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Sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média. O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação indo à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos. Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: “Corpus Christ (Corpo de Cristo)!”

Até hoje, ainda existem essas provas do acontecido. Ai começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Fizeram então, pela 1ª vez a procissão com o Cristo passando pela cidade e até hoje esse ritual acontece. Para acreditar tudo depende da nossa fé. Isso é um MISTÉRIO DA FÉ. Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé

Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo” , estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

No Brasil , a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

 
 
 

Dom Orani Tempesta contextualiza festividade na linha das orientações de Aparecida

BELÉM, segunda-feira, 4 de junho de 2007 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belém (Estado do Pará, norte do Brasil), Dom Orani João Tempesta, O. Cist., afirmou esse domingo que a festa de Corpus Christi é uma primeira oportunidade de os fiéis se colocarem juntos na caminhada missionária lançada pela Conferência de Aparecida.

Segundo recorda o arcebispo, tanto o documento final como a mensagem da Quinta Conferência «nos comprometem com essa missão, que, embora orientada e com subsídios do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano), será de responsabilidade das Conferências Episcopais do nosso subcontinente».

«Ela visa a fazer com que o discípulo enamorado e animado por Jesus vibre e anuncie a Boa Notícia a todos permanentemente», disse.

Dom Orani afirmou que a «grande questão» colocada para todos é que a missão «não pode ser uma ocasião, um mês, ou alguns meses, nem mesmo um ano ou alguns anos – a missão deve ser permanente».

«Para executarmos esse trabalho é necessário termos, com ânimo renovado, nossas paróquias “como comunidades de comunidades”, ou então cada paróquia ter a rede de comunidades, que, encarnadas e inculturadas em cada situação de nossa arquidiocese, estarão, no entanto, unidas formando o povo de Deus como o Corpo Místico de Cristo – Ele, cabeça e nós, os membros.»

O arcebispo afirmou que essa «capilaridade» deve fazer parte da missão tanto para dentro de nossas comunidades, «indo ao encontro daqueles que nós batizamos», como também «levando o nome e a vida de Jesus para todas as pessoas, testemunhando com a nossa vida a beleza do encontro com Ele».

Segundo Dom Orani, na próxima quinta-feira, dia 7 de junho, Dia de Corpus Christi, «teremos oportunidade de reafirmar a nossa unidade em meio à diversidade e de nos colocarmos juntos nessa caminhada para que a missão a que nós nos propomos encontre corações renovados e animados pela missão».

«Faço aqui o meu convite para que todas as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, escolas, religiosas e religiosos, presbíteros, seminaristas, irmandades, associações, grupos e todo o povo de Deus estejam presentes nessa nossa festa de Corpus Christi.»

«Que este momento sirva para que o trabalho que já fazemos seja ainda mais e melhor incrementado, tendo conseqüências não só na missão específica, mas também na transformação do mundo», afirmou o arcebispo.

 
 
 

«Budistas e cristãos ao serviço da humanidade»

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou aos budistas por ocasião da festa de Vesakh, a mais importante para os seguidores desta religião.

Nos países de tradição budista therevada, (Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Laos e Mianmar), Vesakh é uma festividade que comemora importantes fatos da existência de Gautama Buda. Este ano, a festa cai em 12 de maio.

Nos países de tradição budista mahayana (China, Japão e Coréia), estes fatos se celebram em dias diferentes.

Budistas e cristãos ao serviço da humanidade

Queridos amigos budistas:

1. Da parte do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, expresso a todas as comunidades budistas do mundo meus melhores desejos por ocasião do Vesakh. Espero que possais passar uma festa gozosa.

2. Como já é costume, quero aproveitar esta ocasião para compartilhar convosco alguns pensamentos que podem ajudar a reforçar as relações entre nossas comunidades. Neste ano, estas reflexões baseiam-se na primeira encíclica do Papa Bento XVI aos católicos de todo o mundo. Esta carta, «Deus é amor», ou, segundo o texto em latim, «Deus caritas est» (DCE), examina a natureza do amor. Sua Santidade o Papa está convencido de que este termo, que se usa com tanta freqüência, mas que muitas vezes se interpreta mal, deve encontrar novamente seu significado mais autêntico para se converter em farol para a vida de todos os dias.

3. O Papa Bento fala de dois tipos de amor: o primeiro, o «eros», o amor entre um homem e uma mulher, um amor que busca a própria satisfação pessoal; o segundo, o «ágape», um amor que busca o bem do outro, ainda que possa ser que o outro me desgoste ou inclusive eu não o conheça. Para os cristãos, este segundo tipo de amor só é possível se se fundamenta no amor por Deus, em resposta ao amor de Deus pelos seres humanos. Deste modo, o amor por Deus e o amor pelos semelhantes são inseparáveis e formam um único mandamento: «O amor cresce através do amor. O amor é ?divino? porque provém de Deus e a Deus nos une» (DCE, 18).

4. Nós, os cristãos, cremos que a perfeita manifestação do «ágape» fundamenta-se em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, que passou toda sua vida pregando com palavras e obras a Boa Nova do amor de Deus. A máxima manifestação deste amor aconteceu quando Jesus deu sua vida por toda a humanidade. É mais, Jesus é a fonte do «ágape», em particular com o dom de si mesmo na Eucaristia. Acudindo a este manancial, os cristãos tentam seguir as marcas de Jesus manifestando amor para com seus irmãos e irmãs, especialmente para com os pobres e os que sofrem.

5. Por meio de nosso diálogo, podemos apreciar a importância que vós, os budistas, dais ao amor para com o próximo, que se expressa com o conceito de «metta», um amor desprendido do desejo de posse, orientado a ajudar os demais. É considerado como um amor que está disposto a sacrificar os próprios interesses pelo bem da humanidade. Deste modo, «metta», segundo o ensinamento budista, não se limita a um pensamento benévolo, mas implica o cumprimento de obras de caridade ao serviço de cada um e de todos. É verdadeiramente uma benevolência universal. Tampouco há que esquecer a outra virtude, «karuna», com a qual se manifesta compaixão amorosa para com cada um dos seres vivos.

6. Neste mundo, no qual se usa e se abusa tanto da palavra amor, não seria útil que os budistas e os cristãos redescobrissem seu significado original, baseando-se nas respectivas tradições próprias, e compartilhassem com os demais o que compreenderam? Alentaria os seguidores de ambas religiões a trabalharem juntos para construir relações baseadas no amor e na verdade, para promover o recíproco respeito, para avançar no diálogo e na colaboração ao serviço dos necessitados.

7. Estas considerações levam-me a expressar um desejo final: que a festa de Vesakh converta-se em um momento no qual a amizade entre budistas e cristãos se consolide, e que se reforce a colaboração com um espírito de «ágape» e de «metta». Com este espírito, desejo-vos uma feliz festa de Vesakn.

Cidade do Vaticano, 14 de fevereiro de 2006.

[Traduzido por Zenit]

 
 
 
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