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PEDIDOS E PROMESSAS DE JESUS À BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR

“Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia.

Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu.

É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”.

CONDIÇÕES:

– Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria.

Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes:

— Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender.


Oração:

Ó Amantíssimo Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de eu ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro e venero a Chaga causada pelo peso da Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos do Vosso Ombro sagrado e da qual a Vossa Mãe Dolorosa tanto se compadeceu.

Também eu ó Aflitíssimo Jesus me compadeço de Vós e do fundo do coração Vos louvo, Vos glorifico, Vos agradeço por propor esta chaga dolorosa de Vosso ombro em que quiseste carregar a Vossa Cruz, pela minha salvação e pelo sofrimento que padecestes, Vos rogo com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados, conduzindo-me ao céu, pelo caminho da Vossa Santa Cruz. Assim seja.

Rezam-se 7 Ave Marias

E acrescenta-se: «Minha Mãe Santíssima, imprimi no meu coração as chagas de Jesus crucificado.» “Ó dulcíssimo Jesus, não sejais meu Juiz, mas meu salvador”. Amém! Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos

Conheça mais sobre essa devoção

Para que este devoção revelada por Jesus à Beata Alexandrina Maria da Costa, seja bem compreendida, é importante coloca-la no contexto em que foi recebida. Nos “Sentimentos da alma” de 25 de Fevereiro de 1949, ela escreveu:

“Ontem de manhã [24 de Janeiro], senti como se assumisse a mim toda a maldade humana. Tudo entrou para mim, e eu era o mundo. Causou-me tal tormento que não sabia como resistir. Lembrei-me que neste dia a ordem de alívio dada pelo meu Paizinho não teria lugar”.

Esta ordem do bondoso Padre Mariano Pinho, tinha como fim, proteger, durante alguns momentos, a Beata Alexandrina, dos sofrimentos cada vez mais dolorosos. E, milagre da misericórdia divina, Jesus acatava, com amor e carinho, estes pedidos do santo sacerdote. Mas deixemos que a própria Alexandrina nos conte:

“Enganei-me: sentia e via com os olhos da alma dentro em meu peito uma ovelha poisada sobre a terra, presa por grandes sebes de espinhos. Eu ia caminhando para o Horto, e ela sempre dentro de mim. Durante a tarde, desapareceu tudo isto, foi muito mais suave a dor. À noite voltei ao mesmo sofrimento pavoroso. Sobre o solo do Horto levantou-se um altar, altar de dor assediado por todos os martírios. Sobre ele estava não uma ovelha com sebes de espinhos, mas sim um cordeiro mansíssimo que tudo recebia sem dar sinal de vida, possuindo toda a vida. Daquele cordeiro saía tudo de bondade, e todo ele ardia em chamas que abrasavam o altar e todo o solo do Horto”.

O brilho daquelas chamas que abrasavam sem nada consumirem, fez compreender à simples e humilde vítima que só Jesus poderia agir assim, que só o Esposo querido da sua alma podia mostrar-se a ela daquela maneira, talvez para melhor a fazer compreender o que depois viria. Compreendendo-o, ela não hesitou em gritar, no mais profundo da sua alma — porque tudo ali se passava — o que acabara de descobrir, o que acabara de compreender:

“Era Jesus, era Jesus, senti que era. Oh! Como Ele amava, quando recebia toda a maldade e ingratidão!

Nesta ocasião coisas houve que agravaram muito o meu sofrimento. O demónio tentador aproveitou a ocasião para me atormentar. Sem eu querer via tudo pelo pior; foi grande a minha agonia. Meu Deus, se é possível, afastai de mim este sofrimento. Assim me uni à agonia de Jesus. Mas logo acrescentei: não se faça a minha vontade, mas a Vossa divina vontade. Não desvieis de mim a Vossa Face, ó meu Jesus, não me deixeis sozinha um só momento, só esse basta para eu desesperar!

Num mar de dores passei toda a noite.

