top of page

TODOS OS PRODUTOS

Eventos futuros

Mesmo com o espírito de modernidade que invadiu a igreja, ainda há muitas jovens moças e senhoras que mantém este belo espirito de ritualidade e adoração, que é o uso do véu na Santa Missa. Entretanto, multiplicaram-se os casos de mulheres reclamando que são proibidas e até mesmo humilhadas quando tentam manter este belo costume da tradição da Igreja.

Não há validade ou efeito na proibição de se usar véu na santa missa ou em outros momentos de oração ou sacramentos da Igreja, pois se trata de uma prática aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou mesmo bispos legislarem a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado.

O uso do véu se trata de uma peça da indumentária da mulher católica e compete unicamente a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada do consentimento ou autorização do pároco ou bispo. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja.

Na verdade a grande maioria dos que fazem essa opção, participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos.

Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja. Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis.

Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que algum possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça.

Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja.

Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses.

Porque ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição) não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self-service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero?

Porque que ao invés de decretos atacando a piedade não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e pró-aborto como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros? Por sinal, esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé.

Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja.

Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores.

Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos.

Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz.

Templário de Maria

Assista ao vídeo antes de continuar a leitura:


O uso do véu é obrigatório?

Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Porém, a pergunta correta acerca do uso do véu seria: é ainda obrigatório para a mulher o uso do véu dentro da Igreja? Esta sempre foi a disciplina da Igreja atestada ao longo de dois mil anos.

Atualmente já não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que ela esconda a própria beleza e glória para dar glória à beleza de Deus.

A última vez que a Igreja se manifestou a esse respeito foi em 1917, no Código de Direito Canônico, conhecido como Pio Beneditino. O Cânon 1262 dizia que:

Os varões na igreja ou fora da Igreja enquanto assistem os sagrados ritos estejam com a cabeça descoberta, a não ser que os legítimos costumes dos povos ou as circunstâncias peçam diversamente.

Quanto aos costumes é possível citar os Bispos que usam mitra ou os padres que usam o barrete, e quanto às circunstâncias poderiam ser citadas as celebrações ao ar livre, sob um sol causticante ou ainda sob a chuva. Nesses casos, permitia-se a cabeça coberta para os homens.

As mulheres, por sua vez, “estejam com a cabeça coberta e vestidas modestamente, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor”, é o que diz o mesmo Código.

O uso do véu para as mulheres sempre foi uma obrigação unânime ao longo dos séculos. Escritos dos Santos Padres já dão notícia dessa disciplina e a própria Sagrada Escritura. Essa tradição continuou ao longo de toda a Idade Média, nos escritos de Santo Agostinho, ainda que ele não tenha se manifestado enfaticamente sobre o tema.

Recentemente, nasceu a ideia de que o uso do véu estaria ligado à cultura do local e que poderia ser deixado de lado, já que não está enraizado na natureza humana, mas seria tão somente uma circunstância cultural descartável. Seja como for, atualmente, não existe a obrigação canônica do uso do véu. O Código de Direito Canônico reformado por João Paulo II não traz o cânon mencionado.

O Cardeal Raymond Burke, presidente da Assinatura Apostólica, respondendo à pergunta de uma fiel sobre a obrigação do uso do véu, afirma que não existe a obrigação, mas se a pessoa vai participar do rito extraordinário seu uso seria muito pertinente, pois este rito possibilita uma expressão ritual mais adoradora que o rito ordinário.

A raiz teológica do uso piedoso do véu está na I Carta de São Paulo aos Coríntios, no Capítulo 11, versículos 2 a 16. São Paulo fala claramente sobre a obrigação do véu e o que se nota no restante do texto é que em toda a sua argumentação, São Paulo sempre relaciona a cobertura da cabeça da mulher com a glória.

“A própria natureza não vos ensina que para o homem é vergonhoso deixar o cabelo crescer, ao passo que para a mulher é honroso ter os cabelos compridos?” (14-15), nesse trecho, São Paulo demonstra que não se trata apenas de algo cultural, mas de algo natural. É próprio do feminino a elegância, a busca da expressão da beleza interior pelo cuidado e zelo com a aparência exterior. Da mesma forma, é tipicamente feminino o cuidado com os cabelos.

