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As cruzadas foram um ato de amor. Admiremos ou não os cruzados, o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. Não fossem estas guerras de defesa chamadas Cruzadas, a fé cristã que moldou o Ocidente teria sucumbido ao islã e seguido o caminho da extinção.

São muito comuns os equívocos sobre as Cruzadas. Geralmente, elas são retratadas como uma série de guerras santas contra o islã, conduzidas por Papas ávidos de poder e travadas por fanáticos religiosos. Supõe-se que elas foram o epítome da presunção e da intolerância, uma mancha negra na história da Igreja Católica em particular e da civilização ocidental em geral. Uma espécie de protoimperialistas, os cruzados levaram a agressividade ocidental ao pacífico Oriente Médio e então deformaram a esclarecida cultura islâmica, deixando-a em ruínas. Não precisamos ir muito longe para encontrar variações desse tema.

Qual é então a verdade sobre as Cruzadas? Especialistas ainda estão tentando chegar a um acordo sobre isso, ao menos em parte. Porém, já é possível ter certeza sobre muitas coisas. Para começar, as Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa. Foram uma resposta direta às agressões de muçulmanos — uma tentativa de reversão ou de defesa contra as conquistas islâmicas nos territórios cristãos.

As Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa.

Os cristãos do século XI não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os perseguiam. Embora eles possam ser pacíficos, o islã nasceu e cresceu por meio da guerra. Desde a época de Maomé, a expansão islâmica sempre se deu por meio da espada. O pensamento islâmico divide o mundo em dois campos: o território do islã e o da guerra. Não há nenhum território para o cristianismo ou para qualquer outra religião. Num Estado muçulmano, cristãos e judeus podem ser tolerados sob a lei islâmica. Porém, no islã tradicional, Estados cristãos e judaicos devem ser destruídos e suas terras, conquistadas.

Quando Maomé guerreou contra Meca no século VII, o cristianismo era a religião predominante em relação ao poder e à riqueza. Como era a fé do Império Romano, abarcava o Mediterrâneo inteiro, incluindo o Oriente Médio, onde havia nascido. Portanto, o mundo cristão foi o principal alvo dos primeiros califas e assim permaneceu, para os líderes muçulmanos, ao longo do milênio seguinte.


Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé. Foram muito bem-sucedidos. Palestina, Síria e Egito — outrora as regiões mais cristãs do planeta — sucumbiram rapidamente. No século VIII, exércitos muçulmanos conquistaram todo o norte da África e Espanha, regiões cristãs. No século XI, o Império Seljúcida conquistou a Ásia Menor (Turquia moderna), que era cristã desde a época de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como Império Bizantino, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia. Desesperado, o imperador em Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos da Europa Ocidental para pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs do Oriente.

Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé.

Foi isso o que deu origem às Cruzadas. Elas não foram a criação de um Papa ambicioso nem de cavaleiros gananciosos, mas uma resposta a mais de quatro séculos de conquistas por meio das quais os muçulmanos já haviam tomado dois terços do antigo mundo cristão. A um dado momento, o cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa. 


No Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano II pediu aos cavaleiros da cristandade para que repelissem as conquistas do islã. A resposta foi tremenda. Milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz e se prepararam para a guerra. Por que o fizeram? A resposta a essa pergunta foi muito incompreendida. Após o surgimento do Iluminismo, tornou-se usual afirmar que os cruzados eram simplesmente sem-terra e inúteis que se aproveitaram de uma oportunidade para roubar e pilhar num território distante. Obviamente, os sentimentos de piedade, abnegação e amor a Deus manifestados por eles não deveriam ser levados a sério, pois eram somente uma fachada para encobrir planos obscuros.

Durante as duas últimas décadas, estudos de documentos, assistidos por computador, demoliram tal narrativa. Especialistas descobriram que, em geral, os cavaleiros cruzados eram homens ricos que possuíam muitas terras na Europa. Não obstante, eles abriram mão de tudo voluntariamente para realizar a santa missão. Participar de uma Cruzada não era algo barato. Até senhores ricos podiam facilmente ficar pobres junto com suas famílias por participarem de uma Cruzada. Faziam-no não por almejarem riquezas materiais (algo que muitos deles já possuíam), mas porque tinham a esperança de ajuntar tesouros onde nem as traças nem a ferrugem os poderiam consumir.

O cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa.

Eles tinham profunda consciência do quanto eram pecadores, e estavam dispostos a suportar as privações da Cruzada como um ato penitencial de amor e caridade. A Europa está repleta de documentos medievais que confirmam esses sentimentos, documentos por meio dos quais aqueles homens falam conosco até hoje. Basta que os escutemos. É claro que eles não se opunham a capturar espólios quando isso era possível. Porém, a verdade é que as Cruzadas eram notoriamente ruins para a pilhagem. Poucas pessoas enriqueciam, mas a grande maioria retornava sem nada.


Urbano II deu aos cruzados dois objetivos, e ambos continuaram sendo essenciais para as Cruzadas orientais nos séculos seguintes. O primeiro era resgatar os cristãos do Oriente. Como disse o sucessor dele, Inocêncio III:

Como pode um homem amar o próximo como a si mesmo, segundo o preceito divino, quando, sabendo que seus irmãos na fé são mantidos pelos pérfidos muçulmanos em estrito confinamento e oprimidos pela mais pesada servidão, não se dedica à tarefa de libertá-los? É por acaso que ignorais que milhares de cristãos são mantidos na escravidão e na prisão pelos muçulmanos, além de serem torturados com inúmeros suplícios?

O professor Jonathan Riley-Smith argumentou corretamente que “a participação numa Cruzada era entendida como um ato de amor” — neste caso, o amor ao próximo. A Cruzada era vista como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça. O Papa Inocêncio III escreveu o seguinte aos cavaleiros templários: “Realizais com atos as palavras do Evangelho: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.’”

As Cruzadas eram vistas como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça.

O segundo objetivo era libertar Jerusalém e outros locais santificados pela vida de Cristo. A palavra cruzada é moderna. Os cruzados medievais consideravam-se peregrinos que realizavam atos de justiça no trajeto em direção ao Santo Sepulcro. A indulgência que recebiam era ligada canonicamente à indulgência da peregrinação. Esse objetivo era descrito com frequência em termos feudais. Quando convocou a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu:

Meus queridos filhos, considerai com cuidado o seguinte: se qualquer rei temporal fosse tirado de seu domínio e, talvez, capturado, não olharia para seus vassalos como infiéis e traidores quando sua liberdade ficasse novamente intocada e chegasse o momento de fazer justiça… a menos que eles tivessem comprometido não apenas suas propriedades, mas também a si próprios na missão de libertá-lo? E, de modo semelhante, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, a quem não podeis negar a servidão, que uniu vossas almas aos vossos corpos e que vos redimiu com o Sangue Precioso… não vos condenará pelo vício de ingratidão e crime de infidelidade se descuidardes de ajudá-lo?


A reconquista de Jerusalém, portanto, foi um ato de restauração, não de colonialismo, e uma declaração aberta de amor a Deus. Os medievais sabiam, é claro, que Deus tinha poder para reconquistar Jerusalém para si — na verdade, Ele tinha poder para pôr o mundo inteiro sob seu governo novamente. Porém, como pregou São Bernardo de Claraval, sua recusa em fazê-lo era uma bênção para seu povo:

Digo novamente: levai em conta a bondade do Todo-poderoso e prestai atenção em seus planos de misericórdia. Ele impõe a si uma obrigação para convosco (ou antes simula isso), de modo que possa ajudar-vos a satisfazer vossas obrigações para com Ele… Considero abençoada a geração que pode aproveitar a oportunidade de uma indulgência tão rica como essa.

Pressupõe-se com frequência que o objetivo central das Cruzadas era a conversão forçada do mundo islâmico. Nada poderia estar mais distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e de sua Igreja. O objetivo dos cruzados era derrotá-los e defenderem-se deles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em territórios conquistados por cruzados geralmente recebiam a permissão para conservar sua propriedade, seu meio de vida e — sempre — sua religião. Na verdade, ao longo da história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos superou bastante o de católicos. Foi só no século XIII que os franciscanos começaram a tentar converter os muçulmanos. Porém, tais tentativas foram em grande medida infrutíferas e ao fim e ao cabo foram abandonadas. Seja como for, não se recorria à ameaça de agressão, mas à persuasão pacífica.

