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BERLIM, 9 de dezembro de 2019 (Traduzida do site LifeSiteNews) – A Comissão de Casamento e Família da Conferência Episcopal Alemã chegou a um consenso de que a homossexualidade é uma “forma normal de predisposição sexual”.

Dois prelados alemães também alegaram que Amoris Laetitia ensina que os relacionamentos sexuais formados após o divórcio não são gravemente pecaminosos nem impedem a recepção da Comunhão.

Em 5 de dezembro, a Conferência Episcopal Alemã publicou um comunicado à imprensa detalhando os resultados de uma “consulta especializada sobre o tema ‘A sexualidade do homem: como discuti-la cientificamente-teologicamente e como fazer uma avaliação eclesiástica?’”

A consulta, que incluiu um painel de bispos, sexólogos, teólogos da moral, teólogos dogmáticos e advogados canônicos, ocorreu em Berlim e foi concluída em 4 de dezembro. O momento do evento coincidiu com a partida dos bispos alemães ao longo de seu próprio “caminho sinodal .”

De acordo com o comunicado de imprensa, os especialistas concordaram que “a sexualidade humana abrange uma dimensão de luxúria, de procriação e de relacionamentos”.

Eles também concordaram que a homossexualidade é tão “normal” quanto a heterossexualidade e que nenhuma atração sexual deveria ser mudada.

Também houve acordo de que a preferência sexual do homem se expressa na puberdade e assume uma orientação hetero ou homossexual. Ambos pertencem às formas normais de predisposição sexual, que não podem ou devem ser alteradas com a ajuda de uma socialização específica ”, afirmou o comunicado de imprensa.

O comunicado ofereceu esse status de normalidade como a razão pela qual “qualquer forma de discriminação das pessoas com orientação homossexual deve ser rejeitada”, um ensinamento que diz ter sido exigido por “bastante tempo” pelo escritório de ensino da Igreja e foi “explicitamente enfatizado pelo Papa Francisco” em Amoris Laetitia.

O acordo tinha seus limites, no entanto. Não houve consenso sobre “se a proibição magistral da homossexualidade praticada ainda está atualizada”. Os especialistas também discordaram sobre se as pessoas casadas ou não devem ter permissão para usar contraceptivos artificiais.

O comunicado de imprensa dos bispos alemães mencionou em particular o arcebispo Heiner Koch, de Berlim, chefe da Comissão para a Família, e o bispo Franz-Joseph Bode, de Osnabrück. Ambos estavam presentes no Sínodo da Família em Roma em 2015. Segundo a declaração, os dois homens enfatizaram “a importância de uma sólida discussão baseada nas ciências humanas e na teologia e enfatizaram os desenvolvimentos que já podem ser encontrados na Amoris Laetitia”.

Como exemplo de um “desenvolvimento” em Amoris Laetitia, os bispos alemães afirmam que o documento diz que “um relacionamento sexual após um divórcio e um novo casamento não é mais geralmente considerado um pecado grave e, posteriormente, uma exclusão geral da recepção. da Eucaristia não está prevista. ”

Os outros prelados alemães do painel incluíram o bispo Wolfgang Ipolt, de Görlitz, o bispo Peter Kohlgraf, de Mainz, e vários bispos auxiliares da Comissão para a Família.

O Catecismo da Igreja Católica de 1992 afirma claramente que os atos homossexuais são “desordenados intrinsicamente” e “contrários à lei natural” (CCC 2357).

“Eles fecham o ato sexual ao dom da vida”, continua. “Eles não procedem de uma genuína complementaridade afetiva e sexual.”

“Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados.”

No entanto, a catequese realmente enfatiza que o sofrimento de pessoas com atração pelo mesmo sexo não deve ser aumentado por tratamento cruel:

O número de homens e mulheres que têm tendências homossexuais profundas não é desprezível. Essa inclinação, que é objetivamente desordenada, constitui para a maioria deles uma provação. Eles devem ser aceitos com respeito, compaixão e sensibilidade. Todos os sinais de discriminação injusta a seu respeito devem ser evitados. Essas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus em suas vidas e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar em sua condição (CCC 2358)
O Catecismo também enfatiza que “as pessoas homossexuais são chamadas à castidade” e pode “abordar a perfeição cristã” através do autodomínio, da amizade, da oração e da graça sacramental (CCC 2359).

