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O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

Teologia da libertação, o calcanhar de Aquiles da Igreja

Este estudo tem como objetivo entender o porquê do crescimento dos movimentos pentecostais e neopentecostais, além de religiões não cristãs que tem origem nos EUA. No primeiro artigo editado, tratou-se especificamente do movimento dos adventistas. Antes de descrever todos os movimentos religiosos de origem americana, é de suma importância abordar os movimentos teológicos da Igreja Católica na América Latina (teologia da libertação e CEBS). Essa é a análise de uma questão muito delicada, pois trata-se de uma infiltração político-ideológica, tanto nos movimentos pentecostais, quanto na teologia da libertação e CEBS.

O movimento das seitas pentecostais tem como objetivo mudar às características de uma cultura em benefício de poder econômico. Não quero dizer que existe um complô, mas certamente há uma manipulação político-ideológica para mudar o comportamento social dos locais onde se assentam esses movimentos. Isso é fácil de verificarmos através da linguagem, da música, do materialismo e, sobretudo, as várias ofertas de bençãos que prometem ao pobre “uma felicidade material”, para exemplificar.

Compreender a razão do sucesso de crescimento destas seitas, depende de entender o período do final da década de 70 e toda a década de 80 na teologia Católica na América Latina. Desde esse período, vê-se um crescente movimento que coloca a cultura norte-americana como referência, sobretudo com a formação do movimento político chamado ‘neo-conservador’. Esse movimento tem muita força no meio pentecostal e neo-pentecostal, ao que some-se constatar os líderes políticos do Brasil tecendo elogios à política econômica dos EUA, sua cultura e influência no mundo. Não preciso dizer que isso é por influência majoritária dos pastores/ empresários da linha neo-conservadora supracitada.

A principal das consequências dessa ‘inculturação’ é a progressiva perda de identidade do nosso povo, importando lembrar que o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foi os EUA; obviamente esse ‘apoio’ teve motivações meramente financeiras. Logo após a declaração de independência, o Brasil passou a receber missões religiosas provenientes das igrejas protestantes históricas – sobretudo inglesas e americanas – e que foram promovidas pela maçonaria, mas isso é tema para outro artigo.

A partir dos anos 60, a maioria dos estudos de avaliação do potencial das ideologias consideradas de esquerda na América Latina, promovidos pelo Departamento do Estado americano, tem nucleamento nas aberturas propiciadas pela miséria social e sua abordagem sob o aspecto religioso. Lentamente, os especialistas do orgão incumbido de gerir a política externa dos Estados Unidos foram se convencendo de que o cristianismo dos latino-americanos não constituía barreira suficientemente inibidora de uma penetração, se não do comunismo internacional, pelo menos de formas avançadas do socialismo moderno.

A preferência dos especialistas do Departamento de Estado americano nessa atmosfera de desconfiança é pela Igreja Católica que adotou, na América Latina, o compromisso com a causa dos pobres na busca de uma identificação mais íntima com os princípios sociais da sua fé. Os movimentos religiosos mais contemporâneos têm ânsia de afirmação entre os pobres também, mas afastam completamente qualquer ação pastoral que não à sua preocupação exclusiva com o que entendem de transcendental. Por outro lado, essa postura não é uma unanimidade em relação ao protestantismo histórico ou tradicional, notadamente no Brasil, onde alguns segmentos do cristianismo têm assumido posições consideradas excessivamente progressistas.

É o caso da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que mantém um serviço pastoral junto aos índios e lavradores pobres, trabalho feito em comum com a comissão pastoral da terra (CPT) e o conselho indigenista missionário (CIMI), órgãos da Igreja Católica.

ABANDONANDO A PASSIVIDADE

O papel da Igreja Católica no contexto da vida nacional é uma singularidade que os EUA não aprovam, de uma forma geral. Não se tem noticia, com efeito, desde que no ano 380 da nossa era quando o Cristianismo foi oficializado como a religião do Império Romano e que o imperador Constantino, antes, começava a institucionalizá-lo como parte integrante do Estado, de uma ruptura da Igreja Católica com os governantes tão incisiva quanto a que se verificou no Brasil a partir de 1964, largamente majoritária e consolidada.

