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Selecionamos 100 frases de Chesterton retiradas de vários livros e artigos. O leitor irá notar que das 100 frases 77 estão disponíveis no livro ‘Ortodoxia’ (editora Mundo Cristão, 2008), de G. K Chesterton.

Outras dezenas de frases estão disponíveis atráves do link: http://sociedadechestertonbrasil.org/g-k-chesterton/citacoes/

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ALEGRIA

“Havia uma certa coisa que era demasiado grande para Deus nos mostrar quando ele pisou sobre esta nossa terra. As vezes imagino que era a sua alegria.” (Ortodoxia, 2008) “Para o riso ser verdadeiro é necessário que toque o coração.”  (Hereges, 192)

AMOR E PAIXÃO

“Apaixonar-se por alguém é mais poético do que se apaixonar pela poesia.” (Ortodoxia, 2008) “Quando alguém ama alguma coisa refere-se a ela por diminutivos, mesmo que se trate de um elefante ou de um guarda-costas.” (Ortodoxia, 2008) “O amor falso termina em acomodamento e filosofia comum; mas o amor real sempre terminou em sangue derramado.” (Ortodoxia, 2008) “Quando alguém ama alguma coisa refere-se a ela por diminutivos, mesmo que se trate de um elefante ou de um guarda-costas. A razão é que qualquer coisa, mesmo sendo enorme, que possa ser concebida como completa, pode ser concebida como pequena”. (Ortodoxia, 2008) “O amor não é cego; essa é a última coisa que ele é. O amor é vinculado; e quanto mais vinculado for tanto menos cego será.” (Ortodoxia, 2008) “O coração deve estar preso à coisa certa; a partir do momento em que temos o coração preso temos liberdade para as mãos.” (Ortodoxia, 2008) “Roma não foi amada por ser grande. Ela foi grande por ter sido amada.” (Ortodoxia, 2008) “Amor significa amar o inamável, ou não é uma virtude, em absoluto.”  (Hereges)

AMIZADE

“O amigo de um homem gosta dele como ele é; sua mulher o ama e está sempre tentando transformá-lo em outra pessoa.” (Ortodoxia, 2008) “Quando for fazer um agrado a um amigo ou a uma criança, dê-lhes o que eles gostam, nunca o que seja bom para eles.” – The Chesterton Review, February, 1984

ANARQUIA

“A anarquia completa não apenas impossibilitaria a existência de qualquer  disciplina ou fidelidade; também impossibilitaria qualquer divertimento.” (Ortodoxia, 2008) “A revolução, por sua natureza, gera um governo; a anarquia só gera mais anarquia.” (O que há de errado com o mundo, 2013)

ATEISMO

“O ateísmo, a rigor, é o mais ousado de todos os dogma…pois constitui a firmação de uma negativa universal.” (Doze Tipos, 1993)

CASAMENTO

“O casamento é um duelo mortal que nenhum homem honrado deve rejeitar.” (Manalive) “O grande prazer do casamento é que ele é uma crise permanente.” (David Copperfield, Chesterton on Dickens, 1911)

CETICISMO

“O cético é crédulo demais; acredita em jornais ou até mesmo em enciclopédias.” (Ortodoxia, 2008)

CONTROLE DE NATALIDADE

“O normal e real controle de natalidade é o chamado autocontrole.” (Social Reform versus Birth Control, 1927.) “A resposta a qualquer um que diga a respeito do ‘excesso de população’ é pergunta-lhe se ele mesmo é parte desse excesso de população, ou se não é, como sabe que não é?” (Introduction to “A Christmas Carol”, 1921.)

