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As cruzadas foram um ato de amor. Admiremos ou não os cruzados, o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. Não fossem estas guerras de defesa chamadas Cruzadas, a fé cristã que moldou o Ocidente teria sucumbido ao islã e seguido o caminho da extinção.

São muito comuns os equívocos sobre as Cruzadas. Geralmente, elas são retratadas como uma série de guerras santas contra o islã, conduzidas por Papas ávidos de poder e travadas por fanáticos religiosos. Supõe-se que elas foram o epítome da presunção e da intolerância, uma mancha negra na história da Igreja Católica em particular e da civilização ocidental em geral. Uma espécie de protoimperialistas, os cruzados levaram a agressividade ocidental ao pacífico Oriente Médio e então deformaram a esclarecida cultura islâmica, deixando-a em ruínas. Não precisamos ir muito longe para encontrar variações desse tema.

Qual é então a verdade sobre as Cruzadas? Especialistas ainda estão tentando chegar a um acordo sobre isso, ao menos em parte. Porém, já é possível ter certeza sobre muitas coisas. Para começar, as Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa. Foram uma resposta direta às agressões de muçulmanos — uma tentativa de reversão ou de defesa contra as conquistas islâmicas nos territórios cristãos.

As Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa.

Os cristãos do século XI não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os perseguiam. Embora eles possam ser pacíficos, o islã nasceu e cresceu por meio da guerra. Desde a época de Maomé, a expansão islâmica sempre se deu por meio da espada. O pensamento islâmico divide o mundo em dois campos: o território do islã e o da guerra. Não há nenhum território para o cristianismo ou para qualquer outra religião. Num Estado muçulmano, cristãos e judeus podem ser tolerados sob a lei islâmica. Porém, no islã tradicional, Estados cristãos e judaicos devem ser destruídos e suas terras, conquistadas.

Quando Maomé guerreou contra Meca no século VII, o cristianismo era a religião predominante em relação ao poder e à riqueza. Como era a fé do Império Romano, abarcava o Mediterrâneo inteiro, incluindo o Oriente Médio, onde havia nascido. Portanto, o mundo cristão foi o principal alvo dos primeiros califas e assim permaneceu, para os líderes muçulmanos, ao longo do milênio seguinte.


Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé. Foram muito bem-sucedidos. Palestina, Síria e Egito — outrora as regiões mais cristãs do planeta — sucumbiram rapidamente. No século VIII, exércitos muçulmanos conquistaram todo o norte da África e Espanha, regiões cristãs. No século XI, o Império Seljúcida conquistou a Ásia Menor (Turquia moderna), que era cristã desde a época de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como Império Bizantino, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia. Desesperado, o imperador em Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos da Europa Ocidental para pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs do Oriente.

Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé.

Foi isso o que deu origem às Cruzadas. Elas não foram a criação de um Papa ambicioso nem de cavaleiros gananciosos, mas uma resposta a mais de quatro séculos de conquistas por meio das quais os muçulmanos já haviam tomado dois terços do antigo mundo cristão. A um dado momento, o cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa. 


No Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano II pediu aos cavaleiros da cristandade para que repelissem as conquistas do islã. A resposta foi tremenda. Milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz e se prepararam para a guerra. Por que o fizeram? A resposta a essa pergunta foi muito incompreendida. Após o surgimento do Iluminismo, tornou-se usual afirmar que os cruzados eram simplesmente sem-terra e inúteis que se aproveitaram de uma oportunidade para roubar e pilhar num território distante. Obviamente, os sentimentos de piedade, abnegação e amor a Deus manifestados por eles não deveriam ser levados a sério, pois eram somente uma fachada para encobrir planos obscuros.

Durante as duas últimas décadas, estudos de documentos, assistidos por computador, demoliram tal narrativa. Especialistas descobriram que, em geral, os cavaleiros cruzados eram homens ricos que possuíam muitas terras na Europa. Não obstante, eles abriram mão de tudo voluntariamente para realizar a santa missão. Participar de uma Cruzada não era algo barato. Até senhores ricos podiam facilmente ficar pobres junto com suas famílias por participarem de uma Cruzada. Faziam-no não por almejarem riquezas materiais (algo que muitos deles já possuíam), mas porque tinham a esperança de ajuntar tesouros onde nem as traças nem a ferrugem os poderiam consumir.

O cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa.