Diante disso, a mulher cobrir sua cabeça no momento dar glória a Deus é esconder a sua própria reverenciando Aquele que merece toda a glória. Usar o véu em atenção aos anjos, como diz São Paulo, significa que ela está participando de um culto de adoração a Deus juntamente com os anjos. Todas as criaturas, homens, mulheres e anjos, se prostram diante de Deus para adorá-lo e, nesse momento, todas elas devem esconder sua glória e dar glória a Deus. Cobrindo a cabeça, a mulher realiza isso de forma visível e ritual.

Portanto, não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que diante de Deus ela esconda a própria beleza, a própria glória para dar glória à beleza de Deus.

De forma prática, o uso do véu requer prudência. Sobre ele recai a pecha de ser obsoleto, tradicionalista, contrário à dignidade da mulher, mas, embora seja justamente o contrário, é importante que a pessoa aja com prudência, principalmente se exercer na paróquia alguma função, como ministra extraordinária, catequista etc. Não se deve por em risco a oportunidade de prestar um grande serviço a Cristo.

Contudo, se a pessoa não está engajada e sente o desejo de usar o véu, que seja corajosa e use, ainda que sozinha. Em muitos casos semelhantes o que se viu foi que outras mulheres se interessaram por essa piedade e, após a devida instrução passaram a praticá-la.

De qualquer forma, o uso do véu é uma disciplina que, ao longo do tempo, santificou muitas mulheres e diante do mundo secularizado e imodesto que se vive hoje ensinar as meninas desde pequenas a usar o véu pode resultar em frutos excelentes nas próximas gerações.

 
 
 

Mesmo com o espírito de modernidade que invadiu a igreja, ainda há muitas jovens moças e senhoras que mantém este belo espirito de ritualidade e adoração, que é o uso do véu na Santa Missa. Entretanto, multiplicaram-se os casos de mulheres reclamando que são proibidas e até mesmo humilhadas quando tentam manter este belo costume da tradição da Igreja.

Não há validade ou efeito na proibição de se usar véu na santa missa ou em outros momentos de oração ou sacramentos da Igreja, pois se trata de uma prática aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou mesmo bispos legislarem a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado.

O uso do véu se trata de uma peça da indumentária da mulher católica e compete unicamente a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada do consentimento ou autorização do pároco ou bispo. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja.

Na verdade a grande maioria dos que fazem essa opção, participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos.

Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja. Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis.

Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que algum possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça.

Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja.

Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses.

Porque ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição) não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self-service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero?

Porque que ao invés de decretos atacando a piedade não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e pró-aborto como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros? Por sinal, esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé.

Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja.

Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores.

Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos.

Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz.

Templário de Maria

Assista ao vídeo antes de continuar a leitura:


O uso do véu é obrigatório?

Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Porém, a pergunta correta acerca do uso do véu seria: é ainda obrigatório para a mulher o uso do véu dentro da Igreja? Esta sempre foi a disciplina da Igreja atestada ao longo de dois mil anos.

Atualmente já não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que ela esconda a própria beleza e glória para dar glória à beleza de Deus.

A última vez que a Igreja se manifestou a esse respeito foi em 1917, no Código de Direito Canônico, conhecido como Pio Beneditino. O Cânon 1262 dizia que:

Os varões na igreja ou fora da Igreja enquanto assistem os sagrados ritos estejam com a cabeça descoberta, a não ser que os legítimos costumes dos povos ou as circunstâncias peçam diversamente.

Quanto aos costumes é possível citar os Bispos que usam mitra ou os padres que usam o barrete, e quanto às circunstâncias poderiam ser citadas as celebrações ao ar livre, sob um sol causticante ou ainda sob a chuva. Nesses casos, permitia-se a cabeça coberta para os homens.

As mulheres, por sua vez, “estejam com a cabeça coberta e vestidas modestamente, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor”, é o que diz o mesmo Código.

O uso do véu para as mulheres sempre foi uma obrigação unânime ao longo dos séculos. Escritos dos Santos Padres já dão notícia dessa disciplina e a própria Sagrada Escritura. Essa tradição continuou ao longo de toda a Idade Média, nos escritos de Santo Agostinho, ainda que ele não tenha se manifestado enfaticamente sobre o tema.

Recentemente, nasceu a ideia de que o uso do véu estaria ligado à cultura do local e que poderia ser deixado de lado, já que não está enraizado na natureza humana, mas seria tão somente uma circunstância cultural descartável. Seja como for, atualmente, não existe a obrigação canônica do uso do véu. O Código de Direito Canônico reformado por João Paulo II não traz o cânon mencionado.

