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Neste dia 7 de setembro, dia em que os brasileiros comemoram a festa da Independência, celebramos também o Santo Anjo da Guarda do Brasil, a quem foi confiado o cuidado espiritual de nossa pátria.

É importante recordar, segundo a doutrina comum entre os teólogos, que não só os homens em particular, mas também os países estão sob a proteção de um anjo tutelar especialmente designado por Deus para essa missão.

Com efeito, ensina o Doutor Angélico que Deus, assim como constituiu a certos anjos causas secundárias e ministeriais para executar os desígnios de sua Providência sobre cada homem, também constituiu a outros custódios universais, incumbidos de proteger e conduzir à beatitude celeste os coletivos humanos, que são, ao seu modo, uma só pessoa moral.

Vale a pena lembrar, antes de tudo, que a piedosa convicção de que cada nação, à semelhança de cada fiel, possui o seu próprio anjo custódio encontra respaldo não só em antigas tradições eclesiásticas, mas ainda nas próprias SS. Escrituras, que nos afirmam em inúmeras passagens (cf., por exemplo, Dn 12, 1) que o povo eleito estava sob a constante proteção de um anjo do Senhor. Ora, celebrar o Anjo do Brasil não é mais do que agradecer a Deus o cuidado providencial que Ele nos dispensa, como nação e povo católico, a fim de cumprirmos todos a vocação a que fomos chamados.

Ora, se já são inumeráveis os benefícios que sobre cada homem derrama o seu respectivo anjo da guarda, não há dúvida de que são imensas as vantagens que trazem para cada povo e nação o anjo tutelar que é por ela devidamente respeitado e invocado.

Rogando pois ao Santo Anjo da Guarda do Brasil, peçamos-lhe que a nossa querida nação, que nos nutriu e formou, reencontre o caminho que o Senhor lhe tem traçado e se torne efetivamente um país de fé e de obediência à Igreja: uma Terra de Santa Cruz.


O Santo Anjo da Guarda do Brasil

São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, que escreveu um magnífico tratado sobre os Anjos, ensina-nos que não somente os homens, mas também as nações, as cidades e as instituições da Igreja, todos têm um Anjo da Guarda, escolhido por Deus, para guardá-las e reger os seus destinos segundo a finalidade para a qual Ele as constituiu.

Portugal foi a primeira nação a prestar culto oficial e litúrgico ao seu Anjo custódio com Missa e ofício divino próprios, sob o Papa Leão X. Essa festa é um feriado nacional, celebrado atualmente no dia 10 de junho.

O Anjo da Guarda do Brasil era celebrado no dia 7 de setembro, muito honrado no período do Império. Embora esse anjo não tenha sido identificado como o Arcanjo Rafael, alguns bispos consagraram o Brasil a esse arcanjo, como protetor da nação brasileira. Tanto assim que, durante a Revolução de 1930, os brasileiros invocaram a proteção de São Rafael. Foram 21 dias de confronto sangrento: o movimento armado liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, culminou com o golpe de estado, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse de Julio Prestes. A conclusão do conflito se deu no dia 24 de outubro, data em que se festejava São Rafael Arcanjo.

Outra informação relevante que vale uma verificação é que na basílica velha de Aparecida, aos pés de Nossa Senhora, está o Arcanjo Rafael.

Existe uma imagem do Anjo da Guarda do Brasil cuja origem não conseguimos ainda identificar, mas consta em um folheto com sua descrição, que reproduzimos aqui:

Numa mão o Anjo segura a Santa Cruz como que a implantando. Isso recorda o fato histórico e marcante da primeira grande Cruz levantada em terras brasileiras por ocasião da primeira santa Missa celebrada na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia em 26 de abril de 1500. Portanto, símbolo querido e já presente desde o início da colonização. O Brasil no início foi chamado de “Terra de Santa Cruz”, por isso aos pés do Anjo a frase: Terra Sanctae Crucis.

Na outra mão o Anjo sustenta a pequenina imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que de forma especial resume e caracteriza a “espiritualidade” da nação brasileira. Podemos pensar que, se os Anjos das nações, direta ou indiretamente, intervêm na formação da nação a ele confiada, podemos acreditar que este Anjo de alguma forma guiou as redes dos pescadores que achariam a preciosa imagem. Por isso a capa do Anjo tem forma de rede, que também nos Evangelhos aparece e é de profundo significado. Quem podia imaginar que de um fato tão pequeno surgiria a Padroeira e Rainha do Brasil, tão amada pelos brasileiros! A túnica do Anjo representa o “pau Brasil” de quem o Brasil toma o nome.

No seu conjunto, seja pela Cruz em forma de bastão, os peixes e o amor ardente que brota do “coração” do Anjo como uma brasa ardente, tendo em conta a oração da Súplica Ardente aos Santos Anjos, de alguma forma emerge da imagem a figura do Arcanjo São Rafael. Não que seja ele mesmo, mas certamente pode existir certa ligação entre os dois Anjos, uma vez que o Brasil foi por alguns bispos no passado consagrado a esse Arcanjo, como protetor da nação brasileira e guia dos Tobias, Ragueis e Saras brasileiros.

Por fim, vemos embaixo do manto protetor do Anjo o mapa do Brasil, mostrando assim a sua proteção e carinho pela pátria.


Anjo da Independência do Brasil

ORAÇÕES 1. Deus Eterno e Onipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo do Brasil, sejamos livres de todas as adversidades. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém. (antiga Oração Coleta da Missa em honra ao anjo da Guarda do Brasil) 2. Ó Deus, cuja providência não conhece limites, Vós nos concedestes um anjo que vela sobre a nossa nação; nós Vos suplicamos que, com o auxílio deste divino guardião, conservemos a fé, a esperança e a caridade, vivendo na paz e na concórdia nesta terra de Santa Cruz. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém. 3. Santo Anjo do Brasil, vós fostes encarregado pelo PAI ETERNO de guardar esta Terra de Santa Cruz e ajudá-la a crescer e desenvolver-se conforme Seus desígnios benevolentes.

Nós cremos no vosso poder junto de DEUS e confiamos na vossa prontidão em socorrer-nos. Sede, pois, nosso guia para que cumpramos convosco a nossa missão no mundo. Ajudai a Igreja no Brasil a anunciar CRISTO com franqueza e alegria e penetrar toda a sociedade com o fermento do Evangelho. Afastai, com a força da Santa Cruz, todos os poderes inimigos que ameaçam o povo brasileiro. Unimos as nossas preces às vossas. Apresentai-as diante do Trono de DEUS, para que, unidas ao sacrifício de JESUS, oferecido diariamente em nossos altares, alcancem aquelas graças que mais precisamos nesta hora de combate espiritual. E guardai-nos, sempre debaixo do manto protetor de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Rainha, para que permaneçamos fiéis no caminho de JESUS, o único que nos conduz da terra ao Céu. Lá na assembleia de todos os povos, unidos como uma só família de DEUS, louvaremos e agradeceremos convosco ao PAI Eterno, com seu FILHO e ESPÍRITO de Amor, por toda a eternidade. Amém. (Com Aprovação eclesiástica. Aparecida, 28 de maio de 2012. Dom Raymundo Damasceno de Assis.)

 
 
 

Neste dia 7 de setembro, dia em que os brasileiros comemoram a festa da Independência, celebramos também o Santo Anjo da Guarda do Brasil, a quem foi confiado o cuidado espiritual de nossa pátria.

É importante recordar, segundo a doutrina comum entre os teólogos, que não só os homens em particular, mas também os países estão sob a proteção de um anjo tutelar especialmente designado por Deus para essa missão.

Com efeito, ensina o Doutor Angélico que Deus, assim como constituiu a certos anjos causas secundárias e ministeriais para executar os desígnios de sua Providência sobre cada homem, também constituiu a outros custódios universais, incumbidos de proteger e conduzir à beatitude celeste os coletivos humanos, que são, ao seu modo, uma só pessoa moral.

Vale a pena lembrar, antes de tudo, que a piedosa convicção de que cada nação, à semelhança de cada fiel, possui o seu próprio anjo custódio encontra respaldo não só em antigas tradições eclesiásticas, mas ainda nas próprias SS. Escrituras, que nos afirmam em inúmeras passagens (cf., por exemplo, Dn 12, 1) que o povo eleito estava sob a constante proteção de um anjo do Senhor. Ora, celebrar o Anjo do Brasil não é mais do que agradecer a Deus o cuidado providencial que Ele nos dispensa, como nação e povo católico, a fim de cumprirmos todos a vocação a que fomos chamados.