Eles tinham profunda consciência do quanto eram pecadores, e estavam dispostos a suportar as privações da Cruzada como um ato penitencial de amor e caridade. A Europa está repleta de documentos medievais que confirmam esses sentimentos, documentos por meio dos quais aqueles homens falam conosco até hoje. Basta que os escutemos. É claro que eles não se opunham a capturar espólios quando isso era possível. Porém, a verdade é que as Cruzadas eram notoriamente ruins para a pilhagem. Poucas pessoas enriqueciam, mas a grande maioria retornava sem nada.


Urbano II deu aos cruzados dois objetivos, e ambos continuaram sendo essenciais para as Cruzadas orientais nos séculos seguintes. O primeiro era resgatar os cristãos do Oriente. Como disse o sucessor dele, Inocêncio III:

Como pode um homem amar o próximo como a si mesmo, segundo o preceito divino, quando, sabendo que seus irmãos na fé são mantidos pelos pérfidos muçulmanos em estrito confinamento e oprimidos pela mais pesada servidão, não se dedica à tarefa de libertá-los? É por acaso que ignorais que milhares de cristãos são mantidos na escravidão e na prisão pelos muçulmanos, além de serem torturados com inúmeros suplícios?

O professor Jonathan Riley-Smith argumentou corretamente que “a participação numa Cruzada era entendida como um ato de amor” — neste caso, o amor ao próximo. A Cruzada era vista como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça. O Papa Inocêncio III escreveu o seguinte aos cavaleiros templários: “Realizais com atos as palavras do Evangelho: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.’”

As Cruzadas eram vistas como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça.

O segundo objetivo era libertar Jerusalém e outros locais santificados pela vida de Cristo. A palavra cruzada é moderna. Os cruzados medievais consideravam-se peregrinos que realizavam atos de justiça no trajeto em direção ao Santo Sepulcro. A indulgência que recebiam era ligada canonicamente à indulgência da peregrinação. Esse objetivo era descrito com frequência em termos feudais. Quando convocou a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu:

Meus queridos filhos, considerai com cuidado o seguinte: se qualquer rei temporal fosse tirado de seu domínio e, talvez, capturado, não olharia para seus vassalos como infiéis e traidores quando sua liberdade ficasse novamente intocada e chegasse o momento de fazer justiça… a menos que eles tivessem comprometido não apenas suas propriedades, mas também a si próprios na missão de libertá-lo? E, de modo semelhante, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, a quem não podeis negar a servidão, que uniu vossas almas aos vossos corpos e que vos redimiu com o Sangue Precioso… não vos condenará pelo vício de ingratidão e crime de infidelidade se descuidardes de ajudá-lo?


A reconquista de Jerusalém, portanto, foi um ato de restauração, não de colonialismo, e uma declaração aberta de amor a Deus. Os medievais sabiam, é claro, que Deus tinha poder para reconquistar Jerusalém para si — na verdade, Ele tinha poder para pôr o mundo inteiro sob seu governo novamente. Porém, como pregou São Bernardo de Claraval, sua recusa em fazê-lo era uma bênção para seu povo:

Digo novamente: levai em conta a bondade do Todo-poderoso e prestai atenção em seus planos de misericórdia. Ele impõe a si uma obrigação para convosco (ou antes simula isso), de modo que possa ajudar-vos a satisfazer vossas obrigações para com Ele… Considero abençoada a geração que pode aproveitar a oportunidade de uma indulgência tão rica como essa.

Pressupõe-se com frequência que o objetivo central das Cruzadas era a conversão forçada do mundo islâmico. Nada poderia estar mais distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e de sua Igreja. O objetivo dos cruzados era derrotá-los e defenderem-se deles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em territórios conquistados por cruzados geralmente recebiam a permissão para conservar sua propriedade, seu meio de vida e — sempre — sua religião. Na verdade, ao longo da história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos superou bastante o de católicos. Foi só no século XIII que os franciscanos começaram a tentar converter os muçulmanos. Porém, tais tentativas foram em grande medida infrutíferas e ao fim e ao cabo foram abandonadas. Seja como for, não se recorria à ameaça de agressão, mas à persuasão pacífica.

Cinquenta anos depois, quando a Segunda Cruzada estava sendo preparada, São Bernardo pregou muitas vezes que os judeus não deviam ser perseguidos:

Perguntemos a qualquer um que conhece as Sagradas Escrituras o que o Salmo vaticina sobre os judeus. “Não rezo pela destruição deles”, ele diz. Os judeus são para nós as palavras vivas da Escritura, pois sempre nos recordam o que Nosso Senhor sofreu… Sob o governo dos príncipes cristãos, eles suportam uma difícil servidão, mas “apenas esperam o momento de sua libertação”.

