top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

DONS DO ESPÍRITO SANTO são hábitos sobrenaturais que dispõem as faculdades a obedecer prontamente à moção do divino Espírito Santo.

Posto que as virtudes movam aos actos bons, os Dons são necessários para a prática dos actos mais perfeitos e para actos heróicos. Nisso se distinguem as virtudes dos Dons do Espírito Santo. São sete:

I – Sapiência — move-nos a julgar rectamente das coisas divinas e a dedicarmo-nos a elas. II – Entendimento — faz-nos penetrar as verdades da Fé. III – Conselho — dirige-nos em todas as circunstâncias particulares da vida. IV – Fortaleza — aperfeiçoa a vontade, quanto aos nossos deveres em ocasião de perigo. V – Ciência — faz-nos julgar acertadamente das coisas humanas. VI – Piedade — aperfeiçoa a vontade, quanto aos deveres relativos ao próximo e a Deus. VII – Temor de Deus — aperfeiçoa a vontade, quando é necessário resistir ao atrativo dos prazeres proibidos.

Padre José Lourenço in Dicionário da Doutrina Católica

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Por Dom Estêvão Bettencourt, OSB

Admitamos um barco movido a remos; avança através das águas lentamente e com grande esforço dos remadores. Se nesse barco, porém, colocarmos velas que possam captar o sopro do vento e as deixarmos abertas, o barco se adiantará muito mais rapidamente e sem cansaço para a tripulação.

Assim em nós há o progresso espiritual, lento e penosos, se procurarmos – com a graça de Deus – pôr em prática as virtudes teologais e morais; avançamos segundo dimensões humanas… Podemos, porém, progredir muito mais rápida e facilmente se abrirmos nossas velas – os dons do Espírito Santo – para que captem o sopro do Espírito Santo; nosso progresso toma então as dimensões do próprio Espírito; assim nossa oração torna-se extremamente saborosa se nos deixarmos mover pelo Espírito Santo.

Fazendo eco ao texto de Is 11,2, a teologia distingue 7 Dons do Espírito Santo. Estes habilitam a pessoa a realizar atos heróicos e façanhas generosas, experimentando nisso profunda alegria.

DOM DA SABEDORIA

É o mais precioso. Possibilita ao cristão tornar-se dócil ao Espírito Santo para contemplar Deus e seu plano. Há duas maneiras de contemplar as coisas de Deus: uma adquirida, que exige estudo e meditação, e pode ser árdua; outra que procede por afinidade com Deus, afinidade decorrente do amor; assim, quem vive intimamente com Deus num amor dócil e pronto, é levado pelo Espírito Santo a descobrir verdades que o estudo não atinge; essa descoberta é saborosa (saber e sabor vem ambos da mesma raiz latina SAP). Por isso o Dom da Sabedoria está ligado à virtude da CARIDADE; quanto mais vigoroso é o amor num cristão, tanto mais facilmente atua neste o Dom da Sabedoria

DOM DO ENTENDIMENTO

É a luz dada pelo Espírito santo para que o cristão penetre no sentido profundo das verdades da fé (os mistérios da Ssma. Trindade, da Encarnação do Filho, da Eucaristia…); tais verdades deixam de ser “abstratas” e frias, como parecem ser a muitos principiantes, para tornar-se objetos de intuições profundas e belas, que proporcionam grande alegria ao cristão. Tal dom está muito ligado à virtude da fé.

DOM DA CIÊNCIA

É o que nos faz olhar para este mundo com o olhar de Deus; leva-nos a descobrir nas criaturas visíveis o vestígio da sabedoria e da perfeição do Criador. Faz-nos ver também como são insuficientes os bens deste mundo para saciar as aspirações do coração humano; desta intuição seguiram-se muitas conversões da vida fútil para uma vida profundamente cristã. Tal dom foi ricamente possuído por São Francisco de Assis. O dom da Ciência é relacionado com a virtude da PRUDÊNCIA, pois aperfeiçoa a capacidade que temos de perceber a relação das criaturas com Deus.

DOM DO CONSELHO

É o que nos faz olhar para este mundo com o olhar de Deus; leva-nos a descobrir nas criaturas visíveis o vestígio da sabedoria e da perfeição do Criador. Faz-nos ver também como são insuficientes os bens deste mundo para saciar as aspirações do coração humano; desta intuição seguiram-se muitas conversões da vida fútil para uma vida profundamente cristã. Tal dom foi ricamente possuído por São Francisco de Assis. O dom da Ciência é relacionado com a virtude da PRUDÊNCIA, pois aperfeiçoa a capacidade que temos de perceber a relação das criaturas com Deus.

DOM DO CONSELHO

É aquele que nos faz descobrir a decisão certa a ser tomada num momento de hesitação; dá-nos perceber a atitude equilibrada entre posições extremadas. A vida humana é marcada por situações complexas, nas quais a razão, mesmo iluminada pela fé, não consegue penetrar com clareza; ora, o Dom do Conselho nos faz discernir, com rapidez e eficiência, o certo e o errado, apontando-nos com segurança o caminho a seguir. Associa-se também à virtude da PRUDÊNCIA, que é, sem dúvida, a virtude do lúcido discernimento.

