top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Este é um texto de vários que vou fazer sobre o islã, já tem alguns publicados, no final vou colocar em PDF pra quem quiser saber mais sobre o assunto.

O DIREITO ISLÂMICO: MENTIR, ROUBAR E MATAR

Vamos iniciar esse texto mostrando o que move o espírito do islã, o intuito é de mostrar que a primeira cruzada foi inevitável, pois o Islã não só ordena guerrear contra os infiéis (todos que não aceitam o islã) e subjulgá-los ao domínio islâmico, ele também permite mentir roubar e matar com vistas a promovê-lo. O islã não tem uma ética, um código moral como os dez mandamentos; o islã não partilha da mesma visão moral que o judaísmo e o cristianismo, eles aceitam tudo que faça o islã ganhar terreno no mundo.

Para um mulçumano mentir é errado, mas exceto quando tem objetivo coerente com o islã, em outras palavras, se é bom para o islã, é certo, é permitido, roubar e matar em certas circunstâncias. Vejamos sobre o que Maomé ensinava sobre dizer a verdade: “estais obrigados a dizer a verdade, pois a verdade leva ao paraíso, e aquele que continue a dizer a verdade será tido na conta de verdadeiro por Alá, e tomai vós cuidado com o mentir, pois que a mentira leva à obscenidade, é obscenidade leva ao fogo do inferno, é aquele que continue a mentir e se empenhe em mentir será tido na conta de mentiroso por Alá”.

Só que há um porém nessa questão, como em tantos outros princípios islâmicos, a questão entre os fiéis. Quando se trata dos infiéis, particularmente aqueles em guerra com os muçulmanos, aí Maomé já enuncia outro princípio: “guerrear é enganar”.

Disse ele com todas as letras que mentir era permissível em batalha. Dai nasceram dois duradouros princípios islâmicos: a autorização ao assassinato político em honra do profeta e sua religião e a autorização a prática do ludíbrio em tempos de guerra, as doutrinas do ludíbrio — taqiyya e kitman — costumam serem identificadas com o Islã xiita e ostensivamente repudiados pelos sunitas (85% dos muçulmanos no mundo) no entanto, Como foram sancionadas pelo profeta ainda perduram em tradições acreditadas pelo sunitas.

Veja como o Alcorão ensina aos seus seguidores a mentir aos infiéis: “os fiéis não tomem por confidentes os incrédulos em detrimento de outros fiéis, aqueles que assim procederem, de maneira alguma terão o auxílio de Alá, salvo se for por precaução ir resguardo contra eles”. Em outras palavras pode-se fazer amizade com os incrédulos contanto que seja por precaução e resguardo Contra Eles”: finga ser amigo deles para se fortalecer Contra Eles. Um Comentador bastante conhecido no mundo islâmico Ibn kathir explica que, nesse Versículo, “Alá proibiu a seus servos crentes colaborar com os incrédulos, ou fazer amizade vou camaradagem com Eles, isso de preferência há outros crentes”. Eximen-se desta regra “os que, em determinadas áreas ou épocas, tenham sua segurança ameaçada por incrédulos. Tais crentes, neste caso, ficam autorizados a fazer em amizade com os incrédulos por fora mas jamais por dentro, uma amizade sem sinceridade, apenas aparentemente.

ROUBAR: É CERTO, SÓ É QUESTÃO DE QUEM O MULÇUMANO ROUBA

O direito islâmico é notório por impor punições severas, e talvez a mais conhecida de todas seja a amputação por roubo: “é o ladrão e a ladra, cortai-lhes, a ambos, a mão, como castigo do que cometeram, como exemplar Tormento de Alá. E Alá é todo poderoso, sábio” (Corão 5:38).

Mas, uma vez mais vemos a contradição dessa religião, pois a situação muda quando se trata de infiéis considerados beligerantes contra o Islã. O alcorão dispõe de leis para distribuição dos espólios de guerra, desde que se destine um quinto para Alá e obras de caridade Corão (8:41). É de conhecimento também que Maomé, Após assinar o Tratado de Hudaybiyan com os coraixitas, tranquilizou seus seguidores, que estavam totalmente confusos e decepcionado, os tranquilizou com a promessa de mais espolios: “Alá prometeu que vós ainda obtereis muitos espólios” (Corão 48:20) — é, depois de então, por numerosas vezes vieram os mulçumanos a colher o butim (espólios) das suas inovações.

