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A MAÇONARIA E A GUERRA DE 1914

Depois de um profundo estudo da questão, certos autores afirmam que a guerra de 1914 foi, na realidade, uma guerra de judeus e de maçons, talvez provocada e, em todo caso, utilizada por eles, para a realização dos seus fins; foram eles, com efeito, os grandes beneficiários da Paz de Versalhes, pela queda das monarquias e pela democratização da Europa, pelo desmembramento da Áustria católica, pela transferência, para mãos judaicas, da hegemonia financeira, pela criação da Liga das Nações, reclamada e anunciada, há muito tempo, pelas lojas e pelos judeus.

A discussão desta afirmação é assunto que excederia os limites deste estudo; seria também sair do nosso quadro. Mas alguns documentos maçônicos apresentados ao leitor bastarão, sem dúvida, para que possa formar a sua opinião.

O ATENTADO DE SARAJEVO

A 15 de setembro de 1912, a Revista internacional das sociedades secretas, dirigida por Monsenhor Jouim, publicava as seguintes linhas:

“É possível que, um dia, se esclareça estas palavras de um importante maçom suíço, relativas aos herdeiros do Trono austríaco: “É um homem como se quer, é pena que esteja condenado: morrerá nos degraus do Trono”.(Revista Internacional das Sociedades secretas. Avenida Portalis, número 8, Paris, número de 15 de setembro de 1912, página 787-788).

A 28 de junho de 1914, o arquiduque herdeiro da Áustria e sua mulher pereciam em Sarajevo, vítimas das balas dos maçons Sérvios.

A 12 de Outubro do mesmo ano, um dos assassinos, Cabrinovic, declarava tranquilamente aos juízes do Conselho de Guerra: “na maçonaria é permitido matar”.

Tais são, em resumo, as incógnitas inquietantes do crime político que desencadeou a guerra.

Evoquemos brevemente os fatos:

O Arquiduque e sua esposa chegavam em viagem oficial a Sarajevo, cidade da Bósnia Herzegovina, próxima da Fronteira Sérvia. Ocupavam os assentos posteriores de um automóvel, tendo, em frente o general Potiorek e o conde Harrach. O carro percorria lentamente o cais Appel, em direção ao palácio Municipal. Armados de bombas e revólveres, oito Assassinos estavam espalhados na multidão. Três eram mais resolutos: Cabrinovic, princip e Grabes.

Perto da ponte comurja, Cabrinovic lançou uma bomba que caiu sobre o automóvel, oscilou um instante e rolou até o chão, onde explodiu, ferindo diversas pessoas, entre elas as que ocupavam o carro seguinte ao dos Príncipes. O arquiduque parou, para se informar do estado dos feridos; depois continuou, conformando-se ao programa estabelecido. Terminada a recepção no Palácio Municipal, o Conde Harrach resolveu colocar-se no estribo esquerdo, para proteger suas altezas contra um provável atentado desse lado. Mas este havia de vir pela direita. Na esquina da Rua Francisco José, o automóvel parou justamente diante de princip, outro assassino que disparou, de perto, vários tiros de Browning. Os Arquiduques não se moveram, mas, decorrido um instante, a Arquiduquesa caiu lentamente contra o ombro do marido. O Conde Harrach ouviu-o murmurar docemente: “Sofia, Sofia, não morra, viva para os nossos filhos”.

Entretanto o príncipe continuava sentado tranquilamente, amparando a Arquiduquesa; apareceu-lhe um pouco de sangue nos lábios e, à pergunta do conde Harrach, respondeu com voz fraca: “não é nada, não é nada”. Depois, também desmaiou. O cortejo chegava ao Palácio do Governo; os dois corpos foram transportados rapidamente para o primeiro andar, mas os médicos, chamados com urgência, puderam apenas verificar a morte.

O drama terminara. Havia durado só alguns minutos, alguns Breves minutos que deviam abalar o mundo.

Vinte acusados compareceram perante o conselho de Guerra de Sarajevo. Oito haviam participado diretamente do crime. Os quatro mais ativos haviam sido Princip, Cabrinovic, Grabez e Illic. Todos eram moços, entre dezoito e vinte anos de idade; a maior parte eram estudantes. Princip era judeu.

