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É corrente a indagação quanto à validade do Batismo ministrado por protestantes.

Para entendermos a questão, basta uma análise simples no tratado da teologia sacramental. Qualquer sacramento – qualquer um! – precisa ter quatro elementos: a forma, a matéria, o ministro e a intenção.

No Batismo, a forma é o uso da fórmula trinitária associada às palavras que inequivocamente demonstrem estar o ministro batizando.

A matéria é a água natural.

O ministro é qualquer um, mesmo não batizado. Sim, para a validade do Batismo, não se exige ministro. Quando a Igreja manda que seja o sacerdote ou o diácono os ministros ordinários, está dando normas quanto à licitude, não quanto à validade. Tanto que, em casos urgentes, um leigo e mesmo um não-batizado podem batizar. Se podem licitamente em casos urgentes, podem validamente sempre, ainda que de modo ilícito fora de tais casos. Isso é ponto pacífico em doutrina. Não há discussão.

A intenção é, segundo a fórmula genérica dos canonistas, “querer fazer o que a Igreja faz”. Chamamos isso de intenção virtual. Não é preciso ter em mente explicitamente “quero batizar para tornar o batizando filho de Deus e apagar seus pecados” – intenção real. Basta a virtual. Por isso um muçulmano que, em casos extremos, batiza seu amigo moribundo que queria ser batizado, mas que não achou um padre a tempo, ainda que nada saiba da doutrina católica (nem ao menos conhece para quê serve o Batismo), batiza validamente se quiser “fazer o que a Igreja faz”.

No Batismo da maioria das igrejas protestantes estão presentes os quatro elementos. Por isso, são válidos. Tanto que não se re-batiza o protestante que pede ingresso na Igreja Católica, exceto quando há dúvidas em relação a um dos elementos (quando, então, se batizada “sob condição”), ou quando se sabe, de antemão, que um deles era defeituoso (caso das igrejas protestantes que batizam “em nome do Senhor Jesus”; entrando na Igreja Católica, esses fiéis devem ser batizados).

O Guia Ecumênico da CNBB dá pistas acerca do reconhecimento de quais igrejas protestantes (e de outras confissões religiosas), no Brasil, utilizam os elementos capazes de tornar válido o Batismo.


  1. Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por essa razão, um cristão batizado numa delas não pode ser rebatizado, sem sequer sob condições. Essas Igrejas são:

  2. Igrejas Orientais : que não estão em plena comunhão com a Igreja Católico-romana, tanto as ‘pré-calcedonianas’ quanto as ‘ortodoxas’. Pelo menos seis dessas Igrejas estão estabelecidas no Brasil, com sacerdotes e templos próprios. Obs: Deve-se, porém, atender ao fato de que, entre nós, a palavra ‘Ortodoxo’ não é garantia de pertença a este grupo, pois é usada também indevidamente por alguns grupos derivados da ICAB.

  3. Igrejas Vétero-católicas, das quais houve outrora algumas paróquias , mas atualmente parece que não existe , em nosso pais , nenhum grupo organizado. Obs: Contudo , o adjetivo vétero-católica também é usado abusivamente por grupos destacados da ICAB.

  4. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e todas as Igrejas que fazem parte da Comunhão Anglicana.

  5. Igreja Evangélica da Confisão Luterana do Brasil (IECLB) (Luteranismo) e todas as Igrejas que se integram na Federação Luterana Mundial.

  6. Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

  7. Igreja Metodista e todas as Igrejas que pertencem ao Conselho Metodista Mundial.

  8. Há Igrejas nas quais, embora não se justifique que nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo – por exemplo: que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito; também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:

  9. Igrejas presbiterianas:

  10. Igreja Presbiteriana do Brasil;

  11. Igreja Presbiteriana independente;

  12. Igreja Presbiteriana conservadora;

  13. Igreja Presbiteriana Reformada;

  14. Igreja Presbiteriana Unida.

  15. Igrejas Batistas.

  16. Igrejas Congregacionais.

  17. Igrejas Adventistas.

  18. A maioria das Igrejas pentecostais (Lança-se pelo menos, dúvida sobre o batismo conferido num bom número de Igrejas Pentecostais, onde se admite também a fórmula ‘eu te batizo em nome do Senhor Jesus’. Por causa dessa dúvida, justifica-se, nesses casos, batizar de novo, sob condição).

  19. Exercito da Salvação: Esse grupo não costuma batizar, mas , quando o faz , realiza-o de modo válido quanto ao rito.

  20. Há Igreja de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:

  21. Igrejas pentecostais que utilizam a fórmula “eu te batizo em nome do Senhor Jesus”. Como a:

  22. Igreja Pentecostal Unida do Brasil e a

  23. Congregação Cristã no Brasil (que permite como alternativa à tradicional fórmula trinitária).

  24. Igrejas Brasileiras, ou seja , o conjunto de grupos derivados do cisma provocado por Dom Duarte da Costa, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira. Embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria e à forma empregada por esses grupos, contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros. São os seguintes grupos que se enquadram dentro do conceito de ‘Igrejas Brasileiras’:

  25. Igreja Católica Apostólica Brasileira ( ICAB);

  26. Igreja Católica Apostólica Independente;

  27. Igreja Católica Apostólica Nacional;

  28. Igreja Católica Apostólica Cristã;

  29. Igreja Católica Apostólica Trinitária;

  30. Igreja Católica Livre do Brasil;

  31. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Americana;

  32. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa Ocidental;

  33. Igreja Católica Apostólica Ortodoxa – Patriarcado do Brasil;

  34. Ordem dos Santos Padres Católicos Apostólicos Ortodoxos;

  35. Igreja dos Velhos Católicos do Brasil;

  36. Santa Igreja Velha Católica;

  37. Ordem de Santo André;

  38. Ordem dos Missionários de Cristo Sacerdote Eterno;

  39. Congregação dos Missionário de Cristo Sacerdote Eterno;

  40. Congregação dos Missionários de Jesus;

  41. Congregação de São José;

  42. Sociedade Missionária de São Marcos Evangelistas.

  43. Com certeza, batizam invalidamente:

  44. Mórmons : negam a divindade de Cristo e introduzem um conjunto de crenças que conflitam por inteiro com a fé cristã;

  45. Testemunha de Jeová: que mais dos que um grupo cristão deveriam ser considerados como um grupo neo-judaico;

  46. Ciência Cristã: o rito que pratica , sob o nome de batismo, possui matéria e forma certamente inválidas;

  47. Certos grupos não propriamente cristãos , como a Umbanda, que praticam ritos denominados de ‘Batismo’, mas que se afastam substancialmente da pratica católica.”

Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 

Introdução

Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.

A Doutrina

Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina:

“Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956)

Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.


Objeções

Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais:

1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.

Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.

Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.”

No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.

A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19)

Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.

2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência

Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida.” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.” (Ecl. 9,10).

Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da “dormição” ou “inconsciência” dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.

A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:

“Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos.” (Prov 9,18)

“O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos.” (Prov 15,24)

Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a “morada dos mortos”. As expressões “morada dos mortos” ou “região dos mortos” fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.

Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos “não há mais recompensa”, “não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria”, refere-se unicamente ao infortúnio que existe “na região dos mortos, para onde” eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.

Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.

3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes

São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, como os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:

  1. São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (Col 1,24)

  2. São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.” (Rom 12,5)

  3. São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja.” (Col 1,18)

Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.

Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.

Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.

Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:

“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) (grifos nossos).

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (…) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27). (grifos nossos).

Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.

A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.

Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para “bater um papo” a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores. Quem atende aos nossos pedidos é Deus.

Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.

5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos

Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.” (Ap 6,9-11).

No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: “mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra”. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:

“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,4).

Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.

No livro do profeta Jeremias lemos:

“Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!” (Jr 15,1).

No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?

O Testemunho dos primeiros cristãos

Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:

“O Pontífice não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).

“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

“Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).

“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)

“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)

“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).

Conclusão

Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.

Autor: Prof. Alessandro Lima. Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 

Venerar São Pedro é fazer memória de nossa pertença à única Igreja por Cristo fundada.

O mistério da Igreja é inseparável do mistério de Cristo. Os dois não formam mais do que uma só realidade. A Igreja é Seu Corpo, Sua Esposa mística.

A Igreja é uma sociedade fundada por Cristo sobre os Apóstolos. Nela está depositada a doutrina e a autoridade de Jesus. Não é o Papa dono da verdade, mas seu servo, seu protetor. E por isso é que não pode ele mudá-la, e sim pregá-la e defende-la.

A Igreja também é a dispensadora dos sacramentos e continuadora da religião de Cristo. Não se vai, portanto, a Cristo sem ser pela Igreja. Até os que se salvam fora das estruturas visíveis da Igreja, em verdade salvam-se pela Igreja, como seus membros invisíveis, ainda que não o saibam.

Deus nos quer governar por homens, e isto é importante para a economia sobrenatural resultante da Encarnação. Não nos salvou Cristo apenas como Deus. Pelo contrário, fez-Se homem. Sua humanidade foi como que um instrumento para a nossa redenção. Assim, do mesmo modo, nos governa Jesus Cristo, Nosso Senhor, Rei e Salvador, através dos homens: dos Bispos e do Papa. Eis porque a Igreja é necessariamente visível. Por ela Jesus é glorificado e exercita-se nossa fé.

Temos, pois, deveres para com a Igreja: obedecer às suas ordens legítimas, segundo o Direito; crer no que ela prega, especialmente quando definido infalivelmente; respeitar seus pastores e seus membros; amá-la, defendê-la, protegê-la.

A Igreja é, outrossim, o Corpo Místico de Cristo, que é Sua Cabeça invisível, como Pedro e seu sucessor a visível.

Somos, então, um com Ele, pois somos os membros do Corpo, da Igreja. Tal união é profundíssima, porque tomamos parte no próprio Cristo Jesus, sendo uma só realidade com Ele. Permanecemos unidos a Nosso Senhor e aos demais membros, nossos irmãos, pela caridade.

Autor: Dr. Rafael Vitola Brodbeck Fonte: Veritatis Splendor

 
 
 
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