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Foi o próprio Jesus Cristo quem pediu à Igreja, quase um milênio atrás, que fosse instituída uma festa litúrgica em honra de seu Santíssimo Corpo e de seu Preciosíssimo Sangue. A solenidade de Corpus Christi, que os católicos celebramos todos os anos na primeira quinta-feira após a Oitava de Pentecostes, não existiu na Igreja desde sempre. O marco de sua instituição é a bula Transiturus de hoc mundo, do Papa Urbano IV, publicada a 11 de agosto de 1264, e que pode ser lida com grande interesse no site do Vaticano.

Antes de continuar a leitura assista esta maravilhosa aula contendo minuciosos detalhes sobre a história da instituição da festa de corpus Christi:


Mais notável que esse decreto do Papa, no entanto, são seus antecedentes espirituais. A literatura normalmente aponta dois eventos principais que culminaram com a instituição da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo:

  1. uma visão de Santa Juliana de Liège, religiosa agostiniana belga, e

  2. um milagre eucarístico ocorrido na cidade de Bolsena, na Itália.

As ligações não são fruto de especulação histórica. O Papa que instituiu Corpus Christi conheceu pessoalmente ambos os acontecimentos. Daí a importância de os repassarmos, para entendermos qual o sentido da festa que ora celebramos e, ao mesmo tempo, colhermos disso abundantes frutos espirituais.

Primeiramente, Santa Juliana. O que viu essa mística para ensejar a instituição de uma festa litúrgica para a Igreja universal? O Papa Bento XVI, em uma catequese sobre essa santa, explica:

Com a idade de 16 anos [n.d.t.: por volta de 1209, portanto, ela] teve uma primeira visão, que depois se repetiu várias vezes nas suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor levou-a a compreender o significado daquilo que lhe tinha aparecido. A lua simbolizava a vida da Igreja na terra, a linha opaca representava, ao contrário, a ausência de uma festa litúrgica, para cuja instituição se pedia a Juliana que trabalhasse de maneira eficaz: ou seja, uma festa em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento. […]

Pela boa causa da festa do Corpus Christi foi conquistado […] Tiago Pantaleão de Troyes, que conhecera a santa durante o seu ministério de arquidiácono em Liège. Foi precisamente ele que, tendo-se tornado Papa com o nome de Urbano IV, em 1264, instituiu a solenidade do Corpus Christi como festa de preceito para a Igreja universal […]. [1]

O chamado “Milagre de Bolsena-Orvieto”, por sua vez, foi realizado por Deus com um sentido bem particular: firmar a fé vacilante de um sacerdote.

Detalhe de “A Missa em Bolsena”, por Rafael.

Em 1263 — um ano antes, portanto, da instituição de Corpus Christi —, um padre alemão, chamado Pedro de Praga, parou na cidade de Bolsena depois de uma peregrinação à Cidade Eterna. A crônica geralmente o descreve como um padre piedoso, mas que tinha dificuldades para acreditar que Cristo estivesse realmente presente na Hóstia consagrada. Eis então o que lhe aconteceu:

Enquanto celebrava a Santa Missa sobre o túmulo de Santa Cristina, mal havia ele pronunciado as palavras da consagração, quando sangue começou a escorrer da Hóstia consagrada, gotejando em suas mãos e descendo sobre o altar e o corporal. O padre ficou imediatamente perplexo. A princípio, ele tentou esconder o sangue, mas então interrompeu a Missa e pediu para ser levado à cidade vizinha de Orvieto, onde o Papa Urbano IV então residia.

O Papa ouviu o relato do padre e o absolveu. Mandou então emissários para uma investigação imediata. Quando todos os fatos foram confirmados, ele ordenou ao bispo da diocese que trouxesse a Orvieto a Hóstia e o pano de linho contendo as manchas de sangue. Juntamente com arcebispos, cardeais e outros dignatários da Igreja, o Papa realizou uma procissão e, com grande pompa, introduziu as relíquias na catedral. O corporal de linho contendo as marcas de sangue ainda está reverentemente conservado e exposto na Catedral de Orvieto. [2]

Como se sabe, depois disso, o Papa pediu a ninguém menos que Santo Tomás de Aquino para compor os textos litúrgicos referentes a Corpus Christi, de cuja pena nasceram os mais belos hinos já escritos ao Santíssimo Sacramento, e que todos cantamos ainda hoje.


Mas o que tudo isso tem a ver conosco?

Em primeiro lugar, lembremo-nos dos três fins com que Jesus pediu essa festa a Santa Juliana: “aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento”. Todos atualíssimos. Pois a católica no sacramento da Eucaristia parece perder-se cada vez mais. Como consequência disso, multiplicam-se as profanações e os sacrilégios. O que deveria ser, então, alimento para fortalecer as almas, transforma-se em causa de sua própria condenação, para usar as palavras de São Paulo (cf. 1Cor 11, 29); e as pessoas, ao invés de melhorar, de crescer nas virtudes, só vão de mal a pior.

Por tudo isso, Corpus Christi é um dia de reparação. Reparação pela falta de fé generalizada em que se encontram nossos católicos, participando da Missa de qualquer modo e recebendo a Comunhão como se fosse um pedacinho qualquer de pão. Reparação porque, apesar de tantos milagres eucarísticos, como o de Bolsena, em que Deus parece gritar aos nossos ouvidos a verdade de sua presença real na Eucaristia, nós, ingratos, teimamos em não crer, não adorar, não esperar e não O amar. Reparação porque, a um Deus que deseja ardentemente se unir a nós, a nossa resposta tantas vezes é a frouxidão, a frieza, a indiferença.

“Corpus Christi” é uma festa “para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento”.

Reparemos, portanto, o Coração Eucarístico de Nosso Senhor, mas com um coração alegre e agradecido de nossa parte, porque é Ele mesmo quem nos torna possível essa graça. Foi o próprio Jesus Cristo quem pediu à Igreja, quase um milênio atrás, que fosse instituída a solenidade que hoje comemoramos, a festa litúrgica que faltava à “vida da Igreja na terra”.

E não nos espantemos que tenha demorado tanto tempo — 1200 anos! — para que os fiéis católicos começássemos a celebrá-la. A cada nova geração de cristãos, Deus suscita coisas novas em sua Igreja. Do mesmo modo, a cada Santa Missa de que participamos, Ele quer fazer coisas novas em nossa alma. Estejamos sempre atentos!

Via Equipe Christo Nihil Praeponere

 
 
 

Nesta mesma data, há 133 anos, a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil ao fim do Segundo Reinado.. Com a assinatura dessa lei, aproximadamente 700 mil escravos foram libertos de sua condição.

Adepta da Doutrina Social da Igreja e bastante próxima do Papa Leão XIII, a Princesa Isabel, ao assinar um documento que lhe custaria a Coroa Imperial, mostrou ao mundo que um cristão, quando estão em jogo o amor a Deus e ao próximo, deve sacrificar seus próprios interesses para salvar sua alma.

Ao ouvir do Barão de Cotegipe as seguintes palavras : “Vossa Alteza libertou uma raça mas perdeu um trono” a querida Princesa regente Dona Isabel respondeu:

“Se Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para acabar com a escravidão no Brasil”

No dia 13 de maio o povo brasileiro celebra uma das decisões mais importantes de sua história: a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel. A figura desta monarca se traduz para todos os brasileiros com simpatia e gratidão. Foi ela a primeira mulher a exercer o poder de governo em nosso País, marcando nossa história com fatos e decisões de enorme significação humanitária e política. A Princesa Isabel esteve no comando geral da nação brasileira por três vezes, sempre pelo motivo de viagens de seu pai, o Imperador Pedro II. Ao menos em duas, ela pôde por em prática seu caráter decisório e seu espírito cristão em favor da libertação dos escravos. A primeira foi em 1871, quando promulgou a Lei do Ventre Livre, no dia 28 de setembro do referido ano, decretando que todos os filhos de escravas daquela data em diante, seriam livres e não poderiam mais ser tratados como cativos. A segunda foi justamente a 13 de maio de 1888, ocasião em que assinou a famosa Lei Áurea, que com único artigo, elimina para sempre o a escravidão legal no Brasil.

Em carta que hoje se encontra no acervo do Museu Imperial em Petrópolis, mostra o projeto de indenização para ex-escravos, para que pudessem trabalhar em sua agricultura e pecuária e um maior espaço para as mulheres.

A princesa Isabel é vista ainda por muitos como uma personagem da história meramente representativa e que assinou a lei áurea porque seu pai não estava no país no dia em questão, porém a carta revela muito mais, revela um aproximação fiel ao movimento abolicionista e aos principais abolicionistas da época, que na carta os chama de amigos. Ela demonstra também a preocupação com escravocratas e republicanos como um empecilho para que seus planos se concretizassem.

Em trecho da Carta endereçada ao Visconde de Santa Victória, a Princesa diz:

“Fui informada por papai que me colocou a par da intenção e do envio dos fundos de seu Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de Maio do ano passado, e o sigilo que o Senhor pediu ao presidente do gabinete para não provocar maior reação violenta dos escravocratas. Com os fundos doados pelo Senhor teremos oportunidade de colocar estes ex-escravos, agora livres, em terras suas próprias trabalhando na agricultura e na pecuária e delas tirando seus próprios proventos..”

É preciso recordar que o ideal de libertação da escravatura era um ideal de seu pai, Pedro II, que se destaca na história por uma personalidade nobre, culta e de profundo senso humanitário. Pode-se afirmar que a Casa Imperial brasileira se preocupou, desde o princípio, com a situação escravocrata, pois, já em 23 de novembro de 1826, nos primeiros anos da independência do Brasil, realizava-se a convenção que decidia pela proibição do tráfico de escravos, ainda que por pressão do Reino Inglês. Tal decisão teve efeito prático a partir de 1850, quando a tráfico negreiro foi definitivamente proibido.

Porém, nem sempre os poderes estabelecidos sejam em regimes monárquicos, republicanos ou quaisquer outros são livres para executarem seus propósitos, por causa da pressão social. No caso, na sociedade eminentemente agrícola do Brasil novecentista, não interessava aos fazendeiros qualquer modificação neste sistema produtivo. Neste sentido, a partir destas aspirações do Império, é que surgiu o movimento republicano, inicialmente adepto do sistema escravagista. Quando, a 28 de setembro de 1885, foi promulgada a Lei do Sexagenário, os ânimos opositores ao Império, e em particular contra Pedro II e a Princesa Isabel se acirraram até o momento da proclamação da República, a 15 de novembro de 1899, que para os monarquistas, considerada um golpe militar. Somente a partir da Lei Áurea os republicamos aderiram à ideia da abolição.

A Princesa Isabel nasceu a 29 de julho de 1846, filha de Dom Pedro II, que à época contava apenas com 21 anos de idade, e a Imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon, italiana das Duas Sicilias, dada em casamento ao príncipe brasileiro. Viveu no Brasil até seus 45 anos de idade, casada com o Conde D’Eu, e depois que a família imperial foi extraditada, passou seus restantes 31 anos na França, vindo a falecer a 14 de novembro de 1921. Seus restos mortais hoje se encontram na Catedral de Petrópolis, ao lado dos túmulos de seus pais, Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, e ainda de seu esposo, o Conde D’Eu.

A Princesa Isabel goza de fama de santidade, por causa de sua alma totalmente caridosa, sobretudo com os negros, pobres e desvalidos, além de sua vida de piedade de muita oração e busca das virtudes. Tinha a prática sacramental exemplar, com confissões e comunhões frequentes, cuidava de não praticar a vaidade nem mesmo no vestir, pois costumava usar roupas simples para uma princesa, apenas utilizando certos vestidos solenes para ocasiões oficiais. Manteve respeitosa e bonita correspondência com os Papas Leão XIII e Pio X, entre as quais encontram-se cartas em que sugere aos Sucessores de Pedro a promulgação do Dogma da Assunção de Maria, só declarado em 1950, pelo Papa Pio XII. Tendo encontrado problemas para engravidar-se, fez pedidos insistentes a Deus por intercessão de Santa Isabel da Hungria, e fez construir em Caxambu-MG uma Igreja dedicada a esta devoção. Depois de onze anos de casada teve seu primeiro filho e depois Deus lhe deu ainda mais quatro. Em 1904, ofereceu a Nossa Senhora Aparecida a primeira coroa feita com suas jóias pessoais.

Ouçam abaixo um trecho de uma ótima formação contendo detalhes sobre a magnífica história da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Um grupo de fieis, conhecedores de sua vida reta e virtuosa, pediu à Igreja a abertura do processo de sua beatificação o que foi aceito pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

O Brasil deve a esta sua importante personalidade histórica destaque e honra, pois trata-se de um exemplo de mulher e de ilibada atuação política.

 
 
 

Conheça o relato de quando o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo conquistou uma noite de tréguas em meio à Primeira Guerra Mundial.

Um pouco por todo no mundo, crianças, jovens e graúdos comemoram o Natal. É interessante perceber que estes se deixam contagiar por esperança de amor e fraternidade. Contactam-se os amigos, que durante o ano foram esquecidos pelo tempo, reúne-se a família para com pompa festejar, e trocam-se presentes.