O Cardeal Raymond Burke, presidente da Assinatura Apostólica, respondendo à pergunta de uma fiel sobre a obrigação do uso do véu, afirma que não existe a obrigação, mas se a pessoa vai participar do rito extraordinário seu uso seria muito pertinente, pois este rito possibilita uma expressão ritual mais adoradora que o rito ordinário.

A raiz teológica do uso piedoso do véu está na I Carta de São Paulo aos Coríntios, no Capítulo 11, versículos 2 a 16. São Paulo fala claramente sobre a obrigação do véu e o que se nota no restante do texto é que em toda a sua argumentação, São Paulo sempre relaciona a cobertura da cabeça da mulher com a glória.

“A própria natureza não vos ensina que para o homem é vergonhoso deixar o cabelo crescer, ao passo que para a mulher é honroso ter os cabelos compridos?” (14-15), nesse trecho, São Paulo demonstra que não se trata apenas de algo cultural, mas de algo natural. É próprio do feminino a elegância, a busca da expressão da beleza interior pelo cuidado e zelo com a aparência exterior. Da mesma forma, é tipicamente feminino o cuidado com os cabelos.

Diante disso, a mulher cobrir sua cabeça no momento dar glória a Deus é esconder a sua própria reverenciando Aquele que merece toda a glória. Usar o véu em atenção aos anjos, como diz São Paulo, significa que ela está participando de um culto de adoração a Deus juntamente com os anjos. Todas as criaturas, homens, mulheres e anjos, se prostram diante de Deus para adorá-lo e, nesse momento, todas elas devem esconder sua glória e dar glória a Deus. Cobrindo a cabeça, a mulher realiza isso de forma visível e ritual.

Portanto, não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que diante de Deus ela esconda a própria beleza, a própria glória para dar glória à beleza de Deus.

De forma prática, o uso do véu requer prudência. Sobre ele recai a pecha de ser obsoleto, tradicionalista, contrário à dignidade da mulher, mas, embora seja justamente o contrário, é importante que a pessoa aja com prudência, principalmente se exercer na paróquia alguma função, como ministra extraordinária, catequista etc. Não se deve por em risco a oportunidade de prestar um grande serviço a Cristo.

Contudo, se a pessoa não está engajada e sente o desejo de usar o véu, que seja corajosa e use, ainda que sozinha. Em muitos casos semelhantes o que se viu foi que outras mulheres se interessaram por essa piedade e, após a devida instrução passaram a praticá-la.

De qualquer forma, o uso do véu é uma disciplina que, ao longo do tempo, santificou muitas mulheres e diante do mundo secularizado e imodesto que se vive hoje ensinar as meninas desde pequenas a usar o véu pode resultar em frutos excelentes nas próximas gerações.

 
 
 

Segundo Julio Loredo, o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”. Em termos de eclesiologia, isso coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas. Diane Montagna.

LifeSiteNews, 22 de junho de 2019.

O próximo Sínodo dos Bispos sobre a região da Amazônia é um “esquema” que visa “renovar” a Igreja de acordo com “as versões mais radicais da Teologia da Libertação”, afirmou o autor peruano.

Julio Loredo, presidente do braço italiano da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e autor de “Teologia da Libertação: um salva-vidas de chumbo para os pobres” (Associação Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, 2016), disse que o pano de fundo não revelado do Sínodo da Amazônia é o de que há décadas está em produção e sendo desenhada uma “mudança de toda a Igreja” conforme a “chamada teologia indigenista e ecológica”.

“É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista ‘amazônico’, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação”, comentou Loredo ao LifeSiteNews, no dia 21 de junho.

Loredo, que trabalha como editor e colaborador do novo site “Pan-Amazon Synod Watch” , lançado por uma coalizão internacional que busca combater tais esforços, observou que essa visão “agora está sendo proposta a toda a Igreja por um Papa da América Latina”.

“Isso é muito importante”, disse ele, acrescentando que essa visão, “em termos de eclesiologia, também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas”.

Loredo notou que o próximo Sínodo “está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas”, como a REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica).

“Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação”, disse.

“Outro ponto a ser levantado”, acrescentou Loredo, “é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo”. Essa Encíclica “tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade”. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992, explicou o autor peruano. “Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como ‘desenvolvimento sustentável’ e ‘crescimento negativo’ foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia”.