Ora, se já são inumeráveis os benefícios que sobre cada homem derrama o seu respectivo anjo da guarda, não há dúvida de que são imensas as vantagens que trazem para cada povo e nação o anjo tutelar que é por ela devidamente respeitado e invocado.

Rogando pois ao Santo Anjo da Guarda do Brasil, peçamos-lhe que a nossa querida nação, que nos nutriu e formou, reencontre o caminho que o Senhor lhe tem traçado e se torne efetivamente um país de fé e de obediência à Igreja: uma Terra de Santa Cruz.


O Santo Anjo da Guarda do Brasil

São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, que escreveu um magnífico tratado sobre os Anjos, ensina-nos que não somente os homens, mas também as nações, as cidades e as instituições da Igreja, todos têm um Anjo da Guarda, escolhido por Deus, para guardá-las e reger os seus destinos segundo a finalidade para a qual Ele as constituiu.

Portugal foi a primeira nação a prestar culto oficial e litúrgico ao seu Anjo custódio com Missa e ofício divino próprios, sob o Papa Leão X. Essa festa é um feriado nacional, celebrado atualmente no dia 10 de junho.

O Anjo da Guarda do Brasil era celebrado no dia 7 de setembro, muito honrado no período do Império. Embora esse anjo não tenha sido identificado como o Arcanjo Rafael, alguns bispos consagraram o Brasil a esse arcanjo, como protetor da nação brasileira. Tanto assim que, durante a Revolução de 1930, os brasileiros invocaram a proteção de São Rafael. Foram 21 dias de confronto sangrento: o movimento armado liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, culminou com o golpe de estado, que depôs o presidente Washington Luís e impediu a posse de Julio Prestes. A conclusão do conflito se deu no dia 24 de outubro, data em que se festejava São Rafael Arcanjo.

Outra informação relevante que vale uma verificação é que na basílica velha de Aparecida, aos pés de Nossa Senhora, está o Arcanjo Rafael.

Existe uma imagem do Anjo da Guarda do Brasil cuja origem não conseguimos ainda identificar, mas consta em um folheto com sua descrição, que reproduzimos aqui:

Numa mão o Anjo segura a Santa Cruz como que a implantando. Isso recorda o fato histórico e marcante da primeira grande Cruz levantada em terras brasileiras por ocasião da primeira santa Missa celebrada na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia em 26 de abril de 1500. Portanto, símbolo querido e já presente desde o início da colonização. O Brasil no início foi chamado de “Terra de Santa Cruz”, por isso aos pés do Anjo a frase: Terra Sanctae Crucis.

Na outra mão o Anjo sustenta a pequenina imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que de forma especial resume e caracteriza a “espiritualidade” da nação brasileira. Podemos pensar que, se os Anjos das nações, direta ou indiretamente, intervêm na formação da nação a ele confiada, podemos acreditar que este Anjo de alguma forma guiou as redes dos pescadores que achariam a preciosa imagem. Por isso a capa do Anjo tem forma de rede, que também nos Evangelhos aparece e é de profundo significado. Quem podia imaginar que de um fato tão pequeno surgiria a Padroeira e Rainha do Brasil, tão amada pelos brasileiros! A túnica do Anjo representa o “pau Brasil” de quem o Brasil toma o nome.

No seu conjunto, seja pela Cruz em forma de bastão, os peixes e o amor ardente que brota do “coração” do Anjo como uma brasa ardente, tendo em conta a oração da Súplica Ardente aos Santos Anjos, de alguma forma emerge da imagem a figura do Arcanjo São Rafael. Não que seja ele mesmo, mas certamente pode existir certa ligação entre os dois Anjos, uma vez que o Brasil foi por alguns bispos no passado consagrado a esse Arcanjo, como protetor da nação brasileira e guia dos Tobias, Ragueis e Saras brasileiros.

Por fim, vemos embaixo do manto protetor do Anjo o mapa do Brasil, mostrando assim a sua proteção e carinho pela pátria.