MATAR: É TUDO UMA QUESTÃO DE QUEM VOCÊ VAI MATAR

Se você conversar com apologia estamos humano ele vai sentar ocorram 5: 32, “prescrevemos os filhos de Israel que quem mata uma pessoa, sem que esta haja matado outro ou semeado a corrupção na terra, será como se matasse todos os homens”. Entretanto, esse surrado versículo não é totalmente abrangente a proibição do assassinato que pode parecer aos incautos. Antes de mais nada, ele se refere aos filhos de Israel, no tempo passado; não sei dirigir e nunca se dirigiu aos muçulmanos. Sim ele faz parte de uma advertência ao judeus para não guerrearam contra Maomé, se não receberia um castigo terrível. A grande questão aí é que, não obstante Alá ter avisado os filhos de Israel para pararem de “semear a corrupção na terra”, eles mesmos assim continuaram:

Prescrevemos os filhos de Israel que quem mata uma pessoa, sem que esta haja matado outra o semeado a corrupção na terra, será como se matasse todos os homens. E quem dita a vida será como se deve à Vida a todos os homens. E com efeito, Nossos mensageiros chegaram-lhes com as evidências; em seguida, por certo, muito deles[…] Continuaram entregue a excessos na terra. A recompensa (o castigo) dos que fazem guerra a Alá e a ser o mensageiro, e se esforçam sem semear a corrupção na terra, não é senão serem crucificados, ou terem cortadas as mãos e os pés de lados opostos, ou serem banidos da terra. Isso lhes ignomínia na vida terrena, e na derradeira vida terão formidável castigo (Corão 5: 32-33).

A luz das ordens do Corão para “matar os idólatras” (9:5, 2:191) deverá ficar claro Como nessa situação, tal como em tantas outras, havia um critério para os muçulmanos e outro para os não-muçulmanos. Com efeito, O Corão estipula que “não pode um crente matar outro crente, a não ser por engano” (Corão 4:92), mas em momento algum faz uma declaração semelhante há pessoas que não sejam seguidores do Islã.

Isso, como era de prever, terminou por estabelecer do direito islâmico dois pesos e Duas Medidas. Assim dita a escola shafiista de jurisprudência muçulmana sunita: “matar sem direito a tal é, depois da descrença, uma das piores atrocidades”. Determina que “é obrigatória A Retaliação[…] contra quem mate ilegitimamente um ser humano pela intenção pura de matar”.

Obstante à Retaliação, contudo, no caso de um muçulmano matar um não-mulçumano”, no seu comentário muçulmano à declaração universal dos direitos humanos, o xeique Sultan Hussein Tabandeh, Líder Sufi que exerceu considerável influência na modelagem do sistema jurídico da República islâmica de Khomeini, emite parecer favorável à pena capital caso um muçulmano seja só assassinado, e desfavorável a ela caso o assassino seja Muçulmano e a vítima Não: “Visto que o islã considera pertencerem os não-muçulmanos a um nível inferior de crença e convicção, caso um muçulmano mate um não muçulmano,[…] então não deverá ser a pena dele a morte retaliativa, já que sua fé e sua convicção sobrelevam as do homem assassinado. Seja-lhe cobrado não mais que uma multa.

Bryjar Lia, The Society of The muslim Brothers in Egypt. Ithaca pressão, 1998, 28.

