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TRANSUBSTANCIAÇÃO E PRESENÇA REAL DE CRISTO NA EUCARISTIA


ISTO É O MEU CORPO (…) ISTO É O MEU SANGUE” (MATEUS 26, 26-28)



” modo de presença de Cristo sobe as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com ela seja como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual Tendem em todos os sacramentos. No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o corpo e o sangue juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte o Cristo todo. Esta presença chama-se real não por exclusão, como se as outras não fossem reais, Mas Sou autonomásia, por que é substancial e por que por ela Cristo, Deus e homem se torna presente completo”(CIC).



DIDAQUÊ


“No que concerne à eucaristia celebrai-a do seguinte modo (…) ninguém coma ou beba de vossa Eucaristia se não estiver batizado em nome do senhor, pois a respeito dela disse o senhor: “não deis coisas santas aos cães” (9,1.5).



INÁCIO DE ANTIOQUIA



“Eles se afastam da Eucaristia e da oração porque não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que na sua bondade, “o pai ressuscitou” (carta aos esmirnenses 4,1).




“Eles (os hereges) se afastam da Eucaristia e da oração por que não professam que a Eucaristia é a carne de nosso salvador Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados e que, na sua bondade, o pai ressuscitou (carta aos esmirnenses 7,1).




“Preocupai-vos em participar de uma só Eucaristia. De fato, há uma só carne de Nosso Senhor Jesus Cristo e um só Cálice na unidade do seu sangue, um único Altar, assim como um só Bispo Com o presbítero e os diáconos, meus companheiros de serviço. desse modo, o quê fizerdes, fazei-o segundo Deus” (carta aos piladelfos 4).




“Não sinto prazer pela comida corruptível, nem me atrai os prazeres desta vida. Desejo o pão de Deus, que é a carne de Jesus Cristo, da linhagem de Davi, e por bebida desejo sangue dEle, que é o amor incorruptível” (carta aos romanos 7,3,).



JUSTINO MÁRTIR



” Este alimento se chama entre nós ‘Eucaristia’ da qual ninguém pode participar a não ser que creia serem verdadeiros os nossos ensinamentos e se lavou no banho do batismo que traz a remissão dos pecados e a Regeneração, e vive conforme o que Cristo nos ensinou. de fato, não tomamos estas coisas como pão comum ou bebida ordinária,mas da maneira como Jesus Cristo, nosso salvador, feito carne por força do verbo de Deus, Teve carne e sangue para nossa salvação, assim nos ensinou que, por virtude da oração ao verbo que procede de Deus, alimente sobre o qual foi dita Ação de Graças -alimento com qual, por transformação, se nutrem nosso sangue e nossa carne – é a carne e o sangue Daquele mesmo Jesus encarnado. foi isso que os apóstolos nas memórias por eles escritas que se chamam Evangelhos, nos transmite que asim foi ordenado a eles, quando Jesus, tomando o pão e dando graças disse: fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo; e, igualmente, tomando o cálice e dando graças, disse: Isto é o meu sangue ( 1Apologia 66, 1-3).




“Este alimento chama-se entre nós Eucaristia. ninguém pode participar dele, a não ser aquele que crê que nossa doutrina é verdadeira e que foi purificado pelo batismo para o perdão dos pecados e para a Regeneração, e que vive como Cristo ensinou. Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus Cristo, nosso salvador, se fez carne pela palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou; depois de transformado, Nutre nossa carne e nosso sangue (…) Os apóstolos, em suas memórias que chamamos ‘Evangelhos’, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera: tendo ele tomado o pão e das Graças, disse: ‘fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo (Lucas 22,19; Marcos 14,22); e tomando igualmente O Cálice, deu graças e disse: Isto é o meu sangue (Marcos 14,24) e os deu Somente a Eles . Desde então, vírgula nunca mais deixamos de Recordar estas coisas entre nós” (diálogo com o judeu trifão 66).



IRENEU DE LIÃO




” Aconselhando também aos seus discípulos a oferecerem a Deus As Primícias das suas criaturas, não por que precisasse mas para que eles não se mostrassem inoperantes e ingratos, tomou o pão que deriva da criação, deu Graças, dizendo: Isto é o meu corpo; do mesmo modo, tomou o cálice, e provém como nós da criação o declarou seu sangue e estabeleceu a nova oblação do novo testamento. é esta a mesma oblação que a igreja recebeu dos Apóstolos e que, no mundo inteiro, ela oferece a Deus que nos dá o alimento, como Primícias dos dons de Deus na (Nova Aliança contra as heresias 4,17, 5).