Cinquenta anos depois, quando a Segunda Cruzada estava sendo preparada, São Bernardo pregou muitas vezes que os judeus não deviam ser perseguidos:

Perguntemos a qualquer um que conhece as Sagradas Escrituras o que o Salmo vaticina sobre os judeus. “Não rezo pela destruição deles”, ele diz. Os judeus são para nós as palavras vivas da Escritura, pois sempre nos recordam o que Nosso Senhor sofreu… Sob o governo dos príncipes cristãos, eles suportam uma difícil servidão, mas “apenas esperam o momento de sua libertação”.

Contudo, um monge cisterciense contemporâneo de São Bernardo chamado Rodolfo incitou as pessoas contra os judeus da Renânia, apesar de Bernardo ter escrito várias cartas para exigir que ele parasse com aquilo. No final das contas, ele se viu obrigado a ir pessoalmente até a Alemanha, onde alcançou Rodolfo, enviou-o de volta ao seu convento e interrompeu os massacres.

Afirma-se com frequência que é possível ver nessas perseguições as raízes do Holocausto. Pode ser verdade, mas se for o caso, essas raízes são muito mais profundas e abrangentes do que as Cruzadas. Judeus morreram durante as Cruzadas, mas o objetivo delas não era matar judeus. Foi exatamente o contrário: Papas, bispos e pregadores deixaram claro que os judeus da Europa deviam ser deixados em paz. Numa guerra moderna, chamamos mortes trágicas como essas de “dano colateral”. Mesmo com tecnologias inteligentes, os Estados Unidos mataram um número muito maior de inocentes em guerras do que os cruzados jamais poderiam imaginar. Porém, ninguém argumentaria com seriedade que o propósito das guerras americanas é matar mulheres e crianças.

Nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas.

Da confortável distância de tantos séculos, fica muito fácil olhar com desprezo para as Cruzadas. Afinal, a religião não deve ser motivo para guerrearmos. Porém, devemos ter em mente que nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas. Mesmo assim, tanto o soldado medieval como o moderno lutam, em última instância, por seu próprio mundo e por tudo o que faz parte dele. Ambos estão dispostos a realizar um enorme sacrifício, desde que seja em prol de algo que amam, algo maior que eles. Admiremos ou não os cruzados, o fato é que o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. A antiga fé do cristianismo, com seu respeito pelas mulheres e sua aversão à escravidão, não apenas sobreviveu, mas prosperou. Sem as Cruzadas, ela poderia muito bem ter seguido o caminho do zoroastrismo, outro rival do islã, rumo à extinção.

Fonte: Thomas F. Madden | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

HISTÓRIA DA IGREJA

Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto.

Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la.

São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos…

 
 
 

Javier Barraycoa afirma que a revolução russa só pode ser explicada como um caso de possessão demoníaca coletiva

Javier Barraycoa é professor universitário, sociólogo e escritor sobre inúmeras questões políticas e históricas. Ele acaba de publicar seu último trabalho: “Isso não estava no meu livro de história da revolução russa” (Editoria Almuzara), onde ele revela o rosto oculto de uma revolução que foi elogiada por boa parte da classe intelectual do século XX e que causou milhões de mortes. O trabalho surpreenderá com sua enorme quantidade de dados e histórias que nos dão uma visão chocante do comunismo.

Como você definiria a Revolução Russa?

O arcebispo católico de Lvov definiu como um caso que “só pode ser explicado como um caso de possessão diabólica”. A Revolução Russa foi uma surpresa que ninguém esperava. Os bolcheviques eram uma minoria que não poderia ter derrubado o governo burguês de Kerensky (que havia abdicado do czar) se não tivessem o apoio financeiro do banco judeu americano. O grande intermediário foi Jacob Schiff. Após o triunfo bolchevique, estes – paradoxalmente, receberam ajuda econômica e tecnológica dos EUA. Grandes empresas como o Standard Oil dos Rockefellers adquiriram direitos de exploração do petróleo do Cáucaso. Capitalismo e comunismo se uniram muito bem.

Então, o mito da participação judaica na revolução é realidade?

