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Por Steve Brandt Tradução: Carlos Martins Nabeto Fonte: Steve’s Theology Page

O CONCÍLIO

Quando Constantino derrotou o imperador Licínio em 323 d.C., ele pôs fim às perseguições promovidas contra a Igreja cristã. Pouco tempo depois, os cristãos passaram a enfrentar um problema vindo de dentro da Igreja: a controvérsia ariana começara e ameaçava dividir a Igreja. O problema iniciara em Alexandria, na forma de um debate entre o bispo Alexandre e o presbítero (padre ou sacerdote) Ário.

Ário afirmava que se o Pai gerara o Filho, este necessariamente teve um começo, que houve um tempo em que Ele não existira e que sua substância não se diferenciava do resto da criação. O Concílio de Nicéia, uma assembléia semelhante àquela descrita em Atos 15,4-22, condenou as doutrinas de Ário e redigiu a primeira versão do famoso Credo, proclamando que o Filho era “um em substância com o Pai” mediante o uso do termo grego “homoousius”.

QUÃO CONTROVERSA FOI A CONTROVÉRSIA ARIANA?

Cerca de trezentos bispos se reuniram então no Concílio de Nicéia, provindos de todas as partes do mundo. Em seus escritos, Eusébio lista vários deles e aponta seus países de origem. Devemos recordar que vários dos presentes, em razão das recentes perseguições, tinham sofrido e visto a morte de perto por causa de sua fé. Não eram, pois, homens oportunistas. Também devemos observar que eles eram extremamente sensíveis aos detalhes da doutrina. Como prova disso, o segundo maior objetivo do Concílio de Nicéia foi discutir calorosamente qual deveria ser o dia apropriado para se celebrar a ressurreição do Senhor.Os bispos do Concílio pararam de ouvir as palavras de Ário e imediatamente rejeitaram suas doutrinas, entendendo que eram distantes e estranhas à fé da Igreja. Eles rasgaram uma carta de Eusébio de Nicomédia contendo o ensinamento de Ário, bem como uma confissão da fé ariana (ver apêndice sobre o Concílio de Nicéia em “História Eclesiástica de Eusébio”, editado pela Baker Book House).

Inicialmente, dezessete desses bispos reunidos no Concílio não queriam assinar o Credo proposto pelo Concílio, mas, ao final, todos – com exceção de apenas três – foram convencidos a assinar. Isto torna aparente que os arianos eram uma distinta minoria entre os bispos. No princípio houve alguma resistência em adotar o Credo niceno, não em razão do que ele dizia, mas sim como ele se expressava. Muitos objetavam o uso do termo “homoousias” em um documento oficial, pois ele não era empregado nas Escrituras, embora concordassem com o significado que ele possuía.

O Concílio interrogou Ário usando as Escrituras apenas para descobrir o novo modo que ele interpretava todas as passagens que lhe eram apresentadas. Finalmente, eles usaram o argumento de que o ponto de vista de Ário era errado porque se tratava de uma novidade. Atanásio declarou: “Mas quanto às matérias de fé, eles (=os bispos reunidos em Nicéia) não escreveram: ‘Assim foi decidido’, mas: ‘Nisto crê a Igreja Católica’; e imediatamente confessaram como acreditavam. Agiram assim para demonstrar que seu julgamento não tinha uma origem recente, mas que de fato provinha do período Apostólico…” (“A Fé dos Padres Primitivos”, volume 1, p. 338). A este respeito, Atanásio também pergunta retoricamente [a Ário]: “…em quantos Padres (=isto é, nas obras dos primeiros cristãos) você pode encontrar suas frases?” (ibid, p. 325).

Devemos concluir, portanto, que a controvérsia ocorria entre uma grande maioria que expressava a crença que a doutrina refletida pelo Credo de Nicéia era antiga e apostólica e uma minoria que acreditava que a nova interpretação da fé promovida por Ário era correta.

A PALAVRA “HOMOOUSIOUS”

O Credo niceno introduziu a palavra “hommousious” ou “consubstancial”, significando “da mesma substância”. Esta palavra não foi, porém, inventada pelo Concílio. Eusébio escreve que alguns dos mais “letrados e distintos dos antigos bispos fizeram uso do termo consubstancial ao tratar da divindade do Pai e do Filho” (v. documento “E” no apêndice, Baker). Hoje não temos mais as fontes de onde Eusébio registrou o uso desse termo; a única fonte que nos resta é Orígenes, que empregou o termo de modo ortodoxo ao que parece (Johannes Quastren, “Patrologia”, volume 2, p. 78). Contudo, essa frase de Eusébio testemunha a existência de um uso mais extenso.