” Como poderão (os hereges) ter certeza de que o pão ao qual deram Graças é o corpo do Senhor e o cálice de vinho o seu sangue se não o reconhecem como filho do criador do mundo, Isto é, o seu verbo pelo qual o lenho frutifica, brotam as fontes e a terra dá primeiramente a erva, depois a espiga e por fim a espiga cheia de trigo? Como ainda podem afirmar que a carne se corrompe e não pode participar da vida quando ela se alimenta do corpo e do sangue do Senhor? Então, ou mudam sua maneira de pensar ou se abstenha de oferecer as ofertas de que falamos acima Pão e Vinho. Quanto a nós, Nossa maneira de pensar e estar de acordo com a Eucaristia e a Eucaristia confirma a nossa doutrina, pois oferecemos o que já é seu, proclamando, como é justa, a comunhão e a unidade da carne e do espírito. Assim como pão que vem da terra, ao receber a invocação de Deus, já não é pão comum, mas a Eucaristia, feita de dois elementos: ou terrestre e o Celeste; do mesmo modo, nossos corpos, por receberem a Eucaristia Já não são corruptíveis, por terem a esperança da Ressurreição (contra as heresias 4,18, 3-4).




” Ele (Jesus) ainda reconheceu como seu próprio sangue o Cálice tirado da natureza criada, com o qual fortifica o nosso sangue, e proclamou ser seu próprio corpo o pão tirado da natureza criada com o qual se fortificam os nossos corpos; se, portanto, o cálice que foi misturado e o pão que foi produzido recebem a palavra de Deus e se tornam a Eucaristia, Isto é, o sangue e o corpo de Cristo, e se por eles cresce e se fortifica a substância da nossa carne, como podem entender que a carne seja incapaz de receber o dom de Deus que consiste na vida eterna, quando ela é alimentada pelo sangue e pelo corpo de Cristo e é membro deste corpo? Como diz o bem-aventurado apóstolo na epístola aos Efésios: somos membros de seu corpo, formados pela carne e pelos seus ossos; e não fala de algum homem pneumático e indivisível porque o espírito não tem ossos nem carne mas da estrutura do homem que nada tinha feito de carne, nervos e ossos, alimentado pelo cálice que é o sangue de Cristo e é fortificado pelo pão que é o seu corpo. Assim como a muda da videira, depositada na terra depois frutifica, e o Grão de Trigo caido no solo e destruído, Ressurge multiplicado pela ação do Espírito de Deus que tudo sustém e, em seguida, pela Arte dos homens, se fazem dessas coisas vinho e pão pelo que pela palavra de Deus se tornam na Eucaristia, Isto é, no corpo e sangue de Cristo; da mesma forma; os nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia, depois de serem decompostos, ressuscitarão, no seu tempo, quando o verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai, porque Ele dará a imortalidade ao que é corruptível já que o poder de Deus se manifestará na fraqueza (contra as heresias 5,2, 2-3)



TERTULIANO DE CARTAGO




” Com grande desejo tenho querido comer a Páscoa convosco antes de padecer, ó destruidor da lei que ainda esperava observar a Páscoa, tão seguro de que deleitaria pela carne do cordeiro judeu. Ou será que era ele, aquele que tendo que ser levado ao sacrifício Como Uma Ovelha e que, Como uma Ovelha perante o tosquiador, não deveria de abrir sua boca, desejava realizar a figura de seu sangue salvífico? Poderia também ter sido entregue por qualquer estranho para que não dissesse eu que também neste Salmo estava sendo cumprido: ‘Aquele que come pão comigo levantou seu pé contra mim porém, isto teria sido próprio de outro Cristo,não daquele que cumprir as profecias… Tendo declarado, pois, que ele, com grande desejo, teria desejado comer a sua própria Páscoa, pois seria indigno que Deus desejasse algo alheio, tendo tomado o pão e distribuído aos discípulos, pelo seu corpo, dizendo: Este é o meu corpo, Isto é, figura de meu corpo porém não teria sido, mas sim corpo verdadeiro. é demais, uma coisa vã como é um fantasma não poderia conter a figura. ou se por isto é o pão fez seu corpo, porque parecia de corpo verdadeiro, logo deveria entregar por nós o pão. Fazia para o vazio de Marcião que fosse crucificado o pão e nada mais para o melão que Marcião teve ao invés do coração? Não entendeu que é antiga esta figura do corpo de Cristo, que diz por Jeremias: Urgiam tramas contra mim, dizendo: venham! lancemos uma lasca em seu pão, isto é, a cruz em seu corpo. assim portanto, aquele que ilumina as antigas figuras, ao chamar de pão ao seu corpo, declarou suficientemente o que queria significar então o pão. assim, na comemoração do Cálice, e constituindo o Testamento selado com o seu sangue, confirmou a substância de seu corpo. porque o sangue não pode ser de corpo algum que não seja de carne. porque se alguma propriedade não carnal do corpo se nós opõe, certamente se não for Carnal não terá sangue. Assim a prova da realidade do corpo se confirmar pelo Testamento da carne e a prova da realidade da Carne pelo testemunho do Sangue Bom e para que reconheça a antiga figura do sangue do vinho, diz Isaías (…) muito mas manifestamente o gênesis, na benção de Judá, de cuja tribo deveria provir a origem da carne de Cristo, já então esboçava a Cristo em Judá: lavará – disse – em vinho as suas vestes e em sangue e uvas o seu manto, significando a estola e manto a carne, e o vinho o sangue. Assim agora consagrou seu sangue no vinho aquele que então fez o vinho figura de seu sangue” (contra Marcião 4,40).