A Igreja nunca teve a pretensão de que seu discurso religioso alcançasse dimensão política, nem buscou, tampouco, representar o papel de único canal de expressão nacional. Também não têm culpa de que a sociedade, de modo geral, e os partidos políticos de forma especial, não tenham sabido estruturar-se e organizar-se devidamente para ocupar seu espaço na reconstrução democrática do País. Os acontecimentos precipitaram-se à revelia da Igreja durante o período representado pelos anos de ditadura militar, e o grande vazio que se seguiu.

Rompida com um passado de longa colaboração e estreita cumplicidade com a situação dominante, a Igreja viu consideravelmente aumentado o número de seus adversários depois da queda da ditadura. Os comunistas ressentiam-se da perda de espaço pela ação católica no meio operário, a burguesia rural temia que a força da Igreja no campo apressasse a reforma agrária. A partir desse momento, vemos uma grande disputa pelo pobre: uma TL com aspirações marxistas, os partidos comunistas querendo conquistar o operário para seu meio, e as seitas religiosas americanas com o propósito de redesenhar esse quadro sócio-político, manipulando as massas para uma direita conservadora ao padrão americano.

Houve um grande espanto da parte dos comunistas ante a atitude firme da Igreja na exigência de transformações sociais, gerando assim uma situação inusitada na política brasileira. Era um elemento novo com o qual ninguém contava.

E nesse momento, era uma suprema burrice supor que a Igreja estaria a serviço de alguma facção ou partido político. Esse foi o momento das infiltrações ideológicas de esquerda nos seminários católicos, e também de Padres já em atuação; muitos foram convencidos pela ideologia esquerdista. A preocupação com o pobre é algo louvável, mas esquecia-se, no modelo influenciado pelo marxismo, da alma do pobre, da sua vida espiritual. Não se falava do transcendental, mas apenas no temporal e, por este motivo, vemos clérigos que mais parecem presidentes de alguma ONG ou associação de minorias, do que representante de da Igreja.

Para evitar falsas notícias e um deturpamento da fé que foram verificadas nos agências de notícias, o Papa João Paulo II decidiu mandar ao Brasil, como seu emissário especial, o prefeito da Sagrada Congregação dos Bispos do Vaticano, o Cardeal Benardin Gantin, em abril de 1986. Sua missão era entregar pessoalmente uma carta de Sua Santidade aos participantes da 24° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunida em Itaici. A correspondência de 400 linhas trazia uma exortação que fixava o exato pensamento da Igreja sobre a atuação da CNBB e com a intenção de afastar, de uma vez por todas, quaisquer especulações quanto a pretensos antagonismos entre os prelados brasileiros e a Santa Sé. Era o dia 12 de abril de 1986. É importante também informar sobre o grande responsável pela confusão que a TL causou. A 27 de março de 1986, isto é, 16 dias antes de o cardeal Bernardin Gantin fazer a leitura da fraterna e encorajadora carta. aos bispos do Brasil, o papa João Paulo II revogou a pena de “silêncio obsequioso” de 1 ano imposta ao frei Leonardo Boff pelos seus escritos a respeito da Teologia da Libertação. Doravante, o franciscano pôde prosseguir nas suas reflexões de teôlogo com o aval da Santa Sé, mas ele continuou com a propagação de seus erros, e se afastou dos cargos eclesiásticos, hoje é um teólogo independente, mas que ainda causa um grande mal à Igreja.

O documento começava falando de dois desafios que enfrentara, até então, a Igreja no Brasil: um, de natureza eclesiástica, onde estão incluídos a escassez de sacerdotes, religiosos e agentes pastorais e as ameaças à fé por parte das seitas fundamentalistas ou não cristãs; além dos problemas de natureza cultural, sócio-político ou econômico.

A Igreja afirmava que faz parte da missão da Igreja preocupar-se também com questões sociais e sócio-politicas. O que é função dos pastores, como formadores dos leigos para as suas tarefas, e conscientes de que não cabe a Igreja, como tal, indicar soluções técnicas para os problemas temporais, é sim iluminar a busca dessas soluções a luz da fé, uma praxis no campo sócio-politico que deve manter-se em indefectível coerência com o ensinamento constante do magistério, o que não foi um erro essa orientação; o erro configurou-se em deixar a cargo dos teológos da libertação o e emprego destas exortações. A seguir, assinala:

“A Igreja conduzida pelos senhores bispos do Brasil da mostra de estar com este povo, especialmente com os pobres e sofredores (mas muitos pobres preferiram não estar com a igreja), com os pequenos e desassistidos, a quem ela consagra um amor nao exclusivo nem excludente, mas preferencial.” Joao Paulo II Houve duas instruções da Congregagao para a Doutrina da Fé, “com a minha explicita aprovagao” afirmou o Papa: uma, sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação (Libertatis Nuntius, de 6 de agosto de 1984), outra, sobre a Liberdade Cristã e a Libertação (Libertatis Conscientia, de 22 de março de 1986). Estas últimas, endereçadas a lgreja universal têm, para o Brasil, uma inegável relevência pastoral.” Depois, a carta toca num ponto nevralgico:

“Estamos convencidos, nós e as senhores, de que a Teologia da Libertação é nao só oportuna, mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa – em estreita conexão com as anteriores. É importante a postura da Igreja, mas o que podemos entender é um amor amor pelos sofredores de toda sorte, seja rico ou pobre.

A TL poderia ser usada como uma teologia parcial em sintonia com toda a fé, mas suas pretensões não foram tão humildes, quiseram transformar ela no carro chefe da Igreja; veja que nas palavras do Papa ela é, inclusive, reconhecida como oportuna. Quer-se mostrar aqui que a Teologia da Libertação partiu bem, mas, devido a sua ambiguidade epistemológica, acabou se desencaminhando: colocou os pobres em lugar de Cristo. Dessa inversão de fundo, resultou um segundo equívoco: a instrumentalização da fé “para” a Libertação.

Erros fatais, por comprometerem os bons frutos desta “oportuna teologia”. As divergências não são muitas, mas fundamentais, tocando os princípios mesmos da fé. Quem é Senhor da Igreja? Quem ocupa seus pensamentos? Cristo ou os pobres? Se dizemos: Cristo, é garantido, em principio, que os pobres terão na Igreja seu “lugar eminente”, para falar como Bossuet. Mas se dizemos: os pobres, então Cristo pode ser facilmente despedido da sociedade e da Vida, como foi com o marxismo.

Quando se lê produções atuais dos chamados “teólogos da libertação”, nota-se ai que o discurso se repete ad nauseam. São “variações sobre o mesmo tema”: os pobres socioeconômicos e sua Libertação social. Só é possível uma Teologia da Libertação como, aliás, qualquer outra espécie de teologia, sob a condição de começar e também acabar no horizonte transcendente da fé.

OBS: No próximo artigo vamos entender o trabalho das CEBS.

 
 
 

A IGREJA DE SEMPRE NOS TEMPOS ATUAIS

Imaginemos a linguagem de jesus “Mesmo sendo o Cristo, que é a verdade em pessoa, se tivesse de falar diante de uma assembleia, como um Concílio, por exemplo, não usaria a mesma linguagem que usava para conversar com um amigo íntimo. Como também, se fossem confrontadas muitas de suas frases, poder-se-ia facilmente acusá-lo de entrar em contradição consigo mesmo ou de estar mentindo. De fato, por uma dessas leis naturais que o próprio Deus respeita, pois que as quis desde toda a eternidade, existem duas linguagens totalmente distintas entre si, embora compostas pelas mesmas palavras: a linguagem coletiva e a linguagem individual. O Consolador, o Espirito da Verdade, enviado para nós por Cristo, vale-se, de acordo com a ocasião, como de uma como de outra linguagem e por necessidade natural não existe concordância entre ambas. Quando autênticos amigos de Deus como, segundo penso, o Mestre Eckhart repetem palavras que haviam ouvido no mais profundo silêncio, durante a união de amor, se elas não estiverem em concordância com o ensinamento da Igreja, isso significa, apenas, que a linguagem da praça pública não é a mesma que se usa no quarto nupcial”.

Será preciso comprovar se a contradição entre os dois modos de falar é realmente inevitável. O certo é que, ao se iniciar uma definição eclesiológica ou um tratado sobre a igreja, depois de se haver refletido, como teólogos, ou líderes da igreja, sendo sacerdotes ou leigos, sobre o mistério do Pai, de suas relações com o Filho e com o Espirito Santo, sobre a comunhão do homem com a Trindade divina, sobre o mistério da eleição e da graça, do nascimento de um homem novo na fé, na esperança e na caridade, passar a refletir sobre a Igreja significa sair do quarto nupcial para o colocar em praça pública.

A cultura teológica da segunda metade do século XX presenciou o declínio, para não dizer o estrondoso desmoronar da tentativa de se estabelecer uma eclesiologia quase que exclusivamente interessada na legitimação das estruturas eclesiais, é sombra de uma dedução da igreja como societas e societas perfecta, em oposição a todas as Confissões cristãs que não se incluem na igreja católica romana e também em conflito com o Estado leigo e não confessional. O que veio substituir essa antiga colocação? Um feliz retorno às Escrituras Sagradas, aos Padres, a história. Muitas vezes, porém, com a intenção de contemplar o mistério que a igreja traz dentro de si e com o desejo de propiciar o renascimento do sentimento religioso da igreja e de sua vitalidade pastoral, tudo isso aconteceu com mal disfarçada desconfiança para com as formas do grupamento eclesial e para com as estruturas da instituição eclesiástica. Por mais que o trabalho dos teólogos seja válido para o desenvolvimento concreto da vida da igreja, a eclesiologia das últimas décadas favoreceu, concretamente, por seu silêncio a respeito das questões estruturais, a impostação de um novo ordenamento canônico que, não obstante a boa vontade de muitos canonistas, assimilou muito pouco da imensa energia renovadora do Concilio Vaticano II. Por outro lado, sua tendência contemplativa

e pastoral, acompanhada de certa idiossincrasia pela consideração das estruturas eclesiásticas, contribuiu para com o enfraquecimento

do sentido da igreja institucional, isto é, da igreja do povo presente em “praça pública”, com suas formas institucionais e, muitas vezes sem o querer, favoreceu adesões rapsódicas, concentrações de forte apelo estético, fragmentação em comunidades paralelas; tudo isso ao embalo de uma cultura que parece se comprazer somente com a espontaneidade e com a improvisação, e em exaltar o efémero e a fragmentação. Também disso resultaram novos fenômenos de adesões, imponentes por seu número e sua extensão geográfica, muitas vezes internamente muito estruturadas e, de fato, mesmo que não por uma vontade deliberada, desestruturantes no que diz respeito às instituições de base da igreja institucional.

A respeito desse momento de uma eclesiologia alérgica aos problemas da organização jurídica da igreja, Louis Bouyer havia escrito palavras bastante severas: “Uma igreja que repudiasse o direito correria o risco de ser não a igreja da caridade, mas a igreja do arbítrio… Entre os protestantes, que foram os primeiros a se levantarem contra o jurisdicismo da igreja, vemos o renascimento do estudo do direito… Pensar que podemos, hoje, na igreja católica, construir uma eclesiologia de orientação ecumênica, sem enfrentar semelhante problemática, é uma quimera que pode ser qualificada como catastrófica”. Por isso é compreensível que, recentemente, tenha sido percebida a necessidade de se retornar ao problema crucial da eclesiologia, que não consiste na escolha entre a contemplação do mistério e a tarefa da legitimação da instituição, mas na necessidade fundamental de compreender, por meio da busca de uma autêntica intelligentia fidei, o porquê e o como é que, do dom inefável da comunhão, que atinge os homens no coração, surge uma instituição, e uma instituição tão complexa e grandiosa tal como a instituição eclesiástica. É preciso procurar compreender como semelhante instituição possa e deva fazer-se dirigir, sustentar-se e renovar-se sempre a partir da consciência da fé; Como ela (a Igreja) possui sentido e tem motivo para existir em meio às vicissitudes humanas apenas como expressão e instrumento de um dom divino, destinado à unidade e a paz de todo o gênero humano.

Para esse empreendimento não basta fazer acuradas análises dos textos bíblicos, dos testemunhos patrísticos e dos documentos do magistério. Como também não seria suficiente encarar cada um dos problemas debatidos em eclesiologia e estudá-los, um a um, como se bastasse, para se fazer um tratado, reunir e publicar em um único volume estudos monográficos sobre temas diversos. Igualmente, não é correto fazer-se, a priori, a escolha de uma ideia ou de uma visualização que pareça ao autor ser a mais apropriada para representar um ideal de Igreja a que se tenha na cabeça, e deixar-se guiar por ele no decorrer de toda a reflexão.