No entanto, há uma rebelião generalizada na Igreja Católica na Alemanha contra a doutrina perene da Igreja em questões sexuais, inclusive entre os membros da Conferência Episcopal Alemã. A insistência da Conferência Episcopal Alemã em manter seu próprio sínodo, ou “caminho sinodal”, sem a permissão do Vaticano, preocupa os católicos alemães mais tradicionais.

O cardeal Walter Brandmüller, presidente emérito do Pontifício Comitê de Ciências Históricas, advertiu que seguir esse caminho – um que questiona os ensinamentos da Igreja sobre o celibato, sacerdócio masculino; homossexualidade; e casamento – poderia levar a uma “igreja nacional” sem “quase nenhum vínculo com Roma”. O cardeal de dubia afirmou que este seria “certamente o caminho mais seguro para o declínio final” da Igreja alemã.

 
 
 

1. Secularismo e relativismo como causas da perda do sentido do pecado

Na homilia do natal de 2012 o Papa Bento XVI aludiu ao problema do relativismo que corrói a moral desde dentro tocando no problema de fundo: a recusa de Deus.

Deus tem verdadeiramente um lugar no nosso pensamento? A metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele não deva existir. Mesmo quando parece bater à porta do nosso pensamento, temos de arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado «sério», deve ser configurado de modo que a «hipótese Deus» se torne supérflua. E também nos nossos sentimentos e vontade não há espaço para Ele. Queremo-nos a nós mesmos, queremos as coisas que se conseguem tocar, a felicidade que se pode experimentar, o sucesso dos nossos projetos pessoais e das nossas intenções. Estamos completamente «cheios» de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus. E por isso não há espaço sequer para os outros, para as crianças, para os pobres, para os estrangeiros. Fonte aqui.

Sensível a esta perda do sentido de Deus pela sociedade contemporânea, o Beato Papa João Paulo II, de feliz memória, escreveu na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Reconciliatio et Paenitencia a mitigação do sentido do pecado promovido pelas ciências humanas secularistas:


O «secularismo», que, pela sua própria natureza e definição, é um movimento de ideias e de costumes, o qual propugna um humanismo que abstrai de Deus totalmente, concentrado só no culto do empreender e do produzir e arrastado pela embriaguez do consumo e do prazer, sem preocupações com o perigo de «perder a própria alma», não pode deixar de minar o sentido do pecado.Desvanece-se este sentido do pecado na sociedade contemporânea também pelos equívocos em que se cai ao apreender certos resultados das ciências humanas. Com base nalgumas afirmações da psicologia, a preocupação de não tachar alguém como culpado nem pôr freio à liberdade leva a nunca reconhecer uma falta. Por indevida extrapolação dos critérios da ciência sociológica acaba-se — como já aludi — por descarregar sobre a sociedade todas as culpas, de que o indivíduo é declarado inocente. E uma certa antropologia cultural, por seu lado, à força de aumentar os condicionamentos e influxos ambientais e históricos, aliás inegáveis, que agem sobre o homem, limita-lhe tanto a responsabilidade que não lhe reconhece já a capacidade de fazer verdadeiros atos humanos e, por consequência, a possibilidade de pecar. 

O sentido do pecado decai facilmente, ainda, sob a influência de uma ética que deriva dum certo relativismo historicista. Pode tratar-se da ética que relativiza a norma moral, negando o seu valor absoluto e incondicionado e negando, por consequência, que possam existir atos intrinsecamente ilícitos, independentemente das circunstâncias em que são realizados pelo sujeito (RP n. 18). 

2. Os pecados mortais

E dado que com o pecado o homem se recusa a submeter-se a Deus, também se transtorna o seu equilíbrio interior; e, precisamente no seu íntimo, irrompem contradições e conflitos. Assim dilacerado, o homem produz, quase inevitavelmente, uma laceração no tecido das suas relações com os outros homens e com o mundo criado. É uma lei e um fato objetivo, que têm confirmação em muitos momentos da psicologia humana e da vida espiritual, como aliás na realidade da vida social, onde é fácil observar as repercussões e os sinais da desordem interior. O mistério do pecado é formado por esta dupla ferida, que o pecador abre no seu próprio seio e na relação com o próximo (RP, n. 15)

O pecado é sempre esta aversão livre e consciente à lei divina. No entanto, o pecado mortal leva à morte da caridade na alma de quem o faz ao passo que o pecado venial não porque subsiste no cristão a esperança da remissão, não priva o crente da amizade divina nem da graça santificante. Neste sentido, o pecado é uma desordem perpetrada pelo homem na ordem justa criada por Deus. Assim, o pecado gera uma dívida de justiça que pode ser expiada nesta vida com sofrimentos ou provações ou ainda na vida futura, no purgatório. Os pecados cometidos, não arrependidos e não confessados, sendo mortais, tem o poder de provocar a “segunda morte” conforme o Apocalipse, ou à morte espiritual, conforme a primeira carta de João, a que chamamos inferno.

Para esclarecer a mortalidade dos pecados é preciso dizer que são mortais todos os pecados que tem por objeto uma matéria grave e que é cometido com liberdade de escolha e consciência por parte do indivíduo. Alguns pecados além de ser mortais são intrinsecamente maus, ou seja, independentemente das circunstâncias em que aconteçam são por si e em si maus por causa do objeto a que se destina esse pecado. Um exemplo dos pecados intrinsecamente maus é o aborto: seu objeto não é de nenhum modo bom. Assim, o aborto é um ato intrinsecamente mau independente das circunstâncias.

A mortalidade do pecado reside ainda no fato de que a pessoa de modo consciente e livre rejeita Deus, sua lei, sua aliança e sua caridade e volta-se para si mesmo ou para qualquer realidade finita. É sempre um ato que ofende gravemente a Deus e acaba por se voltar contra o próprio homem (RP, n. 17).

4. Os pecados contra o sexto mandamento da lei de Deus

O primeiro mandamento da Lei de Deus é: amar a Deus sobre todas as coisas. Deste mandamento derivam todos os demais. Juntos, os 10 mandamentos são agrupados em dois grupos: os pecados contra Deus e os pecados contra o próximo, como bem resumiu Jesus nos evangelhos. Em suma, cada pecado que se comete é sempre um pecado contra a caridade. Ou contra a caridade de Deus ou uma falta contra o próximo.

Nenhum ser humano foi criado para servir-se a si mesmo. Nós recebemos de Deus a vida e a liberdade não para vivermos como quisermos, mas, para viver segundo Deus (CIC, n. 1731).

Os homens de hoje apreciam grandemente e procuram com ardor esta liberdade; e com toda a razão. Muitas vezes, porém, fomentam-na de um modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que agrade. A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem. Pois Deus quis “deixar o homem entregue à sua própria decisão”,  para que busque por si mesmo o seu Criador e livremente chegue à total e beatífica perfeição, aderindo a ele. Exige, portanto, a dignidade do homem que ele proceda segundo a própria consciência e por livre decisão, ou seja movido e determinado pessoalmente desde dentro e não levado por cegos impulsos interiores ou por mera coação externa. O homem atinge esta dignidade quando, libertando-se da escravidão das paixões, tende para seu fim pela livre escolha do bem e procura a sério e com diligente iniciativa os meios convenientes. A liberdade do homem, ferida pelo pecado, só com a ajuda da graça divina pode tornar plenamente efetiva esta orientação para Deus. E cada um deve dar conta da própria vida perante o tribunal de Deus, segundo o bem ou o mal que tiver praticado (GS, n. 17)

O texto de Gaudium et Spes fala inequivocamente de um mau uso da liberdade, uma sua confusão, e da escravidão das paixões e apetites humanos. Os gregos, milênios antes de nós, já haviam descoberto que as paixões humanas – seus humores por assim dizer – podem escravizar o homem. É este, por exemplo, o tema do diálogo O Banquete, de Platão, no qual se fala do Eros, sim, mas se condena o vício. O vício é altamente condenável na cultura grega a tal ponto que chegou a gerar uma linha filosófica: o estoicismo. Vivendo milênios após os filósofos gregos, após a sabedoria de quem escreveu os evangelhos e após Jesus Cristo, o homem esqueceu-se dessas reles verdades e exaltou as paixões aos “altares” da contemporaneidade. Aqui se inserem os pecados contra o sexto mandamento da Lei de Deus: uma perversão do verdadeiro sentido do que seja humano e do que seja liberdade. Penso que passaríamos vergonha em Atenas…

Ignorando que cada qual prestará contas a Deus daquilo que tiver feito (crendo ou não em Deus), o tempo presente provoca, aprova, sanciona e legitima tais pecados. É preciso dizê-lo: são pecados contra a Lei de Deus, seu objeto é grave e se cometidos precisam ser confessados, depois de arrependidos. Caso a pessoa morra sem confissão, confiamo-la à misericórdia de Deus que excede nossa razão. No entanto, não nos é permitido, igualmente, afirmar que tal pessoa alcançou a salvação dado suas disposições exteriores em contrário.

Exclusão de Deus, ruptura com Deus, desobediência a Deus: é isto o que tem sido, ao longo de toda a história humana, e continua a ser, sob formas diversas, o pecado, que pode chegar até à negação de Deus e da sua existência: é o fenômeno chamado ateísmo. Desobediência do homem, que — com um ato da sua liberdade — não reconhece o senhorio de Deus sobre a sua vida, pelo menos naquele momento determinado em que viola a sua lei (RP, n. 14).

 5. O chamado à conversão

Como escreve Santo Tomás de Aquino: “não há que desesperar da salvação de ninguém nesta vida, consideradas a onipotência e a misericórdia de Deus. Mas, diante do problema do embate de uma vontade rebelde com Deus infinitamente justo, não se pode deixar de nutrir sentimentos de salutar «temor e tremor», como sugere São Paulo; e o aviso de Jesus sobre o pecado que não é «remissível» confirma a existência de culpas que podem trazer para o pecador, como pena, a «morte eterna» (RP, n. 17).

 Há algum tempo atrás eu ouvi dentro do meu seminário que pregar sobre céu, inferno, pecados mortais e purgatório era fazer teologia do medo. Pois bem, eu estudei esta teologia que é perfeitamente racional e condizente com toda a fé cristã e nada traz de medo, mas, de alerta. Se você sabe que um cão pode lhe morder, porque você se aproximaria dele? Se você sabe que um só pecado mortal pode lhe jogar no inferno – o que não é ilusão, fantasia, teologia do medo ou nada que se assemelhe – então porque deliberadamente consentir no pecado mortal, ou, mais grave ainda, se tornar um pecador contumaz sem arrependimento? Quem, racionalmente, colocaria fogo nas próprias vestes? Pois bem, a teologia sobre os pecados, sua gradação e as penas que lhes sucedem não é uma teologia do medo. É uma teologia da graça e da esperança. A Igreja nunca pregou para desesperar da graça, o que seria absurdo. A Igreja nunca pregou para esquecerem a bondade paterna de Deus. A Igreja nunca pregou apenas os pecados e suas penas. A Igreja pegou pecado e remissão, confissão e arrependimento, arrependimento e graça. A pregação da Igreja foi sempre coerente com aquilo que disse e fez o seu divino fundador e se colocou no meio dos homens como mãe e mestra, vejamos.

Mãe e mestra de todos os povos, a Igreja Universal foi fundada por Jesus Cristo, a fim de que todos, vindo no seu seio e no seu amor, através dos séculos, encontrem plenitude de vida mais elevada e penhor seguro de salvação. A esta Igreja, “coluna e fundamento da verdade” (cf. 1Tm 3,15), o seu Fundador santíssimo confiou uma dupla missão: de gerar filhos, e de os educar e dirigir, orientando, com solicitude materna, a vida dos indivíduos e dos povos, cuja alta dignidade ela sempre desveladamente respeitou e defendeu. O cristianismo é, de fato, a realidade da união da terra com o céu, uma vez que assume o homem, na sua realidade concreta de espírito e matéria, inteligência e vontade, e o convida a elevar o pensamento, das condições mutáveis da vida terrena, até às alturas da vida eterna, onde gozará sem limites da plenitude da felicidade e da paz. De modo que a Santa Igreja, apesar de ter como principal missão a de santificar as almas e de as fazer participar dos bens da ordem sobrenatural, não deixa de preocupar-se ao mesmo tempo com as exigências da vida cotidiana dos homens, não só no que diz respeito ao sustento e às condições de vida, mas também no que se refere à prosperidade e à civilização em seus múltiplos aspectos, dentro do condicionalismo das várias épocas (MM, n. 1-3).

 Esta nobre e sublime missão da Igreja se revela no seu zeloso amor para com todos os seus filhos gerados na fé. A estes ela “educa” no caminho da salvação, “dirige e orienta” nas verdades da fé. Por isso com carinho, segurança e firmeza de Mãe a Igreja precisa dizer aos seus filhos: Caros meus, nem tudo o que se faz é certo. Nem todas as decisões são boas. Algumas decisões vossas ofendem Nosso Senhor que, contudo, os espera de braços abertos para os acolher e redimir de seus pecados. A vida e a pregação da Igreja é, portanto, um anúncio de salvação. Um raio de sol numa manhã cinza de primavera que ainda carrega o frio do inverno. É gaudio, lufada de ar fresco nesse mundo no qual se respira o ar viciado da luxúria e da lascívia.

Siglas

RP = Exortação Apostólica Pós-Sinodal Reconciliatio et Paenitentia GS = Constituição Pastoral do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes CIC = Catecismo da Igreja Católica MM = Carta Encíclica Mater et Magistra

 
 
 

Nos debates entre católicos e protestantes, nós, católicos, notamos que nossos opositores são bastante exigentes em relação ao detalhamento das doutrinas da Igreja. Geralmente submetem-nos a diversas perguntas, sejam elas bem ou mal formuladas. O apologista católico, então, deve estar preparado, estudar a doutrina de sua Igreja, ler as obras dos padres apologistas, e responder a esses fundamentalistas satisfatoriamente (infelizmente, eles não se satisfazem com respostas). Mas, será que os protestantes buscam nos seus “pais” a resposta para nossas questões?

Vocês, leitores, já perceberam que os protestantes geralmente buscam suas fontes a partir de grandes teólogos do passado e do presente, mesmo de Calvino, no caso dos calvinistas, e vários outros teólogos modernos? Entretanto, geralmente falta um personagem, o personagem principal, no âmbito reformado: Martinho Lutero.

Já é ampla a nossa cobertura da revolta protestante do século 16, mas muito ainda falta ser dito. Os protestantes costumam colocar Lutero como um príncipe, um homem iluminado, que trouxe à luz a Igreja que jazia nas trevas da “corrupção”. Em todos os meios protestantes, Lutero foi um homem que, ao ler “um livro proibido”, a Bíblia, descobriu em suas letras simples a doutrina até então “obscura” de Cristo: a salvação somente pela fé. Desde então Lutero é uma figura ímpar na história do protestantismo. Inclusive alguns teólogos católicos reconhecem em Lutero valores dignos dos grandes doutores da Igreja.

Porém, seus escritos praticamente desapareceram da estante dos protestantes modernos (ou pelo menos, de suas obras). O que vemos hoje é que os protestantes fundamentalistas se baseiam mais em sua própria opinião “errada” das Escrituras do que num fundamento ao menos mais criterioso. Entretanto, será que é válida a fundamentação da teologia protestante na herança dos estudos de Lutero?

Quantos protestantes, mesmo pastores, já leram obras de Lutero. Dificilmente um católico que não seja estudioso do assunto leria. Mas espera-se que os protestantes tenham uma certa noção dos escritos dos seus pais. Nós católicos buscamos ler e entender o que pensavam e ensinavam os pais da Igreja: Inácio, Clemente, Leão, Tertuliano, Gregório, Agostinho, Vicente, Aquino. Entre milhares de outros. É uma vasta literatura, mas todo católico que esteja interessado nas suas doutrinas busca conhecer a sua patrologia.

Lutero deixou uma obra extensa, da qual em português creio não existir nem metade. Suponho, também, que nem metade dos protestantes já leu as obras dele. O que será que encontrariam? Talvez não gostem muito do que encontrarão, caso se aventurem. Na realidade, apesar de ser um estudioso da Bíblia, ter causado uma revolução no seio da Igreja, muitas vezes Lutero foi um blasfemo. Ao menos, pelos seus escritos, é o que nos parece.

