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15 de fev. de 2021
2 min de leitura

SINAL DA CRUZ

Em nome do Pai, do Filho †e do Espírito Santo. Amém.

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS OU CREDO

CREIO em Deus Pai Todo-Poderoso Criador do céu e da terra; E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; O qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso; Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; Na remissão dos pecados; Na ressurreição da carne; Na vida eterna. Amém.

PAI-NOSSO

PAI NOSSO que estais nos Céus, santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino; seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

AVE-MARIA

AVE MARIA cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

GLÓRIA

GLÓRIA AO PAI, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.

SALVE RAINHA

SALVE RAINHA, Mãe de Misericórdia, Vida, Doçura e Esperança nossa, Salve! A Vós bradamos os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro mostrai-nos, Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Oh! Clemente, Oh! Piedosa, Oh! Doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SUB TUUM PRÆSIDIUM

À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas que em nossas necessidades vos dirigimos, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Oh! Virgem gloriosa e bendita! Amém.

 
 
 

Em homilia hoje, dia dos arcanjos, o Papa Francisco falou sobre a luta entre Deus e o diabo

Satanás apresenta as coisas como boas, mas quer destruir a humanidade. Esta foi a principal mensagem do Papa Francisco em Santa Marta nesta segunda-feira em que a Igreja celebra os Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.

As leituras do dia apresentam-nos imagens muito fortes: o arcanjo Miguel e os seus anjos lutando contra “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo” e “engana toda a terra habitada”, mas é derrotado, como indicado no Livro do Apocalipse; e no Evangelho do dia descobrimos Jesus que diz a Natanael: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.” O Papa Francisco falou sobre a “luta entre Deus e o diabo”.

“Mas esta luta acontece depois de Satanás procurar destruir a mulher que está prestes a dar à luz o filho. Satanás sempre tenta destruir o homem: o homem que Daniel via ali, em glória, e que Jesus dizia a Natanael que viria em glória. Desde o início que a Bíblia fala sobre isto: desta sedução para destruir, de Satanás. Talvez por inveja. Nós lemos no Salmo 8: “Tu fizeste o homem superior aos anjos”, e aquela inteligência tão grande do anjo não podia levar aos seus ombros essa humilhação, que uma criatura inferior fosse feita superior e tentava destruí-lo.”

“Tantos projetos, exceto para os próprios pecados, mas tantos, tantos projetos de desumanização do homem, são obra dele, simplesmente porque odeia o Homem. É astuto: di-lo a primeira página do Genesis; é astuto. Apresenta as coisas como se fossem boas. Mas a sua intenção é a destruição. E os anjos defendem-nos. Defendem o homem e defendem o Deus-Homem, o Homem Superior, Jesus Cristo que é a perfeição da humanidade, o mais perfeito. Por isso, a Igreja honra os Anjos, porque são aqueles que estarão na glória de Deus – estão na glória de Deus – porque defendem o grande mistério oculto de Deus, ou seja, que o Verbo veio em carne.”

O Santo Padre no final da sua homilia convida-nos a rezar aos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael e a “recitar aquela oração antiga e bela, ao arcanjo Miguel, para que continue a lutar para defender o mistério maior da humanidade: o Verbo fez-se Homem, morreu e ressuscitou. Este é o nosso tesouro. Que ele continue a lutar para o conservar”.

Fonte: Aleteia

 
 
 

A vida crucificada é loucura para os que se perdem, mas para nós é o poder de Deus.

Dentre os inúmeros incômodos causados pelo catolicismo ao pensamento mundano – que encontra espaço até mesmo em alguns que tão somente com os lábios dizem ser católicos – talvez não haja um mais perturbante e irritante que a virgindade ou celibato; de fato, dizer com a vida: “Deus existe, entrego-me a Ele de modo total e indiviso”, é tão ameaçador para os adversários da moral católica quanto para as trevas uma luz brilhar; ademais, a cruz erguida de tal forma diante dos olhos dos infiéis só pode inspirar desprezo, repugnância e, até mesmo, ódio.

Na virgindade “pelo Reino dos Céus” (Mt 19, 12), a cruz brilha em toda a sua grandeza e beleza; pois, aqueles que optaram pela virgindade pertencem, na radicalidade evangélica, a Jesus Cristo e crucificaram a própria carne com suas paixões e seus desejos (Cf. Gl 5, 24). Virgindade que, como observa Josef Pieper, quer dizer muito mais do que o que comumente pensamos a seu respeito:

Não é um fato, mas um ato; não um estado, mas uma opção. A mera integridade, como fato físico, não é o constitutivo formal da virgindade enquanto virtude, ainda que a integridade possa ser o selo e a coroa da castidade vitoriosa. O ato constitutivo da virgindade como virtude é a resolução, expressa ainda mais profundamente no voto, de abster-se das relações sexuais e do prazer correspondente.[1]

Assim, não é uma realidade simplesmente corporal, física, mas é também uma livre atitude espiritual, uma realidade do coração, uma opção livre por seguir o Senhor em seu Amor de Cruz. Com belíssimas e acertadas palavras, ensinou São João Crisóstomo: “A raiz e o fruto da virgindade é a vida crucificada”[2].

A vida crucificada é raiz porque é dela, da vida mortificada e crucificada com Cristo, que vem o ‘sustento’ e a ‘subsistência’, ela é a ‘fonte’ e ‘nascente’, da virgindade; e se olhamos para Aquele que é a Vida (Cf. Jo 14, 6), o Crucificado (Cf. Jo 19, 17-18) – a Vida Crucificada –, vemo-lO como o ‘sustento’, ‘subsistência’, ‘fonte’ e ‘nascente’, por excelência, dessa entrega total de si.

Como fruto, a vida crucificada é o dom, o presente, o deleite da virgindade. A união ao Senhor Crucificado é o anelo da alma desposada com Cristo – “fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu quevivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 19-20). Que glória maior há do que essa união crucificada? Jesus é a Vida com as marcas da cruz, o Cordeiro Imolado, mas de pé (Ap 5, 6). A cruz, para nós católicos, “é força de Deus” (1Cor 1, 18; Fl 3, 18-19).

O Papa Francisco, em discurso ao episcopado brasileiro, afirmou com belíssimas palavras: “Mas haverá algo de mais alto que o amor revelado em Jerusalém? Nada é mais alto do que o abaixamento da Cruz, porque lá se atinge verdadeiramente a altura do amor!”[3]. E Bento XVI, magistralmente, ensinou: “A cruz é o ato do ‘êxodo’, o ato do amor, que é tomado a sério até o extremo e que vai ‘até o fim’ (Jo 13, 1), e por isso é o lugar da glória, o lugar do toque autêntico e da união com Deus, que é amor (1Jo 4, 7.16)”[4].

Diante de tamanha grandeza, quem vive a virgindade, celibato, compreende que, além de ser virtude essa vida crucificada, muito mais do que “ter feito um dom”, um grande sacrifício a Deus, é perceber que recebeu um grande dom de Deus[5], uma vocação. E esse grande Dom, só é capaz “de compreendê-lo” aquele “a quem isso é dado” (Mt 19, 11-12)[6].

Compreende-se, assim, o escândalo[7] e a irritação causados pela virgindade àqueles que vivem etsi Deus non daretur (como se Deus não existisse). A virtude e dom da Virgindade desmascara a “cegueira de espírito, […] o amor desordenado de si mesmo, o ódio a Deus, o apego a esta vida e o horror à futura”[8], próprios daqueles que vivem sob o senhorio da luxúria e levantam seu estandarte; esses, são semelhantes ao demônio que é torturado por essas vidas crucificadas com Cristo e investe de todas as formas para destruí-las.

Contudo, para todos os homens de boa vontade, a Virgindade é um grande presente de Deus, um grande dom. Que também o seja para nós! Que a Virgindade vivida por tantos santos e santas da Mãe Igreja, e ainda hoje por tantos clérigos, irmãos e irmãs de vida consagrada, arranque-nos de nossa luxúria e, assim, cercados por tamanha “nuvem de testemunhas” (Hb 12, 1) e intercessores, abracemos a nossa cruz e sigamos a Jesus.

Referências

  1. PIEPER, Josef. Virtudes fundamentais. Lisboa: Editorial Aster, 1960, p. 252.

  2. S. Joann. Chrysost., De virginitate, 80.

  3. Papa Francisco. Encontro com o Episcopado brasileiro no Arcebispado do Rio de Janeiro (Sábado, 27 de Julho de 2013).

  4. RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: do batismo no Jordão à transfiguração. São Paulo: Editora Planeta, 2007, p. 78.

  5. CANTALAMESSA, Raniero. Virgindade. São Paulo: Editora Santuário, 1995, p. 68.

  6. João Paulo II. Audiência Geral, Quarta-feira, 10 de Março de 1982: “E são capazes ‘de compreendê-lo’ aqueles ‘a quem isso é dado’. As palavras citadas indicam com clareza o momento da opção pessoal e simultaneamente o momento da graça particular, isto é, do dom que o homem recebe para fazer tal opção”.

  7. Bento XVI. Vigília por ocasião do Encontro com os Sacerdotes (10 de Junho de 2010): “É verdade que para o mundo agnóstico, o mundo no qual Deus não tem lugar, o celibato é um grande escândalo, porque mostra precisamente que Deus é considerado e vivido como realidade. Com a vida escatológica do celibato, o mundo futuro de Deus entra nas realidades do nosso tempo. E isto deveria desaparecer!”.

  8. MARÍN, Antonio Royo. Teología de la perfección cristiana. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 2012, p. 607.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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