“Pelo qual, pelo sacramento do pão e do Cálice, já temos provado no evangelho a verdade do corpo e do sangue do Senhor em contrário do fantasma pregado por Marcião (contra Marcião 5,8).




“O sacramento da Eucaristia confiado pelo senhor durante a ceia e a todos, o tomamos também nas reuniões antes do amanhecer e não da mão de outros senão daqueles de quem presidem (…) Sofremos aflição se cai ao chão algo de nosso cálice ou também do nosso pão” (da coroa 3)



HIPÓLITO DE ROMA




” Apresse-se todo fiel a receber a Eucaristia, antes de provar Qualquer coisa. Se ele a receber porque tem fé, o que quer que depois lhe seja Dado, ainda que mortal não poderá prejudicá-lo. Esforcem-se todos para que o Infiel não prove a Eucaristia, nem que o faça um rato ou outro animal, e para que dela não caia qualquer parcela e se perca: ela é o corpo de Cristo, que deve ser comido pelos crentes e não deve ser negligenciada” (tradição Apostólica).



ORÍGENES DE ALEXANDRIA




“Não temes comungar o corpo de Cristo, e aproximando-se da Eucaristia como se estivesses limpo e puro? Como podes desprezar o juízo de Deus? não te lembras que está escrito: ‘por isso há entre vós muitos fracos, doentes e muitos que morrem? Por que muitos fracos? porque não julgam a si mesmos, não se examinamos, não entendem o que é participar da igreja, nem [entendem] o que é aproximar-se de tantos e tão exímios sacramentos. Sofrem aquilo que costumam sofrer aqueles que têm febre. quando se atrevem comer dos manjares do Santos, Isto é, acarretam ruína para si mesmos” (comentários sobre os salmos 37,2,6).




“Em razão disso, Graças aos demônios, Celso é um homem que desconhecem a Deus e Suas Obras. Não, ao contrário, Damos graças ao criador de tudo; comemos os pães oferecidos com a ação de graças e a oração sobre os dons recebidos pelos tornados pela oração Eucaristia em corpo Santo e santificador dois que se servem dele com propósito (contra Celso 8,33).




“Conhecei a vós mesmos, vós que estais acostumados a assistir os dizendo os mistérios: quando recebemos o corpo do Senhor, o guardais com todo cuidado e veneração, para que não caia nada dele, nem desapareça nada do dom consagrado; isto porque, Como acreditais, sereis réus – e por justo motivo – se perdeste algo por negligência. E se, com justa razão, empregais tanto Cuidado para conservar o seu corpo, como poderíeis julgar menos ímpio a negligência [em seguir a] sua palavra?” (homilia sobre Êxodo 13, 3).




“Portanto, se sobre com ele (Jesus) para celebrar a Páscoa, ele te dará o cálice do novo testamento E também o pão da Benção; concederá o seu corpo e o seu sangue” (homilia sobre Jeremias 19,13).




” [Anteriormente,] o Maná era alimento em Enigma; agora, claramente a carne do verbo de Deus é verdadeiro alimento como ele mesmo diz: minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é verdadeiramente bebida (homilia sobre números 7,2).



NOVACIANO DE ROMA




“Apressando-se a ir ao espetáculo [dos gladiadores], mal tendo saído do sacrifício do Senhor (missa), este Infiel, carregando consigo a Eucaristia (como é de costume), passou com o santo (a Eucaristia) pelo caminho do prostíbulo, por entre os corpos obscenos das prostitutas. Desta forma, merece muito mais repreensão em razão do caminho que adotou do que pelo prazer [moral proporcionados pelo] espetáculo” (dos espetáculos 5).



ANÔNIMO(séc IIIl)




“Dignai enviar o teu santo espírito sobre estas criaturas e mudar o pão no corpo do senhor e salvador Jesus Cristo, vírgula e o cálice no sangue do Novo Testamento” (Eucológio o egípcio).




HILÁRIO DE POITIERS




“O verbo se fez realmente carne e nós, na refeição do Senhor, recebemos realmente a carne do verbo(…) Ele nos dá tanto a realidade de sua carne quanto à realidade de sua divindade no sacramento da sua carne” (da Trindade 8,13)




“Se é verdade que ‘a palavra se fez carne’, também é verdade que no sagrado alimento (Eucaristia) Recebemos a palavra feita a carne. Por isso, devemos estar convencidos que permanece em nós, de um modo conatural, aquele que (…) também mesclou no sacramento que nos Comunica a sua carne com a natureza da eternidade(…) por sua carne, ele está em nós e nós nele (…) Ele mesmo atesta que estamos em alto grau nele, pelo Sacramento em que nos comunica a sua carne e o seu sangue(…) esta é, portanto, a fonte de nossa vida: a presença de Cristo por sua carne em nós, [seres]” (carnais da Trindade 8,13 traço 16)




“Ele mesmo diz: ‘minha carne é verdadeiramente comida e meu sangue é verdadeiramente bebida. Quem come da minha carne e bebe do meu sangue fica em mim e eu nele’ (João 6,56). quanto a verdade da carne e do sangue não há lugar para dúvida: é verdadeiramente carne e verdadeiramente sangue, como vemos pela própria declaração do Senhor e por nossa fé em suas palavras. Esta carne, uma vez comida, e este sangue, bebido, fazem que sejamos também nós um em Cristo e o Cristo em nós. Não é isto verdade? Não o será para os que negam ser Jesus Cristo verdadeiro Deus! Ele está em nós, pois, por sua carne, e nós nele, e ao mesmo tempo o que nos somos está com ele em Deus” (da Trindade).




