Marónnitas asignan a San Juan Marón. Podemos concluir que si bien las obras no son de él, la Iglesia en su período de aislamiento desarrolló su propia literatura en pos de corregir obras heréticas que circulaban en medio oriente, y recogió otras las cuales incorporó a su patrimonio y lo tituló en honor a Juan Marón. Para cuando los cruzados se encontraron con ellos la Iglesia poseía autoridad, Liturgia y literatura propia (hasta un idioma inventado por ellos, el Karshuni que es árabe escrito en caracteres siríacos). El libro de la dirección o Kita¯b al-Huda¯  del Metropolitano David (1089 DC) es ejemplo de ello. Después del Concilio Vaticano II se empezó una reforma litúrgica para sacar casi todos los elementos latinos y volverla a depurar como al principio, la cual es la que profesamos actualmente. E- Las fuentes se pueden encontrar en los siguientes enlaces: Cánones de Calcedonia: http://www.earlychurchtexts.com/public/chalcedon_canons.htm Historia Eclesiástica General del Christianismo por Abbé Gabriel Marin Ducreux: https://books.google.com.uy/books?id=rb0rKl4pz7AC&pg=PA400&lpg=PA400&dq=pedro+el+batanero&source=bl&ots=pK-hE_c588&sig=yIet0Sb300KcogolPDA1rlX6ymc&hl=es&sa=X&ved=0ahUKEwj_q9mz8t3SAhUDkJAKHXonADIQ6AEIRDAL#v=onepage&q=pedro%20el%20batanero&f=false Cánones de Trullo: http://www.newadvent.org/fathers/3814.htm Patrologia Graeca: http://www.elquaderno.com/?p=162 De Hymno Trisagio de Juan Damasceno: http://www.documentacatholicaomnia.eu/20vs/103_migne_gm/0675-0749,_Iohannes_Damascenus,_De_Hymno_Trisagio_(MPG_95_0021_0066),_GM.pdf The Maronites por Paul Namaan: https://books.google.com.uy/books?id=9ku1VFMz7mkC&pg=PA6&lpg=PA6&dq=pierre+dib+histoire+l%27Eglise+maronite&source=bl&ots=jvhDLv9Qiw&sig=-uMsgkZSTjzro_yLKxLcE4DdiyA&hl=es&sa=X&ved=0ahUKEwjiytybqIzTAhWBE5AKHWsuD6sQ6AEIKTAH#v=onepage&q=pierre%20dib%20histoire%20l’Eglise%20maronite&f=false Michael the syrian chronicle translated from classical armenian by Robert Bedrosian: https://archive.org/stream/ChronicleOfMichaelTheGreatPatriarchOfTheSyrians/Chronicle_Michael_Syrian_djvu.txt Bibliotheca Orientalis, Assemani: https://books.google.com.uy/books?id=7L1JAAAAcAAJ&pg=PA513&lpg=PA513&dq=libellus+fidei+ad+libaniotas&source=bl&ots=7Eukv80REh&sig=2sAUkL9iDUUWubbgAJqktDzWCU4&hl=es&sa=X&ved=0ahUKEwj8vPy2jtfPAhWHhpAKHXPcDBMQ6AEIGzAB#v=onepage&q=libellus%20fidei%20ad%20libaniotas&f=false

  • São João Damasceno Exalta Maria Santíssima

    SÃO JOÃO DAMASCENO EXALTA A NATIVIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA “Que Nestório se enrubesça e tape a sua boca. Essa Criança é Deus; portanto, como poderia Maria não ser a Mãe de Deus, sendo que foi Ela quem O colocou no mundo?” “Se alguém não reconhece por Mãe de Deus a Santa Virgem, está separado da divindade” “Aqueles que confessam a tua maternidade divina são benditos, e malditos aqueles que a negam”. Do humilde monge e presbítero João Damasceno, discurso para o nascimento de Nossa Senhora Santíssima, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria. 1. Vinde, ó nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria do mundo inteiro! Se os gregos destacavam com todo o tipo de honras —agraciando com os dons que cada um podia oferecer — o aniversário das divindades, impostos aos espíritos por mitos mentirosos que obscureciam a verdade, e também o faziam com o aniversário dos reis, mesmo quando muitos dentre estes eram o flagelo de toda a existência, quão maior é a razão para honrarmos o aniversário da Mãe de Deus, por quem toda a raça mortal foi transformada, por quem o castigo de Eva, nossa primeira mãe, foi transmudado em alegria! Com efeito, se a primeira pessoa a ouvir o decreto divino foi uma mulher, Eva: “Darás à luz no meio das dores”, a segunda, Maria — nova Eva —, por sua voz, ouviu esta outra, da parte de São Gabriel: “Alegra-te, ó Cheia de Graça”. À primeira foi dito por Deus: “Serás submissa a teu marido”, ao passo que à segunda foi dito por São Gabriel: “O Senhor está contigo”. Que homenagem, então, poderemos oferecer à Mãe do Verbo, senão outra forma de saudação, uma nova palavra de louvor? Que a criação inteira se alegre e festeje, e cante a natividade dessa santa mulher, porque foi Ela quem gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade; também porque foi por meio d’Ela, ou seja, pela mediação da humanidade, que o Criador mudou toda a natureza para um estado melhor. Isso porque, se o homem, que está a meio caminho entre o espírito e a matéria, é o vínculo que toda a criação, visível e invisível, o Verbo criador de Deus, unindo-se à natureza humana, também se uniu, por meio de Maria Santíssima, a tudo que é criado. Festejemos, pois, a cessação da esterilidade do que é humano, já que, por Maria, fomos curados da enfermidade que nos privava da posse dos bens eternos. 2. Mas porque nasceu a Virgem Maria de uma mulher estéril, como era Ana? Àquele que é o único verdadeiramente novo debaixo do sol, isto é, ao Redentor Divino, como coroamento das Suas maravilhas, deviam ser preparados os caminhos por outras maravilhas, a fim de que, gradativamente, as realidades mais baixas se elevassem em direção às mais altas. Eis aí a razão, mais alta e mais condizente com o próprio Deus: a natureza cedeu o lugar à graça, pois, em face desta, teve um sobressalto, e compreendeu que já não lhe era devida a primazia. Como a Virgem Mãe de Deus devia nascer de Ana, a natureza não ousou adiantar-se ao que seria fruto da graça, permanecendo, pois,sem fruto, até que a graça aportasse o seu, que seria efeito de um milagre. Sim, convinha que fosse primogênita aquela que deveria gerar “o Primogênito de toda a criação, no Qual tudo subsiste”. Quão venturoso casal, Joaquim e Ana! Toda a criação está em dívida para com ambos, porque foi por esse intermédio que pôde oferecer ao Criador o dom — entre todos excelso — de uma Mãe venerável, a única digna d’Aquele que A criou. Ditosa a natureza de Joaquim, de onde saiu uma semente totalmente imaculada, e admirável o seio de Ana, em cujo interior se desenvolveu lentamente, formou-se e nasceu uma tão santa criança!… Ó entranhas que levastes um céu vivo, mais vasto que a imensidade dos céus! Ó santo moinho onde foi amassado o Pão vivificante, segundo as próprias palavras de Cristo: “Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, ficará só”. Ó bem-aventurado seio, que amamentastes Aquela que foi o alimento d’Aquele que sustenta o mundo! Maravilha das maravilhas, paradoxo dos paradoxos! Sim, a inexprimível Encarnação de Deus, cheia de complacência para com a nossa natureza, devia ser precedida por estas maravilhas. Mas, o que ainda haveria a dizer? O meu espírito está aturdido, oscilando entre o temor e o amor. O meu coração palpita e a minha língua se move: não posso conter em mim a alegria, as maravilhas arrojam-me por terra, o transbordamento de ardor me impele a um arrebatamento divino. Que o amor vença; que o temor desapareça e que cante a cítara do Espírito: “Alegrem-se os céus, exulte a terra!”. 3. Hoje as comportas da esterilidade tornaram-se férteis, e um pórtico virginal e divino avança: a partir de Maria, por meio d’Ela, o Deus que está acima de todos os seres deve “vir ao mundo”, e “sob forma corpórea”, segundo a expressão de Paulo, confidente dos segredos inefáveis. Hoje, da raiz de Jessé saiu um ramo, de onde surgirá para o mundo uma flor substancialmente unida à divindade. Hoje, a partir da natureza terrena, um céu se consolidou sobre a terra por obra d’Aquele que outrora fizera a separação entre a água e a terra, elevando o firmamento nas alturas. Agora, trata-se de um céu verdadeiramente mais divino e mais elevado que o primeiro, porque Aquele que, no primeiro céu, criara o sol, elevou-Se, por intermédio de Maria, a Si próprio neste novo céu, como um Sol de Justiça. Sim, há n’Ele duas Naturezas, apesar de todas as loucuras que proferem os acéfalos [NOTA: estúpidos], e uma só Pessoa, pouco importa que os nestorianos se enfureçam!… A Luz eterna, proveniente da Luz eterna antes de todos os séculos, o Ser, imaterial e incorpóreo, tomou um corpo desta mulher (Maria), e como um esposo que se projeta de seu tálamo, assim fez Deus, tornando-Se como tal filho da raça terrena. Como um gigante, Ele Se alegra de percorrer os caminhos da nossa natureza, encaminhando-Se, pelos Seus sofrimentos, para a morte, para agrilhoar o homem “de espírito forte”, expurgando-o, por assim dizer, de sua natureza decaída, reunindo na terra celestial as ovelhas errantes. Hoje, o “Filho do Carpinteiro”, O Verbo, Aquele por Quem todas as coisas foram feitas, que jamais cessa de agir no universo inteiro, o Braço Poderoso do Deus Altíssimo, querendo aguçar, pelo Espírito — que é como se fosse o Seu dedo — a lâmina embotada da natureza, construiu para Si uma escada viva, cuja base está cravada na terra, sendo que, ao mesmo tempo o cimo toca os céus: é Deus Quem repousa sobre a escada!Foi essa a escada que Jacó contemplou; por esse meio, Deus condescendeu em mover-Se de Sua eterna imobilidade, ou melhor, inclinou-Se com condescendência, tornando-Se assim “visível sobre a terra, e conversando com os homens”. Esses símbolos representam a Sua vinda ao meio de nós, a Sua complacente sujeição, ou seja, a sua existência terrena, o verdadeiro conhecimento d’Ele próprio, dado a todos aqueles que estão sobre a terra. A escada espiritual, a Virgem, está plantada na terra, pois na terra Ela tem a sua origem, mas a sua parte mais alta eleva-se até ao céu. A cabeça de toda a mulher é o homem, mas para a Virgem, que não conheceu homem, o Padre Eterno ocupa o lugar de Sua cabeça: pelo Espírito Santo, Ele concluiu uma aliança e, como semente divina e espiritual, enviou o Seu Filho e Verbo, força onipotente. Em virtude do beneplácito do Pai — não por uma união natural, mas superando as leis da natureza —, pelo Espírito Santo e pela Virgem Maria, foi que o Verbo Se fez carne e habitou entre nós. É por onde vemos que a união de Deus com os homens se cumpre pelo Espírito Santo. “Quem puder entender; que entenda”; “aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça”. Descartemos as representações corporais: a divindade jamais sofreu mudança. Ó homens! Aquele que sem alteração gerou Seu Filho da primeira vez, segundo a natureza, sem alteração, gera-o de novo, segundo a economia da graça. Disso dá testemunho a palavra de David, antepassado de Deus: “O Senhor disse-me: ‘Tu és Meu Filho, Eu hoje te gerei’”. Ora este “hoje” não teria o menor sentido na geração antes de todos os séculos, pois esta se deu fora do tempo. 4. Hoje é edificada a Porta do Oriente, que dará a Cristo “entrada e saída”, e “essa porta estará fechada”. [NOTA: Refere-se a uma Basílica que se converteria mais tarde na Igreja de Santana (século XII); São João Damasceno dirigiu-se à Virgem Menina nestes belíssimos termos: “Eu te saúdo, santuário divino na Mãe de Deus; Deus te Salve, Maria, dulcíssima filha de Ana”. Ainda que o Novo Testamento não relate dados diretos sobre a vida da Virgem Maria, uma tradição oriental venerou seu nascimento desde meados do século V, fixando-se esse culto no local da atual Basílica de Sant’Ana, em Jerusalém. A festa passou para Roma no século VII, e foi aprovada pelo Papa Sérgio I. Sua festa de celebração não tem uma origem clara, mas motivou que a festa da Imaculada Conceição fosse celebrada dia 8 de dezembro (9 meses antes)]. Nela está Cristo, “a Porta das Ovelhas”, e “o Seu nome é Oriente”: por Seu meio tivemos acesso ao Pai das Luzes. Hoje sopraram as brisas anunciadoras duma alegria universal. Alegre-se o céu nas alturas, que debaixo dele “exulte a terra”, que os mares do mundo saibam bramir, porque no mundo acaba de ser concebida uma concha, a qual, pelo clarão celeste da divindade, conceberá em seu alvéolo, gerando a pérola inestimável, que é Cristo. Dela sairá o “Rei da Glória”, revestido da púrpura de sua carne, para “visitar os cativos” e “proclamar a libertação”. Que a natureza transborde de alegria: a cordeirinha vem ao mundo, graças à qual o Pastor revestirá a ovelha, tirando-lhe as túnicas da antiga mortalidade. Que a virgindade exulte de alegria e cante hinos de júbilo., pois nasceu a Virgem que, segundo Isaías, “conceberá e dará à luz um filho, que será chamado Emmanuel, o que quer dizer ‘Deus conosco’”. Aprendei, ó Nestorianos, e reconhecei a vossa clamorosa derrota: “Deus conosco”! Não é só um homem, nem apenas um mensageiro, mas o Senhor em Pessoa que virá e nos salvará. “Bendito o que vem em nome do Senhor”, “o Senhor é Deus, e nos apareceu”; “celebremos uma festa”, pois, para o dia do nascimento da Mãe de Deus. Rejubilai-vos, Ana, “estéril que não davas à luz; rides de alegria e de júbilo, vós que não tiveste as dores de parto”! Rejubilai-vos, Joaquim: de vossa filha,“um menino nos nasceu, um filho nos foi dado (…) e ser-lhe-á dado este nome: Anjo do grande Conselho (quer dizer, Salvação do Universo), Deus Forte”. Que Nestório se enrubesça e tape a sua boca. Essa Criança é Deus; portanto, como poderia Maria não ser a Mãe de Deus, sendo que foi Ela quem O colocou no mundo?“Se alguém não reconhece por Mãe de Deus a Santa Virgem, está separado da divindade”. A frase não é minha, mas eu a fiz minha: recebi-a, como precioso tesouro e herança teológica do meu pai Gregório, o Teólogo. 5. Ó Joaquim e Ana, casal bem-aventurado e verdadeiramente sem mancha! Pelo fruto colhido de vossa união fostes reconhecidos, segundo a palavra do Senhor: “Pelos seus frutos os reconhecereis”. A vossa conduta foi agradável a Deus e digna d’Aquela que de vós nasceu. Tendo levado uma vida casta e santa, engendraste a joia da virgindade, Aquela que deveria permanecer Virgem antes, durante o parto e depois do parto, a única sempre Virgem de espírito, de alma e de corpo. Convinha, de facto, que a virgindade saída da castidade e produzisse a Luz única e homogênea, corporalmente, pelo beneplácito d’Aquele que A gerou sem corpo — o Ser que não gera, mas que é eternamente gerado, para Quem ser gerado é a única qualidade própria da Sua Pessoa. Ó quantas maravilhas, quantas alianças estão associadas nesse Menino! Ó Filha da esterilidade, virgindade que engendra; em Ti, divindade e humanidade se união, sofrimento e impassibilidade, vida e morte, para que, em todas as coisas, o menos perfeito seja subjugado pelo que há de mais perfeito e melhor! E tudo isso para minha salvação, ó Mestre! Amas-me tanto, que não realizaste essa salvação por meio dos anjos, nem por qualquer outra criatura, mas tal como já havia sido a minha criação, também a minha regeneração foi Tua obra pessoal. Assim, exulto, estremeço de alegria e de júbilo, volto à fonte das maravilhas e, inebriado de uma torrente de alegria, toco mais uma vez a cítara do espírito e canto o hino divino da natividade. 6. Ó Joaquim e Ana, casal castíssimo, “par de rolinhas”, no sentido místico! Observando a lei da natureza, que é a castidade, merecestes os dons que ultrapassam a natureza: no mundo gerastes uma Mãe de Deus sem esposo. Depois de uma existência santa e piedosa numa natureza humana, gerastes uma filha superior aos anjos e que agora reina sobre eles. Ó Filha graciosíssima e dulcíssima, ó lírio nascido entre os espinhos, da descendência nobilíssima e real de David! Por ti a realeza encheu-se com o sacerdócio; por ti foi cumprida “a mudança da Lei”, e revelado o espírito escondido sob a letra, pois que a dignidade sacerdotal passou da tribo de Levi à de David. Ó Rosa, nascida dos espinhos do judaísmo, que enche o universo de um perfume divino! Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Ditosa a natureza e os seios de onde surgiste! Ditosos os braços que te sustentaram, os lábios que experimentaram os teus castos beijos, os lábios de teus pais, para que em tudo fosses eternamente virgem. Hoje é para o mundo o início da salvação. “Aclamai o Senhor, terra inteira, cantai, exultai; tocai instrumentos”. Elevai a vossa voz, “fazei-a escutar sem temor”, porque na Santa Probática[NOTA: Diz respeito à igreja de santa Ana da Probática. A tradição da natividade da virgem Maria em Jerusalém está ligada ao local onde Jesus curou o paralítico], nos nasceu uma Mãe de Deus, e de quem quis nascer o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Tremei de alegria, ó montanhas, naturezas racionais, voltadas para o cume da contemplação espiritual: a montanha do Senhor, refulgente, vem ao mundo, ultrapassando todas as montanhas e todas as colinas, isto é, os anjos e os homens; d’Ela, sem intervenção da mão do homem, Cristo quis desprender-Se, Ele que é a Pedra Angular, Pessoa Una, que aproxima em Si aquilo que está distante: a divindade e a humanidade, os anjos e os homens, os gentios e o Israel carnal num só Israel espiritual. “Montanha de Deus, montanha de abundância, montanha que Deus escolheu para Seu repouso. As carruagens de Deus vêm aos milhares, com seres refulgentes” da graça divina, querubins e serafins. Ó cume mais santo que o Sinai, não coberto por fumo, nem por trevas, nem por tempestades, nem mesmo por fogo perecível, mas pelo esplendor que nos traz a luz do Santíssimo Espírito. No Sinai, o Verbo de Deus havia gravado a Lei sobre tábuas de pedra, pela ação do Espírito, dedo divino; aqui, pela ação do Espírito Santo e pelo sangue de Maria, o próprio Verbo encarnou-Se, dando-se à nossa natureza como um remédio de salvação mais eficaz. Antes, era o maná; agora, está Aquele que deu ao maná toda a doçura. Que a morada célebre que Moisés construiu no deserto com matérias preciosas de todo o tipo, e ainda antes dela a morada do nosso pai Abraão, se apaguem diante da morada de Deus, viva e espiritual!Maria foi o repouso, não só da força divina, mas da Pessoa do Filho, que é Deus, presente substancialmente. Que a arca recoberta de ouro reconheça que não tem nada de comparável a Maria, assim como a urna de ouro com o maná, o candelabro, a mesa e todos os objetos do culto antigo: esses objetos foram objetos de veneração porque A prefiguravam, como meras sombras do verdadeiro protótipo. 7. Hoje, o Criador de todas as coisas, Deus Verbo, fez um livro novo, saído do coração do Pai para ser escrito, como que por uma pena, pelo Espírito, que é a língua de Deus. Esse livro foi dado a um homem que conhecia as letras, mas que não o lia. José, com efeito, não conheceu Maria, nem a significação do mistério em si. Ó filha toda santa de Joaquim e de Ana, que escapaste aos olhares dos Principados e das Potestades e aos “assédios inflamados do maligno”, e que viveste no tálamo do Espírito, para seres, assim, guardada intacta e te tornares esposa de Deus e Mãe de Deus por natureza! Ó filha toda santa, que apareceste nos braços de tua mãe;Tu és o terror das potências de rebelião! Ó filha toda santa, alimentada do leite maternal, e rodeada das legiões angélicas! Ó filha amada de Deus, honra de Teus pais, gerações de gerações Te proclamam bem-aventurada, como Tu mesma,em verdade, o disseste! Ó filha digna de Deus, beleza da natureza humana, Eva reabilitada, nossa primeira mãe! Por teu nascimento, aquela que tombara foi redimida. Ó filha toda santa, esplendor do sexo feminino! Se a primeira Eva, com efeito, foi culpada de transgressão, e se por essa causa “a morte fez a sua entrada no mundo” (porque ela se colocou ao serviço da serpente contra o nosso primeiro pai), Maria, que Se fez a serva da vontade divina, ludibriou a serpente enganadora e introduziu no mundo a imortalidade. Ó filha sempre Virgem, que pôde conceber sem intervenção humana, porque Aquele que concebeste tem um Pai Eterno! Ó filha da raça terrena, que levas em Teus braços, divinamente maternais, o Criador! Os séculos rivalizavam entre si para saber qual deles se honraria de Te ver nascer, mas o desígnio fixado antecipadamente por Deus, “que fez os séculos”, colocou fim a essa rivalidade, e os últimos tornaram-se os primeiros — a estes é que foi atribuída a felicidade da Tua Natividade. Na verdade, és mais preciosa que toda a criação, pois só de ti o Criador recebeu em partilha as primícias da nossa matéria humana. ACarne divina foi feita da tua, o Sangue divino, do teu! Deus alimentou-Se do teu leite, e os teus lábios tocaram os lábios de Deus. Ó maravilhas incompreensíveis e inefáveis! Na presciência da Tua dignidade, amou-Te o Deus do universo; porque Te amou, a Ti predestinou, e nos “últimos tempos”, chamou-Te à existência, e constituiu-te Mãe para gerar um Deus e alimentar o Seu próprio Filho e Verbo. 8. Diz-se que os semelhantes são gerados por semelhantes e que os de natureza contrária não nascem uns dos outros. Mesmo que todo ser, em sua natureza, seja um amálgama, enquanto tessitura de contrários, cada qualadvém da predominância de uma causa única que o fez nascer. De fato, da mesma forma que o pecado (ao operar para cada um de nós a morte por meio da escolha dos bens deste mundo), mostra em extremo a sua natureza detestável, assim também o Autor dos bens, valendo-se das coisas que são os contrários desses bens, opera para nós o bem que Lhe é natural, porque “onde abundou o pecado, superabundou a graça”. Se tivéssemos conservado a nossa primeira comunhão com Deus, não teríamos merecido a Segunda, maior e mais extraordinária. De facto, pelo pecado, fomos julgados indignos da primeira união, porque não conservamos o dom recebido. Mas, pela compaixão de Deus fomos perdoados e tomados sob a Sua guarda, para que a comunhão ficasse assegurada, porque nos quer conservar unidos a Ele, sem nenhuma falha, Aquele mesmo que nos recebeu sob a Sua proteção. Sim, toda a terra pejava de fornicações, e o povo do Senhor, possuído “pelo espírito de fornicação”, era como uma gente errante, longe do Senhor seu Deus, longe d’Aquele que o tinha adquirido “com mão forte e braço poderoso”, e que, mediante sinais e prodígios,havia-o feito sair da “terra da escravidão” do Faraó, conduzindo-o pelo Mar Vermelho, guiando-o“por uma nuvem de dia, e a noite inteira por uma coluna de fogo”. Ocoração do povo voltava-se para o Egito, e o povo do Senhor tornou-se “aquele que não é o povo do Senhor”; aquele que obtinha misericórdia, afinal, tornou-se aquele que já não a merecia, e aquele que era amado, tornou-se aquele que não era amado. Eis então a razão pela qual uma Virgem vem agora ao mundo, como adversária da ancestral fornicação; Ela foi dada como esposa ao próprio Deus, e gerou a misericórdia de Deus. Assim foi estabelecido como povo de Deus [NOTA: Refere-se à Igreja]que até aí não era o Seu povo; excluído até então da Sua misericórdia, obteve misericórdia; o não amado, agora é o amado. Dela nasce o Filho Bem-Amado de Deus, no Qual Ele colocou as Suas complacências. 9. “Uma vinha de belos sarmentos” foi gerada no seio de Ana, e ela produziu um fruto cheio de doçura, fonte de um néctar abundante de vida eterna para os habitantes da terra. Joaquim e Ana fizeram-se semeadores de justiça, e recolheram um fruto de vida. Eles foram iluminados pela luz do conhecimento, procuraram o Senhor, e lhes veio daí um fruto de justiça. Que a terra tenha confiança! “Filhos de Sião, alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque o deserto reverdejou”: aquela que era estéril deu o seu fruto; Joaquim e Ana, como montanhas místicas, fizeram jorrar vinho doce. Conservai-vos na alegria, ó Ana venturosa, por terdes dado à luz uma mulher, porque essa mulher será a Mãe de Deus, porta da luz, fonte de vida, e reduzirá a nada a acusação que pesava sobre a mulher. Os homens nobres do povo desejarão vê-La, e diante dessa mulher os reis das nações se prostrarão, oferecendo-Lhe presentes. Entregá-los-á a Deus, rei universal, adornada da beleza das suas virtudes como de “brocados de ouro”, ornada da graça do Espírito, de cuja glória Ela se reveste. A glória da mulher é o homem, sendo-lhe dada a partir de fora; mas a glória da Mãe de Deus é interior, pois é fruto do Seu seio. Ó mulher amabilíssima, três vezes bem-aventurada! “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!”Ó mulher, filha do Rei David e Mãe de Deus, Rei do Universo! Ó divina e vivente obra-prima, na qual Deus Criador Se alegrou, e cujo espírito é governado por Deus e somente a Ele se volta, pois todo o desejo de Maria se eleva apenas Àquele que é o único amável e desejável, e a quem só encoleriza o pecado contra Aquele que a fez nascer! Terás uma vida superior à natureza, porque não é para Ti que a terás, já que também não é para Ti que nasceste. Terás antes a Tua vida para Deus, e é por causa d’Ele que vieste à vida; por essa causa servirás à salvação universal, para que o antigo desígnio de Deus, a Encarnação do Verbo e a nossa participação na natureza divina, tudo se cumpra por intermédio de Ti. A Tua vontade está em ser alimentada das palavras divinas e fortificada com a sua seiva, como “oliveira fecunda na casa de Deus”, como “árvore plantada à beira das águas” do Espírito, como árvore da vida, que deu o seu fruto no tempo que lhe foi destinado: o fruto que é o Deus Encarnado, Vida eterna de todos os seres. Guardas todos os pensamentossalutares e frutíferos para a alma, mas tudo o que é supérfluo e que seria um perigo para a alma,Tu o rejeitas antes mesmo de provar. Os teus olhos “estão sempre voltados para o Senhor”, olhando a luz eterna e inacessível. Teus ouvidos escutam a palavra de Deus e deleitam-se com a cítara do Espírito; foi por eles que o Verbo entrou para Se fazer Carne. Teu olfato, deliciado, respira o aroma dos perfumes do Esposo, que é Ele próprio um perfume, voluntariamente derramado para perfumar a humanidade divina: “O teu nome é um perfume que se espalha”, diz a Escritura. Os Teus lábios louvam o Senhor, e estão ligados aos lábios divinos. A Tua língua e o Teu paladar discernem as palavras de Deus e saciam-se com a suavidade divina. Ó coração puro e sem mácula, que vê e deseja a Deus imaculado! É neste seio que o Ser ilimitado veio habitar; do Seu leite é que Se alimentou Deus, o Menino Jesus. Ó porta de Deus, sempre virginal! Eis as mãos que sustentam a Deus, eis os joelhos que são um trono mais elevado que os querubins: por eles “as mãos fracas e os joelhos trêmulos” foram fortalecidos. Os seus pés são guiados pela lei de Deus como por uma lâmpada que brilha, e correm empós dElesem nunca ir para trás, até que tenham feito chegar aquele que ama para junto do Bem-Amado. Em todo o seu ser,Ela é o tálamo do Espírito, a Cidade de Deus Vivo, que “torna radiantes os canais do rio”, isto é, as correntes dos carismas do Espírito: “Toda bela, toda próxima de Deus”. Dominando os querubins, mais alta que os serafins, próxima de Deus: aEla é que se aplicam estas palavras! 10. Ó maravilha, que ultrapassa todas as maravilhas: uma mulher é colocada mais alto que os serafins, porque Deus Se fez“um pouco inferior aos anjos”! Que o sapientíssimo Salomão se cale, e não volte a dizer: “Nada há de novo sob o sol”. Ó Virgem, cheia da graça divina, templo santo de Deus, que o Salomão espiritual, o Príncipe da Paz, construiu e onde habita; o ouro e as pedrarias não te dão mais beleza, pois, mais que o ouro, é o Espírito que Te dá todo o esplendor. Por pedrarias, tens a pérola preciosíssima, Cristo, o Fulgor da divindade. Suplica-Lhe que toque os nossos lábios, para que, purificados, Lhe cantemos, com o Pai e o Espírito, a natureza única da Divindade em três Pessoas: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos”. Santo é o Pai, O qual quis que, em Ti e por Ti, se cumprisse o mistério que predeterminara antes de todos os séculos. Santo é o Forte, o Filho de Deus, e Deus Unigênito, que hoje Te faz nascer, primogênita de uma mãe estéril, para que, sendo Ele próprio Filho Único do Pai e “Primogênito de toda a criatura”, pudesse nascer de Ti, como Filho único de uma Virgem-Mãe, “Primogênito de uma multidão de irmãos”, semelhante a nós e por Ti, participante da nossa carne e do nosso sangue. Apesar disso, não Te fez nascer de um só pai ou de uma só mãe, para que ao Unigênito fosse reservado em perfeição o privilégio de Filho Único: Ele é, com efeito, Filho Único, somente Ele de um Pai só, somente Ele de uma Mãe só. Santo é o Imortal, o Espírito de toda a santidade, que, pelo orvalho da Sua Divindade,conservou-Te intocada pelo fogo divino: é isso que significou antecipadamente a sarça ardente. Eu te saúdo, ó Porta das Ovelhas, morada santíssima da Mãe de Deus. Eu te saúdo, ó Porta das Ovelhas, domicílio ancestral da tua rainha, antigamente redil das ovelhas de Joaquim, mas hoje tornada Igreja do rebanho espiritual de Cristo e imitação do céu. Enquanto, outrora, uma vez por ano recebias um anjo de Deus, que agitava as águas e devolvia a saúde a um só homem, livrando-o do mal que o paralisava, agora recebes multidões de potências celestes que conosco homenageiam a Mãe de Deus; Abismo de Maravilhas, fonte da cura universal. Aquele a quem recebeste não foi um anjo servidor, mas o “Anjo do Grande Conselho”, descido sem o menor ruído sobre o velo de lã como uma chuva de bondade, Aquele que renovou toda a natureza, que estava enferma e a ponto de se perder, comunicando-lhe uma saúde inalterável e uma vida sem termo: por Ele, o paralítico que em ti jazia, eis que saltou como um cervo. Eu Te saúdo, ó preciosa Porta das Ovelhas, e que se multiplique a Tua graça! Eu Te saúdo, Maria, filha dulcíssima de Ana. De novo para ti o amor me impele. Como descrever o Teu caminhar cheio de seriedade, os Teus vestidos, a graça de Teu rosto, a maturidade do Teu discernimento num corpo juvenil? Tua forma de ser foi modesta, distante de todo o luxo e de toda a indolência; Teu caminhar era grave, sem precipitação, sem preguiça; Teu carácter era sério, temperado de júbilo, de uma perfeita reserva a propósito dos homens – disto é testemunho a inquietação que teve por ocasião da proposta inesperada do anjo. A Teus pais dócil e obediente, humildes eram os teus sentimentos em meio às mais altas contemplações:sempre uma palavra amável, proveniente de uma alma pacífica. Em resumo: que outra digna morada senão a Tua poderia convir para Deus? Com razão todas as gerações te proclamam bem-aventurada, ó glória insigne da humanidade! Tu és a honra do sacerdócio, a esperança dos cristãos, a planta fecunda da virgindade, porque foi por meio de Ti que o renome da virgindade se estendeu aos confins do mundo. “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o Fruto do teu ventre”. Aqueles que confessam a tua maternidade divina são benditos, e malditos aqueles que a negam. 12. Joaquim e Ana, casal abençoado, recebei de mim estas palavras de saudação pelo grande acontecimento. Ó filha de Joaquim e de Ana, ó Soberana, acolhe a palavra deste Teu servo pecador, que arde em devoção, e para quem Tu és a única esperança de alegria, a protetora da vida e, junto a teu Filho, a reconciliadora e firme garantia da salvação. Possas aliviar-me do fardo dos meus pecados, dissipar a névoa que obscurece o meu espírito e o peso que me prende à matéria. Possas sustar as tentações, governar felizmente a minha vida e conduzir-me pela mão até à felicidade do Alto. Concede ao mundo a paz, e a todos os habitantes, fieis à ortodoxia católica [romana] desta cidade, uma alegria perfeita e a salvação eterna, pelas orações de teus pais e de todo o Corpo da Igreja. Assim seja! “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo! Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto de teu ventre”, Jesus Cristo, o Filho de Deus. A Ele a Glória, com ao Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém. Tradução feita pelo Seminário de Sintra (Portugal) [apud http://www.universocatolico.com.br/index.php?/08-de-setembro-natividade-de-maria.html

  • LA PREGUNTA MAS DIFÍCIL PARA LOS APOLOGISTAS PROTESTANTES.