Loredo disse que está “impressionado” com a extensão com que o Vaticano, por meio do Sínodo da Amazônia, está assumindo “a agenda neo-pagã proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012”.

“Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo”.

Sobre o documento preparatório e o Instrumentum laboris para o Sínodo de outubro, Loredo disse que é preocupante o fato de que esses documentos “abraçam a interpretação radical do ‘desenvolvimento sustentável’”.

Igualmente preocupante, disse, é a completa ausência de qualquer coisa negativa sobre as tribos da Amazônia, algumas das quais “praticam canibalismo, infanticídio e feitiçaria”.

“Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes, pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível”.

Eis a nossa entrevista com o senhor Julio Loredo.

LIFESITE. Senhor Loredo, responsável por lançar o site “Pan-Amazon Synod Watch”, que garantia pode dar aos leitores de que irão encontrar nele uma fonte confiável de informação a respeito das questões que envolvem o Sínodo de outubro?

JULIO LOREDO. O site foi organizado por uma rede de associações conservadoras. Ele pertence oficialmente ao Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, em São Paulo, Brasil. O doutor Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) estudou as chamadas correntes indigenistas já dentro da Igreja desde o início dos anos 1970. Mas é um site que envolve não só a Tradição, Família e Propriedade, mas também outras associações conservadoras internacionais.

Ele contém artigos escritos por especialistas renomados, cientistas, filósofos e professores; por isso, o material é altamente acadêmico. Por exemplo, ele traz artigos do professor Evaristo Miranda, que é um dos maiores especialistas do mundo sobre a Amazônia. O doutor Miranda é chefe da EMBRAPA, responsável pelo monitoramento por satélite da Amazônia no Brasil. Como deve saber, o Brasil tem o seu próprio programa espacial. O sistema de satélite no Brasil é altamente desenvolvido. A EMBRAPA Monitoramento por Satélites é um órgão do governo que monitora a Amazônia, e o professor Miranda é o seu chefe. Há muitos artigos do professor Miranda, assim como de ecologistas de ponta dos Estados Unidos e de outros países. Muitas figuras de credibilidade estão escrevendo para o site.

O Vaticano publicou o Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia no início deste mês. Ele atraiu consideravelmente a atenção da mídia, principalmente por sugerir um relaxamento no celibato sacerdotal para a região amazônica. Na sua visão, o que a mídia, o clero católico e os fiéis de um modo geral devem saber a respeito do Sínodo? Onde devemos focar nossa atenção?

Há uma história não contada que não recebeu atenção suficiente da mídia ocidental. O Cardeal Pedro Barreto, vice-presidente do REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), disse de forma muito clara nos últimos dias que o plano que pretendem realizar no Sínodo é aquele no qual têm trabalhado por quase 50 anos. Então, há todo um plano, todo um esquema por trás do Sínodo, e que consiste na introdução da chamada teologia da libertação indigenista, desenvolvida ao longo dos últimos 40 ou 50 anos. Seria agora o momento de propô-la à Igreja inteira.

A imprensa europeia está focando no celibato sacerdotal e na possível “ordenação” diaconal de mulheres. Ambos são aspectos muito importantes do plano; mas há toda uma história por trás disso. O que eles querem é mudar a Igreja inteira de acordo as versões mais radicais da Teologia da Libertação – a chamada teologia indigenista e ecológica.

Eu tenho acompanhado isso por muitas décadas. Em 1977, Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um livro sobre o tema, intitulado “Tribalismo Indígena: o ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”, no qual descreve muito bem o que está acontecendo hoje. Porém, esse panorama não está muito presente ou não é amplamente conhecido pelo público europeu. Foi mais uma situação latino-americana, e que está agora sendo proposta por um Papa latino-americano para toda a Igreja, e isso é muito importante. Em termos de eclesiologia, isso também coincide com as visões mais extremadas dos modernistas e progressistas.

No Sínodo da Juventude do ano passado, certas questões controversas (como a inclusão da linguagem LGBT) foram antecipadas, mas a ênfase pesada do documento final sobre a “sinodalidade” e a eclesiologia não era esperada. Que surpresas reservam o Sínodo da Amazônia?

Se você ler os documentos preparatórios para o Sínodo, principalmente o Instrumentum laboris, você verá que eles querem reinterpretar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Chamam isso de uma nova Igreja com “um rosto amazônico”. Eles querem reinterpretar a Igreja como um todo, e esse é um ponto que, penso eu, a imprensa europeia não está destacando o suficiente. Não é simplesmente o problema de relaxar o celibato sacerdotal, por mais importante que ele de fato seja, ou o problema da ordenação de mulheres. É uma completa renovação da Igreja sob um ponto de vista “amazônico”, que nada mais é que o auge da Teologia da Libertação.

