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“Meu povo foi destruído por falta de conhecimento.” Os 4,6

Cada dia que passa se multiplica o número dos católicos que não vivem de acordo com os ensinamentos da Santa Igreja. Alguns, até, vivem em situações onde o pecado é permanente, ou seja, vivem dia após dia cometendo um pecado considerado grave pela Doutrina Católica. Infelizmente, se multiplicam também os padres e bispos que, por respeito humano, por má formação, ou mesmo intencionalmente, se omitem em ensinar as verdades inegociáveis da doutrina. Entre elas está a indissolubilidade do matrimônio, a homossexualidade, e outros vícios. Essa formação deveria ser apresentada a todos os católicos, especialmente às pessoas que vivem nessas situações de pecado grave permanente, ou seja, em “segunda união”, aos que vivem juntos e não são casados, às pessoas que praticam homossexualidade e a todos os que se sentem desanimados diante do desafio da santidade. Clique aqui para assistir esta importante formação:


 
 
 

A Igreja Católica considera o comunismo uma doutrina anticristã.

Com base nos decretos da Congregação para a Doutrina da Fé e no Código Canônico de 1983, o padre Paulo Ricardo esclareceu uma das dúvidas mais frequentes entre católicos brasileiros: o católico que professa a doutrina comunista está excomungado? A resposta é: sim.

O padre enfatizou ainda que o católico não deve votar em partidos comunistas, mas também não deve votar ou apoiar os partidos que, na prática, se aliam aos comunistas. De forma didática, Paulo Ricardo citou os decretos da Igreja Católica que falam sobre o tema.

“Em 25 de junho de 1949, época do papa Pio 12, o antigo Santo Ofício respondeu à pergunta: “É permitido ao católico votar no partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?”. A resposta foi negativa. Era uma dúvida frequente e, por isso, Pio 12 fez publicar o decreto de esclarecimento. Os comunistas já eram considerados apóstatas e estavam excomungados desde sempre. O decreto veio apenas confirmar e esclarecer o fato”.

Segundo o decreto citado, a Igreja Católica considera o comunismo uma doutrina materialista e anticristã. Pois, embora declarem que não atacam a religião, os comunistas demonstram –quer pela doutrina, quer por suas ações – que são hostis a Deus e à igreja de Cristo.

“Eles dizem que não são contra Deus, mas na sua atuação prática e na sua doutrina estão contra Deus e contra a religião. Eles acreditam no que a igreja não crê. Portanto, se você professa a doutrina comunista, não professa a fé católica”, resumiu.

Decretos continuam válidos

O padre Paulo Ricardo enfatizou ainda que os decretos da Igreja Católica contra o comunismo não são “datados” ou restritos a um passado de turbulência política. Os documentos têm validade até os dias de hoje e seu conteúdo foi renovado pelo papa João Paulo II.

“O código de direito canônico de 1983, publicado pelo papa João Paulo II, e válido até hoje, reafirmou que professar a doutrina comunista é motivo de excomunhão automática. Quem vota, professa ou trabalha pelo comunismo não pode receber os sacramentos porque é considerado um apóstata da fé católica” detalhou.

O padre Paulo Ricardo explicou ainda que a Igreja Católica não precisa excomungar oficialmente os comunistas. “A Igreja não excomunga; os indivíduos se autoexcluem da comunhão com a igreja quando professam a doutrina comunista. Os decretos são de esclarecimento: essas pessoas já estão excomungadas”.

 
 
 

Que significa Imaculada Conceição?

Imaculada Conceição significa que a Virgem Maria, por motivo dos merecimentos redentores d’Aquele que haveria de tornar-se seu Filho, foi redimida de um modo sublime e excepcional, sendo concebida sem a herança do pecado original.

  1. A definição do Dogma da Imaculada

“A Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante do seu concebimento, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original” (Dz 1641, Bula “Ineffabilis Deus” de Pio IX – 08-XII-1854).

  1. Para entender o dogma da Imaculada, é útil recordar:

– os nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram criados em estado de graça (justiça original), isto é, “participantes da natureza divina” (2Pd 1, 4);

– por causa de seu pecado, perderam, para si e para todos os seus descendentes, a graça divina e os dons preternaturais (cf. pág. 4).