Anjo da Independência do Brasil

ORAÇÕES 1. Deus Eterno e Onipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo do Brasil, sejamos livres de todas as adversidades. Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém. (antiga Oração Coleta da Missa em honra ao anjo da Guarda do Brasil) 2. Ó Deus, cuja providência não conhece limites, Vós nos concedestes um anjo que vela sobre a nossa nação; nós Vos suplicamos que, com o auxílio deste divino guardião, conservemos a fé, a esperança e a caridade, vivendo na paz e na concórdia nesta terra de Santa Cruz. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém. 3. Santo Anjo do Brasil, vós fostes encarregado pelo PAI ETERNO de guardar esta Terra de Santa Cruz e ajudá-la a crescer e desenvolver-se conforme Seus desígnios benevolentes.

Nós cremos no vosso poder junto de DEUS e confiamos na vossa prontidão em socorrer-nos. Sede, pois, nosso guia para que cumpramos convosco a nossa missão no mundo. Ajudai a Igreja no Brasil a anunciar CRISTO com franqueza e alegria e penetrar toda a sociedade com o fermento do Evangelho. Afastai, com a força da Santa Cruz, todos os poderes inimigos que ameaçam o povo brasileiro. Unimos as nossas preces às vossas. Apresentai-as diante do Trono de DEUS, para que, unidas ao sacrifício de JESUS, oferecido diariamente em nossos altares, alcancem aquelas graças que mais precisamos nesta hora de combate espiritual. E guardai-nos, sempre debaixo do manto protetor de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe e Rainha, para que permaneçamos fiéis no caminho de JESUS, o único que nos conduz da terra ao Céu. Lá na assembleia de todos os povos, unidos como uma só família de DEUS, louvaremos e agradeceremos convosco ao PAI Eterno, com seu FILHO e ESPÍRITO de Amor, por toda a eternidade. Amém. (Com Aprovação eclesiástica. Aparecida, 28 de maio de 2012. Dom Raymundo Damasceno de Assis.)

 
 
 

Nesta mesma data, há 133 anos, a Princesa Isabel assinava a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil ao fim do Segundo Reinado.. Com a assinatura dessa lei, aproximadamente 700 mil escravos foram libertos de sua condição.

Adepta da Doutrina Social da Igreja e bastante próxima do Papa Leão XIII, a Princesa Isabel, ao assinar um documento que lhe custaria a Coroa Imperial, mostrou ao mundo que um cristão, quando estão em jogo o amor a Deus e ao próximo, deve sacrificar seus próprios interesses para salvar sua alma.

Ao ouvir do Barão de Cotegipe as seguintes palavras : “Vossa Alteza libertou uma raça mas perdeu um trono” a querida Princesa regente Dona Isabel respondeu:

“Se Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para acabar com a escravidão no Brasil”

No dia 13 de maio o povo brasileiro celebra uma das decisões mais importantes de sua história: a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel. A figura desta monarca se traduz para todos os brasileiros com simpatia e gratidão. Foi ela a primeira mulher a exercer o poder de governo em nosso País, marcando nossa história com fatos e decisões de enorme significação humanitária e política. A Princesa Isabel esteve no comando geral da nação brasileira por três vezes, sempre pelo motivo de viagens de seu pai, o Imperador Pedro II. Ao menos em duas, ela pôde por em prática seu caráter decisório e seu espírito cristão em favor da libertação dos escravos. A primeira foi em 1871, quando promulgou a Lei do Ventre Livre, no dia 28 de setembro do referido ano, decretando que todos os filhos de escravas daquela data em diante, seriam livres e não poderiam mais ser tratados como cativos. A segunda foi justamente a 13 de maio de 1888, ocasião em que assinou a famosa Lei Áurea, que com único artigo, elimina para sempre o a escravidão legal no Brasil.

Em carta que hoje se encontra no acervo do Museu Imperial em Petrópolis, mostra o projeto de indenização para ex-escravos, para que pudessem trabalhar em sua agricultura e pecuária e um maior espaço para as mulheres.

A princesa Isabel é vista ainda por muitos como uma personagem da história meramente representativa e que assinou a lei áurea porque seu pai não estava no país no dia em questão, porém a carta revela muito mais, revela um aproximação fiel ao movimento abolicionista e aos principais abolicionistas da época, que na carta os chama de amigos. Ela demonstra também a preocupação com escravocratas e republicanos como um empecilho para que seus planos se concretizassem.