Se eles conseguirem, será a revolução mais perniciosa que já aconteceu na história da Igreja.

Na coletiva de imprensa para apresentar o Instrumentum laboris, no dia 17 de junho, o LifeSiteNews abordou os organizadores do Sínodo sobre isso. Questionamos: “Lendo o documento de trabalho, temos a impressão de que a ideia não é somente ajudar a Amazônia, mas dar ao restante da Igreja ‘um rosto amazônico’, expressão que o Papa Francisco utilizou várias vezes. Esse Sínodo trará implicações e ramificações para o restante da Igreja?”. O Bispo Fabio Fabene, sub-secretário do Sínodo dos Bispos, respondeu insistindo que o Sínodo é dedicado apenas à Amazônia. Mas ele acrescentou que poderia ter repercussões “a partir de um ponto de vista pastoral para a Igreja, especialmente… no campo da ecologia”.

Exatamente. Eles estão propondo uma série de ideias, como a “conversão à ecologia integral”, que seria válida para toda a Igreja. Estão utilizando o Sínodo da Amazônia para propor um novo modelo de Igreja.

O senhor acredita que os povos indígenas estão sendo explorados para realizar a revolução eclesial que descreveu?

O Sínodo está sendo preparado e composto por uma rede muito bem organizada de movimentos e associações indigenistas, como a mencionada REPAM. Todos os seus mentores vêm dos ramos do movimento da Teologia da Libertação que, em anos mais recentes, desenvolveram-se nesse sentido e no sentido de uma “ecologia integral”. Em tal jornada, eles envolveram índios amazônicos altamente engajados, como o Chefe Kayapó Raoni. Mas duvido que ele represente a maioria dos povos indígenas. Conhecendo muito bem a realidade da Amazônia, eu diria que a imensa maioria quer se integrar à sociedade moderna.

Outra passagem do Instrumentum laboris que causa preocupação é o n. 127. Ela diz que a “autoridade” na Amazônia é “rotativa” e, por isso, seria oportuno “reconsiderar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial e administrativo) e de maneira permanente ao sacramento da ordem”.

Como eu disse, eles querem renovar toda a Igreja a partir de uma perspectiva “amazônica”. Um capítulo do Documento preparatório trata da “dimensão sacramental”, e estabelece que os Sacramentos devem ser interpretados sob essa luz, inclusive o Sacramento da Ordem. É óbvio que estão usando o “rosto amazônico” como pretexto para implementar um antigo esquema progressista: a confusão relativa ao sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio sacramental do clero. Eles querem atenuar, senão destruir, a autoridade da Igreja. Eles têm uma visão igualitária da Igreja e da sociedade.

Dito isso, qualquer um que tenha estado na Amazônia sabe muito bem que a autoridade nas tribos indígenas é tudo menos “rotativa”. Tribos indígenas têm uma estrutura ditatorial, em que o poder do chefe é superado somente pelo poder do feiticeiro.

Outro ponto a ser levantado é que a Encíclica Laudado si é o fundamento doutrinal do Sínodo. Essa Encíclica tem partes inspiradas pela teologia da libertação ecológica, ou eco-teologia, e partes baseadas em documentos da ONU, como a Agenda 21 e o Tratado sobre biodiversidade. Esses são tratados obrigatórios para todos os países signatários da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992 [1]. Esses documentos foram estudados e propostos por pesquisadores da Internacional Socialista [2] que buscavam explorar formas de pós-socialismo e pós-comunismo. Conceitos como “desenvolvimento sustentável” e “crescimento negativo” foram lançados por esses documentos. Então, não estamos falando apenas da Igreja na Amazônia.

Nos últimos anos, o Vaticano parece ter reforçado sua cooperação com a ONU.

Exatamente. Uma coisa que me impressiona quanto à Encíclica Laudato Si e o Sínodo da Amazônia é a extensão com que o Vaticano está assumindo a agenda neo-pagã [3] proposta pela ONU em conferências como a Rio 92 e a Rio +20, de 2012. Eu participei como jornalista da conferência de 1992, e estudei essas questões a fundo.