“ATANÁSIO DE ALEXANDRIA




“Verás os Levitas trazer pães e um cálice de vinho, e colocá-los sobre a mesa. Enquanto não forem feitas as invocações e orações, não há nada além de pão e cálice vinho, porém, após terem sido pronunciadas as grandes e admiráveis orações, então o pão se converte em corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e o vinho e se converte em seu sangue. Acuda-nos à celebração dos mistérios. Enquanto não se fizerem as orações e invocações, este pão e este vinho São simplesmente Pão e Vinho. mas, depois de se pronunciar essas grandes orações e Santas invocações, o verbo desce ao pão e ao cálice, e [estes] se convertem no corpo do verbo (aos recém batizados página 26,325).




EFRÉM DA SÍRIA




“Chamou o pão ‘seu corpo vivo’ encheu-o de si próprio e do seu espírito (…) e aquele que o come com fé, come fogo e espírito (….) tomai e comei-o todos; e, com ele, comei o espírito santo. De fato, é verdadeiramente o meu corpo, e quem o come viverá eternamente (homilia para a Semana Santa 4).




“Em teu pão se esconde o espírito, /que não pode digerir-se; /em teu vinho está o fogo, que não pode beber-se./ O Serafim não podia aproximar seus dedos das brasas,/ E elas só puderam aproximar-se os lábios de Isaías;/ nem os dedos as tomaram, nem os lábios as digeriram;/ mas o senhor concedeu a nós ambas coisas./ O fogo desceu com Ira para destruir os pecadores,/ mas o fogo da Graça Desce sobre o pão e ali permanece./ Em vez do fogo que destruiu o homem,/ comemos o fogo no pão/ e fomos salvos” (hinos sobre a fé 10,8-10).




CIRILO DE JERUSALÉM




“Portanto, tendo Ele pronunciado e dito acerca do pão: ‘Isto é meu Corpo’, quem se atreverá a duvidar disso a partir de então? E tendo Ele asseverado e dito: ‘Isto é o meu Sangue’, quem jamais poderá duvidar e dizer que não é o Sangue Dele? (…) Em outra ocasião, com um sinal seu, converteu a água em vinho em Caná da Galileia. Então não deveríamos crer quando converte o vinho em Sangue? (…) Assim, com total segurança participamos do Corpo e Sangue de Cristo. Isto porque na figura do pão te é dado o Corpo, e na figura do vinho te é dado o Sangue, para que, tendo participado do Corpo e do Sangue de Cristo, sejas feito corpóreo e consaguíneo Seu, e porque assim como somos feitos portadores de Cristo ao se distribuir por nossos membros o seu Sangue, assim também – conforme o bem-aventurado Pedro (2Ped. 1,4; 4,3) – somos feitos portadores ‘consortes da divina natureza’. Com efeito, não consideres como mero pão e mero vinho, porque são Corpo e Sangue de Cristo, conforme a fé: crê com firmeza, sem qualquer dúvida, que foi feito digno do Corpo e do Sangue de Cristo”


(Leituras Catequéticas 4,1-2.6).




“Quanto a mim, recebi do Senhor o que também vos transmiti’ etc. (I Cor 11, 23). Esta doutrina de São Paulo é bastante para produzir plena certeza sobre os divinos mistérios pelos quais obtendes a dignidade de vos tornardes concorpóreos e consanguíneos de Cristo. Quando, pois, Ele mesmo declarou do pão: ‘ Isto é o meu Corpo’, quem ousará duvidar? E quando Ele asseverou categoricamente: ‘ Isto é o meu Sangue’, quem ainda terá dúvida, dizendo que não é? Outrora em Caná da Galileia, por sua vontade, mudara a água em vinho; e não seria também digno de fé, ao mudar o vinho em sangue? (…) É, portanto, com toda segurança que participamos de certo modo do Corpo e do Sangue de Cristo: em figura de pão é deveras o Corpo que te é dado; e em figura de vinho, o Sangue, para que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, te tornes corpóreo e consanguíneo dele. Passamos assim a ser ‘Cristóforos’, isto é, portadores de Cristo, cujo Corpo e Sangue se difundem por nossos membros. E então, como diz São Pedro, ‘participamos da natureza divina’ (2Pd 1,4). Não trates, por isso, como simples pão e vinho a este Pão e Vinho, pois são, respectivamente, Corpo e Sangue de Cristo, consoante a afirmação do Senhor. E ainda que os sentidos não o possam sugerir, a fé no-lo deve confirmar com segurança. Não julgueis a coisa pelo paladar, antes, pela fé, enche-te de confiança , não duvidando de que foste julgado digno do Corpo e Sangue de Cristo”


(Leituras Catequéticas 4,3.6).