– o pecado de Adão e Eva se chama original, porque foi cometido na origem da humanidade e porque foi a origem de todos os outros pecados;

– a essência do pecado original consiste na privação da graça santificante; esta ausência de graça se transmite a todos os seres humanos pela geração, isto é, todos os homens são concebidos sem a graça.


3 – A Virgem confirma o dogma (Lourdes- fevereiro de 1858) Muitas e muitas vezes, perguntei-lhe quem era, mas apenas sorria com bondade; por fim, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me: “Eu sou a Imaculada Conceição” (Da carta de Santa Maria Bernarda Soubirous).

“Por obra do Espírito Santo, na ordem da graça, ou seja, da participação da natureza divina, Maria recebe a vida d’Aquele, ao qual ela própria, na ordem da geração terrena, deu a vida como mãe. A Liturgia não hesita em chamá-la “genetriz do seu Genitor”, e em saudá-la com as palavras que Dante Alighieri põe na boca de São Bernardo: “filha do teu Filho” (Rm, 10).

“Alegra-te, cheia de graça!” (Lc 1, 28)

BREVE HISTÓRIA DO DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Século IX-VIII – Profecia de Gn 3,15.

± ano 20 a.C. – Concepção Imaculada de Maria – coincide com início de reforma do Templo.

± ano 7 a.C. – Em Nazaré, o Anjo Gabriel chama a adolescente Maria de “cheia de graça”.

± ano 95 d.C. – S. João vê a “Mulher vestida de sol”.

Séc. II d.C. – Cresce a consciência da santidade de Maria (S. Justino, S. Irineu; Melitão de Sardes). O Apócrifo “Protoevangelho de Tiago” narra seu nascimento milagroso.

Sec. III d.C. – Hipólito de Roma chama de “madeira incorruptível” a “Virgem” e o “Espírito Santo”. Orígenes é o primeiro a chamar Maria de “Toda Santa” (panagía).

Sec. IV d.C. – Metódio de Olímpia fala de Maria como “cheia de graça”, “imaculada”. S. Efrém é ainda mais incisivo: “…em ti, Senhor, não há mancha nem há em tua mãe mancha alguma” (Carmina nisibena 27,8). S. Gregório Nazianzeno começa a refletir sobre a necessidade de uma purificação com antecedência (prokatharazeisa) em Maria por obra do Espírito, em virtude de sua missão (Or. 38,12; cf. também S. Hilário de Poitiers; S. Cirilo de Jerusalém; S. Ambrósio).

– Os símbolos da fé que começam a surgir falam de Maria como “santa” (Símbolo maior da igreja armena; Ancoratus; “Constituições dos Apóstolos”). No Concílio de Éfeso (431) se lê “santa Mãe de Deus”.

Séc. V d.C. – Autores cristãos começam claramente a falar da ausência de todo contágio de pecado/mal em Maria (Prudêncio; “Teodoreto de Ancira”; Proclo; Hesíquo de Jerusalém; S. Máximo de Turim). O hinoAkathisto, talvez desta época, exclama: “Ó Imaculada”; “Ave coluna de sacra pureza”. Teólogos como S. Agostinho (ano 429) afirma a santidade de Maria (no “De natura et gratia”, n. 42 contra Pelágio, embora depois oscile – contra Juliano de Eclano).

Séc. VI d.C. – Pela primeira vez o mistério da “Imaculada Conceição” é expresso de modo inequívoco –Teotecno, Bispo de Livias, fala de Maria “feita de barro puro e imaculado” (Laus in Assumpt. B. M. Virginis).

Séc. VII d.C. – Os cristãos não hesitarão em chamar Maria de “imaculada” com mais freqüência – S. Sofrônio, patriarca de Jerusalém (+637), exclamava: “Ó Imaculada”; S. Germano de Constantinopla a chama de “imaculadíssima”. O Papa Honório I (+638) fala da “santa e imaculada Virgem Mãe de Deus” (Epistola ad Sergium; cf. Sínodo Lateranense, 649, cân. III: “santa… Imaculada”). – A partir deste período, no Oriente, começa-se a celebrar a festa da Conceição de Maria. No Ocidente, a partir do IX século.