Muitos protestantes questionam os católicos acerca do que falaram os seus teólogos do passado. Muitos dizem que Papas pecaram, disseram isso ou aquilo. Tudo isso, para eles, é prova de que a Igreja Católica não é a Igreja fundada por Jesus, nosso Senhor. Que o Espírito Santo não pode conduzir uma Igreja que ensina a “venda do perdão”, por exemplo. Outros alegam que a Igreja não podia ter transferido a um homem o poder que somente Deus contém. Entre várias outras alegações, os erros do passado são, para os protestantes, prova mais que suficiente de que a Igreja é demoníaca.

No nosso país, é comum o uso de “ditados populares”. Um deles, que podemos até aplicar aqui, é “Cuidado! O peixe morre pela boca”.

Muito do que Lutero escreveu, em confronto com o Papa e a autoridade da Igreja, é defendida até o fim pelos seus idealistas. Mas será que  defenderiam com a mesma vontade o Lutero que vamos apresentar aqui? Talvez fiquem surpresos, digam que ele não quis dizer o que está aparentado, que existem outros escritos dele que dizem o contrário. Ora, pelo que vamos ler, parece que não há como entender outro contexto, o que faz com que entendamos exatamente o que Lutero quis dizer quando da redação das obras. E se existem outros escritos dele que dizem o contrário, isto não é um fator de alívio, mas de complicação.

Mas, de qualquer forma, o leitor julgue as palavras de Lutero…ditas pelo próprio reformador.

Seja um pecador

Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia. (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963. ‘The Wittenberg Project;’  ‘The Wartburg Segment’, translated by Erika Flores, de Dr. Martin Luther’s Saemmtliche Schriften, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521. )

Lutero está claramente dizendo que os nossos pecados, mesmo o pecado mais intenso imaginável, não importa. Diz que podemos cometer os pecados de forma convicta, que mesmo assim não nos separaremos de Deus. Imagine um católico dizendo tal coisa a um protestante, em um debate sobre o pecado, qual seria a resposta do protestante? (não responda, caro leitor, apenas abra sua Bíblia e leia o que ela diz sobre o pecado ? Mt 25,32; Mt 13,30; Mt 3,10; Hb 10,26-29).

Fazer o bem é mais perigoso que o mal

Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados. (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, in “The Facts About Luther“, TAN Books, 1987, p. 122).

Sim, é isso que você leu. Deve-se evitar praticar boas obras, não pecados. Acaso foi isso que Jesus ensinou? Pense em Cristo exortando a pecadora, em vias de ser apedrejada, e, ao segurá-la pela mão, dizer: “vá, e não pratique mais boas obras”. Na verdade, o que Lutero quer dizer é “não se preocupe com os pecados, Jesus os encobrirá. Preocupe-se com suas boas obras, isto lhe condenará“. As Escrituras dizem que seremos julgados pela forma como vivemos a nossa fé. Paulo diz claramente, em Rm 2,5-11, que o justo julgamento de Deus será de acordo com nossas ações. De acordo com 2Cor 5,10, receberemos a recompensa de Deus de acordo com nossos atos, bons ou ruins. Segundo Lutero, seremos recompensados por não fazer boas obras, enquanto que nossos pecados não influirão no julgamento de Deus.

Você pode perguntar: mas não são os protestantes que acreditam “somente na Bíblia“? Bem, responderíamos, somente quando lhes convém…

Não há livre arbítrio

…Em relação a Deus, e a tudo que importa na salvação e condenação, o homem não possui livre-arbítrio, é um cativo, um prisioneiro, um escravo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satanás. (Bondage of the Will, Martin Luther: SelectionsFrom His Writings, ed. by Dillenberger,Anchor Books, 1962 p. 190).

Tudo que fazemos é por necessidade, não por livre-arbítrio, pois o livre-arbítrio não existe… (Ibid, p. 188)

O homem é como um cavalo. Deus o está montando? Um cavalo é obediente e aceita as vontades de seu dono, e vai onde quer que ele queira. Acaso Deus soltou as rédeas? Então Satanás sobe em seu dorso, e o submete aos seus caprichos…Portanto, a necessidade, e não o livre-arbítrio, é o princípio controlador de nossa conduta. Deus é o autor do que é mal como do que é bom, e, da forma como concede a felicidade àqueles que não a merecem, assim também condena a outros que não desejaram seu destino. (‘De Servo Arbitrio‘, 7, 113 seq., citado por O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, pp. 266-267.)

A Bíblia discorda de Lutero. Lemos em Eclesiástico 15,11-20: “Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens“.

Os protestantes, claro, replicarão dizendo que Eclesiástico não é um livro canônico. Apesar de estarem errados, e Eclesiástico ser sim um livro canônico (leia os porquês em vários artigos de nossos site), podemos citar livros que eles apreciam como Escritura Sagrada: Dt 30,19-20: “Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais“. Vemos que o homem, além de ser livre para escolher, ele é obrigado a fazer tal escolha. Em Gn 4,7 lemos: ?Se praticares o bem,, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo?.

Em Jo 15,15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai“. Não nos parece que João concorda com Lutero a respeito da natureza eqüina dos homens, nem de seu jóquei…

Lutero disse que Deus é o responsável pelo bem e pelo mal. Porém Paulo também discorda dele, pois escreveu: “Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!“. Por certo que Lutero está errado.

Os cristãos não estão sujeitos a autoridade alguma

Todo cristão é pela fé tão exaltado sobre todas as coisas que, por meio de um poder espiritual, é senhor de todas as coisas, sem exceções, que nada lhe causará mal. De fato, todas as coisas foram feitas sujeitas a ele e são orientadas a servi-lo na sua salvação. (‘Freedom of a Christian,’ Martin Luther. Selections From His Writings, ed. por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.)

Injustiça é feita quando as palavras ?sacerdote, clérico, espiritual, eclesiástico? são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são chamados por costume mesquinho de “esclesiásticos” (Ibid., p. 65)

Segundo Lutero, não há necessidade de sacerdotes, e da hierarquia. Todo cristão tem uma relação livre com Deus. Isto parece algo muito bom, e realmente nós podemos ter uma relação direta com Deus. Entretanto não podemos excluir o papel da hierarquia e dos sacerdotes. Lemos no livro de Números, capítulo 12, que a irmã de Moisés, Mirian (Maria), disse: “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós“. A Bíblia mostra que “o Senhor ouviu isso” e disse “Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?” e logo depois “Maria foi ferida por lepra“. A Bíblia nos ensina a não proceder contra os escolhidos por Deus: “Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!” (1Sam 24,7). Pela intercessão de Moisés, Mirian foi curada da lepra. Logo depois vemos Coré (Num 16) se rebelar contra Moisés e Aarão: “Basta! Toda a assembléia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembléia do Senhor?“. A Bíblia mostra que, por causa desta revolta, “Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso“. Isto pode ser a semelhança do que espera aqueles que se rebelam contra os desígnios de Deus: “Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” (Mt 25,41).

Os camponeses mereceram seu destino

Assim como as mulas não se movem até que seu dono lhe puxe as cordas, assim o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, açoitá-los, enforcá-los, queimá-los, torturá-los e decapitá-los, para que aprendam a temer o poder estabelecido (El. ed. 15, 276, citado by O’Hare, em ‘The Facts About Luther, TAN Books,1987, p. 235).

O camponês é um porco, e quando um porco é abatido, ele está morto, e da mesma forma os camponeses não pensam sobre a vida futura, pois do contrário se comportariam de outra maneira. (‘Schlaginhaufen,’ ‘Aufzeichnungen‘ p. 118, citado ibid., p. 241).

Trata-se do episódio da guerra dos camponeses de 1525. O próprio Lutero recomendava aos príncipes: “impeça-os da forma que puderem, como se matam cachorros loucos” (Ibid., p. 235). Erasmo de Roterdã, contemporâneo de Lutero, relatou que mais de cem mil camponeses perderam suas vidas (Ibid., p. 237).

Provavelmente você, leitor católico, já foi defrontado por protestantes com o argumento de que a Igreja “matou milhões de pessoas na inquisição”, entre outras acusações (mal informadas, no caso das inquisições). Porém, como estamos mostrando neste artigo, poucos são os que conhecem que Lutero, Calvino e Elisabeth promoveram massacres contra católicos ou não-católicos. Muitos, na verdade, não sabem nem mesmo que Calvino mandou queimar Miguel de Serveto, ou porque Thomas Moore foi decapitado, na Inglaterra…

Poligamia

Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330)

Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação…

A Bíblia poderia melhorar

A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente inacreditável (‘The Facts About Luther, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202)

Eu jogaria o livro de Esther no Elbe. Sou de tal forma inimigo deste livro que preferiria que não existisse, pois é judaizante demais e com grande parte de idiotices pagãs. (Ibid.)