“Depois que nos santificarmos a nós mesmos com estes hinos espirituais (“Sanctus”), invocamos o Deus amante dos homens, para que envie o seu Espírito sobre a oblação, para que faça do pão Corpo de Cristo e do vinho Sangue de Cristo, pois, certamente, qualquer coisa que o Espírito Santo tocar será santificado e mudado” (Leituras Catequéticas 5,7).




Invocamos Deus misericordioso para que envie o seu Santo Espírito sobre as oblações que apresentamos a fim de Ele transformar o pão em corpo de Cristo e o vinho em sague de Cristo. O que o Espírito Santo toca, é santificado e transformado totalmente” (Leituras Catequéticas 23,7).




“O Verbo de Deus, em se unindo à própria carne, deu-lhe a virtude de vivificar. Portanto, convinha que Ele se unisse aos nossos corpos, de modo misterioso, mediante Sua sagrada Carne e precioso Sangue, que recebemos no Pão e no Vinho [consagrados] pela bênção vivificante”.




“Jesus está presente na Eucaristia, com o mesmo Corpo e o mesmo Sangue com que Ele nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou dos mortos. Cristo diz: ‘ Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue. Quem poderia duvidar? Quem poderia dizer a Jesus: ‘ Isto não é o Seu Corpo. Isto não é o Seu Sangue’?”.




“O Pão que parece pão, não é pão, mesmo que tenha aspecto e gosto de pão, mas é o Corpo de Jesus. O Vinho, mesmo que pareça vinho pelo gosto e cor, não é vinho, mas o Sangue do Senhor”.



Gregório de Nissa




“Embora sendo coisas de pouco valor antes da bênção, depois da santificação que vem do Espírito, ambas estas coisas [- pão e vinho-] operam de modo excelente”


(Do Batismo de Cristo).




Ambrósio de Milão




“Vês como é operante a Palavra de Cristo, se a Palavra do Senhor Jesus é de tanta virtude, que fez começar o que não existia – como, por exemplo, o mundo – quanto mais operante não será para conservar as coisas já existentes e comvertê-las em outras” (Dos Sacramentos 1,4).




“Talvez tu digas: ‘ Meu pão é pão comum’. No entanto, este pão é Pão antes das palavras sacramentais. Logo que se realiza a consagração, de pão que é, torna-se Carne de Cristo” (Dos Sacramentos 4).





“O Senhor ordenou e se fez o céu; o Senhor ordenou e se fez a terra; o Senhor ordenou e se fizeram os mares; o Senhor ordenou e geraram todas as criaturas. Veja, portanto, como é eficaz a palavra de Cristo. Se a palavra do Senhor Jesus é tão poderosa a ponto de, por meio dela, começar a ser o que antes não era, quanto mais haverá de sê-lo para fazer que as coisas que já eram sejam e se tranformem em outra coisa” (Dos Sacramentos 4,4,15).




“Confirmemos a verdade do mistério da Eucaristia pelo exemplo da encarnação: porventura o nascimento de Cristo foi precedido de processo natural? (…) É evidente que a Virgem gerou acima da ordem narural. Ora, o corpo que consagramos nasceu da Virgem. Por que buscas a ordem o Corpo de Cristo (=Eucaristia) quando acima da natureza nasceu da Virgem o Senhor? Foi verdadeira a carne de Cristo, crucificada e sepultada; portanto, é verdadeiramente de sua carne este sacramento”.





“Sabes, portanto, que aquilo que recebes é o Corpo de Cristo (…) Diz [o sacerdote], o qual, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas mãos. Antes da consagração é pão, mas logo que se lhe acrescentam as palavras de Cristo, é o Corpo de Cristo (…) Antes das palavras de Cristo, o cálice está cheio de vinho e água; mas enquanto as palavras de Cristo agiram, faz-se ali o sangue de Cristo que remiu o povo”.




“[Quanto à passagem:] “O Senhor fez tudo quanto seria no céu e na terra’ [, significa:] apesar das aparências de pão e de vinho, todavia devemos crer que, após a consagração, nelas não existe outra coisa senão a Carne e o Sangue de Cristo”.




Anônimo (séc. IV)




“Verdadeiramente o céu e a terra estão cheios de Tua glória, pela manifestação do Senhor Deus e Salvador nosso, Jesus Cristo: faze, ó Deus, que também este sacrifício esteja pleno de Tua bênção através da vinda de teu santíssimo Espírito” (Anáfora de São Marcos Evangelista).