Logo de manhã, no meu mundo, se levantou o mesmo altar de dor rodeado de martírios com o mesmo cordeirinho em cima. E assim segui para o Calvário. A toda a dor este cordeiro mansinho pagava com doçura e amor. Ele ardia em chamas e por entre elas, por entre a alvura da sua graça, caía o Seu sangue em abundância a regar a terra.

Aproximava-se o fim da montanha, e o inocente Cordeiro sempre sobre o altar do patíbulo; sabia que ia morrer e ansiava por dar a vida. Que amor, que amor! Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus! No alto do Calvário, em vez da cruz, continuou a ser o mesmo altar e o mesmo Cordeiro a arder em chamas e a derramar sangue. Quanto mais se aproximava a hora de Jesus expirar, mais a crueldade de debatia contra o Cordeiro inocente e mais as chamas do Seu amor se estendiam sobre tanta maldade e ingratidão. O Cordeiro ia morrer e nesse momento passou da noite para o dia, da morte para a vida no abraço mais íntimo ao Seu Coração toda a humanidade. Desapareceu de mim o altar, o Cordeiro, e eu fiquei como se não vivesse. Dentro em pouco veio Jesus, falou-me em meu coração; falava-me nele como d’uma janela”.

De facto, Jesus vai falar à sua esposa, à sua amada, encorajá-la, falando-lhe amorosamente, mesmo se, com autoridade evidente. Ouçamos as Suas palavras:

“— Minha filha, minha filha, vítima de Jesus, vítima da humanidade, vítima da tua Pátria, do teu Portugal. Minha filha, minha filha, louquinha da Eucaristia, ama-Me, ama-Me e faz-Me amado; é por ti que Eu quero ser amado, é por ti que Eu quero muitas orações a amarem-Me, é por ti que Eu quero ser reparado, é por ti que Eu exijo grande reparação; repara-Me de tantos sacrilégios, de tantos crimes e iniquidades. A tua dor atingiu o auge. Podia dizer que o Meu divino amor atingiu para contigo também o seu auge; não porque o Meu amor tenha limites, mas porque te amo com o amor com que pode ser amada uma criatura humana; amo-te com amor louco”.

Depois, Jesus revela a nova devoção, uma devoção cuja prática é fácil, mas os seus resultados imensos, são promessas inauditas: de facto “Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus!” como dizia acima a Beata Alexandrina:

“— Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”.

– Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça);

– Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos;

– Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário;

– Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro;

– Lembrar as dores de Maria.

Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática!

Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes:

Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma.

No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender.

Vamos hesitar? Vamos fazer “ouvidos de mercador” a tão importantes e salutares promessas?

Não, e não! Unidos como num só coração, vamos unir-nos aos Corações de Jesus e Maria e honrá-los dignamente, praticando com particular abnegação esta Santa devoção que Jesus nos ofereceu por intermédio da sua querida esposa de Balasar, aquela que nós tanto amamos e merece todo o nosso carinha e amor.


 
 
 

PEDIDOS E PROMESSAS DE JESUS À BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR

“Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia.

Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu.

É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”.

CONDIÇÕES:

– Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça); – Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos; – Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário; – Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro; – Lembrar as dores de Maria.

Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática! Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes:

— Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. — No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender.


Oração:

Ó Amantíssimo Jesus, manso Cordeiro de Deus, apesar de eu ser uma criatura miserável e pecadora, Vos adoro e venero a Chaga causada pelo peso da Vossa Cruz que, dilacerando Vossas carnes, desnudou os ossos do Vosso Ombro sagrado e da qual a Vossa Mãe Dolorosa tanto se compadeceu.

Também eu ó Aflitíssimo Jesus me compadeço de Vós e do fundo do coração Vos louvo, Vos glorifico, Vos agradeço por propor esta chaga dolorosa de Vosso ombro em que quiseste carregar a Vossa Cruz, pela minha salvação e pelo sofrimento que padecestes, Vos rogo com muita humildade, tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados, conduzindo-me ao céu, pelo caminho da Vossa Santa Cruz. Assim seja.

