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Nossa Senhora do Rosário/ Autor: Bartolomé Esteban Murillo (Domínio Público)

Vaticano, 07 Mai. 14 / 02:49 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao concluir a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco convidou os milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro a aproveitar este mês de maio, dedicado a Nossa Senhora, para valorizar a oração do Terço e invocar a Mãe de Deus “para que o Senhor conceda misericórdia e paz à Igreja e ao mundo inteiro”.

O Santo Padre recordou que “amanhã a Igreja eleva a oração de ‘Súplica’ a Nossa Senhora do Rosário da Pompeia”, a cujo santuário irá o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin. Nesse sentido, Francisco “convidou todos a invocar a intercessão de Maria, para que o Senhor conceda misericórdia e paz à Igreja e ao mundo inteiro”.

Conforme informou a Rádio Vaticano, o Papa também encomendou a Maria “os jovens, os doentes e os recém-casados, presentes aqui hoje, e exorto todos a valorizar neste mês de maio a oração do Santo Terço”.

Francisco também saudou aos peregrinos de diversas partes do mundo e aos lusófonos disse: “saúdo com carinho os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Leria-Fátima e os diversos grupos do Brasil. Queridos amigos, peçamos ao Senhor o dom do conselho, para que, nas diversas circunstâncias da vida, saibamos encontrar o modo certo de falar e de nos comportarmos, de tal modo que o nosso testemunho favoreça a difusão do Evangelho. Que Deus vos abençoe!”.

 
 
 
São José de Anchieta

VATICANO, 03 Abr. 14 / 03:01 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco inscreveu hoje o Beato José de Anchieta no catálogo dos santos e estendeu o seu culto à Igreja universal. Ele foi chamado de “Apóstolo do Brasil”, pois foi quem trabalhou as bases da evangelização nessa nação sul-americana.

O Santo Padre assinou o decreto de canonização do jesuíta nesta quinta-feira, 3 de abril, ao receber em audiência o Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

Para comemorar a canonização de Anchieta, a cidade de São Paulo contou com diversas atividades, entre elas, os sinos repicaram nas igrejas às 14 horas e o cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, manteve o canto do Te Deum na Catedral da Sé e no Pátio do Colégio, na região central da capital.

A Rádio Vaticana assinala que o processo feito pelo Santo Padre para canonizar o beato “se trata de uma canonização chamada ‘equivalente’ segundo a qual o Papa, pela autoridade que lhe compete, estende à Igreja universal o culto e a celebração litúrgica de um santo, uma vez que se comprovam certas condições precisadas pelo Papa Bento XIV (1675-1758)”.

Esta praxe, assinala a emissora, já foi utilizada pelo Papa Francisco para a canonização da Beata Ángela di Foligno em 9 de outubro de 2013, e para São Pedro Fabro, em 17 de dezembro do mesmo ano, assim como por seus predecessores , Bento XVI, João Paulo II, João XXIII e outros.

Em 22 de junho de 1980, dia da beatificação do jesuíta José de Anchieta, o Beato João Paulo II disse que o sacerdote foi um “incansável e genial missionário” que “aos 17 anos, diante da imagem da Santíssima Virgem Maria, na catedral de Coimbra, fez voto de virgindade perpétua e decidiu dedicar-se ao serviço de Deus. Tendo ingressado na Companhia de Jesus, parte, em 1553, para o Brasil, onde, na missão de Piratininga, empreende múltiplas atividades pastorais com o fim de aproximar e ganhar para Cristo aos índios das selvas virgens”.

“Ama com imenso afeto os seus irmãos ‘brasís’, compartilha com eles a suavida, estuda profundamente seus costumes e compreende que sua conversão à fé cristã deve ser preparada, ajudada e consolidada por um apropriado trabalho de civilização, para sua promoção humana. Seu zelo ardente lhe move a realizar inumeráveis viagens, percorrendo enormes distâncias, em meio de grandes perigos”.

“Mas a oração contínua, a mortificação constante, a caridade fervente, a bondade paternal, a união íntima com Deus, a devoção filial à Virgem Santíssima — a quem dedica um longo poema de elegantes versos latinos— dão a este grande filho de Santo Inácio uma força sobre-humana, especialmente quando deve defender contra as injustiças dos colonizadores os seus irmãos os indígenas. Para eles compõe um catecismo, adaptado a sua mentalidade, que contribui grandemente a sua cristianização. Por tudo isso, bem merece o título de ‘Apóstolo do Brasil’”.

Biografia

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534 em São Cristóvão da Laguna (Tenerife). Aos 14 anos ingressou no Colégio de Artes, anexo à Universidade em Coimbra, destacando-se como um dos melhores alunos e como um grande poeta. Compunha versos latinos com extrema facilidade e era chamado o “Canário de Coimbra”.