João Crisóstomo




“Suplicamos-te: envia sobre nós e sobre estas ofertas o Teu Espírito Santo. Faze deste pão o precioso Corpo de teu Cristo, transformando-o com Teu Santo Espírito. Amém. A quantos o receberem, seja proveitoso para a sobriedade da alma, a remissão dos pecados, a comunhão do teu Espírito Santo, a plenitude do Reino dos Céus, a confiança em Ti e não para o pecado e a condenação” (Anáfora).




“Ergue-se o sacerdote não para atrair para baixo o fogo, mas o Espírito Santo: e por longo tempo dura a súplica, não para que uma chama acesa do alto consuma as ofertas [do pão e vinho], mas para que a graça, descida sobre o sacrifício, inflame por meio deste as almas de todos” (Do Sacerdócio 3,4).





“[O sacerdote] diz: ‘ Isto é meu Corpo’. Esta palavra transforma as coisas ofertadas, tal como aquela palavra: ‘Crescei e multiplicai-vos; preenchei a terra’ (Gên.1,28), ainda que dita uma só vez, preenche nossa natureza de força para procriar filhos. Assim, esta palavra(=’Isto é meu Corpo’), tendo sido dita uma só vez, desde aquele tempo até hoje e até a vinda do Senhor, opera o sacrifício perfeito em casa mesa mas igrejas (…) [Sobre o altar,] ali jaz Cristo imolado” (Homilia 1).




“Seu Corpo está agora diante de nós [sobre o altar]” (Homilia sobre Mateus 50,2).




“Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tornem Corpo e Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia estas palavras, mas a sua eficácia e a graça são de Deus. ‘ Isto é o meu Corpo’ – diz ele. Estas palavras tranformam as coisas oferecidas” (Prod. jud. 1,6).


NABETO, Carlos Martins; A fé cristã primitiva.



 
 
 

A CONSTRUÇÃO DO EVANGELHO DE SÃO MARCOS E A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE SÃO PEDRO


Cerca do ano 45



Depois de fazer numerosas conversões em Alexandria, S. Marcos ali recebeu o martírio, no ano 62 ou 68 da era cristã. Mas antes, e durante a sua estada em Roma, cerca do ano 45, havia composto o seu Evangelho, a pedido dos fiéis que queriam conservar por escrito o que S. Pedro ensinara de viva voz. Eis o que a esse respeito diz Papias, que o soubera de um velho ou de um dos padres que ele considerava como seus mestres e que, pertencendo a uma geração anterior, tinha podido ver ou tinha visto os Apóstolos e vivido com eles: “Como Marcos era secretario de Pedro, escreveu com cuidado o que sabia da boca dele e que conservava na sua memória; por causa disso não escreveu segundo a ordem, em que teve lugar o que Cristo disse ou fez, porque não ouviu o Senhor e não o seguiu como seu discípulo. Mais tarde, porém, agregou-se a Pedro, que doutrinava os ouvintes segundo as suas necessidades, e não com o fim de fazer uma história seguida dos oráculos do Senhor”. E muito provável que S. Marcos escrevesse o seu Evangelho na língua grega, que era a mais espalhada e tão usada então, até em Roma, que as mulheres ali a falavam com facilidade. S. Pedro reviu-o e aprovou-o; e é esta a razão por que alguns padres o atribuíram a este Apóstolo. A profunda humildade do chefe ali se nota em muitos lugares: assim não se encontra lá o elogio que Jesus Cristo fez a S. Pedro, mas sim as suas três negações, com todas as suas circunstâncias.





No mesmo tempo, S. Marcos escreveu também, ou ao menos verteu do grego para o latim, a primeira Epístola de S. Pedro aos fiéis do Ponto, da Galícia, Bitínia e Capadócia, onde fundara várias Igrejas. Roma ali é chamada Babilônia (Toda antiguidade cristã entendeu por Babilônia a cidade de Roma: S. João, em seu Apocalipse; Tertuliano; Eusébio; S. Jerônimo; S. Agostinho, etc.), por ser o centro da idolatria. Essa Epístola contém uma enérgica exortação à santidade e as regras mais importantes da moral cristã, expostas, diz o protestante Grótio, de um modo digno do Príncipe dos Apóstolos. Com efeito, ele fala como chefe dos pastores: “Apascentai, diz ele aos bispos e aos sacerdotes, apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele não por força, mas espontaneamente segundo Deus: nem por amor de lucro vergonhoso, mas de boa vontade: não como que quereis ter domínio sobre a herança do Senhor, mas feitos exemplares do rebanho com uma virtude sincera. E, quando aparecer o Príncipe dos Pastores, recebereis a coroa de glória, que nunca se poderá murchar”.