Resolvido o assassínio, os conjurados careciam de armas, e aqui se entrevê, pela primeira vez, o poder oculto cuja influência nesse drama teve consequências tão formidáveis. Faltavam-lhe as armas e, para as obter, dirigiram-se de comum acordo, a narodna odbrana, na pessoa de um dos seus membros, Ciganovic, que, em tudo isso, serviu de traço de união entre os conjurados e o major Sérvio Tankosic, um dos dirigentes da narodna odbrana, sociedade secreta do gênero dos carbonários, cujos chefes eram também maçons.(vejam os detalhes do processo em: Der Prozess gengen die attentater von Sarajevo, trechos do relatório estenográfico do processo, reunidos pelo professor Pharos, de Berlim, Deckers Verlag. 1918).

Sob uma aparência filantrópica de educação popular, o seu verdadeiro intuito era provocar uma situação revolucionária entre as populações eslavas da áustria-hungria.

Ciganovic recebeu os conjurados, de braços abertos; garantiu-lhes logo que a norodna se encarregaria de fornecer as armas e de organizar a conspiração, com a condição de que eles se conservação tranquilo e esperassem. No momento oportuno, seriam prevenidos.

E o Major Tankosic tomou logo o caso a seu cargo. Um tal Casimirovic, cuja atuação se conserva obscura, Partiu para uma misteriosa viagem, em visita a certas lojas maçônicas da Europa.

Depois do seu regresso, os conjurados foram enviados a Sarajevo e o atentado se realizou, tal como foi narrado. Além da narodna, vejo que é importante citar a influência da Maçonaria internacional, que no decorrer do processo foi definida por certo trechos dos interrogatórios, cujo relatório estenográfico foi reproduzido, vou colocar apenas um pequeno trecho deste interrogatório, pois ficaria muito prolongado o texto, quem quiser saber todo o interrogatório é só entrar em contato comigo:

Cabrinovic — “Casimirovic era maçom e, de um certo modo, um chefe. Partiu quase imediatamente (depois que os conjurados se ofereceram para perpetrar o crime) para o estrangeiro. Esteve na Rússia, na França, em Budapeste. Toda vez que eu perguntava a Ciganovic, quando se realizariam os nossos projetos ele respondia: ‘Quando Casimirovic voltar’. Naquela época, as Ciganovic contou-me também que, dois anos antes, os maçons haviam condenado à morte o Herdeiro do Trono, mas não haviam encontrado ainda quem quisesse executar essa sentença. Mais tarde, quando me entregou a browning e os cartuchos, disse-me: ‘O homem voltou ontem de Budapeste’. Eu sabia que o móvel dessa viagem fora a nossa empresa, acerca da qual ele conferenciara, no estrangeiro, com certos círculos (organizações)”.

Presidente — “não são histórias o que me estás contando?”

Cabrinovic — “é a verdade pura, muito mais exato do que os vossos documentos da narodna odbrana”…….

 
 
 

Depois da morte de Francisco II e da coroação de Carlos IX, a rainha-mãe, Catarina de Médici, passou a controlar a França. Durante algum tempo ela defendeu os huguenotes como uma forma de contrabalançar a influência dos Guises. Entretanto, o acirramento dos ânimos de ambas as partes aumentou, a ponto de provocar uma guerra civil. Catarina temia que o almirante Coligny estivesse influenciando demasiadamente seu filho e aliou-se ao duque de Guise.

JORNALISMO EDUCATIVO

Mas, objetar-se-á, não é verdade que S. Pio V, alguns meses antes falecido, convidara por vezes Carlos IX a exterminar os hereges do seu reino?

Papa São Pio V

É coisa certa que S. Pio V por vezes exortou a corte de França a, com rigor, aplicar contra os hereges as leis existentes (suppliciis afficiantur quae legibus statuta sunt), leis que se estendiam até á pena de morte; mas é coisa não menos certa que ele sempre formalmente reprovou qualquer tentativa de assassinato ou de morticínio. A 10 de maio de 1567 escrevia o embaixador espanhol em Roma para a sua corte: ‘Os senhores da França, disse-me o Papa Pio V, premeditam qualquer coisa que eu não posso aconselhar nem aprovar e que a minha consciência reprova; querem empregar meios para acabar com o príncipe de Condé e o almirante de Coligny.’ É, observa Vacandard, reprovar de antemão o morticínio de S. Bartholomeu.