No dia 1º de maio de 1551 ingressou na Companhia de Jesus e começou seus estudos de Filosofia. Devido a uma doença em 1553 partiu de Disco (Lisboa) ao Brasil, onde iniciou seu primeiro trabalho de catequese com os índios tupis. Na festividade de São Paulo de 1555 inaugurou o colégio que fez construir. Foi a origem da atual cidade de São Paulo.

Em 1565 foi enviado ao Rio de Janeiro, onde colaborou na construção de um colégio e do primeiro hospital da cidade chamado a Casa da Misericórdia. Este mesmo ano foi ordenado sacerdote.

Logo regressou a São Paulo, onde por seis anos colaborou no colégio além de realizar um importante trabalho apostólico e literário. Entre 1577 e 1587 foi designado superior dos jesuítas no Brasil, incentivando ainda mais o trabalho nas escolas e a catequese com as crianças.

Faleceu em 9 de junho de 1597, à idade de 63 anos. Em 10 de agosto de 1736 o Papa Clemente XII declarou o Padre Anchieta como Venerável. João Paulo II o beatificou em 22 de junho de 1980.

 
 
 

Quem sai à procura da verdade já está na busca de Deus, ainda que não o saiba

Em sua encíclica Lumen Fidei, o Papa Francisco indicou o caminho para um diálogo com aqueles que, “apesar de não acreditarem, desejam-no fazer e não cessam de procurar” (n. 35). A atitude do Santo Padre nada mais é que de obediência às palavras de Jesus, que pediu a seus discípulos que pregassem “o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15), indistintamente.

De fato, ninguém está excluído do amor de Deus. Ele sempre está de braços abertos, esperando que o homem aceite seu desígnio de amor e redenção. Ele que, como ensina São Paulo, “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2, 4), revela-Se àqueles que O procuram de coração sincero. Afinal, “que outra recompensa poderia Deus oferecer àqueles que O buscam, senão deixar-Se encontrar a Si mesmo?”, questiona o Papa Francisco.

Nesta verdade, ao mesmo tempo em que se percebe a vontade de Deus de salvar o homem e conduzi-lo à morada eterna, nota-se uma realidade negativa: diante do Senhor, múltiplas atitudes são possíveis, exceto a indiferença. Não são poucos os homens de nosso tempo que, mais que negar a existência de Deus – indo contra a própria razão natural, pela qual qualquer um pode chegar a esta verdade elementar –, sepultam no cemitério de suas mentes qualquer possibilidade de experiência religiosa. Isto quando não as eliminam completamente, tomando a atitude que o Catecismo chama de “uma fuga da pergunta última sobre a existência e uma preguiça da consciência moral” (§ 2128).

Diante do evidente anseio do homem pelo infinito, o indiferentista age tentando abafá-lo.Como alguém com sede que se esforça continuamente por ignorar a sequidão de sua boca ou os sinais evidentes de que seu organismo clama por água. Enquanto sua sede não for saciada, o seu organismo continuará definhando, até a completa falência. Acontece o mesmo com aquele que nega a vocação do homem à transcendência. Para ir sobrevivendo neste mundo, ele vai mendigando em fontes de uma felicidade aparente e passageira, desconhecendo ou tentando ignorar que só a “água viva” de Cristo pode verdadeiramente satisfazê-lo (cf. Jo 4, 10).

Esta atitude de desprezo para com a verdade pode acabar muitas vezes em um caminho sem saída, que é o do pecado contra o Espírito Santo. Por isso diz-se que, diante de Cristo, não é possível ficar indiferente. “Quem não está comigo, está contra mim” (Lc 11, 23), diz o Senhor. Ao ouvir a história comovedora do próprio Deus que se abaixa à mísera condição humana, ou se acolhe a Sua mensagem de amor ou se diz “não” à Sua vontade. Mesmo a tentativa de “dar de ombros” aos apelos divinos tem o seu significado, não podendo o homem ser eximido de culpa, a menos que esteja em ignorância invencível, situação que só Deus pode julgar concretamente.

Ao lado deste homem que, na renúncia a decidir, acaba escolhendo ficar em cima do muro, existe aquele pagão na eminência de se tornar um Agostinho. Ao contemplar no ser humano o desejo pelo Bom e pelo Belo, ele sai em busca da Verdade e, mesmo que ainda não a conceba com “v” maiúsculo e esteja cheio de dúvidas, dispende todos os seus esforços para conhecê-La. Quem quer que comece a trilhar este caminho segue aquele itinerário descrito de forma extraordinária nas “Confissões”, de Santo Agostinho. Mais cedo ou mais tarde, ele será ofuscado pela luz da fé e, dando o passo definitivo, poderá exclamar com o doctor gratiae“Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!”

Inúmeros são os exemplos de descrentes que terminaram seu processo de busca na Igreja. É que, como dizia Santa Edith Stein, “quem procura a verdade procura Deus, ainda que não o saiba”.

 
 
 
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Esta obra é inteiramente dedicada à Santíssima Virgem Maria!

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