O DOM DA PIEDADE

Faz-nos conceber o afeto filial para com Deus e sentimentos fraternos para com todos os homens filhos do mesmo Pai. Assim, ultrapassamos um relacionamento meramente jurídico com Deus e os demais seres humanos; não nos contentarmos com uma religião de preceitos e proibições apenas, para assumir uma religião de amor, a respeito da qual dizia S. Tomás: “O amor não tem medida; a medida do amor é não ter medida”. Assim o coração do cristão mais e mais se assemelha ao Coração de Cristo. O Dom da Piedade é relacionado com a virtude da JUSTIÇA, que ele ultrapassa, pois a própria meta da justiça é propiciar o aumento do amor entre os homens.

O DOM DA FORTALEZA

Impele-nos a enfrentar corajosamente os obstáculos que se opõem à prática do bem; sugere-nos as palavras do Apóstolo: “Tudo posso naquele que me dá força!” (Fl 4,13). É o dom que sustentou os mártires no certame em prol da fidelidade a Cristo, e sustenta todo cristão na sua vivência cotidiana, em que se requerem paciência, perseverança, magnanimidade em grau elevado.

O DOM DO TEMOR DE DEUS

É o que nos inspira profunda reverência para com Deus. Trata-se de temor filial inspirado por amor e não por temor servil (do escravo). Este dom suscita em nós o horror ao pecado e a força para vencermos as tentações; inspira-nos também a fuga das imperfeições e um anseio de uma liberdade interior cada vez mais viva. É relacionado com a virtude da temperança, pois esta reprime os apetites desordenados, em vista de uma adesão sempre mais livre a Deus.

Fonte: Teologia Moral – Escola Mater Ecclesiae – Dom Estêvão Bettencourt, OSB

 
 
 

Sexta-Feira é um dia tradicionalmente associado à penitência porque foi o dia no qual Nosso Senhor foi crucificado e morreu na cruz para nos salvar. Para nos associarmos, mesmo que pouco, aos sofrimentos de Jesus também nós fazemos sacrifícios nesse dia da semana. Um dos mais antigos é a abstinência da carne, isto é não comer carne à Sexta-Feira.

Na Lei da Igreja esta obrigatoriedade sempre previu excepções. No Código de Direito Canónico de 1917 eram dias de abstinência obrigatória todas as Sextas-Feiras do ano exceto se fosse um dia de preceito, ou seja um dia tão importante que fosse obrigatório ir à Missa: dia de Natal ou dia da Imaculada Conceição, por exemplo.

No novo Código de Direito Canónico, de 1983, a excepção a essa abstinência das Sextas-Feiras acontece sempre que nesse dia existe uma Solenidade, mesmo que não seja dia de preceito.

A Oitava da Páscoa, os 8 dias que se seguem ao Domingo de Páscoa, são tratados, liturgicamente, como se fossem a Solenidade do dia de Páscoa. Por isso esta Sexta-Feira, segundo a lei actual, parece não ser de abstinência.

Legalmente é esta a conclusão lógica, à luz dos cânones actuais. No entanto quem quiser fazer abstinência não perde nada, sabendo que é um costume que vem dos primórdios da Igreja, associando essa penitência ao arrependimento dos seus pecados e pedindo a graça de não voltar a pecar.

Por João Silveira | Senza Pagare

 
 
 

Todas as sextas-feiras do ano são penitenciais e em todas elas devemos, sob pena de pecado grave, unir-nos à Paixão de Cristo, fazendo algum sacrifício por amor a Deus. A penitência padrão estabelecida pela Santa Igreja é a abstinência de carne.

O que não podemos comer nos dias em que a Igreja preceitua que nos abstenhamos de carne? A resposta é simples e direta: nos dias de abstinência, que são todas as sextas-feiras do ano, além da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa (nas quais temos de guardar também o jejum), devemos abster-nos de carne animal, tanto bovina e suína quanto de aves (animais de sangue quente), com exceção da carne de peixe e dos frutos do mar. Assista:


Trata-se de um preceito eclesiástico, e não de uma lei divina, e apesar de obrigar gravemente, não é um mandamento promulgado de forma direta por Nosso Senhor. O que, sim, é de lei divina é a nossa obrigação, como católicos conscientes, de fazer penitência (cf. CDC, cân. 1249). Entretanto, Cristo deixou à Igreja a liberdade de determinar, segundo as circunstâncias e necessidades de cada tempo, os meios concretos de os batizados porem em prática o espírito de mortificação que nos deve animar a todos.

E a Igreja, ao definir canonicamente sua disciplina penitencial, preferiu excluir do conceito “carne” tanto a carne de peixe quanto os frutos do mar, não por fazer uma distinção entre “carne vermelha” e “carne branca”, nem por algum motivo simbólico ou de ordem teológica, mas por uma questão eminentemente prática: ao contrário da carne de boi ou de porco, a de peixe é de mais fácil digestão e causa menor impressão de saciedade; por isso, é um alimento mais adequado para aqueles dias em que, de modo especial, somos chamados a unir-nos às dores de Nosso Senhor.


Vale lembrar ainda que, desde 1983, com a promulgação do atual Código de Direito Canônico, estão obrigados a guardar nos dias prescritos a devida abstinência de carne todos os fiéis que já completaram os 14 anos de idade (cf. CDC, cân. 1252), embora a Igreja recomende vivamente aos pais que desde cedo inspirem aos filhos o espírito de penitência e os eduquem, logo nos primeiros anos, a ver na escolha de uma alimentação mais pobre e simples, feita regularmente e em família, uma maneira de corresponder ao amor daquele que tanto nos amou.


Fonte: Padre Paulo Ricardo

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis