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VATICANO, 01 Jan. 07 (ACI) .- Esta manhã o Papa BentoXVI celebrou a Santa Missa na Basílica de São Pedro na solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, e dirigiu-se aos representantes das nações para que na busca da paz lembrem que os direitos de toda pessoa devem se fundamentar na própria natureza do homem e sua inalienável dignidade de pessoa criada por Deus.

“Um acordo de paz, para que seja duradouro, deve apoiar-se no respeito da dignidade e dos direitos de toda pessoa… é necessário que o fundamento de tais direitos seja reconhecido não em simples acordos humanos, mas sim na própria natureza do homem e na sua inalienável dignidade de pessoa criada por Deus” foram as palavras com as que o Papa se dirigiu aos representantes das nações que participaram da Eucaristia.

A celebração coincidiu com a 40 Jornada Mundial pela Paz, sob o tema: “A pessoa humana, coração da paz”. O Santo Padre lembrou que “respeitando à pessoa se promove a paz e construindo a paz ficam as premissas para um autêntico humanismo integral”.

Adicionou que se trata de “um compromisso que corresponde em modo peculiar ao cristão, chamado a ser infatigável operador de paz e constante defensor da dignidade da pessoa humana e de seus inalienáveis direitos”.

Meditando sobre Maria, Bento XVI destacou que a liturgia de hoje “engrandece a figura de Maria, verdadeira Mãe de Jesus, Homem-Deus” celebrando assim “um mistério e um evento histórico: Jesus Cristo, pessoa divina, nasceu de Maria Virgem, a qual é, no sentido mais verdadeiro, sua mãe”.

Mais adiante ressaltou que além da maternidade, fica evidente a virgindade de Maria” e que “descuidar um aspecto ou outro significa não compreender plenamente o mistério da Mãe”.

“Mãe de Cristo, Maria é também Mãe da Igreja” assim como “Mãe espiritual da inteira humanidade, porque por todos Jesus deu seu sangue na cruz, e a todos da cruz confiou a seus maternais cuidados”.

 
 
 

VATICANO, 13 Out. 06 (ACI) .- Ao receber hoje os prelados da Conferência Episcopal da Zâmbia, o Papa Bento XVI lembrou que é tarefa dos bispos “guiar os fiéis no caminho que leva à santidade” e lhes pediu que comuniquem, especialmente aos sacerdotes, “a alegria de servir ao Senhor com um desapego apropriado das coisas deste mundo”. Em seu discurso aos bispos que realizaram sua quinquenal visita “ad Limina”, o Santo Padre lhes animou a “impulsionar seu povo à prática da oração e à santidade, descobrindo o tesouro de uma vida assentada na fé em Cristo. A luz da santidade, que brilha em quantos o descobriram, acende-se no momento do batismo, que livra o crente do domínio do pecado, de uma existência cheia de medo e superstição e o chama uma nova vida”.

O Papa indicou deste modo que é tarefa dos prelados “guiar os fiéis no caminho que leva à santidade, com sábios conselhos, firme decisão e afeto paternal”, e destacou a importância deste dever nas relações com os sacerdotes, que “às vezes podem se sentir arrastados pelas muitas tentações da sociedade contemporânea”. “Como pastores e pais –destacou– deveis comunicar-lhes a alegria de servir ao Senhor com um desapego apropriado das coisas deste mundo”.

“Cremos que a Igreja é Santa. Quando alentais vossos sacerdotes a viver vistas santas conforme a seu chamado, quando predicais o amor generoso e a fidelidade no matrimônio e exortais a praticar as obras de misericórdia, lembrai-lhes as palavras do Senhor: ‘Vós sois a luz do mundo’. Mostrai a compaixão de Cristo sobretudo com os pobres, os refugiados, os doentes e os que sofrem”, acrescentou.

Mais adiante, o Pontífice exortou os bispos a instruir a seus fiéis “sobre o valor e a prática da oração, sobretudo litúrgica, onde de modo sublime a Igreja se une com Cristo, Sumo sacerdote, em sua intercessão eterna para a salvação do mundo”.

Neste contexto, o Papa lhes recordou que a Igreja anima também as “formas populares de piedade”. “Ensinai sempre, portanto, o valor da intercessão dos Santos, que são grandes amigos de Jesus, e em particular a intercessão especial de Maria, sua Mãe, sempre atenta a nossas necessidades”, apontou.

Finalmente, Bento XVI animou a seguir proclamando “a necessidade da honradez, o afeto familiar, a disciplina e a fidelidade, que têm um impacto decisivo sobre a saúde e a estabilidade social”.

 
 
 

Comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap., sobre a liturgia do próximo domingo

ROMA, sexta-feira, 6 de outubro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. — pregador da Casa Pontifícia — sobre a liturgia do próximo domingo, XXVII do tempo comum.

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E os dois serão uma só carne

XVII Domingo do tempo comum (B) Gênesis 2, 18-24; Hebreus 2, 9-11; Marcos 10, 2-16

O tema deste XXVII Domingo é o matrimônio. A primeira leitura começa com as bem conhecidas palavras: «Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma ajuda adequada». Em nossos dias, o mal do matrimônio é a separação e o divórcio, enquanto que nos tempos de Jesus o era o repúdio. Em certo sentido, este era um mal pior, porque implicava também uma injustiça com relação à mulher, que ainda persiste, lamentavelmente, em certas culturas. O homem, de fato, tinha o direito de repudiar a própria esposa, mas a mulher não tinha o direito de repudiar seu próprio marido.

Duas opiniões se contrapunham, com relação ao repúdio, no judaísmo. Segundo uma delas, era lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo, ao arbítrio, portanto, do marido; segundo a outra, ao contrário, se necessitava de motivo grave, contemplado pela Lei. Um dia submeteram esta questão a Jesus, esperando que adotasse uma postura a favor de uma ou outra tese. Mas receberam uma resposta que não esperavam: «Tendo em conta a dureza de vosso coração [Moisés] escreveu para vós este preceito. Mas desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem seu pai e a sua mãe, e os dois serão uma só carne. De maneira que já não são dois, mas uma só carne. Pois bem, o que Deus uniu, o homem não separe».

A lei de Moisés acerca do repúdio é vista por Cristo como uma disposição não querida, mas tolerada por Deus (como a poligamia ou outras desordens) por causa da dureza de coração e da imaturidade humana. Jesus não critica Moisés pela concessão feita; reconhece que nesta matéria o legislador humano não pode deixar de levar em conta a realidade de fato. Mas volta a propor a todos o ideal originário da união indissolúvel entre o homem e a mulher («uma só carne») que, ao menos para seus discípulos, deverá ser já a única forma possível de matrimônio.

Contudo, Jesus não se limita a reafirmar a lei; acrescenta-lhe a graça. Isto quer dizer que os esposos cristãos não têm só o dever de manter-se fiéis até a morte; têm também as ajudas necessárias para fazê-lo. Da morte redentora de Cristo vem uma força — o Espírito Santo — que permeia todo aspecto da vida do crente, inclusive o matrimônio. Este inclusive é elevado à dignidade de sacramento e de imagem viva de sua união esponsalícia com a Igreja na cruz (Ef. 5, 31-32).

Dizer que o matrimônio é um sacramento não significa só (como com freqüência se crê) que nele está permitida e é lícita e boa a união dos sexos, que fora daquele seria desordem e pecado; significa — mais ainda — dizer que o matrimônio se converte em um modo de unir-se a Cristo através do amor ao outro, um verdadeiro caminho de santificação.

Esta visão positiva é a que mostrou tão felizmente o Papa Bento XVI em sua Encíclica «Deus caritas est», sobre amor e caridade. O Papa não contrapõe nela a união indissolúvel no matrimônio a outra forma de amor erótico; mas a apresenta como a forma mais madura e perfeita desde o ponto de vista não só cristão, mas também humano.

«O desenvolvimento do amor para com suas altas cotas e sua mais íntima pureza — diz — leva a que agora se aspire ao definitivo, e isto em um duplo sentido: enquanto implica exclusividade — só esta pessoa –, e no sentido do “para sempre”. O amor engloba a existência inteira e em todas as suas dimensões, inclusive também o tempo. Não poderia ser de outra maneira, já que sua promessa aponta para o definitivo: o amor tende à eternidade.» [n. 6]

Este ideal de fidelidade conjugal nunca foi fácil (adultério é uma palavra que ressoa sinistramente até na Bíblia); mas hoje a cultura permissiva e hedonista na qual vivemos o tornou imensamente mais difícil. A alarmante crise que a instituição do matrimônio atravessa em nossa sociedade está à vista de todos. Legislações civis, como a do governo espanhol, que permitem (e indiretamente, de tal forma, estimulam!) iniciar os trâmites de divórcio apenas poucos meses depois de vida em comum. Palavras como: «estou farto desta vida», «se é assim, cada um por si!», «vou embora», já se pronunciam entre cônjuges diante da primeira dificuldade (dito seja de passagem: creio que um cônjuge cristão deveria acusar-se em confissão do simples fato de ter pronunciado uma destas palavras, porque o simples fato de dizer é uma ofensa à unidade e constitui um perigoso precedente psicológico).

O matrimônio sofre nisso a mentalidade comum do «usar e jogar fora». Se um aparelho ou uma ferramenta sofre algum dano ou uma pequena avaria, não se pensa em repará-lo (desapareceram já aqueles que tinham estes ofícios), pensa-se só em substituir. Aplicada ao matrimônio, esta mentalidade resulta mortífera.

O que se pode fazer para conter esta tendência, causa de tanto mal para a sociedade e de tanta tristeza para os filhos? Tenho uma sugestão: redescobrir a arte do remendo! Substituir a mentalidade do «usar e jogar fora» pela do «usar e remendar». Quase ninguém faz remendos mais. Mas se não se fazem já na roupa, deve-se praticar esta arte do remendo no matrimônio. Remendar os desgarrões. E remendá-los rapidamente.

São Paulo dava ótimos conselhos ao respeito: «Se vos irais, não pequeis; não se ponha o sol enquanto estejais irados, nem deis ocasião ao Diabo», «suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente se algum tem queixa contra outro», «ajudai-vos mutuamente a levar vossas cargas» (Ef 4, 26-27; Col 3, 13; Ga 6, 2).

O importante que se deve entender é que neste processo de desgarrões e recosidos, de crises e superações, o matrimônio não se gasta, mas se afina e melhora. Percebo uma analogia entre o processo que leva a um matrimônio exitoso e o que leva à santidade. Em seu caminho rumo à perfeição, nenhum impulso, tem aridez estão vazios, fazem tudo à força de vontade e com fadiga. Depois desta, chega a «noite escura do espírito», na qual não entra em crise só o sentimento, mas também a inteligência e a vontade. Chega-se a duvidar de que se esteja no caminho adequado, se é que acaso não foi tudo um erro, escuridão completa, tentações sem fim. Segue-se adiante só por fé.

Então tudo se acaba? Ao contrário! Tudo isto não era senão purificação. Depois de passar por estas crises, os santos percebem quão mais profundo e mais desinteressado é agora seu amor a Deus, com relação ao do começo.

A muitos casais não será custoso reconhecer nisso sua própria experiência. Também terão atravessado freqüentemente, em seu matrimônio, a noite dos sentidos, na qual falta todo êxtase daqueles, e se alguma vez houve, é só uma lembrança do passado. Alguns conhecem também a noite do espírito, o estado em que entra em crise até a opção de fundo e parece que não se tem já nada em comum.

Se com boa vontade e a ajuda de alguém se conseguem superar estas crises, percebe-se até que ponto o impulso e o entusiasmo dos primeiros dias era pouca coisa, com relação ao amor estável e a comunhão amadurecidos nos anos. Se primeiro o esposo e a esposa se amavam pela satisfação que isso lhes procurava, hoje talvez se amam um pouco mais com um amor de ternura, livre de egoísmo e capaz de compaixão; amam-se pelas coisas que passaram e sofreram juntos.

[Traduzido por Zenit]

 
 
 
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