Rezam-se 7 Ave Marias

E acrescenta-se: «Minha Mãe Santíssima, imprimi no meu coração as chagas de Jesus crucificado.» “Ó dulcíssimo Jesus, não sejais meu Juiz, mas meu salvador”. Amém! Leia também Conheça mais sobre a Beata Alexandrina que se alimentou só com Eucaristia por 13 anos

Conheça mais sobre essa devoção

Para que este devoção revelada por Jesus à Beata Alexandrina Maria da Costa, seja bem compreendida, é importante coloca-la no contexto em que foi recebida. Nos “Sentimentos da alma” de 25 de Fevereiro de 1949, ela escreveu:

“Ontem de manhã [24 de Janeiro], senti como se assumisse a mim toda a maldade humana. Tudo entrou para mim, e eu era o mundo. Causou-me tal tormento que não sabia como resistir. Lembrei-me que neste dia a ordem de alívio dada pelo meu Paizinho não teria lugar”.

Esta ordem do bondoso Padre Mariano Pinho, tinha como fim, proteger, durante alguns momentos, a Beata Alexandrina, dos sofrimentos cada vez mais dolorosos. E, milagre da misericórdia divina, Jesus acatava, com amor e carinho, estes pedidos do santo sacerdote. Mas deixemos que a própria Alexandrina nos conte:

“Enganei-me: sentia e via com os olhos da alma dentro em meu peito uma ovelha poisada sobre a terra, presa por grandes sebes de espinhos. Eu ia caminhando para o Horto, e ela sempre dentro de mim. Durante a tarde, desapareceu tudo isto, foi muito mais suave a dor. À noite voltei ao mesmo sofrimento pavoroso. Sobre o solo do Horto levantou-se um altar, altar de dor assediado por todos os martírios. Sobre ele estava não uma ovelha com sebes de espinhos, mas sim um cordeiro mansíssimo que tudo recebia sem dar sinal de vida, possuindo toda a vida. Daquele cordeiro saía tudo de bondade, e todo ele ardia em chamas que abrasavam o altar e todo o solo do Horto”.

O brilho daquelas chamas que abrasavam sem nada consumirem, fez compreender à simples e humilde vítima que só Jesus poderia agir assim, que só o Esposo querido da sua alma podia mostrar-se a ela daquela maneira, talvez para melhor a fazer compreender o que depois viria. Compreendendo-o, ela não hesitou em gritar, no mais profundo da sua alma — porque tudo ali se passava — o que acabara de descobrir, o que acabara de compreender:

“Era Jesus, era Jesus, senti que era. Oh! Como Ele amava, quando recebia toda a maldade e ingratidão!

Nesta ocasião coisas houve que agravaram muito o meu sofrimento. O demónio tentador aproveitou a ocasião para me atormentar. Sem eu querer via tudo pelo pior; foi grande a minha agonia. Meu Deus, se é possível, afastai de mim este sofrimento. Assim me uni à agonia de Jesus. Mas logo acrescentei: não se faça a minha vontade, mas a Vossa divina vontade. Não desvieis de mim a Vossa Face, ó meu Jesus, não me deixeis sozinha um só momento, só esse basta para eu desesperar!

Num mar de dores passei toda a noite.

Logo de manhã, no meu mundo, se levantou o mesmo altar de dor rodeado de martírios com o mesmo cordeirinho em cima. E assim segui para o Calvário. A toda a dor este cordeiro mansinho pagava com doçura e amor. Ele ardia em chamas e por entre elas, por entre a alvura da sua graça, caía o Seu sangue em abundância a regar a terra.

Aproximava-se o fim da montanha, e o inocente Cordeiro sempre sobre o altar do patíbulo; sabia que ia morrer e ansiava por dar a vida. Que amor, que amor! Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus! No alto do Calvário, em vez da cruz, continuou a ser o mesmo altar e o mesmo Cordeiro a arder em chamas e a derramar sangue. Quanto mais se aproximava a hora de Jesus expirar, mais a crueldade de debatia contra o Cordeiro inocente e mais as chamas do Seu amor se estendiam sobre tanta maldade e ingratidão. O Cordeiro ia morrer e nesse momento passou da noite para o dia, da morte para a vida no abraço mais íntimo ao Seu Coração toda a humanidade. Desapareceu de mim o altar, o Cordeiro, e eu fiquei como se não vivesse. Dentro em pouco veio Jesus, falou-me em meu coração; falava-me nele como d’uma janela”.

De facto, Jesus vai falar à sua esposa, à sua amada, encorajá-la, falando-lhe amorosamente, mesmo se, com autoridade evidente. Ouçamos as Suas palavras:

“— Minha filha, minha filha, vítima de Jesus, vítima da humanidade, vítima da tua Pátria, do teu Portugal. Minha filha, minha filha, louquinha da Eucaristia, ama-Me, ama-Me e faz-Me amado; é por ti que Eu quero ser amado, é por ti que Eu quero muitas orações a amarem-Me, é por ti que Eu quero ser reparado, é por ti que Eu exijo grande reparação; repara-Me de tantos sacrilégios, de tantos crimes e iniquidades. A tua dor atingiu o auge. Podia dizer que o Meu divino amor atingiu para contigo também o seu auge; não porque o Meu amor tenha limites, mas porque te amo com o amor com que pode ser amada uma criatura humana; amo-te com amor louco”.

Depois, Jesus revela a nova devoção, uma devoção cuja prática é fácil, mas os seus resultados imensos, são promessas inauditas: de facto “Só podia ser o amor de um Deus, o amor de Jesus!” como dizia acima a Beata Alexandrina:

“— Minha filha, minha esposa querida, faz com que Eu seja amado, consolado e reparado na minha Eucaristia. Diz em Meu Nome que todos aqueles que comungarem bem, com sincera humildade, fervor e amor em seis primeiras quintas-feiras seguidas e junto do Meu Sacrário passarem uma hora de adoração, e íntima união comigo lhes prometo o Céu. É para honrarem pela Eucaristia as Minhas santas Chagas, honrando primeiro a do Meu sagrado Ombro tão pouco lembrada. Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma. No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender”.

– Receber Jesus sacramentado dignamente (em estado de graça);

– Seis primeiras quintas-feiras de seis meses consecutivos;

– Fazer uma hora de adoração diante do Sacrário;

– Lembrar as Santas Chagas de Jesus e particularmente aquela do Ombro;

– Lembrar as dores de Maria.

Podemos dizer que é uma devoção fácil de pôr em prática!

Quanto às promessas de Jesus para aqueles que fizerem dignamente esta devoção, elas são simplesmente maravilhosas e estimulantes:

Quem isto fizer, quem às Santas Chagas juntar as dores da minha Bendita Mãe, e em nome delas nos pedirem graças, quer espirituais, quer corporais, Eu lhas prometo; a não ser que sejam de prejuízo à sua alma.

No momento da morte trarei comigo Minha Mãe Santíssima para as defender.

Vamos hesitar? Vamos fazer “ouvidos de mercador” a tão importantes e salutares promessas?

Não, e não! Unidos como num só coração, vamos unir-nos aos Corações de Jesus e Maria e honrá-los dignamente, praticando com particular abnegação esta Santa devoção que Jesus nos ofereceu por intermédio da sua querida esposa de Balasar, aquela que nós tanto amamos e merece todo o nosso carinha e amor.


 
 
 

Durante séculos, a Igreja intensificou a oração do terço em momentos de luta. São Domingos o considerava como uma arma espiritual e os papas chamavam Maria de “vencedora das heresias”, invocando sua ajuda para combater questões que vão do catarismo ao comunismo.