Ficou, pois, a corte romana completamente estranha aos

horrendos atentados de 24 de agosto. Foi, entretanto, Gregorio XIII informado pelo embaixador francês de que o rei e a rainha mãe tinham escapado a uma trama dos huguenotes e de que estes tinham sido justamente castigados e em grande parte exterminados;pelo que mandou aquele Papa os parabéns a Paris, e ordenou que se fizesse em Roma uma solene procissão em ação de graças, com um solene Te Deum, e encarregou alem disto o pintor Vasari de representar nas paredes do Vaticano as principais cenas daquele dia, mandando também cunhar uma medalha comemorativa.

Mas qual é a verdadeira explicação destes procedimentos do Papa?

As congratulações enviadas á corte de Paris faziam parte, a mais ordinária, das relações diplomáticas. E por outra parte o Papa não dispunha de outras fontes de informação senão das relações do embaixador francês em Roma e das do seu núncio em Paris. Apresentavam elas os fatos, como oficialmente corriam, isto é, como uma conjuração tramada pelos huguenotes contra a vida do rei, conjuração, de que o rei só pudera salvar-se por meio de uma geral carnificina. Que diz com efeito o núncio residente em Paris e de ordinário bem informado? No seu despacho com data do próprio dia da carnificina, depois de narrar os fatos, acrescenta que ‘a Majestade divina tomou sob a sua proteção o rei e a rainha mãe’; o que parece confirmar a ideia que corria, de ter realmente existido a tal conspiração.

‘A própria noticia em si, prescindindo do modo como ela se realizara, não poder deixar de ser,observa Vacandard, muito agradável a Gregorio XIII.’ Estando, pois, o Papa mal informado sobre o modo como as coisas se tinham passado, e estando convencido de que o rei se achava no caso de uma legitima defesa, houve naturalmente de alegrar-se ao ver que os protestantes tinham caído no laço e que os seus principais cabeças se achavam fora de combate.

Em Paris mesmo foi muita a gente que se enganou; e o próprio Parlamento condenou retrospectivamente o almirante Coligny a ser queimado em effigie por causa do criminoso atentado. Estava, portanto, o Papa com muito boa companhia, no juízo que fazia sobre aqueles acontecimentos trágicos.

A conclusão, que disto se tira, é que o S. Bartholomeu foi uma questão meramente política, originada do ódio de Catharina contra Coligny, das rivalidades entre as casas de Guise e de Condé, e ocasionada pela exasperação da rainha, ante o malogro da sua cruel tentativa de 22 de agosto. Bastantemente se explicam assim os lastimosos sucessos do S. Batholomeu; e esta explicação está de acordo com os documentos daquela época. A religião nem sequer serviu de pretexto para aquela carnificina, porque as informações dadas ao Papa apenas se referiam a uma conjuração política. Catharina de Medicis, a principal culpada nesta catástrofe, tinha sobretudo em vista abater o partido protestantes mais do que a seita dos protestantes.”

Fonte: DEVIVIER, Pe. W., SJ. Curso de Apologetica Christã, 3ª ed., São Paulo: Melhoramentos, 1925, pp. 426-429:

VERITATIS SPLENDOR

O que é possível afirmar segundo a história verídica e imparcial é que o clero católico, durante as matanças, cumpriu o dever sagrado de seu ministério. Aí se enquadra, por exemplo, a nobre conduta de Hennuyer, bispo de Lisieux, que salvou, por sua firmeza, todos os huguenotes de sua diocese. O Martirológio dos protestantes – insuspeito em querer elogiar os católicos – cita vários fatos desse gênero: “Em Toulouse” – diz – “os conventos serviram de asilo aos calvinistas; em Bourges, alguns católicos pacíficos ocultaram vários [huguenotes]; em Romans, de sessenta [huguenotes] presos, quarenta foram libertados e dos vinte restantes, não morreram mais que sete; em Troyes, em Bordeaux, muitos foram igualmente salvos pelos sacerdotes”. Em Paris, os huguenotes perseguidos encontraram igualmente protetores entre os católicos; e em Nimes, esquecendo os vexames perpetrados pelos protestantes [no dia] de São Miguel, surgiram corações bastante generosos para defender os calvinistas de uma matança autorizada pelo exemplo [de Paris], mas de nenhuma maneira aprovada pela Religião [católica].