Os bispos reunidos em Nicéia foram cuidadosos ao explicar como usavam o termo e o que ele significava. Isto em razão desse mesmo termo ter sido mal empregado por Paulo de Samósata. A respeito desse emprego não-ortodoxo, Santo Hilário e São Basílio apontaram que um Concílio reunido em Antioquia declarou que o termo era “impróprio para descrever a relação entre o Pai e o Filho” (ibid, p. 14). Aparentemente, Paulo de Samósata aplicava o termo de uma forma que importava na divisão da natureza, assim como várias moedas podem ser feitas a partir de um mesmo metal (Baker, p. 21).

O PAPEL DE CONSTANTINO

A controvérsia preocupou enormemente o imperador Constantino, que enviou uma carta a Ário e Alexandre na tentativa de persuadi-los a deixarem de lado suas diferenças. Ele escreveu: “Essa divergência não surgiu em decorrência de qualquer mandamento importante da Lei, nem de qualquer opinião introduzida acerca da adoração de Deus. Vocês dois possuem os mesmos sentimentos e, assim, devem estar juntos em uma só comunhão. Isto não é apenas indecoroso, mas também ilegal: que uma grande parcela do povo de Deus deveria estar sendo governada e dirigida por vocês, enquanto que na verdade vocês se encontram contendendo um contra o outro, disputando sobre questões menores e sem importância”.

Diz-se que como Constantino se referiu à matéria disputada como algo “sem importância” então ele não a compreendia realmente. Estranhamente, é recordado em uma carta de Eusébio de Cesaréia que o imperador sugeriu a adoção do termo “homoousious” que aparece no Credo de Nicéia. Eusébio afirma que o imperador explicou o termo tão bem que demonstrou a sua diferença quanto ao uso herético feito por Paulo de Samósata. Especulou-se que o imperador fez esta sugestão a pedido de Ósio de Córdova, conselheiro imperial e homem que sofrera a perseguição sob Maximiano.

Constantino exerceu um importante papel no Concílio. Eusébio de Cesaréia relata que ele teve uma participação chave em acalmar, convencer e conduzir todos à concórdia nos pontos controversos. O relato de Eusébio joga luz sobre o imperador e o retrata como figura chave. Contudo, em nenhum lugar Eusébio sugere que ele votou juntamente com os bispos, nem que usou qualquer espécie de força para obter certo resultado.

Pode ser que a eloqüência e glória do imperador tenham influenciado alguns, porém devemos recordar que Constantino, anos após o Concílio, eventualmente favoreceu os arianos. Alguns anos depois do Concílio de Nicéia, Ário descobriu uma nova forma de interpretar o termo “homoousius” que concordava com as suas doutrinas particulares. Ele, então, pediu para ser readmitido à comunhão, mas a Igreja recusou. Ário então apelou para o imperador. A irmã favorita do imperador, Constância, em seu leito de morte, implorou a Constantino para que favorecesse Ário e assim ele agiu. Uma data foi estabelecida para a Igreja readmitir Ário obrigatoriamente, mas enquanto ele aguardava a chegada de Constantino, acabou morrendo (v. “Arianos do Século IV”, capítulo III, seção II, de John Henry Newman).

É difícil de imaginar como um homem que supostamente argumentou com eloqüência em favor do Credo niceno e que supostamente formulou o termo chave e o explicou viria depois a abandoná-lo em decorrência de uma mera submissão às palavras de sua irmã e não quanto ao significado do Credo. Também é difícil de imaginar como o relato de Eusébio pode ser reconciliado com uma falha aparente do imperador como aparece na carta que redigiu. É ainda difícil de imaginar como um homem que foi tido como um servo humilde da Igreja em Nicéia tentaria depois forçar a Igreja a aceitar as suas decisões posteriores. Parece razoável supor que Eusébio de Cesaréia redigiu aqui um relato menos fiel, visando reconhecer e agradar ao imperador.