A devoção ao terço foi se desenvolvendo lentamente ao longo de cerca de 500 anos.

O terço é uma oração constituída pela recitação de 50 (até 200) Ave-Marias, em grupos de dez, cada grupo precedido por um Pai-Nosso e concluído com um Glória. Durante o rosário, medita-se sobre os mistérios da vida de Cristo e da sua Mãe.

Ainda que a tradição popular atribua a origem do terço a São Domingos (1170-1221), as pesquisas históricas atuais mostram que a devoção a esta oração se desenvolveu lentamente no tempo. O próprio João Paulo II parece afirmar isso em sua carta Rosarium Virginis Mariae (2002), que começa recordando que o terço “foi gradualmente tomando forma no segundo milênio, sob a guia do Espírito de Deus”.

Ainda que não se saiba exatamente qual é a história do início do terço, o Pe. Etienne Richer explica, em “Mariology”, que, no final do século XI, ou seja, quase um século antes de São Domingos, “já se conhecia e praticava uma devoção mariana caracterizada por numerosas Ave-Marias, com prostrações rítmicas em honra de Nossa Senhora, primeiro em comemoração das suas alegrias, depois dos seus sofrimentos”. O nome “rosário” começou associado a esta prática.

Nesta mesma época, irmãos e monges cistercienses que não conseguiam memorizar os 150 salmos que sua ordem rezava cada semana, teriam recitado 150 Pai-Nossos. Os leigos logo copiariam esta forma de rezar, mas substituindo o Pai-Nosso pela Ave-Maria. O nome dado a esta devoção foi “Saltério de Maria”.

Por volta do ano 1200, diz-se que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse: “Reze o meu saltério e ensine-o às pessoas. Esta oração nunca falhará”. Domingos difundiu a devoção ao Saltério de Maria e, como afirma o Pe. Richter, esta devoção foi “incorporada de forma divina à vocação pessoal de São Domingos”.

Nas décadas posteriores, o terço e o saltério de Maria convergiram e a devoção assumiu a forma específica que hoje conhecemos: as 150 Ave-Marias se dividem em dezenas e o Pai-Nosso se insere entre elas, assim como se estabelecem os três grupos de mistérios (gozosos, dolorosos e gloriosos).

Em 2002, João Paulo II acrescentou cinco mistérios ao terço, chamando-os de “luminosos”. Ele propôs estes mistérios com o fim de “mostrar plenamente a profundidade cristológica do terço”, ao incluir “os mistérios do ministério público de Cristo entre o seu Batismo e a sua Paixão”.

O terço é a arma espiritual da Igreja que “afugenta os demônios”.

Desde o século XII, a Igreja intensificou a oração do terço nos momentos de dificuldade e tribulação. Em 1569, São Pio V consagrou oficialmente o terço, atribuindo à sua recitação a destruição da heresia e a conversão de muitos pecadores. Pediu aos fiéis que rezassem o terço naquela época “de tantas heresias, gravemente perturbada e aflita por tantas guerras e pela depravação moral dos homens”.

O prolífico Leão XIII (1878-1903), conhecido sobretudo pelas suas encíclicas sobre questões sociais, especialmente a Rerum novarum (1891) – sobre as condições do trabalho –, escreveu pelo menos 16 documentos sobre o terço, incluindo 12 encíclicas.

Esse “Papa do terço” escreveu sua primeira encíclica sobre esta oração em 1883, no 25º aniversário das aparições de Lourdes. No texto, ele recorda o papel de São Domingos e como a oração do terço ajudou a derrotar os hereges albigenses no sul da França, nos séculos XII e XIII. São Domingos, dizia o Papa, “atacou intrepidamente os inimigos da Igreja Católica, não pela força das armas, mas confiando totalmente na devoção que ele foi o primeiro em instituir com o nome de Santo Terço”.