    Por: Richbell Meléndez En mi experiencia como apologista católico, me he dado cuenta que hay ciertos temas a los que los protestantes les suelen huir para no razonar, ya que si los razonan se dan cuenta que no tienen argumentos para rechazar a la Iglesia Católica ya que todos sus argumentos contra la Iglesia Católica tienen respuesta. Es por eso que he llegado a la conclusión de que hay una pregunta que a mi parecer es la mas difícil para los apologistas protestantes, la mayoría no suele responderla y los que la empiezan a razonar terminan por rechazar el principio protestante de “sola scriptura” y emprender su camino para aceptar la Iglesia Católica. Es que la pregunta los confronta de lleno. Pero también suele suceder que algunos intentan responderla, pero con algunas maniobras que tienden a fabricar un muñeco de paja de la pregunta o prefieren crear un arenque rojo para desviar la atención principal de la pregunta y al final no terminar razonando ni respondiendo la pregunta. Dicho esto, les comparto la pregunta y la explicación del porque es la pregunta mas difícil para los apologistas protestantes a mi parecer. Pregunta: ¿Creían y enseñaban los Padres de la Iglesia y concilios (Representantes de la Cristiandad) el principio de “sola scriptura” como es definido por el protestantismo? Explicación del porque es la pregunta mas difícil para los apologistas protestantes. Vamos a hacer un análisis de las 2 respuestas que se pueden dar a la pregunta. A) SI = Aquellos apologistas protestantes que responden con un SI a la pregunta anterior, tendrían un serio problema al momento de rechazar doctrinas católicas tales como el sacrificio de la misa, la oración por los difuntos (el purgatorio), la veneración a María, la intercesión de los santos, veneración a reliquias, el libre albedrío, la autoridad de la Iglesia, la autoridad de la Tradición, la sucesión apostólica, la jerarquía tripartita, la justificación no solo por la fe, el ministerio petrino, etc… Doctrinas que muchos de estos partidarios de “sola scriptura” señalan como anti-bíblicas, pero que los Padres de la Iglesia y Concilios señalan como enseñanzas del Cristianismo así lo confirman historiadores protestantes y ortodoxos como Schaff, Kelly, Pelikan, etc… Entonces se darán cuenta que seria ilógico afirmar que los Padres de la Iglesia y concilios (Representantes de la Cristiandad) creían y enseñaban el principio protestante de “sola scriptura” y a su vez rechazar lo que estos consideraban enseñanza en el Cristianismo. Por eso dicen algunos conversos que el protestantismo es ilógico. B) NO = Los apologistas protestantes que respondan que NO a la pregunta anterior, estarían aceptando que el principio por el cual se rige todo el protestantismo nunca formo parte del Cristianismo del primer milenio, sino que fue una innovación ilógica por parte de Lutero y los protestantes para rechazar la autoridad de la Iglesia Católica. Lo que lo llevaría a dejar el protestantismo y emprender su camino hacia la Iglesia Católica. Ahora bien, el apologista protestante se sentirá aludido con la pregunta, porque va a tocar uno de sus pilares, por los cuales el se rige para rechazar a la Iglesia Católica y sus doctrinas, pero si es sincero y reconoce que su principio de “sola scriptura” no lo creyó ni enseñaron los Padres, en vano seria que el lo siga creyendo, enseñando y defendiendo. Porque estaría demostrando que prefiere seguir un principio anti-cristiano, o ahora bien si el insiste en alegar que los Padres de la Iglesia y Concilios creyeron y enseñaron la “sola scriptura” tendrá que aceptar muchas doctrinas que el ahora considera antibiblicas. Lo que lo llevaría a aceptar a la Iglesia Católica de todas formas. Como verán la pregunta, generara un gran dilema en el apologista protestante, solo esperemos que el apologista protestante se sincere y se abra a seguir la verdad y no el capricho protestante de un principio antibiblico como la “sola scriptura”. Se puede decir que es esto es lo que hace que muchos protestantes que estudian la patristica y la historia de la Iglesia vengan a la Iglesia Católica.

  • La “Sola Scriptura” sí aparece reflejada en la Biblia

    Por: Anwar Tappias Lakat Reconozco que siempre negué esto, que jamás de los jamaces vi en la Biblia, la Sola Escritura, pero cuan equivocado estuve. Resulta que sí está, y hay ejemplos bíblicos que respaldan el uso de la Sola Escritura. Veamos los ejemplos y las consecuencias del uso de la Sola Escritura. Ejemplo 1: Los judíos justificando el divorcio Cuando Jesús terminó de decir estas palabras, dejó la Galilea y fue al territorio de Judea, más allá del Jordán. Lo siguió una gran multitud y allí curó a los enfermos. Se acercaron a él algunos fariseos y, para ponerlo a prueba, le dijeron: “¿Es lícito al hombre divorciarse de su mujer por cualquier motivo?” Él respondió: “¿No han leído ustedes que el Creador, desde el principio, los hizo varón y mujer; y que dijo: Por eso, el hombre dejará a su padre y a su madre para unirse a su mujer, y los dos no serán sino una sola carne? De manera que ya no son dos, sino una sola carne. Que el hombre no separe lo que Dios ha unido”. Le replicaron: “Entonces, ¿por qué Moisés prescribió entregar una declaración de divorcio cuando uno se separa?”  Él les dijo: “Moisés les permitió divorciarse de su mujer, debido a la dureza del corazón de ustedes, pero al principio no era así. Por lo tanto, yo les digo: El que se divorcia de su mujer, a no ser en caso de unión ilegal, y se casa con otra, comete adulterio”. (Mt 19, 1-9) Uso de la Sola Escritura:  Validar el divorcio Consecuencia: Desastrosa. Ejemplo 2: Negar la procedencia de Cristo “Ellos respondieron: “Nadie habló jamás como este hombre”.Los fariseos respondieron: “¿También ustedes se dejaron engañar?¿Acaso alguno de los jefes o de los fariseos ha creído en él? En cambio, esa gente que no conoce la Ley está maldita”. Nicodemo, uno de ellos, que había ido antes a ver a Jesús, les dijo: “¿Acaso nuestra Ley permite juzgar a un hombre sin escucharlo antes para saber lo que hizo?”Le respondieron: “¿Tú también eres galileo? Examina las Escrituras y verás que de Galilea no surge ningún profeta”.  cada uno regresó a su casa. (Jn 7, 46-53) Uso de la Sola Escritura: Negar que Jesús fuera profeta Consecuencia: Desastrosa Así que, los protestantes tenían razón!!!

  • CNBB – O que deveria ser a campanha da fraternidade 2018

    Toda Quaresma a CNBB lança uma campanha. Este ano o tema é “Fraternidade e Superação da Violência”. Descubra o que foi omitido e os absurdos que foram cometidos. Como sugestão para esta quaresma, leia o livro “Meditações Para a Quaresma” de Santo Tomás de Aquino: https://livraria.bibliacatolica.com.br/produto/meditacoes-para-a-quaresma/ #campanhadafraternidade #CNBB #Quaresma

  • OS MINISTROS [protestantes] NÃO POSSUEM A MISSÃO EXTRAORDINÁRIA

    Segue a tradução do Artigo 3º – Controvérsias de São Francisco de Sales. A prova dos milagres Estas razões são tão evidentes, que os que têm uma melhor estratégia entre vós buscaram seus argumentos fora da missão ordinária, dizendo que aqueles [reformadores] foram extraordinariamente enviados por Deus, pois a missão ordinária estava desgastada e fora abolida ao cair a verdadeira Igreja sob a tirania do Anticristo (=o Papa). Eis aqui o seu reduto mais seguro que, pelo que possui de comum com toda espécie de heresia, merece ser rebatido e destruído em seus fundamentos. Ordenemos, portanto, as nossas forças para ver se podemos bater esta última barricada. Primeiramente, direi que ninguém deve alegar uma missão extraordinária que não seja demonstrável através de milagres: 1º) Porque, a que extremos teríamos chegado se esse pretexto de missão extraordinária fosse admissível assim sem provas? Isto não seria um véu para cobrir todo tipo de delírio? Ário, Marcião, Montano e Massálio não poderiam ser admitidos como reformadores, bastando apenas prestarem este mesmo juramento? 2º) Jamais pessoa alguma foi enviada extraordinariamente sem portar esta carta de crédito (=milagres) da Divina Majestade: Moisés foi enviado imediatamente por Deus para governar o povo de Israel (cf. Êxodo 3,10); quis conhecer o Nome de quem o enviava (cf. Êxodo 3,18) e, quando soube que esse Nome era o admirável Nome de Deus, pediu sinais e patentes de sua comissão (cf. Êxodo 4,1), o que pareceu tão bem ao nosso Deus, que Este lhe concedeu a graça de três classes de prodígios e maravilhas (cf. Êxodo 4,3-4.6-7.9), que foram como que três certificados, em três línguas diferentes, do cargo que lhe conferia, a fim de que, quem não entendesse uma destas três línguas, entendesse as demais. Se esses ministros [de agora] alegam a missão extraordinária, que nos apresentem algumas obras extraordinárias! Do contrário, não estaremos obrigados a crer neles! Na verdade, Moisés mostrou muito bem a necessidade desta prova para quem quisesse falar extraordinariamente, pois tendo que pedir a Deus o dom da eloquência, não o pediu senão depois de ter o poder de fazer milagres (cf. Êxodo 4,10), demonstrando que é mais necessário possuir autoridade do que facilidade para falar. A missão de São João Batista, ainda que não totalmente extraordinária, não foi autêntica por sua concepção (cf. Lucas 1,18-22), seu nascimento (cf. Lucas 1,63-66) e, ainda, por sua vida tão milagrosa (cf. Mateus 11,7-10), sobre a qual Nosso Senhor ofereceu tão excelente testemunho? E quanto aos Apóstolos: quem ignora os milagres que fizeram e o grande número deles? Seus lenços (cf. Atos 20,11.22), sua sombra (cf. Atos 5,15), serviam para a imediata cura dos doentes e para afastar o demônio: “Pelas mãos dos Apóstolos se realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo” (Atos 5,12). E que isto foi para confirmar a sua pregação é dito claramente por São Marcos, nas últimas palavras do seu Evangelho (Marcos 16), e por São Paulo aos Hebreus (11,4). Com efeito, como quererão se excusar e deixar de apresentar esta prova de sua missão aqueles que em nossos tempos querem apresentá-la como extraordinária? Que privilégios possuem para que sejam maiores que o Apostólico e o Mosaico? O que direi mais? Se Nosso Soberano Mestre, consubstancial ao Pai, cuja missão é tremendamente autêntica, que pressupõe a comunicação da própria essência [divina], Ele mesmo – quero dizer que [Ele] é a fonte viva de toda missão eclesiástica – não quis se eximir desta prova dos milagres, que razão há para que estes novos ministros sejam cridos apenas por sua [própria] palavra? Nosso Senhor alega frequentemente a sua missão para dar crédito à sua Palavra: “Como meu Pai me enviou, assim eu também vos envio a vós” (João 20,21); “Minha doutrina não é minha, mas Daquele que me enviou” (João 7,16); “E vós me conheceis e sabeis de onde Eu sou; e não vim por Mim mesmo” (João 7,28). E, ainda assim, para dar autoridade à sua missão, põe na frente seus milagres e, além disso, atesta que se não tivesse feito obras como nenhum outro dos judeus, estes não teriam pecado por não crerem Nele (cf. João 15,21). E, em outro momento, lhes diz: “Não crês que meu Pai está em Mim e Eu em meu Pai? Crede, pelo menos, pelas obras [que fiz]” (João 14,11-12). Portanto, quem quer que seja tão ousado, que se orgulhe da missão extraordinária sem exibir a prova dos milagres, merece ser tido por impostor. Deste modo, já que nem vossos primeiros [líderes], nem vossos últimos ministros fizeram milagre algum, não podem eles possuir missão extraordinária. A missão extraordinária depende da missão ordinária Passemos ao outro ponto: Eu afirmo, em segundo lugar, que nenhuma missão deve ser recebida como extraordinária se é desaprovada pela Autoridade ordinária, que reside na Igreja de Nosso Senhor. Isto porque primeiramente estamos obrigados a obedecer aos nossos pastores ordinários, sob pena de sermos considerados ‘publicanos e pagãos’ (cf. João 18,17). Com efeito, como poderíamos nos alistar sob outra disciplina que a Sua? Os enviados extraordinários teriam vindo em vão, pois estaríamos obrigados a não ouví-los – como eu já disse -, se fossem desautorizados pelos [enviados] ordinários (cf. 1Coríntios 14,33). Deus não é autor de divisão, mas de união e concórdia, principalmente entre os seus discípulos e ministros eclesiásticos, como ensina claramente Nosso Senhor na santa oração que dirigiu ao seu Pai nos últimos dias de sua vida mortal (cf. João 17,11-12). Como, pois, autorizaria duas classes de pastores: uma extraordinária e outra ordinária? Que a [classe] ordinária está autorizada, não resta a menor dúvida; quanto à extraordinária, apenas o pressupomos. Haveria, portanto, duas Igrejas diferentes, o que contraria à mais pura Palavra de Nosso Senhor, o qual não possui mais do que uma única Esposa: “Una sola paloma, una sola perfecta” (Cântico 7,8). E como o rebanho poderia estar unido sendo conduzido por dois pastores, estes desconhecendo um ao outro, com diferentes pastagens, celeiros e redis? Onde um e outro não desejariam possuir o todo? Assim seria a Igreja, sob a diversidade de pastores ordinários e extraordinários: desgarrada aqui e acolá em diferentes seitas. Porém, por acaso Nosso Senhor “está dividido” (cf. 1Coríntios 1,13) em si mesmo ou em seu Corpo, que é a Igreja? Na verdade, não! Pelo contrário: não há mais do que ‘um Senhor’ (cf. Efésios 4,5), o qual edificou o seu Corpo Místico (cf. Efésios 4,12) com uma bela variedade de membros bem proporcionais (cf. Efésios 4,2), “unidos e apertados totalmente por todos os ligamentos, através da mútua subministração” (cf. Efésios 4,16). Daí se segue que querer inserir na Igreja esta divisão de tropas ordinárias e extraordinárias é querer arruiná-la e colocá-la a perder. Assim, é necessário retornar ao que dizíamos anteriormente, a saber: que a vocação extraordinária jamais é legítima se for desaprovada pela ordinária. 3º) Na ordem dos fatos, jamais me será apresentada qualquer vocação extraordinária legítima que não tenha sido [anteriormente] recebida pela autoridade ordinária. São Paulo foi chamado extraordinariamente (cf. Atos 9,6), mas não foi aprovado e autorizado pela [autoridade] ordinária uma primeira (cf. Atos 9,17) e segunda (cf. Atos 13,3) vez? A missão recebida pela autoridade ordinária é denominada “missão do Espírito Santo” (Atos 13,4). Da missão de São João Batista não se pode dizer que fosse propriamente extraordinária, porque ele nada ensinava contrário à Igreja mosaica e porque [também ele] pertencia à raça sacerdotal (cf. Lucas 1,8). Apesar disso, a raridade de sua doutrina foi confessada pelo magistrado ordinário da Igreja judaica na bela afirmação que foi feita pelos sacerdotes e levitas (cf. João 1,19ss), e cujo teor pressupõe a alta estima e reputação de que gozava entre eles. E os próprios fariseus, que estavam sentados na cátedra de Moisés, não participaram abertamente de seu batismo, sem escrúpulos (cf. Mateus 3,5.7), o que equivale a receber sua missão como boa? E ainda Nosso Senhor, que era Mestre, não quis ser recebido: – por Simeão (cf. Lucas 2,28.34), que era sacerdote, eis que este bendisse a Nosso Senhor e a São José? – por Zacarias, sacerdote (cf. Lucas 1,76)? – e por São João [Batista] (cf. João 1,29)? E também por sua própria Paixão, que era a execução principal da sua missão: não quis Ele ter o testemunho profético do Sumo Sacerdote de então (cf. João 11,49-53)? 4º) Isto é o que São Paulo ensina quando não quer “que ninguém atribua para si a honra pastoral sem aquele que é chamado por Deus como Aarão” (Hebreus 5,1-4), pois a vocação de Aarão foi ordinariamente dada por Moisés, tanto que Deus não colocou a sua Santa Palavra imediatamente na boca de Aarão, mas na de Moisés, a quem Deus dirigiu esta ordem: “Fala a ele e coloca minhas palavras na boca dele. E eu estarei na tua boca e na [boca] dele” (Êxodo 4,15). Se considerarmos direito as palavras de São Paulo, aprenderemos também que a vocação dos pastores deve ser dada visível ou perceptivelmente, e não por aclamação e moção secreta. Vejam-se, assim, os dois exemplos que ele propõe: o de Aarão, que foi ungido e visivelmente chamado (cf. Levítico 8,12; Êxodo 28,1) e, depois, o de Nosso Senhor e Mestre, que sendo Soberano Pontífice e Pastor de todos os séculos, “não qualificou a si mesmo” (Hebreus 5,5), isto é, não atribuiu para si a honra do seu Sumo Sacerdócio, como já havia dito anteriormente São Paulo, mas “foi ilustrado por Aquele que lhe disse: ‘Tu és meu Filho; Eu hoje te gerei; Tu és eternamente Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec’” (Hebreus 5,6). Eu vos peço que considereis este argumento: Jesus é Soberano Pontífice segundo a ordem de Melquisedec. Ele atribuiu para si e impulsionou por si mesmo esta honra? Não! Ele foi chamado (Hebreus 5,10). Quem o chamou? Seu Pai Eterno (cf. Hebreus 5,5). Como? Imediata e mediatamente, simultaneamente: imediatamente em seu Batismo (cf. Mateus 3,17) e em sua Transfiguração (cf. Mateus 17,5), com estas palavras: “Este é meu Filho muito amado, em quem tenho todas as minhas delícias. Escutai-o”; e mediatamente, pelos Profetas e, sobretudo, Davi, nos lugares em que São Paulo cita, acerca disto, os Salmos: “Tu és meu Filho; Eu hoje te gerei” (Salmo 2,7); “Tu és sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec” (Salmo 140,4). E tudo demonstra esta vocação: a palavra da nuvem [durante a Transfiguração] foi audível e, em Davi, audível e legível. Entretanto, São Paulo, querendo mostrar a vocação de Nosso Senhor, traz apenas as passagens de Davi, as quais dizem que Nosso Senhor foi explicitado por seu Pai, contentando-se, assim, em produzir o testemunho perceptível, e produzido através das Escrituras ordinárias e dos Profetas aceitos. Afirmo, em terceiro lugar, que a autoridade da missão extraordinária jamais destrói a ordinária e nunca é conferida para revogá-la. Testemunhas disto são todos os Profetas, que jamais levantaram altar contra altar, nem revogaram a autoridade de Aarão, nem jamais aboliram as constituições da Sinagoga. Nosso Senhor também testemunha isso, ao afirmar que “todo reino dividido contra si mesmo será destruído e uma casa cairá sobre a outra” (Lucas 11,17); igualmente, testemunhou o respeito que teve à cátedra de Moises, cuja doutrina quis que fosse preservada (cf. Mateus 23,2-3). Na verdade, se o extraordinário fosse abolir o ordinário, como saberíamos quando, em quê e como deveríamos nos ater a isso? Não, não! O ordinário é imortal enquanto a Igreja existir neste mundo. Os pastores e doutores que geraram a Igreja devem possuir perpétua sucessão, “para a consumação dos Santos, até que todos nós cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, como varão perfeito, segundo a medida da idade cumprida de Cristo, a fim de que não sejamos mais meninos, instáveis, levados daqui para acolá a qualquer vento de doutrina, pela malícia dos homens que enganam com astúcia” (Efésios 4,11-14). Eis aí o belo discurso que São Paulo faz para mostrar que se os doutores e pastores ordinários não tivessem perpétua sucessão ou estivessem sujeitos à ab-rogação dos [doutores e pastores] extraordinários, teríamos apenas uma fé e uma disciplina desordenada e interrompida a todo momento; estaríamos sujeitos a sermos seduzidos pelos homens que a todo instante se orgulham da vocação extraordinária; e, como os gentios, caminharíamos – como faz observar posteriormente (cf. Efésios 4,17) – na vaidade dos nossos [próprios] entendimentos, imaginando cada um sentir a moção extraordinária do Espírito Santo. Disto, nossos tempos apresentam muitos exemplos e esta é uma das mais sólidas razões que podemos expor a este propósito: se a administração extraordinária pode invalidar a ordinária, a quem daremos a primazia? A Calvino ou a Lutero? A Lutero ou a Pacimontain? A Pacimontain ou a Blandrate? A Blandrate ou a Brence? A Brence ou à Rainha da Inglaterra? Cada um atribuirá para si este tapa-olhos da missão extraordinária, mas a Palavra de Deus retira de nós estas dificuldades, pois edificou a sua Igreja sobre um fundamento tão bom e com uma proporção tão bem compreendida, que “as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mateus 16,18). E se jamais prevaleceram e nem prevalecerão, a vocação extraordinária não tem como abolí-la, pois Deus não odeia nada do que faz; então, como Ele aboliria a Igreja ordinária para criar outras [igrejas] extraordinárias, já que foi Ele quem edificou a ordinária sobre Si mesmo e a fundamentou no seu próprio Sangue? Tradução: Luis Carlos Nabeto #Uzbequistão #Laos #Mauritânia #Iêmem #Afeganistão #Maldivas #Somália #Arábia Saudita #Irã #Coréia do Norte #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #UzbequistãoLaosMauritâniaIêmemAfeganistãoMaldivasSomáliaArábiaSauditaIrãCoréiadoNorte #Igreja

  • Por que o cristão precisa ‘se humilhar’?

    Porque Deus quer que a gente se humilhe? Eu quero ser feliz , quero uma vida boa, de abundância, de amor. Quero que todo mundo seja feliz e eu também! Porque sempre dizem que a gente tem que se humilhar diante de Deus? Deus fez a gente para sofrer? Por quê?” No Santo Evangelho encontramos o modelo da súplica essencial do cristão: “Ó Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!” (Lc 18 13). Essas palavras, em certo sentido, podem ser consideradas a marca característica da religião cristã, em contraste com as diversas outras formas de culto e doutrinas que desde os tempos primitivos se espalharam sobre a Terra. A súplica do Evangelho segundo S. Lucas é ao mesmo tempo uma confissão do pecado e um pedido por misericórdia. Foi introduzida pelo cristianismo esta noção bem específica de transgressão e perdão, que não existe fora do âmbito cristão. Ao contrário, os outros símbolos de culpa ou contaminação e os ritos de deprecação e expiação são muito semelhantes em todas as religiões pagãs, e são muito diferentes do que prescreve a Igreja. É peculiar à nossa fé cristã que a confissão do pecado celebre a ideia da mais elevada santidade. Ora, confessar-se pecador é humilhar-se, e humilhar-se nada mais é que reconhecer as próprias incapacidades, insuficiência e finitude diante do Poder, da absoluta Suficiência e da Infinitude de Deus. E reconhecê-lo, ao contrário do que possa parecer às mentes materialistas, que se assustam num primeiro momento, traz paz e serenidade duradouras, já que aceitar a Verdade é sempre um gesto de verdadeira libertação. Vivemos hoje uma era individualista, consumista e hedonista, de homens e mulheres soberbos, extremamente orgulhosos. Em nossos tempos é praticamente inadmissível pensar em humilhação como algo positivo, edificante para a alma. É desconcertante para o homem contemporâneo ouvir dizer que deve humilhar-se por qualquer motivo, mesmo se for para alcançar uma realização maior. Essa é uma das principais razões pelas quais a busca pela Verdade vem sendo deixada de lado em nome do respeito humano. Nosso apostolado recebe frequentes mensagens dizendo que não deveríamos comentar sobre outras religiões, nem mesmo com fins de esclarecimento, porque toda religião seria igual e todas levariam a Deus, sendo importante apenas “o amor” e/ou que cada um “seja feliz” do jeito que achar melhor. Muitos nos consideram rudes ou radicais quando simplesmente apresentamos a doutrina da Igreja, porque afinal de contas não somos os donos da verdade e precisamos “respeitar” a opção religiosa de cada um. Na visão de tais pessoas, “respeitar” seria o mesmo que aceitar tudo, fingir que “é tudo a mesma coisa” e que a nossa fé não passa de mais uma proposta entre muitas outras, sem nenhuma distinção realmente essencial. Escolher uma ou outra religião para seguir, então, seria uma opção meramente subjetiva, assim como é o ato de escolher a cor da roupa que se vai vestir. Esquecem-se de que somos um apostolado cristão católico e que para nós, católicos, a Verdade existe objetivamente e deve ser proclamada “do alto dos telhados” (Mt 10, 27b). Para eles, entretanto, a preocupação em não melindrar as convicções do outro (mesmo aquelas flagrantemente equivocadas) deveria ter prioridade sobre a missão que nos foi confiada por Cristo, de proclamar o Evangelho a toda criatura (Mt 16,15). Claro e evidente que não pretendemos “obrigar” ninguém a crer no que cremos nem converter quem quer que seja pela força. Deus mesmo, em primeiro lugar, concede a cada um o direito de escolher o caminho a seguir. Nosso objetivo é simplesmente “apresentar as razões da nossa esperança” (1Pd 3, 15) e a fé cristã como ela é, tendo claro que a adesão é uma opção que cabe a cada um. Ainda assim, hoje muitos entendem que procurar fazer isto já é um ato de “desrespeito”, um “radicalismo” e uma demonstração de “intolerância” de nossa parte. O que o orgulho não pode admitir De fato, nestes nossos dias “politicamente corretos”, alguém dizer que gosta do azul já é dar motivo para aqueles que preferem o amarelo se sentirem “ofendidos”. A principal razão deste curioso fenômeno é a soberba ou orgulho que impera nas almas. O homem têm se visto como muito importante, muito nobre, grandioso, majestático. Sua vontade e seus caprichos são agora soberanos, postos em primeiro lugar, e isso vem se refletindo até no sentimento religioso: mesmo as novas seitas ditas “cristãs” colocam o homem no centro e Deus como seu servidor. Um conhecido “bispo (sic) evangélico” diz abertamente, em suas pregações, que Deus “é obrigado” a abençoar e atender os pedidos dos “justificados” (sua própria igreja-empresa posta vídeos com este conteúdo no Youtube). Por outro lado, no rol dos sete pecados capitais, o mais grave dos mais graves pecados é exatamente o da soberba ou orgulho, afinal é nesta categoria que se enquadra o próprio Pecado Original. • Adão e Eva aceitaram o fruto proibido – querendo igualar-se a Deus – pela tentação do orgulho; • O orgulho foi capaz de transformar um gloriosíssimo anjo de luz no príncipe das trevas e dos demônios que incessantemente nos tentam e procuram arrastar para o Inferno; • O orgulho é o pior de todos os pecados porque é um vício que pode se confundir com grandes virtudes: pode ser confundido com honra, brio, virilidade, “personalidade forte”, senso de dignidade. Quanto melhor um pecado se disfarça, pior o estrago que pode provocar; • É o orgulho o pior de todos os pecados, porque nos impede de cumprir o maior dos Mandamentos: não pode amar a Deus acima de todas as coisas quem ocupa todo o seu tempo em se amar a si mesmo e tem como prioridade máxima satisfazer os próprios desejos; também não pode amar o próximo como a si mesmo quem vê o outro como adversário ou concorrente, com o qual compete incessantemente para alcançar admiração, glórias ou riquezas. O grande G. K. Chesterton disse: “Se eu tivesse apenas um sermão para pregar, seria um sermão contra a soberba”. Os maiores e mais exemplares heróis da fé foram únicos justamente porque sempre valorizaram, em seus corações, a memória constante de que eles, por eles mesmos, eram, podiam e mereciam nada; que não passavam de transgressores resgatados pela Misericórdia divina. Aquilo que para os santos do Céu é razão de gratidão sem fim, também é, para os santos que estão no mundo, o motivo da sua constante humilhação. Qualquer que seja o seu avanço na vida espiritual, nunca deixam de se ajoelhar e de bater no peito, dizendo: “Senhor, tende piedade de mim, que sou pecador!”. Mesmo o Cristo, o próprio Filho de Deus, quando na natureza humana, ainda que justo e totalmente separado do pecado –, mesmo Ele(!) –, ao herdar a carne de Adão submeteu-se no fim à morte, à punição direta e categórica do Pecado (a qual assumiu por todos nós e por nossa salvação). Igualmente, nem o mais favorecido dentre os santos de Deus jamais se esquece de que nasceu filho de Adão. Ainda que nos voltemos para eles, os santos do Céu, eles sempre se voltam para Deus, porque não têm poder em si mesmos; ainda que roguemos pelos favores de nossa Mãe santíssima, sabemos que nem a Rainha dos santos, concebida sem Pecado, por si mesma não poderia nos atender; é diante de Deus que a Mãe do Céu intercede em nosso favor e obtém a sua “onipotência suplicante”. Nós, fiéis católicos, lembramos e enaltecemos os méritos dos santos, mas basta estudar as suas biografias para notar que eles mesmos só falaram dos seus defeitos e enalteceram o Poder, a Graça e a Glória divinas. Assim foi Sto. Inácio de Loyola; assim Sta. Rosa de Viterbo, que, ainda criança, apresentou seu corpo frágil às penitências mais surpreendentes; assim foi S. Filipe Neri que, quando alguém o elogiava, gritava: “Vai-te embora, eu sou um diabo e não um santo!”… Essa auto-prostração absoluta é o distintivo e símbolo do soldado de Cristo; se virmos algum pretenso “cristão” julgando-se muito digno, justo e importante, desconfiemos dele. Tal fato é transmitido nas próprias palavras do Senhor, quando diz: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores”; é solenemente reconhecido e inculcado por Ele ao decretar: “Todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado”. O fariseu orgulhoso do Evangelho segundo S. Lucas, na mesma passagem que contém a súplica que apresentamos no começo (Lc 18, 10ss), olhava para si mesmo com grande complacência, sentindo-se muito nobre, digno e honrado. Ele acreditava que seus deveres para com Deus eram muito simples e lineares – nada mais que uma coleção de normas e proibições a se observar – de alcance bastante limitado. Ele fez (mau) uso das tradições nas quais foi criado, no propósito de convencer-se de que a perfeição consiste apenas em responder às demandas da sociedade. Ele professou, sim, gratidão a Deus, mas compreendeu mal a natureza dos seus deveres em relação ao seu Criador. Ele pensou que fazia tudo o que Deus exige ao satisfazer a opinião pública. Ser religioso, no sentido farisaico, era manter a paz com os outros, tomar a sua parte nos encargos dos pobres, abster-se de vícios vulgares e dar bom exemplo. Suas esmolas e jejuns não eram feitos em espírito de caridade e santidade, com penitência e humilhação de si mesmo, e sim porque o seu mundo os exigia; a penitência implica a consciência do pecado, enquanto que para ele, fariseu, eram culpados apenas os publicanos, e somente estes precisavam ser perdoados. Não havia nada contra homens justos, dignos e equilibrados como ele, que achava que os homens que se comportassem bem, consistentes e respeitáveis, mereciam ser honrados por Deus e não precisariam nem deveriam se humilhar. Por isso agradeceu a Deus por ser um nobre fariseu e não um publicano penitente que se humilha. Mas Nosso Senhor diz que foi o penitente quem voltou para casa justificado, não o fariseu. Os seguidores das seitas ditas “esotéricas” de hoje se comportam de modo semelhante. Eles não fazem penitência nem se humilham; na verdade jogaram sobre as observâncias do antigo farisaísmo uma roupagem filosófica, embelezando-as com os requintes de um intelecto cultivado, mas a sua noção de dever moral e religioso ainda se mantém tão superficial quanto a do fariseu orgulhoso. O sentido do pecado, o hábito da auto-humilhação e o desejo de contrição são tão ausentes nas mentes dos atuais pagãos como eram nas dos antigos fariseus. Aqueles, assim como estes, estruturaram um código de moral ao qual poderiam obedecer sem grandes dificuldades, para que pudessem se sentir satisfeitos e orgulhosos de si mesmos. Humilhar-se? Absurdo! Já o cristão sabe que não tem muito do que se orgulhar quando olha para si. S. Pedro, o primeiro Papa, quando teve um primeiro vislumbre da grandeza e divindade de seu Mestre, gritou, quase fora de si: “Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!” (Lc 5,8). Foi a mesma sensação do santo Jó, que, embora tivesse servido a Deus por muitos anos e fosse aperfeiçoado na virtude, disse ao Todo-Poderoso: “Meus ouvidos tinham escutado falar de Ti, mas agora meus olhos te viram. É por isso que me arrependo e humilho-me no pó e na cinza!” (Jó 42, 5-6). Assim foi com Isaías, quando teve a visão do Serafim e disse: “Ai de mim! Estou perdido porque sou um homem de lábios impuros, e habito com um povo de lábios impuros e, entretanto, meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6, 5). Cada ser humano sobre a Terra, qualquer que seja o seu grau de santidade, ainda que seja um prodígio ou verdadeiro herói da fé, repete com o publicano: “Oh Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!”. As naturezas criadas, sejam as mais elevadas ou mais inferiores, estão todas num mesmo nível em comparação à Glória do Criador, e assim todas têm um mesmo discurso, quer seja o ladrão na cruz, Sta. Madalena aos pés de Cristo ou S. Paulo antes do seu martírio. Não é que um não possa ter algo que outro não tem; é que todos nada têm além do que é dado por Deus, e somos todos como nada diante dEle, que é tudo em todos. Que jamais sejamos levados, por quaisquer afeições humanas, a caminhos que nos permitam conquistas, realizações, honras e vitórias que nos façam esquecer que a nossa verdadeira sabedoria, nobreza e força consistem no conhecimento de Deus, Fonte de todos os bens e Autor da própria Vida. A natureza e o homem são objetos dos nossos estudos, mas Deus é maior que tudo. O dinheiro e os cargos e posições humanas nos são necessários para muitas coisas, inclusive, às vezes, para fazer o bem; mas é fácil nos perdermos em nossas fúteis glórias. É fácil, até mesmo, tornarmo-nos super apegados à nossa própria busca por Deus e santidade, e substituirmos por ela a verdadeira Religião/re-ligação com Deus, tornando nossas práticas supostamente espirituais o combustível do nosso orgulho. Nossas realizações não nos valerão de nada se não se subordinarem à verdadeira Religião. O conhecimento do Sol, da Lua e das estrelas, das ciências e das artes, dos saberes clássicos ou da História, nada disso nos salvará. E se estudamos muito e nos tornamos sábios, poderemos dar “graças a Deus” porque não somos como os analfabetos e os ignorantes, como fez o fariseu da parábola? Aqueles a quem nesse caso desprezássemos, se tudo o que souberem for pedir a misericórdia de Deus, então saberão tanto ou mais do que nós sobre a ciência mais importante: a que se deve saber para obter o Céu, onde – então sim – contemplando Deus face a Face seremos e saberemos infinitamente  mais do aquilo que todas as nossas letras e toda a nossa ciência poderiam nos dar. Digamos então, honestamente, junto com o Apóstolo: “Jesus Cristo veio a este mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o primeiro” (1Tm 1,15). Humilhemo-nos, isto é, reconheçamos a nossa insignificância diante do Poder de Deus, e assim seremos exaltados, porque quem procura os primeiros assentos poderá ser convidado a se levantar e ocupar um lugar mais atrás, mas quem se assentar humildemente entre os últimos lugares poderá ser convidado a vir para a frente, no Banquete do Céu (Lc 14, 7-12). ___ Ref.:  NEWMAN, John Henry. Sermons Preached on Various Occasions, chapter 2: The Religion of the Pharisee, the Religion of Mankind. London: Longmans Green and Co., 1908. Fonte: ofielcatolico

  • The Man Called “MONTINI”

    On Februrary 6, 2018 the Catholic News Agency(CNA) announced that the Congregation for the Causes of Saints has approved a second “miracle” needed for the “canonization” of Paul VI, allowing his canonization to take place possibly this year (click here to read). The disastrous reign of Anti-Pope Paul VI( Giovanni Montini) began on 23 June 1963 hurling  catholic souls down the path of apostasy. His speeches or teachings were ambiguous  if not heretical and his flock regarded him as a perfect representation of the duality of thought. When he seemed to embrace tradition, he suddenly opted for novelty. He welcomed religions concocted by the devil on one hand and on the other, he cried “the smoke of Satan has entered the Church.” He advocates for a cause and acts shocked at its effects! People who knew him back in his days  at the Vatican Secretariat couldn’t fail to remark a certain “mysterious”( some say evil) appearance he bore, which made him unsociable. His friend Jean Guitton, remarked: ” I noticed how his thinking was secular. With him, I was not in the presence of a cleric.”(Secret of Paul VI) Montini was betrayed Pope Pius XII by revealing classified information to the Church’s enemies ( the communists), which resulted to the death of millions of Catholics at the soviet gulags, while millions more where murdered by communists. Carlo Falconi maintained that Montini was a freemason and this claim could not be easily dismissed since his close collaborators namely; Mons. Pasquale Macchi, Cardinal Jean Villot and Cardinal Agostino Casaroli were freemasons. The following oration in honour of Paul VI appeared in “La Rivista Massonica” magazine: “…for the first time in history, the freemasons can pay respect to the tomb of a Pope without ambiguities and contradictions.” One can clearly see that Paul VI was quite a brother!  How can we forget the words of Padre Pio to Fr. Luigi Villa: “Courage! Courage! For the Church is already invaded by freemasonry, and has already made it to the Pope’s slippers” ( referring to Paul VI). These were not all. There was also a charge  that he was a homosexual! According to Randy Angel, “Paul VI is identified as a homosexual in numerous publications and his name appears on virtually all the list of prominent homosexuals…”(Rite of Sodomy vol 5.) Abbe Georges de Nantes( founder of the league of Catholic Counter-Reformation) in his letter to John Paul II called him “an avowed homosexual.” Professor Franco Bellegrandi, former member of the Vatican Noble Guard sites an incident, when Montini – being the Archbishop of Milan – was picked up by the police dressed up in civilian clothes on one of his nocturnal visits to the male brothels of the city. Montini’s actor-friend “Paul” was giving free access to the pontifical apartments and was seen taking the elevator at night. He adds that there was a homosexual colonization which began in Anti-Pope John XXIII’s reign and accelerated in Montini’s. Father Luigi Villa confirmed that Cardinal Pietro Palazzini had sent a letter to the postulator for the “Cause of Beatification” of Paul VI that contained the names of the last three homosexual lovers of Paul VI. The Necessity of  Canonizing Paul VI The teachings of the Vatican II council contradicts that of the Church and so clear is this fact that a keen observer would rightly conclude that the Vatican II changes ushered in a different – or rather a counterfeit church. Standing in contradiction with the teachings of the Catholic Church there seem to be a necessity for the counterfeit church to raise “counterfeit saints”. Since Paul VI happens to be one of the two impostors who presided over the council, it seems natural to raise him (at all cost) to canonize him especially in view of the fact that his predecessor and “co-innovator” is also a “saint”. Secondly,  the canonization of the post Vatican II Popes will place the council – so they think – in a supernatural light, giving a stamp of infallibility on the heretical teachings of the council.  A close look at the following statistics points to this fact. John XIII(1958-1963) – Saint Paul VI(1963-1978) – Blessed John Paul I (1978) – Venerable John Paul II (1978 – 2005) – Saint The new canonization process, couldn’t have made it any easier and perhaps by the end of the year, Paul VI will become the third out of  four dead post – vatican II anti-popes , who will be venerated as “saints”. All these in less than 60 years! The total number of Catholic Popes, from St. Peter to Pius XII is 260 out of which only 76 are canonized and the last of them is St. Pius X who died in 1914. Before him was St. Pius V who died in 1572, hence in years we are looking at a space of 342 years with over 30 popes between them!  This reflects rigorous process involved in the pre-1983 canonization. With the changes in the invalid 1983 canonization process especially the reduction of the adversarial nature (if not the elimination) of the Advocatus Diaboli, it will be quite easy to raise men with dubious moral life to the altar. Thank God these Vatican II impostors are Anti-Popes and as a result all there decrees, ordinations, promulgations etc are invalid. Kyrie Eleison

  • Por que não temos mais abundantes sinais milagrosos na Igreja?

    São Gregório Magno foi Papa no final do século VI, e um dos maiores Papas da história da Igreja. Em um de seus sermões, tratou dos pretensos carismas, palavras de esclarecimento que parecem ser de grande utilidade nos nossos tempos. O referido sermão, que publicamos abaixo, foi proferido no dia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, ais 24 de Maio do ano 591, na Basílica de São Pedro. “Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados”(Evangelho segundo S. Marcos, 16,16) SERÁ QUE, MEUS caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que não tendes nenhuma fé? Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando plantamos árvores, as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que se enraizaram, cessamos de regá-las. Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, 14,22). Sobre esses sinais e esses poderes, temos nós que fazer observações mais precisas? A Santa Igreja faz, todo dia, espiritualmente, o que ela realizava então nos corpos, por meio dos Apóstolos. Porque, quando os seus padres, pela graça do exorcismo, impõem as mãos sobre os que creem, e proíbem aos espíritos malignos de habitar sua alma, faz outra coisa que expulsar os demônios? Todos esses fiéis que abandonam o linguajar mundano de sua vida passada, cantam os santos mistérios, proclamam com todas as suas forças os louvores e o poder de seu Criador, fazem eles outra coisa que falar em línguas novas? Aqueles que, por sua exortação ao bem, extraem do coração dos outros a maldade, agarram serpentes. Os que ouvem maus conselhos sem, de modo algum, se deixar arrastar por eles a agir mal, bebem uma bebida mortal, sem que ela lhes faça mal algum. Aqueles que todas a vezes que vêem seu próximo enfraquecer, para fazer o bem, e o ajudam com tudo o que podem, fortificam, pelo exemplo de suas ações, aqueles cuja vida vacila, que fazem eles senão impor suas mãos aos doentes, a fim de que recobrem a saúde? Estes milagres são tanto maiores pelo fato de serem espirituais, são tanto maiores porque repõem de pé, não os corpos, mas as almas. Também vós, irmãos caríssimos, realizais, com a ajuda de Deus, tais milagres, vós os realizais, se quiserdes. Pelos milagres exteriores não se pode obter a vida. Esses milagres corporais, por vezes, manifestam a santidade.Eles não criam a santidade. Os milagres espirituais agem na alma. Eles não manifestam uma vida virtuosa. Eles fazem vida virtuosa. Também os maus podem realizar aqueles milagres materiais. Mas os milagres espirituais só os bons podem fazê-los. É por isso que a Verdade diz, de certas pessoas: “Muitos me dirão, naquele dia: “Senhor, Senhor, não foi em teu nome que nós profetizamos, que nós expulsamos os demônios e que realizamos muitos prodígios? E Eu lhes direi:”Eu não vos conheço. Afastai-vos de Mim, vós que fazeis o mal” (Mt 7,22-23). Não desejeis, ó irmãos caríssimos, fazer os milagres que podem ser comuns também aos réprobos,, mas desejai esses milagres da caridade e do amor fraterno dos quais acabamos de falar: eles são tanto mais seguros pelo fato de que são escondidos, e porque acharão, junto a Deus, uma recompensa tanto mais bela quanto eles dão menor glória diante dos homens SÃO GREGÓRIO MAGNO, Papa Sermões sobre o Evangelho, Lv II, Les éditions du Cerf, Paris, 2008, vol. II, pp. 205 a 209 Fonte: ofielcatolico

  • Artigo 2º – Os ministros [protestantes] não receberam missão dos Bispos católicos

    Muitos dos [ministros protestantes] que são mencionados nestes tempos, percebendo que se lhes cortam o argumento por esse lado, partem para um outro caminho: dizem que os primeiros mestres reformadores – Lutero, Bucero, Ecolompádio – foram enviados pelos Bispos que lhes ordenaram sacerdotes e que eles (=os reformadores), depois, enviaram os demais; tentam assim ligar sua missão com a dos Apóstolos. Na verdade, falando franca e claramente, confessam que a missão só pode ser transmitida a partir dos Apóstolos aos seus ministros pela sucessão dos Bispos e pela imposição das mãos destes. O fato é tão evidente que não admite dúvida: não é possível dar um salto nesta grande missão dos Apóstolos para deixá-la cair nas mãos dos pregadores dos tempos atuais sem que se faça tocar em algum dos antigos e nossos antepassados [católicos]. Seria necessário que os primeiros fundadores da Igreja (=os Apóstolos) tivessem em seus lábios uma trombeta muito longa para chamar Lutero e seus consortes, sem que os [ministros católicos] que se encontravam entre uns e outros se inteirassem de tal chamamento; ou melhor, como disse Calvino em certa ocasião (cf. Institutas 3,20,24) e intempestivamente: que estes últimos tivessem orelhas extremamente grandes. Era necessário, portanto, que referida missão fosse integralmente conservada se esses tais tivessem que encontrá-la. Nós [católicos] confessamos que a missão estava vinculada aos nossos Bispos e, principalmente, nas mãos de seu líder: o Bispo Romano. Por outro lado, negamos formalmente que os vossos ministros tenham tido qualquer espécie de comunicação para pregar o que vêm pregando, pelas seguintes razões: 1ª) Eles pregam coisas contrárias à Igreja na qual foram ordenados sacerdotes. Logo, ou erram eles ou erra a Igreja que os enviou e, portanto, ou a sua Igreja é falsa, ou o é aquela de quem receberam a missão. Se a Igreja de quem receberam sua missão é falsa, então esta missão também é falsa, pois de uma Igreja falsa não pode vir uma missão verdadeira; e se a sua Igreja é a falsa, menos ainda podem ter missão, porque em uma Igreja falsa não pode haver verdadeira missão. Como quer que seja, não tiveram, com efeito, missão para pregar o que pregam, pois se a Igreja em que foram ordenados é a verdadeira, eles são hereges por terem se separado dela e por terem pregado contra as crenças desta; e se não era a verdadeira [Igreja], não podia conferir-lhes missão. 2ª) Além disso, ainda que eles possuíssem missão da Igreja Romana, não tinham [autoridade] para se separarem dela e retirar da sua obediência os filhos desta, pois é evidente que o comissionado não deve ultrapassar os limites da sua comissão; e quando o faz, é nulo. 3ª) Lutero, Ecolompádio ou Calvino não eram Bispos; logo, como poderiam comunicar qualquer missão aos seus sucessores da parte da Igreja Romana, a qual protesta em todos os sentidos, afirmando que ninguém mais pode enviar além dos Bispos, e que isto não cabe, de maneira nenhuma, a simples Presbíteros? Sobre isto, o próprio São Jerônimo apontou a diferença entre o mero Presbítero e o Bispo, na Epístola a Evágrio (cf. Epist. 73); e Santo Agostinho (cf. De Haeres. 53) e Epifânio (Haeres. 75) enumeram Haeres entre os hereges, porque sustentava o contrário. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo #Históriamoderna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméePrincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoAr #SãoFranciscodeSales #Igreja

  • OS ANJOS PROTEGEM O POVO DE DEUS E OS ESCOLHIDOS DE DEUS

    (DN6,23): “Meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões; eles não me fizeram mal algum, porque a seus olhos eu era inocente e porque contra ti também, ó rei, não cometi falta alguma”. – ENCORAJAM AS PESSOAS (Gn 16, 7): ” O anjo do senhor, encontrando-a no deserto junto de uma fonte que está no caminho de Sur, disse lhe: “Agar escrava de Sarai, donde vens? É para onde vais? “Eu fujo de Sarai, minha Senhora”, respondeu ela. ” volta para tua senhora, tornou o anjo do senhor, e humilha-te diante dela.”E ajuntou: “multiplicarem tua posteridade de tal forma, e será tão numerosa, que não se poderá contar. ” disse ainda : ” está grávida, e vais dar à luz um filho: dar-te-ás o nome de Ismael, porque o senhor te ouviu na tua aflição “. – DÃO ORIENTAÇÃO AO POVO DE DEUS( EX 14, 19-20): ” O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles, entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. É não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira”. – EXECUTAM PUNIÇÕES (2 SM 24, 15-17): ” Mandou, pois, o senhor a peste a israel, desde a manhã daquele dia até o prazo marcado. Ora, foi nos dias da colheita do trigo que o flagelo começou no povo, e morreram setenta mil homens da população, desde Dã até bersabéia. E o senhor enviou um anjo sobre Jerusalém para destruí-la. Vendo Davi o anjo que feria o povo, disse ao senhor: Vede, Senhor: fui eu que pequei; eu é que sou culpado! Esse pequeno rebanho, porém, que fez ele? Que a tua mão se abata sobre mim e sobre minha família! O Senhor arrependeu-se então de ter mandado aquele flagelo e disse ao anjo que exterminava o povo: Basta! Retira agora a tua mão. O anjo do senhor se encontrava junto a eira de Ornã, o jebuseu”. – LUTAM CONTRA A FORÇA DO MAL(AP 12 7-8): Houve uma batalha no céu. Miquel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande dragão, a primitiva serpente, chamado demônio e satanás o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele seus anjos. Após o capítulo 9 de Daniel, a saudação a Maria é o anúncio da vinda do rei Jesus foi a primeira aparição de Gabriel. Naquela ocasião, Daniel compreendeu que o povo de Israel ficaria 70 anos no cativeiro babilônico, e que o tempo estava se esgotando sem parecer haver menção Divina de cumprir a promessa. Então o profeta se lançou numa oração de confissão de pecados por si mesmo e por seu povo, em resposta, o anjo Gabriel foi enviado para consolar o profeta e fazer um anúncio. O Anjo assegurou O Retorno dos exilados para Jerusalém, porém suas declarações tiveram um conteúdo que foi muito além desse fato. na famosa Profecia das 70 semanas de Daniel, Deus revelou através de Gabriel para o curso da história inteira ( DN 9.24-27). A comparação da passagem é interessante, pois Daniel entendeu que 70 anos estavam determinados sobre o povo de Israel. ele dividiu esses 77 em três partes a primeira parte eram 77 (49 anos), a qual envolvia o tempo, provavelmente, até que o povo voltasse para Jerusalém a segunda parte eram 62 setes ou 434 anos (49 + 434 = 483), envolvendo o tempo até o ungido, ou seja, até a vinda do Messias. a terceira parte era um 7 (dividido ao meio, e meia semana de aliança, e meia semana de destruição) se por um lado, o simbolismo do número 7 nos textos Apocalípticos nos impede de tentarmos entender isso de uma forma literal, mesmo assim, é surpreendente a aproximação das somas, porque se somarmos 483 anos a partir dos dias de Daniel, chegaremos a uma data no começo do primeiro século, ou seja, justamente nos dias em que Jesus andou em Nazaré. Portanto, o mesmo Gabriel que anunciou o nascimento do Messias à Daniel, foi enviado para anunciar o cumprimento da promessa divina para Maria Santíssima, no período praticamente exato que havia sido anunciado por ele mesmo: o rei eterno estava para nascer. Lembrando ainda, que Gabriel fez outros anúncios para Daniel, em meio a uma batalha com outros poderes angelicais, quando foi detido por “principados” da Pérsia e da Grécia ( Dn 10. 12-14). Foi detido por 21 dias pelo príncipe dos reinos da Pérsia, conforme a revelação a Daniel. Esse príncipe só pode ser um anjo, pois nenhum príncipe humano poderia fazer isso. Evidentemente trata-se de um anjo caído. Além disso, a presença de Miguel, naquela ocasião, saindo em socorro de Gabriel para que ele levasse a mensagem, isso é indicação que anjos contendem pela igreja tanto de forma geral quanto individual. Na descrição de Daniel este mundo era disputado por poderes de natureza espiritual, e que poderes demoníacos exerciam autoridade sobre determinadas áreas, como a Pérsia e a Grécia ( Dn 10.20). Esses dois reinos eram os mais poderosos do mundo. A Pérsia era exatamente o local onde ficava a babilônia onde Daniel estava. Há um forte envolvimento dos anjos no nascimento de Jesus. Como mensageiros do céu ( anjo significa mensageiro), eles vieram à terra para anunciar aos homens que o rei estava para nascer. A presença deles é uma indicação de que existe algo mais em cena, um conflito maior, que os olhos humanos não podem ver. O primeiro dos anjos a entrar em ação é Gabriel. Ele foi enviado para anunciar tanto o Nascimento de Jesus, quanto o de João Batista ( LC 1. 18-19 e 26) para Maria santíssima, especificamente, ele prometeu que um filho seria gerado nela de forma sobrenatural. A descrição dos atributos e direitos desse filho do altíssimo; Deus, o senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre e seu reino não terá fim. ( Lc 1. 32-33). #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #angeologia #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric

  • ESCATOLOGIA INTERMEDIÁRIA

    A vida eterna Antigo Testamento • A vida em sentido profundo • O que me encontra, encontrou a vida e obtém o favor de YHWH (Pr 8,35) • Pois, não abandonarás minha vida no Xeol nem deixará que teu fiel veja a cova. Ensinar-me-ás o caminho da vida cheio de alegrias em tua presença e delícias a tua direita, perpetuamente (Sl 16,10s) • A vida tem sentido de plenitude, não somente de existência. • A ‘vida eterna’ é a plenitude da vida sem fim. • Deus tem vida • Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de nós e que expulsará da vossa presença os cananeus (Js 3,10). Novo Testamento • Nos Sinóticos • A vida eterna é entendida como uma realidade para o fim dos tempos • E ele responderá com essas palavras: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um desses pequeninos, foi a mim que deixastes de fazer. E irã esses para o castigo eterno enquanto os justos irão para a vida eterna. (Mt 25,45s) • Em João • A vida eterna é um dom já presente • E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus. (I Jo 5, 11-13). • Todo o que nasceu de Deus não opera pecado, porque a semente de Deus permanece nele e não pode pecar, porque nasceu de Deus (I Jo 3,9) Novo Testamento • A vida eterna como intimidade com Deus • Sinto-me inclinado as duas partes, por um lado desejo partir (ἀναλῦσαι) e estar com Cristo (σὺν χριστῶ εἶναι), o qual certamente é muito melhor (Fl 1,23) • Vida eterna como visão intuitiva de Deus • Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, e todavia não se manifestou que seremos, sabemos que quando se manifestar seremos semelhante a ele, porque o veremos tal como ele é. (I Jo 3,2) • O amor de Deus • A caridade nunca diminui (I Cor 13,8) • A alegria da vida eterna • Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra na alegria do teu senhor. (Mt 25, 21) Documentos magisteriais • Bula Benedictus Deus • (as almas bem aventuradas) vêem a divina essência com visão intuitiva e também cara a cara, sem mediação de criatura alguma que tenha razão de objeto visto, senão por mostrar-se a divina essência de modo imediato e desnudo, clara e patentemente, e que a vendo assim gozam da mesma e divina essência e que, por tal visão e fruição, as almas dos que saíram desse mundo são verdadeiramente bem-aventurados e têm vida e descanso eterno, e também as daqueles que vão sair, verão a mesma essência divina e gozarão dela antes do juízo universal; e que esta visão da divina essência e a fruição dela suprimem nelas os atos de fé e esperança, enquanto a fé e a esperança são próprias virtudes teologais; e que uma vez tivesse sido ou sendo iniciada esta visão intuitiva e cara a cara a fruição neles, a mesma visão e fruição é contínua e sem interrupção alguma da dita visão e fruição, e se continuará até o juízo final e desde então para a eternidade. (D 1000) Documentos Magisteriais • Concílio de Florença • (As almas bem aventuradas) são imediatamente recebidas no céu e vêem claramente a Deus mesmo, trino e uno, tal como é, uns entretanto com mais perfeição que outros, conforme a diversidade dos merecimentos. (D 693) Reflexões Teológicas • O sentido cristológico da vida eterna • O Novo Testamento diz que a vida eterna é estar com Cristo • O homem vê a glória externa de Cristo Ressuscitado • O contato com o Senhor postula o complemento da visão do mistério interno: a sua Pessoa. • Pela sua pessoa contemplamos a essência divina. Cristo é mediador até no céu. • A Vida eterna como Deificação • Ver a Deus é ato próprio do Filho unigênito (Jo 1,18) • Ter a vida eterna significa fazer parte de algo que se encontra na ordem do divino. • A vida terrena como início da eterna • As virtudes teologais são a expressão terrena da vida eterna #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja #purgatório

  • A escolástica, os árabes e a influência de Aristóteles

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  • A IGREJA E OS MEIOS DE GRAÇA

    Historicamente, a relação entre a doutrina da graça e a doutrina dos meios da Graça é ambígua. A doutrina da Graça como justificação e perdão se desenvolveu lentamente de forma instável; a doutrina dos meios da Graça, por sua vez, desenvolveu-se muito depressa. Uma alta avaliação dos meios da Graça não era necessariamente incompatível com a baixa estimativa da própria graça; ou seja, era possível enfatizar os sacramentos como algo que um homem fez à custa da Graça como algo concedido por Deus o teólogo não tinha de ser muito específico acerca do conteúdo dos meios da Graças para insistir no fato de que eles eram essenciais. Claro que, em um sentido, o uso de “meios da Graça” como plural induz ao erro, pois a igreja era ela mesma principal meio da Graça. Irineu estava expressando uma convicção comum quando disse: “Onde a igreja está, ali está o espírito de Deus, há igreja e todo tipo de graça” (Irineu contra as heresias 3. 24). Mas, na sentença seguinte, ele continua a falar da “fonte que jorra do corpo de Cristo” (Tertuliano sobre o batismo 16.1), referindo-se aparentemente, com base na tradição refletida em João 19. 34 em 1João 5.6-8, ao batismo ou à Eucaristia ou talvez até mesmo a ambos (Irineu contra as heresias 4.33.2). A doutrina da igreja e a doutrina dos sacramentos eram corolários, pois ambas descreviam os meus divinamente instituídos por intermédio dos quais a graça era transmitida. A igreja, as escrituras, o sacerdócio e os sacramentos — todos eram denominados de “Santos”, tanto porque eles eram Santos em si mesmos quanto Porque tornavam os homens Santos por meio da Graça santificadora, de quem estes eram os instrumentos. Para Orígenes, por exemplo, a Eucaristia era “um determinado corpo Santo que santifica os que compartilham Com intenção pura” (Orígenes contra Celso 8.33) O termo “Santo” se aplica com força especial à igreja. Ele já era usado no Novo Testamento; e das quatro observações clássicas da definição da igreja no credo niceno —- una, santa,católica e apostólica —- o termo “Santo” (símbolo niceno constantinopolitano) [Schaf 2: 58] apareceu em mais credos e nos primeiros credos que qualquer um dos outros (Schaf 2: 55). As observações de santidades e de unidade, na conexão atual, são de relevância imediata, pois, por meio da associação íntima e intrínseca delas com a doutrina dos sacramentos —- associação esta que fica evidente em 1Coríntios, elas ajudaram a modelar essa doutrina e foram, por sua vez, modeladas por ela. Essa Associação foi especialmente decisiva para a doutrina da santidade da igreja, como a fórmula litúrgica antiga sugeriu quando o seu comunga testamento com estas palavras: “se algum homem é santo, deixe-nos vir; se algum homem não for santo, deixe-o se arrepender”(Didaquê 10.6). Algumas das primeiras controvérsias eclesiológicas também surgiram sobre a definição da santidade da igreja e sobre suas implicações para o batismo e a penitência. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja

  • QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE UMBANDA E A IGREJA CATÓLICA?

