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O ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes disse que pastores e padres devem ser presos por descumprirem quarentena no Ceará.

Em uma entrevista pela Internet, Ciro criticou os que defendem o fim do distanciamento social e propagou números estratosféricos que podem atingir o país caso não seja feita a quarentena. Ele diz que se nada for feito “podemos chegar a 1 milhão e 40 mil mortos no Brasil”.

Em ataques ao governo federal, Ciro Gomes defende que aqueles que não cumprirem a quarentena e que fizerem manifestações públicas, como carreatas, devem ser contidos pela polícia.

“Aqui no Ceará quem fizer [carreata], e já inclusive com ordem do Ministério Público, fazendo esse tipo de exposição do povo à morte, vai para cadeia”, disse.

O político acrescentou duas funções sociais que deveriam ser presos. “Pastores, padres, ou seja quem for, felizmente não estamos precisando, só tivemos que conduzir coercitivamente para a delegacia um”, disse Ciro, não deixando claro se quem foi levado para a delegacia foi um pastor ou um padre.

“A gente tem que discutir com o nosso próprio governo [federal] coisas que são óbvias”, disse ele, estimulando aqueles que tiverem dúvida a procurar informações oficiais emitidas pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Ciro Gomes, “só o Brasil está na contramão”.

Via Guiame

 
 
 

Em meio à crise, a CNBB se uniu à OAB e outras instituições para assinar uma nota intitulada “Em defesa da vida”, na qual afirmam que Bolsonaro representa grave ameaça à saúde de todos os brasileiros.

Mais uma vez a CNBB – Conferência dos Bispos. Dom Walmor Oliveira de Azevedo assinou ontem (27) uma “nota” com o título “Em defesa da vida”, na qual denuncia que “a campanha de desinformação desenvolvida pelo Presidente da República, conclamando a população a ir para a rua, é uma grave ameaça à saúde de todos os brasileiros” (cf. imagem).

É possível criticar a forma com que Bolsonaro se expressa em certos momentos, uma irreverência em certas ocasiões desnecessária. Você pode até mesmo “não gostar” do Presidente. Mas acusa-lo de “desinformação”, e dizer que ele “conclamou” a população “a ir para a rua”, assim, de forma irrestrita, sem alerta-la para os cuidados ou precauções, sem mencionar os grupos mais vulneráveis e de risco – e como se ele e os seus ministérios não estivessem tomando medidas para a proteção dos brasileiros contra o vírus da China comunista – é de uma baixeza monstruosa. Uma vergonha para quem ocupa a posição de supostamente representar os Bispos do Brasil e a Santa Igreja Católica, e que deveria ter um compromisso com a Verdade.

Uma linguagem de caráter evidentemente panfletário, deixando à mostra um propósito político, sobretudo para responsabilizar o Presidente da República pelos eventuais e infelizmente inevitáveis óbitos dados como “causa” o coronavírus. Dom Walmor na companhia do presidente da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Confira a íntegra da nota:

EM DEFESA DA VIDA

As entidades que subscrevem esta nota reuniram-se hoje (27/03), de modo virtual, para alertar a população que fique em casa respeitando as recomendações da ciência, dos profissionais de saúde e da experiência internacional.

Estratégias de isolamento social, fundamentais para conter o crescimento acelerado do número de pessoas afetadas pelo coronavírus, visam à organização dos serviços de saúde para lidar com esta situação, que, apesar de grave, pode ser bem enfrentada por um sistema de saúde organizado e bem dimensionado.

A campanha de desinformação desenvolvida pelo Presidente da República, conclamando a população a ir para a rua, é uma grave ameaça à saúde de todos os brasileiros. A hora é de enfrentamento desta pandemia com lucidez, responsabilidade e solidariedade. Não deixemos que nos roubem a esperança.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB José Carlos Dias, presidente da Comissão Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC Paulo Jeronimo de Sousa, Associação Brasileira de Imprensa – ABI Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

27 de março de 2020

 
 
 

Nesta quarta-feira (25) os irmãos da comunidade católica Toca de Assis se reuniram via conferência virutal com a primeira dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, para oferecer um pouco da experiência que possuem no trabalho de auxílio às pessoas de rua.

A ação faz parte do programa Pátria Voluntária, da qual Michelle é diretora, cuja “intenção é trazer a corrente do bem, onde a pessoa que doa seu trabalho e seu amor incentiva outras.”

A premissa é “incentivar o engajamento, a responsabilidade cívica e social e a participação cidadã por meio do voluntariado, de forma articulada entre o governo, a sociedade civil e o setor privado”, resume o site do programa.

A comunidade Toca de Assis, cujo carisma e regra são baseados nos moldes de São Francisco de Assis, tem forte atuação junto aos irmãos pobres e abandonados nas ruas, buscando aliviar o sofrimentos daqueles que estão em situação de rua e restauração da sua dignidade de filhos de Deus. Neste sentido, a instituição católica pôde contribuir com sua experiência de apoio aos mais necessitados, em reunião com a primeira dama e o Secretário de Desenvolvimento Social onde foram definidas ações para algumas cidades neste momento de grandes desafios que o Brasil enfrenta.

Mudança de Atitude

Ações como estas promovidas pelo governo são de grande importância, uma vez que demonstra uma mudança de paradigmas na forma de lidar com institutos de assistência social.

Até recentemente, as instituições de caridade que ofereciam benefícios à sociedade e buscavam ajuda do governo, eram proibidas de utilizar qualquer método religioso ou menções à religião em suas dependências, ou seja, se uma comunidade católica quisesse abrir um albergue fazendo uso de algum recurso público, mesmo que porcentagens pequenas, não poderia fazer qualquer tipo de evangelização ou menção religiosa ao público assistido.

Por outro lado, com a entrada do novo governo, cujo lema é “Brasil acima de tudo e Deus acima de Todos”, inclusive com a ajuda da Primeira Dama que imprime sua característica cristã em tudo que promove, muitas coisas tem mudado neste aspecto.

Todos aqueles que quiserem ajudar a Toca de Assis podem depositar na conta:

Instituto de Vida Consagrada Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento CNPJ: 18.043.864/0001-56 Caixa Econômica Federal Ag 4084 OP 003 C/C 1098-0

 
 
 
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