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A Mística da Tríplice conexão: a Fonte, o Caminho, a Respiração

“Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”.

(Papa Francisco – Misericordiae Vultus n.2)

Jesus nos revelou quem é Deus e quem é o ser humano. Tal revelação encheu nosso coração de profunda gratidão. Por isso, o que importa verdadeiramente não é satisfazer uma curiosidade especulativa sobre a essência do Deus Trindade, mas acolher esta Boa Notícia: Deus é Pai-Mãe (Fonte), que deixou transparecer Seu rosto misericordioso no Filho (Caminho) em quem somos filhos pela força e alento de seu Espírito (Sopro) presente e atuante em tudo e em todos.

O mais urgente neste momento para o cristianismo, não é explicar melhor o dogma da Trindade, e menos ainda, uma nova doutrina sobre Deus Trino.  O decisivo aqui é a busca de um encontro vivo com Deus, comunhão de pessoas. Não se trata de demonstrar a existência da luz, mas de abrir os olhos para ver melhor.

A festa da Trindade nos mobiliza para uma nova maneira de viver e de nos relacionar com o Deus de Je-sus,  cuja presença preenche o cosmos, irrompe na vida, habita decididamente no interior de cada pessoa e é vivido em comunidade.

A Trindade “desvela” a maneira de ser de Deus, como Amor que se expande, em si e fora de si, de uma maneira “redentora”, inserindo-se na história da humanidade. Deus é Amor e só amor.

Isto é a essência do Evangelho. Esta é a melhor notícia que devemos acolher. É também o fundamento de nossa confiança em Deus.

É a partir do Amor trinitário, circulante e expansivo, que podemos compreender melhor o ser humano, criado à imagem da Trindade: ele é tanto mais pessoa quanto mais se assemelha às pessoas divinas.

Deus não é estático, nem sequer em seu próprio interior. No mais profundo de seu ser, Deus é relação, é comunhão de maneira permanente e dinâmica. E a comunhão entre pessoas é sustentada pelo Amor. Precisamente o amor é o que une as pessoas. O amor cria unidade e a unidade mais forte é a que brota do amor. Nesta linha se compreende o Deus cristão: um só Deus em comunhão de pessoas. Por isso, temos com Deus uma relação personalizada: somos filhos do Pai, irmãos do Filho, amigos do Espírito.

“Trindade” é um conceito abstrato que corre o risco de afastar a presença divina para as alturas dos dogmas, doutrinas e especulações racionais, desprovidas de calor e vida. Em vez do “Mistério da Santíssima Trindade”, o importante para o cristão é a experiência histórica e  vital do encontro com a atividade vivificadora da Fonte da Vida, no percurso do Caminho do Amor e respirando o Sopro da Esperança, que tudo pacifica, alenta e reconcilia.

 “Pai-Abba” é uma palavra-chave, que remete à origem radical, Vida da vida. Traduz-se como Pai e Mãe, mas quer dizer mais que pai e mais que mãe.

“Filho” é palavra-chave para referir-se ao sentido da vida de Jesus, rosto visível da Misericórdia de Deus, imagem, presença real e proximidade encarnada de Abba: filiação sem limite e fraternidade sem fronteiras.

“Espírito” é palavra-chave, que expressa a riqueza da presença vivificadora do Deus em todos e em tudo,  no rio imprevisível da história e na intimidade inefável de cada vida pessoal.

Diante da presença e da ação do Deus Trinitário, afogam-se as palavras, desfalecem as imagens e morrem as especulações. Só nos restam o silêncio, a adoração e a contemplação.

Aqui temos de retornar à simplicidade da linguagem evangélica e utilizar a parábola, a alegoria, o exemplo simples, como fazia Jesus. Como a Trindade é o mistério que liga e religa tudo, que deixa transbordar seu Amor criativo no coração de toda a humanidade e no universo inteiro, podemos usar uma imagem que hoje faz parte do nosso cotidiano: a “conexão”.

Nós entendemos muito bem o que significa “estar conectados”. A “desconexão” nos priva da energia disponível e de tantas relações que são possíveis. Quando nos deslocamos de um lugar a outro buscamos espaços de “cobertura” ou de conexão. Às vezes, requer-se para isso, conhecer a “senha”; em outros casos são oferecidas redes abertas. Conectados, descobrimos que não estamos sozinhos, que é possível entrar em um espaço instigante de informação, relação e intercâmbio.

Podemos usar esta imagem para falar da “tríplice conexão” na vida cristã, como centro e sentido de nossa existência. Aqui se trata, nada mais e nada menos, da “conexão” com as três Pessoas da Santíssima Trindade. Sem esta “conexão trinitária” nossa vida perde a ligação com a Fonte, extravia-se do Caminho do Amor e se asfixia sem a Respiração da Esperança.

Na vida espiritual, a conexão trinitária nos liberta da solidão vazia, do enclausuramento em nosso ego, do narcisismo. Graças a esta grande Conexão vital nos descobrimos no Todo, num contexto de transbordamento de vida em todas as direções: vida expansiva, aberta e profundamente religada com todas as demais expressões de vida. A “tríplice Conexão” nos faz entrar em sintonia com todos e com tudo e mantém interconectados todos os fios da vida. O amor circulante no interior da Trindade se expande e se faz visível na grande rede de vida da criação. Quão decisivo é descobrir a misteriosa relação trinitária na qual estamos inseridos!

Não podemos nós, que cremos na comunhão das Pessoas divinas, estabelecer que tal tipo de conexão trinitária se converta em realidade?

Precisamos de ousadia para estabelecer conexões que em lugar de rupturas e quebras interiores, nos dinamizem muito mais do que podemos imaginar. E não basta uma conexão; só na “tríplice conexão” se encontra a reanimação, a revitalização, a possibilidade de uma vida plenificada e com sentido.

Ninguém poderá se encontrar só com o Filho ou só com o Pai, ou só com o Espírito Santo. Nossa relação será sempre com o Deus Uno e Trino. Urge tomar consciência de que quando falamos de qualquer uma das três pessoas relacionando-se conosco, estamos falando de Deus. Nem o Pai só cria, nem o Filho só salva, nem o Espírito Santo santifica por sua conta. Tudo é sempre “obra” do Deus Uno e Trino.

Que a festa da Trindade ajude a nos descobrir envolvidos nessa corrente de Vida: nascendo de Deus Pai-Mãe, sendo configurados à imagem do Filho, escutando a melodia do Espírito que desvela constantemente nossa identidade. Estamos continuamente renascendo da Fonte da qual procede tudo o que existe; no Caminho do Filho nossa vida se torna uma grande “travessia” e no Sopro do Espírito, emerge do nosso interior uma criatividade surpreendente e mobilizadora.

Se somos filhos e filhas da Trindade, se cremos de verdade nisso, como não descobrir as “pegadas” da Trindade em nós? Também nós somos Fonte geradora de vida, Caminho aberto ao infinito e Sopro criativo. A “conexão” com a Trindade potencia nossa vida, energiza nosso ser, desperta nossos dinamismos interiores para participarmos do mesmo Amor circulante e expansivo do Deus Uno e Trino, iluminando toda nossa existência.

Texto bíblico:  Jo 16,12-15

Na oração: A conexão com a Trindade é permanente, ininterrupta, inserindo-nos na grande corrente de Vida e de Amor que perpassa toda a Criação, religando tudo e conduzindo tudo para a plenitude: o retorno ao interior da própria Trindade.

– que possibilidades criadoras há em mim que ainda não tive oportunidade de desenvolver?

– como viver conectado com o Todo para que tudo tenha eco em mim?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

FONTE: https://www.centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/923-a-mistica-da-triplice-conexao-a-fonte-o-caminho-a-respiracao


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REDAÇÃO CENTRAL, 19 Abr. 20 / 06:00 am (ACI).- Desde 1931, Santa Faustina Kowalska recebeu mensagens de Jesus que depois foram escritas por ela em um diário de 600 páginas dirigido a um mundo que precisava e continua precisando da Misericórdia de Deus.

É possível não escutar o que Jesus disse através de Santa Faustina sobre sua misericórdia e qual deveria ser a resposta do homem? Bento XVI disse uma vez: “É uma mensagem realmente central para o nosso tempo: a misericórdia como a força de Deus, como o limite divino contra o mal do mundo”.

Nesse sentido, ‘National Catholic Register’ apresenta 17 coisas que Jesus revelou a Santa Faustina Kowalska sobre a Divina Misericórdia em diferentes partes dos seis cadernos de suas revelações privadas. Todos os cadernos foram compilados em um único Diário que contem 1828 numerais.

1. A Festa da Misericórdia será um refúgio para todas as almas

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate”. (Diário, 699)

2. Não haverá paz senão pela misericórdia de Deus

“A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a minha misericórdia”. (Diário, 300)

3. Quando o mundo reconhecer a misericórdia de Deus será um sinal do fim dos tempos

“Que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça”. (Diário, 848)

4. A justiça de Deus é iminente quando sua misericórdia é rejeitada

“Quem não quiser passar pela porta da Misericórdia, terá que passar pela porta da minha justiça…”. (Diário, 1146)

5. A Festa da Misericórdia poderá ser a última chance para que muitos se salvem

“As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”. (Diário, 965)

6. Que Deus é o melhor de todos os Pais

“Meu Coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh! se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água como de uma fonte transbordante de misericórdia”. (Diário, 367)

7. No primeiro domingo depois da Páscoa será celebrada a Festa da Misericórdia

“Estes raios defendem as almas da ira do Meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia”. (Diário, 299)

8. Deus quer que todos sejam salvos

“Minha filha, escreve que quanto maior a miséria da alma, tanto mais direito tem à Minha misericórdia, e [exorta] todas as almas à confiança no inconcebível abismo da Minha misericórdia, porque desejo salvá-las todas”. (Diário, 1182)

9. Os maiores pecadores têm mais direito à misericórdia de Deus

“Quanto maior o pecador, tanto maiores direitos a minha misericórdia. Em cada obra das Minhas mãos se confirma essa misericórdia. Quem confia na minha Misericórdia não perecerá, porque todas as suas causas são Minhas, e os seus inimigos destroçados aos pés do Meu escabelo”. (Diário, 723)

10. A confiança na misericórdia de Deus dos maiores pecadores deve ser total

“[Coloquem] a esperança na minha misericórdia os maiores pecadores. Eles têm mais direito do que outros à confiança no abismo da Minha misericórdia. Minha filha, escreve sobre a Minha misericórdia para as almas atribuladas. Causam-Me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo grandes graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre a Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia”. (Diário, 1146)

11. Deus oferece perdão completo àqueles que confessam e comungam na festa da misericórdia

“Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia”. (Diário, 1109)

12. Não deve haver medo de se aproximar da misericórdia de Deus

“Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia”. (Diário, 1059)

13. A misericórdia de Deus deve ser adorada e a imagem venerada

“Estou exigindo o culto à Minha misericórdia pela solene celebração desta Festa e pela veneração da Imagem que foi pintada. Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras”. (Diário, 742)

14. As almas receberão graças que não serão capazes de conter e irradiarão para os outros

“Diz, Minha filha, que sou puro Amor e a própria Misericórdia. Quando uma alma se aproxima de mim com confiança, encho-a com tantas graças, que ela não pode encerrá-las todas em si mesmas e as irradia para as outras almas”. (Diário, 1074)

15. A imagem da Divina Misericórdia é fonte de numerosas graças

“Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós”. (Diário, 327)

16. Ao venerar a imagem, recebe-se a proteção de Deus na vida e, acima de tudo, na morte

“Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória”. (Diário, 48)

17. Aqueles que divulguem esta devoção serão protegidos por Deus durante toda a vida

“As almas que divulgam o culto da minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso. Nessa última hora a alma nada tem para a sua defesa, além da minha misericórdia. Feliz a alma que, durante a vida, mergulhou na fonte da misericórdia, porque não será atingida pela justiça”. (Diário, 1075).
 
 
 

NÃO SABES QUE A BENIGNIDADE DE DEUS TE CONVIDA À PENITÊNCIA? (RM 2,4)

Diz Santo Agostinho: “Se Deus espera com paciência, não espera sempre. Pois, se o Senhor sempre nos tolerasse, ninguém se condenaria; ora, é larga a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele. Quem ofende a Deus, fiado na esperança de ser perdoado, é um escarnecedor e não um penitente”.

Diz ainda Santo Agostinho : “…o demônio seduz os homens por duas maneiras: Com desespero e com esperança. Depois que o pecador cometeu o delito, arrasta-o ao desespero pelo temor da justiça divina; mas, antes de pecar, excita-o a cair em tentação pela esperança na divina misericórdia”. 

É por isso que Santo Agostinho nos adverte, dizendo: “Depois do pecado tenha esperança na divina misericórdia; antes do pecado tema a justiça divina. E assim é, com efeito. Porque não merece a misericórdia de Deus aquele que se serve da mesma para ofendê-lo. A misericórdia é para quem teme a Deus e não para o que dela se serve com o propósito de ofende-Lo. Ai daquele que para pecar confia na esperança! A quantos essa vã ilusão tem enganado e levado à perdição”, finaliza o santo

Nos ensina Santo Afonso Maria de Ligório, em seu livro “Preparação para a morte”: “Quem semeia pecados, não pode esperar outra coisa que não seja o eterno castigo no inferno (Gl 6,8). O laço com que o demônio arrasta quase todos os cristãos que se condenam é, sem dúvida, esse engano com que os seduz, dizendo-lhes:“Pecai livremente, porque, apesar de todos os pecados, haveis de salvar-vos”. O Senhor, porém, amaldiçoa aquele que peca consciente e livremente na esperança de perdão. A esperança depois do pecado, quando o pecador deveras se arrepende, é agradável a Deus, mas a dos obstinados lhe é abominável. Tal esperança provoca o castigo de Deus, assim como seria passível de punição o servo que ofendesse a seu patrão, precisamente porque ele é bondoso e amável. 

Certo autor indicava que o Inferno se povoa mais pela Misericórdia do que pela Justiça Divina. E assim é, porque, contando temerariamente com a Misericórdia, prosseguem pecando e acabam condenando-se. Deus é infinitamente Misericordioso, ninguém o nega. Mas, apesar disso, a quantos hoje em dia manda a misericórdia desvirtuada para o Inferno. Deus é Misericordioso, mas também é Justo, e por isso sente-se obrigado a castigar a quem O ofende” – (FONTE: Livro “Preparação para a morte” , de Santo Afonso Maria de Ligório , Bispo e doutor da Igreja)

Diz São Basílio: “Não duvideis que DEUS é infinitamente Misericordioso, mas saibamos que Ele é também JUSTO, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de DEUS. Uma vez que DEUS é JUSTO, é impossível que os ingratos escapem do castigo. Misericórdia!! Misericórdia sim, mas para aqueles que TEMEM E BUSCAM à DEUS, e não para aquele que abusa da paciência DIVINA”

Algo me incomoda sobremaneira. O pensamento corrente em um “deus-amor” que se contrapõe ao Deus revelado nas páginas da Bíblia e por toda a amplitude da Revelação Divina. Ora, Deus, Criador do céu e da terra, não é também um Deus-Amor? Sim, EVIDENTE Deus é o Amor pleno e perfeito. Para sabermos sobre isto, basta lermos a I Carta do Apóstolo João, onde ele não somente explicita o Amor Divino como diz que quem não ama não é de Deus. Portanto, Deus é o amor perfeito, infinito!! Dito isto, e para tratarmos melhor esta questão, vamos então conhecer um pouco deste “deus-amor” recorrente em nosso tempo. Um dos maiores perigos, tanto pelo excesso quanto pelo desleixo é justamente querermos moldar um deus às nossas convêniencias, que seja compatível ao modo de pensar nas diversas épocas de nossa sociedade.

O que acontece em nossa época? Acontece que há um esfriamento da Fé, um esquecimento muito grande do compromisso com a Fé e seus mínimos preceitos, um aniquilamento do modo geral de que Fé não é exatamente necessário para ser uma boa pessoa, o clima atual nos faz pensar que a Fé é apenas um ato bom e natural e que no fundo no fundo não leva ninguém a nada, a não ser confortá-las até o fim da vida. Já que há uma dormência do conhecimento de Deus, então alarga-se o campo das teorias religiosas de nossos tempos e que estas teorias, muitas delas bestiais, encontrem um grandioso campo fértil para a sua propagação e que acabam sendo acolhidas por muitos e muitos, grandes e pequenos, ricos e pobres, etc. 

A Santa Igreja ensina , que a presunção da salvação sem merecimento, ou seja, aquele pensamento de que vou me salvar sem arrependimento, sem conversão, e sem obedecer ás leis e os mandamentos de Deus, pois Deus é misericordioso, é um PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO, E PORTANTO, UM PECADO QUE NÃO TEM PERDÃO!! É muito fácil, muito bom e confortável acolhermos a imagem de um “deus-amor”, que concede a liberdade não para que O amemos, mas para que possamos fazer tudo o que se pode e queremos fazer.

Este “deus-amor” é contrário a repressão dos sentimentos desordenados, pelo contrário, é a imagem de um deus que antes incentiva tais desordens, já que este deus é a pura misericórdia, tudo e todos estão salvos, então comamos, bebamos e morramos depois. Para propagar este deus-amor, muitas vezes as pessoas, já confortavelmente envolvidas com este deus, gostam de contrastar o deus-amor de hoje com o Deus de nossos pais, ou seja, o Deus de nossos pais, o Deus que os nossos pais tiveram a virtude de nos ensinar desde o nosso berço, é um Deus de castigo, um Deus de rosto fechado, bravo, pronto a nos dar cachimbadas pelos nossos erros, então claro, o deus de nossa época é muito melhor que o Deus de nossos pais, pois não castiga, não cobra respostas inteligíveis ao dom da Fé, não nos ameaça com a perdição eterna do inferno.

Eu lhes afirmo: Este deus, é falso. Um deus praticamente hippie, que se possivel viria a terra para gandaiar conosco e conduzir a festa. Deus não muda, mesmo que as nossas conveniências nos insitem a querer isso. Dizer que o Deus de nossos pais é diferente do deus de nossos tempos é dizer que Deus somente existe pela nossa necessidade natural de crer e assim podemos então, ao invés de se abrir ao grande mistério divino, criar o nosso deus, seja ele deus-amor, deus-paz, deus-justiça, dos pobres, do homossexualismo, fraternal, um deus escondido, enfim, um deus irreconhecível. Deus não muda e este Deus eterno e soberano, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da terra, é sim um Deus de Amor, do Amor único, pois fora Dele não há amor verdadeiro, não há vida, não há nada

A Igreja , baseando-se nas palavras de Jesus Cristo , fala sobre a existência do inferno , e sobre o fato de que haverá condenados no juízo final. E todo aquele que negar isso, seja clérigo ou laico, incorre em heresia . Somos livres para tornar o olhar com nossa alma ao Salvador e, também somos livres para obstinar-nos na sua rejeição. A morte petrificará essa opção pela eternidade toda. A salvação não é um direito que se tem enquanto ser humano, mas é um prêmio que se recebe por responder positivamente ao plano de Deus para cada um, pois, Ele espera que cada um o reconheça como Deus, siga sua lei e se sirva dos meios de santificação que deixou. A misericórdia de Deus exige de nós mudança de vida. Não confie nessa misericórdia falsa, porque a que vem do Senhor causa em nós reação e conversão.

A salvação de Deus é para todos. Não preguemos meias verdades, preguemos verdade inteira, renunciemos a vida velha e entremos pela porta estreita. Jesus quer que olhemos para o hoje, como estamos nos posicionando em relação a Jesus. Muitas vezes somos prepotentes, porque vamos nos enchendo de nós mesmos. Mas é preciso nascer hoje para a vida nova. Sejamos justos, porque Deus é justiça, misericórdia e amor. O nosso lugar é o céu e não vamos desistir diante da cruz do dia a dia. Porque lá no céu vai ser alegria e realização plena. Meus irmãos, coragem. Percorre-se longo caminho na empreitada em busca da salvação.Deus, efetivamente, quer que o homem realize a missão que lhe cabe, porquanto Ele sempre provê o necessário para tal, através de sua infinita bondade e misericórdia.

Revela Santa Faustina, em seu Diário: “Ó infelizes, que não aproveitais esse milagre de misericórdia de Deus! Clamareis em vão, pois já será tarde demais. Vi duas estradas: Uma estrada larga, atapetada de areia e flores, cheia de alegria e de música e de vários prazeres. As pessoas caminhavam por essa estrada dançando e divertindo-se — estavam chegando ao fim, sem se aperceberem disso. E, no final dessa estrada, havia um enorme precipício, ou seja, o abismo do Inferno. Essas almas caíam às cegas na voragem desse abismo; à medida que iam chegando, assim tombavam. E seu número era tão grande que não era possível contá-las. E avistei uma outra estrada, ou antes uma vereda, porque era estreita e cheia de espinhos e de pedras, por onde as pessoas seguiam com lágrimas nos olhos e sofrendo dores diversas. Uns tropeçavam e caíam por cima dessas pedras, mas logo se levantavam e iam adiante. E no final da estrada havia um magnífico jardim, repleto de todos os tipos de felicidade e aí entravam todas essas almas. Já no primeiro momento, esqueciam de seus sofrimentos” (Fonte: DIÁRIO DE SANTA FAUSTINA, 1448 e 153)

Quem não está convencido da plena seriedade da Eternidade, não convence ninguém, e só pregará um evangelho que não é o de Cristo. Muitos dizem-se tão misericordiosos, mas no fundo são deveras cruéis, pois ao não pregarem abertamente sobre as consequências do pecado, induzem o pecador em erro, levando-o a adiar a sua conversão, e dessa forma conduzem-no ao erro, pois este acumula pecados sobre pecados, obstinando-se no pecado, esperançado que um dia terá perdão mesmo sem o mínimo arrependimento. Só que, a muitos, a morte surpreende-os, sem terem tempo ou condições para se prepararem convenientemente.

Já dizia NOSSO SENHOR JESUS CRISTO á Santa Catarina de Sena: «Por presunção, erroneamente, firmam-se na esperança de serem perdoados, mas continuam a ofender-Me, pensando mesmo assim poderem contar com a Minha misericórdia. Jamais ofereci ou ofereço a Minha misericórdia para que Me ofendam. A finalidade do Meu perdão é para que, pela Misericórdia, os pecadores se defendam do Demônio e da confusão de espírito. Mas agem diversamente. Ofendem-Me porque sou Bom!» (Fonte: SANTA CATARINA DE SENA, LIVRO: O Diálogo, 14)

Diz São João Crisóstomo: “Essa misericórdia sobre a qual vós contais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste…..’Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei’. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas ao inferno!”

Busquemos pois, com urgência, o sacramento da confissão, verdadeiramente arrependidos, pois, afirma São Bernardo: “…que o coração, obstinado no mal durante a vida, se esforçará, no momento da morte, para sair do estado de condenação; mas não chegará a livrar-se dele, e, oprimido por sua própria malícia, terminará a sua vida no mesmo estado”

Tendo amado o pecado, amava também o perigo da condenação. É por isso justamente que o Senhor permitirá que ele pereça nesse perigo, no qual quis viver até à morte. Santo Agostinho disse que: “…aquele que não abandona o pecado antes que o pecado abandone a ele, dificilmente poderá na hora da morte detestá-lo como é devido, pois tudo o que fizer nessa emergência, o fará obrigadamente, e não verdadeiramente arrependido”.

O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão (cf. At 2,38; 17,30), envolve morte do pecado (cf. Rm 6). A Bíblia usa termos como “matar o velho homem e revestir-se com o novo”, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas (cf. Ef. 4,17-32; Cl 3). Maus hábitos como embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância e orgulho, precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do verdadeiro arrependimento. A tendência de muitas pessoas do Século XXI tem sido amenizar as exigências da conversão e inventar um plano mais fácil. Muitas pessoas tentam buscar a conversão e ajudar outras a se converterem sem arrependimento. Isso não é possível. Pois, elas ensinam um cristianismo indolor, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém pensam muito pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: não há conversão sem arrependimento, e não há misericórdia sem arrependimento e conversão!!

A urgência da conversão está expressa em nosso cotidiano da vida. Jesus Cristo é a manifestação radical e definitiva do amor de Deus por nós. Mas para que esse verdadeiro e incomparável amor de Deus se torne comunhão, temos de nos abrir diariamente a graça de Deus, desejá-lo no íntimo do nosso ser, mudar em nós aquelas atitudes que dificultam ou mesmo impedem a conversão. Vamos fazer um verdadeiro exame de consciência. Reexaminar nossas atitudes e buscar de coração aberto um verdadeiro arrependimento de nossos pecados.

Reflitamos de forma demasiadamente simples sobre o amor. Amor é não querer que o mal aconteça a nós e a ninguém, para isso temos limites que muitas vezes só conseguimos suportar por Amor. Logo, este deus-amor não se encaixa em sua omissão, pois permite que as pessoas se atolem até o pescoço com essa liberdade que conduz à ruina da pessoa humana, confundindo a individualidade da pessoa humana com o egoísmo.

Por isso eu digo que esse deus-amor bonzinho ao ponto de nos permitir afundar na nossa própria miséria e de nos deleitarmos nela, deve ser tido como nada. Abra-se sim ao Deus da Redenção, ao Deus que falou ao Povo de Israel, ao Deus que nos deixou por herança a sua própria obra que é a Santa Igreja, na qual se congrega todo o seu povo e que o conduz a presença deste Deus que é Amor, mas que também è JUSTIÇA , e corrige aqueles que ama e castiga aqueles que tem por seus filhos. Claro, ao dizerem sobre Deus Amor verifique se ele é o Deus que a Igreja ensina, pois ela foi fundada por Ele e enviada a anunciá-Lo sem enganos até o fim dos tempos , se é o Deus da Bíblia, o Deus da Divina Revelação Cristã, completa e imperecível. Deus é Pai, é Amor é Vida. O Deus Verdadeiro.

Equipe Templário de Maria

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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