    MOTIVOS PARA QUE NENHUM CATÓLICO SEJA ACUSADO DE PRATICAR RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA, E DEFININDO QUE NÃO EXISTE NADA EM COMUM ENTRE ESSAS DUAS RELIGIÕES. Alguns motivos para que ninguém se engane com o espiritismo, seja ele kardecista ou umbanda, vamos falar da umbanda hoje. A Umbanda tem um deus supremo, criador e regente do universo, chamado OLORUM, que não é considerado um orixá e não tem representação visível, nem templos (porque não é cultuado). Olorum é considerado como o criador dos orixás, que são divindades, as quais atuam cada uma em seu campo específico, e podem ser cultuadas. Na subdivisão, formam-se 7 linhas (ou legiões) de espíritos que obedecem a cada orixá “chefe”. As linhas são oxalá (religião), Iemanjá (águas), Xangô (justiça), Ogum (demandas), Oxossi (caboclos), Iori (crianças) e Iorimá (pretos-velhos). Os orixás transmitem vibrações às falanges de espíritos, que transmitem às sub-falanges, até chegar nos Guias, que são entidades invocadas nos cultos e podem incorporar nos médiuns, para ajudar os seres humanos em seus problemas e sofrimentos. Fazendo isto, estas entidades vão evoluindo espiritualmente no reino de Aruanda. Segundo Renato Ortiz, “a possessão é o elemento central do culto, permitindo a descida dos espíritos do reino da luz, da corte de Aruanda, que cavalgam a montaria da qual eles são senhores”. Na Umbanda trabalham também os Exus, espíritos das trevas, ambivalentes, que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Os Exus se subdividem em Exu pagão, Exu batizado e Exu coroado. Esta é a síntese do que é a Umbanda. Já o catolicismo romano admite um único Deus, Uno e Trino (Pai e Filho e Espírito Santo), sendo Jesus Cristo o Salvador e Único Mediador entre Deus e os homens. O elemento central da missa católica é a Eucaristia (rito sacramental). Os santos católicos estão no reino celestial e podem receber veneração (dulia), mas nunca adoração (latria). A eles, que estão mais intimamente ligados a Cristo, os fieis católicos da Igreja na terra podem dirigir-lhes orações, a fim de que intercedam a Deus pelos cristãos na terra, mediante a Mediação Única de Cristo. Por todo o exposto, o sistema teológico da Umbanda não guarda relação com o catolicismo romano. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja

  • O SIGNIFICADO DA SALVAÇÃO. (Irineu de Lion e Tertuliano)

    Podemos ver nos apologistas, que eles representavam Cristo como a resposta de Deus para as ideias e aspirações dos filósofos gregos. por isso, a salvação, nos tratados deles podia ser equiparada ao Dom dessa resposta. Mas é um equívoco ler os tratados dos apologistas separados do que a igreja acreditava, ensinava, e confessava, conforme um dos mais influentes e mais críticos dos intérpretes de Justino observou: “É igualmente certo que a própria fé de Justino era mais nutrida pelo que a congregação confessava ensinava sobre Cristo, seu senhor, que pelo que ele mesmo interpretava de forma teórica” (Engelhardt, ano 1878, página 86). Ele afinal, estava pronto a entregar a vida por Cristo; e seu martírio fala mais alto, até mesmo da perspectiva doutrinal, do que suas apologéticas. Os escritos dois apologistas, até mesmo de Justino, eram dirigidos aos leitores de fora da igreja. Algum motivo para presumir que na doutrina interna da igreja, a crucialidade de Cristo com professor e exemplo vá mais fundo que as um tanto insípidas expressões de Justino e de outros apologistas indicaria? A resposta para essa difícil pergunta está associada à Interpretação da doutrina da recapitulação desenvolvida por Irineu. A doutrina da recapitulação de Irineu pode ser lida como a mais profunda vindicação teológica dos séculos II e III do ideal Cristão Universal da imitação de Cristo. Para Irineu, a imitação de Cristo pelos cristãos fazia parte do plano cósmico de Deus da salvação que começou com a imitação de Cristo pelo Cristão ou, mais precisamente, com a imitação de Cristo de Adão. o Logos “assimilou a si mesmo ao homem, e o homem a ele mesmo” (Irineu heresias 5.16.2- 3 [Harvey 2:367-68]). Em sua vida e em sua paixão. Ele, depois da Encarnação atravessou todos os estágios do crescimento humano, santificando cada um deles, redimindo cada um “sendo feito um exemplo de piedade, de justiça, e de submissão para Eles” (Irineu heresias 2,22,4 [Harvey 1:330]). A desobediência do primeiro Adão foi desfeita por meio da completa obediência do segundo Adão para que muitos fossem justificados e alcançassem a salvação (Irineu heresias 3.18.7 [Harvey 2: 101-102]). Ele, em um sumário conciso, resumiu nele mesmo toda a continuidade da raça humana e proveu o homem com a salvação (Irineu heresias 3.18.1[Harvey 2:95]). “Assim, a palavra foi feita carne a fim de que o pecado destruído por intermédio desta mesma carne por meio da qual conquistar o poder, consolidara-o e governar-o, não mais existisse em nós; e, portanto, nosso senhor assumiu a mesma formação para a Encarnação, para que Ele pudesse se juntar a batalha em nome de seus antepassados e, por intermédio de Adão derrotar o que nos atingirá por meio de Adão, derrotar o que nos atingira por meio de Adão (Irineu. Prova da pregação Apostólica 31). Cristo se tornou um exemplo para os homens, da mesma maneira como Adão tinham sido um exemplo para Cristo; Cristo, sendo logo de Deus, não era só o exemplo, mas a imagem exemplar de Deus e o protótipo dela de acordo com a qual o homem fora criado (Irineu heresias 5. 16.2). A Origem desse paralelismo nas discussões Paulinas do primeiro e do segundo Adão, a criação de Ireneu da obra perdida de Justino na qual aparece o paralelismo e os ecos dele Hein ou em outros escritores (Tertuliano Macião 3.9.5; Tertuliano contra os Judeus 13. 11.19; Hipólito exposição de Daniel 4.11.5) confirmam, todos eles, a impressão de que o termo “exemplo”, na doutrina da salvação tem conotações não exauridas por sua exposição entanto superficial nas mãos dos apologistas (Hipólito sobre o anticristo 26). O SIGNIFICADO DA SALVAÇÃO Quando irineu, em uma definição clássica, declarou que “seguir o Salvador é participar da salvação e seguir a luz é perceber a luz” (Iren. Her. 4.14.1)[ Harvey 2:184], ele estava anunciando a crença cristã para toda palavra à qual seus oponentes de gnósticos teriam subscrito de boa vontade. no novo testamento de Marcião não menos que no de Tertuliano (RM. 1. 16), o evangelho foi chamado o poder de Deus para a salvação de todos que creem (Tert. Marc.5.13.2)[CCSL 1:702]), embora Marcião tenha continuado para corrigir a última parte do versículo, apagando a palavra “primeiro” Porque atribuía prioridade ao judaísmo (Harnack [1960] 2:153). O evangelho era uma mensagem de salvação; quanto a isso, todos os professores cristãos concordavam. Mas eles não concordavam sobre o sentido da salvação proclamada por essa mensagem. Nem o significado, no sentido estrito, tornou-se um dogma da igreja. O credo adotado em nicéia confessava que fora “por nós homens e pela nossa salvação” que Cristo “desceu do céu, foi feito carne, foi feito homem, sofreu, ressuscitou ao terceiro dia, ascendeu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos” (símb. Nic. [325] Schaff 2:60]). Mas nem isso nem os dogmas posteriores especificaram com algum detalhe exatamente como a salvação, o propósito da vinda de Cristo, tinha relação com esses eventos da condição terrena e celestial dele. Embora relação de Jesus Cristo com Deus e a relação do ser humano e o Divino em sua pessoa tenham se tornado assunto de controvérsia doutrinal e de definição dogmática, a obra Salvadora de Cristo ficou dogmaticamente indefinida. Comtudo, ela, com certeza, foi um importante componente da doutrina Cristã, se pela doutrina e vamos ao que a igreja acredita, ensina e confessa não só em suas polêmicas de credos, mas também em sua liturgia e exegese. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Cristologia #históriadaigrejaprimitiva

  • A REFORMA PROTESTANTE, FILHA DA RENASCENÇA PARTE III

    O protestantismo veio-nos da Alemanha e sobretudo de Genebra. Ele foi bem denominado. Era impossível qualificar a reforma de Lutero com uma palavra diferente de protesto, porque ela é protesto contra civilização cristã, protesto contra a igreja que fundara essa civilização, protesto contra Deus, do qual essa civilização emanava. O protestantismo de Lutero é o eco sobre a terra do Non serviam de Lúcifer. Ele proclama a liberdade, a dos Rebeldes, a de Satã: o liberalismo. ele diz aos reis e aos Príncipes: “empregai vosso poder para sustentar e para fazer triunfar minha revolta contra a Igreja e eu vos entregarei toda autoridade religiosa”,(ouvres de Luther). Tudo o que é a reforma tinha recebido da Renascença e que devia transmitir a revolução está contido nesta palavra: protestantismo. Transmitida de indivíduo a indivíduo, o protestantismo Logo ganhou província após província. O historiador alemão e protestante Ranke, diz qual foi seu grande meio de sedução: o desregramento Moral, que a Renascença havia colocado em lugar de honra. “muitas pessoas Abraçaram a reforma, diz ele, com a esperança de que ela lhes asseguraria uma maior liberdade na conduta privada”.com efeito, existe entre o catolicismo e o protestantismo, tal como Lutero, uma diferença radical sob Esse aspecto. O catolicismo promete Recompensas futuras para a virtude e ameaça o vício com castigos eternos; por aí, ele põe o mais poderoso freio às paixões humanas. A reforma vinha prometer o paraíso a todo homem, mesmo ao mais criminoso, com a única ressalva de um ato de fé interior para a justificação pessoal, por imputação dos méritos de Cristo; só pelo efeito dessa persuasão, que é fácil de se conceder, os homens recebem a garantia de ir ao paraíso, mesmo continuando a se entregarem ao pecado e até ao Crime, muito tolo seria aquele que renunciasse a obter aqui embaixo tudo o que encontra à sua disposição. A presença, num país profundamente católico, de pessoas que têm esses princípios e se esforçam em propagá-los devia já causar algum transtorno ao estado; esse transtorno se tornou profundo quando o protestantismo não mais se contentou em pregar aos indivíduos a fé sem as obras, mas se sentiu suficientemente forte para querer se apoderar do reino a fim de arrancá-lo de suas tradições e de moldá-lo a seu modo. A partir de Clóvis, o catolicismo não tinha deixado um só dia seguer de ser a religião do Estado. Das tradições carolíngeas e merovíngeas foi a única conservada completamente intacta até a revolução. Durante meio século os protestantes tentaram separar de sua mãe a filha primogênita da igreja; usaram alternadamente a astúcia e a força para se apoderarem do governo, para colocar o tão católico povo francês sobre o jugo dos reformadores, como acabavam de fazer na Alemanha, na Inglaterra, na Escandinávia . Estiveram prestes a conseguir. Após a morte de Francisco de guise, os huguenotes eram senhores de todo o modo. Não hesitaram, Pois, para se assenhorearem do restante, em apelar aos alemães e aos Ingleses, seus correligionários . Aos Ingleses eles entregaram Havre; aos alemães Prometeram a administração dos Bispados de Metz, Toul e Verdun. Enfim, com la Rochelle, eles mesmos tinham criado materialmente um estado dentro do estado. Sua intenção era substituir a monarquia Cristã por um governo e um gênero de vida “modelados segundo os de Genebra”, quer dizer, a república. Os huguenotes, diz Tavannes, estão a caminho de fundar uma democracia”. O plano para isso tinha sido traçado em Béarn, e os estados do languedoc reclamavam sua execução em 1573. O jurista protestante François Hatman exerceu sobre os espíritos, no sentido democrático, uma grande influência com seu livro Franco-Gallia, 1573. Ele coloca a serviço das teorias republicanas uma história à sua maneira, para conduzir, com grande reforço de textos e de afirmações, os franceses à sua “constituição primitiva”. “A soberania e principal administração do reino, dizia ele pertence à geral e solene Assembléia dos três estados”. O rei reina mas não governa. O estado, a República é tudo, o rei quase nada. ele joga seus leitores na plena soberania do Povo. (essas informações têm um imprimatur da igreja e o Nihil obstat e também é indicada pelo Papa Pio X). #apologistasdafecatolica #reformaprotestantefilhadarenascença #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Históriamoderna #Igreja

  • PRIMEIRA PARTE DEFESA DA AUTORIDADE DA IGREJA (ministros Protestantes não tem autoridade para miss

    PRIMEIRA PARTE DEFESA DA AUTORIDADE DA IGREJA Capítulo 1 Razão nº 1: Da Missão – se os ministros não possuem missão, então carecem da autoridade que é uma consequência dela Artigo 1º – Os ministros [protestantes] não possuem missão nem do povo e nem dos príncipes seculares Em primeiro lugar, senhores, vossos antecessores e vós mesmos cometestes uma falta imperdoável quando prestastes ouvidos aos que se encontravam separados da Igreja, pois não eram elas pessoas idôneas para pregar. Os tais – segundo diziam – traziam a voz de Deus contra a Igreja e se orgulhavam de serem portadores da carta de divórcio expedida pelo Filho de Deus contra a Igreja, sua antiga Esposa, para contrair um novo casamento com essa jovem assembleia refeita e reformada. Porém, como pudestes dar crédito tão rapidamente a tais novidades sem pedirdes àqueles que as traziam os diplomas autênticos de seu cargo e comissão? Como pudestes desde logo não mais reconhecer esta Rainha (=a Igreja Católica) por vossa soberana e começastes a berrar por todas as partes que ela era adúltera? Eles correram daqui para lá semeando essas novidades; mas quem os havia encarregado de que assim o fizessem?* Ninguém pode se alistar no exército de nenhum capitão sem a aprovação do príncipe em cujos domínios se encontra; como, pois, os encontrastes tão rapidamente dispostos a vos alistar sob as bandeiras destes primeiros ministros [protestantes], sem saber se os vossos Pastores [católicos], que aí [nesse território] se encontravam, o aprovariam, ainda sabendo – como sabíeis muito bem – que isso vos desligaria do estado em que nascestes e fostes nutridos? Portanto, é imperdoável que eles tenham feito esta ação sem a autorização do magistrado espiritual, assim como também é imperdoável que vós os tenhais seguido. Já entendestes o ponto ao qual me dirigo: à falta de missão e vocação de Lutero, Zwínglio, Calvino e outros, pois é coisa certa que aquele que quer ensinar e ser pastor na Igreja deve ter sido enviado. Segundo São Paulo: “Como pregarão se não foram enviados?” (Romanos 10,15); e Jeremias: “Os profetas profetizam falsamente; Eu não os enviei” (Jeremias 14,14); e, em outro lugar: “Eu não os enviei, mas eles percorrem” (Jeremias 23,21). A missão é, portanto, necessária e não o negareis, se é que não sabeis algo mais que os vossos mestres. Entretanto, já vos vejo vir contra mim em três grupos [diferentes], já que alguns dos vossos [ministros] dirão que tiveram missão e vocação do povo e do magistrado secular e temporal; outros dirão que o tiveram da Igreja – mas como poderia ser isto? -, pois dizem que Lutero, Ecolompádio, Bucero, Zwínglio e outros eram sacerdotes da Igreja, tais como os demais [sacerdotes católicos]; e os outros, enfim, dirão – e estes são os mais hábeis! – que foram extraordinariamente enviados por Deus. Examinemos o que dizem os primeiros: como creremos que o povo e os príncipes seculares chamaram Calvino, Bucero e Lutero para ensinar uma doutrina que jamais tinham ouvido? E antes, quando começaram a pregar e semear essa doutrina, quem os tinha dado a tarefa de o fazer? Vós dizeis que o povo devoto os chamou, porém, qual povo? Pois ou esse povo era católico ou não era; e se não era católico, como os teria chamado e enviado para pregar aquilo em que [este povo] não cria? E se esta vocação procedia de uma parte insignificante do povo separada da Igreja, como poderia contrarrestar o resto do povo, que a isso se opunha? E como uma parte do povo lhes daria autoridade sobre a outra parte, a fim de que fossem de povoado em povoado dissuadir as almas, tantas quanto podiam, da antiga obediência, já que um povo não pode dar autoridade além de sobre si mesmo? Logo, seria necessário que não pregassem senão ali [naquele povoado] onde eram chamados; contudo, se assim fosse feito, não teriam obtido tanto. E mais: quando Lutero começou, quem o tinha chamado? Porque, não havendo ainda um povo que pensasse nas opiniões que ele sustentava, não haveria como chamá-lo para pregá-las. E se esse povo não era católico, o que era então? Luterano? Certamente que não, já que [Lutero] foi quem falou pela primeira vez. O que era então? Responda quem puder! Com efeito, quem deu autoridade aos primeiros [reformadores] para congregar povos e levantar exércitos e bandos separatistas? Não foram os povos, porque estes ainda não estavam congregados [como protestantes]. Mas não seria querer bagunçar tudo, permitindo que cada um dissesse o que melhor lhe convinha? Porque, com esse sistema, cada um poderia ser enviado, já que não há louco que não encontre companhia; e disto dão testemunho: triteístas, anabatistas, libertinos e adamitas. Há, assim, necessidade de se regressar à Escritura, na qual não se encontra jamais que os povos tenham o poder de dar pastores e pregadores para si mesmos. – *Ver posteriormente o Capítulo 1, Artigo 4º. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Históriamoderna #Igreja

  • O ESCÂNDALO PROTESTANTE (parte II)

    Aos Senhores de Thonon (França) Senhores, Razão e vantagens da presente obra Tendo-me dedicado por algum tempo à pregação da Palavra de Deus em vossa cidade sem ter sido ouvido por vós, a não ser poucas vezes, por pouco tempo e às ocultas, para que da minha parte não reste mais nada por fazer, resolvi colocar por escrito alguns dos principais raciocínios, selecionados na maior parte das vezes dos sermões e discursos que até agora pronunciei de viva voz em defesa da Fé da Igreja. Gostaria muito de ter sido ouvido da mesma forma que os acusadores, pois as palavras que na boca são vivas morrem no papel. Diz São Jerônimo: “A viva voz possui não sei que espécie de vigor secreto que o golpe dirigido ao coração é mais certeiro pela palavra do que pelo escrito” (Epíst. 53,8,2 [a Paulino]); e isto escreveu o Apóstolo São Paulo: “Como eles crerão naqueles que não ouviram? E como ouvirão sem que haja um pregador? A fé é para o ouvido e, o ouvido, para a Palavra de Deus” (Romanos 10,14-15.17). Portanto, eu preferia ter sido ouvido; mas na falta disto, o presente escrito não carecerá de ter muitas vantagens: 1º) Porque levará para as vossas casas aquilo que não quisestes receber reunidos na nossa [casa]; 2º) Porque alegrará aqueles que, pelas respostas aos meus raciocínios, dizem que gostariam de ver [os hereges] diante de algum ministro, parecendo-lhes [agora] que só a [mera] presença do adversário os faria vacilar, empalidecer, dispersar e calar. Já agora poderão fazê-lo (=responder aos hereges); 3º) Porque é possível manejar melhor o escrito, dá mais espaço para a consideração do que voz e pode ser meditado em maior profundidade; 4º) Porque assim se verá que se eu desaprovo mil impiedades que são imputadas aos católicos, não o faço com o ânimo de fugir do combate – como alguns disseram – mas para seguir a santa intenção da Igreja; pois para isso o coloco por escrito, à vista de cada um e sob a censura dos [meus] superiores, pois estou seguro de que há muita ignorância entre eles, porém, por Deus, nem sombra de irreligião, nem coisa alguma contrária às declarações da Igreja Romana. *** Humildade do autor e dedicação da obra Devo, no entanto, assegurar – para desencargo da minha consciência – que estas considerações não me moveram a escrever, por ser este um ofício juramentado que cabe aos doutos e aos entendidos mais polidos. Para escrever bem é necessário conhecer bem: os entendidos medíocres devem se contentar com o dizer e com a voz; a ocasião e o continente darão o brilho à palavra. Já o meu [entendimento], que é dos mais pobres, ou melhor, da mais baixa marca dos medíocres, não pode triunfar neste exercício, de modo que não teria pensado em fazê-lo se um nobre cavaleiro, pessoa séria e prudente, não me tivesse encorajado e dado valor para isso, o que depois pareceu bem a muitos de meus principais amigos, cuja opinião estimo mais ainda, já que considero que a minha própria [opinião] não vale nada para mim, na falta da [opinião] alheia. Assim, coloquei aqui algumas das principais razões da Fé católica, que mostram claramente que é grave pecado que cometem os que permanecem separados da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Por isso vos dedico [essas razões] e as apresento de boa vontade, esperando que oportunidades que vos impediram de me ouvir não tenham [agora] força para impedir que leais este escrito. De passagem, asseguro-vos que jamais lereis qualquer outro escrito que vos será dedicado por um homem mais desejoso do que eu de vosso bem espiritual. Posso também acrescentar que jamais um mandado foi recebido por mim com maior disposição para cumpri-lo do que esse que me foi dado por nosso Reverendíssimo Senhor Bispo ao ordenar-me, atendendo aos santos desejos de Sua Alteza, cuja carta depositou em minhas mãos: que eu viesse aqui para trazer para vós a Santa Palavra de Deus. Nunca pensei poder prestar para vós melhor serviço do que esse. E, a bem da verdade, eu acreditava que gostaríeis de ouvir o que eu vos trazia (já que não admitís como lei que mereça crédito senão a interpretação da Sagrada Escritura que vos pareça melhor), isto é, a [interpretação] da Igreja Apostólica Romana, que jamais havia chegado até vós senão manchada, desfigurada e contraditada pelo inimigo, o qual sabia muito bem que se a tivésseis visto em toda sua pureza, jamais a teríeis abandonado. Conclusão da Carta Os tempos são difíceis: só com muito trabalho o Evangelho da Paz pode penetrar entre tantos clamores de guerra; mas, se não perdeu o valor, estes frutos tardios se conservarão melhor que os anteriores. Espero que se alguma vez Nosso Senhor venha a gritar aos vossos ouvidos o seu santo ‘Epheta’ (cf. Marcos 7,34) esta demora fará com que o triunfo ganhe maior firmeza. Recebei, pois, senhores, com agrado o presente que vos faço e lede com atenção as minhas razões. A mão de Deus não está fechada nem é parcial, e mostra de bom grado seu poder em sujeitos ruins e grosseiros. É justo, ademais, que tendo vós ouvido uma das partes ouçam também [agora], com paciência, a outra. Tomai também – e a isto vos conjuro em nome de Deus – tempo e espaço para amadurecer vossos entendimentos às verdades que vou expor para vós, e, em juízo de tamanha importância, rogai a Deus que vos assista com o seu Santo Espírito, remetendo-vos à salvação. Rogo sobretudo que não deixeis adentrar em vossas almas outra paixão além daquela de vosso Salvador e Mestre, pela qual todos nós fomos redimidos e seremos salvos, se cooperarmos, “pois Ele deseja que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade” (1Timóteo 2,4). À Sua Santa Majestade rogo que lhe compraza me ajudar – e a vós também – neste assunto. Dado no Dia da Conversão de São Paulo (=25 de janeiro de 1595). #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #humanismo #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Históriamoderna #SãoFranciscodeSales #HistóriadasHeresias #Igreja

  • Os judeus que apoiaram a Inquisição

    Os principais polemistas antijudaizantes e promotores da Inquisição eram eles mesmos ex-judeus. – Henry Kamen ( Jean Dumont) Só recordaremos que do Santo Ofício não era dirigido contra os judeus, mas contra os maus cristão — desta origem — que traíam sua fé pública, ou secretamente, e que os maiores inimigos destes, seus delatores e principais perseguidores, foram seus irmãos de raça, os conversos cristãos ortodoxos, que assim reagiam contra aqueles que, por sua conduta, colocavam em dúvida a veracidade de sua conversão. -Jaime de Salazar Acha Os conversos com frequência tiveram um papel de primeira ordem do antissemitismo. -Simon wiesenthal. O apoio que os conversos deram ao Tribunal da Inquisição não deveria surpreender ninguém, desde que os historiadores falassem sobre esse assunto de maneira honesta, que não é um mero detalhe, é algo lógico e compreensivo se analisarmos a situação em que se encontravam sobretudo por causa das revoltas populares: o homem comum, ao reagir contra a ação de alguns Judeus e conversos, não distinguia entre os verdadeiros e falsos conversos, e muitas vezes os inocentes pagava pelo culpado. Não era justo, portanto, que os verdadeiros convertidos sofressem pelos delitos de seus antigos correligionários e pelos criptojudeus que, considerado-os traidores da lei de Moisés, perseguiam-nos e ameaçavam-nos de morte Se dessem testemunho em causa contra eles. Tal era a aversão que sentiam alguns Judeus assumidos e falsos conversos contra os verdadeiros, que não vacilavam em persegui-los, assassiná-los, e insultá-los ou denuncia-los á inquisição, prestando falso testemunho para prejudicá-los. (um comentário de um Historiador saxão: “alguns judeus entretanto, sentiam um vingativo prazer em comprometer seus antigos correligionários. Em alguns dos julgamentos desse período, as acusações de testemunhas judias são claramente absurdas e contraditórias demais para serem levadas a sério. Em um julgamento O informante judeu admitiu que havia dado muitos testemunhos contra conversos a respeito de coisas que sabia assim como de coisas que não sabia. E em Toledo em 1488 oito judeus foram rasgados com pinças em brasa e te apedrejados até a morte por darem falso testemunho contra os conversos. Uma tese sugerida, muito notadamente por Américo Castro, e que a própria inquisição foi em boa medida criada e colocada em funcionamento por conversos menores no clero espanhol, ansiosos por provar sua ortodoxia em uma explosão de antissemitismo que encontrou eco até os tempos modernos. É verdade que muitos membros do clero espanhol com antecedentes de conversos estiveram associados de forma proeminente com a inquisição, sendo o próprio Torquemada o melhor exemplo (John Edward Longhurst, the age of Torquemada, Coronado Press, 1962 página 177). Os conversos sinceros levavam sem dúvida a pior parte, Pois eram perseguidos tanto pelos judeus Como pelo povo, apesar dos constantes esforços dos tribunais eclesiásticos e civis para evitá-los. Diante deste preocupante quadro, os comversos judeus sincero exigiram das autoridades que estas arbitrassem um mecanismo eficiente para garantir sua segurança. O Tribunal da Inquisição seria a resposta se os pedidos. Converteria em uma valiosíssima garantia de justiça e segurança não só para os conversos sinceros, mas também — paradoxalmente — para os próprios hereges, pois esse tribunal, longe de estar obcecado em castigar e condenar, buscava o arrependimento dos hereges, ao menos em grau suficiente para evitar graves penas estabelecidas pelas leis civis. O suspeito de heresia contava agora, graças a Inquisição, com garantias processuais, evitando assim a ação irracional do povo, sempre ansioso para lançar-se contra os hereges judaizantes. Este será, Sem dúvida, um dos maiores triunfos o Tribunal. JUDEUS JULGANDO JUDEUS Não se insistiu o suficiente dentro das nossas facturas no fato de que: os principais Carrasco dos conversos de origem judia foram, principalmente, os próprios Judeus. Isto mesmo é o que dizem historiadores de grande prestígio como Henry Kamen, Américo Castro, Stanley Payne, Bernard lazare, Leon poliakov etc. Este fenômeno seria definido pelo protestantes Chaunu como “o antijudaísmo militante dos judeus cristãos”. Os mais famosos Escritores a atacar os judeus conversos. Basta citar Pablo de Santa Maria (elevado ao episcopado por seu amigo Bento XIII) e seu escrutínium scripturarum, sive dialogus Sauli et pauli contra Judaeos, de 1432. Seu irmão, Bispo de Siguenza, entre outros familiares, foi do mesmo parecer. Jerônimo de Santa Fé — o mesmo que presidiu a disputa de tortosa contra seus antigos correligionários — escreveu o célebre Hebraeomastix. Pedro de la caballeria, converso, foi o autor do tratado Zelus Christis contra Judaeos. Henry Kamen reconhece que estes escritos distinguiram-se por seus erutidos argumentos teológicos e por seu profundo conhecimento do ritual judeu. Alonso Espina, por sua vez, escreveu o fortalitium fidei contra judeos, de 1458. Não se pode esquecer que o próprio Torquemada Como já foi citado, e Diego Deza. Ambos Inquisidores Gerais — se não os mais importantes — eram de origem judia convertida, como também se afirma sobre Alonso Manrique. Outros casos conhecidos são os de Jerônimo Alonso de Oropesa e o ascebispo Talavera. O caso de Alonso de Espina foi Sem dúvida o mais emblemático: havia sido um dos Rabinos mais importantes antes de se converter ao cristianismo, chegando a tornar-se um dos mais zelosos defensores da fé cristã e grande detrator de falsos conversos e judeus. Casos similares são registrados na inquisição medieval, como o do inquisidor Robert Le Brouge — cátaro converso que virou dominicano —, o qual se converteria em um dos inquisidores mais rigorosas contra seus antigos correligionários. Tanto foi assim que, dadas as queixas levantadas por vários eclesiásticos, réus e suspeitos de heresia, o Papa o destituiria do cargo em 1234, e além disso o prendeu ( Thomas walsh, personagens da Inquisição,página 173). São Pedro de Verona santo protetor dos inquisidores e ele inquisidor, assassinado por hereges, havia sido cátaros. É se devemos falar de conversos eminentes e piedosos, não se pode deixar de mencionar o caso de Santo Agostinho, que havia sido Maniqueísta em sua juventude, e que depois iria atacá-los duramente. E muitos católicos ilustres procediam de famílias judias conversas, como Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz ou Frei Luís de Leon. Em outro texto já foi falado sobre os debates teológicos que eram organizados pela igreja entre rabinos e cristão. Os mais eminentes cristãos que defendiam a verdade da fé católica frente do Judaísmo eram eles mesmos que origem judia. Acrescentemos aos nomes antes mencionados os de Pablo Cristiani, Alfonso Valladolid e Nicolás Domin, que enfrentaram com êxito os rabinos mais prestigios da época. É Interessante a análise de Thomas walsh: “Os cristão não tinham dúvidas que os judeus planejavam governar a Espanha, escravizar os cristãos e estabelecer Uma Nova Jerusalém no Oeste. Como poderiam os cristãos pensar de outro modo, quando viram um dos mais ilustres rabinos, Selemoth Ha Levi, muito respeitado por judeus e cristãos por seu nobre caráter e profundo conhecimento, se converteu em Cristão, filósofo tomista e bispo, e publicou dois diálogos, nos quais declarava categoricamente que os judeus queiram governar a Espanha? ( Jean Pierre Dedieu, A Inquisição espanhola, página 21 também Thomas walsh personagens da Inquisição página 64) No século passado por exemplo David Goldstein, judeu e ex-socialista, converteu-se ao catolicismo, tornando-se um de seus mais decididos apologistas e, ao mesmo tempo, severo crítico dos judeus.foi grande seu empenho que o Papa Pio XII não duvidou em chamá-lo “a espada de São Gregório”. E ninguém poderá dizer que ex-rabino de Roma, Eugenio Zilli, Charlie Rich, os irmãos Lemann e Santa Edith foram convertidos por “medo de uma Igreja cruel e opressora”. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #HistóriadaInquisição

  • A LEPRA DO PECADO E SUA CURA – 6º Domingo do Tempo Comum

    Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “A ousadia de um leproso”, clicar AQUI PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Jó 7,1-4.6-7) Lava-te e ficarás limpo Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”. Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. 2. SALMO 31 Feliz o homem que foi curado (Antífona): Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio. Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade! Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta. Regozijai-vos, ó justos, em Deus, e no Senhor exultai de alegria! Corações retos, cantai jubilosos! 3. SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Cor 10,31-11,1) Dar o testemunho da nossa cura Irmãos: Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a Igreja de Deus. Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. 4. EVANGELHO (São Marcos 1,40-45) Deus deseja a nossa cura Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade; ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. PURIFICADOS POR CRISTO (Comentário de Scott Hahn) No Antigo Testamento, a lepra era entendida como castigo pela desobediência aos mandamentos de Deus (Nm 12,12-15; 2 R 5,27; 15,5). Chamado de “impuros” — isto é, indignos de dar culto ou viver com os israelitas —, os leprosos eram também considerados “abortos”, “mortos em vida” (Nm 12,12) De fato, o que a Lei exige deles na primeira leitura deste domingo — usar roupas rasgadas, cabelos revoltos, barba coberta — são sinais de morte, penitência e luto (Lv 10,6; Ez 24,17). Portanto, a história do evangelho não se refere apenas a um milagre de cura, mas tem um significado muito mais profundo. Quando Eliseu, invocando o nome de Deus, curou o leproso Naamã, o milagre demonstrou que havia “um profeta em Israel” (2 Reis 5,18). No evangelho, a cura que ouvimos revela que Jesus é muito mais do que um grande profeta. Ele é Deus que visita seu povo (Lc 7,16). Somente Deus pode curar a lepra e tirar os pecados (2 R 5,7); Ele é o único que tem uma vontade soberana. (Is 55.11, Sb 12.18). Além disto, podemos ver que o fato narrado pelo Evangelho tem um aspecto quase sacramental. Jesus estendeu a mão — como Deus, com o braço, fez prodígios para salvar os israelitas (Ex 15.6, Atos 4,30). O gesto ritual é acompanhado por uma palavra divina: “Fica curado!”. A palavra de Jesus torna-se realidade (Sl 33,9), assim como no dia da Criação: “E Deus disse: ‘Faça-se a luz.’ E a luz foi feita” (Gn 1,3). O mesmo acontece conosco, quando nos “mostramos” ao sacerdote no sacramento da penitência. Prostrados como o leproso, confessamos nossos pecados ao Senhor, conforme cantamos no salmo. Pela mão estendida e a palavra divina que o sacerdote pronuncia, o Senhor remove a nossa culpa. Como o leproso, devemos nos alegrar no Senhor e anunciar a boa nova da sua misericórdia. Devemos dar testemunho de nossa cura, mudando nossas vidas. Como diz São Paulo na epístola deste domingo, devemos fazer tudo para a glória de Deus, para que os outros possam ser salvos. https://stpaulcenter.com/purificados-por-cristo-scott-hahn-reflexiona-sobre-el-6o-domingo-de-tiempo-ordinario/ https://stpaulcenter.com/made-clean-scott-hahn-reflects-on-the-sixth-sunday-in-ordinary-time/

  • O ESCÂNDALO PROTESTANTE ( Prefácio, parte I)