Contudo, um monge cisterciense contemporâneo de São Bernardo chamado Rodolfo incitou as pessoas contra os judeus da Renânia, apesar de Bernardo ter escrito várias cartas para exigir que ele parasse com aquilo. No final das contas, ele se viu obrigado a ir pessoalmente até a Alemanha, onde alcançou Rodolfo, enviou-o de volta ao seu convento e interrompeu os massacres.

Afirma-se com frequência que é possível ver nessas perseguições as raízes do Holocausto. Pode ser verdade, mas se for o caso, essas raízes são muito mais profundas e abrangentes do que as Cruzadas. Judeus morreram durante as Cruzadas, mas o objetivo delas não era matar judeus. Foi exatamente o contrário: Papas, bispos e pregadores deixaram claro que os judeus da Europa deviam ser deixados em paz. Numa guerra moderna, chamamos mortes trágicas como essas de “dano colateral”. Mesmo com tecnologias inteligentes, os Estados Unidos mataram um número muito maior de inocentes em guerras do que os cruzados jamais poderiam imaginar. Porém, ninguém argumentaria com seriedade que o propósito das guerras americanas é matar mulheres e crianças.

Nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas.

Da confortável distância de tantos séculos, fica muito fácil olhar com desprezo para as Cruzadas. Afinal, a religião não deve ser motivo para guerrearmos. Porém, devemos ter em mente que nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas. Mesmo assim, tanto o soldado medieval como o moderno lutam, em última instância, por seu próprio mundo e por tudo o que faz parte dele. Ambos estão dispostos a realizar um enorme sacrifício, desde que seja em prol de algo que amam, algo maior que eles. Admiremos ou não os cruzados, o fato é que o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. A antiga fé do cristianismo, com seu respeito pelas mulheres e sua aversão à escravidão, não apenas sobreviveu, mas prosperou. Sem as Cruzadas, ela poderia muito bem ter seguido o caminho do zoroastrismo, outro rival do islã, rumo à extinção.

Fonte: Thomas F. Madden | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

HISTÓRIA DA IGREJA

Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto.

Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la.

São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos…

 
 
 

As cruzadas foram um ato de amor. Admiremos ou não os cruzados, o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. Não fossem estas guerras de defesa chamadas Cruzadas, a fé cristã que moldou o Ocidente teria sucumbido ao islã e seguido o caminho da extinção.

São muito comuns os equívocos sobre as Cruzadas. Geralmente, elas são retratadas como uma série de guerras santas contra o islã, conduzidas por Papas ávidos de poder e travadas por fanáticos religiosos. Supõe-se que elas foram o epítome da presunção e da intolerância, uma mancha negra na história da Igreja Católica em particular e da civilização ocidental em geral. Uma espécie de protoimperialistas, os cruzados levaram a agressividade ocidental ao pacífico Oriente Médio e então deformaram a esclarecida cultura islâmica, deixando-a em ruínas. Não precisamos ir muito longe para encontrar variações desse tema.

Qual é então a verdade sobre as Cruzadas? Especialistas ainda estão tentando chegar a um acordo sobre isso, ao menos em parte. Porém, já é possível ter certeza sobre muitas coisas. Para começar, as Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa. Foram uma resposta direta às agressões de muçulmanos — uma tentativa de reversão ou de defesa contra as conquistas islâmicas nos territórios cristãos.

As Cruzadas em direção ao Oriente foram, sob todos os aspectos, guerras de defesa.

Os cristãos do século XI não eram fanáticos paranoicos. Os muçulmanos realmente os perseguiam. Embora eles possam ser pacíficos, o islã nasceu e cresceu por meio da guerra. Desde a época de Maomé, a expansão islâmica sempre se deu por meio da espada. O pensamento islâmico divide o mundo em dois campos: o território do islã e o da guerra. Não há nenhum território para o cristianismo ou para qualquer outra religião. Num Estado muçulmano, cristãos e judeus podem ser tolerados sob a lei islâmica. Porém, no islã tradicional, Estados cristãos e judaicos devem ser destruídos e suas terras, conquistadas.

Quando Maomé guerreou contra Meca no século VII, o cristianismo era a religião predominante em relação ao poder e à riqueza. Como era a fé do Império Romano, abarcava o Mediterrâneo inteiro, incluindo o Oriente Médio, onde havia nascido. Portanto, o mundo cristão foi o principal alvo dos primeiros califas e assim permaneceu, para os líderes muçulmanos, ao longo do milênio seguinte.


Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé. Foram muito bem-sucedidos. Palestina, Síria e Egito — outrora as regiões mais cristãs do planeta — sucumbiram rapidamente. No século VIII, exércitos muçulmanos conquistaram todo o norte da África e Espanha, regiões cristãs. No século XI, o Império Seljúcida conquistou a Ásia Menor (Turquia moderna), que era cristã desde a época de São Paulo. O antigo Império Romano, conhecido pelos historiadores modernos como Império Bizantino, ficou reduzido a pouco mais que a Grécia. Desesperado, o imperador em Constantinopla enviou uma mensagem aos cristãos da Europa Ocidental para pedir ajuda aos seus irmãos e irmãs do Oriente.

Os guerreiros islâmicos atacaram os cristãos com imenso vigor logo após a morte de Maomé.

Foi isso o que deu origem às Cruzadas. Elas não foram a criação de um Papa ambicioso nem de cavaleiros gananciosos, mas uma resposta a mais de quatro séculos de conquistas por meio das quais os muçulmanos já haviam tomado dois terços do antigo mundo cristão. A um dado momento, o cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa. 


No Concílio de Clermont, em 1095, o Papa Urbano II pediu aos cavaleiros da cristandade para que repelissem as conquistas do islã. A resposta foi tremenda. Milhares de guerreiros fizeram o juramento da cruz e se prepararam para a guerra. Por que o fizeram? A resposta a essa pergunta foi muito incompreendida. Após o surgimento do Iluminismo, tornou-se usual afirmar que os cruzados eram simplesmente sem-terra e inúteis que se aproveitaram de uma oportunidade para roubar e pilhar num território distante. Obviamente, os sentimentos de piedade, abnegação e amor a Deus manifestados por eles não deveriam ser levados a sério, pois eram somente uma fachada para encobrir planos obscuros.

Durante as duas últimas décadas, estudos de documentos, assistidos por computador, demoliram tal narrativa. Especialistas descobriram que, em geral, os cavaleiros cruzados eram homens ricos que possuíam muitas terras na Europa. Não obstante, eles abriram mão de tudo voluntariamente para realizar a santa missão. Participar de uma Cruzada não era algo barato. Até senhores ricos podiam facilmente ficar pobres junto com suas famílias por participarem de uma Cruzada. Faziam-no não por almejarem riquezas materiais (algo que muitos deles já possuíam), mas porque tinham a esperança de ajuntar tesouros onde nem as traças nem a ferrugem os poderiam consumir.

O cristianismo teve de se defender, como fé e cultura, para não ser absorvido pelo islã. As Cruzadas foram essa defesa.

Eles tinham profunda consciência do quanto eram pecadores, e estavam dispostos a suportar as privações da Cruzada como um ato penitencial de amor e caridade. A Europa está repleta de documentos medievais que confirmam esses sentimentos, documentos por meio dos quais aqueles homens falam conosco até hoje. Basta que os escutemos. É claro que eles não se opunham a capturar espólios quando isso era possível. Porém, a verdade é que as Cruzadas eram notoriamente ruins para a pilhagem. Poucas pessoas enriqueciam, mas a grande maioria retornava sem nada.


Urbano II deu aos cruzados dois objetivos, e ambos continuaram sendo essenciais para as Cruzadas orientais nos séculos seguintes. O primeiro era resgatar os cristãos do Oriente. Como disse o sucessor dele, Inocêncio III:

Como pode um homem amar o próximo como a si mesmo, segundo o preceito divino, quando, sabendo que seus irmãos na fé são mantidos pelos pérfidos muçulmanos em estrito confinamento e oprimidos pela mais pesada servidão, não se dedica à tarefa de libertá-los? É por acaso que ignorais que milhares de cristãos são mantidos na escravidão e na prisão pelos muçulmanos, além de serem torturados com inúmeros suplícios?

O professor Jonathan Riley-Smith argumentou corretamente que “a participação numa Cruzada era entendida como um ato de amor” — neste caso, o amor ao próximo. A Cruzada era vista como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça. O Papa Inocêncio III escreveu o seguinte aos cavaleiros templários: “Realizais com atos as palavras do Evangelho: ‘Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.’”

As Cruzadas eram vistas como um serviço de caridade para corrigir uma terrível injustiça.

O segundo objetivo era libertar Jerusalém e outros locais santificados pela vida de Cristo. A palavra cruzada é moderna. Os cruzados medievais consideravam-se peregrinos que realizavam atos de justiça no trajeto em direção ao Santo Sepulcro. A indulgência que recebiam era ligada canonicamente à indulgência da peregrinação. Esse objetivo era descrito com frequência em termos feudais. Quando convocou a Quinta Cruzada em 1215, Inocêncio III escreveu:

Meus queridos filhos, considerai com cuidado o seguinte: se qualquer rei temporal fosse tirado de seu domínio e, talvez, capturado, não olharia para seus vassalos como infiéis e traidores quando sua liberdade ficasse novamente intocada e chegasse o momento de fazer justiça… a menos que eles tivessem comprometido não apenas suas propriedades, mas também a si próprios na missão de libertá-lo? E, de modo semelhante, Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, a quem não podeis negar a servidão, que uniu vossas almas aos vossos corpos e que vos redimiu com o Sangue Precioso… não vos condenará pelo vício de ingratidão e crime de infidelidade se descuidardes de ajudá-lo?


A reconquista de Jerusalém, portanto, foi um ato de restauração, não de colonialismo, e uma declaração aberta de amor a Deus. Os medievais sabiam, é claro, que Deus tinha poder para reconquistar Jerusalém para si — na verdade, Ele tinha poder para pôr o mundo inteiro sob seu governo novamente. Porém, como pregou São Bernardo de Claraval, sua recusa em fazê-lo era uma bênção para seu povo:

Digo novamente: levai em conta a bondade do Todo-poderoso e prestai atenção em seus planos de misericórdia. Ele impõe a si uma obrigação para convosco (ou antes simula isso), de modo que possa ajudar-vos a satisfazer vossas obrigações para com Ele… Considero abençoada a geração que pode aproveitar a oportunidade de uma indulgência tão rica como essa.

Pressupõe-se com frequência que o objetivo central das Cruzadas era a conversão forçada do mundo islâmico. Nada poderia estar mais distante da verdade. Do ponto de vista dos cristãos medievais, os muçulmanos eram os inimigos de Cristo e de sua Igreja. O objetivo dos cruzados era derrotá-los e defenderem-se deles. Nada mais. Os muçulmanos que viviam em territórios conquistados por cruzados geralmente recebiam a permissão para conservar sua propriedade, seu meio de vida e — sempre — sua religião. Na verdade, ao longo da história do Reino Cruzado de Jerusalém, o número de habitantes muçulmanos superou bastante o de católicos. Foi só no século XIII que os franciscanos começaram a tentar converter os muçulmanos. Porém, tais tentativas foram em grande medida infrutíferas e ao fim e ao cabo foram abandonadas. Seja como for, não se recorria à ameaça de agressão, mas à persuasão pacífica.

Cinquenta anos depois, quando a Segunda Cruzada estava sendo preparada, São Bernardo pregou muitas vezes que os judeus não deviam ser perseguidos:

Perguntemos a qualquer um que conhece as Sagradas Escrituras o que o Salmo vaticina sobre os judeus. “Não rezo pela destruição deles”, ele diz. Os judeus são para nós as palavras vivas da Escritura, pois sempre nos recordam o que Nosso Senhor sofreu… Sob o governo dos príncipes cristãos, eles suportam uma difícil servidão, mas “apenas esperam o momento de sua libertação”.

Contudo, um monge cisterciense contemporâneo de São Bernardo chamado Rodolfo incitou as pessoas contra os judeus da Renânia, apesar de Bernardo ter escrito várias cartas para exigir que ele parasse com aquilo. No final das contas, ele se viu obrigado a ir pessoalmente até a Alemanha, onde alcançou Rodolfo, enviou-o de volta ao seu convento e interrompeu os massacres.

Afirma-se com frequência que é possível ver nessas perseguições as raízes do Holocausto. Pode ser verdade, mas se for o caso, essas raízes são muito mais profundas e abrangentes do que as Cruzadas. Judeus morreram durante as Cruzadas, mas o objetivo delas não era matar judeus. Foi exatamente o contrário: Papas, bispos e pregadores deixaram claro que os judeus da Europa deviam ser deixados em paz. Numa guerra moderna, chamamos mortes trágicas como essas de “dano colateral”. Mesmo com tecnologias inteligentes, os Estados Unidos mataram um número muito maior de inocentes em guerras do que os cruzados jamais poderiam imaginar. Porém, ninguém argumentaria com seriedade que o propósito das guerras americanas é matar mulheres e crianças.

Nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas.

Da confortável distância de tantos séculos, fica muito fácil olhar com desprezo para as Cruzadas. Afinal, a religião não deve ser motivo para guerrearmos. Porém, devemos ter em mente que nossos ancestrais medievais sentiriam a mesma repugnância de nossas guerras infinitamente mais destrutivas, porque travadas em nome de ideologias políticas. Mesmo assim, tanto o soldado medieval como o moderno lutam, em última instância, por seu próprio mundo e por tudo o que faz parte dele. Ambos estão dispostos a realizar um enorme sacrifício, desde que seja em prol de algo que amam, algo maior que eles. Admiremos ou não os cruzados, o fato é que o mundo que conhecemos hoje não existiria sem o empenho deles. A antiga fé do cristianismo, com seu respeito pelas mulheres e sua aversão à escravidão, não apenas sobreviveu, mas prosperou. Sem as Cruzadas, ela poderia muito bem ter seguido o caminho do zoroastrismo, outro rival do islã, rumo à extinção.

Fonte: Thomas F. Madden | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

HISTÓRIA DA IGREJA

Conforme nós católicos evoluímos no conhecimento da doutrina católica, é normal que surjam dúvidas e curiosidades sobre a História da Santa Igreja. De fato, conhecer a história da Igreja é essencial para combater diversos erros e ataques propagados em nosso tempo, por este motivo preparamos um material especial sobre este assunto.

Disponibilizamos em nosso site uma série de vídeos do historiador católico e professor Raphael Tonon, uma das maiores referências no Brasil sobre o assunto, através dos quais ele faz um excelente resumo da história da igreja, contando fatos impressionantes sobre a ótica da verdade e combatendo as mentiras que espalham sobre a Igreja para atacá-la.

São 4 vídeos sobre a história da igreja e alguns vídeos bônus sobre a história da Igreja no Brasil. Recomendamos que todos reservem um tempo para assistir. Aproveite esta grande oportunidade para conhecer a verdadeira história da Igreja e descobrir uma visão totalmente diferente daquela que é contada pelos que querem a destruição do cristianismo. São muitos detalhes que nos ajudarão a amar ainda mais a Santa Igreja. Compartilhe com seus amigos…

 
 
 

VIKINGS E MISSIONÁRIOS NA AMÉRICA ANTES DE COLOMBO

Os vikings exploraram e colonizaram regiões diversas do Atlântico Norte, que podemos verificar a ilha da Groenlândia, Terra Nova e Labrador (atual Canadá) e possivelmente os Estados Unidos a partir do século X (WAHLGREN, Erik. Destino, ed. Los Vikingos y América. 1990. Barcelona)

Sobre à questão de um domínio da Idade Média, que é o da exploração e dos conhecimentos geográficos, a atividade não foi pequena, nem é insignificante comparada com às descobertas da renascença. “Poder-se-á, aliás, ter a certeza de que a América não tenha sido, se não «descoberta», pelo menos visitada, já desde essa época? “ É o que verificamos nas obras e documentos da Idade Média de alguns grandes e renomados Historiadores. (…)“Um fato é certo, é que os Vikings tinham atravessado o Atlântico Norte e estabelecido relações regulares com a Groenlândia.”(…) “Fazer remontar a época das grandes viagens ao Renascimento é, mais do que uma injustiça, erro.” (Pernoud, Luz sobre a Idade Média).

A partir dessa primeira análise vemos que, a Idade Média ocidental estava longe de ser um momento de estagnação cultural, exploratória e econômica, isto poderemos observar na próxima citação, e sempre às missões católicas estavam na linha de frente dessas descobertas de novas regiões, pois o ímpeto de proclamar o Evangelho a todos os povos deu o combustível necessário para dar ânimo para tais missões.

Seguindo a narrativa de Pernoud (p.157), ‘Ai se estabeleceram Islandeses; aí se instituiu um bispado e, em 1327¹, os Gronelandeses responderam ao apelo à cruzada do papa João XXII, enviando-lhe, como participação nas despesas, um carregamento peles de focas e de dentes de morsas. Não é impossível que tenham, a partir dessa época, explorado uma parte do Canadá e remontado o São Lourenço, onde Jacques Cartier haveria de descobrir com surpresa, alguns séculos mais tarde, que os índios faziam o sinal da cruz e declaravam que o tinham aprendido dos seus antepassados. Nada disto é, aliás, tão espantoso se considerarmos que a Idade Média se encontrava, por intermédio dos Árabes, em relações pelo menos indiretas com a Índia e a China e beneficia igualmente dos seus conhecimentos astronômicos e geográficos. Um planisfério datado de 1413 traçado por Mecia de Viladestes e conservado na Biblioteca Nacional, dá a nomenclatura e a situação exata das e conservado na estradas e dos oásis saarianos, em toda a extensão do deserto e até Tombuctu. Nesse imenso espaço que, até o século XIX, imenso espaço que, até meado iria permanecer em branco nos nossos mapas, um viajante da Idade Média pode preparar com precisão o seu itinerário e, do Atlas ao Niger.”

Uma outra referência é o Gesta Hammaburgensis ecclesiae pontificum (latim medieval para “Ações dos Bispos de Hamburgo”) é um tratado histórico escrito “entre 1073 e 1076 por Adão de Bremen, que fez acréscimos (scholia) ao texto até sua morte (possivelmente 1081; antes de 1085) . É uma das fontes mais importantes da história medieval do norte da Europa e a mais antiga fonte textual que relata a descoberta do litoral da América do Norte. Abrange todo o período conhecido como Era Viking, desde a fundação do bispado sob Willehad em 788 até o governo do príncipe-bispo Adalbert no tempo de Adão (1043-1072). O texto dá um enfoque na história da diocese de Hamburgo-Bremen e de seus bispos. Como os bispos tinham jurisdição sobre as missões na Escandinávia, também fornece um relatório do paganismo nórdico do período. A existência da obra foi esquecida no período medieval posterior, até ser redescoberta no final do século XVI na biblioteca da Abadia de Sorø, na Dinamarca. Adam menciona Vinland (Winland) no capítulo 39 do livro 4 de seus atos, Anselm von (1917). Schmeidler, Bernhard (ed.). Hamburgische Kirehengeschichte [História de Hamburgo] (em alemão). Hannover e Leipzig, Alemanha: Hahnsche. pp. 275-276. Das pp. 275-276: “39. Além disso, em uma ilha recitada por muitos fatores encontrados no oceano, chamada Winland(…), uma curiosidade é a forma como os navegadores entendiam o mar, mesmo sendo grandes navegadores, entende-se que eles acreditavam numa Terra plana, (…)”Mas um dia navegando além de Thule, ele diz, o mar está congelado. Harald [ou seja, Harald Hardrada (ca. 1015-1066), rei da Noruega]], líder dos mais empreendedores” os normandos, recentemente tentaram [ir] a este lugar. [Foi ele] quem – a extensão do oceano do norte tendo sido investigada pelo [navio] – foi inicialmente, retirando-se das neblinas antes da borda no fim do mundo, mal escapou com segurança ao inverter o vasto abismo do inferno [a] trilha.” Esta é a visão dos vikings.”

Verificasse também na obra de (P. H. Sawyer KINGS and VIKINGS Scandinavia and Europe AD 700-1100), uma vasta documentação em torno da ida dos vikings e dos missionários Católicos até a Groelândia. “O fato de o marfim romano ter sido reutilizado na época carolíngia mostra que o marfim escasso da morsa era um substituto menos fino, mas satisfatório, e era usado para alguns objetos de prestígio, como é o caso do século VIII de Gandersheim, 1972. n. 2) ainda era usado para grandes obras de arte que antecipavam o crucifixo Bury, até o século XII.

O marfim da morsa só foi encontrado no Ártico e, antes da colonização da Groenlândia, os europeus ocidentais só podiam obtê-lo no norte da Noruega. O relato de Óttar sobre o norte da Noruega confirma a importância da caça à morsa, pois, quando ele viajou pelo Cabo Norte, explicou, em parte, fazia um levantamento da terra: mas principalmente para as morsas, porque elas têm marfim muito fino em suas presas [ trouxeram algumas dessas presas ao rei Alfred] e a pele delas é excelente para cordas de navios. A morsa “) é muito menor que as outras baleias, não tendo mais de sete metros de comprimento.”

Na obra de Bernardo Hamilton “espalhando o Evangelho na Idade média”, Hamilton que é professor de história das cruzadas na Universidade de Nottingham nos aponta o seguinte sobre a Era dos Vikings: “A Europa católica mostrou-se resistente a ataques de novos inimigos nos anos 800-1000 – os vikings do norte, os magiares do leste e os muçulmanos do norte da África do sul. Em parte como resultado do casamento entre os invasores e os cristãos ocidentais, a religião católica se espalhou por toda a Escandinávia e também para as novas terras que os vikings descobriram e se estabeleceram no Atlântico Norte, notadamente na Islândia e na Groenlândia, onde um bispado foi estabelecido em 1112. Da mesma forma, os magiares, juntamente com os outros povos da Europa central, como os boêmios e os poloneses, foram convertidos ao catolicismo em c.1000. A Sicília, a Península Ibérica e as Ilhas Baleares foram recapturadas dos muçulmanos em uma série de guerras apoiadas pelo papado, que começou no século XI, mas só terminou quando Granada caiu para os reis católicos da Espanha em 1492. Embora houvesse comunidades judaicas em algumas cidades e grupos de muçulmanos em algumas regiões fronteiriças do sul, em 1050 a grande maioria dos habitantes da Europa Ocidental em 1050 eram membros da Igreja Católica. Pequenos movimentos dissidentes se desenvolveram durante o século XI e uma tradição de dissidência continuou por todo o resto da Idade Média, mas seu impacto foi limitado, exceto em algumas áreas como o Languedoc do século XIII e a Boêmia do século XV. Nos primeiros séculos medievais, a igreja ocidental era a guardiã da alfabetização em um mundo bárbaro e inevitavelmente se envolveu no trabalho do governo secular, uma vez que os governantes contavam com o clero para elaborar leis e manter registros. A Igreja adorava em latim e preservava a tradição clássica de aprendizado em algumas de suas escolas monásticas e catedrais. A civilização católica ocidental atingiu a maturidade nos séculos XII e XIII, quando seu crescimento da bolsa de estudos encontrou expressão institucional no surgimento de universidades onde os estudantes eram treinados para argumentar em termos da lógica aristotélica. Com o tempo, isso levou à reformulação da doutrina cristã por teólogos como São Tomás de Aquino, que procuraram demonstrar que não havia conflito necessário entre a razão humana e a revelação divina.” E para finalizar citamos dois grandes historiadores (Le Goff Jean Claude Schimidt, p.108) “A Idade Média abre-se com a emergência de novas rotas e novas marinhas: bretões, anglos, frísios e escandinavos dilatam o espaço do mar do Norte e no báltico, até a Islândia e a Groelândia.”

Para leitura adicional: P. Brown, A Ascensão da Cristandade Ocidental, Triunfo e Diversidade 200-1000 (Blackwells, 1996); JM Hussey, Igreja Ortodoxa no Império Bizantino (Oxford UP, 1986); I. Gillman e HJ Klimkeit, cristãos na Ásia antes de 1500 (Curzon Press, 1999); G. Gerster, Igrejas em Rock: Arte Cristã Primitiva na Etiópia (Phaidon 1970); J. Farnell, História da Igreja Russa até 1448 (Longman, 1995).

1- حشاشين Ḥaxāxīn ou باطنیان Bāteniān) foi uma seita fundada no século XI por Haçane Saba, conhecido como O Velho da Montanha. Seu fundador criou a seita com o objetivo de difundir nova corrente do ismaelismo, que ele mesmo havia criado. Sua sede era o castelo de Alamute, no Iram. A fama do grupo se alastrou até o mundo cristão, que ficou surpreso com a fidelidade de seus membros, mais até que com sua ferocidade. Seu líder possuía cerca de 60 mil seguidores, segundo alguns relatos da época especulavam. Para Bernard Lewis, autor de Os Assassinos, haveria um evidente paralelo entre essa seita e o comportamento extremista islâmico, assim como o ataque suicida como demonstração de fé. O ismaelismo é uma das correntes do esoterismo islâmico, que se enquadra no Islão Xiita. Bernard Hamilton | Publicado no History Today Volume 53 Edição 1 de janeiro de 2003 Bernhard Schmeidler (ed.): Scriptores rerum Germanicarum in usum scholarum separatim editi 2: Adam von Bremen, Hamburgische Kirchengeschichte (Magistri Adam Bremensis Gesta Hammaburgensis ecclesiae pontificum). Hanover, 1917 ( Monumenta Germaniae Historica , digitalizada ) ed. Waitz (1876) Gesta Hammaburgensis Pontificum Liber I (Wikisource) (phys.msu.ru) Georg Heinrich Pertz et al. (ed.): Scriptores (in Folio) 7: Chronica et gesta aevi Salici. Hanover, 1846, pp. 267–389 ( Monumenta Germaniae Historica , 267 digitalizado ) P. H. Sawyer KINGS and VIKINGS Scandinavia and Europe AD 700-1100) Jacques Le Goff, Jean-Claude Schimidt; Dicionário analítico do Ocidente medieval, volume 2. Régine Pernoud, Luz sobre a Idade Média.

 
 
 
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