A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico (‘Preface to the New Testament,’ed. Dillenberger, p. 19.)

Se algo sem sentido foi falado, este é o lugar. Eu confirmo o que muitos já haviam dito que, com muita probabilidade, esta epístola não fora escrita pelo apóstolo, e não merece o nome do apóstolo. (‘Pagan Servitude of the Church‘ ed. Dillenberger, p. 352.).

Para mim tal livro* não possui qualquer característica cristã. Que cada um julge este livro; eu mesmo tenho aversão, e isto é o suficiente para rejeitá-lo (Sammtliche Werke,  63, pp. 169-170, ‘The Facts About Luther,’ O’Hare,TAN Books, 1987, p. 203). *NT: Trata-se do livro de Apocalipse.

É dito que Lutero entendeu a Bíblia “como se Deus falasse ao coração”. Mas é difícil de imaginar que o próprio Deus, que lhe “falou ao coração”, revelasse que Tiago escreveu uma epístola sem valor. Tal confusão é bem parecida com a “inspiração pelo Espírito Santo” que os evangélicos têm hoje em dia para confirmar a veracidade de suas interpretações bíblicas. É interessante também notar que, para os protestantes, a Bíblia é a autoridade final, correto? Porém vemos que Lutero se coloca acima da autoridade da Bíblia, escolhendo quais livros devem pertencer ou não a ela, e ainda com a “autoridade” de definir determinado livro. Na realidade, Lutero se colocou acima da Bíblia que afirma estar sujeito. Sem perceber, os protestantes de ontem e de hoje fazem o mesmo.

Os protestantes, debatendo sobre os deuterocanônicos, citam passagens que dizem que os que acrescentam qualquer coisa à Palavra de Deus serão condenados. Demonstramos com vários artigos que, na realidade, quem acrescentou ou retirou algo da Bíblia foram os reformadores. E o próprio Lutero admite tal feito, com a adição da palavra “somente” em Rm 3,28 de sua tradução para o alemão:

Se um papista lhe questionar sobre a palavra “somente”, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão. (Amic. Discussion, 1, 127,’The Facts About Luther,’ O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201)

Judeus para o inferno

Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno (‘Luther’s Works,’ Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).

Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade…são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte. (‘About the Jews and Their Lies,’ citado em O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290)

Mesmo se os judeus fossem inimigos, Lutero deveria amá-los, e não tratá-los como cachorros loucos, muito menos recomendar tal tratamento. Os cristãos devem reconhecer nos judeus o povo chamado por Deus e portador de sua revelação, e que possuem um papel na história da salvação. De fato, o chamado descobridor da doutrina de Deus encoberta pelos católicos, não parece ser familiar com a doutrina cristã que alegam ter resgatado.

Cristo pecador

Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer. (Lutero, Tischredden, Table Talk, Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martinho Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).

Creio que não se pode comentar tais palavras, assegurando que vieram do nome daquele que cultuam hoje como “a estrela que brilhou no meio à escuridão da idade média”. Não há dúvida: Lutero está errado. Cristo se assemelhou em tudo a nós, menos ao pecado. Isto é evidente pela Sagrada Escritura e pela autoridade da Igreja, pois Cristo é Deus. Imagine, leitor, o que aconteceria se você apresentasse este fragmento a um protestante, esperasse este identificar quem o disse, e depois revelar que foi dita por nada menos que Martinho Lutero?

Infelizmente, os protestantes se recusarão a buscar as obras de Lutero e de outros reformadores. Sua metodologia “minha consciência é meu guia” lhe impede de aderir a qualquer semelhança com a doutrina de algum ser humano, ainda mais se este ser humano ensinou o que mostramos acima. Na realidade, os protestantes, que acham que retiram suas doutrinas da Bíblia, na realidade copiam as conclusões de outras pessoas, como Lutero (o que é um mal negócio), Calvino (também), ou o que pode ser ainda pior, de suas próprias conclusões.

Talvez a única conclusão que podemos retirar destas, e de várias outras frases, é a que o apóstolo Paulo nos incentiva: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos…A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável” (2Cor 13,10).

 
 
 
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