“Guiado pela inspiração e pela graça divinas – prosseguiu o Pontífice – previu que esta devoção, como a mais poderosa arma de guerra, seria o meio para colocar o inimigo em fuga e para confundir sua audácia e louca impiedade.”

Também falou sobre a eficácia e poder do terço na histórica batalha de Lepanto, entre as forças cristãs e muçulmanas, em 1521. As forças islâmicas haviam avançado rumo à Espanha e, quando estavam a ponto de superar as cristãs, o Papa Pio V fez um apelo aos fiéis para que rezassem o terço. Os cristãos ganharam e, como homenagem por esta vitória, o Papa declarou Maria como Senhora da Vitória, estabelecendo sua festa no dia 7 de outubro, dia do santo terço.

Voltando à necessidade do terço em sua época, o Papa escreveu: “É muito doloroso e lamentável ver tantas almas resgatadas por Jesus Cristo arrancadas da salvação pelo furacão de um século extraviado e lançadas no abismo e na morte eterna. Na nossa época, temos tanta necessidade do auxílio divino como na época em que o grande Domingos levantou o estandarte do Terço de Maria, a fim de curar os males do seu tempo”.

Pio XI (1922-1939) dedicou sua última encíclica – Ingravescentibus malis – ao terço, em 1937, o mesmo ano em que escreveu a Mit brennender Sorge, na qual criticava os nazistas, e a Divini Redemptoris, na qual afirmava que o consumismo ateu “pretende derrubar radicalmente a ordem social e socavar os próprios fundamentos da civilização cristã”.

Criticando o espírito da época, “com seu orgulho depreciativo”, o Papa disse que o terço é uma oração que tem “o perfume da simplicidade evangélica”, que requer humildade de espírito.

“Uma inumerável multidão, de homens santos de toda idade e condição, sempre o estimou – escreveu. Rezaram-no com grande devoção e em todo momento o usaram como arma poderosíssima para afugentar os demônios, para conservar a vida íntegra, para adquirir mais facilmente a virtude, enfim, para a consecução da verdadeira paz entre os homens.”

Em 1951, Pio XII (1939-1958) escreveu Ingruentium malorum, sobre a oração do terço: “Categoricamente, não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção, que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal”.

Para conhecer Jesus é preciso se voltar a Maria.

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, admitiu – no livro-entrevista “Informe sobre a Fé”, com Vittorio Messori – achar que a declaração de que Maria é “a vencedora de todas as heresias” era um pouco “exagerada”.

Explicou que, “quando eu ainda era um jovem teólogo, antes das sessões do Concílio (e também durante elas), como aconteceu e acontece hoje com muitos, tinha algumas reservas sobre certas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa ‘De Maria nunquam satis’ [de Maria nunca se dirá o bastante]”.

É oportuno observar que Joseph Ratzinger cresceu em um ambiente muito mariano. No livro “Meu irmão, o Papa”, George Ratzinger comenta que seus avós se casaram no Santuário de Nossa Senhora de Absam e que seus pais se conheceram por meio de um anúncio que seu pai colocou (duas vezes) no jornal do santuário mariano de Altotting. Os Ratzinger rezavam o terço juntos muitas vezes e, no mês de maio, participavam de numerosas celebrações de Maria e do terço.

No entanto, apesar da sua familiaridade com Maria e da devoção mariana, ele não parecia convencido.

Como explica no livro-entrevista, o cardeal, como prefeito do dicastério vaticano, passou por uma pequena conversão. “Hoje – acrescentou –, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca.”

É necessário voltar a Maria se quisermos voltar à verdade sobre Jesus Cristo, à verdade sobre a Igreja e à verdade sobre o homem.”

“A oração do terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho – disse Bento XVI em 12 de maio de 2010, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das ‘Ave-Marias’, contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até a Cruz e a glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança.”

“A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida, de modo a poder proclamar com São Paulo: ‘Para mim viver é Cristo’ (Flp 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.”

Fonte: Aleteia

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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