    Segue a primeira tradução do prefácio de controvérsias de São Francisco de Sales, que seja proveitoso para todos. [Espécies de Escândalo] A grande facilidade com que os homens se escandalizam foi, ao que parece, o motivo pelo qual Nosso Senhor disse: “é impossível não haver escândalos” (Lucas 17,1); ou, como diz São Mateus: “o escândalo é necessário” (Mateus 18,7); porque se os homens percebem seu mal a partir do próprio bem soberano, como seria possível não haver escândalos no mundo, onde existe tantos males? Há três espécies de escândalos e as três são muito más em sua natureza, ainda que não de igual modo: Há um escândalo que os nossos doutos teólogos denominam ‘ativo’: é uma ação má que dá ocasião para que outra pessoa aja mal; e a pessoa que provoca esse escândalo com razão é chamada de escandalosa. Os outros dois modos de escândalo são chamados ‘passivos’; no entanto, uns são os ‘ab extrinseco’ e, outros, os ‘ab intrinseco’, porque entre as pessoas que são escandalosas, umas o são pelas más ações de outrem – e estas são as que recebem o escândalo ativo, colocando sua vontade em luta com os escandalosos – e outras o são por sua própria malícia, as quais não tendo motivo externo, os criam e forjam em seu próprio cérebro e se escandalizam elas próprias de um escândalo que é apenas fingido. Quem escandaliza a outrem falta com a caridade que deve ao próximo; quem se escandaliza a si próprio falta com a caridade que deve a si mesmo; e quem é escandalizado por outrem carece de força e valor. O primeiro é escandaloso; o segundo, escandaloso e escandalizado; e o terceiro, escandalizado somente. O primeiro escândalo é denominado ‘datum’, dado; o segundo, ‘acceptum’, aceito; e o terceiro, ‘receptum’, recebido. O primeiro ultrapassa o terceiro em malícia. E o segundo, ultrapassa muito mais o primeiro, já que contém em si o primeiro e o terceiro; por ser, por sua vez, ativo e passivo; e porque degolar a si mesmo e se lançar [no precipício] é uma crueldade mais desnaturada que matar a outrem. [O escândalo em relação a Cristo] Todas essas espécies de escândalo sobram no mundo. E não vemos nada ser tão enaltecido quanto o escândalo, que é a principal obra do diabo; sobre isso, dizia Nosso Senhor: “Infeliz o mundo por causa dos escândalos” (Mateus 18,7) Porém, o escândalo tomado sem ocasião ocupa a primeira posição em todos os lugares, por ser o mais frequente, o mais perigoso e prejudicial; e é somente deste [escândalo] que Nosso Senhor é objeto por parte das almas que se entregam à iniquidade. Explico-me: Nosso Senhor não pode ser escandaloso pois tudo Nele é soberanamente bom; nem escandalizável, por ser soberanamente poderoso. Como alguém poderia se escandalizar Nele, sendo Ele assim causa da ruína de muitos? Seria uma terrível blasfêmia atribuir o nosso mal à sua Divina Majestade, que “quer que cada um se salve e chegue ao conhecimento da verdade” (1Timóteo 2,4); que “não quer que ninguém pereça” (2Pedro 3,9). Nossa perdição, portanto, provém de nós mesmos e o nosso auxílio provém da Bondade Divina (cf. Oseias 13,9). Com efeito, nem Nosso Senhor, nem a sua Santa Palavra podem nos escandalizar; mas nós nos escandalizamos a nós mesmos Nele, que é, neste ponto, a forma própria de se falar, pois foi isso que Ele mesmo nos ensinou quando disse: “Bem-aventurados os que não se escandalizam em Mim” (Mateus 11,6). E quando é dito que Ele foi colocado “para a ruína de muitos” (Lucas 2,34), devemos entender, de fato, que muitos se perderam, mas não como intenção da Bondade Suprema, que não O enviou senão para ser luz, “para ser revelada aos gentios e para a maior glória de Deus” (Lucas 2,32.34). E se encontramos pessoas que queiram dizer o contrário, não lhes restará outro recurso senão amaldiçoar o seu Salvador, com sua própria palavra: “Infeliz daquele por quem vem o escândalo” (Mateus 18,7). Eu vos peço: procuremos em nós a causa dos nossos vícios e pecados, pois a nossa vontade é a única fonte deles. Em vão nossa mãe Eva (cf. Gênesis 3,12-13) quis se excusar apontando para a serpente, e [por sua vez] seu marido apontando para ela, porque a desculpa não foi aceita; muito melhor teriam feito se dissessem um bom ‘peccavi’, como fez Davi (cf. Salmo 31,5-6), cuja falta foi-lhe imediatamente perdoada. [O escândalo provocado pelos hereges] Eu vos digo tudo isso, senhores, para vos fazer saber de onde vem esta grande dissensão de vontade, no que diz respeito à Religião, que constatamos existir entre muitos que, com a boca, professam o Cristianismo. Este é o principal e o maior escândalo do mundo; aquele que por si só, em comparação com os demais, merece o nome de ‘escândalo’; e parece que quase todos são unidos, quando Nosso Senhor disse: “É necessário que haja escândalos” (Mateus 18,7); e quando São Paulo disse: “É necessário que haja heresias” (1Coríntios 11,19), pois este escândalo vai se diversificando aqui com o passar do tempo e, como todo movimento violento, vai sempre decrescendo em sua malícia, pois naqueles que iniciaram a divisão e esta guerra civil entre cristãos, a heresia é um escândalo puramente aceito, passivo ‘ab intrinseco’, de modo que não há mal no heresiarca que não nasça da sua vontade, bem como não há ninguém nesse mal que tenha parte maior do que ele. O escândalo dos primeiros [a deixarem o Catolicismo], aqueles que [o heresiarca] seduz, já é participado, muito embora desigualmente, pois o heresiarca tem nele a sua parte, por causa da sua solicitação, e os iniciados têm nele uma parte um tanto maior, sendo menor a ocasião de segui-los. Depois que a heresia finca raízes, aqueles que nascem entre os heréticos, [filhos] de pais hereges, têm cada vez menos parte na culpa. Porém, não lhes ocorre jamais que a uns e a outros não lhes alcança grande parte da culpa, principalmente em nossa época, quando quase todos incorrem em escândalo quase que puramente passivo (aceito), pois a Escritura que leem, a proximidade que têm com verdadeiros cristãos e os sinais que enxergam na verdadeira Igreja – da qual estão separados – podem dispor-lhes diante dos olhos as palavras de seu Esposo: “Buscai nas Escrituras, aquelas com que pensais ter a vida eterna: são elas que dão testemunho de Mim” (João 5,19) e não outras; “As obras que faço em nome do meu Pai também darão testemunho de Mim” (João 10,25). Por isso, digo que o escândalo daqueles é ‘puramente’, ou seja, vai sendo murmurado em seus ouvidos para que consigam rir em meio às suas iniquidades. —– Objetivo da Obra Isto é o que eu me proponho a demonstrar no presente Tratado. Não me guia outra intenção senão fazer-vos enxergar, senhores, que esta Suzana (=a Igreja Católica) é acusada sem fundamento e que tem razão de se queixar de todos aqueles que se afastaram dos seus Mandamentos, com as mesmas palavras do seu Esposo: “Me odiaram com um ódio injusto” (João 15,25; Salmo 24,19). O farei de duas maneiras: primeiro, através de alguns raciocínios gerais; depois, valendo-me de exemplos particulares sobre as principais dificuldades. A isso tende e converge tudo o que tantos homens doutíssimos escreveram, porém não seguindo todos um igual procedimento, pois cada um propõe o seu plano particular. Da minha parte, tentarei dirigir todas as linhas do meu discurso para este ponto, como que a um centro, da forma mais justa que eu puder. A Primeira Parte servirá quase que por igual para todos os tipos de hereges; a Segunda, será dirigida mais particularmente àqueles cuja re-união é o objeto mais especial do nosso dever. Tantas pessoas ilustres escreveram em nossa época, que a posterioridade simplesmente não terá nada para dizer, mas somente considerar, aprender, imitar e admirar. Portanto, não direi nada de novo aqui, [e eu] nem poderia proceder de outra forma, porque tudo é antigo; e se há algo meu além “do fio e da agulha”, isto só me custou o trabalho “de descosturar e recosturar” da minha maneira, segundo esta advertência de Vincente Livinense (Comm. 1,22): “Eadem tamen quae didicisti ita doce ut cum dicas nove non dicas nova”. A alguns este Tratado talvez lhes possa parecer bem desordenado; porém, isto não é fruto da minha aridez, mas da minha pobreza. Minha memória é pouco feliz e não guarda senão de um dia para o outro e aqui tenho apenas um reduzido número de livros com os quais poderia eu enriquecê-la. Apesar disso, recebei de bom grado, senhores de Thonon, o presente escrito; e ainda que tenhais visto outros melhor redigidos e mais ricos, prestai um pouco de atenção a este, que talvez será mais cômodo a vós do que os outros, pois o seu ar é totalmente savoiano, sendo que uma das mais proveitosas receitas e derradeiros remédios é o retorno aos ares nativos; se isto não for do vosso proveito, recomendar-se-ão outros [ares] mais puros e sutis. Inicio, assim, em nome de Deus, a quem suplico mui humildemente que faça correr suavemente sua Santa Palavra pelos vossos corações, como orvalho fresco. E a vós, senhores, e a [todos] quantos lerem isto, peço-vos que recordeis as seguintes palavras de São Paulo: “Toda amargura, ira, desdém, gritaria, blasfêmia e toda malícia afastem-se de vós” (Efésios 4,31). Amém. Tradução: Carlos Martins Nabeto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja #SãoFranciscodeSales

  • A TOLERÂNCIA DA IGREJA DIANTE DOS ABUSOS DOS JUDEUS.

    O trecho seguinte mostra o ponto que pode chegar o ódio judeu contra o cristianismo: “Ieshou (Jesus) o Nazareno, que desviou o mundo do culto Santo — bendito seja, — será julgado eternamente. Todas as sextas-feiras, seu corpo será decomposto e atirada à fervura, à entrada do Sabbat. O inferno poderá findar, mas o seu castigo e os seus tormentos nunca terão fim. Ieshou e Mahomet são esses ossos impuros do cadáver putrefato, de que diz a escritura: “Voz os deitareis aos cães”. São os excrementos imundos dos cães e, por terem seduzido os homens, desceram ao inferno, donde jamais tornaram a subir. Referência bibliográfica: zeper Ha zohar, as forças secretas da revolução, Léon de poncins. Devemos fazer justiça com a história e mencionar a quase infinita tolerância e apoio em todas as épocas aos Judeus convertidos e o tratamento recebido, especialmente da parte dos Pontífices, que não pensaram duas vezes na hora de excomungar aqueles cristãos novos o velhos que discriminassem os conversos por sua origem Judaica. Basta ter honestidade intelectual e com as informações que vários Historiadores nos trazem, podemos mencionar as algumas referências, como evidência desta afirmação e desta vontade, a bula do Papa Nicolau V, datada de 24 de setembro de 1449, dirigida às associações de cristãos velhos que queriam excluir os cristãos novos por sua ascendência: “Decretamos e declaramos de todos os católicos formam um corpo em cristo, de acordo com os ensinamentos de nossa fé”. Na sequência, o sumo pontífice procede em excomungar Pedro Sarmiento — principal promotor dos estatutos — e alguns outros de seus seguidores (Henry Kamen Op. Cit. P. 42. Em 1481, quando A IV recebeu do arcebispo de Toledo, Alonso Garrillo, denuncias similares, proibiu as associações racistas sob pena de excomunhão ( Henry Kamen Op. Cit. P.43). A isto se somam os indultos de Isabel e de Sisto IV em favor dos marranos, e de Felipe III e do Papa Clemente VIII outorgando, em 23 de agosto de 1604, um perdão geral para todos os judaizantes condenados, até mesmo os que se encontravam na prisão. É inegável que os Papas aguentaram a situação com firmeza e dignidade por todo o tempo que lhes foi humanamente possível, até que a atividade criminosa dos judeus convertidos tornou-se insustentável, colocando em sério perigo a unidade e a paz social do reino, obtida com tanto sacrifício. O filósofo erudito judeu Espinoza quem reconhece, em seu “tratado teológico político”, que os judeus convertidos ao catolicismo foram tratados como espanhóis, com as mesmas honras que um cristão de nascimento ou de muito tempo convertido ( Adolfo Kuznitzky, A lenda negra da Espanha e os Marranos, El Emporio Ediciones, Córdoba, Argentina). Também em Portugal foi bastante comum a concessão de “Perdões Gerais” aos conversos. Assim conta Roth, em um perdão Geral de 1615 “foram libertados 410 prisioneiros, depois de impor apenas algumas penas espirituais”. Houve outros semelhantes, como os de 1627 e 1630. Jean Pierre Dedieu diz que por volta de 1527 pensou-se em acabar com a inquisição, pois o perigo da Criptojudaísmo havia diminuído de forma considerável. No entanto, desistiu devido à ameaça que começaram a representar os protestantes e suas pretensões de invadir a Espanha, optou-se por manter ativo este instrumento que tão bons resultados havia dado com os conversos. O acerto desta decisão foi duplo. Em primeiro lugar, graças a inquisição conseguiu-se que a seita reformista não penetrasse de forma considerável na península Ibérica. E, em segundo lugar, conseguiu ofuscar a ação dos novos judaizantes procedentes de Portugal, quando foi anexado em 1580. De Portugal viria uma imensa quantidade de judeus e conversos portugueses, que consideravam a inquisição espanhola menos rigorosa que a portuguesa. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #HistóriadaInquisição

  • A REFORMA PROTESTANTE FOI UM BEM PARA A HUMANIDADE? CONTROVÉRSIAS São Francisco de Sales

    Apresentação Esta é a tradução de uma das maiores obras que destroem todas as pretensões Protestantes como Igreja, talvez uma igreja com o minúscula, pois, casa uma é uma igreja com suas próprias convicções que chamam de doutrina, então vamos iniciar uma série de textos sobre a magnífica obra de São Francisco de Sales. No ano de 2017, principalmente no mês de outubro, diversas editoras lançaram livros e mais livros celebrando os “500 anos da Reforma Protestante”… Pessoalmente acho que não há o que celebrar, mas sim o que lamentar! O Senhor Jesus, em seus últimos momentos sobre a Terra, fez uma longa oração pela unidade da Igreja e de seus discípulos (cf. João 17) e nos alertou que “todo reino dividido contra si mesmo será destruído; toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir” (Mateus 12,25). No ano de 2017, principalmente no mês de outubro, diversas editoras lançaram livros e mais livros celebrando os “500 anos da Reforma Protestante”… Pessoalmente acho que não há o que celebrar, mas sim o que lamentar! O Senhor Jesus, em seus últimos momentos sobre a Terra, fez uma longa oração pela unidade da Igreja e de seus discípulos (cf. João 17) e nos alertou que “todo reino dividido contra si mesmo será destruído; toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir” (Mateus 12,25). Não, não estamos dando ouvidos e atenção às Suas palavras e advertências; e também nunca antes como agora os cristãos viram tantas ameaças à sua Fé, aos seus valores e até mesmo à sua própria vida! Há hoje realmente uma “crise” de fé e valores que abraça todo o Cristianismo, não importando se católico, ortodoxo ou protestante (este ainda o mais dividido de todos)… Eis aí uma crise diretamente derivada da divisão entre os cristãos, evidentemente, pois estes não sabem mais discernir a Fé objetiva da fé subjetiva, e que é muito bem explorada pelos não-cristãos e anticristãos que pretendem “transformar” o mundo, involuindo-o. Deste modo, seria muito bom que neste ano, pelo menos, as editoras ditas “católicas” publicassem obras “denunciando” essa trágica divisão, apontando erros teológicos/ideológicos e clamando para o retorno à primitiva unidade. Sim, existem diversas obras clássicas neste sentido, mas o “politicamente correto”, os “falsos ecumenismos” e a preocupação em publicar “obras mais atuai$”, que estão na ordem do dia, parecem impedi-lo eficazmente… Então, diante do “silêncio solene” destas editoras, e já que este é em tese um ano de “celebração”, resolvi traduzir e ir publicando aqui, em postagens futuras, a célebre obra de São Francisco de Sales (1567-1623), Doutor da Igreja, intitulada “Controvérsias”. É uma obra longa e que infelizmente nunca encontrei em português, por mais que procurasse, inclusive em sebos; uma lacuna irremediável e que tentarei aos pouquinhos ir preenchendo, com a graça e o auxílio de Deus, sem data para conclusão, já que meu tempo está muito escasso. Mas eis aí um bom e real motivo para celebrar, não 500 mas 2017 anos!!! Tradução: Luís Carlos Nabeto #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja #SãoFranciscodeSales

  • MATEO 1, 25 “εως ου” Y LA POLÉMICA PROTESTANTE

    Por: Richbell Meléndez El pasaje de Mateo 1, 25 siempre ha sido un pasaje controvertido para aquellos que quieren negar la perpetua Virginidad de Maria creída por el Cristianismo en un consenso unánime. Ya en el siglo IV un hereje arriano llamado Elvidio quiso usar ese pasaje para alegar que la Virgen María tuvo relaciones sexuales con San José basándose en una errada interpretación del pasaje mencionado. Sin embargo esta objeción fue rechazada y refutada rotundamente por un erudito bíblico como lo fue San Jerónimo en una obra titulada “Contra Elvidio” donde responde a las objeciones de Elvidio contra la Virginidad perpetua de Maria. En la edad media aparecieron otros herejes que quisieron resucitar los argumentos de Elvidio, sin embargo estos fueron refutados tanto por los Católicos como por los líderes de la reforma protestante como Lutero, Calvino, Zwinglio, etc. De hecho el mismo Calvino haciendo referencia a la refutación de San Jerónimo ante Elvidio dice que “Es suficiente decir que es insensato y falso deducir de estas palabras qué sucedió después del nacimiento de Cristo.” Ahora en la actualidad, existen protestantes quienes se han alejado mucho de las creencias de sus padres reformadores, estos han querido traer nuevamente los argumentos de Elvidio contra la Virginidad de María pero claro añadiendo otras “premisas” a las ya refutadas en el siglo IV. Como por ejemplo el apologista protestante Eric Svendsen quien es conocido por su anticatolicismo y antimarianismo es partidario de una tesis basada en el pasaje de Mt 1, 25 en su original griego, esta tesis la han adoptado algunos apologistas protestantes actuales. La tesis se puede establecer de esta forma. “el problema con la aseveración católica es que el pasaje de Mateo 1:25 dice mas, el texto no dice solo εως (hasta), sino que la construcción es εως ου” Esta tesis se basa en una teoría que quiere hacer una diferencia entre la expresión “εως” y “εως ου” pero hasta el momento no he encontrado ningún académico o erudito en griego que la avale. Mas esta tesis la refutan reconocidos eruditos griegos o expertos en la gramática o sintaxis griega, sin embargo sólo para refutar esa teoría citare lo que explica J. Gresham Machen. D.D., Litt. D. Profesor del Nuevo Testamento en el Seminario Teológico de Westminster. “La frase εως ου en que εως es una preposición y ου el genitivo singular neutro del pronombre relativo, tiene el mismo sentido que εως; (conjunción) solo.” (Griego del Nuevo Testamento para Principiantes – J. Gresham . p. 203) Como ven, la premisa en la que se empeñan los protestantes de que la construcción gramatical de εως ου es diferente a la construcción gramatical de εως solo. Es insostenible al estudiar la gramática griega. Por esa razón, los apologistas católicos refutamos la premisa principal de Mt 1, 25 de que la palabra “hasta” no necesariamente indica un cambio de acción posterior, sino la finalidad de un evento. Ya con esto queda refutada la polémica protestante de intentar usar el griego para engañar a los que desconocen el griego, pero como ven cualquiera que revise un buen manual de gramática griega se dará cuenta que la premisa protestante es insostenible. Link para descargar el libro de John Gresham Machen: https://drive.google.com/file/d/1KH6PDWqlnF4xhK0zvd3mlFOfj6-6rQ9S/view

  • A Igreja em face dos césares

    https://disqus.com/embed/comments/?base=default&f=apologistascatlicos&t_i=com_content%3Aarticle%3A595&t_u=http%3A%2F%2Fwww.apologistascatolicos.com.br%2Findex.php%2Fapologetica%2Figreja-catolica%2F595-a-igreja-em-face-dos-cesares-a-d-sertillanges&t_d=%09%09%09%09%09A%20Igreja%20em%20face%20dos%20c%C3%A9sares%20-%20A.%20D.%20Sertillanges%09%09%09%09%09%09&t_t=%09%09%09%09%09A%20Igreja%20em%20face%20dos%20c%C3%A9sares%20-%20A.%20D.%20Sertillanges%09%09%09%09%09%09&s_o=default&l=pt_BR#version=4e43c0a2329a9be611eafeda16ce175b

  • Santo Efrém da Síria e a santidade de Maria

    No debate da Imaculada Conceição, Santo Efrém da Síria é, sem dúvidas, um dos mais citados tanto por parte dos contrários ao dogma quanto por parte dos favoráveis. Em seus escritos há realmente um conjunto de textos que parecem se contradizer. Afinal, qual era a posição do autor sírio na questão da santidade da Virgem? Esse será o objeto de nossa análise. Desde já, devemos informar que não utilizaremos aqui os Hymni B. Mariae já que grande parte dos estudiosos o considera espúrio, tendo sido escrito por volta do século VI, mas apenas as obras originais deste Padre A Carmina Nisibena e a impecabilidade da Virgem «Em absoluta verdade, você e sua mãe são sozinhos perfeitamente lindos em todos os aspectos, porque em vós, Senhor, não há mácula alguma, e em sua Mãe não há mancha. Entre meus filhos não há ninguém como estes dois magníficos.»(Santo Efrém da Síria,Carmina Nisibena, 27, 8; CSCO 219, 76) Esta é a passagem, encontrada entre os Hinos Nisibenos do autor, mais famosa de Santo Efrém sobre o tema da santidade da Virgem. Analisando o contexto deste versículo, percebe-se que Efrém utiliza-se da ideia de «beleza» e «feiura» como sinônimos para santidade e pecado, respectivamente. Ao isentar Jesus e Maria de qualquer mancha (isto é, isentá-los da feiura), e proclamá-los «lindos em todos os aspectos», está indicando a ideia da impecabilidade da Virgem. Os Padres Aidan Carr e German Williams afirmam que nesta passagem, Efrém está fazendo uma alusão a Cânticos 4:7 («Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha»), o que eles também vêem como um indício favorável à doutrina da plena santidade mariana (cf. Pe. Aidan Carr & Pe. German Williams, Mariology (Juniper), Volume I página 349). A análise mais completa do texto foi feita pelo Pe. Ignacio Ortiz de Urbina em seu estudo sobre a Mariologia Siríaca Patrística. Sobre esta passagem, ele escreve: «A inocência imaculada e total é um privilégio que Efrém reconheceu à Virgem, mas não dedicou tanto lugar em seus escritos. O Doutor de Edessa vê essa pureza associado à maternidade divina e o papel eficaz de Maria na vitória contra o pecado. O trabalho mais importante para este capítulo são os Hinos Nisibenos, de autenticidade indiscutível. (…) É no hino 27 que o texto capital é encontrado. Fala à Cristo a Igreja de Edessa, que diz: “E se, por eu ser um pouco feia, você me rejeitasse e me repudiasse, o quão feio (sana) lhe pareceria, meu Senhor, que despreza sua esposa tão feia (sanaia)! Amaste a mim que sou feia (saniutz) e assim ensina que se deve amar a sua esposa.”. Observe o jogo delicado e a palavra “feia”. Feia é a Igreja, sua esposa. Feio é divorciar-se dela por isso. “Você embelezou Lia, que era feia (sama), seus olhos eram feios, mas seus filhos eram muito bonitos. Você só e sua mãe, que em todas as coisas (são) os mais belos em tudo, pois não há em ti, ó meu Senhor, mácula (mauma), nem manchas (kutmatha) em tua mãe. Destes dois irmãos (shuparin), meus filhos, a quem se assemelham?”. Depois de mencionar as dores da Igreja de Edessa e como ela foi crucificada, ele nos dá a resposta: “Eles se assemelham a teu Senhor e imitam a tua mãe”. O pensamento de Efrém parece ser o seguinte: Enquanto a Igreja de Edessa é feia, mas tem filhos bonitos em imitação de Lia e seus filhos, o caso de Maria e Jesus é completamente diferente, porque tanto a mãe como o Filho são bonitos. Entende-se que aqui se trata de uma beleza moral. O caso de Jesus e Maria é uma verdadeira exceção. Até onde vão essas belezas? As palavras de Efrém são muito claras. Assim como em Jesus não havia mancha moral, Maria estava livre de toda mancha. O termo siríaco kutmatha pode significar tanto sardas corporais como defeitos morais. Maria, portanto, é imaculada como seu Filho. Esta excepcional pureza é objeto de imitação dos fiéis de Nisíbe.»[1]. A clareza deste texto torna difícil a elaboração de uma proposição satisfatória de que Efrém supunha pecados pessoais na Virgem. Perceba que aqui ele não fala de uma santidade momentânea, mas a compara a santidade de Maria à do próprio Cristo e exalta que ela e ele são os únicos «belos em todos os aspectos». Nesse sentido, autores protestantes de respeito, como J. N. D. Kelly admitem: «Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho (cf. Efrém,Carmina Nisibena, 27).» [2]. O pecado original, e o paralelo entre Maria e Eva Alguns autores rejeitam que Efrém, um padre oriental, conhecesse a teologia católica do pecado original. No entanto, os textos de Efrém parecem indicar o contrário. Em um de seus hinos, Efrém coloca as seguintes palavras na boca de Satanás: «Eu vi sacerdotes e justos, que apesar de terem feito grandes milagres, havia neles um sopro de mim. Porque a constituição dos homens é misturada com o nosso fermento. Este (Jesus) se vestiu com o corpo de Adão e nos enganou, porque o nosso fermento não tem parte nele.» [3]. Perceba que o autor siríaco tinha já a ideia de que os homens contraem ao serem concebidos, um «fermento satânico» (ainda que ela não estivesse plenamente desenvolvida como no Ocidente). O paralelo de Jesus como o «Novo Adão», é o motivo pelo qual Jesus se tornou imune de contrair este fermento, sendo preservado imaculado da mesma forma que Adão. Esta ideia, por lógica, também valeria à Maria já que o próprio Efrém a reconhece enquanto a «Nova Eva», em muitos de seus textos. É difícil, no entanto, supor que Efrém tenha se confrontado diretamente com esta questão. Há ainda outros textos em que Efrém admite a ideia do pecado original. Em um de seus hinos, Efrém coloca as seguintes palavras na boca dos demônios: «Vimos crianças filhas de justos e também recém-nascidos filhos de puras e nós os examinamos desde o seio um por um e vimos neles nosso fermento. Ele (Jesus), no entanto, foi um bom fruto desde o primeiro momento.»[4]; «Como aquele primeiro Adão semeou o pecado de impureza nos corpos puros, e o fermento da malícia foi enterrado em todo o nosso dia, assim nosso Senhor semeou a justiça no corpo do pecado, e seu fermento transformou nossa massa.»[5]; «Adão pecou e ganhou todas as tristezas, e o mundo, seguindo o seu exemplo, toda a culpa. E não levou nenhum pensamento de como ele poderia ser restaurado, mas apenas de como sua queda poderia ser mais agradável para ele. Glória a Ele que veio e restaurou-o!»[6]. Em outro texto, Efrém escreve: «Maria e Eva, duas mulheres inocentes, duas mulheres simples, foram colocadas na balança. Uma tornou-se a causa da nossa morte, a outra a causa de nossa vida. Vamos, constatemos as razões de uma e outra coisa. Eva, desde que separou a simplicidade da prudência, tornou-se claramente insípida; Maria acreditou sabiamente que a prudência é o sal e o condimento da simplicidade. Com efeito, a simplicidade que não é alicerçada na esperteza, não tem sabor, nem a esperteza afastada da simplicidade assegura a esperança da salvação.» [7]. Perceba que Efrém atribui a mesma «inocência» de Eva para à Virgem Santíssima, ainda que Eva tenha escolhido a morte e Maria a vida. Essa constatação é certamente muito importante na compreensão da santidade mariana. Será que Efrém exclui de Maria também o pecado original? É muito improvável que este Padre tenha se debatido sobre este assunto, afinal, em sua época o foco eram as discussões cristológicas a respeito da divindade do Messias ou até mesmo sobre a perpétua virgindade de Maria. Através de sua formulação geral, no entanto, na qual exclui de Maria qualquer mancha moral, pode-se ver aí implícito a doutrina da Imaculada Conceição. Entre estes Padres que admitiram a partir do Hino 27 de Efrém a isenção de Maria de toda a mancha, incluindo a original, podemos citar: Pe. Ignácio Ortiz de Urbina[8], o Pe. X. Mueller[9] e os Padres Aidan Carr e German Williams[10]. Já entre os que defenderam a ideia de que o Hino27 descreveria a isenção de Maria apenas dos pecados pessoais, podemos citar o Pe. Michael O’Caroll[11] e o o famoso historiador protestante J. N. D. Kelly[12]. De qualquer forma, a linguagem clara do hino demonstra a ideia superlativa que Efrém tinha a respeito da santidade mariana. Textos contraditórios Ainda que Efrém pareça ser bem claro com relação à impecabilidade da Virgem, há alguns textos que parecem ir na contramão, atribuindo falhas morais à Maria. Vejamos: A “dúvida” de Maria na Ressurreição Em seu Comentário no Diatessarão, Efrém aparentemente confunde a Virgem Maria com Maria Madalena e afirma que ela duvidou da ressurreição de Jesus quando o confundiu com um jardineiro (Jo 20:15), tendo, por este motivo, sido impedida por Jesus de lhe tocar. Uma consequência dessa «dúvida» foi, segundo Efrém, o cumprimento da profecia de Simeão. Diferentemente de Orígenes, Efrém afirma que a «espada» que atravessou a alma de Maria não foi a sua incredulidade mas a dor oriunda da negação (negationem) pela parte de Jesus de não permitir tocar-lhe. No fim de seu texto, no entanto, o Autor Sírio acaba contrapondo seus próprios argumentos afirmando que, embora Maria não pudesse tê-lo tocá-lo por sua suposta «dúvida», Tomé o pode. Insatisfeito com a própria argumentação, ele então muda seu posicionamento, propondo outras alternativas para o motivo da negação de Jesus em tocar-lhe: «Por que, pois, ele impediu Maria de tocá-lo? Talvez fosse porque ele a confiou a João em seu lugar, Mulher, eis o seu filho.»[13] ou sugere até mesmo que Cristo estaria «preanunciando sua ascenção» para sua Mãe. Esta instabilidade do pensamento de Efrém nesta passagem é notada também pelo Pe. Ignácio Ortriz de Urbina: «Efrém, um pouco envergonhado com estas [suas] explicações responde que aqui Jesus preanuncia a Maria sua ascenção, ou “talvez porque estivesse confiada a João”. Nosso autor termina sua oscilante exegese com os termos “No entanto, o primeiro sinal (=Caná) não foi feito sem ela, nem sem ela foram às primícias do Sheol. Porque embora ela não o tenha tocado, se confortou com ele”. Como se viu, Efrém confunde a Virgem com Maria Madalena.»[14]. Teria Efrém reconhecido um pecado em Maria? Como conciliar este texto com o texto em que Efrém diz que Maria esteve isenta de manchas morais? Urbina argumenta que, ainda que Efrém considere que Maria tenha confundido Jesus com um jardineiro, não atribui a esta «dúvida» o mesmo caráter culposo descrito por Orígenes: «Aquela dúvida não é propriamente uma dúvida sobre o fato da ressurreição mas um não conseguir reconhecer a Jesus confundindo-o com o jardineiro, o que pode ser um erro mas não necessariamente uma culpa.»[15]. A “santificação” da Virgem A convicção oriental de que Maria foi «santificada» ou «purificada» no momento da Encarnação está também presente no pensamento dos Padres sírios dos séculos IV e V (através de Santo Efrém da Síria e São Jacob de Serugh, respectivamente). Como a mariologia de Jacob, como lembra Urbina, é extremamente dependente da de Efrém[16], nos é permitido também sistematizar a mariologia da Igreja siríaca. Ambos insistem na ideia de que o Espírito Santo purificou o «ventre da Virgem», com o intuito de evitar nela as dores de parto (isto é, evitar, segundo Efrém, os «desconfortos e maldições»[17]prenunciados contra Eva em Gn 3,16)[18]. Além disso, Jacob também lembra que, para Jesus fosse concebido virginalmente e habitasse em um corpo sem manchas, era necessário que Maria fosse purificada da concupiscência da carne (oupaixão sexual), recebendo o mesmo estado de inocência de Eva antes da queda[19]. O Pe. Salvatore Bonano, C.M.F., afirma que a ideia da purificação de Maria na Encarnação entre os Padres orientais seguia essa linha de raciocínio, no intuito de purifica-la da concupiscência, unicamente [20]. Ainda que Efrém considere tais imperfeições como «edifícios manchados»[21], a partir dos demais textos destes Padres não podemos considerar que tais imperfeições sejam tratadas por eles enquanto uma espécie de mancha moral. Na Carmina Nisibena, Efrém foi bem claro ao dizer que em Maria «não há mancha» (no sentido de «manchas morais»). Jacob, por sua vez, é ainda mais claro e afirma que mesmo antes da Anunciação, Maria já era imaculada: «desde a adolescência, estava sem mácula em sua integridade e sem máculas andava em seu caminho sem pecados»[22] e também «O fato de Deus tê-la eleito prova que ninguém foi nunca mais santo que Maria pois se houvesse uma mancha ou defeito na sua alma, Deus teria escolhido uma outra imaculada.»[23]. A ideia da Imaculada Conceição, no entanto, pode ser percebida ainda mais claramente na seguinte passagem: «Ela era cheia de beleza tanto pela natureza quanto pela vontade própria, já que ela nunca foi contaminada por pensamentos ignóbeis, seguiu seu caminho sem faltas, sem pecados.»[24]. Perceba que Jacob afirma que Maria é imaculada não só pela «vontade própria», mas também por «natureza». Seja qual for o significado dessa passagem, ela bem ilustra que os autores sírios excluíam de Maria qualquer imperfeição moral. Segue o comentário de Urbina sobre estas passagens de Efrém e Jacob que tratam da santificação da Virgem: «Harmonizando todos os textos que, por um lado, louvam Maria porque “desde a adolescência” estava sem manchas na integridade e sem pecados e, por outro, dizem que o Espírito veio sobre ela para “santificá-la” e “limpá-la” de modo que a sua maternidade estivesse livre da maldição pronunciada contra Eva, acredito que devemos interpretá-los, como fizemos com Santo Efrém, no sentido de que a “santificação” e a “purificação” que o Espírito opera em Maria é para poder gerar sem intervenção da paixão sexual, como Eva da costela de Adão. A paixão sexual é uma conseqüência do pecado de Eva. Sem dúvida, é uma maternidade mais pura na qual a concupiscência não intervém. Essa pureza é aquilo que o Espírito confere ao corpo de Maria, fazendo-a capaz de gerar virginalmente, o que é um milagre. Este ponto de vista é melhor compreendido se recordarmos a dependência dos escritores sírios sobre as concepções judaicas. Agora, deve-se lembrar que, de acordo com a Lei, toda mulher teve que “purificar-se” ao dar à luz o primogênito (Lc 2:22). É por isso que não penso que os textos de Sarugense possam concluir que Maria estava manchada de pecado original ou outros pecados até a Anunciação do Anjo. Esses termos de “purificação” e “santificação” são explicados pela intervenção do Espírito, o que tornou possível a maternidade virgem e pura.»[25]. O Batismo de Maria Em uma de suas poesias, Efrém afirma que Maria foi «regenerada pelo batismo». Comentando essa passagem em seu devido contexto, Urbina escreve: «De acordo com Efrém, Maria recebeu o batismo – parece que no tempo após Pentecostes – e também a Eucaristia. O batismo a regenerou e a constituiu «filha de Deus». Aqui estão os textos. No hino 16 do Natal vv. 9-1 1, O Doutor Edesano assinala que Jesus é, para Maria, o Senhor que a gerou na água, irmão segundo a linhagem de Davi, marido porque é virgem, escrava e filha pelo batismo. No hino não tão certo 8:23 da Epifania, diz-se que ela foi gerada em nome de Cristo pelo batismo que ele tinha feito, e que no pão e no vinho ela recebeu o corpo que Cristo havia recebido dela. Efrém afirma uma vez em seus escritos autênticos o batismo com o qual Maria foi regenerada para chegar a ser «filha de Deus». Isso significa que o sacramento a libertou dos pecados, incluindo o original? Se não quisermos anular os muitos textos citados sobre a maternidade divina e sua inocência, deve-se dizer que o batismo admitido por Efrém foi simplesmente suficiente para dar a Maria o título de «filha de Deus» e não para apagar os pecados que não existiam. É o único procedimento para não colocar alguns textos contra outros.»[26]. Conclusão Os escritos de nosso querido santo sírio são claros e simples. Para ele, ainda que os fiéis da Igreja sejam feios já que são pecadores, em Jesus e em Maria «não há mancha» pois eles são juntos «belos em todos os aspectos». Ela gozava do mesmo estado de «inocência» de Eva, mas, obedecendo a Deus, tornou-se a antítese desta. As próprias passagens que tentam competir com estas mostram-se muitas vezes obscuras e de difícil interpretação, mas podemos dizer que elas não chegam a conseguir contradizer a clareza dos primeiros textos apresentados. A Igreja síria através de seus poetas Efrém e Jacob parecem apresentar Maria de uma forma impecável, sem manchas, totalmente isenta de falhas morais. Desta opinião seguem os seguintes autores: Pe. Ignácio Ortiz de Urbina[27], o Pe. X. Mueller[28], Pe. Michael O’Caroll[29], J. N. D. Kelly[30], e os Padres Aidan Carr e German Williams[31]. Sobre a questão da isenção do pecado original, como foi mostrado acima, há quem defenda nos textos do Padre sírio também a presença desta doutrina. No entanto, uma vez que este tema não era debatido na época (nem no Oriente nem no Ocidente), não ouso posicionar-me nesta questão. De qualquer maneira, a posição geral de Efrém que exclui de Maria qualquer mancha de pecado, é, sem dúvidas, um prelúdio do dogma da Imaculada Conceição proclamado em 1854 e testemunha o esplendor da verdade católica desde os primeiros séculos de Cristianismo. NOTAS[1] ORTIZ DE URBINA, Ignácio,Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70. [2] J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495 [3] SANTO EFRÉM DA SÍRIA,Carmina Nisibena, 35,2. [4] Efrém da Síria, Carmina Nisibena, 35,8 [5] Efrém da Síria, Ed. Mechitaristas, Venecia, 1 893, p. 14, citado por Ortiz de Urbina, Maria em la Patristica Siriaca, p. 71. [6] Santo Efrém da Síria, Hinos da Epifania, 10, 1 [7] Efrém da Síria, Sermones Exegetici in Gen 3,6; Opera omnia syriace et latine, Vol. 2:327. [8] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70;¿Vale el testimonio de S. Efrén en favor de la Inmaculada?, «Estudios Eclesiásticos» 28 (1954) 417-422. [9] X. MUELLER, Die unbefleckte Empfangnis Marias in der syrischen und armenischen Ueberlieferung, Scholastik 9 (1934): 161-220. [10]PE. AIDAN CARR & PE. GERMAN WILLIAMS, Mariology(Juniper), Volume I página 349. [11] O’CAROLL, Michael,Theotokos: A Theological Encyclopedia of the Blessed Virgin Mary, pp. 132-133. [12] “Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho.” (J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495). [13] Efrém, Comentário no Diatessarão 21,27 [14] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 73 [15] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 73 [16] Cf. ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 89 [17] Cf. EFRÉM DA SÍRIA, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72. [18] Cf. ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, p. 72 (no tocante à Efrém) e p. 98 (no tocante à Jacob). [19] Cf. JACOB DE SERUGH, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98. [20] «A santificação ou purificação de Nossa Senhora que, segundo alguns escritores, teve lugar no momento da Encarnação, não era para libertá-la do pecado real, mas para extinguir completamente a concupiscência (fomes peccati) que até então só tinha sido restringida (ligatus). São Leão Magno e São João Damasceno falam sobre a ação purificadora do Espírito Santo em sua alma no momento da Encarnação. Isto deve ser interpretado à luz do ensinamento geral dos escritores deste período, no sentido de que, antes da concepção de Cristo, ela não estava livre de concupiscência desordenada no presente primo, como um hábito ou tendência que, por si só, inclina-se ao mal e se retarda da prática das virtudes. No entanto, esse hábito estava vinculado e impedido de provocar atos contrários ao motivo correto. Após a concepção do Salvador, ela foi liberada inteiramente do próprio hábito ou essência da concupiscência.» (Pe. Salvatore Bonano, C.M.F., Mariology(Juniper), P. 406). [21] Cf. EFRÉM DA SÍRIA, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72. [22] SÃO JACOB DE SERUGH, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98. [23] SÃO JACOB DE SERUGH,Primeira Homilia, in C. Vona,Omelie mariologische di S. Giacomo di Sarug (Rome, 1953), 193-194. [24] SÃO JACOB DE SERUGH,Primeira Homilia, in C. Vona,Omelie mariologische di S. Giacomo di Sarug (Rome, 1953), 143ff. [25] Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98. [26] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72 [27] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70;¿Vale el testimonio de S. Efrén en favor de la Inmaculada?, «Estudios Eclesiásticos» 28 (1954) 417-422. [28] X. MUELLER, Die unbefleckte Empfangnis Marias in der syrischen und armenischen Ueberlieferung, Scholastik 9 (1934): 161-220. [29] O’CAROLL, Michael,Theotokos: A Theological Encyclopedia of the Blessed Virgin Mary, pp. 132-133. [30] “Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho.” (J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495). [31] PE. AIDAN CARR & PE. GERMAN WILLIAMS, Mariology(Juniper), Volume I página 349. https://disqus.com/embed/comments/?base=default&f=apologistascatlicos&t_i=com_content%3Aarticle%3A987&t_u=http%3A%2F%2Fwww.apologistascatolicos.com.br%2Findex.php%2Fpatristica%2Festudos-patristicos%2F987-santo-efrem-da-siria-e-a-santidade-de-maria&t_d=%09%09%09%09%09%EF%BB%BFSanto%20Efr%C3%A9m%20da%20S%C3%ADria%20e%20a%20santidade%20de%20Maria.%09%09%09%09%09%09&t_t=%09%09%09%09%09%EF%BB%BFSanto%20Efr%C3%A9m%20da%20S%C3%ADria%20e%20a%20santidade%20de%20Maria.%09%09%09%09%09%09&s_o=default&l=pt_BR#version=4e43c0a2329a9be611eafeda16ce175b

  • Os “irmãos e irmãs” de Jesus: há algo de novo?

    Os “irmãos e irmãs” de Jesus: há algo de novo? Pe. François Rossier, S.M. Em 1978, os autores do livro bastante conhecido chamado Maria no Novo Testamento ( Raymond BROWN, Karl P. DONFRIED, Joseph A. FITZMYER e John REUMANN (org.), Mary in the New Testament: A Collaborative Assessment by Protestant and Roman Catholic Scholars. New York – Mahwah, Paulist Press 1978 ) chegaram as quatro seguintes conclusões na identificação dos “irmãos e irmãos” de Jesus mencionados no Novo Testamento: 1 – A contínua virgindade de Maria após o nascimento de Jesus não é uma questão diretamente levantada pelo Novo Testamento 2 –Quando esta questão foi levantada na história subseqüente da igreja, foi ela que focalizou a atenção no relacionamento exato dos “irmãos” (e “irmãs”) com Jesus. 3 – Uma vez que a atenção foi focada, não pode ser dito que o Novo Testamento identifique eles sem deixar dúvida como os irmãos e irmãs de sangue e conseqüentemente como filhos de Maria. 4- A solução favorecida pelos eruditos irá, em parte, depender da autoridade que eles atribuem ao discernimento posterior da Igreja. O subtítulo deste livro – uma avaliação colaborativa por protestantes e estudiosos católicos romanos – claramente denota uma ambição ecumênica. E, como tal, os quatro estudiosos chegaram a um acordo comum, o aspecto mais importante disto é duplo. Em primeiro lugar, o texto bíblico permite identificar os chamados “irmãos e irmãs” como irmãos de Jesus, bem como outros tipos de parentes próximos. Assim, exegetas podem aceitar a virgindade de Maria (ou seja, depois do nascimento de Jesus), no sentido literal da palavra, ou rejeitá-la, sem ter que render sua integridade intelectual. Ambas as interpretações são reconhecidas como sendo consoante com as Escrituras. Em segundo lugar, uma vez que ambas as interpretações são escrituralmente legítimas, os leitores verão em “irmãos e irmãs” de Jesus ou irmãos de sangue ou parentes próximos, dependendo principalmente da tradição a que pertencem e pela forma como se relacionam com essa tradição. Quase quarenta anos depois, os estudiosos mudaram de idéia a este respeito? No que diz respeito ao primeiro ponto, exegetas e teólogos continuaram a investigar o tema dos chamados “irmãos e irmãs” de Jesus. Algumas conclusões parecem ter sido alcançadas sobre este assunto, especialmente sobre possíveis referências bíblicas indiretas a múltiplos partos de Maria. Estas duas referências indiretas são encontradas em Mateus 1:25 (José “não a conheceu (Maria) até que deu à luz seu filho“) e em Lucas 2:7 (Maria “deu à luz seu filho primogênito”). Estudiosos bíblicos não afirmam mais que “até” ou “primogênito” devem ser lidos como apontando para gestações subseqüentes de Maria. Há um consenso sobre estes pontos. Mateus 1:25 não implica que José conheceu Maria depois de Jesus ter nascido. O grego heôs, “até”, não necessariamente contrasta “antes” de “depois”. Significa que até um certo momento, algo aconteceu ou não, sem considerar o que aconteceu depois daquele momento. Por exemplo, o texto grego do Septuaginta diz, em 2 Samuel 6:23, que “E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até ( heôs ) o dia da sua morte”. Isso obviamente não sugere que ela teve filhos após sua morte. Mateus está interessado em sublinhar que a concepção e o nascimento de Jesus foram realizados sem a intervenção de qualquer homem. Da mesma forma, o termo prôtotokos, “primogênito”, aplicado aos homens, é reconhecido como tendo um significado legal e cúltico único. Em Êxodo 13:2, o senhor diz: “Consagra-me todo primogênitos; todo o que abre o útero materno, entre os israelistas. Homem ou animal será meu”. Moisés, em Êxodo 13:12, acrescenta: “Apartarás para Iahweh todo ser que sair por primeiro do útero materno”. Em Israel, um primogênito foi definido como tal não porque ele foi o primeiro entre outros irmãos, mas porque ele foi o primeiro “a abrir” o ventre de sua mãe, indiferente se sua mãe teria outros filhos ou não. Em números 3:40, o senhor ordenou a Moisés: “Faze o recenseamento de todos os primogênitos homens dos israelistas, da idade de um mês para cima.” Uma criança de um mês de idade não poderia ser declarado um primogênito, porque ele tinha outros irmãos. O termo “primogênito” refere-se acima de tudo à lei, e é assim aplicável não só ao mais velho dos vários irmãos, mas também a um único filho. Lucas insiste, três vezes, em mostrar como Jesus foi apresentado no templo como a lei exigia para cada filho primogênito do sexo masculino (cf. Lucas 2:22.23.27). Se o debate em torno do significado de “até” e “primogênito” parece fechado, este não é o caso sobre os “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento. Três linhas de interpretação desenvolveram-se muito cedo nesse sentido. Um Helvidiano – nome aplicado após o tratado Contra Helvídio, escrito por volta de 383 A.D. por Jerônimo – sustentou que os “irmãos e irmãs” são verdadeiros irmãos de sangue de Jesus e filhos de José e de Maria. Jeromiano, opondo-se a Helvídio, sustentou que os “irmãos e irmãs” são primos de Jesus. O Epifaniano – nome aplicado após o Bispo do quarto século de Salamis, Epifânio, que foi um dos seus grandes divulgadores -afirmou que os “irmãos e irmãs” de Jesus são filhos de um casamento anterior de José. Esta pluralidade de interpretações foi possibilitada por causa da ambigüidade da palavra “irmão” (e “irmã”) no hebreu antigo. Esta linguagem, como o aramaico, não distingue entre irmão de sangue e primo. Na verdade – e este ponto talvez não tenha sido levado em consideração suficientemente – a palavra hebraica ah, em seu significado literal, aplica-se a qualquer parente macho próximo da mesma geração. Uma vez que alguém pertence a este círculo – seja como irmão, meio-irmão ou primo – ele é um ah. Dentro deste círculo definido pela verdadeira irmandade familiar, nenhuma outra palavra de distinção é feita. Para o Hebreu antigo, alguém pertence à família em grupo ou não. John P. Meier, por exemplo, escreveu que, em Mateus 13:55, “a última linha de impacto” de Jesus carrega o peso total apenas se a mãe, irmãos e irmãs todos têm uma relação íntima e natural com Jesus. ” [John P. Meier, “The Brothers and Sisters of Jesus in Ecumenical Perspective.” ( Catholic Biblical Quarterly 54 (1992) 1-28, pág. 13.) Na mente de Meier, isto significa que os “irmãos e irmãs” eram filhos de Maria. No entanto, o que Jesus diz ainda carregaria o peso total se os “irmãos e irmãs” fossem meio-irmãos ou meias-irmãs dele, já que esses meio-irmãos e irmãs também pertenceriam ao círculo familiar mais próximo. O grego antigo considera como os membros da família de uma mesma geração podem estar relacionados, e distingue entre um adelphos, “irmão”, e um anepsios, “primo”. Cnsiderando que o novo testamento foi escrito em grego antigo, os defensores da interpretação Helvidiana argumentam que onde quer que a palavra “irmão” seja usada, refere-se a um verdadeiro irmão. Eles admitem que se possamos supor que um texto hebreu ou aramaico original tenha precedido o texto grego, poderíamos aceitar que os autores do novo testamento se sentiram obrigados a traduzir a expressão hebraica ou aramaica original palavra por palavra em grego. Mas quando tal texto original ou expressão fixa não pode ser suposta, eles sustentam, precisamos reconhecer que os autores do novo testamento fazem a distinção entre “irmão” e “primo”, uma vez que estavam escrevendo em grego. A realidade psicológica e antropológica de falar e escrever em uma língua de outra cultura é, no entanto, mais complexa. Eu era capaz de testemunhar isso quando eu estava morando em Abidjan, a maior cidade da costa do Marfim, na África Ocidental. É hoje uma cidade grande de aproximadamente 4 milhões de habitantes que cresceram em uma zona originalmente mal povoada. A escassa população original não foi capaz de absorver as ondas de imigrantes provenientes de todas as antigas colônias francesas na África Ocidental. A única língua que todas estas pessoas tinham em comum era o francês, e o francês tornou-se assim a língua nativa de Abidjan. Na maioria das línguas nativas da África Ocidental, nenhuma distinção é feita entre um “irmão” e um “primo”, enquanto que tal distinção existe em francês. No entanto, os habitantes de Abidjan, cuja língua materna é francesa, que foram criadas e educadas em francês, continuam a usar a palavra francesa para “irmão” quando falam de um “primo”. Usar a palavra francesa para “primo” trairia a forma como vislumbram as relações sociais e familiares. Quando o povo de Abidjan quer especificar que “irmão” signifique um verdadeiro irmão de sangue, eles precisam adicionar “mesmo pai, mesma mãe” (même Père, même Mère). Irmãos de sangue são um tipo particular de irmão; Eles não constituem o a referência da família. O ambiente sócio-cultural dos autores do novo testamento é o judaísmo. Assim, podemos aceitar a idéia de que, mesmo se o texto não supuser um substrato hebreu ou aramaico em seu uso de palavras gregas, os escritores iriam, naturalmente, transmitir a forma como sua própria sociedade e cultura judaica antevia as relações sociais e familiares. Os estudiosos continuam debatendo sobre a judaicidade de Lucas, mas continua sendo reconhecido como o menos judeu e o mais grego entre os quatro evangelistas. Ele menciona os “irmãos” de Jesus apenas em Lucas 8:19-21, um texto que se baseia em Marcos 3:31-35 (ver paralelo em Mateus 12:46-50); e em atos 1:14, um texto que poderia ser considerado como dependente da tradição sinótica aonde não é feito distinção “entre Maria e os irmãos em seu retrato do Ministério de Jesus”.(Mary in the New Testament, p. 175) Em textos onde Lucas não está vinculado por qualquer substrato Hebraico nem dependente de uma tradição pré-existente, nenhuma menção é feita de algum “irmão” de Jesus: nem quando o Jesus de doze anos de idade é encontrado no templo, ou nos atos dos Apóstolos, onde Tiago, chefe da Igreja em Jerusalém, não é introduzido como o “irmão” do Senhor como Paulo o chama em Gálatas 1:19. Sendo “mais grego” do que os outros autores do novo testamento, Lucas estava possivelmente ciente de que o termo “irmão” usado de uma forma não genérica para se referir a irmãos não de sangue poderia levar seus leitores gregos a fazer confusões. Sem saber quais eram os equivalentes exatos gregos dos laços familiares de Jesus, ele poderia simplesmente ter optado por não falar dos “irmãos” de Jesus. Não podemos fazer um argumento ex silentio, mas também podemos observar que não há menção de “primos” no novo testamento, exceto por um caso. Encontramos a palavra anepsios uma vez, em Colossenses 4:10. A maioria dos estudiosos de hoje pensam que a carta não foi escrita por Paulo, mas provavelmente por um discípulo seu da segunda geração de cristãos com um cultura grego. Por outro lado, encontramos a palavra adelphos 343 vezes no novo testamento (e adelphê, “irmã”, 26 vezes), mas nenhum outro “primo”. A única relação familiar que existia entre as pessoas de uma mesma geração no novo testamento parece ser entre irmãos. Isto é relevante, considerando que sabemos que na sociedade judaica o grupo mais familiar não se limitou ao núcleo familiar como a conhecemos na América do Norte ou na Europa? Outras palavras gregas tais como homopatôr (“meio-irmão por parte de pai”) ou homomêtôr (“meio-irmão por parte de mãe”) também não são encontradas no novo testamento. Se os autores do novo testamento quisessem descrever as relações dentro da família de Jesus tão precisamente quanto possível em grego, eles deveriam ter usado tais expressões sendo que – e Mateus e Lucas tornaram isto muito claro – Jesus não era o verdadeiro filho de José. Se os “irmãos” de Jesus fossem filhos de Maria, eles teriam sido apenas “meio-irmãos de Jesus” pela mãe, e havia uma palavra grega para isso. Continua sendo verdade que a palavra “irmão”, em Hebraico, também significa “irmãos de sangue”. Uma vez que é o mais óbvio – mas de longe não o único – significado, não pode ser simplesmente dispensado. O uso da palavra adelphos permanece, portanto, um desafio para aqueles que defendem a virgindade de Maria Post partum. No entanto, ler esta palavra como se referindo apenas aos irmãos reais também pode levantar algumas dificuldades. Foi dito que imaginar José e Maria tendo filhos juntos após o nascimento de Jesus iria entrar em conflito com o chamado “voto de virgindade” de Maria, como interpretado em sua pergunta ao anjo no momento da Anunciação (Lucas 1:34). Tal “voto”, ou pelo menos uma intenção de permanecer virgem, é tido como a única explicação satisfatória para a pergunta de Maria: “como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?”. Se Maria não tivesse intenção de permanecer virgem, ela não teria perguntado “como”. Ela teria naturalmente concluido que ela iria conceber o Messias depois de ter tido relações com José. Essa interpretação supõe que Maria está aqui levantando uma espécie de objeção. No entanto, também é razoável atribuir à pergunta de Maria a função de um mero artifício literário, destinado a permitir que o anjo explique sobre a concepção virginal de Jesus. E desde que o noivado parece não ser compatível com a intenção de permanecer virgem, não deveríamos ler na pergunta de Maria nada além do que sua função dentro de uma história, que é sobre a origem de Jesus e não sobre seu projeto de vida. Além disso, o fato de que tal “voto” teria sido estranho em uma menina que estava noiva, tem também de ser levado em consideração. No Israel do primeiro século, as pessoas normalmente se casavam para procriar. Também foi perguntado por que Jesus, na Cruz, confiou Maria a um discípulo, mesmo que seja o discípulo amado, se sua mãe tivesse outros filhos? No entanto, se atribuirmos um significado simbólico ao gesto de Jesus – o discípulo é convidado a acolher Maria como uma prolongação física da presença de Jesus, por exemplo – o argumento perde seu valor. Jesus não está preocupado em encontrar um lar para sua mãe, mas com a formação de seus discípulos que são convidados a reconhecer Maria como sua própria mãe. É claro que uma interpretação simbólica não exclui uma mais literal, mas também não é necessária. A declaração “e a partir dessa hora o discípulo a recebeu em sua casa,” em João 19:27, não significa necessariamente que o discípulo ofereceu a Maria sua casa, mas também poderia significar que ele a levou literalmente “á sua própria casa” (Mary in the New Testament, p. 206), de forma simbólica. Tal interpretação simbólica não contradiz a possibilidade de Maria ter outros filhos biológicos além de Jesus. A cena aos pés da Cruz nos deixa com outra dificuldade quando comparamos Marcos 15:40 (Mateus 27:55) com Marcos 6:3 (Mateus 13:55). Em Marcos 6:3, os “irmãos” de Jesus são nomeados; São Tiago e José, Judas e Simão. Dois dos nomes, Tiago e José, aparecem novamente em Marcos 15:40, onde se diz serem os filhos de uma Maria, uma das mulheres que assistem à crucificação. Se esta Maria é a mãe de Jesus, é estranho que ela não seja identificada como mãe de Jesus, já que Jesus é um personagem muito mais proeminente do que Tiago ou José. Foi argumentado que o Tiago mencionado em Mark 15:40 é identificado como “o mais jovem”, que não é o caso sobre o Tiago de Marcos 6:3. Eles devem ter sido, portanto, dois indivíduos distintos. Esta distinção, porém, não está presente entre Mateus 13:55 e Mateus 27:55. Assim, a fim de resolver a dificuldade, alguns daqueles que sustentam a existência de irmãos literais de Jesus têm como recurso considerar Marcos 15:40 como uma adição posterior ao texto original, e portanto não conclusivo: os nomes nesse verso, eles sustentam, não devem ser relacionados a aqueles em Marcos 6:3. Sobre a identificação dos nomes contidos nesse versículo, também poderia ser dito que Judas, o autor da epístola, se apresenta como “irmão de Tiago”. Se ele é o Tiago mencionado em Marcos 6:3, podemos deduzir que existem algumas diferenças nos laços familiares entre os “irmãos” de Jesus listado em Marcos 6:3. Caso contrário, por que Judas não teria se apresentado como “irmão” de Jesus? Isso teria lhe dado maiores credenciais. Ele deve ter sido mais intimamente próximo de Tiago do que Jesus. Será que a hipótese de que ele estava relacionado a Jesus apenas por parte de mãe, e a Tiago tanto por parte de pai como de mãe, é suficiente para explicar isso? Em nenhuma parte do novo testamento os “irmãos” de Jesus também são identificados como “filhos de Maria” no mesmo sentido que, mais uma vez em Marcos 6:3, Jesus é identificado como “o filho de Maria” pelo povo de Nazaré. Esta fórmula provavelmente não alude à concepção virginal de Jesus, uma vez que é colocada na boca de pessoas que não crêem em Jesus. Poderia mostrar que as pessoas em Nazaré suspeitavam ou sabiam que Jesus não era filho de José, e então revelavam que consideravam Jesus como um bastardo. Por outro lado, os adeptos da hipótese de Epifânio podem dizer que o povo de Nazaré simplesmente queria distinguir Jesus dos seus “irmãos”, filhos do casamento anterior de José. O uso do artigo definido “o filho de Maria” é menos relevante. Não significa necessariamente que tal filho seja o único. O uso gramatical no novo testamento não é claro a este respeito. Por exemplo, Mateus 10:2 fala de “Tiago, o filho de Zebedeu,”, enquanto que em 26:7 ele fala de “os filhos de Zebedeu.” Sobre as relações entre os “irmãos”, a passagem de João 7:3 em diante levanta algumas questões sobre se entre os irmãos de Jesus mencionados há filhos biológicos de Maria. Eles parecem de fato instruir Jesus sobre o que ele deveria fazer: “sai daqui e vá para a Judéia…”. Se Jesus fosse o primogênito de vários irmãos, era obviamente o filho mais velho e, como tal, teria desfrutado de um estatuto social e familiar privilegiado na sociedade israelita do primeiro século. Os irmãos mais novos não teriam o direito de comandar. O argumento não é conclusivo, uma vez que poderia ser debatido se os “irmãos” de Jesus estão dando-lhe instruções ou meras sugestões. No entanto, seria consoante a idéia de que os “irmãos” de Jesus eram mais velhos que Jesus e, portanto, não os filhos de Maria. Ainda considerando João e focado na consonância, outro argumento a favor de Jesus ser filho único de Maria foi levantado pelo falecido Jaroslav Pelikan em uma recente publicação [Jaroslav PELIKAN, Most Generations Shall Call Me Blessed: An Essay in Aid of a Grammar of Liturgy. ” Carl e. BRAATEN & Robert W. JENSON EDS., Mary, Mother of God. Grand Rapids, Mich. – Cambridge, Reino Unido (WM. B. Eerdmans Publishing Co.) 2004, 1-18]. Neste artigo, ele reflete sobre o significado da palavra grega monogenês, aplicada a Jesus no prólogo de João (1:18). Ele argumenta que esta palavra deve ser traduzida como “unigênito”, embora “estudiosos e tradutores modernos do novo testamento” – ver, por exemplo, o NVI, a NAB, a NVI – ”procurarem reduzir seu significado de ”unigênito“ para ”único“, e, portanto, tratá-lo como um pouco mais do que outra palavra para monos. (p. 8) Então, “com base na declaração do novo testamento que ‘toda paternidade no céu e na terra’ é nomeada a partir da paternidade de Deus – ver Efésios 3:14-15 – em vez de o contrário,” (p. 9) “um corolário adequado dessa congruência e paralelismo paradoxal ” – ou seja,”entre Deus em sua divindade e Deus em seu ato “[ver Tim S. Perry, Mary for Evangelicals: Toward an Understanding of the Mother of Our Lord. Downers Grove, Ill. InterVarsity Press) 2006, página 283] – é o ensinamento que “o nascimento humano, bem como o nascimento divino foi único, de modo que ele era o filho único e unigênito de Deus, mas também o filho único e unigênito de Maria;” (p. 8) uma vez que “o que fez o filho de Deus monos,”único”, foi isto, que ele era, no sentido preciso e técnico monogenês, ‘unigênito ‘.” (p. 8). Se o argumento do Pelikan é Bíblico, foi alcançado após a apreciação dos textos litúrgicos primitivos. Isso é, possivelmente, o lugar onde nós temos que olhar se nós quisermos chegar a alguma conclusão a respeito da identidade dos “irmãos” de Jesus mencionado no Novo Testamento. Os textos cristãos primitivos começaram a ser explorados até mesmo por estudiosos que buscam o que a Bíblia diz a este respeito. A própria Bíblia deixa a questão por ser resolvida. A presença repetida das palavras “irmãos” e “irmãs” no texto grego do novo testamento continua a ser um ponto forte para os adeptos da hipótese Helvidiana. No entanto, Considerando estes “irmãos e irmãs” como filhos de Maria também cria algumas dificuldades no texto do Novo Testamento. Nenhuma destas dificuldades é em si conclusiva, mas a sua acumulação dá alguma corroboração forte quer para a hipótese de Epifânio ou as hipótese Jerônimo. Assim, o recurso crescente aos primeiros leitores e intérpretes das Escrituras, a fim de alcançar alguns progressos a este respeito. Por esta razão, há o crescente recurso aos antigos leitores e intérpretes da Escritura com o intento de alçar algum progresso nesta questão. As hipóteses relativas à identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus foram, de fato, nomeadas em homenagem a esses primeiros interpretes. Será que isto sinaliza que nenhuma solução definitiva pode ser alcançado a esse nível também? Não exatamente, uma vez que, tanto quanto os números estão em causa, apenas muito poucos entre os primeiros escritores cristãos negaram a virgindade de Maria Post partum. O próprio Helvídio é conhecido apenas pelo panfleto que Jerome escreveu contra ele. Ele tinha dois discípulos, Joviniana e Bonosus. Todos os três viveram nas últimas décadas do século IV. Depois deles, os seguidores da teoria de Helvídio praticamente se extinguiram. Anteriormente, Irineu – um judeu helenístico do segundo século convertido ao cristianismo – e, especialmente, Tertuliano – de 150/170 a cerca de 230 – são ditos terem apoiado a idéia de que os “irmãos” de Jesus eram filhos de Maria. É fortemente sustentado que Irineu considerou Tiago ou Judas como irmãos de sangue de Jesus. No que diz respeito a Tertuliano, os estudiosos dizem que a única coisa que podemos afirmar é que Tertuliano simplesmente parece não mostrar nenhuma consciência de que a idéia da virgindade post partum de Maria tenha existido. Ele em nenhum lugar ataca essa idéia explicitamente. Portanto, “a afirmação de que a posição Helvidiana apreciou de antiguidade e apoio generalizado não pode ser sustentada.” [ver José M. Pedrozo, “The Brothers of Jesus and His Mother’s Virginity.” Tomist 63 (1999) 83-104, p. 101]. Por outro lado, começando com os apócrifo “Best-seller”, Proto evangelho de Tiago, e com Orígenes – cerca de 185-254 -, a idéia de que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus se disseminou, a ponto de que “todo pai da igreja no século IV que abordou a questão do ‘irmão de Jesus’ confirmou a virgindade de Maria Post partum.” (ver Pedrozo, p. 92). Naturalmente, o Proto evangelho de Tiago não pode ser creditado como um testemunho histórico confiável, mas o que o texto afirma na apresentação de José como tendo já sido casado e tido filhos – os chamados “irmãos” de Jesus – antes de conhecer Maria, não foi visto pelo menos como estando em contradição com o texto bíblico. A grande maioria dos pais da igreja, apoiando tanto a hipótese de Epifânio quanto de Jerônimo, pertenciam à cultura grega e falavam grego. Alguns deles estavam ainda perto da era do novo testamento em tempo e cultura. No entanto, eles não acharam que fosse um obstáculo considerar os Adelphoi de Jesus como seus primos ou meio-irmãos. A tradição adotou esse ponto de vista – seja ele o católica, a ortodoxa, ou mesmo a reformada (com Lutero e Calvin) – até o século XIX, quando os eruditos bíblicos protestantes começaram a questionar o consenso no nome do método histórico-crítico da interpretação. Suas opiniões foram amplamente adotadas dentro das denominações protestantes, fazendo da virgindade perpétua de Maria um dos grandes medidores da dissidência. Mesmo hoje, a maioria dos comentaristas bíblicos protestantes irá sustentar o fato de que Maria teve outros filhos após o nascimento de Jesus, mesmo aqueles que manifestaram um interesse renovado em estudar Maria. Alternadamente, a grande maioria dos estudiosos bíblicos católicos sustenta a virgindade de Maria. Curiosamente, porém, encontramos agora um número, ainda pequeno, mas crescente, de estudiosos que tentam abordar o assunto apreciando a consistência do ponto de vista da outra denominação. Alguns estudiosos católicos (Pesch, Meier, Refoulé) afirmam que uma leitura histórico-crítica do novo testamento dá muito apoio à hipótese de Helvidio. Por outro lado, alguns estudiosos protestantes (Raukamp,Pelikan, Bauckham) concluem que a hipótese de Epifânio ou de Jerônimo possui um forte apoio bíblico, e que o novo testamento não pode ser lido isolado de seus primeiros interpretes da antiga tradição cristã. No início, perguntamos se a situação em relação à identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento tinha evoluído ao longo dos últimos trinta anos. Se olharmos para os argumentos exclusivamente baseados no texto bíblico, devemos admitir que muito pouco mudou. A mesma argumentação é usada repetidamente. As tentativas são feitas às vezes em refiná-las recorrendo às descobertas relacionadas à história dos textos. Mas desde que se tornou mais e mais difícil chegar a algum consenso nesse campo, nenhum avanço real foi feito. Entretanto, algumas novas idéias foram introduzidas através do uso de dados extra-bíblicos fornecidos pela patrologia, liturgia, antropologia, Sociologia, etc. A liturgia tem assim oferecido perspectivas interessantes sobre a forma como a palavra monogenês, no evangelho de João, tinha sido compreendida. A sociologia e a sociolingüística ajudaram os estudiosos a compreender a complexidade das expressões dos laços familiares quando transferidos de um contexto cultural para outro. A consciência de que o texto bíblico não pode mais, por si só, fornecer novas informações sobre a família natural de Jesus não é recente. A existência dos Apócrifos do novo testamento, como o mais popular, o Proto evangelho de Tiago, atestam isto já em meados do segundo século. Hoje, após a redescoberta das introspecções extra-bíblicas através de novos métodos de interpretação, esta consciência foi reavivada. E mesmo estudiosos de renome são vítimas de falsificadores, por exemplo, quando, em outubro de 2002, eles disseram que um antigo ossuário tinha sido desenterrado perto de Jerusalém, contendo a inscrição “Tiago/Jacó, filho de José, irmão de Jesus”, e concluíram que o ossuário muito provavelmente pertencia ao irmão de Jesus, Tiago. Então, em junho de 2003, esta inscrição foi provada como sendo falsa. Mais promissor, é claro, é a realidade de que alguns estudiosos católicos e protestantes, movidos por preocupações ecumênicas, estão agora reconhecendo a validade da fundamentação bíblica da posição tradicional da outra denominação sobre a identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento. Eles estão se movendo em frente no caminho pavimentado pelos autores de Mary in the New Testament. Alguns teólogos protestantes que ainda sustentam que Maria provavelmente teve outros filhos após o nascimento de Jesus, estão, no entanto, prontos para aceitar a noção da virgindade perpétua de Maria. Ou seja, eles aceitam o significado teológico da virgindade perpétua sem postular para ela uma realidade física. O que é promissor em tudo isso é que Maria vai pouco a pouco deixando de ser um obstáculo, um sinal de divisão entre as principais denominações cristãs. Tradução: Djonatan Küster Texto original: https://udayton.edu/imri/mary/b/brothers-of-jesus.php Os “irmãos e irmãs” de Jesus: há algo de novo? Pe. François Rossier, S.M. Em 1978, os autores do livro bastante conhecido chamado Maria no Novo Testamento ( Raymond BROWN, Karl P. DONFRIED, Joseph A. FITZMYER e John REUMANN (org.), Mary in the New Testament: A Collaborative Assessment by Protestant and Roman Catholic Scholars. New York – Mahwah, Paulist Press 1978 ) chegaram as quatro seguintes conclusões na identificação dos “irmãos e irmãos” de Jesus mencionados no Novo Testamento: 1 – A contínua virgindade de Maria após o nascimento de Jesus não é uma questão diretamente levantada pelo Novo Testamento 2 –Quando esta questão foi levantada na história subseqüente da igreja, foi ela que focalizou a atenção no relacionamento exato dos “irmãos” (e “irmãs”) com Jesus. 3 – Uma vez que a atenção foi focada, não pode ser dito que o Novo Testamento identifique eles sem deixar dúvida como os irmãos e irmãos de sangue e conseqüentemente como filhos de Maria. 4- A solução favorecida pelos eruditos irá, em parte, depender da autoridade que eles atribuem ao discernimento posterior da Igreja. O subtítulo deste livro – uma avaliação colaborativa por protestantes e estudiosos católicos romanos – claramente denota uma ambição ecumênica. E, como tal, os quatro estudiosos chegaram a um acordo comum, o aspecto mais importante disto é duplo. Em primeiro lugar, o texto bíblico permite identificar os chamados “irmãos e irmãs” como irmãos de Jesus, bem como outros tipos de parentes próximos. Assim, exegetas podem aceitar a virgindade de Mary (ou seja, depois do nascimento de Jesus), no sentido literal da palavra, ou rejeitá-la, sem ter que render sua integridade intelectual. Ambas as interpretações são reconhecidas como sendo consoante com as Escrituras. Em segundo lugar, uma vez que ambas as interpretações são escrituralmente legítimas, os leitores verão em “irmãos e irmãs” de Jesus ou irmãos de sangue ou parentes próximos, dependendo principalmente da tradição a que pertencem e pela forma como se relacionam com essa tradição. Quase quarenta anos depois, os estudiosos mudaram de idéia a este respeito? No que diz respeito ao primeiro ponto, exegetas e teólogos continuaram a investigar o tema dos chamados “irmãos e irmãs” de Jesus. Algumas conclusões parecem ter sido alcançadas sobre este assunto, especialmente sobre possíveis referências bíblicas indiretas a múltiplos partos de Maria. Estas duas referências indiretas são encontradas em Mateus 1:25 (Joseph “não a conheceu (Maria) até que deu à luz seu filho“) e em Lucas 2:7 (Maria “deu à luz seu filho primogênito”). Estudiosos bíblicos não afirmam mais que “até” ou “primogênito” devem ser lidos como apontando para gestações subseqüentes de Maria. Há um consenso sobre estes pontos. Mateus 1:25 não implica que José conheceu Maria depois de Jesus ter nascido. O grego heôs, “até”, não necessariamente contrasta “antes” de “depois”. Significa que até um certo momento, algo aconteceu ou não, sem considerar o que aconteceu depois daquele momento. Por exemplo, o texto grego do Septuaginta diz, em 2 Samuel 6:23, que “E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até ( heôs ) o dia da sua morte”. Isso obviamente não sugere que ela teve filhos após sua morte. Mateus está interessado em sublinhar que a concepção e o nascimento de Jesus foram realizados sem a intervenção de qualquer homem. Da mesma forma, o termo prôtotokos, “primogênito”, aplicado aos homens, é reconhecido como tendo um significado legal e cúltico único. Em Êxodo 13:2, o senhor diz: “Consagra-me todo primogênitos; todo o que abre o útero materno, entre os israelistas. Homem ou animal será meu”. Moisés, em Êxodo 13:12, acrescenta: “Apartarás para Iahweh todo ser que sair por primeiro do útero materno”. Em Israel, um primogênito foi definido como tal não porque ele foi o primeiro entre outros irmãos, mas porque ele foi o primeiro “a abrir” o ventre de sua mãe, indiferente se sua mãe teria outros filhos ou não. Em números 3:40, o senhor ordenou a Moisés: “Faze o recenseamento de todos os primogênitos homens dos israelistas, da idade de um mês para cima.” Uma criança de um mês de idade não poderia ser declarado um primogênito, porque ele tinha outros irmãos. O termo “primogênito” refere-se acima de tudo à lei, e é assim aplicável não só ao mais velho dos vários irmãos, mas também a um único filho. Lucas insiste, três vezes, em mostrar como Jesus foi apresentado no templo como a lei exigia para cada filho primogênito do sexo masculino (cf. Lucas 2:22.23.27). Se o debate em torno do significado de “até” e “primogênito” parece fechado, este não é o caso sobre os “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento. Três linhas de interpretação desenvolveram-se muito cedo nesse sentido. Um Helvidiano – nome aplicado após o tratado Contra Helvídio, escrito por volta de 383 A.D. por Jerônimo – sustentou que os “irmãos e irmãs” são verdadeiros irmãos de sangue de Jesus e filhos de José e de Maria. Jeromiano, opondo-se a Helvídio, sustentou que os “irmãos e irmãs” são primos de Jesus. O Epifaniano – nome aplicado após o Bispo do quarto século de Salamis, Epifânio, que foi um dos seus grandes divulgadores -afirmou que os “irmãos e irmãs” de Jesus são filhos de um casamento anterior de José. Esta pluralidade de interpretações foi possibilitada por causa da ambigüidade da palavra “irmão” (e “irmã”) no hebreu antigo. Esta linguagem, como o aramaico, não distingue entre irmão de sangue e primo. Na verdade – e este ponto talvez não tenha sido levado em consideração suficientemente – a palavra hebraica ah, em seu significado literal, aplica-se a qualquer parente macho próximo da mesma geração. Uma vez que alguém pertence a este círculo – seja como irmão, meio-irmão ou primo – ele é um ah. Dentro deste círculo definido pela verdadeira irmandade familiar, nenhuma outra palavra de distinção é feita. Para o Hebreu antigo, alguém pertence à família em grupo ou não. John P. Meier, por exemplo, escreveu que, em Mateus 13:55, “a última linha de impacto” de Jesus carrega o peso total apenas se a mãe, irmãos e irmãs todos têm uma relação íntima e natural com Jesus. ” [John P. Meier, “The Brothers and Sisters of Jesus in Ecumenical Perspective.” ( Catholic Biblical Quarterly 54 (1992) 1-28, pág. 13.) Na mente de Meier, isto significa que os “irmãos e irmãs” eram filhos de Maria. No entanto, o que Jesus diz ainda carregaria o peso total se os “irmãos e irmãs” fossem meio-irmãos ou meias-irmãs dele, já que esses meio-irmãos e irmãs também pertenceriam ao círculo familiar mais próximo. O grego antigo considera como os membros da família de uma mesma geração podem estar relacionados, e distingue entre um adelphos, “irmão”, e um anepsios, “primo”. Cnsiderando que o novo testamento foi escrito em grego antigo, os defensores da interpretação Helvidiana argumentam que onde quer que a palavra “irmão” seja usada, refere-se a um verdadeiro irmão. Eles admitem que se possamos supor que um texto hebreu ou aramaico original tenha precedido o texto grego, poderíamos aceitar que os autores do novo testamento se sentiram obrigados a traduzir a expressão hebraica ou aramaica original palavra por palavra em grego. Mas quando tal texto original ou expressão fixa não pode ser suposta, eles sustentam, precisamos reconhecer que os autores do novo testamento fazem a distinção entre “irmão” e “primo”, uma vez que estavam escrevendo em grego. A realidade psicológica e antropológica de falar e escrever em uma língua de outra cultura é, no entanto, mais complexa. Eu era capaz de testemunhar isso quando eu estava morando em Abidjan, a maior cidade da costa do Marfim, na África Ocidental. É hoje uma cidade grande de aproximadamente 4 milhões de habitantes que cresceram em uma zona originalmente mal povoada. A escassa população original não foi capaz de absorver as ondas de imigrantes provenientes de todas as antigas colônias francesas na África Ocidental. A única língua que todas estas pessoas tinham em comum era o francês, e o francês tornou-se assim a língua nativa de Abidjan. Na maioria das línguas nativas da África Ocidental, nenhuma distinção é feita entre um “irmão” e um “primo”, enquanto que tal distinção existe em francês. No entanto, os habitantes de Abidjan, cuja língua materna é francesa, que foram criadas e educadas em francês, continuam a usar a palavra francesa para “irmão” quando falam de um “primo”. Usar a palavra francesa para “primo” trairia a forma como vislumbram as relações sociais e familiares. Quando o povo de Abidjan quer especificar que “irmão” signifique um verdadeiro irmão de sangue, eles precisam adicionar “mesmo pai, mesma mãe” (même Père, même Mère). Irmãos de sangue são um tipo particular de irmão; Eles não constituem o a referência da família. O ambiente sócio-cultural dos autores do novo testamento é o judaísmo. Assim, podemos aceitar a idéia de que, mesmo se o texto não supuser um substrato hebreu ou aramaico em seu uso de palavras gregas, os escritores iriam, naturalmente, transmitir a forma como sua própria sociedade e cultura judaica antevia as relações sociais e familiares. Os estudiosos continuam debatendo sobre a judaicidade de Lucas, mas continua sendo reconhecido como o menos judeu e o mais grego entre os quatro evangelistas. Ele menciona os “irmãos” de Jesus apenas em Lucas 8:19-21, um texto que se baseia em Marcos 3:31-35 (ver paralelo em Mateus 12:46-50); e em atos 1:14, um texto que poderia ser considerado como dependente da tradição sinótica aonde não é feito distinção “entre Maria e os irmãos em seu retrato do Ministério de Jesus”.(Mary in the New Testament, p. 175) Em textos onde Lucas não está vinculado por qualquer substrato Hebraico nem dependente de uma tradição pré-existente, nenhuma menção é feita de algum “irmão” de Jesus: nem quando o Jesus de doze anos de idade é encontrado no templo, ou nos atos dos Apóstolos, onde Tiago, chefe da Igreja em Jerusalém, não é introduzido como o “irmão” do Senhor como Paulo o chama em Gálatas 1:19. Sendo “mais grego” do que os outros autores do novo testamento, Lucas estava possivelmente ciente de que o termo “irmão” usado de uma forma não genérica para se referir a irmãos não de sangue poderia levar seus leitores gregos a fazer confusões. Sem saber quais eram os equivalentes exatos gregos dos laços familiares de Jesus, ele poderia simplesmente ter optado por não falar dos “irmãos” de Jesus. Não podemos fazer um argumento ex silentio, mas também podemos observar que não há menção de “primos” no novo testamento, exceto por um caso. Encontramos a palavra anepsios uma vez, em Colossenses 4:10. A maioria dos estudiosos de hoje pensam que a carta não foi escrita por Paulo, mas provavelmente por um discípulo seu da segunda geração de cristãos com um cultura grego. Por outro lado, encontramos a palavra adelphos 343 vezes no novo testamento (e adelphê, “irmã”, 26 vezes), mas nenhum outro “primo”. A única relação familiar que existia entre as pessoas de uma mesma geração no novo testamento parece ser entre irmãos. Isto é relevante, considerando que sabemos que na sociedade judaica o grupo mais familiar não se limitou ao núcleo familiar como a conhecemos na América do Norte ou na Europa? Outras palavras gregas tais como homopatôr (“meio-irmão por parte de pai”) ou homomêtôr (“meio-irmão por parte de mãe”) também não são encontradas no novo testamento. Se os autores do novo testamento quisessem descrever as relações dentro da família de Jesus tão precisamente quanto possível em grego, eles deveriam ter usado tais expressões sendo que – e Mateus e Lucas tornaram isto muito claro – Jesus não era o verdadeiro filho de José. Se os “irmãos” de Jesus fossem filhos de Maria, eles teriam sido apenas “meio-irmãos de Jesus” pela mãe, e havia uma palavra grega para isso. Continua sendo verdade que a palavra “irmão”, em Hebraico, também significa “irmãos de sangue”. Uma vez que é o mais óbvio – mas de longe não o único – significado, não pode ser simplesmente dispensado. O uso da palavra adelphos permanece, portanto, um desafio para aqueles que defendem a virgindade de Maria Post partum. No entanto, ler esta palavra como se referindo apenas aos irmãos reais também pode levantar algumas dificuldades. Foi dito que imaginar José e Maria tendo filhos juntos após o nascimento de Jesus iria entrar em conflito com o chamado “voto de virgindade” de Maria, como interpretado em sua pergunta ao anjo no momento da Anunciação (Lucas 1:34). Tal “voto”, ou pelo menos uma intenção de permanecer virgem, é tido como a única explicação satisfatória para a pergunta de Maria: “como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?”. Se Maria não tivesse intenção de permanecer virgem, ela não teria perguntado “como”. Ela teria naturalmente concluido que ela iria conceber o Messias depois de ter tido relações com José. Essa interpretação supõe que Maria está aqui levantando uma espécie de objeção. No entanto, também é razoável atribuir à pergunta de Maria a função de um mero artifício literário, destinado a permitir que o anjo explique sobre a concepção virginal de Jesus. E desde que o noivado parece não ser compatível com a intenção de permanecer virgem, não deveríamos ler na pergunta de Maria nada além do que sua função dentro de uma história, que é sobre a origem de Jesus e não sobre seu projeto de vida. Além disso, o fato de que tal “voto” teria sido estranho em uma menina que estava noiva, tem também de ser levado em consideração. No Israel do primeiro século, as pessoas normalmente se casavam para procriar. Também foi perguntado por que Jesus, na Cruz, confiou Maria a um discípulo, mesmo que seja o discípulo amado, se sua mãe tivesse outros filhos? No entanto, se atribuirmos um significado simbólico ao gesto de Jesus – o discípulo é convidado a acolher Maria como uma prolongação física da presença de Jesus, por exemplo – o argumento perde seu valor. Jesus não está preocupado em encontrar um lar para sua mãe, mas com a formação de seus discípulos que são convidados a reconhecer Maria como sua própria mãe. É claro que uma interpretação simbólica não exclui uma mais literal, mas também não é necessária. A declaração “e a partir dessa hora o discípulo a recebeu em sua casa,” em João 19:27, não significa necessariamente que o discípulo ofereceu a Maria sua casa, mas também poderia significar que ele a levou literalmente “á sua própria casa” (Mary in the New Testament, p. 206), de forma simbólica. Tal interpretação simbólica não contradiz a possibilidade de Maria ter outros filhos biológicos além de Jesus. A cena aos pés da Cruz nos deixa com outra dificuldade quando comparamos Marcos 15:40 (Mateus 27:55) com Marcos 6:3 (Mateus 13:55). Em Marcos 6:3, os “irmãos” de Jesus são nomeados; São Tiago e José, Judas e Simão. Dois dos nomes, Tiago e José, aparecem novamente em Marcos 15:40, onde se diz serem os filhos de uma Maria, uma das mulheres que assistem à crucificação. Se esta Maria é a mãe de Jesus, é estranho que ela não seja identificada como mãe de Jesus, já que Jesus é um personagem muito mais proeminente do que Tiago ou José. Foi argumentado que o Tiago mencionado em Mark 15:40 é identificado como “o mais jovem”, que não é o caso sobre o Tiago de Marcos 6:3. Eles devem ter sido, portanto, dois indivíduos distintos. Esta distinção, porém, não está presente entre Mateus 13:55 e Mateus 27:55. Assim, a fim de resolver a dificuldade, alguns daqueles que sustentam a existência de irmãos literais de Jesus têm como recurso considerar Marcos 15:40 como uma adição posterior ao texto original, e portanto não conclusivo: os nomes nesse verso, eles sustentam, não devem ser relacionados a aqueles em Marcos 6:3. Sobre a identificação dos nomes contidos nesse versículo, também poderia ser dito que Judas, o autor da epístola, se apresenta como “irmão de Tiago”. Se ele é o Tiago mencionado em Marcos 6:3, podemos deduzir que existem algumas diferenças nos laços familiares entre os “irmãos” de Jesus listado em Marcos 6:3. Caso contrário, por que Judas não teria se apresentado como “irmão” de Jesus? Isso teria lhe dado maiores credenciais. Ele deve ter sido mais intimamente próximo de Tiago do que Jesus. Será que a hipótese de que ele estava relacionado a Jesus apenas por parte de mãe, e a Tiago tanto por parte de pai como de mãe, é suficiente para explicar isso? Em nenhuma parte do novo testamento os “irmãos” de Jesus também são identificados como “filhos de Maria” no mesmo sentido que, mais uma vez em Marcos 6:3, Jesus é identificado como “o filho de Maria” pelo povo de Nazaré. Esta fórmula provavelmente não alude à concepção virginal de Jesus, uma vez que é colocada na boca de pessoas que não crêem em Jesus. Poderia mostrar que as pessoas em Nazaré suspeitavam ou sabiam que Jesus não era filho de José, e então revelavam que consideravam Jesus como um bastardo. Por outro lado, os adeptos da hipótese de Epifânio podem dizer que o povo de Nazaré simplesmente queria distinguir Jesus dos seus “irmãos”, filhos do casamento anterior de José. O uso do artigo definido “o filho de Maria” é menos relevante. Não significa necessariamente que tal filho seja o único. O uso gramatical no novo testamento não é claro a este respeito. Por exemplo, Mateus 10:2 fala de “Tiago, o filho de Zebedeu,”, enquanto que em 26:7 ele fala de “os filhos de Zebedeu.” Sobre as relações entre os “irmãos”, a passagem de João 7:3 em diante levanta algumas questões sobre se entre os irmãos de Jesus mencionados há filhos biológicos de Maria. Eles parecem de fato instruir Jesus sobre o que ele deveria fazer: “sai daqui e vá para a Judéia…”. Se Jesus fosse o primogênito de vários irmãos, era obviamente o filho mais velho e, como tal, teria desfrutado de um estatuto social e familiar privilegiado na sociedade israelita do primeiro século. Os irmãos mais novos não teriam o direito de comandar. O argumento não é conclusivo, uma vez que poderia ser debatido se os “irmãos” de Jesus estão dando-lhe instruções ou meras sugestões. No entanto, seria consoante a idéia de que os “irmãos” de Jesus eram mais velhos que Jesus e, portanto, não os filhos de Maria. Ainda considerando João e focado na consonância, outro argumento a favor de Jesus ser filho único de Maria foi levantado pelo falecido Jaroslav Pelikan em uma recente publicação [Jaroslav PELIKAN, Most Generations Shall Call Me Blessed: An Essay in Aid of a Grammar of Liturgy. ” Carl e. BRAATEN & Robert W. JENSON EDS., Mary, Mother of God. Grand Rapids, Mich. – Cambridge, Reino Unido (WM. B. Eerdmans Publishing Co.) 2004, 1-18]. Neste artigo, ele reflete sobre o significado da palavra grega monogenês, aplicada a Jesus no prólogo de João (1:18). Ele argumenta que esta palavra deve ser traduzida como “unigênito”, embora “estudiosos e tradutores modernos do novo testamento” – ver, por exemplo, o NVI, a NAB, a NVI – ”procurarem reduzir seu significado de ”unigênito“ para ”único“, e, portanto, tratá-lo como um pouco mais do que outra palavra para monos. (p. 8) Então, “com base na declaração do novo testamento que ‘toda paternidade no céu e na terra’ é nomeada a partir da paternidade de Deus – ver Efésios 3:14-15 – em vez de o contrário,” (p. 9) “um corolário adequado dessa congruência e paralelismo paradoxal ” – ou seja,”entre Deus em sua divindade e Deus em seu ato “[ver Tim S. Perry, Mary for Evangelicals: Toward an Understanding of the Mother of Our Lord. Downers Grove, Ill. InterVarsity Press) 2006, página 283] – é o ensinamento que “o nascimento humano, bem como o nascimento divino foi único, de modo que ele era o filho único e unigênito de Deus, mas também o filho único e unigênito de Maria;” (p. 8) uma vez que “o que fez o filho de Deus monos,”único”, foi isto, que ele era, no sentido preciso e técnico monogenês, ‘unigênito ‘.” (p. 8). Se o argumento do Pelikan é Bíblico, foi alcançado após a apreciação dos textos litúrgicos primitivos. Isso é, possivelmente, o lugar onde nós temos que olhar se nós quisermos chegar a alguma conclusão a respeito da identidade dos “irmãos” de Jesus mencionado no Novo Testamento. Os textos cristãos primitivos começaram a ser explorados até mesmo por estudiosos que buscam o que a Bíblia diz a este respeito. A própria Bíblia deixa a questão por ser resolvida. A presença repetida das palavras “irmãos” e “irmãs” no texto grego do novo testamento continua a ser um ponto forte para os adeptos da hipótese Helvidiana. No entanto, Considerando estes “irmãos e irmãs” como filhos de Maria também cria algumas dificuldades no texto do Novo Testamento. Nenhuma destas dificuldades é em si conclusiva, mas a sua acumulação dá alguma corroboração forte quer para a hipótese de Epifânio ou as hipótese Jerônimo. Assim, o recurso crescente aos primeiros leitores e intérpretes das Escrituras, a fim de alcançar alguns progressos a este respeito. Por esta razão, há o crescente recurso aos antigos leitores e intérpretes da Escritura com o intento de alçar algum progresso nesta questão. As hipóteses relativas à identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus foram, de fato, nomeadas em homenagem a esses primeiros interpretes. Será que isto sinaliza que nenhuma solução definitiva pode ser alcançado a esse nível também? Não exatamente, uma vez que, tanto quanto os números estão em causa, apenas muito poucos entre os primeiros escritores cristãos negaram a virgindade de Maria Post partum. O próprio Helvídio é conhecido apenas pelo panfleto que Jerome escreveu contra ele. Ele tinha dois discípulos, Joviniana e Bonosus. Todos os três viveram nas últimas décadas do século IV. Depois deles, os seguidores da teoria de Helvídio praticamente se extinguiram. Anteriormente, Irineu – um judeu helenístico do segundo século convertido ao cristianismo – e, especialmente, Tertuliano – de 150/170 a cerca de 230 – são ditos terem apoiado a idéia de que os “irmãos” de Jesus eram filhos de Maria. É fortemente sustentado que Irineu considerou Tiago ou Judas como irmãos de sangue de Jesus. No que diz respeito a Tertuliano, os estudiosos dizem que a única coisa que podemos afirmar é que Tertuliano simplesmente parece não mostrar nenhuma consciência de que a idéia da virgindade post partum de Maria tenha existido. Ele em nenhum lugar ataca essa idéia explicitamente. Portanto, “a afirmação de que a posição Helvidiana apreciou de antiguidade e apoio generalizado não pode ser sustentada.” [ver José M. Pedrozo, “The Brothers of Jesus and His Mother’s Virginity.” Tomist 63 (1999) 83-104, p. 101]. Por outro lado, começando com os apócrifo “Best-seller”, Proto evangelho de Tiago, e com Orígenes – cerca de 185-254 -, a idéia de que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus se disseminou, a ponto de que “todo pai da igreja no século IV que abordou a questão do ‘irmão de Jesus’ confirmou a virgindade de Maria Post partum.” (ver Pedrozo, p. 92). Naturalmente, o Proto evangelho de Tiago não pode ser creditado como um testemunho histórico confiável, mas o que o texto afirma na apresentação de José como tendo já sido casado e tido filhos – os chamados “irmãos” de Jesus – antes de conhecer Maria, não foi visto pelo menos como estando em contradição com o texto bíblico. A grande maioria dos pais da igreja, apoiando tanto a hipótese de Epifânio quanto de Jerônimo, pertenciam à cultura grega e falavam grego. Alguns deles estavam ainda perto da era do novo testamento em tempo e cultura. No entanto, eles não acharam que fosse um obstáculo considerar os Adelphoi de Jesus como seus primos ou meio-irmãos. A tradição adotou esse ponto de vista – seja ele o católica, a ortodoxa, ou mesmo a reformada (com Lutero e Calvin) – até o século XIX, quando os eruditos bíblicos protestantes começaram a questionar o consenso no nome do método histórico-crítico da interpretação. Suas opiniões foram amplamente adotadas dentro das denominações protestantes, fazendo da virgindade perpétua de Maria um dos grandes medidores da dissidência. Mesmo hoje, a maioria dos comentaristas bíblicos protestantes irá sustentar o fato de que Maria teve outros filhos após o nascimento de Jesus, mesmo aqueles que manifestaram um interesse renovado em estudar Maria. Alternadamente, a grande maioria dos estudiosos bíblicos católicos sustenta a virgindade de Maria. Curiosamente, porém, encontramos agora um número, ainda pequeno, mas crescente, de estudiosos que tentam abordar o assunto apreciando a consistência do ponto de vista da outra denominação. Alguns estudiosos católicos (Pesch, Meier, Refoulé) afirmam que uma leitura histórico-crítica do novo testamento dá muito apoio à hipótese de Helvidio. Por outro lado, alguns estudiosos protestantes (Raukamp,Pelikan, Bauckham) concluem que a hipótese de Epifânio ou de Jerônimo possui um forte apoio bíblico, e que o novo testamento não pode ser lido isolado de seus primeiros interpretes da antiga tradição cristã. No início, perguntamos se a situação em relação à identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento tinha evoluído ao longo dos últimos trinta anos. Se olharmos para os argumentos exclusivamente baseados no texto bíblico, devemos admitir que muito pouco mudou. A mesma argumentação é usada repetidamente. As tentativas são feitas às vezes em refiná-las recorrendo às descobertas relacionadas à história dos textos. Mas desde que se tornou mais e mais difícil chegar a algum consenso nesse campo, nenhum avanço real foi feito. Entretanto, algumas novas idéias foram introduzidas através do uso de dados extra-bíblicos fornecidos pela patrologia, liturgia, antropologia, Sociologia, etc. A liturgia tem assim oferecido perspectivas interessantes sobre a forma como a palavra monogenês, no evangelho de João, tinha sido compreendida. A sociologia e a sociolingüística ajudaram os estudiosos a compreender a complexidade das expressões dos laços familiares quando transferidos de um contexto cultural para outro. A consciência de que o texto bíblico não pode mais, por si só, fornecer novas informações sobre a família natural de Jesus não é recente. A existência dos Apócrifos do novo testamento, como o mais popular, o Proto evangelho de Tiago, atestam isto já em meados do segundo século. Hoje, após a redescoberta das introspecções extra-bíblicas através de novos métodos de interpretação, esta consciência foi reavivada. E mesmo estudiosos de renome são vítimas de falsificadores, por exemplo, quando, em outubro de 2002, eles disseram que um antigo ossuário tinha sido desenterrado perto de Jerusalém, contendo a inscrição “Tiago/Jacó, filho de José, irmão de Jesus”, e concluíram que o ossuário muito provavelmente pertencia ao irmão de Jesus, Tiago. Então, em junho de 2003, esta inscrição foi provada como sendo falsa. Mais promissor, é claro, é a realidade de que alguns estudiosos católicos e protestantes, movidos por preocupações ecumênicas, estão agora reconhecendo a validade da fundamentação bíblica da posição tradicional da outra denominação sobre a identidade dos “irmãos e irmãs” de Jesus mencionado no novo testamento. Eles estão se movendo em frente no caminho pavimentado pelos autores de Mary in the New Testament. Alguns teólogos protestantes que ainda sustentam que Maria provavelmente teve outros filhos após o nascimento de Jesus, estão, no entanto, prontos para aceitar a noção da virgindade perpétua de Maria. Ou seja, eles aceitam o significado teológico da virgindade perpétua sem postular para ela uma realidade física. O que é promissor em tudo isso é que Maria vai pouco a pouco deixando de ser um obstáculo, um sinal de divisão entre as principais denominações cristãs. Tradução: Djonatan Küster Texto original: https://udayton.edu/imri/mary/b/brothers-of-jesus.php #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja #mariologia