Constantino não foi o último imperador a favorecer os arianos. Atanásio fala sobre isto em “A História dos Monges da Impiedade Ariana” (358 d.C.), ao escrever: “Desde quando uma decisão da Igreja recebe sua autoridade do imperador?” e: “Nunca os Padres procuraram o consentimento do imperador para seus [decretos conciliares da Igreja], nem o imperador ocupou-se pessoalmente da Igreja”. E ele avança ainda mais para dizer que os hereges se associaram ao imperador (v. “A Fé dos Padres Primitivos”, volume 1, de William Jurgens).

A Igreja esteve disposta a aceitar o auxílio de um imperador, para ouvir o que ele tinha a dizer, mas não para aceitar as sua regras como matérias de fé. Contudo, se alguém aponta que o aludido termo foi indicado por Constantino no Concílio de Nicéia, deve também esse alguém lembrar que o Credo de Nicéia expressou o que a grande maioria dos bispos reunidos naquele Concílio encontraram como tradicional, bíblico e ortodoxo na fé cristã, uma fé, aliás, que eles acreditavam tão firmemente que, pouco tempo antes, durante as perseguições, estiveram dispostos a morrer por ela.

Para citar este artigo: BRANDT, Steve. Apostolado Veritatis Splendor: O Concílio de Nicéia. Disponível em: http://www.veritatis.com.br/article/4328. Desde 5/9/2007.

 
 
 

D. José Policarpo, na celebração de Adoração da Cruz

LISBOA, sexta-feira, 6 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o cardeal-patriarca de Lisboa, «só o justo, no seu coração puro, é capaz de oferecer o sofrimento como ato de louvor».

Ao refletir sobre o sofrimento do Inocente, em sua homilia na Paixão do Senhor, na Sé Patriarcal, esta Sexta-Feira Santa, D. José Policarpo recordou que os cristãos contemplam hoje o« acontecimento decisivo da história da humanidade, fundador da nossa identidade cristã: a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz, máxima expressão do sofrimento inocente, fonte de sentido para todo o sofrimento humano».

Segundo o cardeal, o sofrimento é uma realidade permanente na experiência humana, que não atinge a sua expressão fecunda devido à impureza do coração humano, incapaz de o aceitar e oferecer.

«O pecado torna estéril o sofrimento. A realidade do pecado sublinha a atualidade da Cruz de Cristo. Nós precisamos, para a nossa redenção, que Cristo continue a oferecer-Se a Deus por nós.»

Segundo o cardeal Policarpo, «só Cristo é verdadeiramente inocente e, por isso, só o Seu sofrimento é redentor. Mas purificados no Seu sangue e unidos a Ele no batismo, podemos sofrer n’Ele e com Ele, que faz suas as nossas dores e as oferece ao Pai, em ato de louvor.»

«Em Cristo a nossa dor ganha a densidade do sofrimento inocente, naquela pureza reconstruída pela ação do Espírito que Ele infunde em nós.»

«Quando o crente –prossegue o cardeal–, com o coração purificado, fazendo um com Cristo, se abandona ao sofrimento aceite e oferecido, abre-se à universalidade da salvação, participa dos sentimentos de Jesus na Cruz, o Qual, de braços abertos, abraça a humanidade de todos os tempos.»

«Esse é sempre o horizonte da Igreja, sobretudo quando celebra a Eucaristia e que hoje, nesta celebração, se exprime na oração por todos os homens, cristãos e não cristãos, crentes e descrentes, atores de um drama cuja amplitude desconhecem e que encontra na Cruz de Cristo a chave da sua compreensão», afirmou o patriarca.

 
 
 

Publica a exortação «Sacramentum caritatis», surgida do Sínodo de 2005

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 13 de março de 2007 (ZENIT.org).- «Sacramento do amor» («Sacramentum caritatis») é o título do segundo documento mais importante do pontificado de Bento XVI, depois de sua encíclica «Deus caritas est», no qual recolhe as conclusões do Sínodo de Bispos do mundo celebrado em outubro de 2005 sobre a Eucaristia.

No sacramento da presença real de Jesus, explica a exortação apostólica pós-sinodal, «manifesta-se o amor “maior”, aquele que impulsiona a “dar a vida pelos próprios amigos”», afirma o Papa.

O documento, como o Sínodo celebrado no Vaticano, busca que os fiéis católicos de todo o mundo redescubram que «no Sacramento do altar, o Senhor vai ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus, acompanhando-o em seu caminho».