MISSÃO DE PAULO E BARNABÉ


Desde 43 a 46




Enquanto S. Pedro implantava a cruz em Roma, pregavam Saulo, Barnabé e alguns outros discípulos em Antioquia e nas vizinhanças (É em Antioquia e por esse tempo de 41 a 43 que os discípulos de Jesus Cristo, recebendo com alegria um motejo popular, denominaram-se cristãos, Bergier, art. Cristãos. Vida de Jesus Cristo, por Veuillot). Um dia em que eles ofereciam o sacrifício do Senhor, disse-lhes o Espirito Santo: “Separai-me Saulo e Barnabé para a obra a que eu os hei destinado”, Jejuaram, oraram, impuseram-lhes as mãos (alguns autores julgam que Saulo e Barnabé foram ordenados bispos por essa imposição das mãos; mas Árias Montano, Caetano e Suarez creem que essa cerimônia não foi senão uma rogativa) e os enviaram aonde o Espírito de Deus os chamava. Saulo, considerado até ali como simples cooperador de Barnabé, ocupou desde então o primeiro lugar, por ter sido o primeiro designado pela voz celeste para pregar o Evangelho aos gentios. Para o animar e amparar na difícil obra que ia empreender, arrebatou-o o Senhor ao terceiro céu; mas, para que essa revelação não lhe fosse motivo de soberba, submeteu-o a fortes tentações.




CONVERSÃO DO PROCÔNSUL SÉRGIO PAULO



Assim, divinamente preparado, “o sublime Paulo, diz S. Jerónimo, partiu a conquista da terra imitando o seu Mestre, o divino Sol da Justiça, de quem está escrito: de um salto voa de uma até a outra extremidade do céu”. Acompanhado de Barnabé e de João, que tinha por sobrenome Marcos, diferente do Evangelista, o grande Apóstolo dirigiu-se primeiro a ilha de Chipre, cujo governador era o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. Desejando ouvir a palavra de Deus, ele mandou chamar Saulo e Barnabé. Mas tinha ao pé de si um judeu mágico e falso profeta, por nome Barjesu, que se opunha aos Apóstolos, procurando apartar da fé o procônsul. Paulo disse-lhe: Eris coecus, “serás cego”; e logo caiu sobre ele uma obscuridade e trevas, e andando à roda procurava quem lhe desse a mão. Vendo esse fato, o procônsul abraçou a fé. Desde esse momento, dá a Sagrada Escritura sempre a Saulo o nome de Paulo; quer ele o tomasse do procônsul, como um monumento de sua conquista espiritual, quer houvesse tido desde o princípio dois nomes: um hebraico, como judeu de nascença; outro latino, como cidadão romano, e adotasse esse último quando foi pregar aos gentios.



Tratado de história eclesiástica, volume 1 — Padre RIVAUX, 1876— Brasília: Editora Pinus, 2011.

 
 
 

SÃO PEDRO FIXA A SUA SEDE EM ROMA

PROVAS DESSE FATO, ANO 42 OU 44

Depois de ter saído da prisão (Alguns autores dizem que são Pedro fora a Roma antes da sua prisão e que ali tornou pouco depois, o que faz com que uns fixem essa ida a 42, outros a 44 e até alguns, como Dom Ceillier, a 58.), São Pedro, deixando em seu lugar em Antioquia São Evódio, um dos seus discípulos ( Nicéforo, história eclesiástica, livro 2, capítulo 25— Teodoreto, Tradição da Igreja.), partiu com Marcos, seu secretário, para a capital do império, Roma, onde fixou a sua sede para sempre. Assim como um valente general, logo que começa a peleja, lança às vezes a sua bandeira ao meio das tropas inimigas para animar os seus soldados, também o chefe da Igreja, vendo travado o combate da fé com o paganismo, vai ele mesmo implantar o estandarte da Cruz no centro da idolatria. “E desse modo, diz S. Leão Magno, que um pobre barqueiro, que tinha trepidado diante de uma simples escrava, foi encarar sem medo a onipotência dos Césares.”

Esse fato importante, e de uma coragem evidentemente sobrenatural, tem toda a certeza histórica possível. Toda a tradição o afirma pela voz dos homens e dos monumentos. Atestam-no: no primeiro século, S. Papias, Papa S. Clemente e Santo Inácio de Antioquia; no segundo século, S. Dionísio, bispo de Corinto, Santo Irineu (livro III, capítulo 3) e S. Justino, em sua Apologia; no terceiro, S. Clemente de Alexandria, Tertuliano, Orígenes e S. Cipriano; no quarto, Arnóbio, Santo Epifânio”, Eusébio, São João Crisóstomo e Santo Ambrósio; no quinto, S. Jerônimo, Santo Agostinho“, S. Optato”, Orósio”, Teodoreto”, etc. “A ida de S. Pedro a Roma, diz Barônio, é certificada por todos os escritores eclesiásticos nas duas Igrejas, grega e latina”.

No século segundo, Caio, jurisconsulto romano do tempo do Papa Zeferino, refere que os fiéis afluíam a Roma a fim de visitar os sepulcros de S. Pedro e de S Paulo. Juliano, o Apóstata, diz que, antes da morte de S. João, eram venerados secretamente pelos cristãos os corpos desses dois Apóstolos. Desde os primeiros séculos até os nossos dias, essa veneração e afluência dos fiéis têm conservado sempre esse caráter de perpetuidade e de universalidade, que é como o selo incomunicável da verdade. Ademais, o estabelecimento da sede de S. Pedro em Roma comemora-se na Igreja com uma festa especial desde tempo imemorial. Dão fé disso os mais antigos Martirológios; e um concílio de Tours, celebrado em 567, intentou remediar os abusos que nela se haviam introduzido. Belet, teólogo parisiense que escrevia há 500 anos, diz que se tinha instituído essa festa para desviar os cristãos de imitar os idólatras, que, em certos dias do mês de fevereiro, punham carnes sobre as sepulturas de seus pais. Esse último testemunho, sobretudo, faz evidentemente remontar essa festa aos primeiros dias do cristianismo.