Séc. VIII d.C. – No fim da era patrística, S. João Damasceno, que sintetiza todo este período, confirma: “foste conservada sem mancha, como esposa de Deus, para que por tua natureza fosses a Mãe de Deus” (Hom. in Nativ. B. V. Mariae, 7); “Nesse paraíso não teve entrada a serpente” (In Dorm. II,2.3).

Séc. IX d.C. – As dificuldades teológicas a respeito do mistério da Imaculada Conceição começam a se dissipar; Pascásio Radberto afirma com clareza que Maria foi “isenta de todo pecado original”.

Séc. X d.C. – A Festa da Imaculada é estendida a todo o oriente, graças ao Imperador Leão VI o Filósofo

Séc. XI d.C. S. Anselmo de Aosta lembra que Maria também participa da redenção universal de Cristo, e, deste modo, o dogma da Imaculada Conceição não contradiz o ensinamento bíblico. Séculos depois S. Francisco de Sales o repetiria.

1128 – Eadmer, Monge de Canterbery, escreve o primeiro tratado sobre a Conceição de Maria. S. Boaventura afirma que o mal nunca tocou em Maria.

1308 – O Bem-aventurado Duns Scoto finalmente dirime todas as dúvidas teológicas sobre o mistério da Imaculada Conceição – pelos merecimentos de Cristo, sua Mãe foi preservada do pecado original.

1320 – S. Isabel, Rainha de Portugal, constrói a primeira capela em honra da Imaculada por lá.

Séc. XV – S. Bernardino de Sena e S. Lourenço Justiniano defendem a relação entre Ct 4,7 e Maria.

1435 – Durante o concílio de Basiléia, o cônego João de Romiroy sublinha o valor da fé popular na Imaculada Conceição de Maria

1477 – O Papa Sixto IV concede a 1ª aprovação a um ofício e uma missa da imaculada; entre os franciscanos já era celebrada desde 1268; em 1708 a festa seria estendida à igreja inteira, fixando a sua celebração no dia8 dezembro.

1546 – O Concílio de Trento não inclui Maria ao falar sobre o pecado original.

12/09/1617 – O Papa Paulo V decretou que, no futuro, ninguém poderia assumir uma postura contrária à opinião imaculista; S. Roberto Belarmino havia lhe implorado que proclamasse uma definição dogmática; a universidade de Granada faz-lhe o “voto de sangue”, seguida pela de Coimbra.

8/12/1661 – Na Bula “Sollicitudo”, o Papa Alexandre VI reconhece a doutrina da Imaculada como “pietas sentientium”.

1670 – O Padre Estanislau Papcyznski, futuro Fundador dos Padres Marianos, faz o seu voto em defesa da Imaculada; 3 anos depois (1673) fundaria a 1ª ordem masculina a este mistério dedicada.

1751 – Morre S. Leonardo de Porto Maurício, tido na época como o último grande defensor da Imaculada, junto com S. Afonso de Ligório, Doutor da Igreja.

1764 – A novena à Imaculada Conceição é indulgenciada pelo Papa Clemente XIII.

1806 – Pela 1ª vez a expressão “immaculata” unida à “et Te in conceptione” aparece num texto litúrgico oficial, aprovado pelo Papa Pio VII.

27/11/1830 – Maria se manifesta a Santa Catarina Labouré e manda cunhar Medalha Milagrosa, com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado…”

1846 – A Imaculada Conceição se torna padroeira dos EUA, o que o Beato Pio IX confirmou (1847).

1848 – Uma comissão de teólogos e os cardeais dão o seu voto a favor de uma definição papal sobre a Imaculada Conceição de Maria; em carta enviada no ano seguinte (1849), 90,54% de todos os bispos do mundo é também favorável.

1852-1854 – O futuro texto da Bula definitória do Dogma da Imaculada Conceição passa por 8 redações.

8/12/1854 – O Beato Papa Pio IX declara solenemente a Imaculada Conceição como dogma de fé (Constituição Apostólica “Ineffabilis Deus”).

25/03/1858 – Em Lourdes, na 16ª aparição, a Mãe de Jesus aparece a S. Bernadete Soubirous como que confirmando o Sucessor de Pedro, ao dizer: “Eu sou a Imaculada Conceição” (no dialeto local: Que soy era immaculada Conceptiou”).

Pe. Jonas Eduardo – Londrina, Pentecostes 2013

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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