Do próprio Marx, cujo nome verdadeiro era Kissel Mordekay, ele era filho de um rabino, um convertido ao luteranismo, já que os judeus não podiam estudar direito até Trotsky. No livro de Robert Wilton, Os Últimos Dias dos Romanovs, o autor fornece os nomes de 556 líderes bolcheviques de primeira ordem, dos quais 457 eram judeus. Também na República Tcheca, muitos dos líderes eram judeus. Também é verdade que tudo foi interrompido com a chegada de Stalin. Ele odiava os judeus e iniciou numerosos expurgos dessa comunidade. Ele criou a Região Autônoma Judaica de Birobidjan, na Sibéria, e manteve muitos judeus lá. Sua intenção era cometer genocídio.

Assim, encontraremos protagonistas estranhos e sombrios da Revolução Russa …

O próprio Marrx ainda é um personagem sombrio. Primeiramente, em sua juventude, ele foi um fervoroso luterano, logo passou a ser como o conhecemos uma época satanista. Devemos pensar que mais de dois terços das obras de Marx são mantidos no Instituto Marx em Moscou, sem traduzir e sem conhecer seu conteúdo. Muitos são suspeitos de serem satânicos. Um personagem assustador é Gleb Boki, um dos primeiros governantes tchecos localizados no edifício Lubianka. Ele organizou uma seção dedicada ao ocultismo e tentou controlar as forças ocultas para colocá-las a serviço da revolução. O ateísmo soviético nunca esteve em desacordo com o espiritismo e a magia. Stalin tinha bruxos e bruxas como Natalia Lvova a seu serviço. Pouco sabemos sobre ela porque, após a morte de Stalin, o serviço secreto (NKVD) tentou apagar todos os vestígios.

Então ateísmo e comunismo não estavam em desacordo com o espiritismo?

Em absoluto. No início do trabalho, coletamos os antecedentes dos primeiros “socialistas”. Muitos deles eram utópicos ingênuos que queriam reformular um “novo cristianismo”. O marxismo impôs que o comunismo era um materialismo ateísta, mas nunca poderia romper com o esoterismo e o ocultismo que permeavam numerosas seitas dos quais emergiu a primeira Liga Comunista. Uma vez que a revolução triunfou, fizeram um julgamento contra Deus. Uma Bíblia foi colocada no banco dos réus, e o promotor Lunacharski acusou Deus de todos os males da humanidade e o condenou a ser baleado. Deus foi “executado”, disparando metralhadoras no céu. O que poderia ter sido um erro, logo se tornaria uma perseguição religiosa cruel.

Apenas religioso?

Não. Os expurgos foram sistemáticos e terríveis. O próprio partido comunista, cujos quadros freqüentemente caíam da graça, estava constantemente se purgando. Quanto mais perto você chegar de altos níveis de poder, maiores serão suas chances de acabar sendo executado ou nos Gulag (campos de trabalho). Até os oficiais principais da República Tcheca foram expurgados várias vezes. O terror era um instrumento de poder e não foi acidental, mas foi teorizado como um dos elementos essenciais para alcançar os objetivos da revolução. O Exército Vermelho não foi poupado. Os números são assustadores: 3 de 5 marechais, 13 de 15 generais do exército, 8 de 9 almirantes, 50 de 57 generais do corpo de exército foram eliminados e a lista continua. Classes profissionais inteiras também foram eliminadas, por exemplo, os estatísticos. O motivo foi o censo de 1937. Stalin esperava que um censo de 180 milhões de habitantes surgisse. Mas apenas 162 milhões apareceram (milhões inteiros haviam morrido de fome e expurgos). Stalin expurgou os estatísticos e proibiu novos censos.

Havia algum remanescente de liberdade na sociedade comunista?

Após a revolução de outubro de 1917, quando os bolcheviques triunfaram sobre os mencheviques, foi feita uma Constituição que permitia quase tudo: libertação sexual, homossexualidade, anulação do casamento eclesiástico, liberdade teórica de religião, impressão, etc. Mas foi tudo uma ilusão. A perseguição religiosa foi apressada quando a Guerra Civil contra os russos brancos (czaristas) foi vencida. O nudismo e a liberdade sexual acabaram sendo banidos em pouco tempo. Lenin era uma espécie de puritano, que não o impedia de viver com sua esposa e amante sob o mesmo teto, mas viu que a Revolução estava enfraquecida pela devassidão sexual que se espalhou por toda a Rússia. A licença sexual e a facilidade do divórcio significavam que a Rússia estava cheia de milhões de crianças abandonadas. O estado comunista foi o criador dos viveiros como locais de doutrinação no início do processo educacional. Logo a “amizade” com homossexuais foi interrompida. Eles foram tratados primeiro como libertinos que foram enviados ao Gulag (campos de trabalho forçado). Sob Stalin, os doentes mentais eram considerados “curados” em clínicas psiquiátricas especiais. O mais curioso é que eles acusaram os homossexuais de serem fascistas e vice-versa. Daí a famosa frase: “vamos acabar com a homossexualidade e acabar com o fascismo”.