Ainda que nem todos vivam o Natal pela sua verdadeira razão de ser – o nascimento de Deus menino – quase todos partilham dos bons sentimentos do Natal cristão.

A esperança que é dada à Humanidade pelo nascimento de Jesus, o amor familiar que Ele nos pede para dar, a humildade e partilha que durante a Sua vida exemplificou, são as razões para esse preenchimento de alma que a todos cativa. É pena que não se consigam perpetuar estes sentimentos de paz e união ao longo de todo o ano.

Certa noite, em plena guerra, separados por apenas algumas dezenas de metros, encontravam-se guardas britânicos e guardas alemães. Protegidos pelas suas respectivas trincheiras, os militares mantinham-se bem protegidos, e ao mínimo sinal, disparavam para matar a quem do lado inimigo se expusesse.

A lua cheia dessa noite clareava a cor escura do céu e deixava visível o campo que existia entre eles, destruído pelas explosões de até então e onde se encontravam os corpos dos soldados abatidos de ambos os lados. O silêncio imperava. Não se ouviam tiros nem nenhum soldado gritava de dores. O frio do Inverno era rigoroso.

Foi então que dentre o silêncio alguns militares alemães começaram a cantar a música “Stille Nacht, Heilige Nacht”. Os militares ingleses duplicaram a sua atenção e ficaram à escuta. A melodia não deixava dúvidas. Era da música “Silent Night”. Terminada a cantoria, o silêncio voltava a envolver o campo de batalha.

Passados uns segundos, um soldado inglês entusiasmado grita na sua própria língua “Boa alemães!” obtendo do outro lado a resposta “Feliz Natal ingleses! Nós não disparamos e vocês não disparam”.

Os ingleses, sem estarem certos da última parte da mensagem, voltaram a reforçar a atenção. Do outro lado, um militar alemão desarmado sai da sua trincheira e caminha em direcção às trincheiras inglesas. O lado inglês retribui enviando um soldado nas mesmas condições. Depois de algumas conversas, acordaram um período de tréguas.

Estamos na noite 24 de Dezembro. Durante aquela noite, as forças alemãs e forças inglesas enterraram os seus compatriotas e confraternizam. Ajudaram-se mutuamente a escavar sepulturas e conversaram sobre as suas terras e famílias. Trocaram cigarros e alimentos, riram-se das piadas que iam dirigindo uns aos outros… A língua não era impedimento. O recurso gestual era permanentemente utilizado e todos se entendiam.


No dia seguinte, dia de Natal, um sacerdote inglês celebrou a Missa ajudado por um ex seminarista alemão, que traduzia as orações. Todos rezaram o salmo 23 com que o sacerdote começou a missa: “O Senhor é o meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados e conduz-me às águas refrescantes. Reconforta a minha alma e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome. Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo.” Dedicaram a missa aos seus colegas defuntos.

Depois, juntos, cozinharam o almoço e fizeram, dentro das possibilidades de um local de guerra, um banquete. Trocaram brasões da unidade e botões de uniforme como lembranças.

As forças inglesas, habituadas a ouvir e a ler nos jornais que os alemães eram bárbaros e sem escrúpulos, descobriram que estes eram em tudo idênticos a eles, com sentimentos e anseios, com famílias e amores, com esperanças e desejos de paz.

Após o almoço, surgiram duas equipas de futebol e, improvisando uma bola com trapos, defrontou-se um jogo. Os alemães venceram por três bolas a duas.

Paralelamente decorreu uma luta de boxe entre lutadores das duas nacionalidades. Bastante acesa, a disputa foi terminada com a separação dos lutadores, para que nenhum se aleijasse mais que o suposto. Seguido disto e de comum acordo geral, manteve-se o cessar-fogo por mais alguns dias. Fizeram-se amizades e partilharam-se experiências.

É hora de regressar. De despedidas feitas, cada nação regressou às suas trincheiras. Foram disparados vários tiros, de um lado e de outro, para o ar, como forma de aviso de que tudo estava de volta. A guerra era retomada. A Alemanha queria vencer e conquistar o espaço Inglês e a Inglaterra queria defendê-lo.

Muitas daquelas amizades, feitas uns minutos, umas horas, uns dias antes, terminaram com a morte. Morreram uns milhares de soldados. A guerra só terminou 4 anos depois, com a Alemanha derrotada.

Este foi o Natal, não oficializado, daqueles homens, em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecida como a Trégua de Natal e que ocorreu numa linha de 43 km que ligava Ypres até ao Canal de La Bassée. Tiago Rodrigues | Via Senza Pangare

 
 
 
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