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Pelo contrário, é preciso esforçar-se por buscar uma argumentação que parta dos fatos, porque a Igreja é um fato. Essa igreja que hoje existe, é o objeto de um vários tratados de eclesiologia. A função do teólogo é a de argumentar, não tanto (embora essa não seja uma tarefa que deva ser excluída a priori) para justificar apologeticamente a existência da Igreja e as formas sob as quais hoje ela se apresenta, quanto para compreender. E, para ser compreendido, é preciso que seja colocado o fato da Igreja, de um lado no conjunto dos fatos dos agrupamentos sociais e, de outro, no desígnio da revelação divina e do mistério da comunhão, no qual a autoconsciência da fé eclesial (sendo que também ela faz parte do fato) tem sua verdadeira origem e sua mais profunda consistência. Dessa maneira o compreender do teólogo, que é próprio de uma consciência de fé, relaciona-se com toda busca de compreensão que também o sociólogo, o estudioso das religiões procura obter, a partir de seu ponto de vista, da própria realidade.

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Para sermos coerentes com esses postulados precisamos fazer uma análise do quadro sociológico no qual a Igreja, como fato histórico e social, encontra-se inserida. Temos que compreender os aspectos mais simples do grupo cristão, confrontando-o com as formas de agregação próprias de outras religiões, conscientizando-nos dos modos como ele se articula em várias e diversas formas, tanto devido a riqueza de pontos de vista e das categorias sob as quais pode ser entendido, quanto por causa das divergências na profissão da fé que se fizeram presentes ao longo da história, provocando divisões no corpo do cristianismo. E a partir dessa análise voltaremos nossa atenção para as origens do cristianismo, para descobrir como e com quais formas as primeiras gerações dos discípulos de Jesus tomaram consciência de serem a Igreja de Cristo. Por diversas vezes, expus a História da Igreja no contexto histórico, de certo isso foi mais guiado pela curiosidade de Históriador, mas vamos tentar criar uma atmosfera que leve a um interesse teológico fundamental, que é o de pretender captar no acontecimento original a própria revelação de Deus a respeito da igreja.

MISSÃO DA IGREJA:

Esse desejo de realizar esse estudo nasce da nescessidade de compreender o que e onde está a Igreja hoje.

Vemos um catolicismo conservador que principalmente em redes sociais faz um apostolado incapaz de ver qualquer benefício do Concílio Vaticano II.

Esse tipo de apologética agressiva não produz frutos, estamos deixando que espinhos nasçam e cresçam entre nós, certamente pela falta de sacralidade na vida de muitos dos nossos pastores. Precisamos resolver as controvérsias com os protestantes e ortodoxos, que sempre tem uma recepção ofensiva, como a de “hereges”

Temos a Questão política, a Igreja nunca teve pretensão na política, mas sempre foi protagonista nas questões da desigualdade social e da corrupção.

Dentro do diálogo intra-eclesial, temos os progressistas da TL, que vamos abordar essa questão de como entender a TL em seu início, e porque dela ter sido importante em um momento, mas que tomou rumos que não são legítimos da sua raiz, e os tradicionalistas, o movimento da RCC ou carismáticos, que em certas ocasiões são tratados de forma totalmente anti-pastoral, anti-cristãs, por vezes desrespeitosa.

Por esses motivos será preciso tentar compreender de quais acontecimentos nasce a igreja, para compreender com mais clareza a quais dinâmicas deverá se referir sua ação na história. Neste ponto poderemos dirigir nossa

atenção aos caracteres fundamentais que distinguem os sujeitos da vida eclesial, no relacionamento que cada um deles mantém com o “nós” do sujeito coletivo que todos formam dentro do conjunto. Apresentaremos, a respeito disso, as clássicas quatro notas da igreja que fazem parte da formula do símbolo da fé, mas estenderemos a reflexão sobre outros aspectos essenciais do corpo cristão vivo, como o de seu caráter carismático, de seu caráter sacerdotal, de sua indefectibilidade, e o de sua infalibilidade.