Eles não nos dizem nada sobre isso …

Claro. A União Soviética tornou-se uma mentira sistemática. A propaganda era a única coisa real no sistema. A criação de mitos como Stakhanov, o grande super-mineiro soviético que iniciou o Stakhanovismo, foi uma fraude. Ele acabou não fazendo nada durante sua vida e morreu de álcool. A famosa foto de um soldado soviético plantando a bandeira comunista sobre o Reichstag de Berlim foi uma montagem resultante de uma sessão de fotos após dois dias de terminar a captura da capital alemã. Quando a televisão se espalhou na URSS, foi a única saída para milhões de pessoas que viviam alienadas sob o materialismo “desalojado”. Quando a publicidade na televisão era permitida, os anúncios eram criados (havia apenas uma agência de publicidade do estado) para produtos que não existiam. Assim, as pessoas estavam empolgadas por poder apreciar um dia o que viram na televisão. Para controlar os impostos sobre o consumo de tabaco, foram promovidos maços de cigarro. A publicidade sobre o fumo é espetacular, porque foi proposto o quão saudável era fumar. Mesmo anunciando o sistema de saúde, um slogan dizia que a URSS tinha “os pacientes mais saudáveis ​​do mundo”. A loucura.

E o que esse Paraíso estava escondendo da ilusão?

Toda a ilusão escondeu o terror. O Gulag foi o segundo maior sistema de repressão carcerária, o primeiro é visto na China. A vida no Gulag era simplesmente terrível. Em muitos campos da Sibéria não havia sequer necessidade de arame farpado. Ninguém ousaria entrar na tundra, pois a morte era certa. Ir ao Gulag foi praticamente uma sentença de morte por causa das condições adversas. As obras faraônicas dos canais construídos na época de Stalin são um hino à estupidez (quase todas foram mal construídas e eram inúteis para a navegação de navios profundos) e a terrível morte de trabalhadores forçados. Um caso sombrio é o da rodovia Kolimá. Existem quase 2.000 quilômetros de estrada que liga as cidades da Sibéria. Os “escravos” Gulag o construíram sob condições terríveis. Eles morreram em massa e os corpos foram enterrados no acostamento da estrada. Os ciclos de congelamento e descongelamento na Sibéria fazem com que os corpos mal enterrados subam da terra com os braços estendidos. É um espetáculo sombrio que os força a serem enterrados novamente. As margens da rodovia Kolimá estavam cheias de cadáveres que uma vez por ano emergiam do chão. Finalmente eles decidiram enterrá-los sob o asfalto. Hoje é conhecido que a cada poucos metros, sob o asfalto, haja um cadáver.

No entanto, a pegada comunista ainda está viva na atual federação russa …

Sim. Ainda se estima que existam mais de 6.000 estátuas gigantes de Lenin na Rússia. Existe até um na Antártica. O traço de tantos anos de terror, alienação, mentiras sistemáticas, mas ao mesmo tempo de propaganda e glorificação da Mãe Rússia, criou uma sociedade muito especial. A psique coletiva russa está dividida entre rejeitar o horror do comunismo e o desejo de sentir uma potência mundial como nos dias da União Soviética. Na Rússia, a prática religiosa, ansiando pelo czarismo, hipnose do ainda onipresente Lênin, a celebração do triunfo do Exército Vermelho sobre o nazismo, o ódio ao Ocidente e sua admiração pelo capitalismo explodiram. O povo russo não pode se livrar da marca da Revolução Russa que deixou sua marca e ainda está latente.

Por Javier Navascués

Via Infocatólica | Traduzido por Templário de Maria

 
 
 

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou suas famosas noventa e cinco teses na porta da Catedral de Wittenberg, em uma ação que tradicionalmente é considerada o início da Reforma Protestante.

Em resposta ao protestantismo e aos problemas que ele colocava, a Igreja iniciou o que era conhecido como Contra-Reforma. Um dos frutos dessa renovação foi o estabelecimento da Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola. É assim que o padre Charles P. Connor explica isso em seu livro Defenders of the faith , no qual apresenta algumas das grandes figuras da História da Igreja que se tornaram baluarte da fé.

O fundador da Companhia de Jesus nasceu em 1491 no castelo Loyola, em Azpeitia. Um homem dado na juventude às vaidades do mundo e dedicado ao exercício de armas impulsionado por um forte desejo de ganhar honra, foi forçado a abandonar a vida militar depois de ser ferido no campo de batalha. Por causa dessa lesão, por semanas ele permaneceu convalescente no castelo de Loyola. Nesse período, ele abordou a leitura da vida de Cristo e dos santos. Essas histórias o levaram a pensar sobre o significado de sua vida e a fome de Deus começou a tomar conta dele.

Depois de um tempo, ele decidiu fazer uma peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Montserrat e depois à Terra Santa. Em seu retorno, ele estudou em Barcelona, ​​Alcalá e, finalmente, na Universidade de Paris. Entre seus companheiros na época estavam alguns dos membros mais importantes da futura Companhia de Jesus: Francisco Javier, Fabro, Laínez, Salmerón, Rodrigues e Bobadilla. Eles formariam o primeiro grupo de jesuítas, defensores da fé em tempos de heresia.

Em 15 de agosto de 1534, festa da Assunção da Virgem, esses homens professaram seus votos na capela de Saint Denis, na colina de Montmartre, em Paris. Eles também decidiram naquela época, como declarado nas páginas dos Defensores da Fé , que se alguém lhes perguntasse o nome de sua associação, eles responderiam que pertenciam à Companhia de Jesus porque estavam determinados a lutar contra o erro sob a bandeira de Cristo. .

Da mesma forma, Santo Inácio queria que os membros da Sociedade se comprometessem a colocar-se a serviço do Santo Padre, prontos para ir a qualquer canto do mundo para levar o Evangelho:

“Tudo o que Sua Santidade nos enviar a respeito do benefício das almas ou da propagação da fé, seremos obrigados a cumprir, sem deturpações ou desculpas, imediatamente e assim que estiver do nosso lado, para onde quiser nos enviar ou para Turcos, ou para os novos mundos, ou entre os luteranos, ou para qualquer outra terra de fiéis ou infiéis […] Este voto pode nos dispersar pelas várias partes do mundo. “

Santo Inácio também insistiu particularmente na prevalência da caridade, como mostra este artigo, coletado nas páginas dos Defensores da Fé :

“Tome muito cuidado em pregar a verdade de tal maneira que, se houver um herege entre os ouvintes, será um exemplo de caridade e moderação cristã. Não use palavras duras nem mostre desprezo por seus erros. “

A defesa da fé que os primeiros jesuítas realizaram foi de particular importância no momento em que a Igreja Católica estava enfrentando a propagação do protestantismo. Entre as contribuições da ordem durante esse período está a abertura do Collegio Romano e do Collegium Germanicum em Roma. Este último se tornou um verdadeiro bastião de treinamento com a participação de estudantes dos países aos quais a Reforma havia chegado.

Séculos mais tarde, o cardeal arcebispo de Westminster, Henry Edward Manning, descreveu a atuação da Companhia de Jesus naquele tempo, conforme registrado por Charles P. Connor em seu trabalho:

“A Companhia de Jesus era exatamente o que era necessário no século 16 para combater a Reforma. Revolução e desordem eram as características da Reforma. A Companhia de Jesus foi caracterizada pela obediência e pela maior coesão. […] Os jesuítas atacaram, rejeitaram e derrotaram a revolução de Lutero e, com sua pregação e direção espiritual, reconquistaram almas, porque pregavam apenas Cristo e Cristo crucificado. Essa foi a mensagem da Companhia de Jesus e, com ela, ele mereceu e obteve a confiança e a obediência das almas.”

Traduzido de Infovaticana.com

 
 
 
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