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Após circulação da carta onde o Arcebispo de Curitiba comunica que foi revogado o decreto que aprovava Comunidade Colo de Deus na Arquidiocese de Curitiba, os membros da comunidade lançaram um Comunicado Oficial através das Redes Sociais.

COMUNICADO OFICIAL

Vinde Espírito Santo!

Jandaia do Sul, Paraná, 26 de julho de 2019 Memória de Santa Ana e São Joaquim

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará” I Coríntios 13, 4 – 8a.

Nós, membros da Comunidade Católica Colo de Deus, temos recebido algumas mensagens e contatos de amigos e conhecidos que nos fizeram chegar o texto de uma suposta carta que teria sido enviada pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, ao Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, na qual o Arcebispo desqualificaria a pessoa de nosso fundador, Hugo Santos, e, em virtude da presença dele, revogaria o decreto que aprova a Comunidade na Arquidiocese de Curitiba. Sobre isto, gostaríamos de esclarecer o seguinte:

1. Até a presente data, nossa Comunidade não recebeu nenhum comunicado por parte do Arcebispo Metropolitano de Curitiba com semelhante revogação do Decreto de Ereção Canônica. Não fomos notificados sobre a existência de um “Decreto Singular”, condição indispensável para uma revogação.

2. Sobre a dita carta, causa-nos estranheza que uma correspondência entre dois Arcebispos “vazasse” desta maneira. Temos recebido o texto – que constaria na dita carta – através das Redes Sociais; as mensagens nos chegam por pessoas de todas as regiões do País. Preferimos acreditar que houve algum “ruído de comunicação”, envolvendo os nomes dos Arcebispos, a constatar um vazamento proposital causado por um destes dois Pastores de Almas, dando por revogada a nossa comunidade sem sequer existir um “decreto singular” e uma notificação a nós. Tão pouco vimos, materialmente, esta carta, ou cópia fiel da mesma, de modo que a desconsideramos.

No ano de 2017, a providência de Deus nos visitou por meio da doação de um terreno na cidade de Jandaia do Sul, Arquidiocese de Maringá. Em virtude disto, nossa casa mãe e os principais apostolados da Comunidade passaram a ser realizados desde a Arquidiocese de Maringá (e agradecemos a Dom Anuar Battisti por sua amistosa acolhida). Nossa Comunidade é, diante da tradição bimilenar da Igreja, tão somente um bebê, em seus quinze anos de existência. Erros diversos já foram cometidos e repetidos por nós, em nosso processo de aprendizado; por causa desses nossos erros, queremos, por meio destas linhas, pedir, sinceramente, o perdão. Desejamos que o processo de reconhecimento eclesial, iniciado com Dom Moacyr José Vitti (descanse em paz), possa, agora, ter a devida continuidade sob os cuidados de Dom Anuar, a quem nos subtemos e rogamos, por favor, que nos discipline e oriente. Que as possíveis inquietudes pastorais de Dom José Antônio Peruzzo possam ser levadas em conta neste processo, para o crescimento de nossa Comunidade. Abrimos, ao Ordinário do Lugar onde nos encontramos, as portas de nossas casas de missão, as portas das casas de nossas famílias e rogamos, como filhos, a solicitude paternal desta Igreja Local.

Ainda somos aquela mesma comunidade “audaciosa e arrojada” – como nos definira o próprio Dom José Antônio Peruzzo em 2017 – capaz, pela misericórdia de Deus, de chegar a pessoas e lugares onde, ordinariamente, o trabalho pastoral comum da Igreja não costuma chegar; acreditamos – e nisto temos gastado nossa vida… nossa juventude! – que tudo aquilo que somos e fazemos não é fruto da mente inventiva de um homem: Hugo Santos, nosso fundador. Cremos que o Espírito Santo deu-nos uma obra que pudesse vir ao socorro de uma juventude que tem sucumbido às drogas, ao suicídio e ao mais profundo vazio existencial.

Na certeza de que o amor é paciente, é bondoso, tudo desculpa, tudo suporta e jamais acabará, agradecemos a amizade de inúmeros sacerdotes que tomaram a decisão de nos amar e que enxergam, até em nossos erros, tentativas frustradas de fazer o bem.

A todos os membros da Comunidade Católica Colo de Deus, bem como aos membros de nossas células espalhadas pelo Brasil e a todos os nossos amigos e amigas que, de algum modo, encontram na Comunidade um esteio espiritual e formativo, pedimos muita serenidade, paz e confiança: Somos Filhos da Igreja e temos a certeza de que Ela, como Mãe e Mestra, conduzirá este momento e o levará a bom termo.

Rogamos à Imaculada, a quem pertencemos, que nos ajude neste tempo. Aproveitamos esta oportunidade para renovarmos nosso amor incondicional à Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

Fraternalmente em Cristo,

Membros da Comunidade Católica Colo de Deus

 
 
 

Após circulação da carta onde o Arcebispo de Curitiba comunica que foi revogado o decreto que aprovava Comunidade Colo de Deus na Arquidiocese de Curitiba, os membros da comunidade lançaram um Comunicado Oficial através das Redes Sociais.

COMUNICADO OFICIAL

Vinde Espírito Santo!

Jandaia do Sul, Paraná, 26 de julho de 2019 Memória de Santa Ana e São Joaquim

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acabará” I Coríntios 13, 4 – 8a.

Nós, membros da Comunidade Católica Colo de Deus, temos recebido algumas mensagens e contatos de amigos e conhecidos que nos fizeram chegar o texto de uma suposta carta que teria sido enviada pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, ao Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, na qual o Arcebispo desqualificaria a pessoa de nosso fundador, Hugo Santos, e, em virtude da presença dele, revogaria o decreto que aprova a Comunidade na Arquidiocese de Curitiba. Sobre isto, gostaríamos de esclarecer o seguinte:

1. Até a presente data, nossa Comunidade não recebeu nenhum comunicado por parte do Arcebispo Metropolitano de Curitiba com semelhante revogação do Decreto de Ereção Canônica. Não fomos notificados sobre a existência de um “Decreto Singular”, condição indispensável para uma revogação.

2. Sobre a dita carta, causa-nos estranheza que uma correspondência entre dois Arcebispos “vazasse” desta maneira. Temos recebido o texto – que constaria na dita carta – através das Redes Sociais; as mensagens nos chegam por pessoas de todas as regiões do País. Preferimos acreditar que houve algum “ruído de comunicação”, envolvendo os nomes dos Arcebispos, a constatar um vazamento proposital causado por um destes dois Pastores de Almas, dando por revogada a nossa comunidade sem sequer existir um “decreto singular” e uma notificação a nós. Tão pouco vimos, materialmente, esta carta, ou cópia fiel da mesma, de modo que a desconsideramos.

No ano de 2017, a providência de Deus nos visitou por meio da doação de um terreno na cidade de Jandaia do Sul, Arquidiocese de Maringá. Em virtude disto, nossa casa mãe e os principais apostolados da Comunidade passaram a ser realizados desde a Arquidiocese de Maringá (e agradecemos a Dom Anuar Battisti por sua amistosa acolhida). Nossa Comunidade é, diante da tradição bimilenar da Igreja, tão somente um bebê, em seus quinze anos de existência. Erros diversos já foram cometidos e repetidos por nós, em nosso processo de aprendizado; por causa desses nossos erros, queremos, por meio destas linhas, pedir, sinceramente, o perdão. Desejamos que o processo de reconhecimento eclesial, iniciado com Dom Moacyr José Vitti (descanse em paz), possa, agora, ter a devida continuidade sob os cuidados de Dom Anuar, a quem nos subtemos e rogamos, por favor, que nos discipline e oriente. Que as possíveis inquietudes pastorais de Dom José Antônio Peruzzo possam ser levadas em conta neste processo, para o crescimento de nossa Comunidade. Abrimos, ao Ordinário do Lugar onde nos encontramos, as portas de nossas casas de missão, as portas das casas de nossas famílias e rogamos, como filhos, a solicitude paternal desta Igreja Local.

Ainda somos aquela mesma comunidade “audaciosa e arrojada” – como nos definira o próprio Dom José Antônio Peruzzo em 2017 – capaz, pela misericórdia de Deus, de chegar a pessoas e lugares onde, ordinariamente, o trabalho pastoral comum da Igreja não costuma chegar; acreditamos – e nisto temos gastado nossa vida… nossa juventude! – que tudo aquilo que somos e fazemos não é fruto da mente inventiva de um homem: Hugo Santos, nosso fundador. Cremos que o Espírito Santo deu-nos uma obra que pudesse vir ao socorro de uma juventude que tem sucumbido às drogas, ao suicídio e ao mais profundo vazio existencial.

Na certeza de que o amor é paciente, é bondoso, tudo desculpa, tudo suporta e jamais acabará, agradecemos a amizade de inúmeros sacerdotes que tomaram a decisão de nos amar e que enxergam, até em nossos erros, tentativas frustradas de fazer o bem.

A todos os membros da Comunidade Católica Colo de Deus, bem como aos membros de nossas células espalhadas pelo Brasil e a todos os nossos amigos e amigas que, de algum modo, encontram na Comunidade um esteio espiritual e formativo, pedimos muita serenidade, paz e confiança: Somos Filhos da Igreja e temos a certeza de que Ela, como Mãe e Mestra, conduzirá este momento e o levará a bom termo.

Rogamos à Imaculada, a quem pertencemos, que nos ajude neste tempo. Aproveitamos esta oportunidade para renovarmos nosso amor incondicional à Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

Fraternalmente em Cristo,

Membros da Comunidade Católica Colo de Deus

 
 
 

Uma carta datada do dia 22 de julho de 2019, assinada por Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, comunica que foi revogado o decreto que aprovava Comunidade Colo de Deus na Arquidiocese de Curitiba. Portanto, dessa forma eles não têm mais reconhecimento nesta Igreja Particular. 

Leia a Carta:

Curitiba, 22 de julho de 2019

Ex.mo Sr. Dom José Francisco Rezende Dias M.D. Bispo de Niterói

Saudações,

Sirvo-me desta carta para inteirá-lo da situação da Comunidade Colo de Deus, presente nesta Arquidiocese, autorizada que foi por Dom Moacir Vitti em setembro de 2010. Trata-se de uma comunidade de fiéis leigos, fundada pelo Sr. Hugo Santos na cidade do Rio de Janeiro em torno de 2005. Após alguns desencontros com autoridades daquela Arquidiocese, transferiram-se para Curitiba.

Desde que cheguei a esta Arquidiocese, em março de 2015, já nos primeiros dias ouvi muitas reclamações dos padres acerca de sua presença e atuação: fanatizações em torno ao fundador; pouco apreço pela dinâmica pastoral das paróquias; esvaziamento dos grupos de jovens; desinteresse em participar dos programas Arquidiocesanos de evangelização dos jovens… Enfim, as reclamações gravitavam em torno à dependência psicológica pela figura do fundador e pelo desapreço em caminhar com a Igreja local. Seguiam caminhos paralelos e autônomos.

Alguns meses após a posse foram chamados. Queria conhecê-los. Queria ouvi-los. Vieram, apresentaram-se, explicaram-se, justificaram-se… Foram vivamente exortados a caminhar com a Igreja. Foi-lhes proposto, e reproposto em encontros posteriores, que aceitassem a orientação de dois padres aprovados por eles. Um seria orientador da comunidade (programas de formação, acompanhamento da própria vida comunitária, relação com a pastoral das paróquias e da Arquidiocese). Outro seria o Diretor Espiritual. Com o passar do tempo ambos se enfastiaram de tentar ajudá-los. Atestaram o pouco apreço da Colo de Deus por sua colaboração. Tudo gravitava em torno de “papai Hugo”, o fundador.

……

Pelo Brasil afora há belas experiências com as novas comunidades. Mas é também verdade que situações muito amargas ainda perduram. Pelo exposto acima quero explicitar que foi revogado o decreto que os aprovava nesta Arquidiocese de Curitiba. Não mais têm eles reconhecimento nesta Igreja Particular. Escrevo-lhe, caro irmão Bispo, em caráter prudencial, recomendando cautela enquanto não houver clareza acerca dos balizamentos eclesiais que inspiram os eventos e, especialmente, a relação da Colo de Deus com a (Arqui)Diocese em que se situam ou se apresentam. Cheguei a este posicionamento depois de anos de tentativas de integrá-los.

Sem mais, despeço-me com profundo respeito e fraternidade. Mas também com tristeza. Eu preferiria não ter que redigir estes parágrafos. Ponho-me à disposição para esclarecimentos.

Dom José Antonio Peruzzo Arcebispo de Curitiba

Obs. A carta foi confirmada após contato telefônico com a Chancelaria da Arquidiocese de Curitiba.

Os membros da Comunidade Colo de Deus já lançaram uma nota a respeito da carta a respeito do reconhecimento diocesano na Arquidiocese de Curitiba. Clique aqui para ler.

 
 
 
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