E no decorrer dos artigos, será preciso voltar ao tema da missão da igreja, para compreender como ela se realiza por meio dos inumeráveis e diversos ministérios que os cristãos exercem com sua presença no mundo, detendo-nos, principalmente, naqueles que são determinados por sua específica raiz sacramental. O último capítulo de nosso tratado se ligará, de alguma maneira, ao primeiro: a riqueza interior do mistério de comunhão que dá vida a existência eclesial, pois, concretizando-se de forma empírica na congregação eclesial, produz diversas e específicas instituições, das quais procuraremos estabelecer os valores fundamentais, a serviço dos quais devem estar.

 
 
 

O INVESTIMENTO INTERNACIONAL PARA O CRESCIMENTO DAS SEITAS

Por muitas vezes já ouvimos a frase “parece obra de igreja”, que era uma analogia com obras públicas ou particulares que ficavam se arrastando por muito tempo. Isso está relacionado às obras da Igreja Católica, pois sempre eram obras que demoravam duas, três ou mais gerações pra ficarem prontas. Está analogia nunca está relacionada com seitas protestantes, pois veremos que existe uma ingerência internacional que dá amplo suporte à essas igrejas, serão feitos vários artigos sobre o tema, vamos avaliar uma por uma, começaremos com os adventistas do sétimo dia, veremos que à questão passa pelo cunho religioso, mas a meta é política e econômica. Este é o primeiro artigo de muitos outros que irei demonstrar á articulação por detrás do empenho de mudar o cenário religioso no país, mas um detalhe não é coincidência, todos são dos EUA, irei abordar até movimentos religiosos progressistas católicos vindo dos EUA.

“Acho difícil conceber uma estrutura organizacional melhor que a nossa. Noto que muitas pessoas a quem visito, altos executivos, homens de negócios e industriais, mesmo chefes de Estado – ficam maravilhados pela eficiência da estrutura de nossa Igreja.” A revelação é do pastor Neal C. Wilson, presidente, desde 1978, da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sediada em Washington, em recente avaliação das atividades de quase 6 milhões de adventistas existentes cm 190 países, que ajunta ao seu entusiasmo: “Também fico impressionado com o número de adventistas que ocupam lugares de influência nacional e internacional ao redor do mundo. Quando eu era jovem, a Igreja não possuía muitos amigos nos altos postos e os adventistas eram quase desconhecidos no mundo dos negócios, das profissões e da política. Hoje, tudo mudou. Deus tem feito prosperar muitos dos nossos irmãos, dando-lhes habilidade de liderança, força espiritual, uma variedade de talentos e êxito financeiro. Por isso, eles têm contribuído generosamente em todas essas áreas, permitindo que nossa Igreja seja vista sob nova luz.” A igreja Adventista do Sétimo Dia , na verdade, é uma empresa religiosa moderna e extremamente eficiente, onde quer que tenha presença. Certamente a mais dinâmica de todas. No Brasil.

São aproximadamente 600 mil crentes, apoiados por uma corpo, que compreende cerca de 7 mil pessoas, entre pastores, missionários, e obreiros, desenvolvem um trabalho, notadamente no campo social, que está longe de ser seguido ou imitado por qualquer outra seita Protestante. O que vemos e chama atenção é uma gama de atividades desproporcionais em relação inclusive, ao número de fieis ou tamanho daquela igreja entre nós, envolvendo um elenco de ações só passiveis de controle mesmo por mecanismos de uma organização de feições multinacionais.

É no mínimo curiosa a desenvoltura que caracteriza a participação da igreja Adventista do Sétimo Dia na Educação e da Saúde enfrentados pelos diversos países é impressionante e misteriosa. Parece que os números esclarecem com suficiente clareza essa contribuição: 5.500 unidades educacionais primárias, secundárias e superiores, com mais de 30 mil professores ministrando ensinamentos a cerca de 1 milhão de estudantes. Opera, por outro lado, um complexo internacional integrado por 166 hospitais, 234 clínicas e dispensários e 54 lanchas e aviões, a serviço do que chama evangelho da Saúde. Um verdadeiro exército – 47 mil pessoas se ocupa dessa imensa rede beneficente nos variados lugares do mundo. Mantém, ainda, 51 casas editoras espalhadas em diversos países, incumbidas de publicações em 175 idiomas, onde se incluem jornais, revistas e livros, com enormes tiragens, sobre fumo, álcool, droga, alimentação e hábitos de Vida.