CONSELHOS

“Se alguém prefere o nada. nada lhe posso dar.” (Ortodoxia, 2008) “Você pode alterar o lugar para o qual se dirige, mas não pode alterar o lugar do qual saiu.” (Ortodoxia, 2008) “Ter o direito de fazer uma coisa não é, em absoluto, estar certo em fazê-la.” (A Short History of England, Ch.10)

CORAGEM

“A coragem é quase uma contradição em termos. Significa um forte desejo de viver que toma a forma de uma disposição para morrer.” (Ortodoxia, 2008)

CRISTIANISMO

“Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue de pé.” (Ortodoxia, 2008)

DEMOCRACIA

“A democracia nos pede para não ignorar a opinião de um homem bom, mesmo que ele seja nosso criado; a tradição nos pede para não ignorar a opinião de um homem bom, mesmo que ele seja nosso pai.” (Ortodoxia, 2008) “… sempre fui mais inclinado a crer na multidão do povo trabalhador do que a crer naquela classe especial e complicada de literatos à qual pertenço.” (Ortodoxia, 2008) “A democracia em seu sentido humano não é o arbítrio da maioria; não é sequer o arbítrio de todos. Pode ser definida com mais correção como o arbítrio de qualquer um.” (O que há de errado com o mundo, 2013)

DISCIPLINA

“A submissão a um homem fraco é disciplina. A submissão a um homem forte é apenas servilismo.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “A sátira pode ser maluca e anárquica, mas ela pressupõe a aceitação da autoridade de certas coisas sobre outras; pressupõe um padrão.” (Ortodoxia, 2008)

EDUCAÇÃO

“A educação moderna significa impor os costumes da minoria e desarraigar os costumes da maioria.” (O que Há de Errado com o Mundo, 2013)

ESPORTES

“Os jogos são competitivos, pois esta é a única maneira de torná-los empolgantes.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Enquanto se tem um mistério se tem saúde; quando se destrói o mistério se cria a morbidez.” (Ortodoxia, 2008) “O homem comum sempre foi sadio porque o homem comum sempre foi um místico.” (Ortodoxia, 2008) “Não é apenas verdade que a fé é a mãe de todas as energias deste mundo, mas é também verdade que os inimigos dela são os pais de toda a confusão do mundo.” (Ortodoxia, 2008) “Todo o segredo do misticismo é este: que o homem pode compreender tudo com a ajuda daquilo que não compreende.” (Ortodoxia, 2008)

FELICIDADE

“O teste de toda felicidade é a gratidão.” (Ortodoxia, 2008)

FILOSOFIA

“Todas as filosofias modernas são correntes que se interconectam e prendem; o cristianismo é uma espada que separa e liberta.” (Ortodoxia, 2008) “Não estamos alterando o real para que se adapte ao ideal. Estamos alterando o ideal: é mais fácil.” (Ortodoxia, 2008)

HOMEM

“O ser humano pertence a este mundo antes de começar a perguntar se isso é agradável.” (Ortodoxia, 2008) “O homem sempre se perdeu. É um vagabundo desde o Éden.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Nenhum homem deve colocar-se acima das coisas que são comuns aos homens todos. Esse tipo de igualdade deve ser corporal, grosseira e cômica. Não só estamos todos no mesmo barco como também estamos todos mareados.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Na medida em que sou homem, sou a principal das criaturas. Na medida em que sou um homem, sou o principal dos pecadores.” (Ortodoxia, 2008) “O homem feliz é que faz coisas inúteis; o homem doente não dispõe de força suficiente para ficar sem fazer nada.” (Ortodoxia, 2008) “Todos os homens que não passam por um amolecimento do coração devem no mínimo passar pelo amolecimento do cérebro.” (Ortodoxia, 2008)

HUMILDADE

“E impossível, sem a humildade, desfrutar qualquer coisa que seja — mesmo o orgulho.” (Ortodoxia, 2008) “A antiga humildade era uma espora que não deixava o homem parar; não um prego na bota que o impedia de ir em frente.” (Ortodoxia, 2008) “Os anjos conseguem voar porque dão pouca importância a si mesmos.” (Ortodoxia, 2008)

IGREJA

“Como podemos dizer que a Igreja deseja nos levar de volta para a Idade das Trevas? A Igreja foi a única instituição que nos trouxe para fora desse período.” (Ortodoxia, 2008)

IMAGINAÇÃO

“A imaginação não gera a insanidade. O que gera a insanidade é exatamente a razão.“ (Ortodoxia, 2008)

IMPRENSA e JORNALISMO

“Não será necessário que ninguém lute contra a censura da imprensa. Nós temos a censura pela imprensa.” (Ortodoxia, 2008) “Bem-aventurados os que não viram e creram: uma passagem que alguns consideraram como uma profecia do jornalismo moderno.” (O que Há de Errado com o Mundo, 2013)

LIBERDADE

“Homens que começam a combater a Igreja em benefício da liberdade e da humanidade terminam jogando fora a liberdade e a humanidade só para poderem com isso combater a Igreja.” (Ortodoxia, 2008) “Um homem encontra muito mais regulamentos e definições em seu clube, onde há regras, do que em seu lar, onde há um regente.” (O que há de errado com o mundo, 2013) “Quando você escolhe uma coisa qualquer, você rejeita tudo o mais.” (Ortodoxia, 2008)

LIBERIALISMO

“O liberalismo degradou-se em liberalidade. Os homens tentaram transformar o verbo “revolucionar” de transitivo em intransitivo.” (Ortodoxia, 2008)

LITERATURA, CONTOS DE FADAS E FANTASIA

“A lenda geralmente é criada pela maioria do povo da aldeia, gente equilibrada. O livro geralmente é escrito pelo único homem da aldeia que é louco.” (Ortodoxia, 2008)

LOUCURA

“…a loucura pode ser definida como o uso da atividade mental de modo a atingir o desamparo mental.” (Ortodoxia, 2008) “O poeta apenas pede para pôr a cabeça nos céus. O lógico é que procura pôr os céus dentro de sua cabeça. E é a cabeça que se estilhaça.” (Ortodoxia, 2008) “Se o louco pudesse, por exemplo, ficar despreocupado, ele ficaria são.” (Ortodoxia, 2008) “O homem que começa a pensar sem os apropriados primeiros princípios fica louco; começa a pensar do lado errado.” (Ortodoxia, 2008) “Um homem não consegue sair do mal mental só por meio de seu pensamento; pois é exatamente o órgão do pensamento que se tornou doentio, ingovernável e, por assim dizer, independente. Ele só pode ser salvo pela vontade ou a fé.” (Ortodoxia, 2008)

MARTÍRIO

“Um mártir é um homem que se preocupa tanto com alguma coisa fora dele que se esquece de sua vida pessoal.” (Ortodoxia, 2008)

MATERIALISMO

“…o materialista, como o louco, está numa prisão; na prisão de um só pensamento.” (Ortodoxia, 2008) “Os materialistas analisam a parte fácil, negam a parte difícil e voltam a casa para tomar seu chá.” (O que há de errado com o mundo)

MODERNIDADE

“Os produtos da modernidade são considerados de mau gosto, não devido ao excesso de ‘dedos” dos homens modernos, mas precisamente devido à falta deles.” (O que há de errado com o mundo) “O mundo nunca sofrerá com a falta de maravilhas, mas apenas com a falta de capacidade de se maravilhar.” (Tremendas Trivialidades, 2013).

MORAL CRISTÃ

“Na moral cristã, em suma, é perverso chamar um homem de “condenado”; mas é estritamente religioso e filosófico chamá-lo de condenável.” (Ortodoxia, 2008) “Buscando o prazer, o ser humano perdeu o prazer principal; pois o prazer principal é a surpresa.” (Ortodoxia, 2008) “Os zombadores de antigamente eram demasiado orgulhosos para serem convencidos; mas os de hoje são demasiado humildes para serem convencidos.” (Ortodoxia, 2008) “É sempre simples cair; há um número infinito de ângulos para levar alguém à queda, e apenas um para mantê-lo de pé.” (Ortodoxia, 2008)

MILAGRES

“Um feriado, assim como o liberalismo, significa apenas a liberdade do homem. Um milagre significa apenas a liberdade de Deus.” (Ortodoxia, 2008)

