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A vida crucificada é loucura para os que se perdem, mas para nós é o poder de Deus.

Dentre os inúmeros incômodos causados pelo catolicismo ao pensamento mundano – que encontra espaço até mesmo em alguns que tão somente com os lábios dizem ser católicos – talvez não haja um mais perturbante e irritante que a virgindade ou celibato; de fato, dizer com a vida: “Deus existe, entrego-me a Ele de modo total e indiviso”, é tão ameaçador para os adversários da moral católica quanto para as trevas uma luz brilhar; ademais, a cruz erguida de tal forma diante dos olhos dos infiéis só pode inspirar desprezo, repugnância e, até mesmo, ódio.

Na virgindade “pelo Reino dos Céus” (Mt 19, 12), a cruz brilha em toda a sua grandeza e beleza; pois, aqueles que optaram pela virgindade pertencem, na radicalidade evangélica, a Jesus Cristo e crucificaram a própria carne com suas paixões e seus desejos (Cf. Gl 5, 24). Virgindade que, como observa Josef Pieper, quer dizer muito mais do que o que comumente pensamos a seu respeito:

Não é um fato, mas um ato; não um estado, mas uma opção. A mera integridade, como fato físico, não é o constitutivo formal da virgindade enquanto virtude, ainda que a integridade possa ser o selo e a coroa da castidade vitoriosa. O ato constitutivo da virgindade como virtude é a resolução, expressa ainda mais profundamente no voto, de abster-se das relações sexuais e do prazer correspondente.[1]

Assim, não é uma realidade simplesmente corporal, física, mas é também uma livre atitude espiritual, uma realidade do coração, uma opção livre por seguir o Senhor em seu Amor de Cruz. Com belíssimas e acertadas palavras, ensinou São João Crisóstomo: “A raiz e o fruto da virgindade é a vida crucificada”[2].

A vida crucificada é raiz porque é dela, da vida mortificada e crucificada com Cristo, que vem o ‘sustento’ e a ‘subsistência’, ela é a ‘fonte’ e ‘nascente’, da virgindade; e se olhamos para Aquele que é a Vida (Cf. Jo 14, 6), o Crucificado (Cf. Jo 19, 17-18) – a Vida Crucificada –, vemo-lO como o ‘sustento’, ‘subsistência’, ‘fonte’ e ‘nascente’, por excelência, dessa entrega total de si.

Como fruto, a vida crucificada é o dom, o presente, o deleite da virgindade. A união ao Senhor Crucificado é o anelo da alma desposada com Cristo – “fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu quevivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 19-20). Que glória maior há do que essa união crucificada? Jesus é a Vida com as marcas da cruz, o Cordeiro Imolado, mas de pé (Ap 5, 6). A cruz, para nós católicos, “é força de Deus” (1Cor 1, 18; Fl 3, 18-19).

O Papa Francisco, em discurso ao episcopado brasileiro, afirmou com belíssimas palavras: “Mas haverá algo de mais alto que o amor revelado em Jerusalém? Nada é mais alto do que o abaixamento da Cruz, porque lá se atinge verdadeiramente a altura do amor!”[3]. E Bento XVI, magistralmente, ensinou: “A cruz é o ato do ‘êxodo’, o ato do amor, que é tomado a sério até o extremo e que vai ‘até o fim’ (Jo 13, 1), e por isso é o lugar da glória, o lugar do toque autêntico e da união com Deus, que é amor (1Jo 4, 7.16)”[4].

Diante de tamanha grandeza, quem vive a virgindade, celibato, compreende que, além de ser virtude essa vida crucificada, muito mais do que “ter feito um dom”, um grande sacrifício a Deus, é perceber que recebeu um grande dom de Deus[5], uma vocação. E esse grande Dom, só é capaz “de compreendê-lo” aquele “a quem isso é dado” (Mt 19, 11-12)[6].

Compreende-se, assim, o escândalo[7] e a irritação causados pela virgindade àqueles que vivem etsi Deus non daretur (como se Deus não existisse). A virtude e dom da Virgindade desmascara a “cegueira de espírito, […] o amor desordenado de si mesmo, o ódio a Deus, o apego a esta vida e o horror à futura”[8], próprios daqueles que vivem sob o senhorio da luxúria e levantam seu estandarte; esses, são semelhantes ao demônio que é torturado por essas vidas crucificadas com Cristo e investe de todas as formas para destruí-las.

Contudo, para todos os homens de boa vontade, a Virgindade é um grande presente de Deus, um grande dom. Que também o seja para nós! Que a Virgindade vivida por tantos santos e santas da Mãe Igreja, e ainda hoje por tantos clérigos, irmãos e irmãs de vida consagrada, arranque-nos de nossa luxúria e, assim, cercados por tamanha “nuvem de testemunhas” (Hb 12, 1) e intercessores, abracemos a nossa cruz e sigamos a Jesus.

Referências

  1. PIEPER, Josef. Virtudes fundamentais. Lisboa: Editorial Aster, 1960, p. 252.

  2. S. Joann. Chrysost., De virginitate, 80.

  3. Papa Francisco. Encontro com o Episcopado brasileiro no Arcebispado do Rio de Janeiro (Sábado, 27 de Julho de 2013).

  4. RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à transfiguração. São Paulo: Editora Planeta, 2007, p. 78.

  5. CANTALAMESSA, Raniero. Virgindade. São Paulo: Editora Santuário, 1995, p. 68.

  6. João Paulo II. Audiência Geral, Quarta-feira, 10 de Março de 1982: “E são capazes ‘de compreendê-lo’ aqueles ‘a quem isso é dado’. As palavras citadas indicam com clareza o momento da opção pessoal e simultaneamente o momento da graça particular, isto é, do dom que o homem recebe para fazer tal opção”.

  7. Bento XVI. Vigília por ocasião do Encontro com os Sacerdotes (10 de Junho de 2010): “É verdade que para o mundo agnóstico, o mundo no qual Deus não tem lugar, o celibato é um grande escândalo, porque mostra precisamente que Deus é considerado e vivido como realidade. Com a vida escatológica do celibato, o mundo futuro de Deus entra nas realidades do nosso tempo. E isto deveria desaparecer!”.

  8. MARÍN, Antonio Royo. Teología de la perfección cristiana. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2012, p. 607.

 
 
 

Eu escrevo da minha cruz à sua solidão. A você, que tantas vezes olhou para mim sem me ver e me ouviu sem me escutar. A você, que tantas vezes prometeu me seguir de perto e, sem saber por quê, se distanciou das pegadas que lhe deixei no mundo para que você não se perdesse.

A você, que nem sempre acredita que estou ao seu lado, que me procura sem me achar e às vezes perde a esperança em me encontrar. A você, que de vez em quando pensa que eu sou apenas uma lembrança e não compreende que estou vivo.

Eu sou o começo e o fim; sou o caminho para você não se desviar, a verdade para que você não erre, e a vida para que você não morra. Meu tema favorito é o amor, que foi minha razão para viver e para morrer.

Eu fui livre até o fim; tive um ideal claro e o defendi com o meu sangue para salvar você. Fui mestre e servidor, sou sensível à amizade e há muito tempo espero pela sua.

Ninguém como eu conhece sua alma, seus pensamentos, seu proceder, e sei muito bem quão grande é o seu valor. Sei que talvez sua vida pareça pobre aos olhos do mundo, mas sei também que você tem muito para dar, e tenho certeza de que, dentro do seu coração, há um tesouro escondido: conheça-se e então você reservará um lugar para mim.

Se você soubesse quanto tempo faz que bato à porta do seu coração e não recebo resposta! Às vezes sofro quando você me ignora e me condena, como Pilatos; também sofro quando você me nega, como Pedro; e quando me trai, como Judas.

Hoje, eu lhe peço que se una à minha dor, que carregue sua pequenacruz junto à minha. Peço-lhe paciência com relação aos seus inimigos, amor ao seu cônjuge, responsabilidade com seus filhos, tolerância com os idosos, compreensão com seus irmãos, compaixão pelo que sofre, serviço com todos, assim como eu vivi e lhe ensinei.

Eu não gostaria de voltar a vê-lo egoísta, rebelde, inconformado, pessimista. Gostaria que sua vida fosse alegre, sempre jovem e cristã. Cada vez que você desanimar, procure-me e me encontrará; cada vez que você se sentir cansado, converse comigo, conte-me seus problemas.

Cada vez que você achar que não serve para nada, não se deprima, não se ache inferior, não se esqueça de que precisarei da sua pequenez para entrar na alma do seu próximo.

Cada vez que você se sentir sozinho na estrada, não se esqueça de que estou com você. Não se canse de me pedir, que eu não me cansarei de lhe dar; não se canse de me seguir, que eu não me cansarei de acompanhar você.

Nunca o deixarei sozinho.

Fonte: Aleteia

 
 
 

“Não permanecerei calada diante desta injustiça”, disse a jornalista, que entrou no ar com uma cruz durante transmissão

“Somos todos cristãos”: este é o título de uma campanha lançada pela jornalista iraquiana Dalia Al Aqidi, de religião islâmica, para expressar a própria contrariedade à perseguição que sofrem os cristãos de Mossul.

Entrevistada pelo jornal libanês “Annahar”, a jornalista explicou sua decisão de usar a cruz, enquanto apresentava o jornal, explicando o seu gesto com estas palavras: “O pluralismo religioso foi aquilo que fez do Iraque o berço da civilização, das ciências e da cultura”.

Al Aqide se pergunta: “que benefícios teria a história e a civilização se estivermos voltando atrás? Os cristãos são o povo desta terra e não podemos ir adiante sem eles, ou na ausência de qualquer componente do Iraque”.

Depois dirigiu suas palavras a “quem acusa os outros de infidelidade, vocês é que não crêem, que são apóstatas, politeístas, vocês cortadores de cabeças. Sou um simples ser humano que defende os direitos dos filhos do próprio país independente da identidade deles”.

A jornalista muçulmana concluiu: “a nossa é uma religião de tolerância, e o fascismo islâmico político induziu os muçulmanos moderados, como eu, a se envergonharem da própria religião. O medo levou tantos ao silêncio, mas eu não permanecerei calada diante desta injustiça”.

Fonte: Aleteia

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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