A obstinação dos adventistas em promover a Educação e cuidar da Saúde mereceu, a prepósito curiosa observação da revista “US Catholic”, em artigo escrito por William J . Whiler, respeitado catedrático de História da Universidade Católica de Purdue, que diz que podemos esperar que uma igreja que aguarda o fim do mundo a qualquer momento concentre sua atuação exclusivamente em assuntos religiosos. Mas que estranhamente não são assim os adventistas. Sua crença na Segunda Vinda não esfriou seu empenho em favor da Educação, do cuidado médico ou do serviço em prol dos outros e que nenhuma denominação Protestante pode apresentar mais impressionante relatório de serviço médico do que a adventista do sétimo dia, levando-se em conta o número total de seus adeptos, que não é compatível com o aparelhamento hospitalar, eu mesmo pude conhecer o hospital silvestre no alto da boa vista, um hospital que contava com equipamentos de última geração, bons salários, em uma época em que o Estado nem sonhava em ter aqueles equipamentos, e pouquíssimos hospitais tinham esse nível. São tradicionais suas campanhas contra o fumo, o álcool e o tóxico, sempre orquestradas com farta publicação de doutrinação contra esses vícios. A apologia da Saúde incorporada ao proselitismo religioso contou sempre com o reforço dos ensinamentos dos seus ideólogos. Como a senhora Ellen G. White, são da linha puritana, aos moldes da Revolução Puritana e da República de Cromwell, onde os revolucionários se percebiam como agentes de Deus na terra. Apóstolos com a missão de virar o mundo de ponta cabeça. O rei era visto como um representante da ordem que deveria ser invertida. Nesse sentido era percebido como um agente do mal na terra. Nessa revoluções podemos verificar que A Bíblia serviu como texto orientador para os revolucionários puritanos, e os revolucionários viam a si próprios como agentes de Deus na terra, uma semelhança com o pensamento das seitas modernas surgidas nas últimas décadas. O adventismo é uma religião forjada e retocada ao modelo de Vida da classe média americana, tipicamente conservadora e Puritana. Nascido nos Estados Unidos no começo do século passado, é um movimento de dissidentes da Igreja Batista, então insatisfeittos com alguns dogmas de fé do protestantismo histórico. Prega obstinadamente a Segunda Vinda do Salvador, quando os justos falecidos ressuscitarão e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e revestidos de imortalidade, enquanto os pecadores, os ímpios, só o farão mil anos mais tarde, para serem destruídos para sempre. É a teoria do milenarismo. O adventista é proibido de usar estimulantes, como álcool, fumo e café, devendo trajar-se sobriamente e abster-se de passatempos mundanos, tais como cinema, baile e jogos.

William Miller (1782-1849), de Pittsfield, Massachusetts, agricultor de origem humilde, depois militar, interpretando as Escrituras e as visões de Daniel e Apocalipse, conseguiu, a partir de 1812, empolgar alguns setores da comunidade batista para as suas conclusões em torno da Segunda Vinda. Nesses estudos, previa o evento para 1843. Corrigiu-as, depois, apontando o outono de 1844, mais exatamente o dia 22 de outubro, como a grande data. Mas nada de extraordinário aconteceu naquele dia, senão uma grande frustração dos crentes reunidos em orações em Battle Creek, Michigan. Em meio as suplicas, exaltação e choro, o dia clareou e a Segunda Vinda não se concretizou. Consequência foi um enorme racha no adventismo, com os fieis, desapontados, voltando às igrejas de origem. Poucos líderes do movimento suportaram a execração plública, a gozação, e mantiveram-se leais à causa, tentando uma recomposição do que sobrou do adventismo apos a debandada.

Entre os reorganizadores e reestruturadores do desarticulado movimento está Ellen G. Harmon, depois Ellen G. White (18271915), de Portland, no Maine, uma ex-metodista que veio a desempenhar papel importante no adventismo durante 70 anos. Liderou várias iniciativas, sobressaindo-se como teorica e ideologa das doutrinas da seita, com 53 livros e 4.500 artigos publicados, abrangendo vários aspectos da fé adventista.

