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A IGREJA APOIOU À ESCRAVIDÃO?

BULA DUM DIVERSAS

Por muitos anos muitos professores de história espalharam uma informação sobre o documento Dum diversas. Uma das mentiras é de que a Igreja ensinava que os negros não tinham alma, outra mentira que é ainda ensinada em sala de aula é de que, a Igreja apoiou à escravidão através desta mesmo documento, pois vamos verificar se isso é verdade.

Pra começar temos que avaliar que estamos falando de idade média, neste período os cristãos estão sendo atacados por sarracenos (muçulmanos), que sofrem ataques constantes já há muito tempo dos sarracenos, que os matam, saqueiam seus bens e os escravizam. É de conhecimento geral, que nessas invasões, os europeus são roubados, mulheres (inclusive crianças) são constantemente estupradas; muitas são capturadas e vendidas para servirem como escravas sexuais nos haréns. Além doa invasão de Constantinopla estar perto de acontecer.

Esse problema já se estendia há séculos os muçulmanos promoviam a caça e o tráfico de europeus. Podemos citar alguns momentos e pessoas como em 1198 cerca de três séculos antes da bula, São João da Mata fundou a Ordem dos Trinitários para libertar os prisioneiros e escravos cristãos do domínio dos sarracenos; alguns anos depois, São Pedro Nolasco e São Raimundo de Penafort fundaram também a Ordem dos Mercedários, com o mesmo objetivo.

“O Islã pôs na escravidão mais de um milhão de europeus. Como muçulmanos não podem ser escravizados, era uma cristã branca que era a escrava sexual do sultão turco.” – Bill Warner, diretor do Cen Entrevista à FrontPage Magazine, 5/02/2007

Diante dessa situação, eu pergunto ao leitor, o que você iria fazer numa situação dessas? Você provavelmente iria ter algum parente sequestrado, alguma mulher da sua família sendo estupradae vendida como escrava sexual, mais uma vez pergunto. O que você faria? Está situação se encaixa perfeitamente no conceito “guerra justa” e o “direito de legítima defesa”, citados no Catecismo da Igreja Católica. Por isso, o Papa autorizou o rei Afonso V de Portugal a prender os sarracenos, que constantemente atacavam e escravizavam os cristãos na Europa:

“(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo (…) e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão”.Bula Dum Diversas

Podemos concluir claramente que, os sarracenos e pagãos citados na bula não eram pessoas ingênuas e indefesas, que a Igreja por ser autoritária e “intolerante” mandou escravizar “os pobrezinhos e indefesos” porque não aderiram à fé cristã. Quando abordamos um contexto histórico, temos que fazer uma avaliação estrutural da história, por isso gosto de Johan Huizinga, qualquer pessoa que não tenha uma boa formação e saiba um pouco de história além das salas de aulas, com certeza vai ler este trecho da bula e concluir que a Igreja era a vilã da história, quando, na verdade, era uma vítima acuada tentando se defender.

Lembrando que está bula é dirigida aos sarracenos (árabes), que não eram necessariamente negros. E não existe nela nada que faça entender que alguém não tinha alma. Na verdade diferente, a bula deixava claro que era preciso promover a conversão dos sarracenos e pagãos escravizados. Acaso a Igreja poderia desejar a conversão de um ser que não tem alma?

Foram os mouros medievais que sempre perseguiram o povo católico! Toda vez que eles tomaram pau dos cristãos, na grande maioria das vezes, não receberam senão a justa resposta por sua violência. E a barbárie não terminou com o fim da Idade Média: somente entre 1500 e 1800, os árabes capturaram mais de 1 milhão de escravos brancos. Estes dados são frutos de uma pesquisa recente do historiador Robert Davis, professor de história da Ohio State University.

Temos muito material historiográfico para acabar com as mentiras acadêmicas,as vítimas contam a história para os doutores, uma dessas histórias vem de São Vicente de Paulo uma das vítimas dos muçulmanos: aos 25 anos, em 1605, ele foi capturado por piratas turcos, durante uma viagem de navio. Foi vendido como escravo e trabalhou por dois anos na Tunísia. Por fim, teve a graça de ser libertado por seu senhor que, arrependido de ter abandonado um dia a fé católica, fugiu com ele para a França.