Em trecho da Carta endereçada ao Visconde de Santa Victória, a Princesa diz:

“Fui informada por papai que me colocou a par da intenção e do envio dos fundos de seu Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de Maio do ano passado, e o sigilo que o Senhor pediu ao presidente do gabinete para não provocar maior reação violenta dos escravocratas. Com os fundos doados pelo Senhor teremos oportunidade de colocar estes ex-escravos, agora livres, em terras suas próprias trabalhando na agricultura e na pecuária e delas tirando seus próprios proventos..”

É preciso recordar que o ideal de libertação da escravatura era um ideal de seu pai, Pedro II, que se destaca na história por uma personalidade nobre, culta e de profundo senso humanitário. Pode-se afirmar que a Casa Imperial brasileira se preocupou, desde o princípio, com a situação escravocrata, pois, já em 23 de novembro de 1826, nos primeiros anos da independência do Brasil, realizava-se a convenção que decidia pela proibição do tráfico de escravos, ainda que por pressão do Reino Inglês. Tal decisão teve efeito prático a partir de 1850, quando a tráfico negreiro foi definitivamente proibido.

Porém, nem sempre os poderes estabelecidos sejam em regimes monárquicos, republicanos ou quaisquer outros são livres para executarem seus propósitos, por causa da pressão social. No caso, na sociedade eminentemente agrícola do Brasil novecentista, não interessava aos fazendeiros qualquer modificação neste sistema produtivo. Neste sentido, a partir destas aspirações do Império, é que surgiu o movimento republicano, inicialmente adepto do sistema escravagista. Quando, a 28 de setembro de 1885, foi promulgada a Lei do Sexagenário, os ânimos opositores ao Império, e em particular contra Pedro II e a Princesa Isabel se acirraram até o momento da proclamação da República, a 15 de novembro de 1899, que para os monarquistas, considerada um golpe militar. Somente a partir da Lei Áurea os republicamos aderiram à ideia da abolição.

A Princesa Isabel nasceu a 29 de julho de 1846, filha de Dom Pedro II, que à época contava apenas com 21 anos de idade, e a Imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon, italiana das Duas Sicilias, dada em casamento ao príncipe brasileiro. Viveu no Brasil até seus 45 anos de idade, casada com o Conde D’Eu, e depois que a família imperial foi extraditada, passou seus restantes 31 anos na França, vindo a falecer a 14 de novembro de 1921. Seus restos mortais hoje se encontram na Catedral de Petrópolis, ao lado dos túmulos de seus pais, Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, e ainda de seu esposo, o Conde D’Eu.

A Princesa Isabel goza de fama de santidade, por causa de sua alma totalmente caridosa, sobretudo com os negros, pobres e desvalidos, além de sua vida de piedade de muita oração e busca das virtudes. Tinha a prática sacramental exemplar, com confissões e comunhões frequentes, cuidava de não praticar a vaidade nem mesmo no vestir, pois costumava usar roupas simples para uma princesa, apenas utilizando certos vestidos solenes para ocasiões oficiais. Manteve respeitosa e bonita correspondência com os Papas Leão XIII e Pio X, entre as quais encontram-se cartas em que sugere aos Sucessores de Pedro a promulgação do Dogma da Assunção de Maria, só declarado em 1950, pelo Papa Pio XII. Tendo encontrado problemas para engravidar-se, fez pedidos insistentes a Deus por intercessão de Santa Isabel da Hungria, e fez construir em Caxambu-MG uma Igreja dedicada a esta devoção. Depois de onze anos de casada teve seu primeiro filho e depois Deus lhe deu ainda mais quatro. Em 1904, ofereceu a Nossa Senhora Aparecida a primeira coroa feita com suas jóias pessoais.

Ouçam abaixo um trecho de uma ótima formação contendo detalhes sobre a magnífica história da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Um grupo de fieis, conhecedores de sua vida reta e virtuosa, pediu à Igreja a abertura do processo de sua beatificação o que foi aceito pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

O Brasil deve a esta sua importante personalidade histórica destaque e honra, pois trata-se de um exemplo de mulher e de ilibada atuação política.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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