Para além do que já comentamos, o que as pessoas acharão mais surpreendente quanto à situação na Amazônia descrita para este Sínodo?

Penso que os europeus, e em geral os povos ocidentais, ficarão chocados com a proposta do Sínodo de colocar as tribos amazônicas como portadoras de uma nova revelação para o nosso tempo, e que isso irá renovar toda a visão da Igreja e do Catolicismo. Eles chamam a Amazônia de “lugar epifânico”, uma “fonte de revelação divina” (Instrumentum laboris, n. 19). O que eles entendem por nova revelação indigenista para o mundo do século XXI? Isso é muito preocupante.

Outra coisa que pode chocar as pessoas é o fato de que eles abraçam a interpretação radical de “desenvolvimento sustentável”. É dito que o nível de consumo hoje está muito além da capacidade da Terra de produzir comida e materiais. Assim, teríamos que reduzir drasticamente o nosso nível de consumo, adotando modelos de maior austeridade e pobreza. Aqui entra o modelo tribal. Eles dizem que os índios podem nos ensinar a sermos pobres e ainda felizes. Estão propondo a doutrina do “bem viver” (Instrumentum laboris, n. 12, 13) – que não é viver na abundância, e sim na pobreza, mas em perfeita comunhão com a natureza. É o “bem viver”. Eles estão contra a industrialização, contra não apenas o consumismo, mas verdadeiramente contra o consumo. Dizem que temos que reduzir nossos níveis de consumo, porque a Terra não pode suportá-los. Isso também é muito preocupante, pois significa que querem que eliminemos uma série de benefícios trazidos pela civilização industrial.

Quando o senhor diz “eles”, a quem está se referindo?

Refiro-me às pessoas que na ONU propõem essa doutrina do desenvolvimento sustentável e àquelas que na Igreja abraçam essa mesma doutrina, que é uma parte essencial do que eles querem fazer no Sínodo. Os documentos propostos para o Sínodo são muito claros. Eles querem que os índios da Amazônia sejam os evangelizadores do mundo.

Por meio do “bem viver”…

Exatamente. E isso também é muito chocante. Claro, como cristãos, somos chamados a viver modesta e humildemente, a cuidarmos do dom da criação, que nos foi confiado a uso por nosso Pai do Céu. Mas, se interpretada de forma linear e tomada nas suas últimas consequências, essa forma de pensar quer dizer que devemos renunciar a muitos benefícios da sociedade moderna. Pense se as pessoas vão abrir mão dos carros, eletricidade ou ar condicionado!

Na coletiva de imprensa de 17 de junho, Sandro Magister observou que, enquanto o Instrumentum laboris contém questões críticas sobre os Pentecostais ou a urbanização, ele fala positivamente dos povos indígenas, sem abordar os males do canibalismo, do infanticídio e de outras práticas pagãs que ainda estão presentes em algumas tribos.

Ou feitiçaria. O documento preparatório e o Instrumentum laboris, assim como as declarações das pessoas envolvidas com o Sínodo, estão repletos de linguagem negativa com relação à industrialização, ou o que o Papa Francisco chama de “extrativismo”, i.e., a extração de material da terra; eles estão cheios de linguagem negativa sobre a economia de livre mercado e a propriedade privada. Mas eles não têm nada de negativo para dizer sobre as tribos amazônicas, algumas das quais praticam o canibalismo, infanticídio e a feitiçaria. As tribos indígenas são apresentadas de forma idílica, mas as tribos reais são muito diferentes.

Há algo mais que o senhor gostaria de acrescentar?

Para alguém como eu, que tem estudado a Teologia da Libertação e a teologia indigenista por várias décadas, muitas coisas nesses documentos são perfeitamente claras. Mas, para quem não acompanha essas correntes pode ser confuso ou pelo menos não totalmente compreensível.

Porém, as portas do Inferno não prevalecerão. Devemos encarar essa situação com serenidade e esperança, sabendo que Deus às vezes permite que o seu rebanho seja testado na Fé para que prove ser digno. E principalmente, não devemos nunca perder ou diminuir nossa veneração pela Sé de Pedro.

NOTAS.

Tradução: Bruno Braga.

 
 
 
CONTATO
Avalie-nosRuimNão muito bomBomMuito bomÓtimoAvalie-nos

Agradecemos pelo envio !

© 2019 - 2023. INTERVENÇÃO DIVINA - Criado por Divino Design.

Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

bottom of page
ConveyThis