 
 
 

RAZÕES DO ÊXITO DAS MENTIRAS SOBRE A INQUISIÇÃO E A IGREJA

A imprensa

“Os protestantes, que haviam impregnado com sucesso a imprensa para difundir suas ideias, tentara ganhar a guerra que não podiam ganhar pelas armas

– Thomas Madden” (Thomas Madden em um artigo “The Real Inquisitivo”, 2004)

“Já ouviu o ditado que diz que a gota escava a pedra? Pois bem; uma má publicação é também uma gota, mas uma gota de veneno corrosivo capaz de estragar os corações da melhor têmpera, sobretudo se os encontra desprevenidos; é uma gota, mas gota que cai sem cessar dia após dia, sabendo que a constância, tanto para o bem quanto para o mal, opera prodígios. E se a publicação, embora perversa, sabe apresentar-se com os enfeites de palavras bonitas e com o atrativo do gracejo, torna-se então uma gota de veneno açucarada, que tragará não apenas com facilidade, mas até mesmo com delicia todos aqueles que neste mundo não costumam guiar-se por outro critério que não o do paladar, que são inúmeros.

(Félix Sardá y Salvany)”


É um fato indiscutível que a imprensa foi uma das invenções de maior destaque realizadas pelo homem, principalmente por possibilitar a difusão maciça da cultura que outrora estava reservada a uns poucos privilegiados. A imprensa de Gutemberg — que com algumas variações é semelhante à atual — permitiria a edição de centenas de cópias de um livro em pouco tempo e a um custo baixo. Porém, como aconteceu não poucas vezes na história, algumas invenções foram empregadas para um fim totalmente oposto àquele concebido originalmente. Assim, a imprensa – a fonte da informação – logo se converteria em uma “máquina difamadora” dos inimigos daqueles que então detinham sua posse. Como observa o historiador V. Pinto Presto, Lutero havia colocado o potencial de difusão da imprensa a serviço da polêmica religiosa.


Apenas entre 1517 e 1520, venderam-se 300.000 exemplares de trinta escritos de Lutero, muitos deles panfletários: “A imprensa foi logo utilizada pelos reformadores, como um instrumento privilegiado para a difusão de suas ideias. As imagens que todos temos dos tormentos inquisitoriais, e que vimos nos livros de escola — comenta Vittorio Messori — foram impressas em Amsterdam e Londres, com o apoio da propaganda protestante, no âmbito da luta contra a Espanha pela hegemonia no Atlântico” (Vittorio Messori, As voltas com a Inquisição, 1983, PG. 270).


É conhecido o papel decisivo que tiveram na imprensa os agiotas judeus, inicialmente associados a Gutemberg e pouco depois tomando totalmente posse dela, quando o inventor alemão não conseguiu pagar os juros usurários que seus antigos sócios lhe exigiam.


Diz o historiador norte-americano Philip Powell que os judeus “empregaram seu poder dentro da indústria editorial, tanto para apoiar os holandeses em sua luta quanto para espalhar as críticas contra a Espanha’ (Powell, Philip Wayne, Tres of Bate, Valecito, Califórnia, 1985). [Nota: A imprensa foi inventada por Gutemberg em 1454. Embora fosse uma invenção chinesa, foi com ele que adquiriu a modalidade atual de poder fazer rapidamente várias cópias de uma mesma vez a um custo baixo].


A imprensa será, tanto para protestantes quanto para judeus, como reconhece o informativo da BBC de Londres que em breve mencionaremos, uma espécie de Deus ex-machina de salvação: espada dourada que lhes permitiria ferir, com certo êxito, a imagem da Espanha e da Igreja no mundo.


A quinta coluna e o financiamento judeu


Naturalmente, alguém devia financiar as caríssimas campanhas de difamação que emanavam às centenas de milhares de gráficas, bem como sua distribuição. Sobre isto, não há muitas dúvidas: os judeus, que sentiam uma especial aversão contra a Espanha, ofereceram-se de bom grado para financiar a revolução protestante.


Assim o admite o historiador judeu Lucien Wolf, dizendo que “os judeus fingiam ser calvinistas, isso lhes dava novos amigos que coincidiam com eles na inimizade contra Roma, a Espanha e a Inquisição (…); e o resultado foi que se tornaram aliados zelosos e eficazes dos calvinistas”( Thomas Walsh, Felipe II, pg.274-275 [o historiador americano, citando o historiador judeu Abaham, diz que judeus como Elias Levita, Jacobo Liane e Obediah Afirmo, tiveram grande participação na origem da reforma protestante, Cecil Roth corrobora está informação em sua História dos marranos, Atalena Editores, Madrid, 1979, pg.175].


Além do financiamento, proporcionaram ajuda logística aos inimigos da Espanha, através da “quinta-coluna” que lá formaram historicamente.

É preciso ter em conta o receio e o ódio que os judeus guardavam contra a Espanha e a Igreja — especialmente após o decreto de expulsão — para compreender sua atitude beligerante, embora convenha notar a este respeito um fato raramente mencionado, isto é: que não apenas os judeus expulsos tiveram parte ativa no plano de desmembrar a Espanha. O ressentimento anti-hispânico não “nasce” somente dos judeus expulsos da Península, mas, como expõe o historiador argentino



Kiznitzky, o grosso dos sefarditas instalados em Amsterdam [Judeus originários de Portugal e Espanha], berço da propaganda antiespanhola, eram conversos ou descendentes de conversos espanhóis e portugueses que, por uma razão ou outra, haviam decidido emigrar para a Holanda muito antes de 1492. Fatos como estes

obrigam-nos a discordar daqueles historiadores que desculpam e creem compreensível a atitude hostil e agressiva dos judeus pois, como vemos, o ódio fatal destes contra a Igreja Católica e a Espanha data de muito antes.


Ódio infundado e inexplicável, [Não esqueçamos que entre os judeus foram justamente os sefarditas os principais propagandistas. Os judeus “holandeses” editavam duas das publicações mais importantes na região:

A Gazeta de Amsterdam, publicada pela comunidade sefardita holandesa entre 1675

1690; e Noticias Principais e Verdadeiras, surgida em Bruxelas entre 1685 e 1704. Adolfo Kurznitzky, A Lenda Negra da Espanha e os Marranos, El Emporio Ediciones, Córdoba (Argentina), 2006, p. 46. A obra de Kuznitzky, embora esteja bem documentada e possua analises muito interessantes, guarda algumas importantes contradições e imprecisões. Por exemplo por um lado acredita que seja justificado o rancor dos judeus (por terem sido expulsos, rancor refletido em sua intensa atividade antiespanhola”), e depois nos diz que a maior parte dessa propaganda foi levada a cabo não pelos judeus que haviam sido expulsos da Espanha, mas por aqueles que residiam na Holanda havia várias gerações].


Se temos em conta o cuidado e os bons tratos que receberam na Espanha, tanto por parte dos monarcas quanto pela Igreja em geral, para muitos, certamente, o poder da imprensa seria uma revanche. Basta lembrar os nomes de Reuchlin, Melanchton, Ponce de la Fuente, Cazalla, Pérez, Luis León, todos de origem judia e fundamentais para a consolidação da

Reforma. É o que reconhece García Cárcel, assinalando que após os estudos feitos por Kaplan, Yerushalmi, Mechoulan e Contreras,

“ficou claramente demonstrada a importância que tiveram os judeus exilados da Espanha na configuração da imagem negativa do país”[Dá alguns exemplos, que somamos aos anteriores: Benzion Arroyo, Frei Vicente Rocamora, Paulo de Pina, Manuel Sueiro, David de Prado, Daniel Levi de Barrios, etc; todos de origem judia, foram fundamentais no desenvolvimento da lenda negra anti-hispánica. Conferir: García Cárcel, A Lenda Negra, História e Opinido, Ed. Alianza, Madrid, 1998, p.83]


Para confirmá-lo, há a este respeito esclarecedores pronunciamentos de diversos historiadores. O experiente historiador espanhol Ricardo de La Cierva escreve em sua obra O terceiro templo: “Com seus três postos avançados em Amsterdam, Londres e Nova

York, os judeus de Amsterdam, em boa parte descendentes daqueles expulsos da Espanha pelos Reis Católicos, meditaram e planejaram durante décadas sua vingança contra a Espanha.


