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Em matéria de castidade, não existem fortes nem fracos. Diante de uma tentação impura, vence quem recorre imediatamente a Deus, sem negociatas.

Se há um mandamento que as pessoas reclamam ser difícil de cumprir, este é, sem dúvida, o sexto mandamento. O escritor C. S. Lewis reconhecia que “a castidade é a menos popular das virtudes cristãs”. Enquanto os de fora – e, não raro, os de dentro – inflam-se para falar da pobreza evangélica, das virtudes da paciência e da humildade, ergue-se, muitas vezes, em torno da moral sexual cristã, uma barreira de silêncio ou mesmo de desobediência. “Porém, escreve Lewis, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ‘Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total’.”[1]

Para aqueles que não descobriram a centralidade do amor de Deus na religião cristã, fica realmente muito difícil entender o porquê de “não pecar contra a castidade” ou a ratio de todas as demais normas morais católicas. O Papa Bento XVI, certa vez, alertou para o perigo de deixarmos o Cristianismo transparecer mais como um “código de conduta” que como um encontro real e profundo com Jesus Cristo:

“Não deveríamos permitir que a nossa fé seja vanificada pelos demasiados debates sobre múltiplos pormenores menos importantes mas, ao contrário, ter sempre à vista em primeiro lugar a sua grandeza. Recordo-me quando, nos anos 80-90, eu ia à Alemanha e me pediam que concedesse entrevistas: eu conhecia sempre antecipadamente as perguntas. Tratava-se da ordenação das mulheres, da contracepção, do aborto e de outros problemas como estes que voltam a apresentar-se continuamente. Se nos deixarmos absorver por estes debates, então a Igreja identifica-se com alguns mandamentos ou proibições, e nós passamos por moralistas com algumas convicções um pouco fora de moda, enquanto não sobressai minimamente a verdadeira grandeza da fé.“[2]


Olhando para Cristo – e só olhando para Cristo –, é possível viver a castidade. Sem contar com o auxílio indispensável da graça, ninguém pode ser casto. C. S. Lewis reconhecia que “a castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano”. “Você tem de pedir a ajuda de Deus”, escrevia. E Santo Afonso de Ligório também fazia notar que “nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto”.

E, todavia, como a própria salvação humana é obra conjunta de Deus e dos homens, da mesma forma a castidade exige do ser humano que ele se crucifique para si mesmo. Isto se manifesta de modo eminente por uma coisa que os grandes santos chamavam de “fuga da ocasião do pecado”. “Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado”, diz Santo Afonso. Na luta contra a impureza, vence quem foge. Diante de uma tentação, ao invés de encarar a investida maligna de frente, é preciso recorrer imediatamente ao auxílio de Jesus e Maria.

É este o parecer comum dos santos da Igreja e não há motivos para procurar outra senda. Adverte São Francisco de Sales: “Logo que notes uma tentação, imita as criancinhas que, vendo um lobo ou um urso, se lançam ao seio do pai e da mãe ou ao menos os chamam em seu socorro”[3]. O autor sagrado alerta que “quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3, 27). Se uma pessoa tem o firme propósito de guardar a sua pureza, mas não evita os ambientes, as pessoas ou as coisas que o levam ao pecado, então, este propósito tem pouco ou nenhum valor. Santo Tomás de Aquino explica que a razão disso é que Deus nos abandona ao perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos.

Pode parecer difícil, a partir destas considerações, a vivência da castidade. Afinal, são tantas as ocasiões em que o mundo oferece uma proposta tentadora de felicidade nos lugares errados! A verdade é que Jesus nunca disse que a luta seria fácil. “No mundo haveis de ter aflições” (Jo 16, 33). Não é possível viver a castidade sem passar pela experiência da Cruz. Vivida com amor, no entanto, esta verdadeira via crucis adquire um belo significado. Como escreve São Josemaría Escrivá, “quando te decidires com firmeza a ter vida limpa, a castidade não será para ti um fardo; será coroa triunfal”[4].


Referências

  1. Cristianismo puro e simples, Livro III, n. 5

  2. Discurso do Papa Bento XVI na conclusão do encontro com os bispos da Suíça, 9 de novembro de 2006

  3. Filoteia (Introdução à Vida Devota), parte IV, cap. 7

  4. Caminho, n. 123

 
 
 

Em matéria de castidade, não existem fortes nem fracos. Diante de uma tentação impura, vence quem recorre imediatamente a Deus, sem negociatas.

Se há um mandamento que as pessoas reclamam ser difícil de cumprir, este é, sem dúvida, o sexto mandamento. O escritor C. S. Lewis reconhecia que “a castidade é a menos popular das virtudes cristãs”. Enquanto os de fora – e, não raro, os de dentro – inflam-se para falar da pobreza evangélica, das virtudes da paciência e da humildade, ergue-se, muitas vezes, em torno da moral sexual cristã, uma barreira de silêncio ou mesmo de desobediência. “Porém, escreve Lewis, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ‘Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total’.”[1]

Para aqueles que não descobriram a centralidade do amor de Deus na religião cristã, fica realmente muito difícil entender o porquê de “não pecar contra a castidade” ou a ratio de todas as demais normas morais católicas. O Papa Bento XVI, certa vez, alertou para o perigo de deixarmos o Cristianismo transparecer mais como um “código de conduta” que como um encontro real e profundo com Jesus Cristo:

“Não deveríamos permitir que a nossa fé seja vanificada pelos demasiados debates sobre múltiplos pormenores menos importantes mas, ao contrário, ter sempre à vista em primeiro lugar a sua grandeza. Recordo-me quando, nos anos 80-90, eu ia à Alemanha e me pediam que concedesse entrevistas: eu conhecia sempre antecipadamente as perguntas. Tratava-se da ordenação das mulheres, da contracepção, do aborto e de outros problemas como estes que voltam a apresentar-se continuamente. Se nos deixarmos absorver por estes debates, então a Igreja identifica-se com alguns mandamentos ou proibições, e nós passamos por moralistas com algumas convicções um pouco fora de moda, enquanto não sobressai minimamente a verdadeira grandeza da fé.“[2]


Olhando para Cristo – e só olhando para Cristo –, é possível viver a castidade. Sem contar com o auxílio indispensável da graça, ninguém pode ser casto. C. S. Lewis reconhecia que “a castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano”. “Você tem de pedir a ajuda de Deus”, escrevia. E Santo Afonso de Ligório também fazia notar que “nós, revestidos de carne, não podemos por própria força guardar a castidade; só Deus, em sua imensa bondade, nos poderá dar força para tanto”.

E, todavia, como a própria salvação humana é obra conjunta de Deus e dos homens, da mesma forma a castidade exige do ser humano que ele se crucifique para si mesmo. Isto se manifesta de modo eminente por uma coisa que os grandes santos chamavam de “fuga da ocasião do pecado”. “Um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado”, diz Santo Afonso. Na luta contra a impureza, vence quem foge. Diante de uma tentação, ao invés de encarar a investida maligna de frente, é preciso recorrer imediatamente ao auxílio de Jesus e Maria.

É este o parecer comum dos santos da Igreja e não há motivos para procurar outra senda. Adverte São Francisco de Sales: “Logo que notes uma tentação, imita as criancinhas que, vendo um lobo ou um urso, se lançam ao seio do pai e da mãe ou ao menos os chamam em seu socorro”[3]. O autor sagrado alerta que “quem ama o perigo nele perecerá” (Eclo 3, 27). Se uma pessoa tem o firme propósito de guardar a sua pureza, mas não evita os ambientes, as pessoas ou as coisas que o levam ao pecado, então, este propósito tem pouco ou nenhum valor. Santo Tomás de Aquino explica que a razão disso é que Deus nos abandona ao perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos.

Pode parecer difícil, a partir destas considerações, a vivência da castidade. Afinal, são tantas as ocasiões em que o mundo oferece uma proposta tentadora de felicidade nos lugares errados! A verdade é que Jesus nunca disse que a luta seria fácil. “No mundo haveis de ter aflições” (Jo 16, 33). Não é possível viver a castidade sem passar pela experiência da Cruz. Vivida com amor, no entanto, esta verdadeira via crucis adquire um belo significado. Como escreve São Josemaría Escrivá, “quando te decidires com firmeza a ter vida limpa, a castidade não será para ti um fardo; será coroa triunfal”[4].


Referências

  1. Cristianismo puro e simples, Livro III, n. 5

  2. Discurso do Papa Bento XVI na conclusão do encontro com os bispos da Suíça, 9 de novembro de 2006

  3. Filoteia (Introdução à Vida Devota), parte IV, cap. 7

  4. Caminho, n. 123

 
 
 

Com o avanço da tecnologia, e das modas imodestas, tornou-se cada vez mais difícil permanecer com a pureza intacta. Entretanto a pureza é uma das virtudes mais importantes ao católico, e São João Maria Vianney nos ensina que sem ela não é possível conquistar a Glória Eterna.

Por este motivo precisamos fazer violência contra as tentações que nos afligem dia-a-dia e rogar a Deus as graças necessárias para mantermos nosso corpo e nossa mente sempre puros. Aprenda esta poderosa oração que pode ser rezada todos os dias:

Oração pela a Pureza

Ó Maria Virgem antes, durante e depois do parto, fazei-me puro e casto (3 vezes).

Em honra da Virginidade de Nossa Senhora antes do Parto. Ave Maria…

Em honra de Virginidade de Nossa Senhora durante o parto. Ave Maria…

Em honra da Virginidade de Nossa Senhora depois do parto. Ave Maria…

Bendita e louvada seja, a Santa Imaculada Conceição, da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus. (3 vezes).

Você sabia? Esta oração está presente no nosso Devocionário, que possui dezenas de outras importantes orações, além de um roteiro que nos ajuda a criar uma vida de oração frequênte! Conheça e adquira o Devocionário em nossa loja virtual: https://loja.totalconsagracao.com.br

Outras orações para pedir a graça da pureza:

Oração a Maria Santíssima Para Guardar a Santa Pureza

1. Coração Puríssimo de Maria, por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a não consentir, neste dia, em nenhum pensamento impuro. Ajudai-me, Senhora, a afastá-los logo. Ave Maria…

2. Coração Puríssimo de Maria por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a não proferir, neste dia, palavra alguma indecente. Purificai, Senhora, a minha língua. Ave Maria…

3. Coração Puríssimo de Maria por vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a guardar, neste dia, especial modéstia em todas as minhas ações. Ó Senhora minha! Ó minha Mãe! Impetrai-me a graça de sempre e em tudo dar gosto ao vosso Puríssimo Coração. Ave Maria…

Meu Jesus…

Fazei-me puro. Puro nos olhos, pensamentos e nas ações.

Fazei-me humilde, que eu sempre desconfie de mim mesmo e não me exponha ao perigo do pecado.

Fazei-me penitente, dai-me amor ao sofrimento; tanto sofrestes por mim, que quero sofrer por vós.

Fazei-me generoso, para que eu nada vos recuse e toda a minha seja vossa.

Fazei-me zeloso pela Glória de Deus e pela Salvação das almas.

Meu Jesus,fazei-me obediente aos meus pais e superiores.

(Manual da Pia União das Filhas de Maria)

Oração para pedir a Deus a pureza de coração e a sabedoria celestial

Conformai-me, Senhor, com a graça do Espírito Santo. Fortificai-me interiormente com a Vossa virtude, para que eu desembarace o meu coração de toda a ansiedade e desejos inúteis, e para que não seja arrastado pela ambição de tantas coisas, quer vis quer preciosas; fazei que considere como passageiras e fugazes todas as coisas que acabarão afinal como eu mesmo acabarei como elas.

Por”debaixo do Sol nada há que dure; tudo é vaidade e aflição de espírito” (Ecl 1,14). Como é sábio quem pensa assim!

Dai-me,Senhor, a sabedoria celeste para que aprenda a procurar-Vos e a encontrar-Vos acima de todas as coisas; a conhecer-Vos e a preferir-Vos acima de tudo; a compreender tudo o mais, tal como é, e segundo a ordem da Vossa sabedoria.

Dai-me prudência para me afastar daquilo que é lisonjeiro e paciência para suportar quem me contraria.

Por que é grande sabedoria não se sentir lisonjeado por todo o vento de vãs palavras e não dar ouvidos às sereias que nos adulam; só deste modo se prosseguirá com segurança o caminho começado.

(Trecho do Livro – Imitação de Cristo)

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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