PENSAMENTO – ESBOÇOS DE SANIDADE

“[SOL] A única coisa criada para a qual não podemos olhar é a única coisa em cuja luz olhamos para tudo.” (Ortodoxia, 2008) “O país das fadas nada mais é do que o país ensolarado do bom senso.” (Ortodoxia, 2008)

POESIA

“A poesia mantém a sanidade porque flutua facilmente num mar infinito; a razão procura atravessar o mar infinito, e assim torná-lo finito.” (Ortodoxia, 2008)

PROGRESSO

“Progresso deveria significar que estamos sempre mudando o mundo para adaptá-lo à visão. Progresso realmente significa (neste exato momento) que estamos sempre mudando a visão.” (Ortodoxia, 2008) “Progresso deveria significar que estamos sempre caminhando para a Nova Jerusalém. Realmente significa que a Nova Jerusalém está sempre se afastando de nós.” (Ortodoxia, 2008) “Os homens inventam novos ideais porque não ousam tentar os velhos ideais. Eles olham à frente com entusiasmo, porque eles temem olhar para trás.” – (O que há de errado com o mundo, 2013) “Minha atitude perante o progresso passou do antagonismo ao tédio. Parei, há muito tempo, de discutir com as pessoas que preferem quinta-feira à quarta-feira porque é quinta-feira.” (New York Times Magazine, 2/11/23) “O progresso é um comparativo para o qual ainda não temos o superlativo.”  (Chapter 2, Heretics, 1905)

RAZÃO – RACIONALISMO

“Há um pensamento que bloqueia o pensamento. Esse é o único pensamento que deveria ser bloqueado.” (Ortodoxia, 2008) “Foi só depois de conhecer a ortodoxia que conheci a emancipação mental.” (Ortodoxia, 2008) “Pensar no isolamento e com orgulho acaba na idiotice.” (Ortodoxia, 2008) “Aceitar tudo é um exercício, entender tudo é uma tensão.” (Ortodoxia, 2008) “É sempre perigoso para a mente investigar muito outra mente.” (Ortodoxia, 2008) “E fácil ser louco; é fácil ser herege. E sempre fácil deixar que cada época tenha a sua cabeça; o difícil é não perder a própria cabeça.” (Ortodoxia, 2008) “A razão é sempre uma espécie de força bruta; aqueles que apelam mais para a cabeça do que para o coração, mesmo que pálido e educado, são, necessariamente, homens violentos. Falamos de ‘tocar’ o coração do homem, mas não podemos fazer nada com a sua cabeça, exceto golpeá-la.” (Charles II, Twelve Types)

RELIGIÃO

“A única objeção à religião natural é que, de certo modo, ela sempre se torna antinatural.” (Ortodoxia, 2008) “Na medida em que a religião já desapareceu, a razão vai desaparecendo.” (Ortodoxia, 2008) “Insistindo que Deus está no interior do homem, o homem está sempre no interior de si mesmo. Insistindo que Deus transcende ao homem, o homem tem de transcender a si mesmo.” (Ortodoxia, 2008) “O religioso antigo clamava por seu Deus. O religioso moderno clama para que deus seja seu.” G. K. Chesterton “Segundo a maioria dos filósofos, Deus ao criar o mundo o escravizou. Segundo o cristianismo, ao criá-lo Deus o libertou.” (Ortodoxia, 2008) “No mundo superior o inferno uma vez se rebelou contra o céu. Mas neste mundo o céu está se rebelando contra o inferno.” (Ortodoxia, 2008) “Para que o homem possa amar a Deus é necessário não apenas que exista um Deus a ser amado, mas também um homem para amá-lo.” (Ortodoxia, 2008) “Se queremos reformas, devemos aderir a ortodoxia…” (Ortodoxia, 2008) “Tentei fundar uma heresia só minha; e quando lhe dei o último acabamento descobri que era a ortodoxia.” (Ortodoxia, 2008)

SAÚDE

“A mera busca da saúde sempre conduz a algo doentio.” (Ortodoxia, 2008) “A natureza física não deve ser transformada no objeto direto de obediência; ela deve ser desfrutada, não adorada.” (Ortodoxia, 2008)

SEXO

“Os primeiros dois fatos que um menino ou menina saudável sentem sobre o sexo são: primeiro que é bonito e depois que é perigoso.” – ILN, 1/9/09

TRADIÇÃO

“A tradição pode ser definida como uma extensão dos direitos civis. Tradição significa dar votos à mais obscura de todas as classes, os nossos antepassados. E a democracia dos mortos.” (Ortodoxia, 2008)

VIDA

“O nascimento é uma despedida tão solene quanto a morte.” (Ortodoxia, 2008)
 
 
 

Com um estilo pessoal e original, o escritor inglês defendeu o cristianismo e a Igreja no século XX

Para Gilbert K. Chesterton, o cristianismo é alegria, felicidade. No cristianismo se encontram “as danças das crianças e o vinho dos homens”.

O contrário do cristianismo não é o ateísmo, nem o paganismo. O contrário do cristianismo é a tristeza.

Chesterton sustenta que o ateísmo e o paganismo nas Sagradas Escrituras são sempre uma boa notícia, porque aqueles períodos são terminados sistematicamente no cristianismo histórico. Por sua ideia, tudo deriva do cristianismo.

Tudo no mundo moderno é de origem cristã, incluindo aquilo que parece mais anti-cristão: “A Revolução francesa é de origem cristã. O cotidiano é de origem cristã. Os anarquistas são de origem cristã. O ataque ao cristianismo é de origem cristã”. Também as leis físicas e a criação são de origem cristã.

A única coisa que não é cristã no mundo moderno é o próprio cristianismo, porque o seu fundamento procede da eternidade do Pai e nasceu no tempo a partir de uma Mulher.

Por isso, a coisa grave não é encontrar um ateu ou um pagão, que terminará por ser cristão. Para Chesterton, a coisa realmente grave é encontrar um cristão triste.

Gilbert K. Chesterton é o escritor inglês que com estilo mais pessoal e com maior originalidade defendeu o cristianismo e a Igreja no século XX.

A simpatia pela Igreja de Roma

G. K. Chesterton viveu um processo de conversão relativamente longo. Na juventude tinha adotado o socialismo marxista, muito na moda no final do século XIX entre os jovens da Inglaterra, país onde Marx tinha publicado “O capital”. Ele também fundou e dirigiu publicações anarquistas, buscando respostas até mesmo em experiências espiritualistas.

Em suas obras “Hereges” (1905) e “Ortodoxia” (1908), não sendo ainda batizado, Chesterton se sentia já católico “no coração”.

O seu biógrafo J. Pierce recolheu testemunhos de conversões de jovens universitários que lendo as duas obras citadas se converteram, ainda antes que o próprio autor se convertesse.

Atração pela virtude alegre, “sem limite”, da Graça

As virtudes da Graça são a parte a relação do homem com Deus que não ficaram danificadas pelo pecado original, porque vão além do limite da Criação, na transcendência. Por isso, podemos encontrá-las no Antigo Testamento.

Contudo, a Igreja explica que existem três virtudes da Graça (ou teologais): fé, esperança e caridade. Os anglicanos entendem que o homem se salva somente mediante a fé. Por isso, reconhecem somente a virtude da fé.

Os anglicanos, e também os filósofos pagãos, reconhecem as virtudes “humanas”. De fato, precisamos praticar todas, mas Chesterton não as considera absolutamente atraentes. Para ele, estas virtudes têm um problema grave.

O que é este grave inconveniente? As virtudes humanas são chatas. Trata-se de colocar uma medida humana às atividades que realizamos. Colocar um limite humano para comer – diz – se chama “temperança”. A “justiça” é dar a cada um aquilo que é devido ao ser humano.

Para Chesterton as virtudes alegres são aquelas “cristãs”. Chamava a sua atenção o fato da Igreja de Roma apresentar um Deus alegre, exuberante, sem limites.

Amar é perdoar sem limites, ou não amar, escrevia em “Hereges”.

A fé é crer no inacreditável, ou não é virtude.

Esperança significa esperar quando já não há esperança.

Era este “sem limite”, esta exuberância e esta alegria da virtude cristã, que ensinava somente a Igreja de Roma, que atraia o nosso autor. Gilbert K. Chesterton tinha iniciado o seu caminho de conversão.

(Tradução e adaptação: Clarissa Oliveira)

Fonte: Aleteia

 
 
 

O distributismo, uma filosofia que dá soluções à problemática atual da política partidária

Em 1891, o Papa Leão XIII publicou na encíclica Rerum Novarum, que condenava os únicos sistemas econômicos nascidos no Ocidente desde a Idade Média: o capitalismo e o comunismo. Em 1926, para propor uma terceira alternativa conforme as diretrizes da Igreja, G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, em união com a revista G. K.’s Weekly, fundaram em Londres a Liga Distributivista (Distributismo). O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários nas quais existe o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado.

O objetivo deste artigo é dar uma resposta às perguntas colocadas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuân sobre as hipóteses que a doutrina distributiva seja aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos

Define-se “política partidária” a burocratização do sistema dos partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterton, irmão do famoso Gilbert K., descrevem em The party sistem (1911) os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crises. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se torna hábito.

A burocracia dos partidos políticos implica um afrouxamento dos reflexos deles, o que impede de tomar decisões no modo de agir. Está ligada ao envelhecimento da sociedade, que precisa se renovar. Existem soluções. Chesterton, Belloc e outros distributistas oferecem uma visão histórica transversal.

1. As comunidades devem ter dimensões reduzidas

Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o protótipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em números de famílias não é feita à medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade

Quando os hábitos das corrupções estão enraizados e ela se torna um costume nacional, é difícil eliminá-la. Antes de aplicar o sistema distributivista é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade, onde se levam os parlamentares inativos à ridicularização social. Não será agradável, mas “cada câncer precisa de uma cirurgia”, diz Belloc.

3. Levar os corruptos ao tribunal

Não nada mais marcante para um povo do que levar um corrupto para a prisão. É necessário que a polícia investigue seriamente. É hábito que os agentes descubram primeiro um malvado que maltratou o próprio cão, ou feriu os sentimentos do seu papagaio, do que Rockfeller, que quis perpetrar um trust petrolífero, mesmo se foi encontrada uma mancha de óleo em seu terno.

4. O Executivo não pode dissolver-se antes do término do seu mandato

As campanhas eleitorais são caras e desconfortáveis. Se o governo permanece em minoria, deverá se submeter a uma nova maioria, realizando também as políticas do seu adversário, até o fim da legislação.

5. Eliminar a verba à disposição do Executivo que não sofre fiscalização do Parlamento 

A pergunta é: “o que faria uma pessoa com a chave de um caixa forte se depois não precisasse prestar contas a ninguém?”. Deverão aumentar as exigências do controle dessas verbas pelo Parlamento. É como colocar uma nova fechadura no caixa.

6. Os cidadãos podem levar um representante diante de um tribunal porque não respeitou as promessas eleitorais

É preciso promover leis com este propósito. Para vencer um processo, nos deve assistir a razão legal, não apenas a moral. Hoje as razões legal e moral não têm motivo de coincidirem, podem ser diversas. Talvez chegará o dia em que cada razão moral corresponderá a uma razão legal.

7. Um remédio específico: o sistema de representação com mandato

democracia funciona somente em pequenas comunidades. Os anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, conversam, tomam decisão e escolhem delegados. Qualquer um representa um grupo de pessoas, que ordena por escrito a votação com uma linguagem simples: “sim”, ou “não”. Esta nomeação documentada é o mandato que dá nome a este tipo de representação.

G. K. Chesterton desenvolveu a maior parte da sua obra sobre o distributismo no período que precedeu o seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo que a frase seja ambígua, é preciso dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando descobriu a Igreja.


 
 
 
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