Este é um importantíssimo ato do drama estratégico mundial da Idade Moderna, e que não foi estudado apesar de seu enorme interesse”. Acrescenta o crítico Salvador de Madariaga, em “O auge e o ocaso do Império espanhol na América”, que “os judeus tiveram parte importante na desintegração do Império espanhol (..). Sua atividade contra a Espanha polarizou-se nos dois campos mais importantante da vida espanhola: o religioso e o imperial. Os judeus foram assíduos disseminadores da Reforma; não tanto por um interesse sincero por ela em si, mas porque significava cisma e divisão na fé rival”. Os conversos portugueses de Amberes deram um poderoso estímulo ao luteranismo desde seus primeiros dias. Já em 1521 tinham um fundo para imprimir castelhano. Observa Julio Caro Baroja — sobrinho do escritor Pio Baroja Nessi — em sua obra “Os judeus na Espanha moderna e contemporânea”: “pode-se dizer que foi das famílias judias espanholas e portuguesas que se fixaram na Holanda, Inglaterra e outras partes desde meados do século XVII até meados do século XVIII que surgiu em grande parte, o corpo de doutrina sobre a Inquisição, a monarquia espanhola, etc., que foi aceito na Europa protestante até nossos dias: o marrano buscou uma forte e justificada vingança contra seu país de origem em todas as ocasiões que pôde”. Se contra os visigodos os judeus haviam se aliado aos árabes, agora, contra a monarquia espanhola, seus descendentes aliavam-se aos turcos, ora aos holandeses, ora aos ingleses, e até nos tempos de Richelieu, de maneira mais privada, aos franceses. Os fatos são conhecidos, e não é preciso justificativas dos defensores de Israel para conhecê-los em toda a sua extensão. Em certas manobras diplomáticas dos turcos contra Espanha intervieram judeus fugidos da península do século XVI. Posteriormente, os conversos do Brasil, relacionados com os judeus de Amsterdam, secundaram os planos holandeses em seus ataques a portos daquele país, defendidos por portugueses e espanhóis.


Sabem-se, inclusive, os nomes dos que

agiram como espiões e especialistas no ataque à Bahia (1623), na invasão de Pernambuco, etc.


Acrescenta que: “Uma extensão desta espionagem foi a estreita relação entre os sefarditas holandeses e o estabelecimento de seu povo na Inglaterra, em meados do século XVII, e às vésperas da ofensiva de Cromwell contra as Índias Ocidentais Espanholas. Cromwell soube aproveitar, assim como Cecil na era elisabetana, os serviços dos espiões judeus que conheciam outras línguas e tinham contatos secretos tão valiosos para a eficácia dos ataques.


Antes do final do século XVII, a ação judaica contra a Espanha havia se projetado em três linhas principais:

1. Atividade extensa e muito influente por meio de publicações com fortes características anti-espanholas;

2. Ação no comércio e na espionagem para ajudar inimigos da Espanha na guerra e na diplomacia.;

3. Intensa promoção da mistura anti-Roma com anti-Espanha, para tornar sinônimos ambos os canais de conceito e de ação.

Esta última faceta não foi de modo algum

fundamento especial para isso, e a fusão do ódio aos papistas e o ódio aos espanhóis, na

atmosfera anglo-holandesa, foi altamente atrativa para os judeus.

O próprio Cecil Roth, em sua obra “História dos Marranos” (Capítulo X), comenta abertamente

que os judeus portugueses financiaram a revolta contra o domínio espanhol nos Países Baixos, por ordem do traidor de sua pátria Guilherme de Orange.


Em seu livro “Árvore de Ódio: A Lenda Negra e suas consequéncias nas relações entre EUA e Espanha”, o recém-citado professor Philip

W. Powell escreve: “Ao sair da Espanha, muitos judeus foram para a Itália, os domínios muçulmanos, os Países Baixos, a Alemanha

em que crescia a recepção à propaganda e à

ação antiespanhola. Em seus novos lares, os judeus fizeram com grande dedicação tudo o que estava ao seu alcance para atrapalhar o comércio espanhol, e ajudaram os projetos muçulmanos de vingança pela derrota em Granada. E sua erudição e conhecida

dialética em matérias teológicas foram por vezes colocadas ao serviço da Revolução Protestante, que proporcionou tanta angústia à Felipe II, acrescenta: “Se dermos crédito a Graetz e a outros historiadores judeus, estes tiveram um papel muito mais importante em tudo isto do que os cristãos, por motivos misteriosos, costumam admitir. Era incalculável o número dos mesmbros dessa raça enérgica e bem dotada que se haviam instalado em todos os países da Europa durante os assim chamados Anos Obscuros da Idade Média; foi incalculável o número dos que, assimilados como Católicos sinceros ou passando por pretensos Católicos formaram depois os núcleos da sublevação internacional.

Estavam em todas as partes, em estreita comunicaçao entre si e com os

judeus da Sinagoga. Havia tantos na

Inglaterra e na França, que um escritor judeu do século XVI, frequentemente citado pelos judeus modernos, atribuiu a este fato “a inclinação dos ingleses e franceses pelo protestantismo”[Thomas Walsh, Felipe II, p.269]; cita também Cabrera, historiador de origem marranna que “a maioria dos hereges deste século (XVI) foram israelitas”.


Não existe dúvida, como afirma um historiador judeu, que os primeiros chefes das seitas protestantes foram os chamados semi-judeus ou meio-judeus em todas as partes da Europa. Calvino, como cita Ludovico Pastor, dizia que os que se negassem a abandonar a fé católica romana deviam ser passados à faca (Ludovico Pastor, História do Papado 1910-1941, Gustavo Gili Editor, Barcelona, tomo XV, cap. XLII). Acrescenta o historiador dos papas que “até os médicos judeus e os homens de negócios eram espiões e agentes de propaganda protestante”.


Por último, é preciso mencionar que esta “cruzada” contra a Igreja e os Estados Cristãos não aconteceu nem foi gerada de um dia para o outro. O douto rabino Newman expressa a mesma opinião, dizendo: “As forças que alcançaram seu auge nos séculos XV e XVI foram postas em movimento durante os séculos XI, XII e XIII, e prepararam caminho para as grandes heresias no Cristianismo” (Citação em E. G. Leonard, História do Protestantismo, Ed. 62, Barcelona, 1967, vol. II. Também citado por Maurice Pinay em Complô contra a Igreja, 3 vols., Ediciones Mundo Libre, México, 1985).

E acrescenta: “o papel dos judeus como estimuladores e propagadores de opiniões antieclesiásticas na Idade Média não deve ser subestimado”.

 
 
 

O grande cisma da Igreja CatóIica e ortodoxa, uma questão política ou teológica?

Ao longo da história, Constantinopla têm-se mostrado um patriarcado de pouca confiança, antes do grande cisma houveram pequenos cismas, Constantinopla já adotou a heresia Ariana, e por vários momentos mostra-se que não merece confiança, já selaram acordos com Roma para terminar o cisma, mas logo que conseguem sair de um momento de crise voltam a defender com toda sua arrogância ás questões que levaram ao grande cisma que foram orquestrados por Fócio e Miguel Cerulário, vejamos um desses momentos de acordo e também os grandes motivos para o grande cisma.


Vinte e nove anos depois do primeiro concilio de Lyon celebrou-se nesta cidade um segundo, que é o décimo quarto ecumênico, e cujo objetivo principal foi a volta dos gregos à unidade católica. O patriarcado latino unido em Constantinopla acabara em 1261 com o reinado de Balduíno II, que foi expulso por Miguel Paléologo, primeiro imperador da última dinastia grega. Este príncipe, político astuto, precisando da proteção da santa sé, quer contra os maometanos, quer contra o rei da Sicília, que o ameaçava, trabalhou muito para a reunião da Igreja do Oriente com a Igreja latina. Neste intuito, o Papa Gregório X convidou o imperador do Oriente, bem como os outros príncipes católicos, a virem com os bispos gregos ao concílio geral de Lyon. Miguel não não foi, mas mandou embaixadores e vários bispos das primeiras sedes. A assembleia composta de quinze cardeais, quinhentos bispos, setenta abades, perto de mil doutores, e também dos embaixadores de França, Alemanha, da Inglaterra, e e do rei de Aragão pessoalmente. O concílio foi presidido pelo Papa e celebrou-se na catedral de S. João. Todos os prelados da Igreja latina foram ao encontro dos representantes da Igreja grega até fora da cidade, e os conduziram com grande solenidade no ao Papa, que lhes recebeu de pé o lhes deu o ósculo da paz com todos os sinais de um paternal afeto. De seu lado, os gregos tributaram ao Papa todas as homenagens devidas ao vigario de Jesus Cristo. Apresentaram as cartas do imperador e dos bispos do Oriente, e disseram, que vinham render toda. a obediência à Igreja romana e professor a mesma fé com ela. Logo depois da sua chegada, no dia da festa São Pedro, assistiram á missa, que o Papa celebrou na catedral, perante todo o concílio. O símbolo cantou-se primeiramente em latim; os gregos o cantaram depois na sua língua e repetiram três vezes estas palavras: Que procede do Pai e do Filho, Filioque procedit. Todo o orbe, católico exultou de alegria com o concilio de Lyon. S. Boaventura, que estava presente e foi encarregado do pregar o sermão da abertura, tomou para tema estas belas palavras do profeta: « Levanta-te, Jerusalém; dirige as tuas vistas para. o Oriente, e do alto dos montes contempla os teus filhos, que se congregam desde o Oriente até ao Ocidente.» — mas este júbilo durou pouco; pois, em consequência do fanatismo, da ignorância, e das intrigas, que levaram Miguel Paléologo a dissimular ou a variar, as esperanças dadas pela Igreja grega foram frustradas. Depois de algumas perturbações havidas na volta dos deputados,o cisma. manteve-se como de antes.

O segundo concílio de Lyon fez várias constituições concernentes á fé, ás eleições dos bispos, ás ordenações dos clérigos, ao conclave dos Cardeais, á autoridade suprema dos Papas, etc. Eis o seu decreto sobre este último e importante assunto: «A Santa Igreja Romana possuo a soberania e o pleno primado e principado sobre toda a. Igreja católica, e reconhece com verdade e humildade ter a recebido, com a plenitude do poder, do Senhor mesmo, na pessoa de S. Pedro, príncipe e chefe dos Apóstolos, do qual o pontífice romano é sucessor; e da mesma maneira, que esta Igreja é obrigada, sobre todas as outras, a defender a verdade e a fé, e a decidir todas as questões a este respeito. » Vê-se por estas palavras tão claras e formais o que é a Igreja romana, na constituição da. Igreja. católica. E se as controvérsias da fé devem ser decididas pelo Papa, não é ele por isso mesmo Infalível? (D. Gueranger, monarquia pontifical, 1274 — padre RIVAUX, tratado de História eclesiástica, tomo II, 1877)



A união das Igrejas também não se efetivou. Houve um momento em que pareceu que Sim. Miguel VIII Paléologo, ameaçado por Carlos de Anjou – — que, logo depois do caso de Túnis, se lançara sobre a Albânia —, enviou a Gregório X o patriarca Beccos para acabar com o cisma. Declarava aceitar o Credo romano, incluído o Filioque, o uso dos ázimos e o primado do Papa. No Concilio de Lyon de 1274, a reconciliação parecia selada. Na catedral de São João, os prelados gregos, durante a missa cantada, repetiram três vezes o Filioque, para que todos o ouvissem bem.

Mas, no fundo, isso não passava de uma operação política. O clero grego continuava hostil aos latinos, a esse pontífice que “fomentava a impiedade”, a esse “verdadeiro lobo no redil”. Nas igrejas do Oriente, exaltava-se no púlpito Fócio e Cerulário… A partir de 1278, Nicolau III notou uma evidente má vontade em por em prática as decisões dos acordos de Lyon. Com Martinho IV l, inteiramente devotado à política angevina, o equilíbrio desfez-se; Carlos, Filipe de Courtenay e Veneza, com o apoio de Roma, voltaram a fazer uma aliança contra o “pretenso imperador dos gregos”. O Imperador Andrônico II, quando sucedeu a seu pai, tirou a conclusão que impunha: exilou Beccos e os partidários da união, ao mesmo tempo que financiava a revolta anti-francesa que culminaria com as vésperas sicilianas. Perante o islã vencedor, o escândalo do cisma continuava.( Daniel Rops, A Igreja das catedrais e das cruzadas, pág. 532-533, São Paulo, 2014, quadrante)


Um acontecimento capital acabava de abater-se pesadamente sobre a cristandade: destino: o Cisma de 1054. O lento desentendimento que se insinuara no decorrer dos séculos entre as duas metades da Igreja tinha múltiplas causas: evolução diferente dos ritos e práticas, mais fixos e uniformes no Oriente, mais variados no Ocidente; desacordos teológicos cuja importância os dois campos aumentavam a seu bel-prazer, tal como o que havia provocado a introdução da expressão Filioque no Credo por parte dos ocidentais; má vontade do patriarca de Constantinopla em reconhecer o primado da sé de Roma, sobretudo a partir do momento em se tornara o único que contava no Oriente, pois os territórios dos outros patriarcas tinham sido ocupados pelo lslã ( Jerusalém e Alexandria) ou vinham sendo fortemente atacados por ele de (Antioquia); e, finalmente, desprezo não dissimulado dos bizantinos, astutos e letrados, pelos bárbaros do Ocidente.


A ruptura foi provocada pela ambição de um homem: Miguel Cerulário patriarca de Constantinopla. lnteligente até o excesso, de uma sutileza que sabia mascarar uma firmeza de aço, esse homem que, na sua juventude, desejara calçar as sandálias de púrpura do Basileu, uma vez Clérigo. Transferiu para o plano eclesiástico os sonhos da sua ambição: ser o chefe único de uma igreja livre de qualquer controle e na qual se incluíssem todas as dioceses do Oriente. Para atingir esse fim, não teve o menor escrúpulo em lançar mão de todos os meios: habilidades suspeitas, perfídias e violências. Insistindo no que aparentemente separava os cristãos, chamando heresias as mínimas diferenças de expressão, qualificando como escandalosos costumes tão inocentes como o de cortar a barba, trabalhou habilmente para introduzir a cizânia entre as duas partes da Cristandade. O erro dos ocidentais, e principalmente do papa Leão IX, foi não se aperceberem de que o patriarca desejava a ruptura e de que toda a manifestação inoportuna de autoridade o favorecia. Enviando como ligados a Bizâncio dois rudes lorenos, desconhecedores das sutilezas bizantinas o cardeal Humberto, o célebre reformador, e Frederico de Lorena, futuro papa “gregoriano” –, Roma precipitou os acontecimentos. A astúcia e a cautela opuseram-se à falta de moderação e de jeito, sob o olhar indiferente do imperador Constantino IX Monômaco, mais preocupado com a literatura e os encantos femininos do que com discussões teológicas. Quando, em 6 de julho de 1054, o cardeal Humberto, julgando dobrar Cerulário, depôs sobre o altar de Santa Sofia o texto de uma excomunhão, deu a vitória ao patriarca. Valendo-se da indignação provocada por esse gesto, o ambicioso pôde reunir todo ou quase todo o Oriente, desde o basileu ao último dos calafates, contra essa Roma Bárbara e herética que vinha insultar na sua casa os príncipes da Santa Igreja bizantina. E, em 24 de julho, um sínodo oriental promulgou cânones que consagravam a ruptura.

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Essa ruptura foi fatal? De maneira nenhuma. Certamente, as diferenças entre os gregos e latinos eram profundas; as sensibilidades eram dessemelhantes. As atitudes, espiritual e moral no Ocidente, simbolista e escatológica no Oriente, não combinavam. No entanto, os vínculos estabelecidos ao longo dos séculos por trinta gerações uniam ainda as duas partes da Cristandade. No princípio do século XI, pudera-se até constatar uma tendência para a aproximação; o duplo perigo dos normandos e dos turcos, a frequência cada vez maior das peregrinações a Terra Santa, um melhor Conhecimento no Ocidente das origens orientais da espiritualidade, tudo isso contribuía para a unidade. Constantino IX só manifestava respeito e boas intenções para com o Papa de Roma. Por que, então, eclodiu o drama? É preciso reconhecer aqui um desses casos, mais frequentes do que se julga, em que a personalidade de um homem e as suas intenções são decisivas e podem obliterar os destinos durante séculos.