Os adventistas mantém em funcionamento permanente, no Brasil, 11 hospitais, sendo 2 em São Paulo, 2 no Rio de Janeiro, 1 em Belo Horizonte, Campo Grande, Manaus, Belém, Vitoria, Londrina e Salvador; tem instituições para ministrar cursos de culinária, corte e costura, e princípios de enfermagem; 8 grandes clinicas múltiplas; 18 lanchas-ambulatorio equipadas com todos os recursos médicos e odontológicos, percorrendo os grandes rios da Amazonia, Mato Grosso e Pará; 1 avião médico-missionário; várias creches, patronatos, orfanatos, asilos de velhos e clinicas médicas-móveis. Também na érea de Saúde, opera várias lojas de produtos naturais, restaurantes vegetarianos e centros de tratamento de alcoolismo. É conveniente esclarecer, a propósito, que a Igreja Adventista não é dona ou sócia da “ Golden Cross”, poderosa multinacional da área de saúde, apenas administra alguns hospitais da empresa, pois seu dono Milton Soldando Afonso é adventista.

INGERENCIA DE FORA

A ajuda externa, justamente, representa um dos pontos delicados de qualquer estudo com o propósito de redesenhar o panorama religioso brasileiro nas últimas décadas. Com efeito, não tem escapado ao observador mais avisado evidências seguras da interferência de estranhos mecanismos na sustentação do novo quadro que vai se delineando a partir do extraordinário impulso que ganharam os movimentos ou seitas modemas surgidas no Pais. Esse crescimento repentino não pode ser explicado somente pelo resultado da força de doutrinação proselitista dos novos pregadores ou pelo preenchimento dos anseios dos desiludidos com suas crenças originais. Razões puramente subjetivas podem até justificar grande parte das conversões ou substituições de valores espirituais. Mas não podem, evidentemente. ser subestimadas a velocidade e as características peculiares com que se operam as súbitas transformações em causa. Nao há dúvida quanto a ingeréncia de um fator acelerador em todo o processo. Pelo menos, a se dar crédito aos números de adesões aquelas religiões anunciadas pelos porta-vozes dos interessados.

Vista a questão dessa perspectiva de suspeita, é natural, entéo, que se ponham as indagagoes cabiveis no caso, ou seja, qual a procedência dessa ajuda e quem sao os beneficiários da mesma? qual o seu montante e como se processa? quais os objetivos de quem a promove?

Seria ingénuo, para nao dizer absurdo, raciocinar com a hipótese da existência de um plano ordenado com objetivos politicos para conseguir uma modificagao imediata no quadro religioso brasileiro. Uma trama desse tipo não se enquadraria na temporalidade das coisas. As ideologias nao parecem interessadas em coordenadas de sedimentação tão futura que requeira séculos para apresentar resultados práticos. Mas não desprezam as oportunidades oferecidas pelos rumos naturais que assumem os movimentos sociais ou religiosos, nem deixam de aproveitar as brechas ocasionais que se abrem nas estruturas para inflltrar as mesmas ideologias. É cômodo e facil. O comprometimento é minimo. Os investimentos sao relativamente baixos nesses casos e os frutos compensadores a curto prazo.

Uma visão com esse enfoque da paisagem religiosa da América Latina, particularmente do Brasil, mostra exatamente a ocorréncia do fenômeno favorecendo a capitalização de dividendos políticos para aquela ação oportunista. A proliferação de seitas novas, aliciando crentes com relativa facilidade, sobretudo nas camadas mais pobres das populações urbana e rural, vai alargando os flancos a consolidação de ideias defendidas pela situação dominante. Manter é menos complicado do que mudar. E os movimentos religiosos de grande apelo popular ajustam-se sob medida a essa estratégia, porque, na sofreguidão de engrossar as suas fipleiras de adeptos, preocupam-se exclusivamente com o transcendental. deixando o temporal como sempre esteve. Conquanto a fé ostente uma pujança expressiva, competitiva mesmo, dados os termos em que foi colocada a disputa de crentes, o que conta nessa corrida é, pois, o número de ovelhas conquistadas e a forja em detrimento de novo sistema econômico e político liberal.

Jancso, Istvan. A construção dos estados nacionais na América latina, MONTEIRO DE LIMA, Delcio, os demônios descem do Norte.

 
 
 
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