Além disso, nenhuma seita antiga negou esse ponto histórico tão importante. Dentre os modernos, impugnaram-no alguns protestantes; mas os sábios mais recomendáveis da Reforma conformam-se a esse respeito com toda a história. “Nós temos, diz o Barão de Stark, em favor da primazia do episcopado de S. Pedro em Roma, o testemunho de toda a antiguidade cristã, desde Papias e Irineu, que ambos viviam no segundo século da Igreja e dos quais o primeiro era um discipulo de S. João Evangelista.” Basnage declara que nenhuma tradição tem mais testemunhos em seu favor e que não se pode duvidar dela sem destruir toda a certeza histórica. Pearson diz que nenhum dos antigos contestou a fundação da Igreja romana por S. Pedro nem a sucessão dos Papas. Puffendorf, em seu Livro da monarquia do Pontífice romano, e Grócio, em suas Cartas, falam claramente a favor da primazia da Igreja romana e da sua sucessão episcopal; e é tão incontestável essa verdade que nem Lutero, nem Calvino, nem os centuriadores de Magdeburgo tentaram impugná-la (Centuriadires deMagdeburgo> Nome dado a sete ministros protestantes que, em 1552, principiaram a publicar em magdeburgo uma história eclesiástica, repartida por séculos, à qual puseram o título centúrias). Calvino diz que não ousa negar que S. Pedro morresse em Roma, “por causa do consenso dos escritores”, propter scriptorum consensum. Leibnitz, Hammond, Scaligero, Newton, Blondel, Barratier, Bertoldo, Cave, Shroch, William, Cobbet, etc. declararam-se tão abertamente pela ida de S. Pedro a Roma como os mais fervorosos católicos. “É preciso ter perdido o juízo, diz o sábio alemão Leandro, para rejeitar o testemunho unânime da antiguidade eclesiástica e não admitir que S. Pedro estivesse em Roma. (Nícolas, estudos filosóficos, tratado da história da infalibilidade dos Papas; Gorini e John Maccorry, supremacia de São Pedro. Calvino, institutas, livro 4 e 6).

ORIGENS DOS TRÊS PRIMEIROS PATRIARCADOS

Roma era a capital do mundo, principalmente do Ocidente: Pedro estabeleceu nela a sua sede, “para dali apascentar os cordeiros e as ovelhas de Jesus Cristo”. Antioquia, cognominada a grande, para distingui-la de suas homônimas, em numero de dez ou doze, era a capital do Oriente, e Pedro para lá tinha levado a sua sede. Alexandria era a capital do Egito: de Roma, Pedro enviou para ali Marcos, seu discípulo, cerca do ano 60, a fim de fundar uma Igreja em seu nome (Alexandriae Marcum proefecit Petrus [Nicéforo, Félix, Teodoreto]. Roma, Antioquia e Alexandria eram, de alguma sorte, diz Jager, as três metrópoles do politeísmo; cada uma delas tinha um panteão. O chefe dos Apóstolos começa por implantar ali o estandarte sagrado; vai assim direto ao inimigo e o fere no coração. Cada uma dessas três grandes capitais estava colocada no centro do movimento intelectual e comercial da parte do mundo a que ela presidia. Porém todas três podiam corresponder-se mutuamente, receber ou dar expeditamente as suas ordens, porque estavam situadas às margens desse mar, que não é mais que um Iago em comparação do imenso oceano. Era, pois, difícil imaginar melhor situação para os patriarcados nos pontos de vista geográfico, politico e religioso. As igrejas dessas três grandes capitais do mundo então conhecido chamaram-se patriarcas e apostólicas. por causa da supremacia de Pedro. É isso tão notório que, no século V, querendo um imperador e um concílio ecumênico, o de Calcedônia, conferir a dignidade de patriarca ao bispo da nova Roma ou de Constantinopla, recorreram ao sucessor de Pedro nestes termos: “Dignai-vos derramar também por sobre a lgreja de Constantinopla os raios de vosso primado apostólico”. O que mostra que, no sentir da Igreja, o patriarcado não é mais que uma dimanação do primado de Pedro, cuja plenitude reside na sede de Roma. (Bastará que uma Igreja seja fundada por Pedro para ser patriarcal? Não. É necessário, diz Thomassin, que Pedro quisesse ali estabelecer de um modo especial a preeminência do seu trono, da disciplina, livro 1, capítulo 3).

Tratado de história eclesiástica, volume 1 — Padre RIVAUX, 1876— Brasília: Editora Pinus, 2011.

 
 
 
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