Perante um acontecimento que, na perspectiva do tempo, tem urna importância dramática, qual foi a reação dos contemporâneos? Aperceberam-se eles de que se tratava de um corte doloroso e desastroso que se introduzia no cristianismo? Se Miguel Cerulário tinha querido que fosse assim, a simples ideia do cisma perturbava muitas almas fiéis. Não podemos ler sem emoção a carta que o santo patriarca Pedro de Antioquia escreveu ao seu colega de Constantinopla: “Peço-te”, escreve ele, “suplico-te, adjuro-te, e em pensamento lanço-me aos teus joelhos sagrados, rogando-te que a tua divina Beatitude ceda a este golpe e se dobre ás circunstâncias. Tremo só de pensar que, querendo curar esta ferida, ela pode degenerar em coisa pior, no cisma, ou que, procurando erguer o que está abatido, se prepare uma queda ainda maior. Considera o que resultará evidentemente de tudo isto, quer dizer, desta imensa divergência, que acabará por separar da nossa santa Igreja essa sé magnânima e apostólica. A maldade passará a invadir a Vida e o mundo inteiro será subvertido. Se os dois reinos da terra estiverem mergulhados na intranquilidade, poo toda a parte haverá lágrimas abundantes; os nossos exércitos em parte alguma serão vitoriosos”.

Palavras admiráveis e proféticas! Mas não foi apenas Pedro de Antioquia quem se exprimiu desta forma; Jorge o Hagiorita declarava perante o imperador Constantino Ducas, em 1064, que a fé dos latinos não sofrera qualquer desvio e que o uso do pão fermentado no Oriente só se tornara necessário para provar a certos extraviados que o corpo do Senhor possuía alma e razão, respectivamente simbolizadas pelo fermento e pelo sal misturados a farinha. Joao ll, metropolita de Kiev, reconhecia que os erros de que os ocidentais eram acusados não feriam os dogmas. Teofilacto, arcebispo de Ácrida na Bulgária, no seu tratado sobre os erros dos latinos, dizia formalmente que esses “erros” não podiam justificar um cisma, criticava duramente a orgulhosa pretensão dos teólogos orientais e afirmava que, no fundo da questão, havia sobretudo rivalidades pessoais ou raciais.


Mas, ao lado dessas vozes serenas, quantas outras injustas e apaixonadas! O fosso do cisma foi aprofundado, como por prazer, pela maldade e pela estupidez. Houve, em Bizâncio, homens, teólogos, que, incapazes de compreender o Ocidente, ou não desejando compreendê-lo, continuaram o trabalho de Miguel Cerulário, acumulando calúnias e acusações sem fundamento. Basta consultar um dos inumeráveis tratados que apareceram então para medir a sua fraqueza e tantas vezes a sua abjeção. Os agravos articulados nessa espécie de libelo são em número de vinte e oito, nem um a menos! Os seis erros maiores, tirados da argumentação de Fócio, referem-se aos ázimos (pão fermentado ou não? Grave questão…), à processão do Espirito Santo, à Confirmação separada do Batismo, às infrações ao jejum da Quaresma e ao do sábado, e, por fim, ao celibato dos padres. Mas, a essas acusações fundamentais, os panfletários acrescentam atabalhoadamente outras, sempre sob o sopro da mesma indignação. Durante os ofícios, os padres latinos têm uma compostura pouco conveniente, levam a luxúria ao ponto de raspar a barba em vez de deixá-la crescer, e o celebrante chega ao altar com a cabeça coberta, o que é verdadeiramente escandaloso; além disso, os fiéis ousam benzer-se com cinco dedos, quando todos sabem que devem fazê-lo apenas com três; e, finalmente, os bispos do Ocidente, quando morrem, são expostos no caixão sem as mãos juntas… E é por bagatelas desse género que o Oriente passará a julgar Ocidente…

( Daniel Rops, A Igreja das catedrais e das cruzadas, pág. 532-533, São Paulo, 2014, quadrante)

 
 
 
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