 
 
 
4d02197a3edf936724e538bfe4f890e3.jpg

Com relutância, tristeza e arrependimento, os católicos devem abordar diretamente a questão do saque de Constantinopla, a capital do Império Bizantino (daí o centro da Ortodoxia), em 1204 pelos Cruzados Latinos. Idealmente, os inúmeros pecados históricos que os membros de ambos os lados se comprometeram – dado o reconhecimento mútuo de erros – devem ser deixados, por causa da unidade e da boa vontade, para os historiadores refletirem. No entanto, esse incidente foi tão trágico e já foi lembrado com tanta dor e raiva entre os ortodoxos (e, portanto, usado como um “argumento” contra a Igreja Católica) que simplesmente não pode ser ignorado mesmo no contexto da discussão ecumênica amigável. Comentários do bispo Kallistos Ware:

”A cristandade oriental nunca esqueceu esses três dias terríveis de pilhagem. . . O que chocou os gregos mais do que qualquer coisa foi o sacrilégio desprevenido e sistemático dos cruzados. Como os homens que se dedicaram especialmente ao serviço de Deus tratam as coisas de Deus desse jeito? Enquanto os bizantinos observavam os cruzados rasgarem a tela do altar e do ícone na Igreja de Santa Sofia e colocavam prostitutas no trono do Patriarca, eles deveriam ter sentido que aqueles que faziam tais coisas não eram cristãos no mesmo sentido que eles mesmos….’Podemos nos perguntar se os gregos depois de 1204 também olharam para os latinos como profanos ? Os cristãos no oeste ainda não percebem quão profundo é o desgosto e a duração do horror com que os ortodoxos consideram ações como o saque de Constantinopla pelos cruzados.’’(The Orthodox Church, New York: Penguin Books, revised 1980 edition, 69)

Seria difícil encontrar um historiador católico (ou qualquer católico que conheça os detalhes) que defenderia o que aconteceu nesta catástrofe abominável e repreensível. Warren Carroll, um dos melhores historiadores católicos ortodoxos de nosso tempo, admite com franqueza em sua grande série de volumes, A History of Christendom:

”O saque que se seguiu foi um dos piores de toda a história. . . Nenhum homem, mulher ou criança estava a salvo dos saqueadores. O roubo e a violação eram quase universais, a destruição sem sentido era generalizada. Ocidentais. . . mataram indiscriminadamente, sem piedade nem restrição. . . Que isso tenha sido feito por cruzados – homens que realmente usavam a Cruz de Cristo – era uma desgraça tremenda. . . Os gregos nunca esqueceram o saque de Constantinopla em 1204; Sua memória, mais do que qualquer outra coisa, impediu a cura do cisma grego desde então, apesar de vários esforços importantes na reunião.”(A Glory of Christendom, Front Royal, Virgínia: Christendom Press, 1993, 157-158)

Portanto, a primeira coisa a notar é que este evento horrível é moralmente indefensável, e que os católicos sabem e aceitam isso. Em segundo lugar, e o mais importante, o papa na época, o Papa Inocêncio III, nem sabia nem sancionava no mínimo este massacre e saque sacrílego. Na verdade, ele proibiu os cruzados, sob pena de excomunhão, atacarem Bizâncio, instruindo o líder, Bonifácio de Montferrat, que: “A cruzada não deve atacar os cristãos, mas deve prosseguir o mais rápido possível para a Terra Santa”. Ele só descobriu o horror total do que aconteceu mais de oito meses depois e escreveu ao cardeal Pedro Capuano, denunciando o saque em termos inequívocos:

”Esses “soldados de Cristo” que deveriam ter virado as espadas contra o infiel mergulharam no sangue cristão, sem poupar nem religião, nem idade, nem sexo. . . Eles despojaram os altares de prata, violaram os santuários, roubaram ícones e cruzes e relíquias. . . Os latinos deram exemplo apenas de perversidade e obras de escuridão. Não admira que os gregos os chamem de cães! “(cited in Carroll, ibid., p. 158, de Mann, Popes of the middle ages, vol 12,266-267)

No entanto, houve muitas atrocidades escandalosas semelhantes ou incidentes desagradáveis e traições que ocorreram antes do saque, por parte dos bizantinos, que não receberam a devida atenção. Por uma questão de equidade e objetividade histórica (não polêmica e controvérsia), analisaremos algumas delas. Notas de Warren Carroll:

”Horrível e totalmente indefensável como o saque era, seria justo ser lembrado que não era totalmente improvocado; mais de uma vez (como no massacre de 1182), os gregos de Constantinopla haviam tratado os latinos lá como estavam sendo tratados agora. . . Historiadores que se mostram eloquentes e indignados – com uma razão considerável – sobre o saque de Constantinopla…raramente se é que mencionam o massacre dos ocidentais em Constantinopla em 1182. . . um massacre horrível de milhares [cerca de 2000 gregos foram mortos em Constantinopla em 1204, de acordo com o historiador secular Will Durant: The Age of Faith, New York: Simon & Schuster, 1950, p. 605],. . . em que os massacres não pouparam nem mulheres nem filhos, nem velhos nem doentes, nem sacerdote nem monge. O cardeal John, o representante do Papa, foi decapitado e sua cabeça foi arrastada pelas ruas na cauda de um cachorro; Os filhos foram cortados do útero de sua mãe; Corpos de ocidentais mortos foram exumados e abusados; Cerca de 4.000 pessoas que escaparam da morte foram vendidas como escravas aos turcos.”(Carroll, ibid., 157, 131)

O bispo Ware também escreve honrosamente sobre a parte ortodoxa da culpa nesses massacres:

‘’Cada qual . . . deve olhar para o passado com tristeza e arrependimento. Ambos os lados devem, com honestidade, reconhecer que poderiam e deveriam ter feito mais para evitar o cisma. Ambos os lados foram culpados de erros no nível humano. Os ortodoxos, por exemplo, devem se culpar pelo orgulho e desprezo com que, durante o período bizantino, eles consideravam o oeste; eles devem se culpar por incidentes como o tumulto de 1182, quando muitos moradores latinos em Constantinopla foram massacrados pela população bizantina. (Ware, ibid., 70)’’

O historiador católico Warren Carroll lembra dois outros lamentáveis incidentes bizantinos:

”Em 1171, sobre as ordens ou, pelo menos, com a aprovação tácita do governo bizantino, milhares de venezianos no império oriental foram mortos, mutilados ou presos e detidos por anos na prisão.”(Carroll, ibid., 150)”[Em 1188] Frederico Barbarossa. . . solicitou a permissão do imperador oriental, Isaac II Angelus, para a passagem de seu exército através de dominios bizantinos no caminho para a Terra Santa e para o direito de comprar comida para suas tropas dentro deles. Isaac disse que concordou… mas, de fato, Isaque estava resolvido a opor-se à passagem dos cruzados e fez contato com Saladino [o comandante muçulmano] para maquinar planos “para atrasar e destruir o exército alemão”. Sobre essa “traição bizantina”, não há dúvida; Mesmo os muitos historiadores ocidentais modernos simpatizantes de Bizâncio e hostis às Cruzadas devem admiti-lo [por exemplo, o imperador Isaac, em 1187, escreveu Saladino para felicitá-lo por sua grande conquista de retomar Jerusalém dos cruzados latinos]. . .[Os enviados de Frederico, presos por um tempo] voltaram para Frederico. . . com relatórios exasperantes (e precisos) da aliança bizantina com Saladino, planos para destruir o exército de cruzados enquanto atravessavam os Dardanelos e a violenta atitude anti-ocidental do Patriarca Dositheus de Constantinopla, que havia oferecido absolvição incondicional a qualquer grego que matasse um ocidental . Frederico transmitiu essa informação ao filho Henrique,. . . para pedir a aprovação do Papa para uma cruzada contra o Império Oriental por causa de sua traição e tratos com o inimigo. Nenhuma aprovação papal foi dada e Frederico logo pensou melhor na idéia. . . Embora uma guerra contra os cristãos fosse indubitavelmente uma perversão do ideal cruzado, os atos do imperador Isaac contra os cruzados tinham sido claramente atos de guerra…””Tudo o que a Quarta Cruzada mais tarde fez para o descrédito da Cristandade, Frederico Barbarossa se recusou a fazer, embora ele tenha sido provocado diretamente como os líderes da Quarta Cruzada nunca foram. A extensão da provocação bizantina da Terceira Cruzada é óbvia a partir da sequência de eventos. Passaria um longo tempo antes de alguém no Ocidente confiar neles novamente. ”(Carroll, ibid., 130, 132-133)

Em conclusão, é de se esperar que certos adeptos (reais ou supostos) de ambas as partes em qualquer disputa maciça e duradoura, como aquela entre o cristianismo oriental e ocidental, serão culpados de sérios pecados. Constatou-se que o idefensável saque de Constantinopla não aconteceu sem eventos precipitantes anteriores por parte dos bizantinos, não menos imorais. Assim, o argumento “pecado” ou “corrupção” (como acontece com o catolicismo e o protestantismo) vale para os dois (como é sempre o caso). Como tal, deve ser descartado, e as discussões ecumênicas se restringem lucrativamente a questões de teologia, liturgia, eclesiologia e teologia moral.

Em qualquer caso, o saque de Constantinopla, de forma alguma, refuta as reivindicações teológicas ou eclesiológicas católicas, especialmente à luz do fato de que o papa na época, Inocêncio III, proibia tais travestias militares contra outros cristãos sob pena de excomunhão e repreendia os perpetradores por suas abominações. Esses “cruzados” renegados simplesmente não agiam como católicos, nem no sentido do ensino moral católico, nem em termos de qualquer sanção da autoridade papal. Para desenhar uma analogia moderna, se alguns soldados ortodoxos da Sérvia tenham massacrado ou estuprado os muçulmanos da Bósnia (como de fato aconteceu), não seria absolutamente justo que os católicos dissessem que isto se refletia sobre a ortodoxia per se.

* * * * * O que precede não é uma tentativa de “reduzir o tom” dos eventos em 1204 (se é isso que os ortodoxos estão pensando). Pelo contrário. Tudo o que estou fazendo é mostrar que os ortodoxos fizeram o mesmo tipo de coisas; na verdade, pode-se dizer que eles foram uma grande causa precipitante de 1204. Isso não quer dizer que os tristes acontecimentos de 1204 eram excusáveis de qualquer maneira ou forma, . . mas também há causas para as coisas. O saque de 1204 era abominável; Indizivelmente horrível e maligno. Alguns ortodoxos que se opõem à apresentação acima devem distinguir entre “minimizar” e “explicar o fundo de”. São coisas diferentes. Eu nunca diria que esses eventos não tiveram um efeito extremamente negativo sobre a consciência cristã oriental. Fazer isso seria pura estupidez. Muitos ortodoxos, por outro lado, parecem pensar que o seu lado nunca ou raramente cometeu atrocidades contra os cristãos ocidentais, o que é manifestamente falso. Atacar o catolicismo é muito à moda: secularistas, protestantes e ortodoxos se entregam com impunidade. Eu acho que é hora de “o outro lado” (o nosso) ser ouvido pra variar.

Há um pecado abundante para apontar para onde se olhe. Eu digo que não tem nada a ver com as questões do ponto de partida de qual partido mais verdadeiramente representa e encarna a Igreja apostólica. Isso não refuta a instituição do papado, nem derruba provas bíblicas para o mesmo, nem resolve a questão filioque, ou a relação de fé e razão, ou os outros ossos da disputa.

Basicamente, estou argumentando uma “equivalência imoral” (todos os homens estão sobrecarregados pelo pecado original), não que os ortodoxos tenham sido piores. Isso não é o mesmo que dizer que o saque de Constantinopla era melhor ou pior do que qualquer outra coisa. Mesmo que fosse o pior pecado já cometido por um chamado exército cristão na história (o que não me surpreenderia), isso – em minha mente – não tem nada a ver com as reivindicações relativas da ortodoxia e do catolicismo. Nem provaria que os católicos são “bandidos” e os ortodoxos “bons”. Essa conversa é de um nível de pensamento moral do jardim de infância.

Eu argumento da mesma forma em relação aos eventos do século 16, ou no que concerno os protestantes protestantes, ou a respeito dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, ou do Norte na Guerra Civil. Esta é a minha abordagem padrão. Muitos ortodoxos, por outro lado, assumem casualmente que o Ocidente era pior historicamente. Dito isto, devo ressaltar que não gosto muito das Cruzadas em geral. Foi uma nobre idéia na teoria que se tornou radical e trágicamente errada na prática (com poucas exceções notáveis). É verdade, no entanto, que a história das Cruzadas foi distorcida e abusada, como praticamente toda a história envolvendo a Igreja Católica (veja, por exemplo, a Guerra Civil Espanhola, onde mais de 3.000 clérigos foram massacrados pelos chamados chamados “republicanos”, ou relatos seculares de Colombo, ou a “Lenda negra” de Espanha).

Estou feliz em reconhecer os pecados católicos. Nossa Igreja fez várias declarações. O recente sobre o Holocausto vem à mente. Muitos judeus também esquecem todos os mártires católicos e protestantes e ortodoxos aos nazistas e continuam a caluniar o papa Pio XII, que salvou (por estimativas judaicas) 800 mil vidas judias. Por que os ortodoxos muitas vezes relutam em reconhecer pecados ortodoxos semelhantes?

Para repetir: este material é oferecido como uma tentativa de “equilibrar as escalas”. Este é um daqueles eventos que são habitualmente apresentados de forma unilateral: todos contra a Igreja Católica e nenhuma palavra sobre os pecados ortodoxos. Mas os acontecimentos não acontecem em um vácuo histórico. Tal como acontece com os meus materiais sobre “Intolerância Protestante e Perseguição”, procuro mostrar que muitas vezes não há “os caras bons” para serem encontrados quando estamos considerando os trágicos acontecimentos da história. Uma visão que sustenta que os ortodoxos ou protestantes eram e são significativamente moralmente superiores aos católicos (pessoalmente ou institucionalmente) é absurdo e parcial, e considero isso evidente. Como Solzhenitsyn (o ortodoxo – embora nominal – que eu admiro mais) disse, a linha entre o bem e o mal corre pelo coração de cada indivíduo.

Por que as perpétuas demonstrações unilaterais? Eu suspeito que seja porque eles são porrete conveniente para nos bater na cabeça. Esta é uma tática antiga: ignore o que a Igreja e os fatos da história dizem sobre algum escândalo ou atrocidade, e também ignore os esqueletos semelhantes em um armário próprio. Minha visão – novamente – é simplesmente dizer que o pecado é universal e que não prova nada de um jeito nem de outro quanto a quem possui verdadeira doutrina e teologia.

É quando o pecado é institucionalmente sancionado que eu, pessoalmente, traço a linha e faço a minha escolha quanto a que o corpo preserva a moral cristã apostólica e tradicional.

Vale ressaltar a este respeito que os massacres dos venezianos em 1171 foram perpetrados, segundo Carroll, “nas ordens ou, pelo menos, com a aprovação tácita do governo bizantino”. A traição de 1188 contra Frederico Barbarossa e os cruzados pelo imperador do oriente Isaac II, obviamente (por definição) de uma posição de alta autoridade também (Já que o Imperador Bizantino era, por natureza, também um líder na Igreja Ortodoxa). Frederico pediu ao papa a aprovação para uma cruzada contra Isaque, mas foi recusado pelo papa e logo pensou melhor nisso. Do mesmo modo, o patriarca Dositheus de Constantinopla ofereceu a absolvição incondicional a qualquer grego que matasse um ocidental.

Em outras palavras, os pecados ortodoxos desse período contra os latinos eram talvez mais sérios, já que eram autorizados pela autoridade suprema – portanto institucionalizada, enquanto que o papa de nenhuma maneira, ou forma sancionava o saque de 1204. Trata-se do mesma falha trágica do caesaro-papismo – precisamente onde o papado difere da perspectiva oriental, uma vez que transcende todos os governos humanos, ao invés de ser cooptado e comprado – por assim dizer – por eles.

Mas quando tudo é dito e feito, não vejo nenhum motivo para juntar corpos para ambos os lados. O ponto é que há pecado suficiente para dar uma volta, e o todo deve ser descartado, na minha opinião, por causa da unidade. Ambos os lados reconheceram erros e é hora de avançar. Não podemos mudar o passado.

Eu me recuso a ver o horrível evento de 1204 em isolamento, porque esse é o método verdadeiramente tendencioso e desequilibrado (chegando a ser quase infantil) da leitura do histórico e mitiga a aprendizagem de suas lições. É uma mentalidade fundamentalmente liberal que nunca olha para a história para aprender (e especular) por que as coisas aconteceram do jeito que elas aconteceram – por que estamos no barco em que estamos. O fato é que 1204 não foi sancionado desde o topo, enquanto os massacres e traições do leste em 1171, 1182 e 1188 foram. Para mim, esse é o ponto convincente de toda essa troca de histórias de horror, porque ilustra a diferença na integridade e princípio de autoridade entre os dois campos nos níveis mais altos.

Pergunto-me por que esse incidente é sempre trazido entre os ortodoxos? Qual o propósito disso? Para provar que a Igreja Católica é má? Eu acho que isso é ridículo. Se não é pra provar a natureza malvada da Igreja ocidental, então qual o motivo para falar constantemente sobre isso, quando ninguém com sua mente sã (conhecendo os fatos) a defende? Eu nunca teria escrito sobre atrocidades ortodoxas ou protestantes e incidentes desagradáveis (já que eu prefiro a abordagem pró-ativa e positiva) se meus irmãos separados não tivessem vendado os “pecados históricos” católicos com grande desdém (e muitas vezes, satisfação). Uma vez que isso é feito, então eu devo “equilibrar o registro histórico”, assim como (para usar uma analogia da política) Rush Limbaugh dá o antídoto ao viés de esquerda penetrante na mídia. É sempre uma batalha árdua para nós católicos, porque trabalhamos sob essa avalanche de desinformação e hostilidade emocional.

O fato triste é que o saque de 1204 é trazido com muita frequência, e não acho que isso seja propício aos objetivos desejados de unidade e ecumenismo (especialmente quando todos os fatos sobre isso e suas causas precipitantes são entendidos). Se podemos manter um rancor de 795 anos de idade, por que não ir mais longe? Vamos manter um rancor contra os egípcios por escravizar Moisés e os hebreus de volta em 1400 aC ou assim. vamos odiar a Itália porque os romanos derrubaram Jerusalém em 70 dC. Vamos ficar bravos com a Grécia (Macedônia?) Pelas muitas conquistas de Alexandre o Grande. Se o tempo não tem influência sobre o pecado, então por que não fazer isso? Os Servios se lembram da batalha de 1389 como ontem, nos dizem, então, por que não 1204 também? Mesmo a sociedade secular é melhor no esquecimento do que isso. Olhe a nossa atitude amigável para com os alemães e os japoneses, por exemplo – apenas 50 anos depois de serem nossos inimigos mortais na maior guerra da história mundial. A Igreja não pode fazer um pouco melhor do que isso?

* * * * * Meu amigo William Klimon, especialista em ortodoxia (que se tornou um “católico grego” em 20 de maio de 1998) acrescenta alguns pensamentos relevantes: [nome] escreveu na mensagem. . .

Não consigo pensar em nenhum incidente na história em que os ortodoxos invadiram os territórios católicos romanos e fizeram qualquer coisa, até remotamente, como as atrocidades cometidas pelos católicos romanos no Oriente durante as cruzadas.

Oh, eu posso. Em maio de 536, o exército bizantino de Belisario sitiou, capturou e saqueou Nápoles:

Belisario advertiu os napolitanos no começo do cerco de que, se colocassem alguma resistência, ele seria incapaz de conter seu exército – o que, lembrou ele, era em grande parte composto de bárbaros semi-selvagens – do assassinato, rapina e pilhagem que eles considerariam sua justa recompensa após a captura da cidade. Mas o aviso tinha sido ignorado, e os cidadãos miseráveis agora pagavam o preço de seu heroísmo. Muitas horas antes de Belisário conseguir persuadir suas heterogêneas hordas de Alamanos e Isaurianos, Herulios e Hunos – estes últimos, o mais aterrorizante de todos os tempos, sendo pagãos, não tinham hesitação em queimar as igrejas nas quais as vítimas pretendidas haviam procurado Asilo – para colocar suas espadas e lanças e voltar para seus vários campos.(J. J. Norwich, Byzantium: The Early Centuries [1989], p.221)

(1) Eu estava respondendo a uma afirmação específica de que em nenhum lugar havia ortodoxos perseguindo católicos. Não apenas mostrei esse exemplo, forneci provas específicas que, francamente, são tão raras na Internet.

(2) A Igreja Católica está perseguindo ortodoxos na Rússia ou nos Balcãs hoje? É o contrário. A nova lei da Federação Russa sobre organizações religiosas é altamente desfavorável à Igreja Católica. E as atrocidades sérvias nos Balcãs estão bem documentadas – embora o Patriarca Pavle, por exemplo, tenha sido uma voz de paz e reconciliação.

(3) Um “milênio de malícia” é um pouco vago. Sem dúvida, houve crimes cometidos contra os cristãos orientais pelos latinos – o saque de Constantinopla (1204), em 16 / c da Polônia, os Balcãs durante a Segunda Guerra Mundial. Da mesma forma, os orientais perseguiram os católicos em todo o Império russo a partir do 18 / c – início de 20 / c, seguido da liquidação forçada e da sangrenta perseguição das igrejas gregas da Rússia, Ucrânia, Tchecoslováquia e Romênia pelos comunistas com quem os ortodoxos colaboraram, bem como as intrigas contínuas (em aliança com os turcos) contra os católicos no Oriente Médio e séculos de ação anti-católica nos Balcãs (nesta última história pouco contada, veja Ivo Omrcanin, forced convertions to the serbian faith in history – Paper Presented to the III World Congress for Soviet and East European Studies, Washington, D.C., 1985). Nada do que eu disse excusa ações anti-orientais. Eu me aproximo do Oriente em um espírito de penitência e perdão. Eu só espero por alguma reciprocidade – o que, eu temo, que seja muito pouco factual.

(4) Existem milhões de católicos romanos e descendentes de católicos romanos em toda a Rússia (por exemplo, os alemães do Volga, um grupo esquecido das vítimas de Stalin), que não têm pastores e um bom apoio eclesiástico. Eles também precisam de medicina espiritual. Certamente você não nega a Igreja Católica o direito de pastorear essas almas?

(5) As autoridades romanas se inclinaram para trás para acomodar Moscou em relação à Ucrânia. Os católicos ucranianos, no entanto, têm queixas legítimas que nem sequer começaram a ser abordadas. Quando ortodoxos, que até mesmo não se distanciaram da colaboração com Stalin, muito menos se desculparam por isso, queixam-se de que os católicos ucranianos usassem auto-ajuda para recuperar seus bens, não é de se admirar que essas queixas caíssem em surdos.

(6) Você também pode desconhecer os muitos projetos de ajuda que os católicos patrocinaram precisamente para a assistência das igrejas ortodoxas russas (e outras). Auxílio à Igreja necessitada, por exemplo, propôs um programa de ajuda direta ao clero da Rússia, na verdade, uma pensão mensal suplementar. A Asociação Católica de Bem-Estar do Oriente Médio tem, creio eu, fornecido fundos para a renovação de igrejas e outros projetos. A Caritas fez de forma semelhante. Até agora, os únicos agradecimentos que eu vi por tais iniciativas são suspeitas continuadas.

(7) É interessante ler que os servios originais eram do rito latino e dentro da jurisdição romana. A pompa bizantina tirou-os disso, no entanto. Os crimes dos sérvios contra os croatas precedem em muito o contrário.

(8) As cruzadas foram lançadas, em parte, em um esforço para libertar e defender cristãos orientais dos infiéis. É muito pouco observado sobre como o ideal cruzado, com a ideia de defender os lugares sagrados e os cristãos orientais, moldou a tradição ocidental, realmente até o 19 / c.

(9) Eu também observo que ninguém respondeu ao fato de eu apontar, a saber, que a primeira agressão Oriente-Ocidente foi a dos bizantinos durante a reconquista de Justiniano na Itália. Eu realmente não espero que alguém se desculpe por isso. Mas é bom entender nossa história.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis