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ROMA, domingo, 28 de maio. 13 / 12:19 (ACI / EWTN Notícias) -. Angel, 43 anos de idade, mexicano no qual o Papa Francisco realizou uma “oração de libertação” após a conclusão da missa de Pentecostes, na Praça de São Pedro, em 19 de Maio, contou sua história e revelou que há mais de dez anos, ele foi possuído por quatro demônios e que em um sonho levou-o a viajar para Roma para encontrar o Papa.

Em entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo, Angel lembrou que tudo começou em 1999, “um dia retornando em um ônibus da Cidade do México para minha cidade natal em Michoacan, senti que uma energia que entrou no ônibus. Não vi, mas perceptível”.

“Percebi que se aproximou de mim e parou na minha frente. E, de repente, eu me senti como se alguém tivesse me esfaqueado no peito e depois, pouco a pouco, a sensação de que eles estavam me abrindo às costelas”, disse.

Inicialmente, Angel pensou que era um ataque cardíaco, mas não morreu e seu estado de saúde agravou-se, porque “tudo o que eu comia vomitava. Havia picadas por todo o meu corpo, como se fosse cheio de agulhas”.

“Até as folhas me machucavam. Comecei a não me sentir capaz de andar”, lembrou.

Logo começaram os transes em que proferiram blasfêmias e falavam em línguas sem médicos que o assistissem para explicar o que estava acontecendo.

Sua saúde tornou-se delicada “no total já me deram quatro vezes a Unção dos Enfermos”, diz ele.

Esse sacramento trouxe uma melhoria na sua saúde, por isso que Angel começou a orar, com uma especial devoção ao Senhor da Misericórdia.

Em 2004, Angel assistiu a uma palestra de um padre ucraniano na cidade mexicana de Morelia, que explicou o seu caso.

“Eu disse a ele o que estava acontecendo comigo, como me senti mal. Ele me colocou no peito uma relíquia do Padre Pio e então eu vi uma luz especial que me rodeava, senti uma grande paz. Mas, ao mesmo tempo, notei algo que começando a me arranhar dentro de mim. Isso é algo que me derrubou e começou a se manifestar. Vi que eu não podia fazer nada, que a presença era mais forte do que eu, me dominada “, disse ele.

Naquele dia, ficou claro que ele estava possuído e praticou seu primeiro exorcismo.

Sabendo que ele estava possuído, confessou Angel, “me deu muito medo. E eu me senti muito sujo em pensar que dentro de mim havia um ser maléfico”.

“A minha família reagiu primeiro com incredulidade e, de fato, entre meus irmãos, há alguns que ainda estão céticos que acreditam que o que eu tenho é o resultado de um desequilíbrio psicológico”.

Angel expressou sua proximidade com as pessoas ao redor do mundo passando por algo semelhante e ele “se sente incompreendido por sua família, amigos e às vezes até pela própria Igreja, porque nem todas as dioceses tem exorcistas”.

“Além disso, porque há padres que não acreditam em possessão demoníaca, eles consideram que são problemas psiquiátricos. Há muitos que acabam em asilos e morrem sem saber o que aconteceu”, lamentou.

Inicialmente, um sacerdote na Cidade do México realizou quatro ou cinco exorcismos, durante um dos quais “o padre perguntou como o demônio tinha entrado em mim e ele disse que era por causa de uma maldição que me fez uma pessoa”.

Eventualmente, aconselhou-o a recorrer ao famoso exorcista padre espanhol José Antonio Fortea, que em uma viagem para o México, há três anos, eu conheci e tinha avisado ele.

Angel tem uma licenciatura em Marketing pela Universidade de Guadalajara (México), e teve sua própria empresa de publicidade, que teve que fechar, porque “a minha saúde não me deixava trabalhar”.

“A fim de sustentar a minha família eu tive que vender a minha casa e um apartamento que tínhamos. Agora moro em uma casa que a minha mãe nos deu. Felizmente, eu não estou em dificuldades financeiras, com a venda das duas casas dá para viver”, disse ele.

No entanto, Angel anseia por “uma vida normal. Especialmente para minha esposa e meus filhos, com idades entre seis e onze anos. Felizmente os meus dois filhos nunca me viram possesso. Mas eles sabem que eu estou doente”, disse em meio a lágrimas.

Mas, recentemente, Angel teve um sonho que daria uma grande mudança no seu caso e que o seu testemunho acabaria por chegar a todo o mundo.

“Eu vi o Santo Padre Francisco vestindo vermelho e orando com um incensário na mão e rodeado por bispos e cardeais. Não dei importância, mas quando acordei, liguei a TV e vi uma missa do Papa, vestindo vermelho e com um incensário na mão, rodeado de bispos e cardeais e passou pela minha cabeça uma ideia: eu tenho que ir a Roma “, disse.

“Por esse tempo, ele lembrou, estava lendo o livro “O Último Exorcista”, o famoso exorcista da diocese de Roma (Itália), Gabriele Amorth”, que afirma que tanto a Bento XVI e João Paulo II havia realizado exorcismos e orações libertadora para possuído”.

Angel não hesitou o suficiente em viajar para Roma, porque “era muito ruim, eu tinha medo de morrer longe dos meus filhos, minha família.”

No final, com Juan Rivas, um sacerdote mexicano Legionários de Cristo, a quem conheceu há dois anos viajaram para Roma.

“Depois de tentar três vezes saudar o papa, sem sucesso”, Domingo de Pentecostes “a providência divina lhe ajudou e finalmente conseguiu encontrá-lo e recebeu dele uma oração”, disse o padre Rivas.

O dia depois da oração do Papa em Angel, padre Amorth viu e disse que “não há dúvida de que ele está possuído”.

Em entrevista à ACI DIGITAL em 22 de maio, o padre disse que naquele dia “o Papa veio e deu-lhe uma forma de oração de exorcismo e de libertação, e não o exorcismo clássico que é feito com o livro.”

O mexicano, Amorth disse, “é realmente uma alma de Deus, que o Senhor usa para censurar o México em relação à legalização do aborto”.

Traduzido por Tiago Rodrigo da Silva – Apostolado Spiritus Paraclitus

 
 
 

VATICANO, 17 Mai. 13 / 02:51 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco alentou os fiéis cristãos a serem instrumentos da misericórdia, ternura e amor que Deus tem por cada homem e mulher, para evangelizar o mundo que precisa encontrar-se com Cristo.

Assim o indicou o Santo Padre em seu discurso nesta manhã aos diretores das Obras Missionárias Pontifícias e lhes disse que “isto é o que sempre deve nos alentar: saber que a força da evangelização provém de Deus, que pertence a Ele. Nós estamos chamados a abrir-nos cada vez mais à ação do Espírito Santo, a oferecer nossa completa disponibilidade para sermos instrumentos da misericórdia de Deus, da sua ternura, do seu amor por cada homem e cada mulher, sobretudo aos pobres, aos excluídos, aos afastados”.

“E esta para cada cristão e para toda a Igreja não é uma missão facultativa, mas essencial. Como dizia são Paulo ‘Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!’ A salvação de Deus é para todos!”.

O Santo Padre disse também que as Obras Missionárias Pontifícias são “plenamente atuais, mais ainda, necessárias porque há muitos povos que ainda não conheceram nem encontraram Cristo e urge encontrar novas formas e caminhos para que a graça de Deus toque o coração de cada homem e cada mulher e os leve a Ele”.

O Papa recordou que estas obras se chamam pontifícias porque “estão à disposição direta do Bispo de Roma com o objetivo específico de atuar para que se ofereça a todos o dom inapreciável do Evangelho”.

“Certamente a missão que nos espera é difícil, mas com a guia do Espírito Santo se transforma em uma missão entusiasta… E o que nos tem que dar sempre coragem é saber que a força da evangelização procede de Deus, pertence a Ele”, prosseguiu.

O Pontífice repetiu aos diretores gerais o convite que faz quase 50 anos lhes dirigiu Paulo VI: “Protejam com esforço a abertura universal” das Obras Missionárias Pontifícias, e exortou a que “seguindo o sulco de sua tradição secular continuem animando e formando as Igrejas, abrindo-as a uma dimensão ampla da missão evangelizadora”.

Embora estas Obras também estejam postas sob a solicitude dos bispos para que se radiquem na vida das Igrejas particulares, “devem converter-se realmente em uma ferramenta privilegiada para a educação no espírito missionário universal e na comunhão e colaboração cada vez mais intensa entre as Igrejas para o anúncio do Evangelho ao mundo”.

“Frente à tentação das comunidades de fechar-se em si mesmas, preocupadas com seus problemas -advertiu o Papa- sua tarefa é chamar à “missio ad gente”, de testemunhar profeticamente que a vida das Igrejas é missão e é missão universal”.

Neste contexto, o Papa Francisco, chamou a dedicar “uma atenção especial às Igrejas jovens que, frequentemente, vivem em um clima de dificuldade, de discriminação e também de perseguição, para que sejam sustentadas e ajudadas na hora de testemunhar com a palavra e as obras o Evangelho”.

Para concluir exortou os diretores das Obras Missionárias Pontifícias a prosseguir seu trabalho “para que as Igrejas locais assumam cada vez com mais generosidade, sua parte de responsabilidade na missão universal da Igreja”.

 
 
 
Papa recorda a Alegria, o Mistério da Cruz e os Jovens em sua homilia de Domingo de Ramos

VATICANO, 24 Mar. 13 / 03:25 pm (ACI).- Em sua primeira Missa de Domingo de Ramos como Sumo Pontífice o Papa Francisco falou sobre o mistério da cruz e recordou a Jornada Mundial da Juventude, celebrada anualmente em Roma e em outras dioceses do mundo nesta data litúrgica e que a cada 3 ou 2 anos também se realiza em algum país eleito pelo próprio Santo Padre. Francisco falou também sobre a edição do evento que se realiza este ano no Brasil.

Falando inicialmente da multidão que louva Jesus em sua entrada a Jerusalém cantando “Hosana ao Filho de Davi”,  o Papa Francisco afirmou: “No início da Missa, também nós o repetimos. Agitamos os nossos ramos de palmeira e de oliveira. Também nós acolhemos Jesus; também nós expressamos a alegria de acompanhá-Lo, de senti-Lo perto de nós, presente em nós e em meio a nós, como um amigo, como um irmão, também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas se abaixou para caminhar conosco”.

“É o nosso amigo, o nosso irmão. Quem nos ilumina no caminho. E assim O acolhemos. E esta é a primeira palavra que gostaria de dizer a vocês: alegria! Nunca sejam homens e mulheres tristes: um cristão não pode nunca sê-lo! Não vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa não é uma alegria que nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está em meio a nós; nasce do saber que com Ele nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis, e há tantos!”, exortou o Papa.

O Papa recordou aos presentes que “Jesus não entra na Cidade Santa para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma vara, um manto de púrpura, a sua realeza será objeto de escárnio; entra para subir ao Calvário carregado em uma madeira”.

“Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz”, recalcou o Santo Padre. “E é precisamente aqui que brilha o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Penso naquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Aquele é o trono de Jesus. Jesus toma sobre si… Por que a Cruz? Porque Jesus toma sobre si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, também o nosso pecado, de todos nós, e o lava, o lava com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus”, completou.

Francisco recordou também que “há 28 anos o Domingo de Ramos é o Dia da Juventude!”

“Queridos jovens, eu os vi na procissão, quando vocês entraram; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca!”, disse o Papa aos milhares de jovens presentes na celebração realizada na Praça de São Pedro.

“Entretanto, todos sabemos e vós o sabeis bem, que o Rei que seguimos e que nos acompanha é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz! Antes, abraçam a Cruz, porque compreendem que é na doação de si mesmo, na doação de si mesmo, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo! Vocês a levaram respondendo ao convite de Jesus “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Vocês a levam para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz”, completou o Papa Francisco ao dirigir-se aos jovens.

Por último, o Papa Francisco falou sobre a Jornada Mundial da Juventude que este ano será celebrada no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho.

“Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro! Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que este Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom caminhar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de si mesmo, às periferias do mundo e da existência para levar Jesus! Três palavras: alegria, cruz, jovens”.

“Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja”, concluiu o Santo Padre.

 
 
 
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