«Neste Sacramento o Senhor se faz comida para o homem faminto de verdade e liberdade. Visto que só a verdade nos faz autenticamente livres, Cristo converte-se para nós em alimento da Verdade», declara.

Ao reunir as propostas surgidas no Sínodo da Eucaristia, no qual o novo Papa introduziu intervenções livres, o texto começa reafirmando «o influxo benéfico que teve para a vida da Igreja a reforma litúrgica posta em andamento a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II».

«Os juízos positivos foram muito numerosos — recorda o pontífice –. Se constataram também as dificuldades e alguns abusos cometidos, mas não obscurecem o valor e a validade da renovação litúrgica, a qual tem ainda riquezas não descobertas do todo».

O documento apresenta meditações sobre o mistério da Eucaristia e as compagina com indicações de caráter prático que buscam renovar o amor e a veneração dos católicos pelo sacramento.

Foi apresentado na manhã desta terça-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza, que foi o relator geral do Sínodo sobre a Eucaristia, e pelo arcebispo Nikola Eterovic, secretário geral do Sínodo dos Bispos.

Celibato sacerdotal; comunhão a divorciados que se casaram novamente

«Sacramentum caritatis» recorda que o acesso à comunhão na missa celebrada na Igreja Católica está reservada às pessoas em plena comunhão com a Igreja Católica. Ao mesmo tempo, vê no desejo de poder concelebrar um dia a Eucaristia com os irmãos ortodoxos e com os filhos da Reforma um importante impulso para conseguir a unidade plena.

O documento confirma o «sentido profundo do celibato sacerdotal, considerado justamente como uma riqueza inestimável». Ante a escassez de sacerdotes, pede «ter a valentia de propor aos jovens a radicalidade do seguimento de Cristo, mostrando seu atrativo».

A exortação ratifica a indissolubilidade do matrimônio, recorda que não podem aceder à comunhão os que se divorciaram e contraíram novas núpcias, mas assegura que a Igreja acompanha estas pessoas «com especial atenção».

Boa parte do texto está dedicada a propor aspectos para viver mais intensamente a Eucaristia ou para refletir sua beleza. Oferece indicações para a homilia, para o rito da paz, ou para a despedida da assembléia.

Catequese

Para que possa acontecer esta renovação do amor dos católicos pela Eucaristia, o bispo de Roma considera de vital importância aplicar uma «catequese mistagógica», que introduza «no significado dos sinais contidos nos ritos».

«Este imperativo é particularmente urgente em uma época como a atual, tão imbuída pela tecnologia, na qual se corre o risco de perder a capacidade perceptiva dos sinais e símbolos. Mais que informar, a catequese mistagógica deve despertar e educar a sensibilidade dos fiéis ante a linguagem dos sinais e gestos que, unidos à palavra, constituem o rito», declara.

Adoração eucarística Outro elemento chave necessário para que cresça o amor pela Eucaristia, segundo o Papa, é a adoração do Sacramento. «A adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica o acontecido na própria celebração litúrgica». «Neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece logo também a missão social contida na Eucaristia e que quer romper as barreiras não só entre o Senhor e nós, mas também e sobretudo as barreiras que nos separam uns aos outros».

Doutrina Social da Igreja «A oração que repetimos em cada Santa Missa: “Dá-nos hoje nosso pão de cada dia”, nos obriga a fazer todo o possível, em colaboração com as instituições internacionais, públicas ou privadas, para que cesse ou ao menos diminua no mundo o escândalo da fome e da desnutrição que sofrem tantos milhões de pessoas, especialmente nos países em vias de desenvolvimento», afirma.

«O cristão leigo em particular, formado na escola da Eucaristia, está chamado a assumir diretamente a própria responsabilidade política e social», declara.

Para conseguir este objetivo, «é necessário promover a Doutrina Social da Igreja e dá-la a conhecer nas dioceses e nas comunidades cristãs».

A conclusão constata: «Quantos santos fizeram autêntica a própria vida graças a sua piedade eucarística!». Entre estes, menciona três beatos, Madre Teresa de Calcutá, o jovem desportista e engenheiro italiano Piergiorgio Frassati (1901-1925) e o jovem professor croata Ivan Mertz (1896-1928).

«A santidade teve sempre seu centro no sacramento da Eucaristia», conclui a exortação.

Pode-se ler o documento na seção de documentos de Zenit www.zenit.org.

 
 
 
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