Para ACESSAR clique na imagem De fato fica demonstrado aqui que o “Massacre de S. Bartolomeu” foi nada mais que um episódio desecandeado pela casa real da França contra os protestantes que também visavam interesses políticos no País.

Essa visão de que foi tudo premeditado pela Igreja nada mais é que uma ficção criada pela Les Huguenots (ou Os Huguenotes) uma ópera francesa de Giacomo Meyerbeer.

A Noite de São Bartolomeu foi uma guerra civil onde um grande número de protestantes foram mortos e onde também católicos morreram no confronto. Baseado na mesma lógica nós poderíamos acusar os calvinistas pelas vidas católicas que ali pereceram. Portanto, acusar a Igreja do massacre dos Huguenotes é novamente distorcer a verdadeira história com o único objetivo de difamar a Santa Igreja Católica que é a coluna e sustentáculo da verdade. (1Timóteo 3,15).

Por Jefferson Nóbrega

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium

TRANSCREVEMOS TAMBÉM AQUI UMA

PERGUNTA E RESPECTIVA RESPOSTA

DO Pe. PAULO RICARDO

RESPOSTA CATÓLICA:

A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

PERGUNTAS RELATIVAS À “NOITE DE SÃO BARTOLOMEU

“Não mandaram Carlos IX da França e Catarina de Medicis, sua mãe, a pedido do Papa, degolar cem mil huguenotes, a 24 de Agosto de 1572, dia de S. Bartolomeu? Não foi o Papa Pio V, com a Corte da França, o instigador deste crime, e não mandou o Papa Gregório XIII cantar um solene Te Deum em Roma pelo bom êxito que tivera?”

RESPOSTA – Os Papas nada tiveram com a matança do dia de S. Bartolomeu.

Pio V não planeou com Catarina de Medicis, nem ela incitou a Corte da França; Gregório XIII nunca a aprovou.

Mandou cantar um Te-Deum em Roma por ter saído salvo dela o Rei com a Família Real, e isso a instantes rogos da Corte da França.

As congratulações do papa não são de estranhar.

Ainda hoje é praxe, quando um rei, um príncipe, um presidente da república, sai ileso de um grande perigo, ou atentado, saudarem-no, congratularem-se com ele os outros soberanos, príncipes e governos.

A matança foi um crime político de Catarina de Médicis, por ela planejado na tarde anterior, para evitar as possíveis conseqüências do frustrado assassínio de Coligny, ocorrido a 33 de Agosto, 2 dias antes.

Catarina de Médicis não morria de amores pela religião católica. Era livre-pensadora da escola de Machiavelli, criada nas péssimas tradições dos tiranos da Itália e rainha de uma das Cortes então mais corruptas da cristandade.

A grande aspiração de sua vida era governar pessoalmente a França e robustecer o seu poder, colocando os seus filhos no trono da Inglaterra, Espanha e Polônia.

Para conseguir os seus fins, não trepidava em inimizar os príncipes católicos com os príncipes huguenotes, ciumenta de uns e de outros.

Quando Coligny começou a fazer-lhe sombra e a minar-lhe a influencia, ela, com seu filho Carlos, deliberou tirar-lhe a vida.

Hoje ninguém sustenta que a matança de S. Bartolomeu foi premeditada. Foi planejada e executada com tanta rapidez, que a Corte da França não sabia como defender-se perante as outras Cortes da Europa.

No mesmo dia em que se deu a matança o rei Carlos escreveu ao seu Embaixador na Inglaterra, notificando-lhe que se dera um encontro sangrento entre a facção do Duque de Guisa e a de Coligny, acusando-o de haver assassinado seu pai.

Brasão dos Duques de GuiseComo o Duque de Guisa recusasse aceitar toda a responsabilidade daquele crime infame, o Rei escreveu no dia seguinte, dizendo que a assumia a ele.

Declarava que tinha ordenado a matança, para evitar, frustrar, uma conspiração de Coligny e seus amigos, em que ele devia perecer com toda a Família Real.

Toda a Europa admitiu esta enorme mentira diplomática, menos a Alemanha e Suíça.

Como conseqüência, Carlos IX recebeu mensagens congratulatórias do Senado de Veneza, do Duque da Toscana, de Filipe II da Espanha e de Isabel da Inglaterra.

É verdade que Pio V urgiu freqüentemente com a Corte da França, que tomasse medidas enérgicas contra os huguenotes, que ele, com toda a razão, considerava inimigos da Igreja e do Estado.

Escreveu a Carlos e a Catarina, que“declarassem guerra aos inimigos da Igreja e os destruíssem a todos sem dar tréguas aos rebeldes, para libertar de vez a França de sedições e cenas sangrentas.”

Não nos arvoramos em juízes das razões políticas que motivaram este particular interesse do Papa pela conservação da monarquia francesa; se bem que pensamos que uma decisão enérgica teria evitado o derramamento de sangue, que se lhe seguiu.

O Papa insistia em que era necessário obter uma vitória decisiva até submeter completamente os rebeldes e sentia-se incomodado, quando lhe notificavam que as vitórias do Rei enriqueciam e fortificavam os inimigos.

Mas uma coisa é guerra oficialmente declarada, e outra são assassínios pessoais.

Nem um só Bispo esteve presente, quando a “junta” maquinou a matança; nem um só a aprovou depois de perpetrada.

O Cardeal de Lorena, que tantas vezes nos pintam a abençoar as adagas dos assassinos de Paris, estava em Roma, quando se deu a catástrofe.

Todos os historiadores, católicos e protestantes, estão de acordo que a inspiradora e autora deste tristíssimo acontecimento foi Catarina de Médicis.

Um escritor protestante, que publicou recentemente a sua vida, diz: “Sobre Catarina pesará sempre a responsabilidade da matança de S. Bartolomeu”. E acrescenta: “Ninguém, que conheça alguma coisa do seu caráter através de suas cartas, ou tenha estudado com atenção a sua tortuosa política de governo, pode suspeitar, sequer por um momento, que andou nisto alguma coisa que se parecesse com fanatismo religioso” (Van Dyck: Catherine de Medicis, 2., 88)

Quanto ao número de mortos durante as seis semanas que durou a matança, nada se sabe de positivo; tudo é conjectural; e os cálculos fazem-nos lembrar dos geólogos modernos acerca da idade do mundo. Basta dizer que vão de 2.000 a 110.000.

Lorde Acton e Van Dyck calculam de 3.000 e 4.001, em Paris; e outros tantos nas Províncias.

Segundo um antigo livro de contas do Hotel da Cidade de Paris, citado pelo P. Caveirac na sua “Apologia de Luiz XIV”, foram sepultado os cadáveres de 1.190 vitimas, no Cemitério dos Inocentes.

O “Martirológio Huguenote”, publicado em 1581, só apresenta 786 nomes.

Sabe-se, pelo “Relatório de Beauviller”, mensageiro do rei da França, pelas cartas ao embaixador francês De Ferals, do Cardeal de Borbão e do Núncio, que a Corte Francesa não vacilou em mentir ao Papa, informando-o de que a matança tinha sido um justo castigo imposto aos conspiradores.

Brantôme diz nas “Memórias” que quando o Papa, mais tarde, teve conhecimento da verdadeira causa do morticínio, chorou lágrimas amargas e condenou-o como “ilegal e proibido por Deus”.

:B. L. Conway, p. 387-389

 
 
 

Um bispo francês, de fato, liderou o julgamento que culminou com a execução de Joana; porém, ele agiu de forma isolada e canonicamente inválida. Sua ação não contava com a autorização de Roma.

Entenda melhor essa história a seguir.

Joana d’Arc era filha de pobres camponeses franceses, nascida em 1412. Aos treze anos, começou a ouvir vozes divinas. Obedecendo a essas vozes, chegou aos dezessete anos à corte do delfim Carlos VII, herdeiro do trono da França. Dizia ter sido enviada por Deus para ajudá-lo a libertar o país dos invasores ingleses.

Naquela época, boa parte dos territórios franceses estava ocupada pelos ingleses e por seus aliados franceses da Borgonha, os borguinhões. Por sua vez, outro grupo de franceses resistia e tentava recuperar os territórios tomados. Era a Guerra dos Cem Anos, que espalhava a devastação e a morte.

Carlos aceitou receber Joana, mas a submeteu a uma prova: colocou outro nobre sentado no trono e misturou-se aos demais membros da corte. O “truque” não impediu que a jovem santa o reconhecesse de pronto. Assim que entrou na sala, ela dirigiu-se diretamente ao delfim, curvou-se e disse: “Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória”.

Em Poitiers, bispos e teólogos interrogaram Joana acerca de suas intenções e das vozes que ouvia. Depois de um cuidadoso exame, declararam que nada encontraram de herético nela. Depois disso, religiosas averiguaram e atestaram a sua virgindade.

AS BATALHAS VITORIOSAS

Carlos VII finalmente convenceu-se a entregar a uma adolescente analfabeta o comando de um pequeno exército de 4 mil homens, com o objetivo de libertar a cidade de Orléans.

Em maio de 1429, Joana expulsou os ingleses e seus aliados de Orléans, conforme prometera. Avançou então para Jargeau, e venceu mais uma batalha. Marchou com seus homens para Meung-sur-Loire e lá passou o rodo nos ingleses mais uma vez. Em junho, foi a vez de libertar Beaugency, com sucesso.

Os soldados ingleses, antes acostumados à vitória, começaram a temer que ela fosse mesmo uma enviada de Deus, e já não combatiam mais com a mesma energia de antes.

Joana fazia com que seus comandados se confessassem e fossem à missa antes de cada batalha. A santa vestia-se sempre como um homem, e não é difícil de imaginar o porquê: assim procurava evitar ser objeto de desejo dos soldados, prevenindo-se de um possível estupro.

Cerca de um mês após ter iniciado a sua campanha militar bem-sucedida, Joana d’Arc tornou possível a coroação do rei Carlos VII na cidade de Reims. O próximo alvo da santa guerreira era Paris, ainda tomada pelas tropas inglesas. A cidade era fundamental para garantir a Carlos o controle efetivo do reino. Mas o rei era covarde. Quando Joana foi ferida por uma flecha durante a tentativa de entrar na cidade, ele amarelou e estabeleceu uma trégua.

No ano seguinte, em 1430, Joana retomou a campanha militar sem a autorização do rei, buscando libertar a cidade de Compiègne. Ali, foi capturada pelos borguinhões. O Duque de Luxemburgo a vendeu por um alto valor aos ingleses, que a transferiram para Rouen.

Os ingleses não queriam simplesmente matá-la; era preciso desmoralizá-la, e, assim, atingir também a autoridade do rei Carlos. Queriam mostrar ao povo que ela não passava de uma bruxa.

O bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, topou colaborar com a farsa, chefiando o julgamento da santa. Afinal, estava interessado no posto de Arcebispo da capital. O tribunal era composto por cerca de 60 docentes da Universidade de Paris, que agiam como marionete dos ingleses; quase todos recebiam pagamentos do governo britânico ou esperavam ser nomeados para algum cargo.

Para ficar bem claro: esse tribunal nada tinha a ver com a Inquisição e não tinha o aval da Santa Sé.

Após cinco longos meses de muito sofrimento prisão, exposta a inúmeras humilhações e interrogatórios, Joana d’Arc foi condenada por heresia. Pediu ainda para apelar ao Papa, mas não obteve autorização para isso.

Aos 19 anos, a santa guerreira confessou-se e recebeu os Sacramentos pela última vez. Em seguida, foi queimada viva em diante do povo em uma praça em Rouen, no dia 30 de maio de 1431. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena.

Cerca de 25 anos depois, em 1456, a sua condenação foi revista e o Papa Calisto III a declarou inocente. Todo o processo anterior foi considerado inválido.

Em 1920, o papa Bento XV elevou Joana d’Arc aos altares, e ela foi eleita a padroeira da França.

 
 
 
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