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Na quaresma, o Jejum e a Abstinência de carne são necessários?

É muito comum as pessoas se questionarem sobre as práticas penitenciais da quaresma. Dentre as práticas mais comuns, há algumas práticas que são obrigatórias, e todo católico deve ficar atento. Veja quais são elas:

O Jejum e a Abstinência de Carne são obrigatórios em dois dias durante a Quaresma, são eles: a Quarta-feira de Cinzas a Sexta-feira Santa. A prática do Jejum consiste em abster-se do alimento fazendo apenas uma refeição completa durante o dia. Ele é obrigatório para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é o Jejum é opcional. Também estão dispensados pessoas doentes, gestantes, ou trabalhadores que façam um trabalho braçal muito pesado, que necessitem das duas refeições completas.

Àqueles que não conseguem passar o dia todo com apenas uma refeição completa, é permitido fazer uma ou duas refeições pequenas refeições durante o dia para complementar, mas não é recomendado que fique beliscando outros alimentos durante o dia. O Jejum precisa ser respeitado.

Também há aqueles que preferem passar o dia todo com um jejum mais rigoroso, se alimentando apenas com apenas com pão e água. Juntamente com o Jejum, também é obrigatório a Abstinência de comer carne. Ela é obrigatória para todas as pessoas a partir dos 14 anos de idade.

Além da Sexta-Feira Santa, a Santa igreja determina que todo católico deve fazer abstinência de carne todas sextas-feiras do ano. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação.


Mandamentos da Igreja

Além dos 10 mandamentos da Lei de Deus, também existem os Mandamentos da Igreja. Os principais mandamentos da Igreja são cinco:

1 – Participar da Santa Missa inteira aos domingos e Festas de Guarda (no Brasil são 4: 1º de janeiro, Corpo de Deus, Imaculada Conceição, Natal) e abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo (cf. CDC 1247). 2 – Confessar-se com frequência, ou ao menos uma vez por ano (cf. CDC 989).

3 – Comungar ao menos uma vez por ano no tempo pascal: de Quinta-Feira Santa até o domingo de Pentecostes (cf. CDC 920).

4 – Praticar a penitência a escolha todas as Sextas-Feiras do ano; jejuar e abster-se de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa (cf. CDC 1250 e 1251). 5 – Socorrer às necessidades financeiras da Igreja: culto divino, obras de apostolado e de caridade, honesto sustento dos ministros (cf. CFC 222-1).

Código de Direito Canônico

Veja também o que nos orienta o Código de Direito Canônico:

Cân. 1250 – “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas – feiras do ano e o tempo da quaresma”.

Cân. 1251 – “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta feira da paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Cân. 1252 – “Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados a lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade”.

 
 
 

Por Ana Paula Barros

Eu sei, a Quaresma mal começou e você já está cansado. Principalmente se você criou uma aversão à Campanha do Desgosto, quer dizer da Fraternidade. Mas ao menos podemos pensar que é uma obra de misericórdia (claro, enviesada politicamente para alicerçar algumas falas dos últimos anos…tá parei), mas não deixa de ser uma obra de misericórdia. Aliás, quem também precisa de misericórdia é o fiel católico… está puxado ser católico, de verdade, na terra tupiniquim (mas ao menos não estamos sendo perseguidos abertamente…).

Provavelmente, nós poderíamos competir com uma escola de samba no quesito barulho. Em pensar que os antigos diziam que todo mundo silenciava na quarta de cinzas… mas agora a Igreja faz é barulho o ano todo. Viciados em barulho, obcecados pelo novo.

Eu, particularmente, estou cansada de tanto barulho, tanta cafonice, tanta obsessão pelo novo, novo, novo. Todos estão cansados, mas nenhum padre (ou bispo) se pergunta se isso cansa e vem nos socorrer. O diálogo só existe no texto, não na realidade. E se existe só alguns são contemplados.

E, provavelmente, alguns padres acharão que minha fala é contra a obediência, porque o certo é todo mundo engolir barulho, cafonice, frases vazias sem reclamar. Eu tenho pra mim que uma Igreja da Congregação é mais silenciosa que a nossa e (pasmem) eles usam o órgão (é um instrumento do rito católico, veja bem, o instrumento por excelência) todo domingo. Enquanto nós ficamos nas guitarras, baterias e todo o tipo de percussão, até na Quaresma. Uma escola de samba deslocada. E depois ninguém sabe o que estamos fazendo de errado, mas ninguém pode falar isso… é quase um tabu, assim como outros temas.

Portanto, estamos a pedir demais que uma igreja católica, com padre católico, seja católica. Me parece que é um pedido muito difícil. E todo tipo de desacordo é solenemente ignorado, afinal nós temos que nos adaptar.

Eu, pessoalmente, não quero me adaptar. Eu não vou me adaptar a essa joça cafona, barulhenta e cansativa. Considerando que existe um número grande de pessoas que não querem se adaptar (e não são escutadas), a Quaresma no Brasil se tornou o tempo litúrgico em que a relação “pais e filhos eclesiásticos” se revela desordenada e atritiva. Simplesmente porque os padres (e bispos) resolveram escutar mais uns filhos do que outros, sendo que deviam escutar a Tradição Católica. Assim está formado o momento em que ir a missa já é uma penitência. E estou eu aqui a escrever coisas que muitos católicos queriam gritar na Santa Missa (inclusive eu) para ver se o padre, os ministros e os músicos, principalmente os músicos, se comportem segundo o tempo litúrgico.

A Quaresma Católica no Brasil se tornou um tempo de revolta, porque os padres não escutam os filhos, ou escutam alguns filhos, aqueles que rejeitam solenemente a Tradição (interessantemente). Praticamente não existe silêncio, não existe reflexão, não existe valorização da piedade. Tudo se foi na realidade paroquial. Simplesmente, não existe. E ninguém sabe o que estamos fazendo de errado.

Passamos um período falando do combate a fome enquanto morremos de inanição, com fome de silêncio, de reverência, de piedade, de reflexão tranquila, de beleza penitencial. Fome da Tradição Católica. E ninguém sabe o que estamos fazendo de errado.

Fonte: Salus in Caritate | Texto de Ana Paula Barros

 
 
 
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