  • A PRIMEIRA BATALHA ESCATOLÓGICA, O NASCIMENTO DO REI

    A vinda de Jesus à este mundo foi uma manifestação escatológica, um verdadeiro ato apocalíptico, pois quando veio neste mundo, Jesus revelou que estava estabelecendo o reino de Deus ( Mt 3.2, Lc 17. 20-21). Para entender a mensagem escatológica da bíblia como um todo é necessário entender o conceito inaugural da escatologia no novo testamento. A vinda de Jesus a este mundo, desde seu nascimento em Belém até seu retorno na ascensão, se compôs de eventos que encontram-se diretamente ligados à atuação maligna neste mundo. A vinda de Cristo foi uma declaração de guerra contra os inimigos. Porém, não uma guerra convencional. A característica mais notável da guerra que teve início com o Nascimento de de Jesus foi a natureza jurídica desta guerra. Não foi uma guerra com base em força ou número de soldados, mas uma guerra por direito, por legitimidade. O primeiro dos grandes eventos da batalha escatológica foi justamente o Nascimento de Cristo. O ensino do novo testamento é que Deus enviou seu filho para um mundo perverso, um frágil bebê foi enviado para o meio de um lugar dominado por demônios. Céus e terra entraram em conflito, enquanto um de humildes trabalhadores marchava da Galiléia para Belém. A maior de todas as profecias estava para se cumprir. Quando o rei nascesse, o grande tirano seria derrotado, e o mundo nunca mais seria o mesmo. A BATALHA PELO NASCIMENTO DO REI Na concepção de Jesus já se iniciou uma manifestação escatológica, um momento apocalíptico (revelação), quando do seu ministério na terra, Jesus revelou que estava estabelecendo o reino de Deus ( Mateus 3,2, Lucas 17. 20-21). Alguns acham “PROTESTANTE sem conhecimento” que escatologia é só no fim do mundo, mas no nascimento de Jesus já é inaugurado um conceito escatológico, e esse momento é essencial para entender a mensagem escatológica da bíblia como um todo. A vinda de Cristo a este mundo, desde seu nascimento em Belém até seu retorno na ascensão, é feito de eventos que encontram-se diretamente ligados à atuação do maligno neste mundo. A vinda de Cristo foi uma declaração de guerra contra os inimigos. Porém, essa não é uma guerra convencional. Essa guerra têm por natureza características jurídicas. Não foi uma guerra com base na força ou número de soldados, mas uma guerra por direito, por legitimidade. O primeiro dos grandes eventos da batalha escatológica foi justamente o Nascimento de Cristo, Deus enviou seu filho para um mundo cruel, um bebê foi enviado para o meio de um lugar dominado por demônios, um bebê, no ventre de uma simples trabalhadora e um carpinteiro, marchavam da Galiléia para Belém. A maior profecia de todos os tempos estava para se cumprir. Quando o rei nascesse, o grande tirano e inimigo seria derrotado, e o mundo nunca mais seria o mesmo. O EXÉRCITO CELESTIAL Há um forte envolvimento dos anjos no nascimento de Jesus Cristo. Como mensageiros do céu ( anjo significa mensageiro ), eles vieram a terra para anunciar aos homens que o rei estava para nascer. No credo niceno Constantinopla dizemos que cremos nas coisas visíveis e invisíveis, e a presença de anjos indica que existe um conflito maior, que os olhos humanos não podem ver. O primeiro a entrar em cena é Gabriel. Ele foi enviado para anunciar tanto o nascimento de Jesus, quanto o de João Batista (LC 1.18-19, e 1.26). Para Maria, especificamente, ele prometeu que um filho seria gerado nela de forma sobrenatural. A descrição dos atributos e direitos desse filho foram descritos assim: ” ele será grande, será chamado filho do altíssimo, e o senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim”. Essa foi a primeira aparição de Gabriel, desde o que foi relatado no capítulo 9 de Daniel, quase 500 anos antes. Naquela ocasião, Daniel compreendeu que o povo de Israel ficaria 70 anos no cativeiro babilônico, e que o tempo estava se esgotando sem parecer haver menção Divina de cumprir a promessa. Então, o profeta se lançou numa oração de confissão de pecados por si mesmo e por seu povo. Em resposta, o anjo Gabriel foi enviado para consolar o profeta e também fazer um anúncio. No anúncio, o anjo assegurou o retorno dos exilados para Jerusalém, porém suas declarações tiveram um conteúdo que foi muito além desse fato. Na profecia das setenta semanas de Daniel, Deus revelou através de Gabriel o curso da história inteira(DN 9.24-27). A comparação da passagem é interessante, pois Daniel, pois Daniel entendeu que setenta anos estavam determinados para o exílio, no entanto, Gabriel disse que setenta e sete estavam determinados sobre o povo de Israel. Ele dividiu essas setenta e sete em três partes. A primeira eram sete setes (49 anos), a qual envolvia o tempo, até que o povo voltasse para Jerusalém. A segunda parte eram 62 setes ou 434anos( 49+ 434=483), envolvendo o tempo até o ungido chegar, até a vinda do messias. A terceira parte era um sete (dividido ao meio, meia semana de aliança, meia semana de destruição). Por um lado, o simbolismo do número sete nos textos apocalípticos nos impede de tentarmos entender isso de uma forma literal, mesmo assim é surpreendente à aproximação das somas, porque se somarmos 483 anos a partir dos dias de Daniel, chegaremos a uma data no começo do primeiro século, ou seja, justamente nos dias em que Jesus andou andou em Nazaré. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Cristologia #Igreja #demonologia

  • INTRODUÇÃO À ESCATOLOGIA

    • Escatologia: estudo das coisas últimas. • Escatologia Intermediária: o que ocorre imediatamente após a morte do indivíduo. • Morte • Juízo particular • Céu • Inferno • Purgatório • Escatologia Final: o que ocorre no final dos tempos • Volta de Cristo (Parousia) • Ressurreição da carne • Corpo glorioso • Juízo Final Morte e Juízo Particular ESCATOLOGIA INTERMEDIÁRIA Antigo Testamento • Contradição nos textos: • Realizais maravilhas pelos mortos? As sombras se levantam para te louvar? Falam do teu amor nas sepulturas, da tua fidelidade no lugar da perdição? Conhecem tuas maravilhas na treva, e tua justiça na terra do esquecimento? (Sl 88, 11-33) • A vida dos justos está na mão de Deus nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem mortos, sua partida foi tida como uma desgraça, sua viagem para longe de nós como um aniquilamento, mas eles estão em paz (Sb 3, 1-3). Antigo Testamento • Solução: há uma evolução de pensamento judaico. • Tese antiga: O Xeol. • Com efeito, não é o Xeol que te louva, nem a morte que te glorifica, pois já não esperam em tua fidelidade aqueles que descem a cova. Os vivos, só os vivos é que te louvam, como eu vos faço hoje. (Is 38, 18-19) • Características: • Destino único para bons e maus • Não há prêmio nem castigo • Pós-morte real, mas existencialmente vazio. • Efeito • Salvaguarda o culto do Deus Altíssimo. Antigo Testamento • O Xeol não é a sepultura • Enviaram a túnica adornada, fizeram-na levar a seu pai com estas palavras: “eis o que encontramos! Vê se é ou não a túnica de teu filho”. Ele disse: é a túnica de meu filho! Um animal feroz o devorou. José foi despedaçado!”. Jacó rasgou suas vestes, cingiu seus rins com pano de saco e fez luto com seu filho durante muito tempo. Todos os seus filhos e filhas vieram para consolá-lo, mas ele recusou toda consolação e disse: “Não, é em luto que descerei ao Xeol para junto do meu filho”. E seu pai chorou. (Gn 37, 32-35) Antigo Testamento • O Xeol não é a sepultura • Enviaram a túnica adornada, fizeram-na levar a seu pai com estas palavras: “eis o que encontramos! Vê se é ou não a túnica de teu filho”. Ele disse: é a túnica de meu filho! Um animal feroz o devorou. José foi despedaçado!”. Jacó rasgou suas vestes, cingiu seus rins com pano de saco e fez luto com seu filho durante muito tempo. Todos os seus filhos e filhas vieram para consolá-lo, mas ele recusou toda consolação e disse: “Não, é em luto que descerei ao Xeol para junto do meu filho”. E seu pai chorou. (Gn 37, 32-35) Antigo Testamento • Problema: Teologia da Retribuição • A promessa: • Portanto, se obedeceres de fato à voz de YHWH teu Deus, cuidando de por em prática todos os teus mandamentos que eu hoje te ordeno, YHWH teu Deus te fará superior a todas as nações da terra. Estas são as bênçãos que virão sobre ti e te atingirão, se obedeceres à voz de YHWH teu Deus. Todavia, se não obedeceres à voz de YHWH teu Deus cuidando de pôr em prática todos os teus mandamentos e estatutos que hoje te ordeno, todas essas maldições virão sobre ti e te atingirão (Dt 28, 1-2.15) Antigo Testamento • Na vida presente • Porém, agora nos deixastes e humilhastes, * já não saís com nossas tropas para a guerra! – Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, * os adversários nos pilharam à vontade. E tudo isso, sem vos termos esquecido * e sem termos violado a Aliança; –sem que o nosso coração voltasse atrás, * nem se afastassem nossos pés de vossa estrada! –Mas à cova dos chacais nos entregastes * e com trevas pavorosas nos cobristes! (Sl 43, 10s.18-20) • O justo que sofre é um problema! Antigo Testamento • A solução do Sirácida • Para o que teme o senhor tudo terminará bem, no dia da sua morte será abençoado (Eclo 1,3). • O problema dos mártires • Havia também sete irmãos que foram um dia presos com sua mãe, e que o rei por meio de golpes de azorrage e de nervos de boi, quis coagir a comerem a proibida carne de porco. Um dentre eles tomou a palavra e falou assim em nome de todos. Que nos pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos a morrer antes de violar as leis de nossos pais. O Senhor nos vê, diziam, e certamente terá compaixão de nós, como o diz claramente Moisés no seu cântico de admoestações: Ele terá compaixão de seus servos. (2 Mc 7,1-2.6) Antigo Testamento • A Ressurreição da carne: • Muitos dos que dormem no solo poeirento acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno (Dn 12,2) • A promessa que Deus fez se cumpre após a morte. • Características dessa nova vida: • Deus criou o homem para a incorruptibilidade e o fez imagem da sua própria natureza, foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, experimentam-na aqueles que lhe pertencem (Sb 2,23) • Aos olhos humanos pareciam cumprir uma pena, mas sua esperança estava cheia de imortalidade (Sb 3,4) Antigo Testamento • Problema: A imortalidade supõe sobrevida pós-morte, mas o que sobrevive se o corpo padece? • Resposta católica: a alma • Afirmação protestante: A Igreja incorporou o conceito de imortalidade da alma da filosofia grega abandonando o ensinamento bíblico de ressurreição da carne. • Hipóteses protestantes do pós-morte: • A ressurreição da carne será uma nova criação, o homem é aniquilado no momento da morte (Stange) • Independente do dia em que morrer estará na Parousia, não há tempo depois da morte (Barth) • Os justos permanecem vivos pelo Espírito em estado de ‘dormição’ (Cullmann) Antigo Testamento • Resposta católica: • Os que permanecem no Xeol são chamados de ‘refaim’ (יםִ ֥אָפְ ר ( • refaim : sombras, almas, espectros etc. • Os refaim são sombras do homem. • Então a mulher viu Samuel e, soltando um grito medonho, disse a Saul: “por que me enganaste, tu és Saul?” (…) “vejo um deus que sobe da terra” Saul indagou: “Qual é a tua aparência?” A mulher respondeu: “é um velho que está subindo; veste um manto” Então, Saul viu que era Samuel (…) Samuel disse a Saul: “por que perturbas o meu descanso evocando-me?” (I Sm 28,12-15) • Os refaim são a forma veterotestamentária da imortalidade da alma! Novo Testamento • Sobre a imortalidade da alma: • Não tenhais medo diante dos que podem matar o corpo (τὸ σῶμα), mas não podem matar a alma (τὴν ψυχὴν); mas, tenhais medo daqueles que podem lançar o corpo e a alma na Geena (ἐν γεέννῃ). (Mt 10,28) • Sobre a existência de um estado intermediário: • Na mansão dos mortos (ἐν τῶ ᾅδῃ), em meio a tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro em seu seio. Então exclamou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo para me refrescar a língua, pois estou atormentado nessa chama’. Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a tua vida e, Lázaro, por sua vez, os males; agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado (Lc 16, 24s) Novo Testamento • O Juízo Particular: • Sim, estamos cheios de confiança, e preferimos deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor. Por isto também esforçamo-nos por agradar-lhe, quer permaneçamos em nossa mansão, quer a deixemos. Porquanto todos nós teremos de comparecer manifestamente perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba a retribuição do que tiver feito durante a sua vida no corpo (τὰ διὰ τοῦ σώματος), seja para o bem, seja para o mal (2 Cor 5,8-10) • Juízo Final: • Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então assentará no trono da sua glória (…) Então dirá o rei aos que estiverem a sua direita: ‘vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me acolheste (Mt 25,31.34-35) • A vida presente é o critério tanto do juízo final como do particular! Novo Testamento • Retribuição plena imediatamente após a morte: • Assim, pois, sempre cheios do bom ânimo, sabendo que, enquanto habitamos no corpo, vivemos longe do Senhor, pois caminhamos na fé e não na visão. Estamos, pois, cheios de bom ânimo e preferimos sair deste corpo para viver com o Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe. Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo. (2 Cor 5, 6-10) Documento Magisteriais • Benedictus Deus (1336) • Por esta constituição que há de valer para sempre, por autoridade apostólica definimos que, segundo a comum ordenação de Deus, as almas de todos os santos que saíram deste mundo (…) estarão e estão no céu, no reino dos céus e paraíso celeste com Cristo, agregadas à companhia dos santos anjos (…) vêem a divina essência com visão intuitiva e também cara a cara, sem mediação (DH 1000) • Definimos, além disso, que, segundo a comum ordenação de Deus, as almas dos que saem desse mundo com pecado mortal atual, imediatamente depois de sua morte descem ao inferno donde são atormentados com penas infernais, e que não obstante no dia do juízo todos os homens comparecerão com seus corpos ante o tribunal de Cristo, para dar conta de seus próprios atos, a fim de que cada um receba o próprio de seu corpo, tal como se portou, bem ou mal. (DH 1002) Documentos Magisteriais • Concílio de Latrão (Bula Apostolici Regiminis, 1513 ) • Condenamos e reprovamos a todos os que afirmam que a alma intelectiva é mortal ou única em todos os homens, e aos que estas coisas ponham em dúvida, pois ela não só é verdadeiramente por si e essencialmente a forma do corpo humano (…) como também imortal e multiplicável (D 738) Discussões Teológicas • Teoria da opção final: • Tese que defende todos possuírem uma última chance de decisão no momento da morte. • Inicialmente, causada por um problema de interpretação do Cardeal Caetano: é possível o homem tomar uma decisão definitiva (angélica) em vida? • Fundamento: A Unção dos Enfermos dada aos que não estão conscientes. • Forma de explicar • Teoria da iluminação final • Perigo • Desvincular a vida na terra da decisão Discussões Teológicas • O Juízo Particular: • É um corolário da doutrina da retribuição plena pós morte. • Duas teses: • Beauduin e Hild: a alma se julga quando observa sua vida. (autojuízo) • A alma se coloca a si mesma na condição que lhe é adequada. • Tese que se parece com a teoria do lugar natural de Santo Tomás • Scheffczyk e Pozo: a alma é julgada por Deus (heterojuízo) • É possível garantir a objetividade do juízo? • O pecado só pode ser bem entendido com o aumento do conhecimento de Deus. Discussões Teológicas • O Concílio Vaticano II se inclina à noção de heterojuízo, mas não define. • Com efeito, antes de reinarmos com Cristo glorioso, cada um de nós será apresentado «perante o tribunal de Cristo, a fim de ser remunerado pelas obras que realizou enquanto vivia no corpo, boas ou más» (2 Cor. 5,10); e, no fim do mundo, «os que tiverem feito boas obras, irão para a ressurreição da vida, os que tiverem praticado más acções, para a ressurreição da condenação (Jo. 5,29; cfr. Mt. 25,46) (LG 7, 48) #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #Igreja

  • São Leão I de Roma

    Primeiro bispo de Roma em levar o nome de Leão, adotado depois por outros doze sumos pontífices, é também o primeiro papa do qual nos chegou a pregação, dirigida ao povo que o rodeava durante as celebrações. Vem à mente espontaneamente sua lembrança no contexto das atuais audiências gerais da quarta-feira, encontros que se converteram para o bispo de Roma em uma costumeira forma de encontro com os fiéis e com os visitantes procedentes de todas as partes do mundo. Leão havia nascido na Tuscia. Foi diácono da Igreja de Roma em torno do ano 430, e com o tempo alcançou nela uma posição de grande importância. Este papel destacado levou, no ano 440, a Gala Placidia, que nesse momento regia o Império do Ocidente, a enviar-lhe à Gália para resolver a difícil situação. Mas no verão daquele ano, o Papa Sixto III, cujo nome está ligado aos magníficos mosaicos da Basílica de Santa Maria a Maior, faleceu e foi eleito como seu sucessor Leão, que recebeu a notícia enquanto desempenhava sua missão de paz em Gália. Após regressar a Roma, o novo Papa foi consagrado em 29 de setembro do ano 440. Iniciava deste modo seu pontificado, que durou mais de 21 anos e que foi sem dúvida um dos mais importantes na história da Igreja. Ao morrer, em 10 de novembro do ano 461, o Papa foi sepultado junto ao túmulo de São Pedro. Suas relíquias continuam custodiadas em um dos altares da Basílica Vaticana. O Papa Leão viveu em tempos sumamente difíceis: as repetidas invasões bárbaras, o progressivo enfraquecimento no Ocidente da autoridade imperial, e uma longa crise social haviam obrigado o bispo de Roma – como sucederia com mais clareza ainda um século e meio depois, durante o pontificado de Gregório Magno – a assumir um papel destacado inclusive nas vicissitudes civis e políticas. Isto não impediu que aumentasse a importância e o prestígio da Sé Romana. É famoso um episódio da vida de Leão. Remonta-se ao ano 452, quando o Papa em Mantua, junto a uma delegação romana, saiu ao passo de Atila, o chefe dos hunos, para convencer-lhe de que não continuasse a guerra de invasão com a qual havia devastado as regiões do nordeste da Itália. Deste modo salvou o resto da península. Este importante acontecimento depois se tornou memorável e permanece como um sinal emblemático da ação de paz desempenhada pelo pontífice. Não foi tão positivo, infelizmente, três anos depois, o resultado de outra iniciativa do Papa, que de todos modos manifestou uma valentia que ainda hoje surpreende: na primavera do ano 455, Leão não conseguiu impedir que os vândalos de Genserico, ao chegar às portas de Roma, invadiram a cidade indefesa, que foi saqueada durante duas semanas. Contudo, o gesto do Papa, que inerme e rodeado de seu clero, saiu ao passo do invasor para pedir-lhe que se detivesse, impediu ao menos que Roma fosse incendiada e conseguiu que não fossem saqueadas as basílicas de São Pedro, de São Paulo e de São João, nas quais se refugiou parte da população aterrorizada. Conhecemos bem a ação do Papa Leão graças a seus maravilhosos sermões – conservaram-se quase cem em um latim esplêndido e claro – e a suas cartas, cerca de 150. Nestes textos, o pontífice se apresenta em toda a sua grandeza, dedicado ao serviço da verdade na caridade, através de um exercício assíduo da palavra, como teólogo e pastor. Leão Magno, constantemente requerido por seus fiéis e pelo povo de Roma, assim como pela comunhão entre as diferentes Igrejas e por suas necessidades, apoiou e promoveu incansavelmente o primado romano, apresentando-se como um autêntico herdeiro do apóstolo Pedro: os numerosos bispos, em boa parte orientais, reunidos no Concílio de Calcedônia, demonstraram que eram sumamente conscientes disso. Celebrado em 451, com 350 bispos participantes, este Concílio se converteu na assembléia mais importante celebrada até então na historia da Igreja. Calcedônia representa a meta segura da cristologia dos três concílios ecumênicos precedentes: o de Nicéia, do ano 325, o de Constantinopla, do ano 381 e o de Éfeso, do ano 431. Já no século VI estes quatro concílios, que resumem a fé da Igreja antiga, foram comparados aos quatro Evangelhos: e o afirma Gregório Magno em uma famosa carta (I, 24), na qual declara que se deve «acolher e venerar, como os quatro livros do Santo Evangelho, os quatro concílios», porque, como continua explicando Gregório, sobre eles «se edifica a estrutura da santa fé, como sobre uma pedra quadrada». O Concílio de Calcedônia, ao rejeitar a heresia de Eutiques, que negava a autêntica natureza humana do Filho de Deus, afirmou a união em sua única Pessoa, sem confusão nem separação, das duas naturezas, humana e divina. Esta fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, era afirmada pelo Papa em um importante texto doutrinal dirigido ao bispo de Constantinopla, o assim chamado «Tomo a Flaviano», que ao ser lido em Calcedônia, foi acolhido pelos bispos presentes com uma aclamação eloqüente, registrada nas atas do Concílio: «Pedro falou pela boca de Leão», exclamaram unidos os padres conciliares. A partir daquela intervenção e de outras pronunciadas durante a controvérsia cristológica daqueles anos, torna-se evidente que o Papa experimentava com particular urgência as responsabilidades do sucessor de Pedro, cujo papel é único na Igreja, pois «a um só apostolado se confia o que a todos os apóstolos se comunica», como afirma Leão em um de seus sermões por ocasião da festa dos santos Pedro e Paulo (83,2). E o pontífice soube exercer estas responsabilidades, tanto no Ocidente como no Oriente, intervindo em diferentes circunstâncias com prudência, firmeza e lucidez, através de seus escritos e de seus legados. Mostrava deste modo como o exercício do primado romano era necessário então, como o é hoje, para servir eficazmente a comunhão, característica da única Igreja de Cristo. Consciente do momento histórico no qual vivia e da transição que acontecia, em um período de profunda crise, da Roma pagã à cristã, Leão Magno soube estar perto do povo e dos fiéis com a ação pastoral e a pregação. Alentou a caridade em uma Roma afetada pelas carestias, pela chegada de refugiados, pelas injustiças e pela pobreza. Enfrentou as superstições pagãs e a ação dos grupos maniqueístas. Ligou a liturgia à vida cotidiana dos cristãos: por exemplo, unindo a prática do jejum com a caridade e com a esmola, sobretudo com motivo das Quattro tempora, que caracterizam no transcurso do ano a mudança das estações. Em particular, Leão Magno ensinou a seus fiéis – e suas palavras continuam sendo válidas para nós – que a liturgia cristã não é a lembrança de acontecimentos passados, mas a atualização de realidades invisíveis que atuam na vida de cada um. Ele a sublinha em um sermão (64, 1-2) falando da Páscoa, que deve ser celebrada em todo tempo do ano, «não como algo do passado, mas como um acontecimento do presente». Tudo isso se enquadra em um projeto preciso, insiste o pontífice: assim como o Criador animou com o sopro da vida racional o homem feito no barro da terra, do mesmo modo, após o pecado original, enviou seu Filho ao mundo para restituir ao homem a dignidade perdida e destruir o domínio do diabo através da nova vida da graça. Este é o mistério cristológico ao qual São Leão Magno, com sua carta ao Concílio de Éfeso, ofereceu uma contribuição eficaz e essencial, confirmando para todos os tempos, através desse Concílio, o que disse São Pedro em Cesaréia de Filipo. Com Pedro e como Pedro confessou: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Por este motivo, ao ser Deus e Homem ao mesmo tempo, «não é alheio ao gênero humano, mas é alheio ao pecado» (cf. Sermão 64). Na força desta fé cristológica, foi uma grande mensagem de paz e de amor. Desta maneira nos mostra o caminho: na fé aprendemos a caridade. Aprendamos, portanto, com São Leão Magno a crer em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, e a viver esta fé cada dia na ação pela paz e no amor ao próximo. Fonte: Vaticano Via Veritatis Splendor

  • A MALDIÇÃO DOS REIS ANTICRISTÃOS

    Deus Nosso Senhor e a Virgem santíssima não deixa que ninguém se riam deles, tão pouco os reis, por suposto. Em 1855, o rei italiano Vítor Manuel || de Sabóia estava a ponto de promulgar a chamada lei Ratazzi , conhecida assim pelo nome do deputado anticlerical que a impulsionava . Esta lei suprimia conventos , ordens religiosas e se apoderava de seus bens. Nessas datas , São João Bosco teve uma série de sonhos em que via claramente grandes funerais na corte. Dom Bosco despertou cheio de angústia e escreveu ao rei explicando- lhe seus sonhos. Mas Vítor Manuel || não queria renunciar a lei Ratazzi que daria ao tesouro muitos milhões. Em 9 de janeiro de 1755, dá começo a tramitação da lei no parlamento. Em 12 de janeiro, morre a rainha Maria Teresa , mãe do rei. No dia 20, morre subitamente sua esposa a rainha Adelaida de Áustria. No dia 11 de fevereiro é a vez de Fernando de Sabóia, irmão do rei , chamado igual a ele, Vítor Manuel. Dom Bosco , entretanto , Leva a cabo uma valente campanha contra a infame Lei Ratazzi . Edita vários livrinhos com o titulo ” Como se roubam os bens da Igreja” e outro com o terrível título ” A Família que rouba a Deus não chega a quarta geração'”. Em 22 de maio , o Parlamento aprova a lei e só falta a firma real para sua entrada em vigor. Então ,Vítor Manuel || , que se presume católico, convoca uma reunião de teólogos para decidir se a polêmica lei deve ser aprovada . Mas os doutores em Ciências Eclesiástica são incapazes de opor- se a vontade do Rei e decidem que o monarca pode em consciência promulgar a lei. Finalmente, Victor Manuel || firma a lei Ratazzi , que entra em vigor. 334 casas religiosas e 5406 pessoas são despojadas de seus direitos. A reação do Papa Pio |X é taxativa : Fulmina a excomunhão maior contra o governo de Vítor Manuel || e a seu primeiro ministro, o Conde de Cavour. Vitor Manuel || morreu em 1878. Lhe sucedeu seu filho Humberto | que morreu em 1900. A terceira geração foi o rei Vítor Manuel ||| que reinou até 1946. Seu filho Humberto || foi destronado para sempre e com ele, a casa de Sabóia , em 1947. Era a quarta geração. Na Espanha aconteceu o mesmo. Em 1836, a Rainha Isabel || promulgou a lei de ” desamortização ” do ministro Mendizabal , similar a lei Ratazzi italiana. Isabel || foi destronada em 1868 pela chamada ” Revolução Gloriosa “, o golpe de Estado militar progressista encabeçado pelo general Prim. Mas, em 1875 os Bourbons foram restaurados no trono na pessoa de Alfonso X|| , filho de Isabel ||. Seu filho Alfonso X||| foi destronado por sua vez em 1931; Não se chegou pois a quarta geração desde Isabel || . Como é sabido, os Bourbons voltaram a ser restaurados com a morte do general Franco em 1975 na pessoa de Juan Carlos | , neto de Alfonso X||| . Chegará a quarta geração desde Juan Carlos | a reinar na Espanha ? Voltando ao exemplo italiano , foi especialmente terrível a morte do primeiro ministro De Vitor Manuel , o Conde Cavour. Mas isso fica para um futuro artigo. Rafael María Molina Sánchez. Barcelona 1975. Historiador por la UNED. Colaboro en Agnus Dei Prod, NSE, Somatemps, Ahora Información, Carlistas.es, Fundación Nacional Francisco Franco… entre otros medios y foros de historia militar. POR RAFAEL MARÍA MOLINA SÁNCHEZ

  • A VERDADE IMUTÁVEL DA SALVAÇÃO Parte II (A encarnação do logos de Deus)

    A pressuposição de salvação com identificação foi a Encarnação do logos de Deus, pois “o propósito do Senhor se tornar homem era nossa salvação” (Máximo o livro ascético 1). Na verdade, “a teologia” às vezes, era usada por escritores, como Dionísio, para se referir ao mistério da Encarnação e questões relacionadas com ela (Máximo comentário sobre os nomes divinos de Dionísio o areopagita 2.9). O homem foi criado Originalmente para ser “um modelo de propagação de que era deificado, divino e não material”, mas sua queda no pecado significou que esse plano Divino foi substituído e que o homem tinha ficado preso no molde material de propagação, modo esse dominado pela paixão sexual. Por isso, o Logos de Deus se tornou homem, para libertar o homem dessa paixão e restaurá-lo a condição para a qual foi criado (Máximo o livro das ambiguidades 42). E assim Deus se tornou humano a fim de que o homem pudesse se tornar divino. O domingo de Páscoa, “o primeiro domingo”, pode ser visto como “um símbolo da futura ressurreição e incorruptibilidade física” ou como “uma imagem da futura deificação pela graça” (Máximo o livro das ambiguidades 64). Claro que em última análise as duas coisas eram idênticas para o Cristão. A própria definição do Evangelho está ligada a essa definição de salvação; é “uma missão de Deus e uma convocação do homem por intermédio do filho encarnado e a reconciliação que ele operou com pai, garantindo a recompensa como uma dádiva — a saber, a deificação eterna — para aqueles que creram nele” (Máximo questões para Talássio sobre a escritura 61). Embora a deificação não seja mencionado explicitamente em toda definição do Evangelho (Máximo o livro das ambiguidades 50), ela estava implicitamente presente como o conteúdo da salvação proclamada pelo evangelho. A frase “garantindo a recompensa como uma dádiva” sugere uma ambiguidade na ideia de deificação, pois, “Máximo, por um lado, pode dizer que não há poder inerente à natureza humana que seja capaz de deificar o homem e, todavia, de outro lado, que Deus se torna homem a medida que como homem deificou a si mesmo” (Thunberg 1965 página 457-58). A declaração bíblica: “vocês são deuses”, não era para ser entendida como significado que o homem tinha capacidade por natureza ou por sua condição natural de alcançar a deificação; ele só poderia alcançá-la e receber esse nome Sublime pela adoção e pela graça de Deus. Do contrário, a deificação não seria a dádiva de Deus, mas uma obra da própria natureza humana (Máximo o livro das ambiguidades 20). “Nenhuma criatura consegue a deificação por sua própria natureza, uma vez que não consegue apreender Deus. Isso só acontece pela graça de Deus” (máximo questões para Talássio sobre a escritura 22). A deificação não era um assunto de poder humano, mas só de poder Divino (Máximo opúsculos 1). Contudo, essa insistência repetida e inequívoca na graça como essencial para a deificação não pretendia excluir a participação do livre arbítrio do homem no processo. Pois “o espírito não gera uma vontade que não está disposta, mas ele transforma em deificação uma vontade que tem o desejo” (Maximo questões para Talássio sobre a escritura). Assim, a antítese entre a graça divina e a liberdade humana, que causou muitas controvérsias e levou grandes debates na teologia acidental por muitos séculos, no pensamento Cristão oriental houve grandes heresias em comunidades que se apartaram da fé ortodoxa, mas no geral foi um pensamento melhor desenvolvimento e aceito nos grandes patriarcados, vejamos o caso de Santo Antão e Pacomio, os primeiros místicos do deserto. Talvez seja relevante lembrar que, algumas das discussões mais extensas da questão centrado nas controvérsias com o Islamismo foram de cristãos que não aceitavam a divindade de Jesus Cristo. No entanto não se pretendia que a dádiva da deifecação alcançada pela Encarnação do Logos permanecesse secreta. Era um assunto de Revelação Divina trazido ao conhecimento do homem por meio do ensino sagrado. Portanto, “a salvação perfeita” tinha como sua contraparte “a confissão perfeita” (Máximo obra teológica e polêmica 7), e os hereges se opunham a ambas. Pelo fato de a doutrina divinamente revelada conter a verdade da salvação, era apropriado denominá-las de “doutrinas dos Santos desafiando as luzes”, pois elas iluminaram os crentes com a luz do conhecimento confiável e os tornaram divinos (Máximo de comentário sobre os nomes divinos de Dionísio o areopagita 1.3). Assim, era característico dos meios da Graça e da Revelação que eles transmitissem um conhecimento da Verdade Divina, mesmo quando transformavam os homens Mortais por meio da dificação. A escritura, de um lado, não só apresenta a história da revelação e da salvação, Pois “por intermédio das Escrituras divinas somos purificados e iluminados para o nascimento sagrado de Deus”. De outro lado, os sacramentos não transmitiam apenas graça, Pois “por intermédio da comunhão e do ritual de unção somos feitos perfeitos em nosso conhecimento (Máximo comentário sobre a hierarquia eclesiástica de Dionísio o areopagita 5.3). A verdade da salvação conferia mais que conhecimento, mas não menos que isso. Pode-se avançar do conhecimento da História salvífica da Encarnação, morte e ressurreição de Cristo à contemplação da Glória e, finalmente, a união Mística com Deus (Máximo o livro das ambiguidades 60); mas, não obstante, era com esse conhecimento que se tinha de começar. Por meio da “filosofia prática” ou da Vida Ativa do Cristão que alguns cristãos avançaram da carne de Cristo para sua alma; outros, por intermédio da contemplação, foram capacitados a continuar da alma de Cristo para a “mente” dele; e alguns poucos, por meio da União Mística, conseguiram ir mais adiante ainda, da Mente de Cristo para sua própria Divindade (Máximo o livro das ambiguidades 47). Mas o verdadeiro conhecimento de Deus em Cristo era indispensável para todos eles. #MacauGoaAngolaMoçambiqueCaboverdeGuinéBissauGuinéEquatorialSãotoméeprincipeEUAfrançaparisgeorgiaportugalMacedôniabelarusRússiapaquistãoIrãCoreiaEgipto #EUAfrançaparisgeorgiaportugalmacedoniabelarusrussiapaquistãoIrãnCoreiaEgiptoArabiasauditaEmiradosÁrabesunidosEtiópiaNigériaChinaIraqueZimbabuéÁfric #históriadaigrejaprimitiva #Cristologia #Igreja

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